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Oxandrolona pode ajudar na diástase abdominal?

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  • Olá, eu tive 5 filhos e fiquei com uma diástase gigante. Resolvi isso Com abdominais hibopressivos e tratamento com corrente russa, na vdd eu juntava os dois  durante a corrente russa fazia o abd

  • Olá, pesquise sobre LPF. Não creio que oxandrolona possa contribuir, infelizmente.

  • Temos uma matéria no site sobre LPF:  

  • 2 semanas depois...

Olá, eu tive 5 filhos e fiquei com uma diástase gigante.

Resolvi isso Com abdominais hibopressivos e tratamento com corrente russa, na vdd eu juntava os dois  durante a corrente russa fazia o abdominal (o famoso Vaccum)

Hoje minha diástase é 0% não precisei fazer cirurgia 🙏

  • 5 anos depois...

@Jeniffer, a resposta direta é não, e o motivo vale mais do que a resposta.

Diástase não é problema de músculo. O que se separa é a linha alba, a faixa de tecido conjuntivo onde as aponeuroses dos dois lados do abdome se encontram no meio. Os retos abdominais em si estão inteiros, apenas afastados um do outro porque o tecido entre eles cedeu e ficou mais largo e mais frouxo. Oxandrolona atua na síntese proteica do músculo, e o tecido que está com problema no seu caso não é o músculo. É como reforçar duas paredes quando quem cedeu foi a costura entre elas.

E existe um detalhe que vai na direção contrária. Se o reto abdominal ganha volume, ele empurra para os lados e a separação pode até ficar mais aparente. Não é o caminho.

O primeiro passo que costuma ser pulado é medir direito. Contar dedos deitada dá uma noção grosseira e varia conforme quem mede. A medida que orienta conduta é feita por ultrassom, com a distância entre os retos avaliada acima do umbigo, na altura dele e abaixo, porque diástase raramente é igual nos três pontos. Esse exame também mostra a outra coisa que muda tudo: se existe hérnia umbilical ou epigástrica junto. Havendo hérnia, nenhum exercício resolve, e a conversa passa a ser cirúrgica.

Não havendo hérnia, o tratamento inicial é fisioterapia abdominal e pélvica, com trabalho progressivo do transverso do abdome e do assoalho pélvico e depois carga de verdade. E vale saber de um deslocamento que aconteceu na literatura nos últimos anos: fechar a distância não é o desfecho mais importante. O que se correlaciona com sintoma e com função é a capacidade da linha alba de gerar tensão. Existe mulher com dois dedos de separação e abdome funcional, e mulher com um dedo e queixa. Perseguir só o número engana.

@Nipônica, seu relato é ótimo e merece ser lido por quem chega aqui, porque mostra que dá para sair de um quadro grande sem cirurgia. Vale registrar que a parte com melhor sustentação na literatura é a que você fez junto, o trabalho de ativação profunda e o vácuo. Os estudos com corrente e com hipopressivos isolados têm resultados mais irregulares, e boa parte do ganho costuma vir do treino do transverso feito de forma consistente por meses, que foi exatamente o que você sustentou com cinco filhos em casa.

E um aviso separado, @Jeniffer, para o caso de a oxandrolona estar em cogitação por outro motivo. Em mulher ela é androgênio puro, não aromatiza, e os efeitos de virilização de voz e de clitóris estão na lista dos que costumam não regredir. Não é um item que se testa por curiosidade.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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