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Cláudio Chamini

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Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. @engrodrigo, quem te disse que você não vai aproveitar o GH tem razão em parte, mas o motivo principal não é a falta de esteroide. Com 1,67 m e 57 kg, começando a treinar agora, o que limita o seu ganho é treino, comida e tempo. Nessa fase, o iniciante ganha massa mais rápido do que em qualquer outro momento da vida de treino, e sem gastar nada. Vale saber o que o GH entrega de fato em adultos saudáveis. Uma revisão sistemática de estudos controlados, publicada nos Annals of Internal Medicine, mostrou que o GH aumenta a massa magra em cerca de 2 kg. Só que boa parte desse ganho é água fora da célula e tecido conjuntivo, e não houve ganho de força. Por outro lado, apareceram com frequência inchaço, dor nas articulações, síndrome do túnel do carpo e piora da sensibilidade à insulina. Ou seja, o GH sozinho não constrói o músculo que você está buscando, e cobra um preço metabólico. Se você vai seguir de qualquer forma, alguns cuidados reduzem o risco e o desperdício: Teste a autenticidade com exame. Dose IGF-1 antes de começar e repita depois de umas duas a três semanas de uso. Se o GH for real, o IGF-1 sobe de forma clara. Se não subir, o produto está subdosado ou é falso, como @Foston alertou. É o teste mais confiável e barato que existe. Acompanhe glicemia de jejum, insulina e hemoglobina glicada. Com 4 UI por dia, por cinco ou seis meses, a resistência à insulina é um efeito esperado. Observe formigamento nas mãos, dormência ao acordar, inchaço nos pés e dor articular. Se aparecerem, é sinal de reduzir a dose. Agora, o ganho que vai mudar o seu corpo nos próximos meses vem de comer em superávit, com proteína perto de 1,6 a 2 g por kg, e de um treino de força bem montado e com progressão de carga. Pesando 57 kg, é bem provável que você coma menos do que imagina, e esse costuma ser o maior gargalo de quem é magro. Para achar as calorias de um bulking limpo com os seus dados, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/bulking/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  2. @tata2019, vale separar duas coisas que costumam se misturar quando a voz muda com androgênio, porque elas têm prognósticos bem diferentes. A primeira é a rouquidão, a falha e a perda de potência, que pioram quando você força a voz e melhoram com repouso. Isso tem um componente de inchaço e irritação das cordas vocais, e essa parte pode melhorar com o tempo depois de parar o hormônio. É o que você está percebendo agora, e por isso os cuidados que @Sereiafit e @Foston passaram ajudam: falar menos, não gritar, beber água. A segunda é a mudança estrutural. Os androgênios aumentam a massa das cordas vocais, que ficam mais grossas e vibram numa frequência mais baixa. Quando isso acontece, a voz fica mais grave de forma permanente. Os estudos com mulheres expostas a androgênio mostram que essa queda de tom em geral não volta, mesmo depois de parar. Foi isso que a sua endocrinologista quis dizer. Pelo que você descreve, sem voz grossa, só rouca e falhando, há chance de que o seu caso esteja mais no primeiro grupo, e isso é uma boa notícia. Sobre os anti-inflamatórios: eles podem aliviar a dor e a irritação da garganta, mas não revertem o efeito do androgênio na estrutura da corda vocal. Nimesulida em uso repetido tem risco de lesão no fígado. Corticoide sem prescrição traz outros problemas e também não muda o efeito androgênico. Não vale contar com eles como tratamento. O que mais ajuda de verdade é uma avaliação com otorrinolaringologista, que pode olhar as cordas vocais por videolaringoscopia, e acompanhamento com fonoaudiólogo. A terapia de voz não desfaz a alteração estrutural, mas ensina a usar a voz sem forçar e melhora bastante a potência e a estabilidade. Ela também ajuda a separar o que é inchaço do que é mudança definitiva. Sobre voltar ao DHEA: ele é convertido em testosterona e outros androgênios no corpo, e 100 mg por dia é uma dose alta para mulher. Nos estudos com mulheres, as doses ficam bem abaixo disso. Com a voz já sensibilizada, qualquer nova exposição a androgênio aumenta o risco de a parte reversível virar permanente. Se ainda assim você decidir voltar depois da avaliação, a dica de @Foston é a mais prudente: dose bem baixa e gravar a voz toda manhã, parando ao primeiro sinal de rouquidão. Mas o mais seguro, com o histórico que você já tem, é deixar a voz recuperar completamente antes de cogitar qualquer hormônio. