Tudo que Cláudio Chamini postou
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Preparo primeiro ciclo Oxandrolona
Aline, tem uma pergunta que eu preciso te fazer antes de qualquer outra coisa, porque ela é a única aqui com potencial de causar dano irreversível: você chegou a colocar o DIU de cobre? Explico o porquê da urgência. Você parou o Tamisa por orientação daqui, e o DIU ficou como plano para depois. Nesse intervalo, você fica sem contracepção nenhuma. E o seu caso tem duas coisas que aceleram isso: você parou de amamentar, e a amamentação era o único freio parcial que existia, e a fertilidade após interromper pílula costuma voltar rápido, às vezes já no primeiro ciclo. Ou seja, existe uma janela real aí. Isso importa porque você tem cem cápsulas de oxandrolona guardadas e ansiedade declarada para começar. Androgênio durante uma gravidez, principalmente nas primeiras semanas, quando a mulher muitas vezes ainda nem sabe que está grávida, viriliza feto feminino, e isso não tem como voltar atrás. É por essa razão, e não por moralismo, que a regra prática é simples: contracepção confirmada e funcionando primeiro, cápsula depois. Se o DIU ainda não foi colocado, a resposta sobre quando começar o ciclo é: quando ele estiver colocado. E, enquanto isso, camisinha, que resolve o intervalo. Dito isso, a parte boa, e ela é grande. Você teve o resultado mais comentado deste tópico sem ter tomado uma cápsula sequer. As pessoas vieram elogiar achando que era ciclo, e não era. Isso é uma informação valiosa sobre o seu corpo, e vale registrar antes que ela se perca: você respondeu muito bem só a comida e treino, o que significa que ainda tem muita margem gratuita pela frente. Substância rende quando o método simples parou de entregar. No seu caso ele mal começou. E olha o contexto em que você fez isso: sete meses de puerpério, voltando a trabalhar dez horas, semana de provas na faculdade, e uma separação com disputa de guarda e sem casa. Perder quase três quilos e mudar a foto desse jeito, nessas condições, é bem mais impressionante do que qualquer resultado obtido com a vida tranquila. Não deixe ninguém, nem você mesma, medir isso por atraso de cinco dias em postar foto. Agora duas coisas práticas do seu caso que ninguém levantou e que valem mais que ajuste de dieta. A primeira é a parede abdominal. Você teve um bebê há sete meses e ganhou vinte e sete quilos na gestação, que é bastante. Isso torna provável algum grau de diástase, que é o afastamento dos músculos retos do abdômen. Vale checar, e o teste é simples: deitada de costas, joelhos dobrados, levante um pouco a cabeça e apalpe a linha do meio da barriga, do umbigo para cima e para baixo, sentindo se existe um vão entre as duas faixas de músculo, e quantos dedos cabem. Se houver, isso muda o treino: abdominal comum, prancha longa e exercício que faz a barriga estufar para fora pioram, e o que resolve é trabalho de transverso e respiração, de preferência com fisioterapeuta pélvica. Importa também para a estética, porque diástase deixa a barriga com aspecto de saliência mesmo em quem já secou, e aí a pessoa acha que é gordura e aperta a dieta à toa. A segunda é sangue. Parto, sete meses de amamentação e agora um déficit calórico é a combinação clássica para ferro baixo, e ferro baixo dá exatamente cansaço, falta de ar no aeróbico e queda de cabelo, que é o que costuma ser confundido com falta de disciplina. Um hemograma com ferritina, mais vitamina D, custa pouco e é o tipo de coisa que, se estiver alterada, corrigir rende mais que qualquer cápsula. E, se você for mesmo colocar DIU de cobre, esse dado é ainda mais útil, porque o de cobre tende a aumentar o fluxo menstrual e, em quem já está com ferro no limite, isso pesa. Não é motivo para não colocar, é motivo para saber antes e repor se precisar. Torcendo para que a parte da separação se resolva logo. Você está segurando muita coisa ao mesmo tempo e ainda assim entregando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1° ciclo de oxandrolona 10mg, manipulada, 6 semanas!
Ju, tem uma linha na sua atualização de dezenove de novembro que passou em branco no meio da discussão, e ela é a mais importante do tópico inteiro. Você respondeu, no campo OUTROS, que estava sem menstruar havia dez dias. Ninguém comentou, e a conversa seguiu para dieta e fotos. Isso merece atenção, e vou explicar por quê sem dramatizar. Menstruação atrasando ou sumindo em quem usa androgênio é um sinal de que o eixo hormonal está sendo suprimido. E o que isso significa na prática é que o estrogênio cai. Estrogênio, além de tudo o mais, é o principal hormônio que segura cálcio no osso da mulher. Passar um período sem menstruar não é só uma questão de fertilidade ou de conveniência, é um período em que o osso está perdendo mais do que ganhando. E agora junte as outras peças do seu caso, porque elas empilham no mesmo ponto. Você tem dezenove anos. Essa é justamente a fase em que se constrói o pico de massa óssea da vida inteira, e o que não se constrói nessa janela não se recupera depois. Você tem doença celíaca. Mesmo tratada e sem sintomas, ela é uma das causas clássicas de baixa densidade óssea, porque o intestino que ficou danificado antes do diagnóstico é exatamente o trecho que absorve cálcio, vitamina D e ferro. Isso é tão conhecido que existe recomendação formal de rastrear densidade óssea em celíaco. E você pesa quarenta e cinco quilos com um metro e cinquenta e dois, treinando cinco vezes por semana e fazendo aulas práticas de faculdade de educação física em cima disso. Nenhum desses três itens isolado seria alarme. Os três juntos, mais a menstruação sumindo, são exatamente o cenário que vale investigar. O que eu faria, e é barato: contar isso a um médico, pedir vitamina D, cálcio, ferritina e vitamina B12, que são os quatro que costumam faltar em celíaco, e perguntar sobre densitometria óssea. E, principalmente, avisar se a menstruação continuar ausente. Um mês pode ser variação. Três meses seguidos sem menstruar tem nome e tem investigação própria. Agora um segundo ponto, e esse é meio irônico, porque você mesma brincou com ele e ninguém pegou. Quando falaram que a oxandrolona manipulada podia ser farinha, você respondeu que farinha de trigo não era, senão já teria morrido. Só que essa piada tem um fundo sério que vale levar em conta: cápsula manipulada e comprimido de procedência incerta usam excipiente, e amido de trigo é um excipiente comum em farmácia e indústria. Para a maioria das pessoas isso é irrelevante. Para celíaco, não é. E você acabou usando material de três origens diferentes ao longo do tópico, uma delas um comprimido solto que um amigo te deu. Vale checar o excipiente do que estiver tomando, e se não for possível saber, esse é mais um motivo concreto, e específico seu, para preferir produto com bula legível a manipulado sem rótulo. Duas coisas menores, para fechar. Sobre os três quilos que sumiram em cinco dias quando você cortou carboidrato, e que te desesperaram: era água. Cada grama de glicogênio guardado no músculo carrega cerca de três de água junto, então cortar carboidrato esvazia esse estoque e a balança despenca sem que nada de real tenha acontecido. Ao voltar a comer, a água volta. Nada foi perdido nem ganho ali, e você não fez besteira nenhuma. E sobre a bronca de indisciplina que você levou. Sinceramente, olhando os seus registros, você atualizou nas datas, respondeu tudo que pediram, entregou noventa a cem por cento da dieta, e nos três dias que falhou você estava doente de virose. Isso não é indisciplina. A parte que eu mudaria não é a sua disciplina, é a pressa: você tirou conclusão de resultado com cinco dias e com onze dias de uso, e nenhuma substância responde nesse prazo. Vale trocar a régua diária pela mensal, que é o intervalo em que o corpo responde de verdade. E, se a menstruação não tiver voltado, essa é a primeira coisa a resolver, antes de qualquer ajuste de dieta ou de dose. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º Ciclo de Oxandrolona
Vanessa, antes de qualquer coisa: espero que a sua mãe esteja bem. Você avisou aqui que estava com ela internada, e mesmo assim continuou entregando oitenta por cento da dieta. Isso é bem mais difícil do que parece escrito. E tem uma coisa que você escreveu que eu não consigo deixar passar. Você disse que não teve nada significativo e que desanimou. Olhe os números do próprio tópico: sessenta e nove vírgula cinco para sessenta e quatro. São cinco quilos e meio em cerca de três meses, aos quarenta e quatro anos, com duas infecções no meio que te tiraram da academia, e com a roupa folgando e as pessoas comentando. Isso não é nada significativo, é praticamente o teto do que se considera uma boa velocidade de perda. Você está julgando um bom resultado com régua de milagre. Agora a parte técnica, que é o motivo principal deste post, porque envolve algo específico do seu caso que eu não vi ninguém comentar. Você tirou a tireoide aos dezessete anos e faz reposição com levotiroxina há vinte e sete. O seu TSH está em zero vírgula zero dois três, ou seja, suprimido. Você explicou que o seu endocrinologista considera isso adequado para o seu caso, e provavelmente está certo, porque em algumas situações a supressão é justamente o objetivo do tratamento. Mas ela tem uma consequência prática: com o TSH nesse nível, o seu corpo funciona um pouco do lado acelerado, mesmo você se sentindo bem. E isso muda o cálculo de tudo que estimula. Repare no que foi se somando na sua rotina ao longo do tópico: ioimbina chegando a dez e depois quinze miligramas por dia, chá verde durante o treino, chá de hibisco em várias refeições, café em quase todas, um termogênico antes disso, jejum prolongado e aeróbico diário além da musculação. Cada um isolado é pequeno. Juntos, e em cima de um TSH suprimido, é bastante carga sobre coração e pressão. Ioimbina em particular sobe pressão e frequência cardíaca, e é exatamente o efeito que menos combina com quem já está no lado acelerado do metabolismo. Não estou dizendo para parar tudo. Estou dizendo para transformar isso em informação, que é barato: meça a sua pressão e a sua frequência cardíaca em repouso, umas duas ou três vezes por semana, em horários diferentes, e anote. Se aparecer coração acelerado em repouso, batimento irregular, tremor, insônia ou aquela sensação de estar ligada demais, é sinal de tirar a ioimbina antes de tirar qualquer outra coisa. E vale contar ao seu endocrinologista o que você está usando. Ele acompanha a sua tireoide há décadas e essa informação muda o que ele procura na consulta. Segundo ponto, e esse é bem prático. Em que horário você toma a levotiroxina? Ela é um dos remédios mais sensíveis a interferência de absorção que existe. O ideal é tomá-la em jejum, com água, e esperar de trinta a sessenta minutos antes de qualquer outra coisa, incluindo café. Café sozinho já reduz bastante a absorção, e a sua rotina nova começa às seis da manhã com água com vinagre, cápsula de ômega três e, logo depois, café e chá. Se a levotiroxina estiver caindo no meio desse pacote, você pode estar absorvendo menos do que a receita diz, sem que ninguém perceba, porque o efeito disso é lento e silencioso. Ajustar o horário não custa nada e pode explicar cansaço ou resposta abaixo do esperado. Terceiro, uma coisa para conversar com o seu médico na próxima consulta e que ninguém aqui teria como saber sem juntar as peças. Você tem três fatores de risco para perda de massa óssea acontecendo ao mesmo tempo: TSH suprimido por muitos anos, histerectomia com quarenta e poucos anos, que costuma antecipar a queda da função dos ovários mesmo com eles preservados, e agora um período longo de restrição calórica com jejum. Nenhum deles isolado é motivo de alarme, mas os três juntos são exatamente o motivo pelo qual vale pedir uma densitometria óssea e checar vitamina D e cálcio. É um exame simples, e nessa faixa de idade é o tipo de coisa que a gente quer descobrir cedo, não tarde. Sobre a oxandrolona que abriu o tópico, concordo com quem te disse para deixar para depois, e por um motivo além dos que já foram ditos: você está perdendo peso bem sem ela, e não faz sentido gastar a carta e assumir os riscos enquanto o método simples ainda está funcionando. Substância se usa quando o que é gratuito parou de entregar, e não é o seu caso. E o Locemar te deu, lá atrás, o melhor conselho técnico deste tópico, sobre descanso de pernas. Vale reler. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona 20mg - 6 semanas são suficientes?
