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Ajuda pra diminuir BF e melhorar composição corporal

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  • E vamos de atualização!!!   PESO INICIAL/ / PESO ATUAL= 62,9 kg/60 kg FORÇA/RESISTÊNCIA/CARGAS= Mantive as cargas  como proposto e foi um esforço moderado, nas séries até falha chegava

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  • Boa tarde pessoal! Ainda não fiz os dois meses de cirurgia do ombro, mas amanhã volto a treinar de forma mais efetiva. Estou sem uso de EA nesse período e vou na sexta fazer uma bioimpedância pra aval

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  • 1 ano depois...

Aninha, li o tópico inteiro. A evolução é real e a disciplina também, e o mérito é seu. Mas tem um assunto que atravessou o diário todo sem ser discutido de frente, e ele é o mais importante de tudo o que está aqui, porque junta a sua idade, as suas lesões e o que você passou a usar.

Vamos por partes.

Você tem quarenta e sete anos, condropatia patelar, teve rompimento de manguito e de bíceps, operou o ombro e tem histórico familiar de osteoporose, hipertensão e colesterol alto. Nessa idade, a conversa hormonal que realmente muda a sua vida não é a de nandrolona, é a do climatério. É a fase em que o estrogênio começa a oscilar e depois cair, e é justamente o estrogênio que protege osso, cartilagem e tendão na mulher. Com o seu histórico familiar de osteoporose, e ainda mais tendo passado por duas lesões de tendão, eu levaria isso a um ginecologista com experiência em climatério e conversaria sobre densitometria óssea e sobre como está o seu ciclo. Isso não é assunto de estética, é o que decide como vão estar os seus ossos aos sessenta.

Agora a parte que quero mesmo corrigir, com todo o respeito por quem escreveu o contrário aqui.

Apareceu no tópico a ideia de que a nandrolona ajuda nas articulações. Ela realmente costuma dar essa sensação, e isso não é invenção de ninguém, quem usa sente. Só que o mecanismo é onde mora o problema. O alívio vem principalmente de aumento de retenção de água e de síntese de colágeno na região, ou seja, é uma melhora sintomática. A cartilagem desgastada da condropatia não volta, e o manguito operado não fica curado por causa disso. E aí está o risco específico do seu caso: dor é o sinal que te faz parar antes de estragar. Quando ela é abafada num joelho com condropatia e num ombro em recuperação de cirurgia, a pessoa treina com mais carga e mais amplitude do que o tecido aguenta, e o estrago aparece depois. É exatamente por isso que essa fama de protetor articular é perigosa justamente para quem mais se atrai por ela.

Some a isso o ponto que ninguém tocou: nandrolona é um derivado da nortestosterona, e o decanoato é um éster longo. Ele continua liberando por semanas depois da última aplicação. Para uma mulher isso significa que, se aparecer algum sinal de virilização, principalmente rouquidão ou alteração no clitóris, que são os dois que com frequência não voltam ao normal, parar de aplicar não interrompe nada de imediato. Você fica esperando a substância sair. Numa mulher, essa é a diferença entre poder desligar e não poder. A dose que você estava usando é baixa, e você relatou não ter tido colateral, o que é ótimo, mas o alerta é sobre o que fazer se aparecer, e não sobre o que já aconteceu.

E, já que você fez exames no começo do tópico, os que eu não deixaria de acompanhar com médico enquanto usar ou depois de usar nandrolona: perfil lipídico completo, com atenção ao HDL, hemograma com hematócrito, pressão arterial medida com regularidade, e prolactina, que é a que mais se altera com essa substância especificamente.

Duas outras coisas práticas.

A primeira, a ioimbina que apareceu no plano da manhã. Ela sobe pressão e frequência cardíaca e piora ansiedade em quem é sensível. Com histórico familiar de hipertensão, eu ao menos mediria a pressão em alguns dias antes e depois de tomar, e trataria como um item dispensável. O que ela entrega em gordura é pequeno perto do incômodo que causa em quem reage mal.

A segunda, o ombro. Você contou que ia começar fisioterapia e depois voltou a treinar mais forte. Nesse tipo de reparo, o retorno tem etapas e prazos, e quem manda nisso é o seu cirurgião junto do fisioterapeuta, não a vontade de recuperar o tempo perdido. Você mesma escreveu que acorda antes das cinco e nem pensa, só vai, e essa é a sua maior qualidade e o seu maior risco ao mesmo tempo. No pós de ombro, apressar seis semanas custa seis meses.

Por fim, uma observação sobre o começo de tudo. Você entrou aqui achando que tinha trinta e dois por cento de gordura, e o Batata te disse na primeira resposta que não tinha. Ele estava certo. Uma mulher de quarenta e sete anos, sessenta e três quilos, ex atleta de natação máster, que treina seis vezes por semana, não está com composição corporal ruim, está com uma expectativa calibrada por foto de rede social. Digo isso porque quase todo o esforço deste diário foi para tirar dois ou três quilos, enquanto a coisa que mais mudaria a sua saúde nos próximos vinte anos é manter músculo e osso, e isso pede comida suficiente e carga, não mais restrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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