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3. @Lilika43, parar a cápsula suspeita foi a decisão certa, e pelo motivo certo. Dor de cabeça forte, inclusive de madrugada, e acordar com taquicardia em duas semanas são sintomas que não combinam com 5 a 10 mg de oxandrolona verdadeira. Combinam bem mais com um estimulante na cápsula, e clembuterol ou salbutamol são suspeitos clássicos quando a manipulação é feita sem receita. Não dá para saber o que tinha ali sem análise, mas o seu raciocínio está correto. Como você tem casos de infarto na família, vale fechar essa história com alguns cuidados: Se a taquicardia continuar depois de uma ou duas semanas sem a cápsula, ou se voltar com dor no peito, falta de ar ou desmaio, procure avaliação. Um eletrocardiograma e, se a médica achar necessário, um Holter de 24 horas mostram se é só taquicardia ou alguma arritmia. Enquanto isso, deixe de lado ioimbina, citrus aurantium, pré-treino e café em excesso. Todos aceleram o coração. Somados a uma cápsula de origem duvidosa, fica impossível saber o que está causando o quê. Volte com eles um de cada vez, se voltar, depois que o coração estiver tranquilo. Repita TGO e TGP daqui a umas quatro a seis semanas. Os valores de janeiro, 36 e 35, subiram em relação a outubro, mas ainda estão perto do normal. Sem oral, a tendência é voltar. Sobre ficar só na testosterona em gel, que é o que dá qualidade de vida para você, a dica mais útil é acompanhar o nível no sangue. Em mulheres, a faixa fisiológica da testosterona total fica mais ou menos entre 15 e 70 ng/dL, conforme o laboratório. O consenso internacional sobre testosterona para mulheres recomenda manter a dose dentro dessa faixa. Seu exame de outubro, com 109 ng/dL, estava acima dela, e o de janeiro, com 43, dentro. O que pesa para o risco de virilização é ficar acima da faixa por muito tempo. Então, quando ajustar o gel com a médica, use os sinais como bússola junto com o exame: rouquidão ou voz mudando, pelos novos no rosto, acne forte, queda de cabelo ou aumento do clitóris pedem redução. A voz, se mudar, pode não voltar. Outro ponto: o gel deve ser aplicado sempre no mesmo horário e no mesmo lugar, e a coleta deve ser feita no mesmo intervalo depois da aplicação. Assim um exame pode ser comparado com o outro. Na dieta, o que @Degcastro, @Joaninha e @Sereiafit disseram faz sentido. Comer de 1.300 a 1.500 kcal treinando pesado tende a travar a evolução e a aumentar a fome e a ansiedade. Um déficit moderado, com proteína alta, rende mais a longo prazo. Para ter uma estimativa do seu gasto real sem depender de números baixos demais, a calculadora de TDEE do site ajuda a achar o ponto de partida: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. @likomisaki, antes de escolher entre dianabol e hemogenin, vale olhar o momento em que você está, porque ele muda a lógica do ciclo inteiro. Você ficou oito meses parado e voltou há um mês. Nessa fase, o corpo recupera massa perdida bem mais rápido do que construiu da primeira vez. É a chamada memória muscular, e boa parte dela vem dos núcleos que as fibras ganharam no primeiro ciclo e no treino anterior, e que não somem com a pausa. Esperar uns três a quatro meses de treino e dieta consistentes antes de ciclar deixa você recuperar o que perdeu sem custo hormonal nenhum. Aí o próximo ciclo começa de um patamar mais alto, em vez de ser gasto em recuperar o que voltaria sozinho. A dieta merece ajuste. 200 g de proteína, 550 g de carboidrato e 70 g de gordura dão por volta de 3.600 kcal. Para 70 kg com 15 a 16% de gordura, voltando a treinar, isso provavelmente está bem acima do necessário, e o excesso vai virar gordura, como @davidevh notou. Comece mais perto de 2.800 a 3.000 kcal e ajuste pelo espelho e pela fita métrica a cada duas semanas. Sobre a sua pergunta: 50 mg de oximetolona é um comprimido de Hemogenin, a dose usual. 