Deni, você fez uma pergunta na sua última atualização que ficou sem resposta: se alguém relata sintoma psíquico. Vou responder, e no caminho tem uma coisa que acho que ninguém aqui juntou. Você relatou dor de cabeça discreta à noite e alguns esquecimentos. Dor de cabeça é relatada com androgênio, e o motivo mais comum é elevação de pressão arterial, que costuma dar exatamente essa cara: dor no fim do dia, discreta, que some dormindo. Isso é fácil de checar e vale muito a pena, porque é o tipo de coisa que a gente só descobre medindo. Qualquer farmácia mede de graça. Se a pressão estiver subindo, você fica sabendo agora e não daqui a um ano. Mas tem um segundo suspeito que passou batido no tópico, e ele não é a oxandrolona. Você escreveu que usa minoxidil todos os dias há mais de três meses. Minoxidil, antes de virar loção para cabelo, era um remédio para pressão alta, e é vasodilatador. Parte dele é absorvida pela pele, e os efeitos mais relatados por quem usa continuamente e absorve mais são justamente dor de cabeça, coração acelerado, e retenção de líquido com inchaço. Repare que isso encaixa em duas coisas suas ao mesmo tempo: a dor de cabeça, e o ganho de três quilos em cinco semanas numa mulher de cinquenta e sete quilos que queria justamente definir. Sobre esses três quilos, aliás, vale ler o que eles provavelmente são. Você mesma escreveu que a força quase não mudou, e que só o superior rendeu um pouco mais. Três quilos de músculo em cinco semanas não acontece em mulher nenhuma, nem com oxandrolona, e músculo novo aparece como carga subindo. Sem força subindo, o que restou foi água e glicogênio, mais o que quer que a dieta tenha somado. Isso não é ruim e não é fracasso, é só uma leitura honesta do número, e é importante porque o seu objetivo declarado era diminuir a celulite, e peso extra de água costuma ir na direção contrária da aparência que você quer. E aqui vai a parte que ninguém te disse com todas as letras: a celulite não responde a esteroide. Ela existe porque a gordura subcutânea feminina é organizada em compartimentos separados por septos que puxam a pele para baixo, e essa arquitetura é anatômica. Não existe substância que desfaça isso, e a própria VNS te contou que, na experiência dela, a celulite piorou durante o uso. O que melhora aparência de celulite é reduzir a gordura da região e aumentar o volume do músculo debaixo dela, que estica e preenche a pele. Ou seja, exatamente o que o pessoal te orientou no treino, com posterior de coxa e glúteo. Isso funciona, é lento e não vem de cápsula. Mais uma coisa, que talvez te tire um peso das costas. Você escreveu que a sua testosterona é baixíssima, vinte e seis. Para mulher, isso é normal. A faixa feminina fica mais ou menos entre quinze e setenta nas unidades usuais, então vinte e seis está dentro, e não explica nem cansaço nem falta de resultado. Quem compara esse número com a faixa masculina se assusta à toa. Você não tem deficiência para corrigir. Por fim, duas coisas práticas para fechar bem esse projeto. Como a oxandrolona é do tipo que passa modificada pelo fígado, vale fazer TGO, TGP, GGT e um perfil lipídico completo ao terminar as cápsulas, porque ela costuma derrubar bastante o HDL, e essa é a alteração que mais aparece e a que mais some sozinha depois. E, ao terminar, mantenha a dieta e o treino iguais por pelo menos um mês antes de julgar o que ficou: parte do que sumir nas duas primeiras semanas vai ser a água, não o resultado. Você conduziu isso com bastante cuidado, checou os sinais um por um e não aumentou a dose por ansiedade, que é o que quase todo mundo faz. Isso conta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Dúvida/Ajuda Enantato de Testo + Trembo ou Bolde
Mullm, relato bem feito, com exames antes e depois e sem enfeitar nada. Vou pegar três pontos da parte final, que é onde acho que ainda tem coisa a dizer. Comece pelo momento em que o sangue foi colhido. Você fez o exame no dia vinte e um de dezembro, ou seja, praticamente colado no fim de um projeto de quatorze semanas que teve testosterona em dose cheia e trembolona. Esse é o pior momento possível para tirar conclusão sobre o seu perfil lipídico basal, e principalmente para concluir predisposição genética. Androgênios injetáveis derrubam HDL e sobem LDL enquanto estão no corpo, e a trembolona é das piores nesse quesito justamente por não aromatizar, já que parte da proteção do HDL depende do estrogênio que a testosterona gera. Somando isso a um período de restrição calórica, que também mexe no perfil, o número que você viu descreve o estado do seu corpo naquela semana, não a sua genética. O que responde essa pergunta de verdade é repetir o perfil lipídico oito a doze semanas depois de encerrada a TPC, sem nada em circulação. Aí sim, se continuar alterado, é seu. Se voltar ao que era, foi o ciclo. Vale a pena esperar por esse dado antes de tratar qualquer coisa, porque é ele que decide se existe problema para resolver. Repare que em dois mil e dezoito, sem esteroide nenhum, bastou você voltar a levar comida de casa e o número normalizou. Isso é bem mais compatível com colesterol que responde a contexto do que com predisposição familiar, ainda mais tendo você mesmo dito que não tem casos na família. Segundo ponto, sobre a fórmula que o Kratos te passou de coração aberto. A Joaninha fez exatamente a pergunta certa, e a resposta dela derruba a conclusão. Ele mesmo contou que, no período em que tomou a fórmula, estava sem esteroide, tinha acabado de voltar a treinar depois de um tempo parado, saindo de uma fase de desânimo, e começou junto uma dieta orientada por nutróloga e o 5-HTP. Ou seja, mudou tudo ao mesmo tempo. HDL saindo de trinta e cinco para cinquenta é a assinatura clássica de quem voltou a treinar e a comer direito, e é o efeito mais bem documentado do exercício sobre lipídio. Alcachofra, levedo e carnitina podem ter contribuído em alguma medida, mas atribuir a eles um resultado obtido junto com retomada de treino e mudança de dieta é dar crédito ao passageiro pelo trabalho do motorista. Não custa quase nada tentar, e o Kratos agiu com generosidade ao compartilhar, mas eu não contaria com esse efeito, e principalmente não usaria isso como substituto de repetir o exame limpo. Terceiro, o cortisol, e aqui a sua própria dúvida estava certa. Você perguntou se aquela manhã podia ter influenciado. Podia, e muito. Cortisol é o exame de rotina mais sensível a estresse agudo que existe, porque ele é literalmente o hormônio que sobe em resposta ao estresse do momento. Você andou entre duas clínicas, discutiu por causa de receita, procurou médico em recesso, ficou horas em jejum além do previsto e voltou. Um valor colhido nessas condições não descreve o seu cortisol de rotina, descreve a sua manhã. Colher de novo, entre sete e oito da manhã, com jejum normal, sem correria e sentado uns vinte minutos antes da coleta, custa o mesmo e vale muito mais. Se vier normal, você economiza o 5-HTP e economiza a preocupação. E agora a parte que eu ficaria mais atento, porque é a única coisa neste tópico com potencial de te fazer mal de verdade. Você comentou que está pensando em comprar cardarine, por volta de duzentos e oitenta reais, para melhorar o perfil lipídico. Vale saber por que essa substância nunca chegou ao mercado. Ela foi desenvolvida por uma farmacêutica grande justamente com essa finalidade, mexer em lipídio, e o desenvolvimento foi interrompido nos estudos de longo prazo em animais porque apareceram tumores em vários órgãos diferentes, em doses que não eram absurdas, e em ambos os sexos. Não é uma substância que foi barrada por burocracia ou por falta de interesse comercial, foi barrada por isso. Repare no que ficaria em jogo: você trocaria um número de exame que provavelmente vai melhorar sozinho nas próximas semanas por um risco desse tipo. Não vale, e é o tipo de conta que fica óbvia depois e passa despercebida na hora. O resto do que você já está fazendo é exatamente o que funciona para lipídio: cardio regular, ômega três, gordura de boa origem, peso controlado e tempo sem androgênio. Isso não é pouco, é a lista inteira. Só faltava o tempo, e agora você tem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Oxandrolona + Propionato de Testo - ciclo feminino
Cih, você fez uma pergunta neste tópico que ficou sem resposta, e ela é a mais importante de tudo que está aqui: o que fazer para controlar o monstro que mora em você. Vou responder, porque tem resposta e ela não é força de vontade. Antes disso, duas contas. A primeira é a da balança, e ela muda completamente o tamanho do que aconteceu. Você estava com sessenta e dois vírgula três, foi a sessenta e quatro, e voltou a sessenta e três vírgula seis em poucos dias, e chamou isso de estrago. Faça o cálculo: para colocar um quilo e sete de gordura seriam necessárias mais de doze mil calorias além do que você gasta, em dois dias. Isso não existe, nem comendo fast food nas três refeições. O que subiu foi água, e por três motivos somados: o sódio da comida de rua, o carboidrato voltando e enchendo o glicogênio, que carrega água junto, e a retenção da fase pré menstrual, que sozinha coloca um a dois quilos em muita mulher. Prova disso é que já tinha caído quase meio quilo dois dias depois, sem você fazer nada de especial. Em termos de gordura, o fim de semana custou perto de nada. A segunda conta é a do projeto inteiro. Sessenta e seis vírgula quatro para sessenta e quatro vírgula um, com medidas caindo e roupa folgando, num período em que você fez uma cirurgia, ficou parada, e enterrou alguém que amava. Isso é um bom resultado, e ele não deixou de ser bom por causa de dois dias. Agora a resposta à sua pergunta. O que você chama de monstro tem nome e tem horário. Na segunda metade do ciclo, depois da ovulação, três coisas acontecem ao mesmo tempo. A progesterona sobe e faz o corpo gastar em torno de cem a duzentas calorias a mais por dia, ou seja, você fica genuinamente com mais fome, não é impressão. A serotonina cai, e queda de serotonina puxa desejo específico por carboidrato e doce, porque o carboidrato levanta a serotonina de volta. É por isso que a vontade não é de comer qualquer coisa, é de comer justamente aquilo. E o humor cai junto, que foi exatamente a sequência que você descreveu: humor péssimo primeiro, comida depois, menstruação três dias mais tarde explicando tudo. Repare no que isso significa. Você não estava sem disciplina. Você estava numa dieta de restrição forte, com jejum, cafeína e ioimbina segurando o apetite, e caiu na fase do mês em que o corpo pede mais comida e a cabeça pede mais açúcar, na semana em que perdeu uma pessoa querida. Qualquer um quebra ali. E o mais importante: como você tomou anticoncepcional por muitos anos e parou há dois, você nunca precisou lidar com isso antes. Está aprendendo um ciclo que sempre esteve desligado. O que funciona na prática, e não é teoria: Marque no celular o dia em que a menstruação desce, todo mês. Em dois ou três meses você vai saber prever a semana difícil com antecedência, e prever muda tudo, porque deixa de ser uma emboscada. Nessa semana, planeje comer mais, de propósito. Umas cento e cinquenta a duzentas calorias a mais por dia, de preferência em carboidrato, distribuídas nas refeições. Isso não atrapalha o projeto, e tira o corpo do ponto em que ele grita. Restrição máxima justamente na semana de maior fome é o desenho que garante o descontrole. Tenha decidido antes qual vai ser a comida gostosa dessa semana. Um doce planejado dentro da conta, todo dia, na fase lútea, custa muito menos que três refeições de fast food não planejadas. O que dispara a compulsão quase nunca é o doce, é o doce ser proibido. E não se pese na semana pré menstrual. O número vai estar alto por água e vai te desanimar por um motivo falso, e desânimo é o que abre a porta para o resto. Pese na semana seguinte à menstruação, sempre no mesmo ponto do ciclo, e compare mês com mês, não dia com dia. Uma última coisa, que é técnica e ninguém ligou os pontos. Você relatou uma enxaqueca que apareceu do nada, duas horas depois do treino de pernas, e concluiu que talvez fosse TPM. Pode ser, mas olhe o que estava entrando no seu corpo naquele dia: cafeína em duas ou três refeições, cinco miligramas de ioimbina em duas delas, garcinia, pholia negra, e clembuterol em ciclos de quinze dias. É bastante estímulo adrenérgico somado. A ioimbina em particular sobe pressão e frequência cardíaca e tem dor de cabeça entre os efeitos mais relatados, e treino pesado de perna sobe pressão de novo por cima disso. Se a enxaqueca voltar, vale testar tirar a ioimbina por duas semanas e ver o que acontece, e vale medir a pressão em algum dia de treino, por curiosidade. É informação barata de obter. Sinto muito pela sua perda. Você levou o projeto adiante mesmo assim, e continuou postando quando teria sido mais fácil sumir. Isso conta mais do que dois dias de comida. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Avaliaçao / relato primeiro ciclo feminino com Stanozolol (Injetável)
