Tudo postado por Cláudio Chamini
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Dúvida sobre a Anastrozol
@Gbrieo, respondendo primeiro a pergunta do tópico: 1 mg de anastrozol por dia, que é 0,5 mg de 12 em 12 horas, é muito para 200 mg de testosterona por semana, ainda mais com oxandrolona e stanozolol, que não aromatizam. A queda de libido que você descreveu é um dos sinais mais típicos de estradiol baixo demais, junto com articulação seca, desânimo e ereção pior. Antes de mexer, o ideal é dosar o estradiol agora, de preferência por método sensível, para ter o número em vez de chutar. Sobre o medo de rebote: reduzir o anastrozol não provoca um efeito rebote perigoso. O estradiol só volta a subir até o nível que essa dose de testosterona produz. @Bruce Slajvic disse o mesmo, e eu concordo. A ideia de @Kami Back, de usar inibidor só com sintoma ou exame alterado, é a lógica certa. Agora o ponto maior. Pelo que você contou, o objetivo era tratar uma testosterona baixa, e o que foi prescrito é um ciclo. Para quem quer reposição, oxandrolona e stanozolol não acrescentam nada ao objetivo e somam risco ao fígado e ao colesterol, principalmente o HDL. Juntos, 60 mg de oxandrolona por dia e o stano injetável já são uma carga relevante. Isso não precisa esperar até março. Vale ligar no consultório ou buscar uma segunda opinião antes, de preferência com endocrinologista ou urologista que trabalhe com andrologia. Sobre o diagnóstico, os seus números contam uma história mais calma do que alguns posts sugeriram: Testosterona total de 286 com SHBG de 14,8. A SHBG está no limite inferior, e SHBG baixa derruba a testosterona total sem que a fração ativa caia na mesma proporção. Por isso a livre é o dado mais útil, e as diretrizes pedem duas dosagens pela manhã, em jejum, antes de fechar o diagnóstico. Uma medida isolada não basta. LH e FSH dentro da referência, mas baixos para quem tem testosterona baixa. @Foston pediu esses exames exatamente por isso: o padrão sugere que o problema está no comando, hipófise ou hipotálamo, e não no testículo. Na sua idade, as causas mais comuns são funcionais: sono ruim ou apneia, excesso de gordura, estresse, treino ou dieta muito restritiva, uso prévio de algum hormônio ou suplemento com pró-hormônio, opioides e alguns remédios. Prolactina e TSH normais. Isso afasta boa parte das causas que exigiriam investigação urgente. As diretrizes de endocrinologia indicam ressonância da hipófise quando a testosterona total está abaixo de 150, a prolactina está alta ou há sintomas de massa, como dor de cabeça forte ou alteração de visão. Não é o seu quadro, então não há motivo para pânico com tumor. Esse padrão importa porque abre opções que preservam a produção própria e a fertilidade, como o citrato de clomifeno ou o HCG, que costumam ser discutidas antes de uma reposição para o resto da vida em quem tem 24 anos. Mas agora a avaliação está contaminada: com testosterona exógena, LH e FSH vão a zero, e nenhum exame hormonal novo reflete o seu eixo. A decisão de parar, fazer TPC ou seguir em reposição precisa ser tomada com o médico, olhando esse cenário. Parar a testosterona de uma vez não é uma emergência como parar corticoide. O que acontece é o cansaço voltar, provavelmente pior por algumas semanas, até o eixo se recuperar. Por isso a saída precisa ser planejada, e não abrupta por medo. Para levar à consulta: estradiol, hemograma com hematócrito, TGO, TGP, GGT, perfil lipídico e glicemia, além do histórico completo do que você usa. Como cansaço o dia todo, libido baixa e testosterona baixa com LH baixo também combinam com apneia do sono, vale fazer o teste de risco do site: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/apneia/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Bulking
@Alan184, a sua conta de 2,6 kg por centímetro de braço é exatamente o dado que mostra o problema, e não a solução. Ela mede quanto peso entra para cada centímetro, mas não diz o que é esse peso. Ganhar 15 kg em um ano de treino é muito para quem treina natural, mesmo sendo o primeiro ano, que é o mais produtivo. Uma estimativa razoável de massa magra nessa fase fica perto de 0,5 a 1 kg por mês, nas melhores condições. Então, mesmo no cenário bom, perto da metade do que você ganhou é gordura. A circunferência do braço também inclui gordura, então parte desses 6,5 cm não vai ficar depois do cutting. É isso que @davidevh quis dizer, e o alerta dele faz sentido. Repare também que, com 1,85 m e 100 kg, o rótulo de ectomorfo já não descreve o seu corpo atual. Esse tipo de classificação atrapalha mais do que ajuda, porque justifica comer cada vez mais. O que eu mudaria a partir de agora: Reduzir o superávit. 4.700 kcal provavelmente estão bem acima do que você precisa. Um excedente de 250 a 400 kcal sobre o seu gasto real já sustenta o ganho de músculo e diminui muito a gordura. O alvo de ganho de peso fica entre 0,5 e 1 kg por mês nessa fase, e não acima disso. Medir a cintura além do braço. Se a cintura sobe junto com o braço, o ganho está vindo com gordura demais. Se o braço sobe e a cintura fica estável, o caminho está certo. Medir sempre no mesmo horário, em jejum e sem bomba. Repensar a frequência. O ABCDE treina cada músculo uma vez por semana. As revisões de estudo mostram vantagem para duas vezes por semana com o mesmo volume total. Com a ida para a academia, um ABC ou um superior e inferior repetido duas vezes na semana tende a render mais, desde que a intensidade fique alta e a carga continue subindo. Considerar um cutting antes dos 40 cm. Com o BF mais baixo, o próximo bulking começa num ponto melhor e você enxerga de verdade quanto braço tem. Para recalcular as calorias do bulking com os seus dados, a calculadora de bulking do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/bulking/
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Testosterona e uso contínuo - Low dose (250-400 mg/semana)
Antes de qualquer coisa, um ajuste de régua: 250 a 400 mg por semana não é low dose. Uma reposição em homem com hipogonadismo costuma ficar entre 100 e 200 mg por semana de cipionato ou enantato, e o objetivo é devolver a testosterona para a faixa normal. Na faixa de 250 a 400 mg o nível fica acima do fisiológico na maior parte da semana, então o que @tuliodvq descreveu é, na prática, um ciclo que não termina. A ideia de "não precisar de TPC" também precisa ser lida com cuidado. Quem usa de forma contínua não evita a recuperação do eixo, só a adia. Como @Mestre explicou, a produção própria fica praticamente desligada enquanto houver testosterona exógena nessa dose. Se um dia a pessoa parar, por motivo financeiro, de saúde ou porque quer ter filho, a recuperação vai ser mais lenta e menos garantida do que depois de um ciclo de 10 ou 12 semanas. Aos 24 ou 25 anos, isso é uma decisão para muitos anos, e não só um jeito mais barato de ciclar. A fertilidade entra nessa conta. Doses em torno de 200 mg por semana já foram testadas como anticoncepcional masculino justamente porque derrubam a produção de espermatozoides na maioria dos homens. Quem pensa em ter filhos precisa saber disso antes de começar, não depois. @LucasBarros tem razão num ponto: o gargalo da recuperação costuma estar no testículo, e o HCG ajuda a manter volume e produção intratesticular durante o uso. Mas @Foston completou bem: o HCG não religa o eixo, os ganhos também regridem se a testosterona sair, e com o tempo a mesma dose deixa de trazer progresso. O que a dose contínua entrega de forma consistente é manutenção, não ganho infinito. Se a escolha for mesmo o uso contínuo, o que mais pesa no longo prazo é o hematócrito, que tende a subir de forma silenciosa, seguido de pressão arterial, perfil lipídico e estradiol. Dá para acompanhar com exame a cada três ou quatro meses no começo e depois a cada seis meses. @p0tato, no seu caso dois pontos chamam atenção: pressão já em 13 por 8 e sono ruim. Os dois tendem a piorar com testosterona, e vale investigar o sono antes, porque apneia e testosterona alta não combinam bem. @Bruce Slajvic levantou algo sensato: decidir pelo uso contínuo sem nunca ter usado nada significa assumir um compromisso longo sem saber como o próprio corpo responde a colateral nenhum. Para quem quiser simular um protocolo com os exames de base e de controle, o gerador de protocolo hormonal do site cobre reposição e blast e cruise. É um rascunho para discutir com o médico, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Um frasco de Dualid pode viciar? Ou melhor tomar Oxyelite?
