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Oxondrolona! Mulher 24 Primeiro Ciclo

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  • 4 anos depois...
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Em 01/08/2012 em 23:39, Esmeralda 24 disse:

Oi pessoal! Quanto tempo! Novidades!

Entaooo... depois de muito suor decidida ciclar a oxa, comecei dia 23/07, estou tomando 15 mg dia, 5mg 8/8h, proteina, albumina e cafeina, 3mg creatina somente em dias de treinos para nao inchar mt, ja tive 1,5kg de ganho, como comentei fui a nutricionista, e estou com 19% bf, fiquei arrazadaaa..... mas ta valendo, acho que é bem um momento de bulking depois penso nesses 19%...... Vou esperar ter ganhos mais significativos p postar fotos! Tive um bom aumento de cargas, Mesmo que seja psicológico o importante é aumentar! To conseguindo aos poucos voltar Ate ultrapassar minhas expectativas! Nenhummmmm efeito colateral, o que é muito válido! Estou me sentindo mt bem inclusive.

Grata a todos! bjoss!

Depois de 4 anos... novidades? ?

Em 15/04/2017 em 23:41, fisiculturismo disse:

Depois de 4 anos... novidades? ?

Também queria saber o desfecho hahahaha Porque estou com a situação parecida que ela estava heheh

Iniciei meu ciclo de oxandrolona após 3 meses de prótese de silicone igual a moça do post e estou atrás de uma massa muscular rsrs queria saber como foi cm ela

  • 9 anos depois...

Este tópico ficou sem desfecho e ainda assim continua sendo lido, inclusive por mulheres na mesma situação, como a @Ffernandaferreira escreveu cinco anos depois. Então vale voltar nele, porque a parte mais importante da conversa foi decidida com base numa premissa errada.

A frase que organizou tudo aqui foi a de que oxandrolona nessa faixa seria praticamente sem risco de virilização, e que quinze miligramas ainda seria uma subdose. Isso não se sustenta, e é justamente sobre o item que a @Esmeralda 24 disse ter mais medo.

A bula da oxandrolona traz o aviso de forma explícita. Mulheres em uso devem ser observadas quanto a sinais de virilização, incluindo engrossamento da voz, hirsutismo, acne e aumento do clitóris. E o ponto decisivo é o seguinte, que também está lá. Algumas dessas alterações são irreversíveis mesmo com a suspensão imediata do medicamento, e não são evitadas pelo uso concomitante de estrogênio. Pele e pelo costumam melhorar depois. Voz e clitóris são os que podem não voltar.

Isso muda a conduta inteira. Não existe dose segura garantida, existe dose com risco menor e vigilância ativa. E vigilância ativa quer dizer coisas concretas. Voz é o sinal mais traiçoeiro, porque a mudança é gradual e a própria pessoa se acostuma, então o jeito de acompanhar é gravar trinta segundos de áudio antes de começar e repetir a cada duas semanas, comparando as gravações. Rouquidão nova, dificuldade em notas agudas ou comentário de terceiros sobre a voz são motivo de parar naquele dia, e não de reduzir a dose. Vale o mesmo para aumento do clitóris. O que reverte é o que se interrompe cedo.

Por isso a sugestão de subir para vinte miligramas, feita depois no tópico, ia na direção errada. Quinze miligramas por dia em uma mulher de cinquenta e dois quilos não é subdose. Para efeito de comparação, a dose usada em contexto clínico costuma ficar muito abaixo disso. Nesse tipo de decisão, quando o objetivo é recuperar volume perdido, o caminho de menor risco é a dose mais baixa e o tempo mais curto, e não o contrário.

Dito isso, o @ninga acertou no diagnóstico principal, e ele merecia mais peso do que teve.

Cinco quilos e vários centímetros perdidos em dois meses parados não são cinco quilos de músculo. A maior parte disso é glicogênio e a água que vem junto com ele, mais o próprio inchaço de treino que desaparece quando se para. Cada grama de glicogênio carrega cerca de três gramas de água, e quem interrompe o treino esvazia esse estoque em poucos dias. É por isso que a perda parece dramática e é por isso que ela volta rápido.