Thayfit, você fez a coisa certa ao parar e ao vir contar aqui que deu errado. A maioria some. Mas eu leio esse desfecho de um jeito diferente do que ficou registrado no tópico, e acho importante você saber por quê, porque a leitura que ficou pode te fazer ignorar um problema real no joelho. Você aplicou duas vezes, meio mililitro cada, em quatro dias. Isso dá algo em torno de dez miligramas de stanozolol no total. A história de que o stano resseca a articulação é conhecida, e existe gente que sente isso de verdade, mas esse efeito depende de semanas de uso continuado alterando o ambiente da articulação. Não existe mecanismo que faça dez miligramas, em quatro dias, estalar e doer os dois joelhos de alguém que nunca teve queixa. O tempo não fecha. E isso importa muito, porque significa que a causa pode continuar aí depois que a substância sair. Olhando o que você descreveu do seu treino, existem candidatos bem plausíveis. Você escreveu que não segue ficha, que treina quase tudo até a falha ou perto dela, que usa carga máxima no leg press, e que faz extensora até a falha com isometria de trinta segundos na parede logo em seguida. Extensora pesada e agachamento até a falha são justamente os dois que mais carregam a articulação do joelho, e a patinação de oito quilômetros entra em cima disso. Dor bilateral que aparece do nada, com estalo, em quem treina assim, costuma ser sobrecarga do tendão patelar ou irritação femoropatelar. Ou seja: se em duas semanas passar e você voltar exatamente ao mesmo treino, tem boa chance de voltar. O que eu faria é aproveitar que você já vai procurar médico e mencionar o joelho, com essa mesma descrição. E, na volta, tirar a isometria logo depois da extensora até a falha, deixar a falha para um ou dois exercícios por sessão em vez de quase todos, e observar se some. Sobre o profenid injetável do seu namorado, uma observação prática e sem sermão: anti-inflamatório injetável de outra pessoa é justamente o tipo de coisa que mascara dor de articulação e deixa você treinar por cima de algo que precisaria descansar. Se doer, um anti-inflamatório comum por poucos dias e gelo resolvem o mesmo, e você fica sabendo quando a dor realmente passou. Agora, três coisas que ficaram sem resposta no tópico e que valem mais para você do que a discussão sobre qual substância usar. A primeira é a pergunta que você fez logo no começo e ninguém respondeu: como colocar mais gordura boa na dieta. Repare que a sua lista não tem gordura em lugar nenhum além da pasta de amendoim e da gema dos ovos. Para uma mulher de cinquenta e dois quilos, uma faixa razoável fica em torno de quarenta e cinco a cinquenta e cinco gramas por dia. Dá para chegar lá sem esforço com uma colher de azeite no almoço e outra no jantar, meio abacate, um punhado de castanha do Pará ou amêndoa, e sardinha em lata uma ou duas vezes na semana. Gordura alimentar é matéria-prima dos seus hormônios, e cortá-la é um dos motivos silenciosos de treino que não rende. Isso vale mais para o seu objetivo do que qualquer ampola. A segunda é o seu plano de procurar endocrinologista para receitar oxandrolona, e aqui preciso ser honesto para não te decepcionar depois. Nenhum endocrinologista vai prescrever oxandrolona para hipertrofia ou definição, porque essa não é uma indicação aprovada. O uso registrado dela é outro: recuperar peso em desnutrido e em grande queimado. Se você encontrar um profissional que prescreva para estética, isso não é um sinal verde, é justamente o tipo de profissional de quem eu fugiria. O seu endocrinologista atual, que já disse não duas vezes, provavelmente está certo. A terceira é a mais importante e é o motivo pelo qual eu escrevi tudo isso. Você tem dezenove anos, treina há três, e escreveu que não segue ficha nem controla repetições. Isso explica muito mais os três anos sem o resultado que você queria do que a falta de substância. Nesses três anos você provavelmente não repetiu o mesmo exercício com a mesma carga duas semanas seguidas para saber se subiu. Anotar carga e repetição e tentar melhorar um pouquinho por semana, com a comida ajustada e a gordura no lugar, ainda é o que mais muda corpo aos dezenove anos, e é o que nenhum ciclo entrega se essa parte não existir. E, já que você mencionou, cuidar da ansiedade e da depressão com acompanhamento é decisão de gente adulta, não é fraqueza. Quem tentou usar isso para te tirar sarro aqui errou feio. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como fazer Ciclo feminino Nandrolona+Propionato de Testosterona+Oxandrolona
Leili, você mesma levantou o ponto mais importante deste tópico e ele passou meio batido. Vale voltar nele, porque é o que decide se esse projeto vai funcionar ou não. Você escreveu que quer aumentar três quilos, e escreveu depois que fez as contas dos macros novos e deu mil quatrocentos e cinco calorias. Estava certa. Cento e trinta gramas de proteína e cento e vinte de carboidrato dão mil calorias, mais quarenta e cinco de gordura dão outras quatrocentas e cinco. Mil quatrocentas e cinco, exatamente como você calculou. Agora coloque isso ao lado do que você faz por semana. São quatro treinos de musculação com volume alto, capoeira, dois cardios de trinta minutos e dois HIIT de quinze. Uma mulher de sessenta quilos, trinta e sete anos, com essa rotina, gasta bem mais que mil e quatrocentas calorias por dia. Ou seja, do jeito que está, isso é déficit, e déficit não constrói três quilos. E aqui está a parte que importa de verdade: substância nenhuma cria comida. Nandrolona e propionato não fabricam tecido do nada, eles melhoram o aproveitamento do que entra. Sem energia sobrando, o que eles têm para fazer é muito pouco, e você já viveu isso uma vez, quando descreveu que não gostou da boldenona num período em que a dieta estava, nas suas palavras, ao Deus dará. Não estou dizendo para ignorar o que te passaram. Foi apresentado como ponto de partida, e faz sentido começar conservador em quem tem histórico renal. O que eu sugiro é acompanhar isso de perto com a balança e a fita métrica, e se o peso ficar parado ou cair nas primeiras duas ou três semanas, subir carboidrato em degraus de vinte a trinta gramas por dia até o peso começar a andar para cima devagar. Peso parado num projeto de ganho é informação, não é paciência. Sobre a proteína, um detalhe que talvez te tranquilize. O seu nefrologista disse para não passar de três gramas por quilo. Cento e trinta gramas para sessenta quilos dá cerca de dois vírgula dois, ou seja, você está confortavelmente abaixo do teto que ele estabeleceu. Aquilo era um limite, não uma meta. Agora a parte que eu não vi ninguém comentar, e que é específica da substância nova da sua lista. Você já usou oxandrolona, stanozolol e boldenona. A nandrolona é diferente de todas elas num aspecto que muda o cálculo de risco para mulher: o éster. O que se vende como nandrolona por aqui é quase sempre decanoato, que é um éster muito longo. Ele permanece no corpo por volta de dois a três meses depois da última aplicação. Traduzindo para o que interessa: se aparecer engrossamento ou rouquidão de voz, crescimento de clitóris ou pelo no rosto, parar de aplicar não interrompe a exposição. Você continua sob efeito por semanas, e esses três efeitos em particular não voltam atrás. Com propionato, que é curtíssimo, você tem a opção de parar e o nível cair em poucos dias. Com decanoato, não tem. Isso não é motivo para não usar, é motivo para duas coisas práticas. Primeiro, se existir a versão em éster curto, a fenilpropionato, ela é bem mais controlável para mulher exatamente por isso. Segundo, seja qual for a escolha, vale combinar com você mesma um sinal de alerta claro desde já: voz, clitóris e pelo facial checados uma vez por semana, e qualquer alteração significa parar na hora e procurar médico, sem esperar para ver se estabiliza. E, já que você levantou o assunto do ecocardiograma e ele foi recusado por falta de queixa, um caminho que costuma render mais: em vez de pedir o exame, leve ao médico a informação de que você usa androgênios, e peça perfil lipídico e aferição de pressão. Andrógeno derruba HDL e mexe na pressão, e essas duas medidas são baratas, ninguém nega, e são justamente o que faria um cardiologista mudar de ideia sobre a necessidade de investigar mais. Boa sorte com o relato, e parabéns pela disciplina de refazer a dieta três vezes sem reclamar. Isso é raro por aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Preciso de ajuda no meu ciclo
Vou fazer a conta que a sua pergunta pede, porque ela responde tudo sozinha. Somando o que você tem de trembolona: o frasco de acetato é de cem miligramas por mililitro em dez mililitros, ou seja, mil miligramas, e você já usou um. Restam novecentos. O de enantato tem outros mil. Dá quase dois gramas de trembolona guardados em casa. Agora a testosterona. Durateston vem em ampola de um mililitro com duzentos e cinquenta miligramas, e você tem uma. Ou seja, duzentos e cinquenta miligramas de testosterona no total, para um ciclo que você pretende levar por um ou dois meses. Isso dá o equivalente a uma única semana de dose comum. É aí que está o problema, e ele não é de opinião. O que você tem em casa só permite montar um ciclo de trembolona praticamente sem testosterona nenhuma. E essa é a combinação que produz os relatos mais desagradáveis desse meio. O motivo é o seguinte. A trembolona suprime a sua produção própria com muita força, e não aromatiza, ou seja, não gera estrogênio. Acontece que o homem precisa de um pouco de estrogênio para função erétil, libido, humor e até para as articulações, e esse estrogênio vem justamente da conversão da testosterona. Sem testosterona de base, você fica sem a sua e sem a de fora ao mesmo tempo. O resultado típico é perda completa de libido, dificuldade de ereção, ansiedade, insônia e sudorese noturna intensa, dentro de poucas semanas. Não é raro, é o esperado. Por isso a regra prática nesse meio é testosterona como base e trembolona, se houver, em quantidade menor por cima. O seu estoque permite exatamente o inverso disso. E tem um segundo problema, de tempo. Enantato de trembolona é éster longo e leva umas duas semanas para o nível subir de verdade. Num ciclo de um mês, ele começaria a agir quando você já estivesse encerrando. Ou seja, entregaria a supressão inteira e quase nada do efeito. Se o plano fosse esse, seriam necessárias no mínimo dez a doze semanas para fazer sentido, e você não tem material nem para isso com equilíbrio. Sobre o resto da lista, dois pontos. O Foston já te explicou o do anavar, e ele está certo. Acrescento que produtos vendidos como pró-hormonais, incluindo o outro que você citou, têm conteúdo incerto: alguns não têm nada, outros trazem esteroide não declarado no rótulo, o que é pior, porque você usaria algo sem saber o que é nem em que dose. E o hemogenin merece um aviso à parte: a oximetolona é o oral mais agressivo ao fígado em uso comum. Somá-la ao dianabol significa dois compostos alquilados ao mesmo tempo, o que multiplica esse risco em vez de dividir. Agora o argumento que eu acho mais importante, e que tem a ver com o que você mesmo escreveu. Você disse que está sem grana no momento. Repare no que isso significa na prática, além de não poder comprar ampola. Significa não ter dinheiro para os exames antes, no meio e depois. Não ter dinheiro para consulta se aparecer ginecomastia, pressão alta ou alteração no fígado. Não ter dinheiro para comprar rápido a medicação necessária se algo sair do lugar. E, com trembolona, a chance de precisar de alguma dessas coisas não é pequena. Fazer ciclo sem margem financeira para resolver o que der errado é o pior momento possível para fazê-lo, e essa é a razão mais concreta para deixar esse material guardado agora. Se eu tivesse que dar uma resposta objetiva à pergunta, é esta: com o que está aí, não dá para montar nada equilibrado. O que dá para fazer é guardar tudo, usar os próximos meses para comida e treino, e retomar a conversa quando houver condição de comprar testosterona suficiente para ser a base e de pagar os exames. Aí sim vale discutir protocolo. E, para o pessoal poder te ajudar de verdade, falta o básico: idade, peso, altura, há quanto tempo treina, quais ciclos já fez com dose e duração, como está a alimentação e se existe algum exame recente. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Suspendo meu ciclo de oxandrolona durante a pandemia?