@adilsongh, a anfepramona, que é o princípio ativo do Dualid, não é sulfa nem tem relação estrutural com a penicilina. Ela é um simpaticomimético da família das catinonas, então não existe reação cruzada esperada com essas duas alergias. O problema é outro: o que circula fora da farmácia não tem procedência garantida, e aí ninguém sabe o que vai nos excipientes, nem se o comprimido tem mesmo a substância. Com histórico de alergia, isso pesa mais. Vale lembrar que o STF derrubou em 2021 a lei que tinha liberado a anfepramona e outros anorexígenos, então a compra quase sempre passa por canal sem controle nenhum. Sobre a pergunta original do tópico, que continua sendo a dúvida de muita gente que chega aqui: Um frasco vicia? O risco de dependência num uso curto é baixo, mas não é zero. A anfepramona age liberando noradrenalina, tem potencial de abuso menor que o das anfetaminas clássicas e mesmo assim é controlada por isso. O que aparece com mais frequência num mês de uso é ansiedade, insônia, boca seca, taquicardia e aumento de pressão. Quem tem hipertensão, arritmia, hipertireoidismo, glaucoma, ansiedade importante ou histórico de abuso de substâncias não deveria usar. @Mestre explicou bem o mecanismo: ela tira a fome, não queima gordura localizada. Por isso o efeito some quando o remédio acaba, e a tolerância ao efeito anorexígeno costuma aparecer em poucas semanas. Quem não montou a dieta durante o uso recupera o peso logo depois. Já o Oxyelite Pro tem história pior. A fórmula original tinha DMAA, depois foi reformulada, e a versão nova foi ligada pela FDA a uma série de casos de hepatite aguda em 2013, com transplantes e uma morte, antes de sair do mercado. Entre os dois, eu não escolheria nenhum. Para quem está 10 kg acima do peso, a conta de @fisiculturismo é a mais realista: cerca de 2 kg por mês com dieta bem feita, o que resolve em poucos meses e sem efeito rebote. Para achar o déficit certo com os seus próprios dados, a calculadora de cutting do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Consulta com endocrino e nutri
@nanylimasp84, fale sim, e o seu próprio relato mostra o porquê. Não é só uma questão de honestidade, é uma questão de o exame ser lido do jeito certo. O stanozolol é um 17-alfa-alquilado, uma classe com toxicidade hepática conhecida. Alteração de enzimas, colestase e aumento do fígado entram nessa conta, e a reversão depois de parar, como aconteceu, é o desfecho mais comum. Quando o médico vê uma hepatomegalia sem saber do uso, ele vai atrás de esteatose, hepatite viral, álcool e outras causas, pede exame que não precisava e pode deixar passar o que realmente importa, que é acompanhar o fígado nos próximos ciclos. Com a tireoide acontece algo parecido e pouca gente sabe. Os androgênios, e o stano em especial, reduzem a TBG, a proteína que transporta o hormônio tireoidiano no sangue. Com menos proteína, o T4 total cai, mesmo quando a fração livre e a função da glândula estão normais. Quem lê esse exame sem saber do ciclo pode enxergar um hipotireoidismo que não existe e até iniciar remédio. Não dá para afirmar daqui que foi isso no seu caso, mas é exatamente o tipo de erro que a informação evita. Nesse cenário, o que vale olhar é TSH e T4 livre, não o T4 total. O médico tem dever de sigilo, então o relato fica entre você e a consulta. O receio do sermão é real, e aí @Locemar tem razão: procure quem trabalha com medicina esportiva ou com usuários de hormônio, porque essa pessoa vai pedir os exames certos em vez de só mandar parar. Discordo de @davidevh só num ponto. Coach monta treino e dieta, mas não pede nem interpreta exame. Os dois papéis se somam, um não substitui o outro. Para os próximos ciclos, o mínimo é ter exames antes, no meio e depois: TGO, TGP, GGT, bilirrubinas, perfil lipídico, hemograma, TSH e T4 livre. Se o fígado já respondeu uma vez, a ultrassonografia de controle também faz sentido. Para organizar essa lista de exames antes e depois de um protocolo, o gerador de protocolo hormonal do site ajuda como rascunho para discutir com o médico, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Deca e Stano
A combinação deca com stano existe e funciona, mas a explicação pelo ADH não se sustenta. Não encontrei nada na literatura mostrando que o stanozolol atue sobre a vasopressina ou force diurese por essa via. O que existe de concreto é mais simples. O stanozolol é derivado de DHT e não aromatiza. Sem conversão para estradiol, ele não soma a retenção subcutânea que o estrogênio provoca, e por isso o aspecto fica mais seco e denso. Ele também derruba bastante a SHBG, o que aumenta a fração livre dos outros androgênios do ciclo. Esse é o ponto que @davidevh e @Lobeca levantaram, e é o mecanismo real da sinergia. A nandrolona retém por dois caminhos. Ela aromatiza, embora bem menos que a testosterona, e tem atividade progestagênica, que mexe com prolactina e com o próprio efeito do estrogênio. Somar stano não anula isso. Ele apenas não acrescenta retenção por conta própria. Sobre a ideia de que o stano reduz a prolactina causada pela deca, não conheço dado que confirme. Eu trataria como hipótese de fórum, não como estratégia de controle. Se a prolactina for preocupação, o caminho é dosar no exame. Também concordo com @Toxi e @Apollo Galeno: quem define se o bulking sai seco é o superávit, a dieta inteira e o BF de partida. Com calorias sobrando, nenhuma combinação segura o ganho de gordura. Sobre a sensação de passar o dia desidratado e com muita sede, eu não colocaria isso na conta de um efeito diurético do stano sem checar outras causas. Sede intensa e persistente merece uma glicemia de jejum. Em quem usa 17-alfa-alquilado por semanas, vale acompanhar também TGO, TGP, GGT e perfil lipídico, porque o stano é dos que mais derrubam o HDL. Hematócrito e prolactina completam o painel por causa da deca. Quem quiser comparar mecanismo, doses e colaterais das duas drogas pode usar o orientador de fármacos do site: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Jejum intermitente: fome, emagrecimento e musculação
O jejum intermitente pode começar com uma mudança simples: terminar de jantar às 20h e voltar a comer às 8h. São 12 horas sem calorias, incluindo o sono. Para quem belisca o dia inteiro, esse intervalo ajuda a perceber quanto da alimentação vem da fome e quanto vem do hábito. Para emagrecer, porém, também importa o que você come quando o intervalo termina. A combinação entre qualidade da comida e períodos sem comer é a proposta da médica Maíra Soliani na entrevista “Médica do Jejum: Remédio Natural, Grátis e Eficaz Contra Obesidade - Dra. Maíra Soliani”, do Excepcionais Podcast, apresentado por Marcelo Toledo. O interesse pelo tema começou depois de uma gestação, com dificuldade para perder 16 kg e muita falta de energia. A mudança começou por reduzir carboidratosO primeiro passo foi ler Por que engordamos, de Gary Taubes, e reduzir carboidratos. Antes disso, perder cerca de 1,5 kg exigia uma dieta sofrida. Uma viagem de 15 dias era suficiente para recuperar o peso. Depois da mudança, a fome diminuiu e o relógio ficou largo no pulso. A melhora mais marcante foi a disposição. Em aproximadamente sete dias, subir os dois lances de escada de casa deixou de parecer um esforço enorme. Esse é um relato pessoal, em um contexto que também incluía hipotireoidismo. Ele descreve como a mudança foi percebida, sem estabelecer um prazo de resposta para outras pessoas. O jejum entrou depois, como uma segunda ferramenta. A lógica era mexer em duas coisas: a composição das refeições e a frequência com que se comia. A experiência levou ao estudo do tema e a uma visita a Toronto para conhecer o trabalho de Jason Fung com jejum terapêutico. Como começar: de 12 para 16 horasObserve o relógio a partir da última ingestão de calorias. Se você termina o jantar às 20h, mas toma uma bebida açucarada às 22h, o intervalo começa às 22h. Contar apenas o horário do jantar esconde duas horas de alimentação. Intervalo Exemplo de horário Como interpretar 12 horas Últimas calorias às 20h, primeira refeição às 8h Pausa noturna que inclui as horas de sono. 16 horas Últimas calorias às 20h, primeira refeição às 12h Exemplo de janela de 8 horas para comer, também chamado de 16:8. 