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Finasterida e colaterais

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Este tópico tem o intuito de informar sobre diversos estudos com o medicamento Finasterida, usado para tratar queda de cabelo e geralmente usado durante ciclos de hormonios para prevenir a queda.

 

 

Infertilidade masculina associada ao uso de finasterida

"A finasterida é um potente e específico inibidor da enzima 5a-redutase em homens. Estudos clínicos demonstraram que finasterida 1mg/dia diminui a progressão da queda e aumenta o crescimento do cabelo em homens que sofrem de queda de cabelo hereditária. Por sua influência no metabolismo dos andrógenos existe uma preocupação a respeito do seu uso, principalmente em pacientes em idade fértil. Neste trabalho são descritos 3 casos de pacientes jovens, que apresentaram piora do espermograma durante o uso continuado de finasterida 1mg revertida após a suspensão do mesmo. Dois deles tinham varicocele unilateral e o terceiro era obeso. Aparentemente o tratamento com finasterida promoveu alteração significativa na qualidade seminal. Pode-se especular que talvez a finasterida por si só não traga alteração para a espermatogênese como reportado por Overstreet et al. (1999), mas que em pacientes de risco com possíveis causas de infertilidade associadas, possa ocorrer a amplificação da influência deletéria da finasterida. Estudos futuros devem ser realizados para esclarecer a influência da finasterida nestes pacientes."

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0041-87812004000400009

 

Influência da Finasterida no desenvolvimento do câncer de próstata

"Finasteride previne ou retarda o aparecimento de câncer de próstata, mas este possível benefício e um risco reduzido de problemas urinários devem ser pesados contra os efeitos colaterais sexuais e aumento do risco de câncer de próstata de alto grau."

http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa030660

 

Finasterida e disfunção erétil

"Estudos recentes com baixo grau de evidência descreveram 92% de disfunção da ereção após seu uso, o que preocupa a mídia e o meio médico. Analisando-se estudos cegos randomizados placebo-controlados, a incidência média da referida disfunção foi 15% vs. 6% em controles de usuários de finasterida 5 mg para hiperplasia prostática benigna e 4% vs. 2% em homens jovens com uso de finasterida, 1 mg, para alopecia androgenética. A maioria dos casos foi reversível mediante descontinuação da droga ou não. A prevalência da disfunção aumentou com a idade, presença de manifestações de obstrução urinária e fatores de risco cardiovascular. No total, o uso cego de finasterida aumentou discretamente o risco relativo de disfunção da ereção, possivelmente por interferência sutil na produção de óxido nítrico pelo corpo cavernoso após redução de di-hidrotestosterona, que poderia potencializar outras causas de menor biodisponibilidade de óxido nítrico e disfunção endotelial. Entretanto, quando o aconselhamentomédico sobre efeitos sexuais adversos foi fornecido junto à prescrição de finasterida, o risco da disfunção quase triplicou, criando um efeito nocebo. Em conclusão, deve se avaliar função de ereção e fatores de risco para disfunção antes e durante o tratamento com finasterida. O tipo de informação que o médico deve dar junto à prescrição deve serembasado e dosado em cada indivíduo, no sentido de fazer mais bem do que mal.(AU)"

http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=639311&indexSearch=ID

 

Finasterida: Mitos e Verdades

"Um estudo, muito pequeno, analisou o esperma de três homens que estavam tomando finasterida (1 mg/dia) há cinco anos. Usando microscopia de transmissão de elétrons, a pesquisa encontrou alterações morfológicas nos espermatozoides, compatíveis com necrose. Um dos pacientes apresentou azospermia e os outros dois concentração normal de espermatozoides, porém com severa redução da motilidade. Após um ano da interrupção do tratamento, os testes foram repetidos e houve retorno dos processos normais. Existem, ainda, dois relatos de caso de severa azospermia, resultando em infertilidade (9)."