Milarj, o pessoal já te disse para parar e eu concordo. Mas tem duas perguntas suas que ficaram sem resposta, e uma informação sobre a dose que eu não vi ninguém comentar. Começo por ela, porque é a mais importante. Você está tomando dez miligramas de doze em doze horas, ou seja, vinte miligramas por dia. Para mulher, a faixa que costuma ser usada fica entre cinco e dez miligramas diários. Você está no dobro do teto, sem acompanhamento e por conta própria. E o que a dose alta aumenta não é o resultado, é a chance dos efeitos que não voltam atrás: voz mais grossa ou rouca, crescimento de clitóris e pelo no rosto. Vale conferir hoje mesmo se algo disso começou, principalmente a voz, e prestar atenção também em acne súbita, oleosidade e alteração do ciclo menstrual, que são os sinais mais precoces. Se qualquer um deles apareceu, é motivo para parar imediatamente e procurar médico, e não para diminuir a dose. Agora, respondendo à sua pergunta sobre tomar só trinta minutos antes do treino. Não funciona assim, e essa dúvida mostra bem onde está o mal-entendido. A oxandrolona não é um pré-treino, ela não tem efeito agudo que você sinta na hora. Ela age entrando nas células e mudando ao longo de semanas a forma como o músculo constrói proteína. O horário da tomada, portanto, não muda nada em relação ao treino, e tomar antes de treinar não deixa o efeito mais eficiente nem reduz o inchaço. Ou seja, essa alternativa que você cogitou entrega o mesmo risco por um benefício ainda menor. E o inchaço, que é a sua queixa principal. Isso merece explicação, porque a resposta comum de que é retenção de estrogênio não se aplica aqui. A oxandrolona não se converte em estrogênio, então essa via está descartada. O que sobra, no seu caso, são duas coisas que provavelmente estão acontecendo ao mesmo tempo. A primeira é que androgênios em geral fazem o corpo reter sódio e água, e isso dá aquela sensação de estar cheia, com anéis e roupas mais apertados, sem que seja gordura. A segunda é que você voltou ao CrossFit há dois meses depois de um período parada. Retomar treino intenso enche o músculo de glicogênio, e cada grama de glicogênio carrega água junto, além da inflamação normal de quem está se readaptando. Isso, sozinho, coloca dois ou três quilos na balança nas primeiras semanas e é um bom sinal, não um problema. Ou seja, boa parte dos dois quilos que apareceram depois que você começou não é gordura nova. É água, dos dois motivos acima. E ela sai depois que a substância for interrompida. Uma observação sobre o conselho de fazer dois cardios por dia com dieta de baixa caloria. Para quem não treina, faz sentido. Para quem faz CrossFit, que já é uma modalidade de altíssima demanda, somar dois aeróbicos diários a uma restrição forte é o caminho mais rápido para lesão, para queda de rendimento e para aquele cansaço que não passa. Eu manteria o CrossFit como está, colocaria um déficit moderado em vez de agressivo, com proteína alta para não perder músculo, e deixaria o cardio extra como complemento leve, não como segunda sessão pesada. Vai parecer mais lento no papel e vai render mais no fim, porque é sustentável. Por último, uma coisa prática. Como a oxandrolona é do tipo que passa modificada pelo fígado, e você usou por conta própria em dose alta, vale fazer um exame com TGO, TGP, GGT e bilirrubinas depois de parar, junto com perfil lipídico, porque ela derruba bastante o HDL. E procurar médico antes disso se aparecer urina escura, pele ou olhos amarelados, coceira pelo corpo ou dor do lado direito da barriga. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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1º Ciclo de oxandrolona - É o momento?
Dani, você escreveu que não tem justificativa. Tem, sim, e ela está no seu próprio relato. Você passou semanas cuidando da sua mãe internada em UTI com COVID, no meio de uma pandemia, assumindo a casa dela, sem saber se ela voltaria e sem saber se você mesma tinha se contaminado. E resumiu isso dizendo que se cuidar era a última coisa que passava pela sua cabeça. Isso não é falha de caráter, é o que acontece com todo cuidador. Estresse prolongado nesse nível bagunça o sono, o apetite e a vontade de cozinhar, e faz o corpo pedir comida de conforto, o que você descreveu com precisão ao dizer que ou não comia nada, ou comia besteira buscando conforto. Quem estuda isso chama de sobrecarga do cuidador, e ela é conhecida justamente por adoecer quem cuida. Você voltou aqui três vezes, uma delas de propósito no dia combinado só para dizer que não tinha conseguido. Muita gente teria simplesmente sumido. Agora o que eu acho que realmente falhou, e não foi você. Olhando os seus números, o peso saiu de setenta e sete vírgula seis e passou por setenta e seis vírgula oito, setenta e seis vírgula um, e voltou a setenta e sete vírgula três. Ou seja, em dois meses e meio o corpo praticamente não se moveu, mas a sua vida se moveu muito. O plano que você tinha em mãos era bom, e tinha um único ponto frágil: ele dependia inteiramente de você cozinhar. Você mesma escreveu que não tinha mais rotina para cozinhar. Quando a vida aperta, é exatamente essa peça que quebra primeiro, e aí a dieta inteira vai junto, porque não existe uma versão reduzida dela prevista. O que eu faria diferente é ter, além do plano normal, um plano de emergência escrito, para os dias em que cozinhar é impossível. Coisas que não exigem preparo nenhum: ovo cozido em lote no domingo, atum ou sardinha em lata, iogurte natural, queijo, leite, pão integral, fruta, castanhas, e uma bebida de proteína se estiver à mão. Não é a dieta ideal, e não precisa ser. Ela existe para que um dia ruim custe um dia, e não três semanas. Ter isso definido antes muda tudo, porque o problema nunca é o dia perdido, é o que vem depois dele. E tem uma segunda coisa, que aparece em todos os seus posts. Você volta pedindo desculpa, dizendo que está com vergonha, com o rabinho entre as pernas. Repare que essa vergonha vem sempre antes de um período longo sem aparecer. Não é coincidência: quanto mais o desvio parece uma falta grave, mais difícil é voltar, e mais tempo se passa até a pessoa reaparecer. Um vinho e um bolinho não desfazem nada. Três semanas fora, sim. Prestação de contas em que faltar não é dívida com ninguém tende a durar muito mais, e o que decide resultado é durar. Sobre a pergunta do título, se é o momento para a oxandrolona, respondo com o que os seus próprios registros mostram. Nos meses aqui, dieta variou entre zero e oitenta e cinco por cento e treino ficou em trinta por cento no último período, com as cargas caindo. Substância nenhuma tem em que agir nesse cenário: ela não cria estímulo de treino nem cria comida. O que ela faz é multiplicar um pouco o que já está sendo feito, e o custo dela, para mulher, é fixo e independe da adesão. Voz e clitóris não voltam atrás, e você preencheu esse checklist todo mês com sem uso, o que mostra que você já entendeu o risco melhor que a maioria. Quando dieta e treino estiverem estáveis por uns três meses seguidos, a conversa muda de figura. Antes disso, é pagar caro por pouco. E se quiser um único indicador para os próximos meses, esqueça o peso. Ele oscilou pouco mais de um quilo em dois meses e meio e não te contou nada de útil. Anote as cargas do treino. Elas caíram quando você parou e vão subir quando voltar, e são o retrato mais honesto do que está acontecendo. Espero que a sua mãe esteja bem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Devo fazer cutting com oxandrolona 10mg para emagrecer e definir?
Bella, este tópico é antigo e você passou por coisa muito séria no meio dele, então começo pelo que importa mais: fico feliz que você tenha saído bem daquela internação. O que você escreveu ao voltar, sobre o que viu no hospital, é das coisas mais honestas deste fórum. E é justamente por isso que eu não conseguiria ler este tópico inteiro e não dizer o que vou dizer agora. Não é crítica a você nem a ninguém que respondeu aqui. É um conjunto de números que, olhados juntos, contam uma história diferente da que o tópico estava contando. Você tem um metro e setenta e seis de altura. Começou com cinquenta e cinco quilos e chegou a cinquenta e dois vírgula sete. Nessa altura, esse peso corresponde a um índice de massa corporal em torno de dezessete, e a faixa considerada normal começa em dezoito e meio. Ou seja, você não estava com peso a perder quando começou, e depois desceu abaixo disso. A dieta registrada aqui soma pouco menos de mil e duzentas calorias por dia, com vinte e oito gramas de gordura, e o aeróbico chegou a sete vezes por semana, duas vezes ao dia. É muito pouca energia entrando e muito gasto saindo, para uma pessoa que já estava abaixo do peso. Isso tem consequências concretas, e elas não aparecem no espelho, que é o que torna tudo mais traiçoeiro. Gordura alimentar em quantidade tão baixa e disponibilidade de energia insuficiente por meses fazem o corpo desligar funções que ele considera dispensáveis. A primeira costuma ser o ciclo menstrual, que fica irregular ou some. E a mais séria é o osso: os vinte anos são justamente a fase em que se atinge o pico de massa óssea da vida inteira, e o que não se constrói nessa janela não se recupera depois. Mulher jovem com energia cronicamente baixa perde densidade óssea, e isso cobra o preço décadas mais tarde, na forma de fratura. Some ainda a imunidade, que também depende de comida, e que você teve razões de sobra para valorizar neste ano. Tem outra coisa que eu preciso te dizer, e que ninguém disse: a meta de reduzir o quadril de noventa e quatro para oitenta e sete não é alcançável por dieta. A medida do quadril depende em boa parte da largura da sua pelve, que é osso, e osso não emagrece. Dá para reduzir a gordura ao redor, e você já reduziu. O que sobra é estrutura. Isso importa muito, porque perseguir um número que o corpo não pode entregar leva a apertar a dieta cada vez mais em busca de um resultado que nunca vem. Não é falta de disciplina sua, é uma meta impossível. E existe uma contradição no plano que também vale notar: você pediu ênfase em glúteo e posterior e, ao mesmo tempo, quer manter as pernas finas. São objetivos opostos. Glúteo e posterior definidos vêm de músculo construído, e músculo aumenta medida, não diminui. Sobre a oxandrolona, respondendo à pergunta do título. No estado em que você estava, ela não teria como funcionar. Construir tecido exige energia sobrando, e não havia. Curiosamente, o uso médico registrado dessa substância é o oposto do que se busca aqui: ela é indicada para ajudar a recuperar peso em pacientes desnutridos e em grandes queimados. Ou seja, ela é um remédio para ganhar peso, não para perder. E, em mulher, ela carrega o risco de mudança de voz e crescimento de clitóris, que não voltam atrás. O que eu faria hoje, no seu lugar, especialmente depois do que você viveu. Procurar um médico e uma nutricionista, contando exatamente estes números, incluindo a informação sobre o ciclo menstrual dos últimos meses. Pedir hemograma, ferritina, TSH e T4 livre, vitamina D, e conversar sobre uma avaliação de densidade óssea. Comer numa faixa que sustente o seu corpo, com gordura em quantidade normal, porque ela é matéria-prima dos seus hormônios. Reduzir o aeróbico drasticamente, principalmente as duas sessões diárias, e colocar a energia na musculação com carga progressiva, que é o que dá forma. Você mesma contou que ficou com fraqueza muscular importante depois da internação, e músculo se reconstrói com comida e carga, não com corrida em jejum. Uma última observação, sobre uma coisa que me chamou atenção. Você escreveu, lá atrás, que teve colaterais já esperados e que foram tranquilos de lidar, e ninguém perguntou quais eram. Se você chegou a usar algo, vale conversar sobre isso com uma médica, principalmente se envolveu voz, pelos ou ciclo menstrual. Você tem vinte e poucos anos, um corpo que acabou de atravessar uma doença grave e saiu inteiro, e uma disciplina que a maioria não tem. Essa disciplina rende muito mais apontada para construir do que para subtrair. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como fazer uma TPC para a Trembolona?
Jonata, você disse que vai continuar pesquisando de qualquer forma, e é justamente por isso que vou te dar informação técnica em vez de sermão. Só que a informação mais importante que eu tenho para você não é sobre a TPC. Ela está dentro da sua própria lista de objetivos. Você escreveu três objetivos, e o terceiro é evitar ginecomastia, porque você já teve e já operou. E, entre todas as substâncias disponíveis, você escolheu exatamente aquela em que esse objetivo é mais difícil de garantir. A trembolona não aromatiza, ou seja, ela não vira estrogênio. Por isso muita gente conclui que ela não daria ginecomastia. O problema é que ela age como progestágeno e mexe com a prolactina, e existe ginecomastia por essa via, que é diferente da ginecomastia por estrogênio. E aqui está o ponto que decide tudo: inibidor de aromatase, que é o remédio que todo mundo tem em casa para isso, não funciona nessa via. Ele bloqueia a conversão em estrogênio, e não há conversão em estrogênio para bloquear. Ou seja, você estaria usando a substância cuja ginecomastia não responde à proteção habitual, sendo alguém que já desenvolveu o problema uma vez e teve que operar. Cirurgia remove o tecido que existia, mas não impede que tecido novo se forme. Se depois de tudo você ainda quiser um ciclo, essa é a razão técnica mais forte para trocar a trembolona por outra coisa, e ela não tem nada a ver com você ser iniciante. Agora, o segundo erro, que é de estrutura, e que o Mullm já apontou com uma imagem muito boa. Você montou o ciclo ao contrário. Colocou a trembolona como base e a testosterona como coadjuvante. O desenho correto é o oposto: testosterona como base, porque ela é a que o seu corpo reconhece e a que sustenta libido, humor e função erétil, e qualquer outra coisa entra por cima. Duzentos miligramas de cipionato a cada duas semanas dão cerca de cem miligramas por semana, o que já é pouco para acompanhar duzentos e vinte e cinco de trembolona. E, como o cipionato tem meia-vida de mais ou menos oito dias, aplicar de quinze em quinze dias faz o nível subir e despencar dentro do mesmo intervalo, o que é a receita para se sentir mal na segunda semana de cada ciclo de aplicação. Não é uma escolha de dose, é um erro de intervalo. Um detalhe que também não bate: acetato de trembolona é o éster mais curto da família, com meia-vida de horas. Aplicar segunda, quarta e sexta deixa o fim de semana sem nada. Quem usa acetato aplica diariamente ou em dias alternados, sem intervalo de dois dias. E agora a sua dieta, que ninguém conferiu. Você escreveu duas mil e quinhentas calorias, com cento e setenta a cento e oitenta gramas de proteína, cento e cinquenta de carboidrato e no máximo quarenta de gordura. Faça a conta: proteína e carboidrato dão quatro calorias por grama, gordura dá nove. Isso soma cerca de mil e setecentas calorias, e não duas mil e quinhentas. Faltam oitocentas calorias que não estão em lugar nenhum, ou seja, ou o total está errado, ou os macros estão. E quarenta gramas de gordura por dia, para um homem de oitenta e sete quilos, é pouco demais: gordura alimentar é matéria-prima para a produção dos seus hormônios, e cortá-la a esse ponto trabalha contra o objetivo número um da sua lista. Sobre a TPC em si, respondendo ao que você perguntou. Não existe uma TPC específica para trembolona, e nisso te disseram certo. O que existe é uma diferença prática que vale saber: como o acetato sai rápido do corpo, a recuperação pode começar cedo depois da última dose, mas ela depende do éster mais longo que estiver no esquema, que no seu caso é o cipionato. E os dois objetivos que você listou junto com esse são incompatíveis entre si. Recuperar o eixo exige tirar o hormônio de fora, e tirar o hormônio de fora significa perder parte do que veio dele. Manter tudo não é uma questão de escolher a TPC certa, é algo que não acontece. Por fim, um ponto que você levantou e que merece resposta direta, sem ironia. Você disse que tem dinheiro para o ciclo, mas não para acompanhamento profissional. Repare que o acompanhamento custa menos que o ciclo inteiro na maioria dos casos, e custa muito menos que a segunda cirurgia de ginecomastia, que você já sabe quanto custa. E, se o dinheiro estiver realmente curto, endocrinologista existe no SUS, e você já passou por um cirurgião uma vez, então tem por onde começar. E o que renderia mais nos próximos meses, considerando faculdade, trabalho e três treinos por semana. Com essa frequência, treino de corpo inteiro nas três sessões rende bem mais do que dividir por grupo, porque cada músculo é estimulado três vezes por semana em vez de uma. Some a isso uma dieta cujas contas fechem, com gordura em faixa razoável, e sono, que é o item que mais sofre em quem trabalha e estuda. Isso muda mais o seu corpo aos vinte e dois anos do que a trembolona mudaria, e não cobra nada. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo - Enantato de Testo + Boldenona ou Enantato + DECA?