50 mg de dianabol já é uma dose alta. Os dois são orais 17-alfa-alquilados, então pesam no fígado e no HDL. Os dois também retêm bastante líquido e sobem a pressão. A oximetolona tem fama, bem relatada, de puxar mais o hematócrito e de dar mais dor de cabeça e mal-estar. O dianabol aromatiza e costuma pedir mais atenção ao estradiol. Nenhum dos dois é necessário num segundo ciclo, e quatro semanas no fim acrescentam colateral num momento em que você já está suprimido. Outro ponto prático: com deca na base, a TPC tem que esperar mais. O decanoato tem éster longo e a nandrolona permanece suprimindo o eixo por semanas depois da última aplicação. Por isso, a TPC costuma começar cerca de três semanas depois do fim, e não duas como seria só com enantato. E, como @davidevh perguntou, se a sua testosterona natural já era baixa antes do primeiro ciclo, vale ter um exame de base antes do segundo, para saber o que é seu e o que é do ciclo. Exames que valem antes: testosterona total, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e creatinina. Para montar o protocolo com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como rascunho para ajustar. A saída é uma simulação, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  5. @Bruno.smowk, a regra de três que @Apollo Galeno pediu fica assim, e vale deixar o passo a passo porque essa dúvida aparece muito. A fórmula é sempre a mesma: volume em ml = dose desejada em mg ÷ concentração do frasco em mg/ml. Deposteron tem 100 mg/ml, e cada ampola tem 2 ml, ou 200 mg. Para 300 mg por semana divididos em três aplicações, são 100 mg por aplicação, ou seja, 1 ml. Deca: a concentração varia conforme o fabricante, então confira no rótulo do seu frasco. Para 200 mg por semana em três aplicações, são cerca de 67 mg por aplicação. Num frasco de 200 mg/ml, isso dá aproximadamente 0,33 ml. Num de 300 mg/ml, perto de 0,22 ml. Se o rótulo disser outra concentração, é só dividir 67 por ela. Volumes pequenos assim ficam muito mais precisos numa seringa de insulina de 1 ml, marcada em 100 unidades. Nela, cada 10 unidades equivalem a 0,1 ml. Pode aspirar os dois na mesma seringa, já que ambos são oleosos. Uma observação útil para quem lê o tópico: a bula do Deposteron lista óleo de amendoim no veículo. Quem tem alergia a amendoim precisa saber disso antes de aplicar. Sobre usar dianabol na TPC, um ponto merece ressalva. A metandrostenolona também suprime LH e FSH. Ela é oral e de meia-vida curta, mas continua sendo um androgênio, e o efeito supressor no eixo está descrito. Se a ideia é segurar ganho na saída, faz sentido ter claro que ela pode atrasar um pouco a recuperação e que, como todo oral 17-alfa-alquilado, pesa no fígado. Vale acompanhar com exame. Com deca na base, fique atento a libido e ereção, porque a nandrolona tem ação progestagênica e pode subir a prolactina. Hemograma, perfil lipídico, estradiol e prolactina no meio do ciclo ajudam a ajustar antes de virar problema. E, como foi dito, a dieta precisa acompanhar. Comer pouco com esse ciclo é jogar o resultado fora. Para conferir concentração, doses usuais e colaterais de cada composto, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. O protocolo de @GuilhermeFFreitas é bem estruturado para quem já teve outros contatos, e as dúvidas que ele e @Flávio Paiva levantaram têm resposta objetiva. Vale deixar registrado para quem chega aqui pela busca. Mesma seringa: propionato e acetato de trembolona são ambos de base oleosa, então podem ir juntos sem problema, como @Arnaldo Santos. disse. O cuidado é com o volume total por aplicação e com a assepsia, já que são muitas aplicações em 10 semanas. Conta das doses: 75 mg em dia sim, dia não dá 3,5 aplicações por semana, cerca de 262 mg semanais de cada. É uma confusão comum achar que dia alternado dá quatro aplicações. Anastrozol: com testosterona em torno de 260 mg por semana e trembolona, que não aromatiza, usar inibidor fixo desde a primeira semana tende a derrubar o estradiol. Estradiol baixo com trembolona é uma combinação que pesa em libido, articulação, humor e perfil lipídico. O mais seguro é dosar estradiol por volta da terceira semana e ajustar pelo exame. Sensibilidade no mamilo: com trembolona, ela nem sempre vem do estrogênio. A trembolona tem ação progestagênica e pode subir a prolactina, e nesse caso aumentar o anastrozol não resolve e ainda derruba o estradiol. Por isso, antes de mexer no inibidor ou de entrar com cabergolina, vale dosar estradiol e prolactina. TPC: usar clomifeno e tamoxifeno juntos é redundante, porque os dois são moduladores do receptor de estrogênio e agem no mesmo ponto do eixo. A maioria dos protocolos usa um ou outro. Com ésteres curtos como propionato e acetato, começar alguns dias depois da última aplicação faz sentido. Com éster longo, como cipionato ou enantato, o intervalo precisa