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3° ciclo oxandrolona

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Meu 1° ciclo foi de oxan 30gr/dia 10 semanas,obtive ótimos resultados sem  colaterais. Depois de 5 meses, fiz oxan 30gr/dia + 1ml boldenona/semana por 10 semanas, tive muita espinha, distúrbio do sono, fazem 6 meses.

Quero fazer outro ciclo só  com oxan pois me dei muito bem, estava pensando em 40gr/dia 10 semanas, o que acham?

Uso produtos líder pharma

Tenho 60 anos, 1,68 alt,  66 kg .Treino 5 vz/semana.

 

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  • Cláudio Chamini
    Cláudio Chamini

    Tuca, o seu tópico ficou só na orientação de padronizar e ninguém chegou a responder a pergunta. Vou responder, mas antes preciso dizer que o dado mais importante do seu post passou completamente bati

9 horas atrás, Tuca disse:

Meu 1° ciclo foi de oxan 30gr/dia 10 semanas,obtive ótimos resultados sem  colaterais. Depois de 5 meses, fiz oxan 30gr/dia + 1ml boldenona/semana por 10 semanas, tive muita espinha, distúrbio do sono, fazem 6 meses.

Quero fazer outro ciclo só  com oxan pois me dei muito bem, estava pensando em 40gr/dia 10 semanas, o que acham?

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  • 4 anos depois...

Tuca, o seu tópico ficou só na orientação de padronizar e ninguém chegou a responder a pergunta. Vou responder, mas antes preciso dizer que o dado mais importante do seu post passou completamente batido: você tem sessenta anos. Isso muda tudo, e não é detalhe.

Um aviso rápido de leitura, porque outra pessoa pode copiar daqui. Você escreveu trinta gramas por dia e quarenta gramas por dia. Presumo que sejam miligramas, porque gramas seria mil vezes mais. Vale sempre conferir a unidade.

E antes de seguir, uma ressalva honesta: não sei se você é homem ou mulher, e parte da resposta muda com isso. Vou cobrir os dois lados.

O ponto central é este. Você escreveu que fez o primeiro ciclo sem nenhum colateral. Só que você não menciona um único exame de sangue em nenhum momento, nem antes, nem durante, nem depois de três ciclos. Sem exame, a frase correta não é sem colaterais, é sem colaterais que dessem para sentir. E acontece que justamente os efeitos que mais importam da oxandrolona não se sentem. Ela é conhecida por derrubar o HDL, o colesterol bom, de forma acentuada, muitas vezes pela metade, e por elevar o LDL ao mesmo tempo. Isso não dá sintoma nenhum, não incomoda, não aparece no espelho, e é exatamente por isso que engana. Aos sessenta anos, esse efeito se soma ao risco cardiovascular que a idade já traz por si só, e é o item que eu colocaria em primeiro lugar na sua lista. Da mesma forma, a oxandrolona é alquilada em dezessete alfa, ou seja, passa pelo fígado com potencial de dano, e três séries de dez semanas em cerca de dois anos é uma exposição acumulada que merece transaminases, gama GT e bilirrubina.

Agora o item específico da sua idade que ninguém mencionou. Se você é homem, aos sessenta anos a grande maioria já tem algum aumento benigno da próstata, muitas vezes sem saber. Androgênio nessa faixa etária pode piorar sintomas urinários, e a conduta correta antes de qualquer uso é avaliação urológica com PSA e exame clínico. Não é burocracia, é o exame que separa hipertrofia benigna de outra coisa, e essa distinção fica muito mais difícil de fazer depois que se começou a usar hormônio, porque os valores se alteram. Se você é mulher, o alerta é outro e igualmente sério: trinta miligramas diários já é uma dose alta para mulher, e ir a quarenta aumenta o risco dos efeitos que não voltam atrás, que são voz mais grossa, aumento do clitóris e pelo em local novo. Nos dois casos, a resposta à sua pergunta sobre subir a dose é a mesma, e eu vou direto ao ponto: não vejo como recomendar.

O motivo é simples e vale entender. Os efeitos indesejados dos orais são dependentes de dose e de tempo, e crescem mais rápido do que o benefício. Sair de trinta para quarenta miligramas não entrega um terço a mais de resultado, mas aumenta em cheio o custo de fígado e de colesterol. E existe uma armadilha de raciocínio embutida no seu texto: deu certo, então vou aumentar. Como o que dá errado nesse caso é silencioso, a ausência de sintoma acaba funcionando como permissão para subir, e o ciclo se repete.

Sobre o segundo ciclo, você relatou muita espinha e distúrbio do sono, e escreveu que faz seis meses. Se a alteração do sono continua até hoje, ela merece atenção própria. Aos sessenta anos, a causa mais comum de sono ruim com cansaço durante o dia é apneia do sono, e há um detalhe que se encaixa no seu caso: androgênios pioram apneia do sono, e esse é um dos efeitos documentados desse tipo de substância. Se existe ronco, pausas na respiração percebidas por alguém que dorme perto, ou sonolência durante o dia, vale uma polissonografia. Apneia não tratada é fator de risco para pressão alta, arritmia e evento cardiovascular, e é bem tratável.

E há uma consideração sobre recuperação que é bastante diferente aos sessenta. O eixo hormonal se recupera muito mais devagar nessa idade do que aos vinte e cinco, e nem sempre volta. O desfecho mais comum de quem repete ciclos depois dos cinquenta e cinco não é ganho acumulado, é acabar dependente de reposição para o resto da vida. Se essa for a estrada, que seja uma decisão tomada de olhos abertos com um endocrinologista, e não algo em que se cai sem perceber.

Por fim, o que eu faria no seu lugar, e digo isso com respeito porque treinar cinco vezes por semana aos sessenta é coisa de gente séria. Com um metro e sessenta e oito e sessenta e seis quilos, sobra muito espaço para ganhar do jeito difícil, e nessa idade os ganhos disponíveis pelo caminho comum são maiores do que a maioria imagina, porque quase ninguém os usa. Depois dos sessenta existe o que se chama de resistência anabólica, ou seja, o músculo responde menos à mesma quantidade de proteína, e por isso a necessidade é maior, e não menor, do que a de um jovem. Também vale checar vitamina D, que costuma estar baixa nessa faixa e afeta força e queda. E o treino precisa ter progressão de carga anotada, porque é ele que protege osso, equilíbrio e independência daqui para frente. Isso não é o conselho chato, é literalmente a intervenção com maior retorno disponível para você hoje.

Se ainda assim quiser seguir, faça pelo menos o seguinte antes: perfil de colesterol completo, transaminases com gama GT, hemograma com hematócrito, glicemia com hemoglobina glicada, função renal e, se homem, o PSA com o urologista. Esses números são o que transforma sem colaterais numa afirmação verdadeira.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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