24 horas Um dia inteiro entre refeições Prática relatada para alguns pacientes, com avaliação individual. Três dias Experiência pessoal de jejum prolongado Experiência pessoal, com riscos e necessidades diferentes da pausa noturna. Experimentar 16 horas por uma semana é uma das estratégias relatadas para identificar o que se come por conveniência. Algumas pessoas preferem pular o café da manhã porque acordam sem fome e saem correndo. Outras precisam comer cedo para treinar ou trabalhar bem. A decisão deve considerar essa resposta, além do relógio. Na experiência clínica relatada, alguns homens se adaptavam facilmente às 24 horas. O sexo, sozinho, oferece pouca informação para escolher uma duração. Rotina, saúde, medicamentos, alimentação e tolerância precisam entrar na decisão. Para começar a organizar a rotina, registre três coisas: o horário da última caloria, o da primeira refeição e como ficaram fome, disposição e treino. Uma janela que termina em exagero alimentar ou piora consistente do desempenho precisa ser revista. Como o jejum intermitente funcionaImagine uma fábrica que usa carvão e tem outro combustível guardado no porão. Quando falta carvão, os funcionários precisam aprender a usar o estoque. Na analogia, o carboidrato é o combustível que chega com as refeições, e a gordura corporal é a reserva. O corpo usa glicose e gordura em proporções que mudam ao longo do dia. Durante o período sem comer, a insulina tende a cair e aumenta o uso de gordura como combustível. Em jejuns mais longos, o fígado também produz mais corpos cetônicos, moléculas que podem fornecer energia para vários tecidos. Essa capacidade de alternar combustíveis é chamada de flexibilidade metabólica. O fígado ajuda a manter a glicose no sangue, usando suas reservas e produzindo glicose. O glicogênio dos músculos, que é uma reserva de carboidrato, serve principalmente ao próprio músculo durante o esforço. A imagem do porão explica uma parte do processo. A quantidade de gordura perdida depende do balanço de energia ao longo dos dias. Se você repõe na janela de alimentação toda a energia que deixou de comer, o intervalo pode ficar maior sem que o peso diminua. A insulina ajuda a entender a fome, mas o contexto importaA insulina ajuda a retirar glicose do sangue e a organizar o uso e o armazenamento de energia. Na resistência à insulina, as células respondem pior ao hormônio. O pâncreas pode precisar produzir mais para manter a glicose controlada. A comparação com um funcionário sobrecarregado torna isso fácil de visualizar: ele ainda dá conta do serviço, mas trabalha cada vez mais. A glicose pode continuar dentro da faixa esperada enquanto outras alterações metabólicas já merecem atenção. Histórico familiar de diabetes, aumento da cintura e gordura no fígado ajudam a definir o risco. A fome também pode aparecer depois de uma refeição que sacia pouco. Um exemplo pessoal é a maçã comida sozinha no lanche das 17h, seguida de vontade de comer mais. Para outra pessoa, a mesma fruta pode funcionar bem. Observe a resposta à refeição completa, em vez de concluir que uma fruta causa fome em todo mundo. Outro exemplo é comer um doce durante uma reunião e, uma ou duas horas depois, procurar outro lanche. Oscilações da glicose podem participar desse processo, junto com estresse, hábito e prazer. Irritabilidade isolada tem várias causas. A avaliação de hipoglicemia considera a glicose medida e os sintomas. Reduzir carboidratos e fazer jejum são escolhas diferentesVocê pode comer menos carboidratos mantendo seus horários habituais. Também pode limitar o horário das refeições e continuar comendo arroz, feijão e frutas. As duas estratégias podem ser combinadas, conforme a preferência e a situação clínica. Uma forma de reduzir carboidratos é começar pelas farinhas, pelo açúcar e pelos alimentos que entram por conveniência. No café da manhã, aparecem pão com geleia, tapioca com mel, suco e cereais açucarados. Juntar vários desses itens pode formar uma refeição rica em carboidratos e pobre em proteína. Trocar um alimento por sua versão integral pode aumentar a ingestão de fibras, mas ele continua contendo carboidratos. Por outro lado, pão, arroz integral, batata e fruta têm composições diferentes. Avalie a porção, os acompanhamentos e a qualidade da dieta inteira. Retirar bebidas açucaradas e beliscos frequentes já é uma mudança concreta, sem exigir uma dieta cetogênica ou carnívora. Para quem treina, reduzir carboidratos a ponto de derrubar a carga, as repetições ou a recuperação pode atrapalhar o objetivo. O horário de comer deve caber no treino e na quantidade de comida necessária para o dia. Por que é tão fácil continuar comendo ultraprocessados?Um pacote de salgadinho pode acabar mesmo depois de a fome passar. Carne, legumes e uma refeição montada no prato costumam produzir uma experiência diferente. Sabor intenso, textura, variedade e facilidade para comer ajudam a explicar por que certos produtos são difíceis de largar. Os exemplos vão do salgadinho apimentado, com graus diferentes de ardência, ao chocolate com casca crocante e interior macio. Outro caso é uma competição de sorvete em que o participante come batata frita entre porções doces. Alternar temperatura, textura e sabor pode renovar a vontade de continuar. O chamado bliss point é a combinação de características que torna um alimento muito prazeroso. A sensação envolve mais do que a contagem de calorias. Ela também ajuda a explicar por que saber sobre nutrição pode coexistir com dificuldade para parar de comer determinados produtos. Um estudo de 2019 testou duas dietas em 20 adultos internados, durante duas semanas em cada dieta. Com ultraprocessados disponíveis para comer à vontade, eles consumiram cerca de 508 kcal a mais por dia e ganharam aproximadamente 0,9 kg. Na dieta sem ultraprocessados, perderam cerca de 0,9 kg. O experimento mostra como o tipo de comida pode mudar espontaneamente a quantidade ingerida. O ajuste mais útil é reconhecer os seus gatilhos. Se um produto costuma levar você a comer além do que gostaria, comprar um pacote grande para guardar em casa cria uma decisão difícil todos os dias. Trocar essa compra por comida que você consegue porcionar com facilidade pode ajudar mais do que tentar compensar tudo com exercício. O que comer para quebrar o jejumUma refeição com proteína, verduras e outros alimentos pouco processados costuma ser um ponto de partida mais útil do que chegar com muita fome e começar por doces. Também vale prestar atenção à ordem dos alimentos. No restaurante, os exemplos são pedir salada e ceviche antes do prato principal, ou combinar uma porção de filé com salada em vez de começar pelo pão do couvert. Um estudo pequeno publicado em 2015, com pessoas com diabetes tipo 2, encontrou glicose e insulina mais baixas depois da refeição quando proteína e vegetais vieram antes dos carboidratos. O resultado se refere à resposta àquela refeição, sem provar emagrecimento só pela ordem. Se houver sobremesa, a ideia é comê-la depois da refeição, em uma porção escolhida, em vez de usar o doce como lanche isolado para resolver o cansaço. Esse arranjo mantém o prazer da comida dentro de uma refeição planejada. A quantidade total continua contando. Água, café e óleo de coco durante o jejumÁgua mantém o intervalo sem calorias. Café e chá puros, sem açúcar, leite ou outros ingredientes calóricos, também são compatíveis com essa forma de jejum. Café com leite, suco e bebida açucarada entram na contagem da alimentação. Óleo de coco e triglicerídeos de cadeia média, chamados de MCT, aparecem como recursos usados em alguns protocolos para facilitar a transição a uma dieta com menos carboidratos. Eles fornecem energia, mesmo quando provocam pouca liberação de insulina. Se o critério é passar horas sem calorias, acrescentar óleo ao café encerra esse intervalo. A mesma distinção vale para whey e outras fontes de proteína: podem ser úteis na dieta, mas contam como alimentação. Escolha primeiro o objetivo do protocolo e registre o que realmente foi consumido. Jejum intermitente emagrece mais do que uma dieta comum?O jejum pode ajudar quando diminui os beliscos e facilita comer menos energia sem sofrimento excessivo. Um caso clínico relatado é o de pessoas que chegaram à consulta dizendo ter perdido 30 kg depois de mudar a rotina. Faltam duração, composição da perda e controle das outras mudanças para transformar esse relato em uma expectativa de resultado. As pesquisas permitem uma comparação mais precisa. Um estudo de 2022 acompanhou 139 adultos com obesidade por 12 meses. Um grupo restringiu calorias e comeu das 8h às 16h. O outro restringiu calorias sem essa janela. A perda média foi de 8,0 kg e 6,3 kg, respectivamente, mas os pesquisadores não conseguiram afirmar que um grupo emagreceu mais que o outro. Uma revisão de 2025 juntou 99 estudos e 6.582 adultos. Os resultados do jejum foram, em geral, próximos aos da restrição diária de calorias. O jejum em dias alternados teve uma vantagem média de cerca de 1,3 kg, principalmente nos estudos mais curtos. Esse resultado pertence àquele tipo de protocolo, e não à janela diária de 16 horas. Na prática, o melhor arranjo é o que ajuda você a manter a alimentação planejada. Se precisa de uma referência para entender esse balanço, a calculadora de déficit calórico oferece uma estimativa inicial. Depois, peso, medidas e desempenho ajudam a ajustar a estratégia. Dá para fazer jejum intermitente e musculação?Dá para combinar. Você pode praticar jejum mantendo carboidratos na dieta, desde que a janela permita comer o suficiente e o treino continue rendendo. Para quem busca hipertrofia, pular refeições até ficar difícil consumir proteína e energia pode atrapalhar. O horário precisa servir ao objetivo. Um estudo de 2016 acompanhou 34 homens que já treinavam, durante oito semanas. O grupo com janela de 8 horas fez refeições às 13h, 16h e 20h, treinou musculação três vezes por semana e consumiu aproximadamente 1,9 g de proteína por kg de peso ao dia. A força e a massa livre de gordura foram mantidas. Essa medida inclui músculos e outros tecidos do corpo, além da água. Os treinos ocorreram entre 16h e 18h, depois de uma refeição. Isso ajuda a entender a diferença entre fazer jejum em parte do dia e treinar após muitas horas sem comer. O estudo avaliou uma rotina específica com alimentação e treino organizados. Para calcular uma referência individual e discutir a distribuição nas refeições, use a calculadora de proteína diária. Observe carga, repetições, recuperação e facilidade para cumprir a dieta. Se comer antes de treinar melhora esses pontos, ajustar a janela pode ser mais produtivo do que insistir em completar um número fixo de horas. O caso do atleta cetoadaptadoAlessandro Medeiros aparece como exemplo de atleta de longa duração adaptado a uma alimentação com muito poucos carboidratos. As glicemias mencionadas durante a prova ficam na faixa de 70 a 80 