Antes da escolha entre boldenona e deca, que é o que você perguntou, preciso apontar uma coisa que muda a pergunta inteira. E depois vou apontar três erros no protocolo que o seu coach montou, porque eles são objetivos e verificáveis. Você escreveu que optou pelo ciclo porque precisou fazer reposição hormonal, já que a sua testosterona estava lá embaixo. Só que a testosterona baixa em um homem com trinta e cinco por cento de gordura corporal quase sempre é consequência da obesidade, e não uma doença separada. O tecido adiposo contém a enzima aromatase, que converte testosterona em estrogênio. Quanto mais gordura, mais conversão, mais estrogênio, e o estrogênio alto avisa o cérebro para diminuir o comando de produzir testosterona. O resultado é testosterona baixa com o testículo funcionando. Esse quadro tem nome, é chamado de hipogonadismo funcional, e ele é reversível. O tratamento dele é perder gordura. Repare no que isso significa no seu caso. Você saiu de cento e quarenta para cento e sete quilos. Se aquele exame foi feito no começo dessa jornada, ele já não descreve o seu corpo de hoje. Antes de qualquer decisão, eu repetiria testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, SHBG e prolactina agora, com um endocrinologista. É perfeitamente possível que a sua testosterona já tenha subido sozinha, e que ela suba mais conforme o peso cair. Vale dizer também que reposição de verdade é dose fisiológica, contínua, com receita e acompanhamento. O que está escrito no seu post não é reposição, é um ciclo de vinte e cinco semanas com dose crescente e dois compostos. São coisas diferentes com nomes trocados. O Foston tocou no ponto certo e agora dá para ver a razão completa. Entrar com hormônio de fora com trinta e cinco por cento de gordura significa jogar mais matéria-prima justamente onde a conversão em estrogênio é maior. É o cenário de risco para ginecomastia, retenção e pressão alta, e é por isso que baixar gordura antes não é conselho moral, é sequência técnica. Agora os três problemas do protocolo, em ordem de gravidade. O primeiro é o GH. Duas unidades de somatropina por dia parece dose pequena e é a mais popular, mas o efeito mais conhecido do GH é aumentar a resistência à insulina e elevar a glicemia. Em quem tem obesidade avançada, esse é justamente o terreno em que a resistência à insulina já está instalada e o diabetes está mais próximo. Ou seja, é a pessoa que menos deveria receber esse empurrão. Antes de sequer considerar, eu faria glicemia de jejum, hemoglobina glicada e insulina, e conversaria com médico. E vale notar que somatropina é medicamento sério, caro e amplamente falsificado. O segundo é a vitamina A em vinte mil unidades por dia. Essa dose está bem acima do limite considerado seguro para uso continuado, que fica na casa das dez mil unidades diárias. Vitamina A em excesso é hepatotóxica e se acumula no corpo, porque é lipossolúvel. Você estaria tomando isso junto com um esquema que já pesa no fígado, e não existe nenhuma função conhecida dela numa recuperação pós-ciclo. Eu simplesmente tiraria. O terceiro é o proviron dentro da TPC. Proviron é mesterolona, que é um androgênio, e androgênio suprime o eixo. Ou seja, ele faz exatamente o contrário do que uma TPC precisa fazer, que é liberar o cérebro para voltar a mandar sinal. Colocá-lo ali atrapalha a recuperação que você está tentando conseguir. Esse é um erro comum em protocolo de coach, e é dos que mais custam caro. Some a isso a duração. Vinte e cinco semanas seguidas são quase seis meses de eixo desligado, e quanto mais longa a supressão, mais difícil a recuperação. E tem um detalhe de cinética que ninguém citou: a boldenona é undecilenato, um éster muito longo, que continua sendo liberado por semanas depois da última aplicação. Começar clomifeno logo em seguida significa tentar reativar o eixo enquanto ainda há hormônio de fora circulando, o que praticamente anula a TPC. A mesma observação vale para a deca, que também é éster longo. Sobre a sua pergunta original, entre as duas: a boldenona não deixa o músculo mais seco. Ela aromatiza sim, um pouco menos que a testosterona, mas aromatiza, e essa fama vem de comparação com a deca, não de um efeito de secar. Ela também costuma elevar bastante o hematócrito, o que já merece atenção em quem tem obesidade e possivelmente apneia do sono, e aumenta o apetite de forma perceptível, o que é péssimo para quem está tentando emagrecer. A deca, por sua vez, mexe com prolactina e tem cauda ainda mais longa. Na sua situação, nenhuma das duas é a resposta certa. E o que resolve o problema que você realmente descreveu, que é perda de massa magra. Trinta e três quilos em seis meses dá mais de um quilo por semana, ritmo alto demais, e é ele o principal responsável pela massa magra que você perdeu, junto com proteína provavelmente insuficiente. O ganho nulo em hipertrofia tem a mesma origem: ninguém constrói músculo em déficit agressivo. Eu desaceleraria a perda para algo perto de meio quilo por semana, colocaria proteína em torno de dois gramas por quilo de peso ideal e não do peso atual, e priorizaria musculação com carga progressiva, reduzindo um pouco a bike se ela estiver comendo a recuperação. Isso, sozinho, muda o quadro que te levou ao ciclo. Uma última coisa, dita com admiração sincera: perder trinta e três quilos com dieta e treino, aos quarenta e dois anos, é um resultado que a maioria não alcança. Você já provou que consegue fazer a parte difícil sem nada disso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda com treino e dieta para hipertrofia , com 4 meses de treino.
Danilo, este tópico parou num lugar ruim, e não pelo motivo que parece. O problema não foi você ter atrasado a foto por causa de uma viagem de trabalho. O problema é que a resposta ao seu resultado ficou faltando, e o resultado dizia uma coisa bem específica. Olhe o que você mesmo reportou depois de um mês: peso anterior setenta e seis, peso atual setenta e seis. Dieta noventa e nove por cento. Hidratação, aeróbico e treino em cem por cento. E, no fim, a frase que fecha o diagnóstico: sinto um pouco de fome. Isso não é um mês perdido. É um mês de informação excelente. Adesão praticamente perfeita, peso parado, fome presente. Traduzindo: a quantidade de comida que você seguiu ficou na sua manutenção ou um pouco abaixo dela. E o seu objetivo, declarado no título do tópico, é hipertrofia. Não existe ganho consistente de músculo sem sobra de energia, salvo em iniciante absoluto, e você não é isso, já que treinou seis anos antes da pausa. Vamos fazer a conta que ninguém fez. Cento e trinta gramas de proteína e duzentos e trinta de carboidrato dão pouco mais de mil e quatrocentas calorias somadas, e setenta gramas de gordura acrescentam cerca de seiscentas e trinta. Dá algo em torno de dois mil e cem calorias por dia. Agora coloque do outro lado o que você gasta: vinte e seis anos, setenta e seis quilos, um trabalho em que você passa o dia em movimento, cinco sessões de musculação por semana e seis sessões de aeróbico ou HIIT. Não fecha para crescer, e a balança parada durante um mês inteiro é a prova disso, não a minha opinião. Repare também que a sua dieta original tinha trezentos e oito gramas de carboidrato e ela foi reduzida para duzentos e trinta. Ou seja, você chegou aqui comendo mais do que passou a comer, e chegou pedindo ajuda para ganhar massa. O que eu faria, na prática. Subir umas trezentas calorias por dia em cima do que você seguiu, quase todas em carboidrato, o que significa acrescentar mais ou menos setenta gramas de carboidrato ao dia, coisa de um prato de arroz a mais dividido entre almoço e jantar. Pesar-se uma vez por semana, sempre em jejum e no mesmo dia, e acompanhar a média. Se o peso subir em torno de trezentos gramas por semana, está certo. Se continuar parado por duas ou três semanas, sobe mais um pouco. E, se a fome persistir, é sinal na mesma direção. O segundo ajuste é o aeróbico. Seis sessões por semana fazem todo sentido para quem precisa perder gordura, mas foi dito aqui mesmo que a sua composição corporal já está boa, e o seu objetivo é o contrário. Cada sessão dessas é energia que sai da conta e recuperação que deixa de acontecer. Eu reduziria para duas ou três sessões, mantendo o suficiente para o condicionamento e para o coração, e deixaria a comida trabalhar a favor do músculo. Sobre o treino, a Joaninha te deu a melhor resposta do tópico e vale seguir. Só reforço dois pontos dela. Primeiro, quase tudo em cinco séries de doze é muito volume com pouca intensidade, e quem precisa completar todas as repetições acaba escolhendo carga menor do que aguentaria. Ter alguns exercícios pesados de poucas repetições, e deixar as repetições altas para os isoladores, muda bastante o estímulo. Segundo, você disse que prefere mil vezes o agachamento livre e faz no smith só porque foi assim que te passaram. Volte para o livre. Não existe motivo para abrir mão do exercício que mais constrói perna quando não há limitação articular nenhuma. Um detalhe que costuma passar batido e que é bom para você: as roupas ficarem mais justas com o peso igual significa que você trocou alguma gordura por músculo nesse mês. Isso é recomposição e é um resultado de verdade, só que é lento e não é o que você pediu. Com superávit, o mesmo trabalho passa a render em ganho. E, para encerrar a parte que não é técnica. Você postou atualização, avisou da viagem, pediu desculpa e voltou com fotos no mesmo dia em que chegou. Isso é compromisso, não é abandono. Segue o que a Joaninha te passou, ajusta a comida para cima, tira metade do aeróbico e volta daqui a dois meses. O resultado aparece.
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Como ciclar stano + propianato?
Thi, tem uma palavra no seu post que muda tudo e que passou batido: você escreveu que é atleta. Se isso significa competir em federação, confederação ou qualquer evento filiado, essas duas substâncias estão na lista de proibidas, e é aí que a conversa deveria começar, não na dose. E o stanozolol tem uma particularidade cruel nesse aspecto: os metabólitos dele ficam detectáveis na urina por muito tempo depois da última dose, bem mais que a maioria. Foi por ele que caiu o caso mais famoso da história do antidoping. Ou seja, parar meses antes da competição não garante nada. Já o propionato é curto e sai rápido, mas ainda assim aparece em teste feito perto do uso, e existe também o exame que compara a razão entre testosterona e epitestosterona, que denuncia hormônio de fora mesmo quando o éster já saiu. O que está em jogo aí não é colateral, é suspensão de anos e resultado anulado. Se você compete, essa é a resposta ao seu tópico inteiro e ela não tem meio-termo. Se atleta, no seu caso, quer dizer que você treina sério mas não disputa nada federado, então esquece este parágrafo e vamos ao resto. Sobre o que fazer antes, durante e depois, que é o que você perguntou. Antes: exames de sangue com data anterior ao início, incluindo testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico completo, glicemia, função renal e enzimas do fígado, além de pressão arterial aferida. Isso não é burocracia, é o seu ponto de comparação. Sem o exame de antes, o exame de depois não diz quase nada. Durante: repetir hemograma, perfil lipídico, enzimas hepáticas e estradiol lá pela metade, e medir pressão com regularidade. Depois: aguardar a saída da substância antes de dosar, e conduzir a recuperação com base em número, não em roteiro copiado de fórum. Duas observações sobre essa combinação especificamente, já que você citou as duas. O stanozolol é do tipo modificado para atravessar o fígado sem ser destruído, e é justamente essa modificação que o torna hepatotóxico, mesmo na versão injetável. Ele também é o campeão de queda do HDL entre as substâncias comuns, e costuma causar dor e ressecamento articular, o que atrapalha bastante quem treina pesado. O propionato, por sua vez, é éster curto e exige aplicação em dia sim dia não para o nível não oscilar. Somando aos dias de stano, isso dá muita aplicação, e o stano injetável é suspensão em água, notoriamente dolorida e propensa a inflamação no local. E ficou faltando o principal para que alguém possa te ajudar direito: idade, há quanto tempo treina, qual esporte, qual o objetivo concreto desse ciclo, como está a alimentação em quantidades, e se já usou algo antes. Setenta quilos em um metro e sessenta, para quem treina sério, pode ser um shape bem denso ou pode ser outra coisa completamente diferente, e a resposta muda conforme o caso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvida sobre Blast and Cruise e TPC?
