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TPC ou CRUISE?

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Em 10/04/2018 em 12:53, Enigma0012 disse:

Vc diz com base no meu peso e quantidade de hormônios necessário para manter a quantidade de massa muscular? 

Ou está falando fisiologicamente, de indivíduo para indivíduo?

De acordo com o que li e pesquisei, cheguei a conclusão de que 200mg/s seria um ponto de partida pra testar em 10semanas+ de Cruise. Assim fazer exames, tentar regularizar possíveis distúrbios no HDL, LDL, prolactina etc.. e depois partir pra outro protocolo, e nesse meio termo manteria o máximo possível dos meus ganhos. 

No caso consigo entender que quanto mais peso e qualidade muscular mais droga e necessário para manter.

 

Sim mais hormônios são necessários mas eu disse baseado no seu shape e quantidade de hormônios mesmo. Pode esquecer que colesterol usando hormônios você sempre tem que tentar regular.

Em 10/04/2018 em 13:28, Enigma0012 disse:

Mas aí tenho algumas dúvidas...

Bom o recomendado é utilizar testos de esteres longos.

sabendo que meu corpo faz o acúmulo pra eu ter resultados em um ciclo. Quando eu termino um protocolo e logo em seguida início um Cruise com doses menores, eu ainda assim manteria o nível absurdo de testo certo?

Uma coisa é alguém que tem o nível normal em 400, faz um ciclo, vai para 1500 de testo encerra totalmente o uso e vai para 200, por estar desregulado.

Outra é eu acumular um absurdo durante um ciclo, por volta de uns 1500 2mil e depois manter essa testo suprafisiologica já que eu não cessaria o uso.

Não acabaria sendo um "ciclo eterno" e com blasts cada vez mais agressivos para quebrar a homeostase?

E com essa queda no Cruise, eu só não estaria ficando com os colaterais, sem novos ganhos?

Não me entendam errado, eu quero a testo alta mas de forma que eu tenha uma qualidade de vida e um bom shape, meu objetivo não é virar um bodybuilder de 100kg, como se só as drogas fossem resolver. Mas quero entender melhor oque posso fazer pra minimizar a bagunça que isso possa me trazer.

Se vcs souberem, como o corpo costuma reagir nessas situações, seria interessante pra eu entender.

 

De certa forma você tem que combater a homeostase caso cair nela.

  • 8 anos depois...
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  • Fica pior, acabaria por fazer uma TPC após 18 semanas de eixo HPT inibido.

  • Aí entram questões diferentes, você quer manter os ganhos ou recuperar o eixo HPT? Não existe como fazer os dois, é uma questão de lógica fisiológica: um homem adulto saudável produz entre 50 e 70 mg

  • cruise e top msm, consegue manter quase todos os ganhos do blast ou senao ate todos.. pontos negativos: Normalmente e usado por quem pretende nunca mais voltar com a produção de testosterona natu

@Enigma0012, você escreveu que tem exame marcado e consulta com a sua endocrinologista, que ela é conservadora e que não faz ideia de que você está ciclando, e imaginou o sermão que viria. Quero tratar disso primeiro, porque é o ponto mais importante deste tópico e não tem nada a ver com sermão.

Se ela não souber, ela vai interpretar os seus exames errado. E isso tem consequências concretas.

Pense no que ela vai ver. Testosterona muito acima da faixa, LH e FSH no chão. Diante desse quadro, sem a informação de uso exógeno, a leitura possível é de uma produção endógena excessiva, e isso abre investigação de causas que você não tem, incluindo tumor produtor de andrógenos. Você pode acabar fazendo exames de imagem e passando por um susto por um achado que tem explicação simples. Ou, se ela estiver conduzindo uma reposição, ela pode concluir que a dose que prescreveu está alta demais e cortar, quando o que elevou o valor foi outra coisa.

E o pior cenário é se aparecer algum sintoma. Se você tiver alteração hepática, hematócrito alto, alteração de humor ou problema cardiovascular, a investigação inteira vai partir de premissas erradas, e o dado que resolveria o caso é justamente o que ficou de fora.

Vale lembrar que o que você conta ao médico é protegido por sigilo profissional, e que esse tipo de informação é mais comum no consultório do que se imagina. O papel dela ali não é te julgar, é te acompanhar com a informação certa. Se vier uma orientação de que aquilo não é indicado, isso é a opinião técnica dela, e você segue decidindo o que fazer. Mas decidir com ela informada é diferente de decidir com ela às cegas.