mg/dL. Também são citadas cetonas exógenas, consumidas como fonte adicional de combustível. A adaptação à alimentação com muito poucos carboidratos é descrita em dois níveis: de sete dias a um mês para a rotina cotidiana e de três a seis meses para o esporte de alto desempenho. São faixas relatadas, com grande variação individual. Um atleta experiente em provas longas oferece um exemplo de possibilidade, e os resultados dele precisam ser avaliados dentro da sua preparação. Para quem faz musculação, esse caso mostra por que uma mudança de dieta exige atenção à modalidade praticada. A preparação de um atleta de provas longas tem exigências diferentes das de quem busca hipertrofia. Estar magro também pede atenção à saúde metabólicaA cintura pode aumentar enquanto o peso continua numa faixa considerada normal. Gordura acumulada dentro do abdômen e no fígado ajuda a explicar por que a aparência externa conta apenas parte da história. A sigla TOFI descreve esse perfil: magro por fora, com gordura em excesso por dentro. A gordura no fígado pode ser silenciosa, inclusive em quem consome pouco ou nenhum álcool. A analogia é comparar uma piscina olímpica com uma jacuzzi. Algumas pessoas conseguem armazenar mais gordura sob a pele antes de acumular gordura em locais problemáticos. Outras chegam a esse ponto com menos gordura total. Essa diferença ajuda a entender por que risco metabólico e peso corporal precisam ser avaliados juntos. Cintura, histórico familiar, ultrassom do fígado e densitometria de composição corporal, chamada de DXA, podem ajudar a esclarecer o risco. Alguns aparelhos estimam gordura visceral com programas específicos. Repetir o DXA anualmente é uma prática clínica relatada. A necessidade de repetir o exame depende do que se quer acompanhar e se o resultado mudaria o tratamento. A insulina em jejum pode acrescentar informação em situações específicas. Na avaliação rotineira de pré-diabetes, o NIDDK, instituto de saúde dos Estados Unidos, descreve testes de glicose, hemoglobina glicada e tolerância à glicose. Um resultado isolado de insulina exige contexto clínico, sem permitir prever em quantos anos alguém desenvolverá diabetes. Dor de cabeça, sono e os riscos dos jejuns longosNos primeiros dias são relatadas dor de cabeça, irritabilidade, câimbras, constipação ou diarreia. A perda inicial de peso também pode incluir água. Um relógio ficando largo rapidamente ou uma queda grande na balança precisam ser interpretados antes de atribuir tudo à perda de gordura. A reposição de sódio e magnésio é um recurso usado em alguns protocolos para lidar com sintomas. Magnésio, L-teanina e melatonina também são usados em alguns protocolos para o sono. Esses produtos têm indicações e limitações próprias. Dor de cabeça ou insônia durante o jejum pede revisão da duração, da hidratação, da alimentação e das condições de saúde, em vez de uma combinação automática de suplementos. A experiência clínica inclui um paciente que, após dois anos de acompanhamento, retirou o último anti-hipertensivo e a metformina. É um caso individual, com mudanças e supervisão ao longo do tempo. Como insulina e alguns medicamentos para diabetes podem causar hipoglicemia, jejum exige planejamento com o médico quando há tratamento medicamentoso. Doença renal também muda a avaliação de eletrólitos e suplementos. Gestantes, pessoas amamentando, menores de idade e pessoas com histórico de transtornos alimentares devem evitar adotar o jejum como estratégia por conta própria. Quem tem doença crônica ou pretende fazer jejum prolongado precisa de avaliação profissional. Fraqueza importante, confusão, desmaio ou sintomas persistentes são motivos para interromper o jejum e buscar atendimento. O caso de 382 dias foi uma exceção médicaAngus Barbieri, de 27 anos, passou por um jejum de 382 dias sob supervisão médica, documentado em um artigo de 1973. O relato registrou glicemias próximas de 30 mg/dL nos últimos oito meses, além de alterações de minerais. Em vez de aproximadamente 40 mg/dL, o resumo do artigo registra um valor ainda menor. Esse caso histórico exige contexto: houve acompanhamento, avaliações e correção de alterações durante o processo. Glicose muito baixa pode ser perigosa, especialmente com medicamentos que a reduzem. Ter outra fonte de combustível disponível no corpo oferece uma explicação fisiológica, sem transformar esse valor em uma meta segura. Autofagia e longevidade: o que dá para concluir?Autofagia é o processo pelo qual as células reciclam componentes. A imagem usada para explicar é a de uma equipe de limpeza num escritório: fica mais fácil trabalhar quando há menos gente movimentando cadeiras e produzindo sujeira. O jejum pode influenciar esse processo, mas a analogia simplifica mecanismos que acontecem continuamente e variam entre tecidos. Estudos em animais e pesquisas sobre mecanismos celulares motivam o interesse em jejum e envelhecimento. Em humanos, ainda falta demonstrar quanto uma rotina de jejum prolongaria a vida. Também falta um horário universal que permita afirmar que a “faxina” começou depois de certo número de horas. A parte aplicável da proposta é organizar sono, alimentação, exercício e estresse. A sugestão de terminar de comer cerca de três horas antes de dormir aparece como hábito para experimentar. Usar o jejum para tolerar noites cada vez mais curtas troca um objetivo de saúde por outro problema. Como reduzir os beliscos sem depender só de força de vontadeA conclusão prática é preparar o ambiente antes de a fome e o cansaço chegarem. Festas, reuniões, supermercado e férias são situações em que a comida aparece o tempo inteiro. Festa: chegar alimentado ajuda a separar fome da vontade de provar tudo. Reunião: aceitar o café e dispensar os doces evita comer apenas para acompanhar o grupo. Casa: deixar de comprar grandes quantidades do produto que você costuma perder o controle para comer reduz a exposição diária. Supermercado: ir com uma lista e sem muita fome diminui a dependência de decisões tomadas no caixa. Férias: avaliar se um pacote com comida à vontade ajuda ou atrapalha seus planos evita comer mais só para “fazer valer” o preço. Datas festivas: escolher o doce que você realmente quer comer é mais simples do que acumular todas as versões recebidas de presente. O jejum pode funcionar como um limite de horário que reduz essas decisões. A qualidade das refeições, o treino e o sono completam a estratégia. Se a janela vira sofrimento constante, ampliar o período para comer pode tornar a rotina mais sustentável. ConclusãoO jejum intermitente pode ajudar a interromper o hábito de beliscar, organizar a fome e facilitar o emagrecimento. A proposta central combina períodos sem comer com refeições que nutrem e saciam, além de planejamento para lidar com alimentos difíceis de resistir. Começar pelo registro dos horários e por uma pausa noturna é uma forma de entender a própria rotina. A escolha de avançar para 16 horas ou outra duração depende da saúde e da resposta individual. Para quem faz musculação, a janela precisa permitir comer o suficiente e manter o desempenho. Escolha os horários que você consegue manter sem piorar a alimentação e o treino. FAQJejum intermitente emagrece quantos quilos por semana?A quantidade varia conforme a alimentação, o gasto de energia e o ponto de partida. Uma queda rápida no início pode incluir água, por isso uma semana é pouco para avaliar perda de gordura. Medidas repetidas ao longo das semanas ajudam mais do que promessas de um número fixo. Pode tomar café sem açúcar no jejum intermitente?Pode, se for café puro e o protocolo permitir bebidas sem calorias. Leite, açúcar, óleo de coco e MCT acrescentam energia e mudam o intervalo que você está contando. Observe também se o café piora seu sono ou desconforto no estômago. Como conciliar jejum intermitente com musculação?Organize a janela para conseguir fazer as refeições necessárias e treinar bem. Você pode fazer jejum em parte do dia e treinar depois de comer, como ocorreu no estudo com homens treinados. Se a força ou a recuperação piorarem, ajuste os horários e a alimentação. Jejum intermitente é bom para gordura no fígado?Pode ajudar quando facilita uma alimentação adequada e a perda de peso necessária. Gordura no fígado também exige avaliação das causas e do risco metabólico. O acompanhamento serve para medir a resposta e definir quais mudanças fazem sentido em cada caso. ReferênciasSOLIANI, Maíra. Médica do Jejum: Remédio Natural, Grátis e Eficaz Contra Obesidade - Dra. Maíra Soliani. Excepcionais Podcast - Marcelo Toledo. [S. l.], 10 dez. 2023. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=z_6caMDAbVs. Acesso em: 2 out. 2026. SEMNANI-AZAD, Zhila et al. Intermittent fasting strategies and their effects on body weight and other cardiometabolic risk factors: systematic review and network meta-analysis of randomised clinical trials. The BMJ, v. 389, e082007, 2025. DOI: 10.1136/bmj-2024-082007. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40533200/. Acesso em: 2 out. 2026. LIU, Deying et al. Calorie Restriction with or without Time-Restricted Eating in Weight Loss. New England Journal of Medicine, v. 386, p. 1495-1504, 2022. DOI: 10.1056/NEJMoa2114833. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35443107/. Acesso em: 2 out. 2026. MORO, Tatiana et al. Effects of eight weeks of time-restricted feeding (16/8) on basal metabolism, maximal strength, body composition, inflammation, and cardiovascular risk factors in resistance-trained males. 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Acesso em: 2 out. 2026.
