Pular para o conteúdo

Dificultade em desenvolver parte superior peito

Respostas em Destaque

Fala galera treino a um ano, e meu peitoral desenvolveu bastante, porem desenvplveu da parte do meio para a inferior, a superior não, faço exercicios voltados para a superior mas mesmo assim nao cresce, nao fica algo marcado, sinto tambem que um pouco representa pois minha postura esta meio errada, ombros caidos para frente

  • Respostas 3
  • Visualizações 618
  • Criado
  • Última Resposta

Maiores Postadores Neste Tópico

Postagens Mais Populares

  • Deltoides frontais ajudam a compor este aspecto.  Comece o treino de peito com supino inclinado, tanto crucifixo quando supino. Veja se a tua técnica está correta e não está jogando a força para

  • fisiculturismo
    fisiculturismo

  • Moderador

Deltoides frontais ajudam a compor este aspecto. 

Comece o treino de peito com supino inclinado, tanto crucifixo quando supino. Veja se a tua técnica está correta e não está jogando a força para as porções do ombro e tríceps. Saber encaixar a escápula é fundamental para o melhor estímulo do peitoral. 

  • 7 anos depois...

@Felipelkruger, o @Locemar te deu a resposta certa e vou sustentá-la com anatomia e com número. Mas o dado mais importante do seu relato é o que você escreveu quase como observação lateral, e é dele que eu quero tratar por último.

Primeiro, confirmando a premissa: sim, dá para enfatizar regiões do peitoral, e isso não é conversa de academia.

O peitoral maior tem duas porções com origens diferentes — a clavicular, que é a parte de cima, e a esternocostal, que é o resto. E elas não são só regiões do mesmo músculo: a porção clavicular recebe inervação predominante do nervo peitoral lateral, enquanto a esternocostal é servida também pelo peitoral medial. Fibras com origens distintas, ângulos de tração distintos e inervação distinta se recrutam em proporções diferentes conforme o ângulo do movimento.

Por isso a ideia de que "todo exercício de peito trabalha o músculo inteiro de forma completa" não se sustenta. O músculo participa inteiro de qualquer supino, mas não participa na mesma proporção.

Sobre qual ângulo usar, os estudos de eletromiografia não convergem perfeitamente, e vale saber disso. Um trabalho que comparou cinco inclinações encontrou pico de atividade da porção clavicular aos 30 graus. Outro encontrou ativação significativamente maior aos 44 graus do que aos 28. O que os estudos concordam é no outro lado da curva: a partir daí, quem passa a dominar é o deltoide anterior, com pico observado em torno de 60 graus.

A leitura prática: a faixa útil vai de 30 a 45 graus, e acima disso você está fazendo desenvolvimento, não supino inclinado. Se a sua academia tem banco regulável, vale variar dentro dessa faixa em vez de fixar num ângulo só. Se o banco inclinado é fixo e íngreme — e muitos são —, esse pode ser boa parte do seu problema: você acha que treina peito superior e está treinando ombro.

E é aí que a recomendação do @Locemar de começar o treino pelo inclinado faz diferença. Não é detalhe de ordem: o primeiro exercício é o que recebe você descansado, com mais carga disponível e mais qualidade de execução. Se o inclinado vem depois do reto, ele sempre pega o resto.

Agora o ponto que eu acho o mais importante, e que você mesmo levantou sem dar o peso devido.

Você escreveu: "sinto também que um pouco representa porque minha postura está meio errada, ombros caídos para frente."

Isso não é um detalhe à parte da sua queixa. Pode ser a queixa inteira.

Ombros anteriorizados significam escápulas protraídas — deslizadas para a frente sobre a caixa torácica. Isso produz dois efeitos ao mesmo tempo.

O visual: com a escápula à frente e a caixa torácica deprimida, a região superior do peito perde projeção. O músculo pode até existir; ele não aparece porque a estrutura sobre a qual ele se apoia está rodada para dentro.

E o mecânico, que é pior: com a escápula solta e protraída, o supino perde o ponto fixo de onde o peitoral deveria tracionar. Sem base estável, a carga migra para o deltoide anterior e para o tríceps — exatamente o que o @Locemar apontou quando falou em encaixar a escápula.

Ou seja: a postura não é uma coisa que acompanha o problema. Ela é o que impede o estímulo de chegar e ao mesmo tempo esconde o que já foi construído. Você pode passar mais um ano fazendo inclinado com escápula solta e continuar com a mesma queixa.

O que eu faria, na ordem:

Trabalhar retração e depressão escapular como habilidade, antes de pensar em carga. No banco, a sequência é: deitar, puxar as escápulas para trás e para baixo, travar nessa posição, e só então descer a barra. Se a escápula se solta durante a série, a carga está alta demais para o que você consegue estabilizar.

Equilibrar o volume de puxada com o de empurrão. Ombro anteriorizado quase sempre acompanha excesso de peito e ombro em relação a dorsal e trapézio médio. Remadas, face pull e trabalho específico de trapézio inferior fazem mais pela sua postura — e pela aparência do seu peito — do que mais uma variação de supino.

E uma expectativa honesta: você treina há um ano. A porção clavicular é a que mais demora a aparecer em praticamente todo mundo, e um ano de treino é pouco tempo para julgar um ponto fraco. Se a dorsal e o trapézio subirem, a escápula voltar ao lugar e a caixa torácica se abrir, é bem provável que o peito superior que você acha que não existe apareça sem você ter mudado nada no peito.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Crie uma conta ou entre para comentar

Conteúdo Semelhante

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.