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Primeiro ciclo oxandrolona em casal

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Olá! Gostaria de uma opinião sobre o que estou pensando em fazer, treino a alguns anos, mas sempre sou aquela q faz 6 meses para 6 meses se setembro a dezembro treinei e fiz dieta corretamente perdi bastante gordura e ganhei massa até, porém agora estou pensando em iniciar um ciclo, meu namorado tbm vai fazer um então queria fazer tbm, e tbm será a primeira vez dele, bom pensei em o seguinte: 12 a 10 semanas, meu objeitivo é ganho de massa magra (bulking) Prefiro fazer com dose baixa pois tenho muito medo da voz engrossar ( trabalho com minha voz) então to bem cagona, pensando em comprar a ox da king pharma ou lander

não faço uso de nenhum remédio, parei AC tem uns 3 meses já...

as fotos:  a na praia é de agora e o antes e depois é de meados de outubro / 14 de dezembro mais o menos (coloquei o link no final)

25 anos. 

1,67 

61kg

 

treino dividido em : A = peito e triceps / b = costas e biceps / c = ombro e panturilha / e perna dividido em gluteo e post / e quadriceps , treino A/B/C A NOITE E perna/ gluteo faço 2 ou 3 vezes na semana ou terça e quinta ou seg, qua, sex pela manha ( ou seja tem dias que vou duas vezes na academia por dia )

Dieta os macros seriam : 2g kg prot, 4g kg carboidrato ( inicialmente, dependendo de como o corpo reagir subo ou n ) 1g kg gord. 

Oxandolona:

1 sem: 5mg dia 

2 sem: 5mg dia 

3 sem: 10mg dia

4 sem: 10mg dia

5 sem: 15mg dia

6 sem: 15mg dia

7 sem: 15mg dia

8 sem: 10 mg dia

9 sem: 10mg dia

10 sem: 5mg dia

11: 5mg dia

12 : 5 mg dia 

foto:

image.png

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  • Moderador
Em 21/01/2020 em 14:28, Kitty Crystal disse:

Prefiro fazer com dose baixa pois tenho muito medo da voz engrossar ( trabalho com minha voz)

Eu no seu lugar em hipótese alguma usaria esteroides, a menos que queira virar contralto.

Recursos ergogênicos para cantoras somente peptídeos e SARM,s.

 

 

  • 6 anos depois...

@Kitty Crystal, o @Foston acertou o essencial e eu assino a conclusão dele: no seu caso específico, eu também não usaria nada. Mas ele fechou com uma sugestão que precisa de correção, porque ela é a parte perigosa do tópico, e você merece saber por quê.

Primeiro, o motivo de a resposta ser tão categórica no seu caso. Você trabalha com a voz. O engrossamento causado por androgênio não é um efeito que passa quando se para. Ele acontece porque a prega vocal responde ao hormônio engrossando de verdade: o tecido fica mais espesso e o músculo dentro da prega aumenta, e é isso que derruba a frequência da voz. Existe relato de acompanhamento de mulheres em que a voz continuava alterada anos depois de parar, inclusive uma descrição de vinte anos depois. É o mesmo processo que acontece com um menino na puberdade, e ninguém volta atrás.

E aqui está a parte que desmonta o seu plano de dose baixa. O risco depende de dose e de tempo, isso é verdade, mas não existe dose demonstrada como segura. A sensibilidade individual varia muito, e não há como saber a sua antes de testar. Pior: o sinal costuma aparecer tarde. Rouquidão, voz cansando no fim do dia, dificuldade de alcançar as notas mais agudas, quebra no meio da frase. Quando você percebe isso, a alteração estrutural já começou. Para quem trabalha com a voz, isso não é um efeito colateral, é risco profissional.

Agora a correção. Sarms não são uma alternativa segura para quem tem medo da voz, e essa é a informação mais importante que eu posso te deixar. Eles agem no mesmo receptor de andrógeno das outras substâncias. Toda a promessa deles era separar o efeito anabólico do virilizante, e essa separação não se confirmou na prática: eles continuam mexendo em hormônio, fígado, colesterol e humor. Além disso, existem casos publicados de lesão hepática aguda com sarm, alguns graves, e nenhum deles é aprovado por agência nenhuma para uso humano. Some a isso que produtos vendidos como sarm são frequentemente mal rotulados, contendo dose diferente da declarada ou substâncias que nem estão no rótulo. Ou seja, você trocaria uma substância conhecida por uma desconhecida, comprada sem controle, e mantendo o mesmo risco de voz. Não é uma troca a seu favor.

Sobre peptídeo, é verdade que os secretagogos de hormônio do crescimento não têm ação androgênica e portanto não engrossam voz. Só que também não são aprovados, também vêm de mercado sem controle, e mantêm o fator de crescimento IGF-1 cronicamente alto, o que não é indiferente. Não é um caminho que eu recomendaria só porque poupa um efeito específico.

Agora vamos ao que eu acho que resolve o seu problema de verdade, porque ele está escrito no seu próprio texto e passou batido.

Você disse que é aquela que treina de seis em seis meses, e que de setembro a dezembro, quando treinou e fez a dieta direito, perdeu gordura e ganhou massa. Repare no que isso significa: quando você faz, funciona. O seu problema não é resposta ao treino, é continuidade. E ciclo não conserta continuidade, ele piora, porque cria a expectativa de que o resultado vem da substância e não da rotina. Doze semanas de oxandrolona em cima de uma vida de intervalos de seis meses vão render menos do que doze meses seguidos de treino sem nada.

Aos vinte e cinco anos, um metro e sessenta e sete e sessenta e um quilos, com resposta comprovada ao treino e macros que você já sabe calcular, o que falta é um ano inteiro sem parar. Só isso. E dá para tornar isso mais fácil: a sua divisão tem dias com duas idas à academia no mesmo dia, o que é justamente o tipo de exigência que quebra na primeira semana corrida. Um programa de quatro dias por semana que você cumpra sempre entrega mais que um de seis que você cumpre por dois meses.

Duas observações práticas. A primeira: você parou o anticoncepcional há três meses. Se não há intenção de engravidar agora, vale conversar com a ginecologista sobre método, porque androgênio na gravidez tem efeito grave sobre um feto feminino, e essa é uma combinação que ninguém quer descobrir depois. A segunda: se em algum momento você decidir usar qualquer coisa, mesmo assim, faça um registro da sua voz antes, gravando uma leitura padrão, e procure uma fonoaudióloga. Assim existe um retrato do antes, e uma alteração é detectada bem mais cedo do que pelo seu próprio ouvido.

Sobre fazer junto com o namorado, um último ponto. É um péssimo critério de decisão, e não é conselho moral, é técnico: as substâncias, as doses, os riscos e a reversibilidade são completamente diferentes entre homem e mulher. O que para ele é um efeito que passa, para você pode não passar. Ele pode aumentar a dose se quiser, você não tem essa margem. São dois assuntos diferentes que só parecem um.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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