Mrwolf, a frase mais reveladora do seu tópico é a que veio no final: que a ideia era essa para não ter que fazer duas TPCs. Ela mostra que o mal-entendido não está na dose nem na escolha das drogas, está no que você acha que blast and cruise significa. Blast and cruise não é uma forma de adiar a TPC. É a decisão de nunca mais fazer nenhuma. O cruise não é uma pausa em que o corpo descansa, é exatamente o oposto: é continuar com testosterona de fora em dose menor, com o seu eixo desligado o tempo inteiro. Quem entra nisso está optando por depender de aplicação para sempre, e essa é a definição prática da coisa. Ou seja, você estaria trocando duas recuperações por nenhuma recuperação nunca mais, e isso não é economia de trabalho, é uma decisão de vida inteira, tomada antes mesmo do primeiro ciclo terminar. Some as suas semanas: dez de blast, oito de cruise, oito de cutting. São vinte e seis semanas seguidas com o eixo desligado, seis meses sem parar, e só no fim disso viria a TPC. E aí está o ponto que arruína o plano do jeito que você o desenhou: quanto mais longa a supressão, mais difícil e mais demorada é a recuperação. Uma TPC depois de dez semanas costuma correr bem. Depois de vinte e seis semanas contínuas, muito menos. Ou seja, esse desenho não evita duas TPCs difíceis, ele produz uma TPC bem pior do que as duas que você queria evitar. Sobre a silimarina, o Foston já te disse o essencial e eu quero acrescentar o detalhe que faz diferença. Você colocou o protetor no bloco errado. Testosterona injetável não passa pelo fígado da forma que agride, então ali ela não tem função nenhuma. Quem tem questão hepática de verdade no seu plano é a oxandrolona, no terceiro bloco, porque ela é do tipo modificado para resistir ao fígado. E, mesmo lá, a silimarina não tem evidência de proteger contra esse tipo específico de lesão. O que monitora fígado é exame, não cápsula. Agora a parte que me preocupa mais que tudo, e sobre a qual o tópico passou rápido: trembolona. Você planeja usar trembolona no seu segundo bloco, com pouco mais de um ano de treino. Ela é bem diferente do resto e não é só uma versão mais forte de testosterona. Não existe apresentação dela para uso humano em lugar nenhum, é substância de uso veterinário. Ela atua como progestágeno, mexe com prolactina e por isso pode dar disfunção erétil e ginecomastia que não respondem a inibidor de aromatase, que é o remédio que todo mundo tem em casa. Tira o sono, dá sudorese noturna intensa, encurta o fôlego e altera bastante o humor e a agressividade. E é das piores para o perfil de colesterol e para os rins. Além de tudo isso, tem um problema prático: usar trembolona antes de conhecer a própria resposta à testosterona significa que, quando algo der errado, você não vai saber o que causou o quê. Se eu tivesse que resumir o que eu mudaria, seria isto. Faça um ciclo só, de dez a doze semanas, com cipionato sozinho, na dose que você já escolheu, que está sensata. Encerre. Faça a recuperação com acompanhamento e exame. Passe alguns meses natural, comendo e treinando bem, e veja quanto do ganho você mantém, porque essa informação vale mais que qualquer coisa que se leia por aqui. Só depois, se ainda fizer sentido, pense no próximo passo. Ninguém precisa decidir sobre blast and cruise no primeiro ciclo, e quem decide isso agora está decidindo sem ter nenhum dado sobre o próprio corpo. Sobre a meta, o Keto está certo e eu subscrevo: com quinze por cento de gordura, o caminho para o fim do ano é um cutting bem conduzido, e não empilhar substância. Você tem um ano e dois meses de treino, noventa e um quilos em um metro e oitenta e cinco, e ainda está bem dentro da fase em que o corpo mais responde por conta própria. Esse período não volta, e ele é gasto de vez quando se entra em uso contínuo. E, se for seguir, faça exames antes: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico, glicemia, função renal e enzimas do fígado, com um endocrinologista olhando. Vale principalmente porque, no seu plano original, o item que mais mexeria nesses números seria justamente a trembolona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Stanozolol para pessoas acima do peso é eficaz?
Lau, você fez uma pergunta direta e assustada e ela ficou sem resposta. Vou respondê-la primeiro, porque ela é a mais urgente deste tópico. Não. Não existe isso de inchar primeiro para secar depois. Essa fase não faz parte do funcionamento do stanozolol e não é algo que se espere passar sozinho. E aqui vai o detalhe que torna o seu relato importante. O stanozolol não se converte em estrogênio, e retenção por estrogênio é a explicação usual de inchaço em quem usa hormônio. Ou seja, a causa mais comum e mais banal está descartada no seu caso. O que sobra são explicações que merecem ser olhadas por um médico, e não esperadas. Androgênios retêm sódio e água, e isso é conhecido, mas costuma dar um inchaço difuso e discreto. Edema que se instala rápido, que se concentra em pernas e pés, com ganho de três a cinco quilos em poucos dias, é outra coisa. Nessa apresentação, o que se investiga é pressão arterial, coração, rim e fígado, e o stanozolol pesa nos quatro. Ele é do tipo modificado para resistir ao fígado, o que o torna hepatotóxico de verdade, e ele tende a elevar a pressão. A conduta que eu adotaria, e escrevo isso valendo também para a Gisele e para quem chegar aqui com o mesmo quadro. Interromper. Medir a pressão. Procurar um clínico levando o nome exato do que está usando, sem constrangimento, porque sem essa informação o médico investiga no escuro. E pedir hemograma, ureia, creatinina, sódio e potássio, TGO, TGP, GGT, bilirrubinas e um exame simples de urina. Isso separa retenção sem gravidade de um problema que precisa de tratamento. Um sinal que muda a urgência para hoje mesmo: falta de ar, principalmente ao deitar ou ao subir escada, ou inchaço que sobe para além dos joelhos. Aí é pronto-socorro, não consulta marcada. Uma observação que pode te tranquilizar em parte: esses quilos não são gordura. Ninguém acumula três quilos de gordura em três semanas comendo como você descreveu. É água, e água sai. O que precisa ser esclarecido é por que ela está ficando. Agora, a pergunta do título, que continua sendo a mais procurada e que merece uma resposta clara. Stanozolol não emagrece. Ele ganhou fama de secante por um motivo que não tem nada a ver com queimar gordura: como ele não retém água por estrogênio, quem já está com percentual de gordura baixo fica com aparência mais dura e mais desenhada. Ou seja, ele revela o que já está lá. Em quem tem vinte quilos a perder, não existe definição escondida para revelar, e o efeito visível é próximo de zero. É por isso que as duas experiências relatadas aqui, de mulheres acima do peso, terminaram em frustração. Sobre a resposta de que esteroides aumentam o metabolismo e por isso queimariam gordura, eu faria uma ressalva. Isso é verdade de forma bem modesta, e o efeito real de um androgênio sobre a composição corporal vem quase todo de manter e construir músculo, não de queimar gordura. Quem perde gordura durante um ciclo perde por causa do déficit calórico. O hormônio ajuda a não perder músculo junto, e é só isso. Sem déficit, não sai gordura nenhuma, e as duas histórias deste tópico mostram exatamente isso na prática. E vale dizer, porque as duas relatoras são mulheres: stanozolol está entre os piores dessa lista para o público feminino. Os efeitos que ele pode deixar, que são voz mais grossa, pelo no rosto e crescimento de clitóris, não regridem. É um preço alto para uma substância que não faz aquilo que foi prometido a vocês. Gisele, e Lau também, o que funciona no lugar disso não é animador, mas é o que existe: déficit calórico com proteína suficiente, musculação com carga progressiva para não perder músculo enquanto emagrece, e tempo. E, para quem está bem acima do peso, existe hoje tratamento médico sério para obesidade, com medicamento aprovado, receita e acompanhamento, que é bem mais eficaz e infinitamente mais seguro do que qualquer coisa indicada por amiga de academia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda dieta,treino emagrecimento
Mary, faz muito tempo que este tópico parou, e mesmo assim ele merece uma última leitura, porque tem uma coisa acontecendo aqui que eu não vi ninguém nomear. Primeiro, o que você conquistou, porque isso ficou soterrado pela discussão sobre a data da avaliação. Em dois meses você tirou o álcool inteiro. Cortou o cigarro pela metade. Voltou para a academia depois de três anos parada. Perdeu peso e mudou as medidas o suficiente para roupa antiga voltar a servir. E fez tudo isso durante um mês de audiências pela guarda de três crianças, depois de perder uma irmã, com o celular roubado e trabalhando de domingo a domingo. Qualquer pessoa que já tentou parar de fumar sabe o tamanho do que está escrito nesse parágrafo, e essa lista é o resultado real do tópico, não a foto que não chegou na data. Agora o que ninguém nomeou. Você contou, no primeiro post, que engordou quarenta quilos na gestação e entrou em depressão, e que há dez anos vive o efeito sanfona. No campo de medicações, escreveu que não usa nenhuma. Ou seja, dez anos de depressão sem tratamento nenhum. E aí olhe o que aconteceu no fim: um contratempo que não foi culpa sua, um celular roubado, virou uma sequência de posts pedindo perdão, dizendo que se sente uma decepção, jurando por Deus, e depois o sumiço completo. Culpa desse tamanho por um erro de data não é falta de compromisso. É como a depressão funciona por dentro, e é o mesmo mecanismo que estava lá quando você escreveu que tem vergonha de ir à academia do jeito que está. E tem uma segunda peça, que aparece na frase que você mesma escreveu: a entrada dos carboidratos desencadeou a gula. Junte isso ao histórico de dez anos de sanfona e ao padrão de culpa intensa depois de comer errado. Esse conjunto é a descrição de compulsão alimentar, que é uma condição de saúde com diagnóstico e com tratamento, e não um defeito de caráter. Isso importa muito na prática, porque quem tem esse quadro e entra numa dieta muito restritiva costuma aguentar algumas semanas com disciplina impecável e depois ter um episódio de descontrole. Não porque relaxou, mas porque a restrição é o gatilho. É por isso que o seu histórico é de sanfona: cada rodada segue o mesmo roteiro, e a pessoa conclui que o problema é ela. O que eu faria diferente, e vale para você e para quem chegar aqui com uma história parecida. Antes da dieta, ou junto com ela, procurar atendimento em saúde mental. No SUS isso existe e é gratuito, começando pela unidade básica de saúde do seu bairro, que encaminha, e o CAPS atende também questões de álcool e tabaco, como já te indicaram aqui. Depressão tratada muda a capacidade de sustentar qualquer plano alimentar, e é por isso que ela vem primeiro e não depois. E, se a avaliação confirmar compulsão, o desenho da alimentação muda: nada de cortes radicais, nada de listas de proibições, nada de contabilizar o dia em porcentagem de acerto. Sobre essa última parte, aliás, deixo o comentário mais prático que tenho. O formato de prestar contas com dieta noventa e sete por cento, água cinquenta por cento, treino noventa por cento, funciona muito bem para algumas pessoas e é veneno para outras. Para quem já carrega culpa, cada número abaixo de cem vira prova de fracasso, e a pessoa acaba deixando de aparecer justamente quando mais precisaria. Foi exatamente isso que aconteceu neste tópico. Um acompanhamento em que faltar um dia não te deixa em dívida com ninguém tende a durar muito mais, e o que decide resultado em obesidade é durar. Um último ponto, de saúde mesmo. Fumo somado a obesidade é a combinação que mais pesa no risco cardiovascular, e você já tinha cortado metade do cigarro. Se tem uma única coisa daquela lista para retomar hoje, é essa. Vale mais que qualquer dieta. E se você ainda passar por aqui, cinco anos depois: você não falhou neste tópico. Você parou de beber, cortou metade do cigarro e voltou a treinar no pior ano da sua vida. Isso continua valendo, mesmo que a foto nunca tenha chegado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Stanozolol 10mg comprimido como tomar e ciclos?