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Giants Whey, alguém conhece?
@Gordinho fi da mãe, a desconfiança com um pote de 2 kg por R$ 70 faz sentido, mas por um motivo diferente da soja. Sobre a soja, vale desfazer o mito, já que @Lobeca levantou. A proteína de soja não derruba testosterona nem aumenta estrogênio em homens nas quantidades de uma dieta normal ou de suplemento. As meta-análises de estudos clínicos não encontraram alteração relevante nesses hormônios. Ela também é uma proteína completa. A diferença real é que tem um pouco menos de leucina e uma resposta de síntese muscular um pouco menor que a do whey por grama. Na prática, se a proteína total do dia está boa, essa diferença é pequena. O problema desses blends baratos é outro: quanto de proteína realmente vem no pote. Esse tipo de produto costuma ter menos proteína por dose, muito carboidrato e maltodextrina, e às vezes aminoácidos baratos, como glicina e taurina, somados para inflar o número do rótulo. Por isso o que @davidevh disse sobre preço tem lógica: proteína de verdade tem custo mínimo. O jeito mais objetivo de comparar qualquer suplemento proteico é o custo por grama de proteína, e não o preço do pote: Veja no rótulo quantos gramas de proteína vêm em cada dose e quantas doses tem o pote. Multiplique para achar a proteína total do pote e divida o preço por esse número. Compare com o mesmo cálculo para um whey concentrado de marca conhecida, e também com ovos, frango e leite. Muitas vezes a comida sai mais barata por grama. Desconfie quando a proteína por dose for baixa para o tamanho do scoop, ou quando a lista de ingredientes começar por maltodextrina ou açúcar. Suplemento proteico é só conveniência. Se o orçamento estiver apertado, bater a proteína com comida rende o mesmo resultado. Para entender o que cada tipo de proteína em pó entrega e o nível de evidência de outros suplementos, o orientador de suplementos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
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Alteração no hemograma com uso de androgel
@Miria Marguet, a lista de exames que @Apollo Galeno passou está completa. Vale só acrescentar quando colher e um ponto que ficou de fora do tópico inteiro e que provavelmente explica boa parte dos colaterais que você teve. O ponto é a dose do Androgel. 50 mg por dia, ou seja, 5 g de gel a 1%, é a dose inicial padrão de reposição para homem. O corpo da mulher produz uma fração pequena disso, algo como um vigésimo do que um homem produz. O consenso internacional sobre testosterona para mulheres recomenda doses perto de um décimo da dose masculina, com o objetivo de manter o nível dentro da faixa feminina. Usando a dose de homem por meses, a testosterona fica muito acima do normal para mulher, e isso combina com o que você relatou desde o começo: hematócrito em 48%, acima do limite de referência feminino, espinhas e queda de cabelo, que pioraram quando a oxandrolona entrou junto. Repare que o hematócrito caiu quando você parou o gel, o que confirma a relação. Sobre os exames: Colete de quatro a seis semanas depois de terminar a oxandrolona. Antes disso, colesterol, HDL e enzimas do fígado ainda refletem o ciclo. Se você voltar ao gel ou continuar com ele, dose também testosterona total e livre e hemograma, de preferência sempre no mesmo intervalo depois da aplicação. Isso mostra se o nível está dentro da faixa feminina, mais ou menos de 15 a 70 ng/dL, conforme o laboratório. Com 50 mg por dia, a tendência é vir bem acima. Leve esses resultados ao médico que prescreveu o gel, ou a um endocrinologista, e discuta reduzir para uma dose feminina. Isso costuma melhorar acne, queda de cabelo e hematócrito sem perder os benefícios que fazem você querer continuar. Observe os sinais de virilização: rouquidão ou voz mudando, pelos novos no rosto e aumento do clitóris. A voz é o que mais costuma ficar permanente, então diante dela o certo é parar o gel e procurar o médico. Você está certa sobre não precisar de TPC. Ela não se aplica a mulheres. E a sua avaliação sincera do ciclo, de que os colaterais superaram os benefícios, é bem coerente com uma oxandrolona de procedência duvidosa somada a uma dose de testosterona alta demais. Os resultados que apareceram vieram principalmente da dieta e do treino, e esses ficam com você. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Homem com Oxandrolona + Testosterona Nebido em TRT
@Eduardo G, dá para responder com base no próprio relato deste tópico, que é justamente sobre usar oxandrolona por cima de uma reposição. Do ponto de vista farmacológico, não há impedimento em somar oxandrolona a uma reposição de testosterona. A reposição já mantém o seu eixo desligado, então a oxandrolona não muda isso. A questão é o que ela acrescenta de risco em relação ao ganho. A oxandrolona é oral 17-alfa-alquilada, então pesa no fígado, e está entre os compostos que mais derrubam o HDL. Quem faz reposição já costuma ter algum impacto no perfil lipídico. Somar os dois exige exame antes e no meio: perfil lipídico, TGO, TGP, GGT, hemograma e pressão arterial. O relato acima traz duas lições práticas para quem está em reposição: O que você mede no exame é só testosterona. A oxandrolona não aparece no resultado e não sobe a testosterona. No caso do autor do tópico, a testosterona caiu ao longo das semanas porque a injeção de Nebido estava chegando ao fim do intervalo, e isso foi confundido com efeito do ciclo. Com implante acontece algo parecido: o nível vai caindo ao longo dos meses. Por isso, o exame precisa ser lido sabendo em que ponto do intervalo do implante você está. Origem do produto. Ele precisou subir a dose para 60 mg e não teve resultado, o que sugere produto subdosado. Dose alta de algo de procedência duvidosa soma risco sem garantia de efeito. Um ponto específico do implante: dependendo do tipo, ele não pode ser retirado ou ajustado com facilidade. Se você somar um oral e aparecer colateral, o único lado que dá para ajustar rápido é a oxandrolona. Converse com o médico que colocou o implante, porque ele precisa saber o que mais você está usando para interpretar os seus exames. Em geral, doses moderadas por poucas semanas, com exames, são a forma de menor risco. Para consultar o perfil de colaterais e a meia-vida da oxandrolona, o orientador de fármacos do site resume: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Alguém aqui come ou já comeu sabonete?
O tópico começou em tom de brincadeira, mas os relatos de @Dany Rj, @Danila Santos e @Dani Rodrigo descrevem algo que tem nome na medicina e merece ser levado a sério: pica. É a vontade persistente de comer coisas que não são alimento, como sabonete, gelo, terra, giz, papel ou pedra-pomes. A associação mais conhecida da pica é com deficiência de ferro. Muitas pessoas com anemia ferropriva, ou mesmo com ferritina baixa sem anemia, relatam exatamente esse tipo de compulsão. Em vários casos, a vontade diminui ou desaparece quando o ferro é reposto. Ela também aparece com mais frequência em mulheres em idade fértil, por causa da perda de ferro na menstruação, na gravidez e em quem faz dietas muito restritivas. A deficiência de zinco também já foi associada. E, em parte dos casos, há um componente comportamental ou de ansiedade, que também tem tratamento. Sobre o sabonete em si: ingerir em pequena quantidade raramente causa intoxicação grave, mas não é inofensivo. Os surfactantes irritam a mucosa do estômago e do intestino e podem causar náusea, vômito, diarreia e dor abdominal. Corantes e perfumes não foram feitos para ingestão. Sabão em barra para roupa e detergentes são bem mais agressivos. Pedra-pomes pode desgastar os dentes e irritar o trato digestivo. Para quem se identifica, o passo mais útil e barato é pedir um hemograma completo com ferritina, ferro sérico e saturação de transferrina. Se der deficiência, o tratamento costuma resolver a anemia e, muitas vezes, a compulsão junto. Se os exames vierem normais e a vontade continuar, vale conversar com um psiquiatra ou psicólogo, sem vergonha. Pica é um quadro reconhecido e não é "frescura". As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Primeiro Ciclo aos 30 anos
@Lucas Fuke Quadros, o relato ficou bem documentado, com avaliações seriadas e exames programados. Agora, na saída do ciclo, vale amarrar três pontos que ficaram soltos no tópico. Espinhas nos ombros e pele oleosa não pedem anastrozol. A acne do ciclo vem do efeito androgênico direto na glândula sebácea, principalmente via DHT, e não do estrogênio. Reduzir estradiol não diminui a oleosidade e ainda pode derrubar libido e disposição. O que ajuda é cuidado de pele: sabonete com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla nas áreas afetadas, banho logo após o treino e roupa limpa. Se a acne for intensa, procure um dermatologista. Ela costuma melhorar quando os níveis voltam ao normal depois da TPC. TPC e exames: a orientação de começar cerca de 14 dias depois da última aplicação de cipionato está certa. Na consulta de 5 de fevereiro, avise o médico que você está em TPC. Tamoxifeno e clomifeno sobem LH e testosterona enquanto você toma, então exames colhidos durante a TPC mostram o eixo estimulado, e não o eixo recuperado de verdade. O exame que mais diz se você voltou é o feito umas quatro a seis semanas depois do fim da TPC: testosterona total, LH, FSH e estradiol. Filho em dois anos: como você comentou no começo do tópico, isso merece atenção. A testosterona de fora reduz a produção de espermatozoides, às vezes a níveis muito baixos. A recuperação costuma acontecer, mas leva meses. A produção completa de um espermatozoide leva cerca de dois meses e meio. Por isso, antes de tentar a gravidez, vale fazer um espermograma uns três meses depois da TPC. Se for ciclar de novo nesse intervalo, converse com o médico sobre HCG durante o ciclo, que ajuda a preservar a função testicular. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda em treinamento, foco hipertrofia.
