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Uma vez ciclando, para sempre ciclando?

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Depois de fazer ciclos e atingir o shape desejado, é possível manter esse shape sem usar mais esteróides? Ou "Uma vez ciclando, para sempre ciclando"?

Sei que essa pergunta deve ser muito feita, mas gostaria de ler as opiniões pessoais de vocês acerca disso. Obrigada.

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  • Além do que foi dito pelo Foston, acho que a resposta para sua dúvida também é relativa. Depende de qual é o shape desejado... Algumas meninas ciclam antes mesmo de terem aprendido a treinar e co

  • Impossível. Como diz @Locemar, seria o mesmo que querer continuar bêbado após parar de beber. rs Uma mulher produz cerca de 7mg de testosterona por semana. Uma mulher em ciclo chega a usar 1

  • Muito obrigada pelas informações!!! Não sabia sobre algumas dessas questões!

  • Moderador
1 hora atrás, clari disse:

Depois de fazer ciclos e atingir o shape desejado, é possível manter esse shape sem usar mais esteróides?

Impossível.

Como diz @Locemar, seria o mesmo que querer continuar bêbado após parar de beber. rs

Uma mulher produz cerca de 7mg de testosterona por semana. Uma mulher em ciclo chega a usar 15-30mg por dia. Uma vez cessado o ciclo, voltando aos 7mg por semana, resta impossível manter o que se tinha com 15-30mg por dia.

Contudo, existe um meio termo: uso contínuo de testosterona em baixas doses com ciclos esporádicos, geralmente 01 ou 02 vezes ao ano.

As meninas que você vê no instagram no perfil atletas estão em uso contínuo praticamente o ano todo. Não menstruam e vivem em clínicas de estética fazendo depilação definitiva. Nada mais natural, pois vivem disso.

  • Autor
5 horas atrás, Foston disse:

Impossível.

Como diz @Locemar, seria o mesmo que querer continuar bêbado após parar de beber. rs

Uma mulher produz cerca de 7mg de testosterona por semana. Uma mulher em ciclo chega a usar 15-30mg por dia. Uma vez cessado o ciclo, voltando aos 7mg por semana, resta impossível manter o que se tinha com 15-30mg por dia.

Contudo, existe um meio termo: uso contínuo de testosterona em baixas doses com ciclos esporádicos, geralmente 01 ou 02 vezes ao ano.

As meninas que você vê no instagram no perfil atletas estão em uso contínuo praticamente o ano todo. Não menstruam e vivem em clínicas de estética fazendo depilação definitiva. Nada mais natural, pois vivem disso.

Muito obrigada pelas informações!!! Não sabia sobre algumas dessas questões!

  • Moderador
Em 15/12/2020 em 16:53, clari disse:

Depois de fazer ciclos e atingir o shape desejado, é possível manter esse shape sem usar mais esteróides? Ou "Uma vez ciclando, para sempre ciclando"?

Sei que essa pergunta deve ser muito feita, mas gostaria de ler as opiniões pessoais de vocês acerca disso. Obrigada.

Além do que foi dito pelo Foston, acho que a resposta para sua dúvida também é relativa.

Depende de qual é o shape desejado... Algumas meninas ciclam antes mesmo de terem aprendido a treinar e comer corretamente, e conseguem ganhos que podem ser mantidos de forma natural sem esteróides sim.

As vezes ocorre uma dependencia mental das drogas. Algumas afetam o sistema nervoso sim, porém nossa mente acredita que apenas evoluiremos com o uso dos Aes , e entao acabamos superestimando o seu papel . 

Bom, em termos práticos, uma mulher em suas funções normais, COMUMENTE, sem uso de esteroides não possui muita massa muscular, não possui pernas cortadas e definidas, e não possui um abdomem trincado.  Entao se o objetivo é ter apenas um shape slim, capa de revista, sem muito tonus e definição muscular, voce nao precisa fica em uso constante de esteroides.

Também é preciso deixar claro que os esteroides influenciam também no seu treino, na recuperação, no desempenho, na força, na sua libido, alguns afetam sua resistencia a insulina, e costumam realçar caracteristicas na sua personalidade  que você já tem. 

Então, estar em uso causa mudanças além do que se vê no espelho.  Atletas de todas as modalidades usam esteroides, não pelo motivo estetico, mas pela performance também.

 

  • 5 anos depois...

A resposta honesta fica entre as duas posições que apareceram aqui, e a @Joaninha chegou mais perto do que a fisiologia mostra.