Fraatine, sei que faz tempo, mas a sua pergunta continua aqui e outras mulheres vão chegar neste tópico pela mesma dúvida, então vou responder de verdade. Antes de tudo, tem uma coisa no seu relato que ninguém comentou e que é a mais importante de todas: a sibutramina. Ela não é um remédio simples de emagrecer. É um medicamento que age no sistema nervoso central e o efeito colateral mais conhecido dela é justamente cardiovascular, ou seja, ela aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. É por esse motivo que ela é controlada, exige receita especial e exige que o médico meça a sua pressão nas consultas de acompanhamento. Agora junte o stanozolol nisso. Ele também tende a elevar a pressão e derruba o HDL, que é o colesterol protetor, de forma mais agressiva do que praticamente qualquer outra substância desse meio. Somar os dois é empilhar carga no mesmo sistema, e ainda por cima em alguém que faz bastante aeróbico. Essa combinação específica é o que eu levaria ao médico que te prescreveu a sibutramina antes de qualquer outra decisão. Sobre as suas perguntas práticas, respondo objetivamente. O stanozolol oral tem meia-vida curta, por isso a dose diária costuma ser dividida em duas tomadas. E não, pausar no fim de semana não serve para nada útil. A ideia parece proteger o fígado, mas não protege: o comprimido é do tipo que passa modificado pelo fígado justamente para não ser destruído lá, e é isso que o torna hepatotóxico. Dois dias de folga não revertem nada e ainda deixam o nível oscilando. Quem faz esse tipo de pausa só reduz o resultado e mantém o custo. Agora, dito isso, a minha resposta à pergunta de fundo é a mesma que o Keto te deu, e vou explicar por que insisto nela. O stanozolol é dos piores candidatos possíveis para uma mulher. Os efeitos que ele pode causar, que são engrossamento da voz, aumento de pelo no rosto e crescimento de clitóris, não regridem quando você para. Uma vez que apareçam, ficam. E ele tem uma peculiaridade que atrapalha bastante quem treina: costuma causar dor e ressecamento nas articulações, porque reduz a lubrificação delas. Para quem faz aeróbico e exercício em casa quase todo dia, isso vira joelho e ombro doendo em poucas semanas. E tem o argumento que me parece mais forte, que é sobre o que você quer de fato. Você escreveu que já perdeu quinze quilos, já está começando a definir, e quer um resultado melhor e mais bonito. Traduzindo isso em termos práticos, o que você quer agora não é perder mais peso, é ter mais músculo, que é o que dá forma ao corpo. E aí aparece o ponto: stanozolol não é bom nisso. Ele é uma substância que dá aparência de mais seco e mais duro, mas constrói pouco tecido, e constrói ainda menos em quem está comendo pouco. Ou seja, você estaria pagando um preço alto por um efeito que não é o que você está buscando. O que muda o seu resultado agora, na ordem de importância. Primeiro, proteína. Você não citou a sua alimentação em nenhum momento, e quem emagreceu quinze quilos com apoio de medicação quase sempre estava comendo bem pouco. Sem proteína suficiente, o corpo não constrói nada, com ou sem hormônio. Algo em torno de um vírgula seis a dois gramas por quilo de peso por dia é a faixa que sustenta ganho de massa magra. Segundo, carga. Treino em casa com o que se tem à mão funciona muito bem no começo, e você é a prova disso. Só que ele tem um teto, e esse teto chega justamente quando o corpo já se adaptou ao peso que existe na casa. É por isso que a sua evolução deve estar desacelerando. Se tiver como colocar halteres, elásticos mais fortes ou frequentar uma academia, esse é o passo que mais vai mudar a sua forma nos próximos meses, e é ele que o stanozolol não substitui. Terceiro, e é o mais delicado: pensar desde já em como manter o peso quando a sibutramina sair. É comum recuperar parte do que se perdeu depois de interromper, e isso não é fraqueza, é o funcionamento do remédio acabando. Ter a alimentação e o treino de força estruturados antes desse momento é o que decide se os quinze quilos ficam ou voltam. Essa é a conversa que vale ter com a sua médica e, se possível, com uma nutricionista. E, para não deixar sem resposta a parte humana: você chegou aqui perguntando algo que para você era novo, e não custava nada te responderem com calma. Perder quinze quilos treinando em casa, sozinha, não é pouca coisa. Você já provou que consegue fazer a parte difícil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Posso começar um ciclo tomando AC injetável?
Andreza, a sua pergunta é boa e tem mais camadas do que parece. Vou separar em três, porque a resposta muda conforme o ângulo. Primeiro, sobre largar o anticoncepcional. Aqui eu discordo do que foi sugerido, e por um motivo que considero o mais importante deste tópico. Androgênio e gravidez não combinam de jeito nenhum. Se uma gestação acontece durante o uso, a exposição do feto a hormônio masculinizante pode causar má-formação, e em feto feminino isso significa virilização da genitália. Ou seja, contracepção confiável não é um detalhe a ser trocado por conveniência durante um ciclo, é a condição mais básica dele. Trocar de método é assunto para a sua ginecologista decidir, e não algo a mudar por causa de hipertrofia. Se você for trocar, que seja para outro método igualmente eficaz e já instalado antes de começar qualquer coisa. Segundo, sobre o anticoncepcional atrapalhar o ganho. Existe uma base fisiológica real por trás dessa ideia, mas ela é menor do que costuma ser dita. O que acontece de concreto é que o estrogênio do anticoncepcional aumenta a SHBG, que é a proteína que carrega e prende hormônio no sangue. Com mais SHBG, sobra menos testosterona livre da que o seu próprio corpo produz, e isso pode se refletir em disposição e libido. Agora, quando se compara mulheres que usam contraceptivo com mulheres que não usam em treino de força, os estudos não mostram uma diferença consistente de ganho de músculo. Ou seja, não é o vilão que às vezes se pinta, e a sua dieta e o seu treino vão pesar muito mais nesse resultado. Terceiro, e é aqui que está o risco que ninguém citou. Existe uma interação de verdade entre os dois, e ela não é sobre músculo, é sobre sangue. Anticoncepcional com estrogênio aumenta o risco de trombose, e essa é a razão de ele ser contraindicado para fumantes, para quem tem enxaqueca com aura e para quem tem histórico familiar de trombose. Do outro lado, androgênios elevam o hematócrito, ou seja, deixam o sangue mais espesso. Somar as duas coisas empurra o mesmo risco pelos dois lados. Não quer dizer que vá acontecer, quer dizer que essa combinação específica merece hemograma antes e durante, e uma conversa honesta com a sua médica sobre o seu histórico. Vale muito mais atenção do que a discussão sobre ganho. E tem um efeito secundário disso que é sutil e prático. Um dos primeiros sinais de que a dose de androgênio está pesada demais em mulher é a alteração do ciclo menstrual. Usando anticoncepcional injetável, o seu ciclo já é controlado por ele, então esse aviso fica encoberto. Você perde um dos poucos sinais precoces que existem, e passa a depender só dos sinais que não voltam atrás, que são voz, pelo e clitóris. É bom saber disso antes, não depois. Uma coisa que ficou faltando: você não disse a substância. Cinco miligramas pode ser oxandrolona, e imagino que seja, mas pode ser outra coisa, e a resposta muda bastante conforme o caso. Vale postar também idade, peso, altura, há quanto tempo treina, como está a alimentação e se tem algum exame recente. Com isso o pessoal daqui consegue te ajudar bem melhor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Treino ABC ou treino ABCD ?Como saber qual dos dois é a melhor estratégia de treino ?
Caio, a sua pergunta ficou sem resposta e ela é justamente a que mais confunde quem começa a ler sobre volume. Vou responder ela primeiro, porque a confusão é de vocabulário e uma vez desfeita o resto fica simples. Quinze a vinte séries por grupo muscular por semana significa séries, não exercícios. Uma série é um conjunto de repetições até você largar o peso e descansar. Ou seja, se você faz três exercícios de bíceps com quatro séries cada, isso dá doze séries naquela sessão. Se treina bíceps duas vezes por semana com dois exercícios de quatro séries, dá dezesseis séries semanais. Quinze exercícios diferentes de bíceps por semana não existe em lugar nenhum, nem faria sentido. E tem um detalhe que faz muita diferença para músculo pequeno. Bíceps trabalha em toda puxada, em toda remada, em toda barra fixa. Se você faz doze séries de costas na semana, o bíceps já levou boa parte de um estímulo, mesmo sem nenhuma rosca. Por isso, na prática, seis a dez séries diretas de bíceps costumam bastar, enquanto costas e pernas, que não recebem nada indireto, é que precisam da faixa cheia. Volume alto para músculo pequeno é o jeito mais comum de estourar o cotovelo sem ganhar nada. Sobre a pergunta original do tópico, o Samu já recebeu a resposta certa de várias pessoas, e eu quero só acrescentar o critério que resolve a escolha de forma objetiva. Não é ABC contra ABCD. As duas letras não dizem nada sozinhas. O que importa são dois números: quantas séries cada grupo recebe por semana, e quantas vezes por semana cada grupo é treinado. Fixado o volume total, treinar cada grupo duas vezes por semana costuma render um pouco mais que uma vez só, principalmente porque é mais fácil manter a qualidade das séries quando elas estão distribuídas. Sessão de vinte séries de perna de uma vez tem as últimas dez feitas exaustas e valendo pouco. E é aí que mora o problema do desenho que você escolheu, Samu. Você foi de ABCD justamente para isolar pernas, e com isso perna passou a ser treinada uma vez a cada quatro dias. Se o seu diagnóstico era volume semanal baixo, essa divisão trabalha contra o próprio diagnóstico no grupo que mais tem massa para ganhar. Se a intenção é subir volume, upper e lower alternados, ou push pull legs rodando duas vezes por semana como a Joaninha sugeriu, entregam a mesma quantidade de séries com o dobro de frequência. Ainda sobre o exemplo um do primeiro post, treinar peito e costas juntos no dia A e depois braços no dia B deixa bíceps e tríceps sendo exigidos dois dias seguidos, um deles indiretamente e outro diretamente. Já apontaram isso aqui e está correto. A regra prática é simples: coloque os braços no mesmo dia dos grandes que já os usam, ou deixe um dia de perna entre eles. Uma correção sobre o estudo citado, dita com todo respeito porque a discussão foi boa. O trabalho do Dankel de dois mil e dezesseis, se estamos falando do mesmo, não é um ensaio randomizado controlado. É um artigo de discussão, que levanta a hipótese de que treinar com frequência muito alta e volume diário baixo poderia render mais, e propõe que se teste isso. É uma ideia bem construída, mas continua sendo uma hipótese, e não um resultado. Faço questão do detalhe porque o Samu escreveu que estudo randomizado fala por si só, e essa frase é verdadeira, só que ela não se aplica a esse texto. Quem conclui coisa demais de um artigo de opinião acaba mudando a rotina inteira em cima de algo que ainda não foi testado. O que a literatura sustenta com mais firmeza é bem menos empolgante e bem mais útil: volume semanal adequado, frequência de pelo menos duas vezes por semana por grupo, séries levadas perto da falha, e carga subindo ao longo dos meses. O Keto está coberto de razão ao dizer que a única coisa categórica é a progressão de carga. Divisão é organização de agenda, e a agenda que funciona é a que você consegue cumprir por meses. Um último ponto, sobre manter o cardio entre cento e vinte e cento e trinta batimentos. A faixa em si é boa para trabalho aeróbico leve, mas o motivo não é troca gasosa no pulmão, que em pessoa saudável não é o fator que limita o exercício. A razão pela qual essa intensidade é recomendada é outra: ela fica abaixo do ponto em que o esforço começa a competir com a recuperação da musculação, e é sustentável por bastante tempo. E, como frequência cardíaca depende de idade e condicionamento, um número fixo serve para uns e não para outros. Mais confiável é usar percentual da sua frequência máxima estimada, ou o teste de conseguir manter uma conversa durante o esforço. Samu, sobre o seu comentário de que só agora, com mais de um ano, você começou a entender isso no próprio corpo: é exatamente assim que funciona, e é a parte que nenhum estudo entrega.