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0041-87812004000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

 

Finasterida: Disfunção erétil e queda da libido

"Em 2012, o FDA publicou os resultados de sua própria investigação sobre os efeitos adversos da finasterida. Usando dados coletados 1998-2011, este estudo identificou disfunção sexual persistente de pelo menos três meses, em 14% dos 421 casos avaliados. Enquanto a agência afirmou que um claro nexo de causalidade entre a finasterida e efeitos colaterais sexuais não tinha sido estabelecida, advertências dessas complicações foram adicionados a informação de prescrição do medicamento."

http://www.drugwatch.com/propecia/side-effects/

 

Efeitos colaterais persistentes da Finasterida

"Na maioria dos homens que desenvolveram efeitos colaterais sexuais persistentes (≥3 meses) apesar da retirada da finasterida, a disfunção sexual continuou por muitos meses ou anos. Apesar de vários estudos com ratos mostraram alterações prejudiciais função erétil causada por inibidores da 5-alfa redutase, a natureza persistente dessas mudanças é uma área de pesquisa ativa. Os prescritores de finasterida e homens que contemplam seu uso devem ser avisados dos potenciais efeitos adversos de medicamentos."

 

Risco de disfunção erétil da Finasterida

"Efeitos colaterais relatado com a finasteride incluem:

  • A disfunção erétil (impotência)
  • Ejaculação anormal
  • Baixo volume ejaculatório
  • Função sexual anormal
  • Dor testicular
  • Ginecomastia - desenvolvimento de mamas masculinas
  • Depressão - Merck adicionou este efeito colateral em dezembro de 2010"

http://www.medicalnewstoday.com/articles/247858.php

 

Sintomas depressivos e pensamentos suicidas entre ex-usuários de finasterida com efeitos colaterais sexuais persistentes

"Os médicos e potenciais utilizadores de finasterida deve estar ciente do risco potencial de sintomas depressivos e pensamentos suicidas. Os resultados preliminares deste estudo demanda novas pesquisas com estudos controlados."

http://europepmc.org/abstract/med/22939118

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  • Rodrigo Monteiro da Costa
    Rodrigo Monteiro da Costa

    Muito interessante ,na bula já fala sobre alguns desses efeitos colaterais , mas conforme vai se aprofundando nos estudos vamos sabendo de mais coisas . Eu já usei , hoje em dia não ligo se ficar care

  • Antes de decidir raspar a cabeça, pesquisei muito sobre isso e principalmente nos foruns dos carecas, os relatos eram que a finasterida dava melhor resultado do que o minôxidil, mas a grande maioria t

  • Não tenho muito conhecimento em tratamentos de calvície, mas até onde sei, existem outros tratamentos eficazes feitos em clínicas sem o uso do medicamento. Um atleta que eu sei que se tratou foi o Ka

  • Moderador

Muito interessante ,na bula já fala sobre alguns desses efeitos colaterais , mas conforme vai se aprofundando nos estudos vamos sabendo de mais coisas . Eu já usei , hoje em dia não ligo se ficar careca . 

Antes de decidir raspar a cabeça, pesquisei muito sobre isso e principalmente nos foruns dos carecas, os relatos eram que a finasterida dava melhor resultado do que o minôxidil, mas a grande maioria tinha problemas em relação a libido e muitas vezes graves graves...

 

Se pesquisarem nos foruns em relação a calvice, vão encontrar varios relatos.

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Não tenho muito conhecimento em tratamentos de calvície, mas até onde sei, existem outros tratamentos eficazes feitos em clínicas sem o uso do medicamento.

Um atleta que eu sei que se tratou foi o Kaka, atleta amador e treinador da atleta IFBB Aline Barreto 9x campeã wellness.

 

Ano passado, salvo engano, ele ia deixar de competir por conta do tratamento da calvície e depois quando mudou o tratamento, pode subir nos palcos e pelo visto fez efeito pois o cara competiu no mundial e o que nao falta é cabelo na cabeça dele rss. Mas não sei mais informações sobre o que ele fez. 

esses efeitos não é geral, principalmente em relação a libido!!!

 

tomo fina ja nem sei a quanto tempo e nunca tive nenhum desses colaterais!!!

talvez a longo prazo tenha alguma zica, ja pensei em parar de tomar, mas...

 

tem saído muitos estudos sobre a finasterida e esses últimos são meio assustador pra que toma icon_eek.gif !!!

Não é 100% né. Tem gente que fuma e nunca tem nada. Tem gente que cicla por décadas e nao tem nada. 