@4lexander, a estrutura está boa. Quatro treinos alternando membros inferiores e superiores, com cada grupo muscular estimulado duas vezes por semana, é uma das formas mais eficientes de organizar quem tem pouco tempo. A escolha dos exercícios também está coerente, com os básicos presentes: agachamento, terra, supino, desenvolvimento, barra fixa e remadas. Dá para melhorar em alguns pontos que fazem diferença na prática. O que mais falta é definir séries, repetições e descanso, porque é isso que transforma a lista num treino. Uma referência que funciona bem: nos exercícios grandes, como agachamento, terra, supino, desenvolvimento e remada curvada, 3 a 4 séries de 6 a 10 repetições, com 2 a 3 minutos de descanso. Nos isolados, 2 a 3 séries de 10 a 15, com 60 a 90 segundos. Fazendo essa conta, onze exercícios cabem com dificuldade em 1h20. Para não sacrificar o descanso nos exercícios principais, vale cortar redundâncias. No treino 1, as duas elevações laterais podem virar uma só. O treino 4 tem quatro puxadas e remadas, e três já dão conta, por exemplo remada curvada, puxada frente e remada baixa. Coloque sempre os compostos pesados no começo da sessão, enquanto você está descansado. No treino 1 começar pelo leg press tira força do agachamento livre. Inverta, fazendo o agachamento primeiro. O crucifixo não "fecha o miolo do peito". A parte central do peitoral não pode ser isolada, porque o músculo encurta como um todo. A aparência do centro do peito depende do desenvolvimento geral e da gordura. O crucifixo pode continuar no treino, só que como complemento de volume. O que mais vai definir o seu resultado é progressão de carga. Anote cargas e repetições em todas as sessões e tente melhorar alguma coisa a cada semana. Esse é o sentido do "treine com o máximo de intensidade" que @davidevh disse. Se quiser comparar com uma estrutura pronta para 4 dias por semana e ajustar à sua academia, o gerador de treino do site serve como rascunho: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/
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1º Ciclo - Oxandrolona - Feminino
@Cicinha, respondendo a sua dúvida e aproveitando para fechar duas perguntas que ficaram em aberto no tópico. Uma vez ao dia funciona, como @davidevh disse. A meia-vida da oxandrolona fica em torno de nove a dez horas em adultos, então numa dose baixa a tomada única já mantém efeito ao longo do dia. Se for comprimido de 10 mg e você quiser 5 mg, dá para partir ao meio. Há quem prefira 2,5 mg de manhã e 2,5 mg à tarde para deixar o nível mais estável, mas a diferença prática é pequena. Cápsula não se divide com precisão. Abrir e separar o pó a olho deixa a dose imprevisível, então o certo é comprar já na dose que vai usar. Para @camilapires28, que perguntou sobre pelos e voz com 5 a 10 mg: a dose baixa reduz bastante o risco, mas não zera. A resposta é individual, como @Foston disse. Os sinais para observar de perto são rouquidão ou voz falhando, pelos novos no rosto, acne que surge do nada, queda de cabelo e aumento do clitóris. Diante de qualquer um deles, o mais seguro é parar na hora. A voz é o efeito que mais costuma ficar permanente. Para @Lboliveira, que relatou fraqueza e mal-estar meia hora depois da primeira cápsula de 5 mg: isso não é um efeito típico de 5 mg de oxandrolona verdadeira. Uma possibilidade é a cápsula conter outra substância, o que acontece com manipulados de procedência duvidosa. Outra é uma queda de pressão ou de glicose sem relação com o hormônio, por exemplo tomando em jejum. Se esse tipo de sintoma se repetir, vale suspender e investigar a procedência antes de continuar. E um ponto que vale para quem lê o relato de @li138 e pensa em fazer igual: os bons resultados dela vieram com 5 mg somados a uma dieta ajustada pela nutricionista, cargas progredindo e atenção ao descanso. Vale também dosar TGO, TGP e perfil lipídico antes e depois, porque mesmo em dose baixa a oxandrolona costuma reduzir o HDL. Para consultar dose, meia-vida e colaterais da oxandrolona e de outros compostos, o orientador de fármacos do site resume isso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Enatato+deca
@Lucaspmw, as suas três perguntas têm resposta direta, e duas delas pesam contra exatamente esse ciclo. Libido: o seu maior medo tem fundamento justamente com a deca. A nandrolona desliga a sua testosterona e não cumpre todas as funções dela no cérebro e na ereção. Ela também tem ação progestagênica, que pode subir a prolactina. Queda de libido e de ereção é um dos colaterais mais relatados com deca, mesmo com testosterona junto quando a proporção fica desequilibrada. É por isso que @Lobeca sugeriu começar só com testosterona: você descobre como o seu corpo reage à base antes de somar um composto que complica justamente a parte que mais te preocupa. Ginecomastia: sim, há risco, e por dois caminhos. O enantato vira estradiol pela aromatase. A deca, pela via da progesterona e da prolactina, potencializa o efeito do estradiol na mama. Aos 21 anos, com hormônios ainda em ajuste, isso não é raro. TPC: com deca, ela precisa esperar mais, perto de três semanas depois da última aplicação, porque o éster é longo e a nandrolona segue suprimindo o eixo. E a recuperação depois de deca costuma ser mais lenta que depois de testosterona pura. Onde aplicar: a região mais segura para injeção intramuscular costuma ser a ventroglútea, na lateral do quadril, ou o quadrante superior externo do glúteo. Nessas regiões, a distância do nervo ciático é maior. Agulha nova a cada aplicação, álcool no local e no frasco, e nunca reaproveitar seringa. Mas o ponto que @Arnaldo Santos. e @Locemar levantaram é o que mais vai te ajudar. Se o resultado natural foi pouco, o problema está no treino ou na comida, e o ciclo não corrige isso. Ele só deixa o resultado maior enquanto você usa e depois some. Aos 21 anos, com o treino e a dieta acertados, você ainda tem muito ganho natural pela frente. Para montar um treino com progressão de carga e ver o que estava faltando, o gerador de treino do site serve como rascunho para ajustar à sua rotina: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Pense muito bem antes de fazer isso...