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PRECISO FAZER TPC ? 3 SEMANAS DE DEPOSTERON 200mg /2ml
O RAGER já te deu a resposta certa e ela é mesmo essa: quem decide isso é o exame. Vou só explicar o porquê, porque no seu caso específico tem uma particularidade que muda bastante o raciocínio. Deposteron é cipionato de testosterona, que é um éster longo. Isso significa que ele entra devagar no sangue e sai devagar. Com aplicação semanal, o nível vai se acumulando aos poucos e só estabiliza por volta da quinta ou sexta semana. Ou seja, um ciclo de três semanas termina antes de o nível ter chegado ao patamar que ele deveria alcançar. Você parou justo quando a coisa ia começar. Só que a supressão do eixo não segue esse mesmo ritmo. Ela é rápida, questão de dias. Assim que o corpo detecta testosterona chegando de fora, ele reduz o sinal do cérebro e a produção própria cai. Ou seja, o desenho do seu ciclo entregou o custo inteiro e quase nenhum benefício. Não digo isso para te repreender, digo porque essa é exatamente a lógica que leva alguém a repetir o ciclo achando que dessa vez vai render, e é assim que se acumula supressão sem resultado nenhum. A boa notícia é que três semanas de supressão são pouco tempo, e a recuperação espontânea, num homem jovem e saudável, costuma acontecer sozinha em poucas semanas. Por isso eu não sairia tomando nada agora. O caminho que eu seguiria. Como o cipionato tem meia-vida de mais ou menos oito dias, ele ainda está no seu sangue por duas a três semanas depois da última ampola, e dosar antes disso só mostra o que sobrou do que você aplicou. Espere cerca de quatro a cinco semanas contadas da última aplicação e faça testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Se LH e FSH tiverem voltado e a testosterona estiver em faixa normal, acabou, não há nada a tratar. Se estiverem baixos, aí sim existe conversa, e ela é com endocrinologista, com o papel na mão. Uma última coisa, sobre o risco de fazer o contrário. Tomar tamoxifeno ou clomifeno por precaução num eixo que ia se recuperar sozinho não é inofensivo. São medicamentos com efeito próprio, o clomifeno em especial pode dar alteração visual e mexer no humor, e você ainda ficaria sem saber se melhorou por causa deles ou porque teria melhorado de qualquer jeito. Sem exame, você fica sem informação nenhuma sobre o seu próprio corpo justamente na única vez em que valia a pena tê-la. E se quiser aproveitar o tópico, poste idade, peso, altura, há quanto tempo treina e como está a alimentação. Com isso dá para falar do que vem depois, que é a parte que realmente vai mudar o seu shape. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Pobre consegue fazer dieta? como organizar treino, alimentação e o orçamento?
Maltt, a pergunta do seu título é a melhor deste subfórum e ela ficou sem resposta. A conversa acabou virando poste a dieta de novo, e você postou quatro vezes com toda a boa vontade do mundo. Então vou responder o que você perguntou: pobre consegue fazer dieta, sim, e o seu orçamento de trezentos e cinquenta reais dá conta. Só que dá conta de um jeito diferente do que você está fazendo. A conta que importa não é preço do quilo, é preço por grama de proteína. É aí que o dinheiro de quem quer crescer se perde ou se ganha, porque proteína é o macronutriente caro e os outros dois são baratos em qualquer lugar do Brasil. Olhando a sua lista, você usa quase só peito de frango como carne. O peito costuma ser das partes mais caras por grama de proteína. Coxa e sobrecoxa com osso, ou o frango inteiro congelado, entregam praticamente a mesma proteína por bem menos dinheiro, e a gordura a mais não é problema para quem está tentando ganhar peso, é caloria bem-vinda. Ovo continua sendo o melhor negócio da feira. Fígado de boi, que você já cita e faz muito bem em comer, é das proteínas mais baratas e mais nutritivas que existem, e mata a questão de ferro, vitamina A e complexo B de uma vez. Sardinha em lata resolve proteína e ômega três no mesmo item, e sai bem mais em conta que a cápsula que você compra. Leite em pó rende proteína barata e é fácil de guardar. E arroz com feijão na mesma refeição forma proteína completa, o que faz o feijão ser proteína quase de graça, e ele sumiu do seu cardápio depois que você começou a ajustar. Repare no que aconteceu: para acertar os macros, você tirou o feijão, tirou a variedade e ficou com macarrão, arroz, frango e ovo. A dieta ficou mais cara e mais pobre ao mesmo tempo. Não precisa ser assim. Sobre os macros em si, quero deixar uma coisa registrada porque ela decide se você vai crescer ou não. Você calculou cento e trinta e nove gramas de proteína e recebeu a orientação de baixar para cento e dez. Para sessenta e quatro quilos com o objetivo de ganhar músculo, a faixa que a literatura sustenta é de mais ou menos um vírgula seis a dois vírgula dois gramas por quilo, ou seja, algo entre cento e dez e cento e quarenta gramas por dia. Cento e dez está no piso dessa faixa e cento e quarenta está no topo. Como você está em ganho, treinando cinco vezes por semana, eu ficaria na parte de cima e não na de baixo. O seu cálculo original estava bom. Agora a coisa que está na sua lista desde o primeiro post, que você repetiu quatro vezes, e que ninguém comentou. Cobavital não é vitamina. Ele é ciproeptadina, que é um anti-histamínico usado como estimulante de apetite, associado a vitaminas do complexo B. Ou seja, é medicamento de verdade, e tem efeito de verdade. Ele costuma dar sonolência e sensação de lentidão, que é um problema para quem acorda cedo, caminha meia hora até o trabalho e treina no fim do dia. E ele não é feito para uso prolongado por conta própria. Junte com o que você mesmo contou: você sente fome à noite e vontade de doce. Ou seja, o seu apetite já está funcionando, e você está tomando um remédio para aumentá-lo. Eu levaria isso a um médico antes de continuar, e a pergunta certa é se ainda faz sentido usar. Ganhar peso com comida de verdade não precisa de estimulante de apetite. Sobre os quatro quilos em um mês, um aviso amigo. Isso é rápido demais para ser músculo. Músculo, mesmo em iniciante bem alimentado, vem na faixa de meio quilo a um quilo por mês. O resto é água, glicogênio, intestino mais cheio e alguma gordura. Não tem nada de errado nisso, só não se iluda com a balança e não acelere ainda mais. Sua cintura de oitenta e um centímetros com sessenta e quatro quilos já indica que a gordura está indo mais para a barriga do que você gostaria. Um ganho de trezentos a quinhentos gramas por semana é o ritmo que rende músculo com o mínimo de gordura junto. E agora o treino, que é a outra metade da sua pergunta e que precisa de mudança maior que a dieta. Olhando o que você montou, três coisas saltam. Primeira, você treina perna três vezes por semana e o tronco duas, e é o contrário do que você quer, já que a sua queixa é shape completo. Segunda, e mais importante, não tem nenhum exercício grande de perna. Cadeira extensora, flexora, adutor e abdutor são todos isoladores em máquina. Falta agachamento, leg press, afundo, terra romeno, que são os que realmente constroem coxa e glúteo. Terceira, ombro aparece três vezes por semana com três exercícios enquanto peito e costas aparecem duas, e ombro já é bem estimulado em todo supino e toda remada. Eu trocaria por uma divisão de duas sessões alternadas, que cabe em quatro ou cinco dias e cobre tudo. Um dia de empurrar e pernas com agachamento ou leg press, supino reto, desenvolvimento, tríceps e panturrilha. Outro dia de puxar e posterior com terra romeno ou mesa flexora, remada, puxada, rosca e abdominal. E o principal, que vale mais que a escolha dos exercícios: anote a carga e as repetições de cada série num caderno e faça esses números subirem ao longo das semanas. Sem carga progressiva registrada, cinco dias por semana viram rotina e o corpo para de responder. É de graça e é o que mais decide resultado. Sobre suplementar, a resposta é não. Com um mês de treino, o que vai te fazer crescer é comida e progressão de carga. Se um dia sobrar dinheiro e faltar proteína, whey é conveniência, não necessidade, e sai mais caro por grama de proteína que ovo e frango. O único item da sua lista que eu manteria sem pensar é a caminhada de uma hora por dia, que você faz sem perceber e é excelente. Por fim, uma observação que não é técnica. Você comprou balança, procurou planilha, calculou macro, pesou comida, montou orçamento com todas as linhas e voltou aqui quatro vezes para corrigir o que pediram. Isso é bem mais raro que dinheiro. Organiza o treino, ajusta a compra pelo preço da proteína, e o resultado vem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda Primeiro Ciclo Durateston/Sustanon
Carlos, o seu tópico está bem escrito e você pensou em coisas que a maioria não pensa, então vou te responder no mesmo nível, item por item, incluindo o que eu acho que está errado. Começo pelo número que salta aos olhos. Um metro e oitenta e três com setenta e cinco quilos e dez por cento de gordura, depois de três anos de treino. Isso é bem pouca massa para a sua altura, e não é falta de hormônio. Um homem de vinte e dois anos com essa estatura tem, naturalmente, muito mais teto do que setenta e cinco quilos. Você ainda está com dez por cento de gordura, ou seja, nunca passou por uma fase de comer com sobra de calorias por tempo suficiente. Some a isso dez quilômetros de corrida uma ou duas vezes por semana, que são umas seiscentas a mil calorias que precisam ser repostas e quase nunca são. Isso importa muito para a sua decisão, e não por moralismo. Quem entra em ciclo comendo abaixo do necessário simplesmente não colhe o que o ciclo poderia dar, e depois atribui o resultado fraco à dose ou ao produto. Se você conseguir sair de setenta e cinco para oitenta e dois ou oitenta e três quilos comendo de verdade, você vai ter mudado mais o shape do que essas dez semanas mudariam, e vai continuar com o eixo intacto. Fale com a sua nutricionista em números: quantas calorias por dia para ganhar de trezentos a quinhentos gramas por semana, e quanta proteína. Se ela não está te colocando em superávit, é porque nunca pediram isso a ela. Agora, sobre o protocolo, três correções técnicas. A primeira é a escolha da droga. Durateston é uma mistura de quatro ésteres, e um deles é propionato, que é curto, enquanto outro é decanoato, que é bem longo. Isso cria dois problemas para um primeiro ciclo. Aplicar duas vezes por semana deixa o nível oscilando, porque a fração curta já caiu enquanto a longa ainda está subindo, e é justamente essa oscilação que produz oleosidade e humor instável. E o decanoato deixa uma cauda longa no fim, o que atrapalha o momento de começar a recuperação. Para um primeiro ciclo, cipionato ou enantato puro é mais previsível, com uma cinética só, mais fácil de interpretar em exame e mais fácil de encerrar. E cipionato existe em farmácia, com receita. A segunda é a mais importante de todas, e é o erro que eu mais queria que você tirasse do plano: a ponte de oxandrolona antes da TPC. A ideia por trás de ponte é dar uma folga ao corpo entre ciclos, mas oxandrolona é androgênio e suprime o eixo do mesmo jeito. Ou seja, você passaria trinta dias com a testosterona própria ainda desligada, sem nada de fora sustentando o nível, o que é o pior dos dois mundos: sem ganho, sem recuperação, com fígado e HDL pagando a conta. E aí você chegaria à TPC trinta dias mais suprimido do que chegaria se não tivesse tomado nada. Ponte, no sentido que o pessoal usa, é coisa de quem faz cruise com testosterona em dose baixa e assume que não vai recuperar o eixo. Não é o seu caso e nem é o que você quer. A terceira é o inibidor de aromatase por sintoma. Não dá para saber se o estradiol está alto pela sensação, e quando o sintoma que aparece é nódulo doloroso embaixo do mamilo, o processo já começou e ginecomastia formada não volta com comprimido. O certo é dosar estradiol em torno da terceira ou quarta semana e agir pelo número, e ter o medicamento em mãos antes de precisar dele, não depois. E ter definida, no papel e antes de começar, qual é a TPC e quando ela começa. TPC não se decide no fim. Sobre a fonte, você mesmo já respondeu e não percebeu. Você escreveu que preferia a farmácia por ser mais confiável, e desistiu porque um amigo usou e teve pouco resultado. Só que resultado de um amigo não diz nada sobre o produto: não se sabe o que ele comia, quanto treinava, que dose usou. Farmácia significa lote, registro, validade e a garantia de que o que está no rótulo é o que está no frasco. Um vendedor de internet com produto de laboratório clandestino não oferece nenhuma dessas quatro coisas, e a subdosagem, ou a substituição por outra substância mais barata, é justamente o motivo pelo qual as pessoas acham que dose baixa não funciona. Se você vai fazer isso, faça com o produto rastreável. Sobre a dose, e aqui eu concordo com você: duzentos e cinquenta miligramas por semana é dose sensata para um primeiro ciclo, e o seu raciocínio de que quem não cresce com isso não cresce com nada é correto. Não deixe ninguém te convencer a subir. O que decide o resultado é comida e treino, e você já tem os dois estruturados, o que te coloca à frente da maioria. E um último ponto, que vale mais para você por causa da idade. Aos vinte e dois anos você tem o melhor cenário hormonal que vai ter na vida, e ainda tem anos de resposta natural pela frente. Nesse contexto, o custo de suprimir o eixo é maior e o benefício adicional é menor do que seria mais tarde. Eu adiaria, comeria em superávit por doze meses com essa mesma disciplina, e reavaliaria com noventa quilos no corpo. Se ainda assim você decidir seguir agora, faça exames antes, incluindo testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e enzimas do fígado, com um endocrinologista acompanhando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.