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Durante o ciclo pode-se beber algum tipo de bebida alcoólica?

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    Você já sabe que se abusar do álcool vai perder muito em anabolismo. Saiba um pouquinho mais sobre os efeitos dessa droga nestas matérias:  

  • quem nao tem maturidade para parar de beber nao deve ciclar....

  • Marcelo Alpendre
    Marcelo Alpendre

    Eu tenho um bar, estou ciclando e so mudei a aplicacao de quinta para sexta, pois bebo na quinta

  • 1 ano depois...
Em 01/06/2003 em 18:42, BrunoFS disse:

O ideal é não beber nada durante o ciclo, mas depende muito de que tipo de AE vc está usando. O maior problema de beber no ciclo é o esforço que o seu figado vai fazer para filtrar "todo esse monte de porcaria" que vc tem dentro do corpo.

Se vc está usando AEs orais fortes como hemogenin, D-bol ou winstrol, nem pensar em beber pq eles sozinhos ja sao uma porrada no fígado. Se está usando injetaveis tipo o dura ou deca em doses baixas, que não são tão tóxicos para o fígado td bem beber algumas latinhas de vez em quando, mas mesmo assim evite beber mto e/ou com frequência, até pq isso pode prejudicar seus ganhos já q o alcool te deixa fraco (por vários motivos), se vc ja foi malhar no dia seguinte de ter tomado um ferro vc sabe como é.

Dizem também que o alcool aumenta o estrógeno, nao li nada sobre isso então nao posso dizer com certeza.

 

Bruno

 

  • 6 anos depois...

Esse tópico atravessou dezesseis anos e ficaram três perguntas sem resposta no caminho. Vou pegá-las, mas antes uma palavra sobre o que aconteceu aqui em 2003: um garoto de 16 anos apareceu querendo ciclar e o pessoal, em vez de aplaudir, segurou ele e ainda contou o próprio erro. Isso é o fórum funcionando como deveria.

A pergunta original, que ninguém chegou a responder, era se só destilado poderia. Não é verdade, e vale saber de onde veio essa ideia. Ela nasceu do lúpulo da cerveja, que tem substâncias de comportamento estrogênico. Só que a quantidade delas numa lata é irrisória, tão pequena que não muda nada mensurável no seu hormônio. O que importa é a quantidade de etanol, e trinta gramas de álcool são trinta gramas de álcool venham de cerveja, vinho ou whisky. Trocar de copo não muda o problema, só muda o volume que você precisa beber para chegar lá.

Sobre cortar o efeito, o pessoal acertou: não corta. Nenhum injetável deixa de funcionar porque você bebeu. Mas o efeito é uma coisa e o resultado é outra, e o álcool age em cima do resultado por caminhos que quase não foram citados aqui.

Ele derruba a síntese proteica muscular nas horas seguintes ao treino, e isso acontece mesmo comendo proteína suficiente depois. Ou seja, dá para anular boa parte do treino de sexta bebendo na sexta à noite.

Ele estraga a arquitetura do sono. A pessoa dorme rápido e acha que dormiu bem, mas a segunda metade da noite fica picada, e é justamente nela que acontece boa parte da recuperação.

Ele tem 7 calorias por grama e ainda passa na frente na fila. Enquanto houver álcool no sangue, o corpo prioriza queimá-lo, e a queima de gordura fica esperando. Para quem está tentando definir, isso é mais relevante que a conta de calorias em si.

E ele reduz a testosterona quando o consumo é alto ou frequente, o que num período de recuperação pós-ciclo é o pior momento possível.

Agora, o que ninguém falou em dezesseis anos e talvez seja o mais importante: a combinação com o humor. Esteroide em dose alta deixa parte das pessoas mais irritada e de pavio curto. O álcool tira o freio. Somar as duas coisas numa balada de fim de semana é a receita de brigas e de decisões que ninguém tomaria sóbrio. O risco aí não é hepático, é o de acordar com um problema muito maior que uma transaminase alterada. Some ainda a pressão arterial, que sobe com o álcool e já costuma estar mais alta em quem está ciclando.

Sobre o fígado, uma correção pequena. Álcool e oral alquilado não castigam o fígado do mesmo jeito. O álcool leva a acúmulo de gordura e inflamação no órgão, e o oral tende a travar o fluxo da bile. São dois mecanismos diferentes que se somam, e é por isso que a orientação de não misturar com hemogenin, stanozolol ou dianabol está certíssima, mesmo que a explicação da época fosse simplificada.

As três perguntas que ficaram penduradas:

Sobre beber tomando tamoxifeno ou clomifeno, que foi perguntado em 2003 e não teve resposta. O álcool não anula nenhum dos dois. Mas os dois são processados no fígado, e o tamoxifeno em particular tem entre seus efeitos conhecidos o acúmulo de gordura hepática. Beber junto empilha na mesma via. Mais importante que isso: a terapia pós-ciclo existe para o seu eixo hormonal voltar a funcionar, e o álcool empurra exatamente na direção contrária. Se existe um período do ano para não beber, é esse.

Sobre a dúvida de 2017, de aplicar duas ampolas de Durateston, parar por causa das festas e retomar em janeiro. Essa é a que mais preocupa e ficou sem resposta. Não funciona assim. Duas ampolas espaçadas já suprimem sua produção própria, e um mês parado no meio significa ficar sem hormônio nenhum circulando, nem o de fora nem o seu, que é o pior dos dois mundos. E um ciclo de quatro semanas com Durateston é quase inútil, porque o hormônio leva perto de um mês só para estabilizar no sangue. Ou se organiza o calendário para fazer a coisa inteira, ou não se começa.

E, ao Diogo, que perguntou em 2018 se deveria suspender o ciclo um mês ou uma semana antes da viagem. Nenhum dos dois. Com éster longo você não desliga nada em uma semana, o hormônio cai ao longo de semanas, então suspender não te protege de nada e ainda desmonta o ciclo. Um fim de semana de carnaval não apaga dois meses de trabalho. O que apagaria seria transformar isso em rotina.

Por fim, o relato mais simpático do tópico: o colega que tem um bar e mudou a aplicação de quinta para sexta porque bebe na quinta. Entendo a intenção, mas pode relaxar quanto a isso, porque não muda nada. Éster longo mantém nível praticamente constante o tempo todo, então não existe dia limpo e dia sujo. Trocar o dia da picada é simbólico. O que existiria de verdade seria beber menos, e isso independe do calendário.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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