@Lobeca, relendo o seu primeiro post quase um ano depois, o que fica não é "um imbecil fazendo besteira". Fica alguém que percebeu em duas semanas que estava fazendo algo sem saber por quê e teve a coragem de parar. A maioria só para quando o colateral obriga. O recado do tópico, não fazer nada por impulso nem sem acompanhamento, continua sendo dos mais úteis do fórum. Para quem chega aqui na mesma situação, com duas ou três semanas de stano por conta própria e arrependido, vale o lado prático. Exposição curta assim costuma ter recuperação rápida do eixo depois de parar, muitas vezes em poucas semanas e sem precisar de TPC. Se a libido, a ereção ou a disposição não voltarem ao normal em um mês ou dois, dosar testosterona total, LH e FSH tira a dúvida. Testículo menor durante o uso é esperado, como @Joulker e @MC00 comentaram, e costuma voltar. Sobre o colega que @Degcastro descreveu, o caso merece atenção por um motivo que o vendedor da academia não deve ter mencionado: ele já tem pré-diabetes. Os esteroides anabolizantes, e o stanozolol em particular, pioram a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose em estudos controlados. Além disso, derrubam o HDL. Ou seja, o composto empurra justamente na direção do problema que ele já tem. E 1 ml por semana de stano injetável não faz sentido farmacológico. O stano aquoso dura pouco no organismo, então a aplicação semanal vira um pico por semana e quase nada nos outros dias. Ele recebe a supressão do eixo sem um efeito estável. Se ele estiver aberto a ouvir, o que mais ajudaria é parar, repetir glicemia, hemoglobina glicada e perfil lipídico, e tratar a compulsão por doce com acompanhamento. Isso vai fazer muito mais pela forma do corpo dele do que qualquer frasco. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Iniciante
@tatielle, dá para responder objetivamente por que esse plano não vai dar certo, e o motivo principal não é a marca. Fazendo a conta: uma cápsula de 20 mg de 12 em 12 horas são 40 mg por dia. De 8 em 8 horas são 60 mg. De 6 em 6 horas são 80 mg. Para mulher, isso é muitas vezes acima das doses que costumam ser usadas, e vai subindo justamente quando o risco já é alto. Em três semanas, com essas doses, a chance de virilização é grande: rouquidão, voz mais grave, pelos no rosto, acne forte, aumento do clitóris e queda de cabelo. A mudança de voz costuma ser permanente. Ou seja, o risco é sair da praia com um efeito que não volta, e não com o corpo que você queria. Também não existe TPC nesse sentido para mulher. A TPC com tamoxifeno ou clomifeno é feita para religar a produção de testosterona dos testículos. Para uma mulher, uma quarta semana de "TPC" não tem função e pode trazer outros efeitos hormonais. Sobre o resultado até 15 de fevereiro: nenhum hormônio muda o corpo de forma visível em três semanas sem dieta muito bem feita, como @davidevh e outros disseram. O que dá para mudar nesse prazo é inchaço e um pouco de gordura, com dieta e treino. E isso você consegue sem hormônio. Respondi uma dúvida bem parecida, sobre cápsula de 20 mg que não dá para dividir, com o que vale fazer na dieta no lugar do ciclo, neste outro tópico: https://fisiculturismo.com.br/forums/topic/116674-iniciante/?do=findComment&comment=1066562 Com 1,51 m, 51 kg e quatro meses de treino, você está na fase em que o corpo responde melhor ao treino sem nada. Proteína em todas as refeições, perto de 1,6 a 2 g por kg por dia, e treino de força com aumento de carga vão render mais do que qualquer cápsula nos próximos meses. Para calcular quanto de proteína você precisa por dia, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Iniciante
@Maaaary, vou direto na pergunta prática, porque ela tem uma resposta que pouca gente dá: não existe forma boa de usar uma cápsula de 20 mg de oxandrolona sendo mulher e começando. Abrir a cápsula e dividir o pó a olho não dá precisão nenhuma. Você pode tomar 3 mg num dia e 9 no outro. Também não adianta tomar uma cápsula a cada quatro dias para "fazer média" de 5 mg. A oxandrolona tem meia-vida curta, de algumas horas, então isso vira um pico de 20 mg seguido de dias sem nada, com o risco da dose alta e sem o benefício da dose baixa. E 20 mg por dia é uma dose alta para mulher, com risco real de virilização. Rouquidão, voz mais grave, pelos novos no rosto, acne forte e aumento do clitóris são os sinais, e a mudança de voz costuma ser permanente. O seu primeiro ciclo, com deca e stano aos 21 anos, já foi pesado, como foi dito aqui. Repetir a aposta com uma dose que não dá para controlar não vale o risco. Um ponto de segurança que costuma ser esquecido: não pare o anticoncepcional por conta de ciclo. Androgênio durante a gravidez pode masculinizar um feto do sexo feminino. Por isso, quem usa esteroide precisa de contracepção confiável. O que se discute no fórum é que o anticoncepcional, principalmente o oral, sobe a SHBG e pode reduzir o efeito do hormônio. Mas trocar de método é decisão para tomar com o ginecologista, nunca simplesmente parar. A boa notícia é que, com 1,51 m e 50 kg, voltando há cinco meses, o que mais vai mudar o seu corpo agora é a dieta. E ela tem bastante espaço para melhorar: Proteína baixa. O café da manhã e o café da tarde quase não têm proteína. Para quem quer recuperar massa, algo perto de 1,6 a 2 g por kg por dia, ou seja, 80 a 100 g para você, distribuídos em todas as refeições, faz muita diferença. Ovos, iogurte natural, queijo, whey e carnes ajudam a chegar lá. O detox no pós-treino não faz nada pela recuperação. No lugar dele, uma refeição com proteína e carboidrato, como frango com arroz ou batata, ou whey com fruta, rende muito mais. Com o tempo de treino que você já tem e a memória muscular do que conquistou antes, a recuperação natural costuma ser mais rápida do que da primeira vez. Para calcular quanto de proteína você precisa por dia com seu peso e objetivo, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Afinal...qual o momento certo para iniciar um ciclo?
@Lilika43, a pergunta é boa justamente porque não tem uma data no calendário como resposta. Ela tem critérios, e dá para ser objetivo com eles. Respondendo primeiro às perguntas diretas: Esteroide ajuda a secar? Ajuda pouco, e de forma indireta. Num déficit calórico, os androgênios preservam massa magra, e alguns estudos com oxandrolona mostraram redução modesta de gordura do tronco. Mas o grosso da perda de gordura continua vindo do déficit. Quem usa esteroide para emagrecer sem ter a dieta sob controle costuma, no fim, pagar o risco hormonal por um resultado que a dieta entregaria sozinha. Foi o que @Joaninha e @Kami Back disseram de formas diferentes. Serve para os magros e para os gordos? Funciona melhor para quem já está relativamente magro e quer construir ou manter músculo. Com percentual de gordura alto, além de o resultado aparecer menos, há mais tecido adiposo, e o tecido adiposo converte testosterona em estradiol. Em homens, isso aumenta a chance de ginecomastia e retenção. Por isso o conselho clássico de baixar o percentual antes tem fundamento. Agora, os critérios que costumam indicar que a pessoa chegou num ponto em que um ciclo faz sentido, e que completam a lista de @davidevh: A evolução natural desacelerou de verdade, depois de alguns anos de treino com progressão de carga registrada e dieta consistente. Não é estagnação de dois meses. Treino e dieta já estão resolvidos a ponto de a pessoa saber explicar o que come, quanto e por quê, e saber ajustar sozinha. Existe exame de base e dinheiro para repetir exames no meio e depois. Sem isso, não há como saber se algo deu errado. A pessoa sabe o que vai fazer se surgir colateral, inclusive o plano de saída, e não só o plano de entrada. O objetivo é claro e realista. Para muita gente, chegar a um percentual de gordura saudável com tônus muscular é perfeitamente alcançável sem hormônio, como @Joaninha contou da própria trajetória. No caso das mulheres existe um critério extra: aceitar que o risco de virilização é real e que a mudança na voz pode ser permanente. Isso exige dose baixa, observação diária e disposição para parar no primeiro sinal. Pelo que você contou da sua rotina, acordando às 5h, treinando à noite e cuidando da dieta, você está longe de ser quem procura atalho. Dúvida sobre o momento certo costuma ser bom sinal. Quem se faz essa pergunta geralmente está mais perto de fazer a coisa do jeito certo. Para ter uma noção objetiva de quanto espaço de evolução natural ainda existe, a calculadora de FFMI do site ajuda a estimar isso com peso, altura e percentual de gordura: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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eixo hpt e tpc
@matheus9, o que você leu não está errado, mas tem um detalhe que define se funciona no seu caso. E esse detalhe só aparece no exame. O anastrozol de fato pode subir LH, FSH e testosterona em homens. O estradiol também faz feedback negativo no hipotálamo e na hipófise, então reduzir o estradiol tira esse freio. Isso está bem documentado em estudos com homens mais velhos, com obesidade ou com estradiol alto em relação à testosterona, como @davidevh explicou citando o Dudu Haluch. Só que, depois de um ciclo, o freio principal costuma ser outro. O eixo está desligado por falta de estímulo do hipotálamo. Se o seu estradiol já estiver normal ou baixo, o inibidor tem pouco onde agir e ainda derruba um hormônio que faz falta para libido, humor e articulação. Como TPC, os moduladores como tamoxifeno e clomifeno têm bem mais estudo do que o anastrozol isolado. Sobre a interação: você leu certo, está na literatura de câncer de mama. O tamoxifeno reduz o nível de anastrozol no sangue, e por isso os dois não costumam ser combinados. Sobre o tempo: com cipionato, que tem meia-vida em torno de oito dias, a TPC costuma começar perto de duas a três semanas depois da última aplicação. Esperar 30 a 35 dias não é necessário. Da sua última aplicação, em 21 de dezembro, até o dia do seu post já se passaram mais de 40 dias. Então o melhor é fazer o exame agora, como foi sugerido no tópico, e não daqui a um mês. O que dosar: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina e SHBG. Com o resultado em mãos: LH e testosterona baixos com estradiol normal ou baixo: o caminho mais estudado é um modulador. Se o clomifeno te fez mal, o tamoxifeno costuma ser mais bem tolerado, com menos efeito visual e de humor. Testosterona baixa com estradiol alto em relação a ela: aí o inibidor faz sentido, em dose baixa e ajustada por exame. LH e testosterona já normais: o eixo voltou e não precisa de nada. Sobre a libido na recuperação: ela costuma acompanhar a volta da testosterona com estradiol na faixa normal. É por isso que muita gente sem libido tem testosterona alta por causa do modulador, mas o estradiol desregulado. Sono bom, treino sem excesso e comer o suficiente ajudam mais do que qualquer suplemento nessa fase. Para organizar a TPC e os exames de controle a partir do seu resultado, o gerador de protocolo hormonal do site serve como rascunho. A saída é uma simulação, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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STANOSOLOL
