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Diabetes e ciclo de oxandrolona com HMB

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  • Moderador
Em 14/05/2021 em 07:33, FaBHana disse:

Geralmente não faço isso, mas pela sua dificuldade estou trazendo o tópico de padronização mastigado.... se quiser só fazer sua parte agora

Algumas pessoas não sabem a oportunidade que estão perdendo... Infelizmente

  • 5 anos depois...
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    Concordo. Vc precisa de uma dieta adequada a sua situação e treino. O diabetes pode dificultar, mas não determinar sua evolução. Treine forte e faça aeróbico de 3 a 5 vezes por semana para m

  • Algumas pessoas não sabem a oportunidade que estão perdendo... Infelizmente

  • Não tomo insulina, controlo com glifage e alimentação,  pra mim ajudar vou pagar um Personal pra treinar pesado 

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O @Apollo Galeno tem razão em pedir os dados antes de opinar, e vale dizer quais importam aqui, porque no caso da @fabifit não é um pedido burocrático. Diabetes tipo um e tipo dois mudam completamente a resposta, e o dado que ela deu depois resolve isso. Controle com metformina e alimentação, sem insulina, aponta para tipo dois.

Mas há uma coisa que ficou sem resposta e que era justamente a pergunta dela, então começo por ela.

Não é verdade que ela não pode comer para não elevar a glicemia. Essa crença é o que está travando o resultado dela, não o diabetes.

Cinquenta e um quilos com um metro e cinquenta e nove, seis anos de treino e a queixa de que só emagrece descrevem alguém em déficit calórico crônico. Não existe ganho de massa nessa condição, com ou sem oxandrolona. E o carboidrato não é proibido no diabetes tipo dois. O que existe é escolha de tipo, distribuição ao longo do dia e, principalmente, o próprio treino.

Esse último ponto merece destaque porque quase ninguém sabe. A contração muscular leva glicose para dentro do músculo por uma via que não depende de insulina, através do transportador chamado GLUT quatro. Ou seja, o músculo em atividade capta glicose mesmo em quem tem resistência insulínica. É por isso que colocar o carboidrato perto do treino costuma funcionar bem em diabético tipo dois, e é por isso que ganhar massa magra melhora o controle glicêmico, em vez de piorar. Mais músculo é mais lugar para a glicose ir.

Sobre a orientação de comer o quanto quiser de carne, ovo e gordura, ela resolve a glicemia e não resolve o problema dela. Proteína e gordura em excesso sem carboidrato não constroem massa em quem está muito abaixo do peso, e uma dieta assim tende a ser tão saciante que a pessoa acaba comendo menos calorias ainda. É exatamente o oposto do que ela precisa.

Agora sobre a oxandrolona, e aqui vão duas ressalvas que não apareceram no tópico.

A primeira é que a oxandrolona é dos anabolizantes que mais derrubam o colesterol HDL, e faz isso de forma acentuada mesmo em doses baixas. Em uma pessoa sem outros fatores de risco isso é uma coisa. Em uma mulher com diabetes, que já parte de um risco cardiovascular aumentado, é outra bem diferente. Perfil lipídico antes de começar e repetido durante não é preciosismo, é o mínimo.

A segunda é sobre o próprio controle glicêmico. Excesso de androgênio em mulher está associado a piora da sensibilidade à insulina, e é justamente esse o quadro que se vê na síndrome dos ovários policísticos. Não dá para prever quanto isso vai pesar em três miligramas por dia, mas dá para monitorar. Glicemia capilar com mais frequência nas primeiras semanas e hemoglobina glicada antes e depois respondem essa pergunta no caso dela especificamente, que é melhor do que qualquer opinião minha.

Além disso, valem os sinais de virilização, que são os mesmos para qualquer mulher em oxandrolona. Engrossamento da voz, aumento do clitóris, pelo em face e abdome, acne intensa. O engrossamento de voz e o aumento do clitóris são os que têm maior chance de não regredir, então a conduta ao primeiro sinal é interromper, e não reduzir a dose.

Sobre o HMB, sendo honesto, um grama por dia não vai fazer diferença perceptível. A literatura mostra efeito consistente dele em pessoas destreinadas, em idosos e em estados catabólicos, e efeito muito pequeno ou nenhum em quem já treina há anos, que é o caso dela. Não faz mal, mas o dinheiro renderia mais em comida.

Exames que eu gostaria de ver antes de qualquer coisa. Hemoglobina glicada, perfil lipídico completo, transaminases com gama GT, creatinina com taxa de filtração e relação albumina creatinina na urina. Esse último é rastreio de comprometimento renal do diabetes, e ele muda a conduta, porque a oxandrolona é um oral alquilado e sobrecarrega o fígado, além de causar retenção que pesa mais em quem já tem rim comprometido.

O resumo prático é este. O problema principal dela é comida de menos, e isso não se resolve com medicamento. Se ela ajustar as calorias para cima e mantiver o treino pesado com o personal que pretende contratar, ela ganha massa mesmo sem oxandrolona, e ainda melhora o diabetes no caminho.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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