O que é Durateston®?
A Durateston® é um medicamento à base de testosterona, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo masculino. Ela já passou por várias indústrias farmacêuticas, como a Organon, Schering, EMS, e atualmente está sob responsabilidade do laboratório Aspen.
Mas por que ela é tão popular?
Primeiro, porque é muito utilizada. Segundo, porque é considerada segura. Terceiro, porque serve para diversos tipos de pessoas.
Composição da Durateston®
Quando falamos de hormônios esteroides anabolizantes, precisamos dividi-los em três categorias:
Testosterona e seus derivados; Hormônios derivados do DHT (dihidrotestosterona); Hormônios derivados da cadeia 19-nor. A Durateston® se encaixa na primeira categoria. Ela é um "blend", ou seja, uma mistura de cinco diferentes ésteres (sais) de testosterona, cada um com um tempo de ação diferente no corpo:
Propionato de testosterona: Ação rápida; Fempropionato de testosterona: Ação rápida; Isocaproato de testosterona: Ação média; Decanoato de testosterona: Ação longa; Undecanoato de testosterona: Ação longa. Essa combinação faz com que a Durateston® tenha uma meia-vida (tempo que a substância permanece ativa no corpo) de até 15 dias, com ação iniciando cerca de 2 horas após a aplicação.
Para que serve a Durateston®?
A Durateston tem duas principais finalidades:
Tratamento de Hipogonadismo (Terapia de Reposição de Testosterona - TRT): Homens com deficiência na produção de testosterona (hipogonadismo) podem utilizar a Durateston para repor esse hormônio e manter os níveis dentro da faixa considerada saudável, que é entre 90 e 900 ng/dL de sangue. Os sintomas de testosterona baixa incluem falta de energia, cansaço extremo, baixa disposição física e sexual, e até fadiga mental. Melhora de Performance (Ciclo): Muitas pessoas utilizam a Durateston para aumentar a massa muscular, a força e o desempenho físico. Nesse caso, a dosagem é maior do que a utilizada na TRT, configurando o que chamamos de "ciclo". Diferença entre TRT e ciclo
Aqui é importante esclarecer um ponto crucial: a diferença entre TRT e ciclo.
TRT: O objetivo é manter os níveis de testosterona dentro do limite fisiológico (até 900 ng/dL). Uma ampola de Durateston® a cada 15 dias costuma ser suficiente para isso, pois mantém a testosterona dentro desse limite, considerando a meia-vida do medicamento. Ciclo: Quando se utiliza uma ampola por semana ou mais, os níveis de testosterona ultrapassam o limite fisiológico, caracterizando um ciclo. Isso aumenta significativamente os riscos de efeitos colaterais. Por que uma ampola por semana é ciclo?
Um homem saudável produz, em média, 10 mg de testosterona por dia, totalizando 70 mg por semana. Uma ampola de Durateston® contém 250 mg de testosterona, mas, descontando os ésteres, restam 176 mg de testosterona pura.
Portanto, uma ampola por semana fornece mais que o dobro da produção natural de testosterona do corpo, elevando os níveis para a faixa de 1000 a 1500 ng/dL, ou seja, acima do limite fisiológico.
Efeitos colaterais do ciclo
Quando os níveis de testosterona ultrapassam 900 ng/dL, o corpo reage tentando regular essa quantidade excessiva. Isso ocorre através da ação de duas enzimas:
5-alfa-redutase: Converte testosterona em dihidrotestosterona (DHT). O DHT em excesso pode causar: queda de cabelo; acne; irritabilidade. Aromatase: Converte testosterona em estradiol (hormônio feminino). O estradiol em excesso pode causar: ginecomastia (aumento das mamas em homens); perda de libido. Além disso, o uso prolongado de doses suprafisiológicas de testosterona pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, devido ao espessamento das paredes do coração.
Importante: Nem todas as pessoas que fazem ciclo apresentam esses efeitos colaterais. A quantidade de massa muscular e a capacidade de recrutar a testosterona para os músculos através do treino podem influenciar na ocorrência ou não desses efeitos.
Terapia pós-ciclo (TPC)
Após um ciclo de Durateston®, o corpo interrompe a produção natural de testosterona, pois entende que já existe uma quantidade suficiente do hormônio circulando. Para reverter isso, é fundamental fazer a TPC (Terapia Pós-Ciclo).
A TPC estimula a produção natural de testosterona através do uso de medicamentos que atuam nos hormônios luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH). O LH estimula as células de Leydig a produzirem testosterona, enquanto o FSH estimula as células de Sertoli a produzirem espermatozoides.
Os medicamentos mais comuns na TPC são:
Citrato de clomifeno; Beta hCG; Substâncias naturais: Long Jack, Jin Biloba e Hippeastrum. Conclusão
A Durateston® é um medicamento eficaz para o tratamento do hipogonadismo e também pode ser utilizado para a melhora da performance. No entanto, é fundamental entender a diferença entre TRT e ciclo, e estar ciente dos riscos associados ao uso de doses suprafisiológicas.
Se você está considerando usar Durateston®, procure sempre a orientação de um médico especializado. Ele poderá avaliar seu caso individualmente, indicar a dosagem correta e acompanhar sua saúde durante o tratamento ou ciclo.
Fontes de consulta
1. CARIANI, Renato. CONHEÇA TUDO SOBRE A DURATESTON - O HORMÔNIO MAIS UTILIZADO POR HOMENS. Disponível em: <https://youtu.be/oWSc5uhQHfk>. Acesso em: 4 jan. 2025.
Espero que essa matéria tenha esclarecido suas dúvidas sobre a Durateston®! Compartilhe com seus amigos que também têm curiosidade sobre o assunto e compartilhe as suas experiências com a droga nos comentários.
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