Comecemos pelo que o @Foston colocou, que está certo no essencial: parte do resultado obtido com dose suprafisiológica não se sustenta sem ela. O que se perde ao sair é bem identificável. Primeiro, o volume que vinha de retenção de água intracelular e de glicogênio aumentado, que some em semanas. Segundo, a capacidade de treinar com aquele volume e aquela frequência, porque a recuperação cai. Terceiro, e mais importante, a parcela de massa que estava acima do que o teu ambiente hormonal natural consegue sustentar. Isso não é opinião, é balanço: manter tecido muscular custa energia e sinal anabólico, e sem o sinal o corpo reduz o tecido até o ponto que consegue bancar.

Só que existe uma parte que fica, e ela é maior do que o "impossível" sugere. Há um conjunto de estudos sobre memória muscular que ajuda a entender por quê. Quando a fibra muscular cresce, ela incorpora novos núcleos vindos de células satélite. Trabalhos de Bruusgaard e Egner mostraram que esses núcleos permanecem por muito tempo mesmo depois de a fibra atrofiar, e existe um estudo em camundongos que usou testosterona por curto período e observou que, meses depois, com o hormônio já eliminado, aqueles animais recuperavam massa muito mais rápido do que os que nunca haviam usado. Em humanos ainda há discussão sobre o quanto os núcleos persistem e por quanto tempo, mas a observação prática de que quem já teve massa a recupera mais rápido é consistente. Ou seja, o ciclo deixa uma marca estrutural, não só um número na balança.

E há um ponto que muda tudo na conta e que quase ninguém considera: manter massa exige muito menos estímulo do que construir. Estudos de destreinamento mostram que uma fração pequena do volume de treino é suficiente para preservar boa parte do que se conquistou. O mesmo raciocínio vale aqui. A pessoa não precisa reproduzir o ambiente hormonal que construiu o tecido para segurar uma parte relevante dele.

Por isso a resposta depende muito de onde você estava antes, exatamente como a @Joaninha apontou. Alguém que ciclou tendo pouco tempo de treino e sem dieta ajustada estava longe do próprio teto natural, e boa parte do que ganhou é ganho que o treino sozinho daria, só que mais devagar. Essa pessoa mantém quase tudo. Já quem passou anos otimizando tudo, chegou ao próprio limite natural e depois construiu mais dez quilos em cima disso, esses dez quilos são a parte que não se sustenta.

O que costuma acontecer depois de sair, se treino e dieta forem mantidos com seriedade: uma queda inicial rápida de dois a quatro quilos nas primeiras semanas, quase toda de água e glicogênio, seguida de uma acomodação num patamar acima do que a pessoa tinha antes de começar. O que faz esse patamar ser alto ou baixo é a retomada do eixo, no caso do homem, e o quanto de dieta e treino a pessoa sustenta.

No caso de mulher, existe uma variável a mais que vale dizer com clareza. Os efeitos estéticos que permanecem não são só musculares. Alteração de voz, aumento do clitóris e mudança no padrão de pelos são irreversíveis, e não dependem de quanto tempo se usou, dependem de ter cruzado o limiar individual. Já a suspensão da menstruação, a acne e a oleosidade em geral revertem. Isso é o que mais deveria pesar na decisão de entrar em uso contínuo, mais até do que a discussão de manter ou não o shape.

Sobre o "meio termo" de uso contínuo em dose baixa com ciclos esporádicos que o @Foston mencionou, é realmente o que se vê na prática entre quem compete e entre quem vive de imagem. Só que isso deixa de ser ciclo e passa a ser uso permanente, com todas as consequências de longo prazo: perfil lipídico cronicamente alterado, efeitos cardiovasculares cumulativos, e a impossibilidade de saber como o corpo se comportaria sem. Não é uma escolha neutra, e o custo dela aparece ao longo de anos, não de meses.

Sobre a parte psicológica que a @Joaninha levantou, ela é real e subestimada. A queda de bem-estar, de libido e de disposição ao sair de um ciclo faz a pessoa interpretar que perdeu muito mais do que realmente perdeu, e é isso que empurra para o uso contínuo mais do que o espelho. Fotografar e medir circunferências antes de sair ajuda a comparar com dado objetivo, e não com percepção alterada.

Resumindo: não é "uma vez ciclando, para sempre ciclando" no sentido de obrigação fisiológica. Uma parte fica, uma parte não, e o tamanho de cada parte depende de quão perto do teu limite natural você já estava, de quanto tempo e quanta dose se usou, e principalmente da disciplina de treino e dieta depois. O que costuma condenar a manutenção não é a biologia, é abandonar a rotina quando o resultado deixa de vir fácil.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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