ser maior, perto de duas semanas. Flávio, comentei o seu protocolo com mais detalhe no seu tópico, inclusive essa conta do dia sim, dia não, que muda a dose real que você está usando: https://fisiculturismo.com.br/forums/topic/116700-ciclo-engatilhado-8sem-cipionato-de-testo-acetato-de-tremb-agrade%C3%A7o-sugest%C3%B5es/?do=findComment&comment=1066534 Para revisar um protocolo como esse, com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve como rascunho. A saída é uma simulação, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. @CardWell, @Toxi respondeu o essencial e eu assino embaixo. Vale só detalhar o porquê, para você não ficar com a sensação de que tem uma testosterona "baixa" que precisa de ajuda. Uma testosterona total de 396 ng/dL aos 25 anos está dentro da faixa normal. A livre, em 11,9 dentro de uma referência de 2,6 a 17, está até na metade de cima. A testosterona livre é a fração que de fato age nos tecidos. Dentro da faixa fisiológica, quem tem 400 não ganha menos músculo que quem tem 700. Um estudo de McMaster com quase 50 homens jovens treinando por 12 semanas não encontrou relação entre os níveis de testosterona, GH ou IGF-1 e o ganho de massa. A resposta variou muito, mas por outros fatores, como densidade de receptores e volume de treino. Dois detalhes ajudam a interpretar melhor o seu exame. Testosterona tem que ser coletada de manhã, entre 7 e 10 horas, de preferência em jejum e depois de uma noite bem dormida. Sono curto e coleta à tarde derrubam o valor. Se a sua coleta não foi assim, o número real provavelmente é maior. E um único exame não define nada: se quiser ter certeza, repita uma vez nas mesmas condições. O colesterol total alto aos 25 é um motivo a mais para segurar o ciclo. Testosterona injetável, seja Durateston ou Deposteron, costuma baixar o HDL, e somar isso a um perfil que já começa alterado é largar com desvantagem. Faça o perfil completo antes de qualquer decisão. Se o LDL estiver alto mesmo com a dieta do nutricionista, isso merece investigação por conta própria, porque pode haver um componente familiar. Com seis meses de treino a sério, você está no período em que se ganha mais músculo naturalmente. Um ciclo agora tiraria a chance de saber até onde o seu corpo vai sozinho. Ele também desligaria uma produção que está normal, em troca de um resultado que você ainda consegue sem ele. Para ter uma noção de quanto espaço de evolução natural você ainda tem, a calculadora de FFMI do site estima isso com seu peso, altura e percentual de gordura: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8. Bom acervo, @Toxi. O último texto, sobre hemácias, toca no colateral que mais pesa no risco cardiovascular de quem usa androgênio, então vale complementar com o que a literatura mais recente mostrou sobre o mecanismo e com a parte prática de controle. Além do aumento de eritropoietina, hoje se sabe que um dos mecanismos centrais é a supressão da hepcidina. A hepcidina é o hormônio do fígado que segura o ferro dentro das células e limita a absorção intestinal. A testosterona derruba a hepcidina de forma dose-dependente, então chega mais ferro à medula e ela produz mais hemácias. Os estudos também mostram que a testosterona reajusta o "ponto de equilíbrio" entre eritropoietina e hemoglobina. Ou seja, o corpo passa a aceitar como normal uma hemoglobina mais alta, em vez de frear a produção quando ela sobe. Na prática, isso explica algumas coisas que se vê muito no fórum: O hematócrito sobe mais com doses altas e com formas que geram picos, como injetáveis de éster longo aplicados com intervalo grande, do que com doses estáveis. Boldenona e oximetolona têm fama, bem relatada, de puxar o hematócrito com mais força. Idade, apneia do sono e tabagismo somam efeito. Apneia sem tratamento, por si só, já eleva o hematócrito. O motivo de preocupação é a viscosidade. Acima de certo ponto, o ganho no transporte de oxigênio deixa de compensar o sangue mais espesso, e sobe o risco de trombose, AVC e infarto. Nas diretrizes de reposição de testosterona, hematócrito acima de 54% é o ponto em que se recomenda suspender ou reduzir até normalizar. Para quem usa dose suprafisiológica, é um número de referência útil. Quem usa deveria dosar hemograma antes, no meio e depois do ciclo, e em uso contínuo a cada poucos meses. Se o hematócrito sobe, as condutas mais eficazes são reduzir dose ou trocar o composto, dividir as aplicações para