É verdade mesmo , um colega meu ficava sempre falando que não tem coragem de tomar nada porque tem medo , que eu era louco , recentemente descobriu que está com os dois rins comprometidos , está fazendo tratamento , as coisas são muito relativas , cada caso é um caso.

  • 4 anos depois...
  • 6 anos depois...

Tópico bem montado, @Locemar, e vale atualizar o que mudou de lá para cá, porque esse assunto andou bastante.

Sobre a tal síndrome pós-finasterida, o estado atual é honestamente intermediário. Ela continua sem critério diagnóstico padronizado, sem dado prospectivo robusto e sem tratamento estabelecido, e por isso boa parte da urologia ainda não a reconhece como entidade fechada. Por outro lado, farmacovigilância e estudos observacionais acumularam casos de sintomas que persistem depois da suspensão, então também não dá para tratar tudo como nocebo de internet. A leitura sóbria é essa: o risco existe, é baixo, é mal caracterizado, e ninguém sabe prever quem vai ter.

Os números dos ensaios controlados que você citou seguem sendo a melhor referência de magnitude. Com 1 mg em homem jovem, disfunção erétil em torno de 4 por cento contra 2 por cento no placebo. Com 5 mg em hiperplasia prostática, 15 contra 6. Ou seja, o excesso atribuível à droga é de poucos pontos percentuais, e não os 92 por cento que circulam em manchete. Só que "poucos pontos percentuais" não consola quem caiu dentro do grupo.

Sobre o estudo de câncer de próstata, um detalhe importante que quase nunca aparece no resumo. O aumento de tumores de alto grau no braço da finasterida foi em boa parte explicado por viés de detecção, já que a droga encolhe a próstata e melhora a sensibilidade da biópsia e do PSA. O seguimento longo não mostrou aumento de mortalidade por câncer de próstata. Então esse ponto específico envelheceu melhor do que parecia em 2015.

Agora o pedaço que interessa direto a este fórum e que quase ninguém comenta. Usar finasterida dentro de ciclo costuma render muito menos do que se espera, e em alguns casos joga contra. A finasterida só age sobre o que passa pela 5-alfa-redutase, ou seja, essencialmente testosterona virando DHT. Oxandrolona, stanozolol, trembolona e a própria metandrostenolona não dependem dessa via, então a finasterida simplesmente não toca nelas. E com nandrolona o efeito chega a ser invertido. A 5-alfa-redutase transforma nandrolona em di-hidronandrolona, que é MENOS androgênica que a molécula original. Bloquear essa enzima significa deixar mais nandrolona íntegra agindo no couro cabeludo e na próstata, ou seja, o oposto do que o usuário queria. Quem usa deca e toma finasterida achando que está se protegendo costuma estar piorando o próprio problema.

Sobre alternativas, o cenário hoje é bem melhor que em 2015. Minoxidil tópico continua de pé e ganhou a versão oral em dose baixa, que virou prática comum em dermatologia e não mexe com androgênio nenhum, então não tem esse perfil de colateral sexual. Finasterida tópica existe justamente para reduzir exposição sistêmica, e os dados de farmacovigilância sugerem perfil de risco menor, ainda que a evidência de qualidade seja limitada. Somam-se microagulhamento, xampu de cetoconazol a 2 por cento como coadjuvante e, no fim da linha, transplante, que é o único que não depende de manutenção química para sempre. E vale lembrar que dutasterida, que sempre aparece como a opção mais forte, é mais potente e derruba mais DHT, então herda o mesmo perfil de risco de forma amplificada.

@punk77, o seu relato não contradiz os estudos, ele está dentro deles. A maioria dos usuários realmente não sente nada. O que eu sugiro para quem está nessa situação é bem simples: se for usar, registre antes um retrato do estado basal, libido, qualidade de ereção e volume de ejaculado, e reavalie em três meses. Quem tem colateral em geral percebe nas primeiras semanas ou nos primeiros meses. Suspender cedo ao primeiro sinal é o que mais diferencia caso reversível de caso arrastado. E quem estiver tentando engravidar vale pausar, porque a piora de espermograma que o estudo do tópico mostra reverte com a suspensão.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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