E volta mesmo. O tecido muscular treinado mantém núcleos adquiridos, e é isso que explica a chamada memória muscular, ou seja, quem já teve determinado volume recupera muito mais rápido do que levou para construir da primeira vez. Um mês de volta é pouquíssimo tempo. A queda de carga que ela descreveu, de agachamento e leg press, é reaprendizado neural e recuperação de glicogênio, e não perda de tecido.

Ou seja, a situação dela era exatamente aquela em que o ciclo entrega menos, porque o corpo já ia recuperar sozinho, e o mérito acabaria sendo atribuído à droga.

Sobre a dieta, que foi elogiada mas tinha um furo importante.

Ela escreveu carboidrato baixo, dificilmente arroz, e ao mesmo tempo queria ganhar quatro a cinco quilos e recuperar carga de treino de perna. Essas duas coisas não convivem. Carboidrato é o combustível do treino de força e é o que repõe o glicogênio que ela justamente havia perdido. Manter carboidrato baixo enquanto se tenta reconstruir volume é remar contra a própria meta, e boa parte da dificuldade de voltar às cargas antigas provavelmente vinha dali.

Sobre a creatina, houve uma correção certa e uma preocupação infundada. Ela escreveu que usava só nos dias de treino para não inchar. O @Body Muscle está certo, tem que ser todos os dias, porque o efeito depende de o músculo permanecer saturado e não da dose do dia. E o inchaço temido não acontece do jeito que se imagina. A água puxada pela creatina é intracelular, ou seja, fica dentro da fibra muscular, e não no subcutâneo. Ela deixa o músculo mais cheio, não a pessoa mais inchada.

Sobre o medo de estrias, que motivou a dose baixa. Estria é ruptura da derme por estiramento rápido, e óleo aplicado na pele não impede isso. O que reduz o risco é a velocidade do ganho de peso, e não a hidratação. Ganhar devagar é a prevenção real.

Sobre não treinar membros superiores, o @Heraldo Costa e o Body Muscle estão certos e o mito merece ser enterrado. Mulher não desenvolve braço de homem treinando braço, porque o que determina isso é a quantidade de testosterona circulante, que é de dez a vinte vezes menor. E há um argumento prático que ela mesma trouxe sem perceber. Ela reclamou que o antebraço falha no stiff antes da perna. É exatamente o membro superior limitando o treino de perna dela, então treinar preensão e dorsais melhoraria o resultado nas pernas. Se preferir, cinta de pegada resolve o sintoma imediato.

Sobre os dezenove por cento de gordura que a deixaram arrasada, o número não era ruim. A faixa considerada saudável em mulher é bem mais alta que a masculina, e dezenove por cento em mulher é resultado de quem treina, não de quem está fora de forma. Além disso, medida de dobras tem margem de erro relevante, e comparar avaliação feita por dois profissionais diferentes, com protocolos diferentes, produz exatamente esse tipo de susto sem causa.

Ficaram duas perguntas sem resposta no tópico, e respondo as duas.

O @Matheus Nery perguntou quais colaterais são mais visíveis e quanto tempo dura o ciclo. Em mulher, os que aparecem primeiro são acne e aumento de oleosidade, aumento de pelo em face e abdome, alteração do ciclo menstrual e queda de cabelo em padrão masculino. Os que preocupam mais são os que não revertem, que são voz e clitóris. E existe um que ninguém vê, que é a queda do HDL, comum com androgênios orais e detectável só em exame. Sobre duração, quanto mais curto melhor, e a decisão de parar deve ser guiada pelo aparecimento de qualquer sinal de virilização, não pelo calendário.

A @Ffernandaferreira contou que começou oxandrolona três meses depois de prótese de silicone, igual à autora do tópico. Aí o ponto que importa não é a prótese em si, é a mesma armadilha do tópico. Perda de volume após dois meses parada é reversível com treino e comida, e quem cicla nessa janela tende a atribuir à droga um ganho que era recuperação natural, e ainda assume o risco de virilização por algo que já ia acontecer.

Em qualquer dos casos, os exames que fazem sentido antes e durante são hemograma, TGO, TGP, gama GT, perfil lipídico completo com HDL e, se houver alteração menstrual, LH, FSH, estradiol, testosterona total e prolactina. Em mulher, o retorno do ciclo menstrual regular é um dos melhores indicadores de que o eixo se restabeleceu.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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