@meirielly, a falta de resultado tem uma explicação simples, e ela muda o que vale a pena fazer daqui para a frente. O stanozolol não emagrece, como @Kami Back disse. Ele não aumenta o gasto calórico de forma relevante e não queima gordura. Em quem já está seco, ele dá aparência mais dura e definida, mas não tira gordura de quem ainda tem bastante para perder. Com 1,65 m e 84 kg, o que vai mudar o seu corpo é déficit calórico bem feito, e isso vale com ou sem hormônio. Um ponto de segurança importante: 40 mg por dia de stano oral é uma dose alta. Se você for mulher, é uma dose muito acima das que costumam ser usadas por mulheres, e o risco de virilização cresce rápido com dose e tempo. Rouquidão, voz mais grave, pelos novos no rosto, acne forte, queda de cabelo e aumento do clitóris são os sinais. A mudança de voz costuma ser permanente. Diante de qualquer um deles, o certo é parar na hora. Para qualquer pessoa, homem ou mulher, essa dose pesa no fígado, porque o stano oral é 17-alfa-alquilado, e costuma derrubar bastante o HDL. Com 15 dias de uso e sem resultado, este é um bom momento para parar e reorganizar o básico. Algumas coisas vão render muito mais: Treino: duas horas todos os dias, sem descanso, tende a atrapalhar mais do que ajudar. Quatro ou cinco treinos de força de 60 a 75 minutos por semana, com aumento de carga registrado, mais caminhadas ou outro aeróbico leve, costumam render mais e cansar menos. Dieta: um déficit de cerca de 400 a 500 kcal por dia, com proteína perto de 1,6 a 2 g por kg do peso que você quer atingir. Isso dá perda constante sem perder músculo. Água: 2 litros é pouco para quem treina duas horas por dia. Algo perto de 35 ml por kg é uma referência melhor. Exames: se usou o stano, vale dosar TGO, TGP, GGT e perfil lipídico depois de parar. Para achar as calorias e os macros de um corte com os seus dados, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Tomei cano tomem cuidado com site power farma
@Marcos Shotokan, sinto pelo prejuízo. O padrão que você descreveu é dos mais comuns nesse tipo de golpe: o site entrega direito na primeira compra para ganhar confiança e, num pedido maior, some. Um alerta importante para você e para quem chega aqui com o mesmo problema: desconfie de quem aparece no tópico logo depois de um relato de golpe oferecendo contato por telefone, como aconteceu no último post. É a segunda etapa clássica. Quem acabou de perder dinheiro está mais disposto a confiar no próximo que promete resolver, e muitas vezes o golpe se repete. Ninguém aqui consegue garantir vendedor, e indicação feita por desconhecido em fórum não vale como garantia de nada. Para tentar recuperar ou ao menos registrar o prejuízo: Se pagou com cartão de crédito, peça o estorno direto à operadora, explicando que o produto não foi entregue. É o caminho com maior chance de reaver o valor. Se foi Pix ou transferência, avise o seu banco o quanto antes. Peça o registro de fraude e, no caso do Pix, o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução. Registre um boletim de ocorrência online por estelionato, com prints das conversas, do site e do comprovante de pagamento. Isso ajuda o banco e, se outras vítimas fizerem o mesmo, a polícia. Denuncie o domínio e o perfil nas plataformas onde ele aparecia, para dificultar que outras pessoas caiam.
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Primeiro ciclo ( Stano)
@BaianoSsa, a pergunta que você fez a @Kami Back merece uma explicação de verdade, porque ela muda o que vale fazer agora. O problema de ciclar só com stanozolol não é que ele seja "mais prejudicial" que outros esteroides de forma genérica. O problema é a lógica. Assim que você aplica, o seu corpo reduz a produção própria de testosterona, porque entende que já tem androgênio sobrando. Só que o stano é um derivado de DHT que não substitui a testosterona em várias funções, como libido, ereção, humor e disposição, que dependem dela e do estrogênio produzido a partir dela. Resultado: você fica com a sua testosterona baixa e sem nada que cubra esse buraco. É por isso que quem usa só stano costuma relatar queda de libido e de ereção ainda no meio do ciclo. Além disso, ele é um dos compostos que mais derrubam o HDL e é 17-alfa-alquilado mesmo na forma injetável, então pesa no fígado. Muita gente também relata dor articular. Como você fez só três aplicações, está no melhor momento possível para repensar. Com tão pouca exposição, parar agora costuma ter recuperação rápida e simples. Para três aplicações, muita gente nem chega a precisar de TPC. Se for parar, vale dosar testosterona total, LH e FSH umas três a quatro semanas depois, para confirmar que o eixo voltou. Se você decidir continuar ou reformular, o raciocínio mais seguro para um primeiro ciclo é usar um único composto e ter a testosterona como base. A TPC se planeja antes de começar, de acordo com o éster usado, e não no meio do caminho. Expliquei esse raciocínio com mais detalhe neste outro tópico, que pergunta justamente sobre stano no primeiro ciclo: https://fisiculturismo.com.br/forums/topic/116722-help-primeiro-ciclo-stano-propionato-de-testo/?do=findComment&comment=1066531 O guia básico que @davidevh indicou também é uma boa leitura para entender as divergências que você encontrou. Para organizar uma proposta com exames de base e TPC antes de começar, o gerador de protocolo hormonal do site serve como rascunho. A saída é uma simulação, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Stanozolol + Testo + Boldenona = paumole
@Oliveira Sms Massa, respondendo direto: sim, é um relato bem comum com stano, mesmo com testosterona junto. E a pista que você mesmo deu é a mais importante do tópico: com 2 comprimidos em vez de 4, a ereção melhorou quase no mesmo dia. Isso aponta para um efeito ligado à dose do stano, mais do que para um problema de testosterona falsa. O mecanismo exato não está bem fechado na literatura. O que se sabe é que a ereção depende de um equilíbrio entre testosterona, DHT e estradiol no cérebro e no tecido peniano. O stano é um derivado de DHT que não aromatiza e que derruba muito a SHBG, o que mexe com a proporção desses hormônios livres. Em doses mais altas, isso parece desregular esse equilíbrio. Por isso @davidevh tem razão em lembrar que estradiol baixo costuma ser pior que alto para a ereção. Mesmo sem usar inibidor, a proporção pode estar desfavorável. O exame que você vai fazer resolve quase tudo. Alguns detalhes ajudam na leitura: Com Deposteron real duas vezes por semana, a testosterona total deve vir bem acima da faixa de referência, muitas vezes acima de 1.000 ng/dL. Se vier normal ou baixa, a testosterona é suspeita. Peça estradiol junto, de preferência pelo método sensível, se o laboratório tiver. Peça também prolactina e hemograma. A boldenona sobe bastante o hematócrito, e hematócrito alto também pode atrapalhar a circulação. Meça a pressão. Pressão alta no ciclo também prejudica a ereção. Se o exame mostrar testosterona alta e estradiol normal, manter o stano na dose menor que funcionou é o ajuste mais simples. Sobre a TPC: na maioria dos casos, a função volta quando o eixo se recupera, mas isso depende de a TPC ser bem feita e de dar tempo. Não use tadalafila ou sildenafila como solução fixa no meio do ciclo sem medir a pressão, porque elas mascaram o sinal e podem somar queda de pressão com outros fatores. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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[RELATO]- Black Viper - Dragon Pharma
@matheus Andolphi, relato diário e detalhado assim é raro e ajuda muito quem chega aqui pesquisando o produto. Vale fechar com uma leitura do que provavelmente gerou o resultado e do que os relatos mostram de risco. O motor principal da sua perda foi a dieta. Pouco carboidrato, muita clara, patinho e salada formam um déficit calórico grande. O corte de carboidrato também tira água e glicogênio logo nas primeiras semanas, e isso deixa a mudança visível rápido. O Black Viper entrou como coadjuvante. Versões dele trouxeram efedra, ioimbina, sinefrina, feniletilamina e perto de 300 mg de cafeína por dose. Isso reduz a fome e aumenta um pouco o gasto, mas a maior parte do resultado foi seu, na cozinha e no treino. O que os relatos deste tópico mostram é exatamente o padrão de excesso de estimulante. @Melkor1 descreveu lábios secos, insônia de duas horas por noite e diarreia. Você relatou o estado de alerta forte meia hora depois da dose. Com duas doses por dia, como chegou a tomar, a soma de cafeína já passa bem dos 400 mg diários que costumam ser o teto seguro para adultos. Dormir duas horas por noite derruba a recuperação e aumenta a fome no dia seguinte. Na prática, isso trabalha contra o próprio objetivo. Respondendo a @Lucas Menezes, que perguntou sobre juntar com o Venom: não vale. Os dois são carregados de estimulante, e a soma pode facilmente passar de 600 mg de cafeína com efedra e ioimbina por cima. É uma combinação que pode disparar pressão e frequência cardíaca e provocar arritmia. @Gamma resumiu certo: um ou outro. Dois ajustes de dieta que @fisiculturismo já tinha apontado, e que importam com termogênico: não zerar o sal, porque com estimulante e suor você perde sódio e o risco de câimbra, tontura e queda de pressão aumenta, e manter verduras e legumes variados para não faltar potássio e magnésio. Comentei a composição desse tipo de produto com mais detalhe neste tópico, para quem quiser comparar com outros termogênicos: https://fisiculturismo.com.br/forums/topic/114415-qual-%C3%A9-o-melhor-termog%C3%AAnico/?do=findComment&comment=1066532 Para checar a dose eficaz e o nível de evidência de cada ingrediente desses rótulos, o orientador de suplementos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.