Agora um número que precisa ser corrigido, porque ele apareceu neste tópico e pode levar alguém a tomar dose suprafisiológica achando que está fazendo reposição.

Foi dito que valores de reposição ficam entre mil e mil e seiscentos, e você concluiu que faria sentido manter a testosterona acima de mil. Isso não corresponde ao que as diretrizes recomendam. A orientação para terapia de reposição é mirar a faixa média do normal, com alvo em torno de quatrocentos a setecentos nanogramas por decilitro na dosagem feita cerca de uma semana após a aplicação. Manter acima de mil não é reposição, é uso suprafisiológico. Pode ser uma escolha, mas então que seja chamada pelo nome, porque reposição e uso suprafisiológico têm riscos diferentes e acompanhamento diferente.

E já que o assunto é uso continuado, o acompanhamento mínimo previsto nas diretrizes inclui hematócrito, e não só testosterona. A testosterona aumenta a produção de glóbulos vermelhos, e sangue mais viscoso traz risco próprio, sem dar sintoma até dar. Some a isso perfil lipídico, pressão arterial e avaliação de próstata. Se a decisão for uso contínuo, é esse painel que torna a coisa defensável.

Sobre a pergunta central do tópico, o @Toxi deu a melhor formulação e ela merece ser destacada. Ele perguntou se você quer manter os ganhos ou recuperar o eixo, e disse que não dá para fazer os dois. É exatamente isso. Não são duas estratégias concorrentes para o mesmo objetivo, são respostas a perguntas diferentes.

Quem escolhe cruise está optando por manter o eixo desligado indefinidamente e sustentar a condição por via externa. Quem escolhe TPC está optando por tentar recuperar a própria produção, e aceitando perder parte do que ganhou, porque aquele resultado foi construído sob um nível hormonal que a produção natural não reproduz. O @trembomon e o @Gamma disseram isso de formas diferentes e os dois estavam certos nesse ponto.

Sobre a proposta original do @Arnaldo Santos, de fazer um período de cruise antes da TPC, o Toxi também acertou. Isso não facilita a recuperação, apenas estende o tempo total de supressão, que é justamente o fator que mais pesa depois. Dez semanas de ciclo mais oito de cruise significam começar a TPC com dezoito semanas de eixo desligado.

Agora preciso discordar de um ponto do @Gamma, com respeito, porque ele afirmou que a TPC com moduladores é perda de tempo e que eles não são restauradores.

O mecanismo deles é exatamente restaurar sinal. Tamoxifeno e clomifeno bloqueiam o efeito do estrogênio no hipotálamo e na hipófise. Como é esse estrogênio que sinaliza ao cérebro que já há hormônio suficiente, bloqueá-lo faz o cérebro voltar a liberar LH e FSH, que são justamente os comandos que estimulam o testículo. Ou seja, eles não são apenas auxiliares contra estrogênio, eles agem sobre o eixo. Isso não significa que garantam recuperação completa, e de fato não garantem, principalmente após uso longo. Mas dizer que não restauram nada é incorreto, e essa ideia faz gente descartar a única ferramenta que tem alguma ação nessa direção.

Vale acrescentar, para completar o quadro, que uso exógeno prolongado suprime a produção de espermatozoides de forma marcante, com azoospermia descrita em quarenta a setenta por cento dos homens. A recuperação acontece na maioria, com mediana em torno de cento e dez dias e cerca de noventa por cento voltando ao valor de base em doze meses. Quem cogita cruise permanente e pretende ter filhos precisa colocar isso na conta.

Por fim, o @edublade disse uma coisa simples que costuma explicar mais casos do que toda essa discussão. Depois do ciclo, a pessoa está satisfeita com o resultado e afrouxa a dieta e o treino, e depois atribui a perda inteira ao fim da substância. Ele está certo, e essa é provavelmente a maior causa isolada de perda pós ciclo. A parte que você controla sem custo nenhum é justamente essa.

E sobre a ideia de precisar quebrar a homeostase com blasts cada vez mais agressivos, eu inverteria a leitura. Isso descreve bem a escalada real que acontece, e é justamente o motivo pelo qual muita gente termina em doses que nunca planejou. A homeostase não é um adversário a ser derrotado, ela é o que mantém a pessoa viva enquanto tudo isso acontece.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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