achatar os picos e investigar apneia. A doação de sangue ajuda pontualmente, mas não deve virar a estratégia principal no lugar de rever o protocolo. Para consultar o perfil de colaterais hematológicos e cardiovasculares de cada composto, o orientador de fármacos do site resume isso por substância: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  9. Para quem chega a este tópico depois, vale registrar como terminou. O Arnold Classic de 2019 foi vencido por Brandon Curry, com William Bonac em segundo, Luke Sandoe em terceiro, Cedric McMillan em quarto, Roelly Winklaar em quinto e Steve Kuclo em sexto. Rafael Brandão ficou fora dos seis primeiros. Então a leitura de @rafaelsarrus se confirmou naquele ano. E a discussão com @Kami Back sobre volume ou ajustes mostra bem o que costuma decidir esse palco. No Arnold, como no Olympia, o físico do Brandão sempre foi elogiado por linha e qualidade. Só que, numa linha com Curry e Bonac, o detalhe que pesa é a densidade das costas e das pernas na comparação lado a lado, e esse costuma ser o ponto que separa um shape "fantástico" de um shape campeão no dia. Isso não diminui em nada a trajetória dele. Estar entre os convidados de um Arnold Classic Open já coloca o atleta num grupo pequeno, e poucos brasileiros chegaram a esse nível no fisiculturismo profissional.
  10. @Mateus1231, vou separar em duas partes, porque o último relato muda a prioridade: antes de pensar no próximo ciclo, vale entender como o seu eixo está agora. Sobre o momento atual. Você terminou o enantato há três meses, fez uma TPC incompleta, teve queda de ereção e hoje diz que voltou ao normal. É um bom sinal, mas não é prova de que o eixo recuperou por inteiro. Tamoxifeno em dose solta, 20 ou 40 mg por semana, não faz sentido. Ele não funciona como reforço de testosterona livre em dose baixa e intermitente, e só embaralha os exames. O caminho certo é exatamente a lista do último post: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, TSH e T4 livre. Vale somar hemograma e perfil lipídico. Leve esses resultados ao endocrinologista que você já marcou. Se LH e testosterona estiverem normais, o eixo voltou. Se estiverem baixos, aí sim se discute uma conduta. Sobre os suplementos que você usa: o tribulus não sobe testosterona em homens, os estudos controlados não mostram efeito. A silimarina não faz mal, mas também não tem efeito comprovado como protetor nesse contexto, como @Arnaldo Santos. já disse. ZMA só ajuda se houver deficiência de zinco ou magnésio. Nenhum deles muda a recuperação do eixo, então dá para cortar sem perda. Sobre o ciclo proposto, @davidevh e Arnaldo acertaram no principal. 60 mg de enantato por semana é dose de reposição baixa. Ela suprime a sua produção e devolve no máximo o que você já fazia sozinho. Junto com um stano que não aromatiza, a chance de libido e ereção caírem é alta. E o anastrozol a 1 mg em dia alternado com tão pouca testosterona tende a derrubar o estradiol, o que piora libido, articulação e perfil lipídico. Inibidor de aromatase só faz sentido guiado por exame de estradiol, e não no automático desde o primeiro dia. Ajustando a conta: 60 mg de stano em dia alternado dá 3,5 aplicações por semana, ou seja, por volta de 210 mg semanais. Se o seu stano for aquoso, essas aplicações costumam doer bastante e têm risco maior de abscesso. Na TPC, a regra prática com enantato é começar cerca de duas semanas depois da última aplicação. A meia-vida dele é de uns quatro a cinco dias, e é preciso esperar o nível cair o suficiente para o modulador ter efeito. O tamoxifeno em 40 e depois 20 mg é um esquema comum. Já a vitamina E em 800 UI pode sair. Ela não ajuda na recuperação e, em dose alta e contínua, tem associação com mais risco de sangramento. Para organizar a proposta com exames de base, auxiliares e TPC antes de levar ao endocrinologista, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho. A saída é uma simulação, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11. @Marcelaa, dor na região torácica que aparece em agachamento, terra, sumô e stiff, e não no dia a dia, costuma ter origem muscular e postural, e quase sempre tem a ver com o mesmo erro mecânico nos três exercícios. Nesses movimentos, a parte de cima das costas precisa ficar travada em extensão o tempo todo para segurar a carga. Quando a musculatura entre as escápulas e os eretores da região torácica cansam, a coluna torácica começa a arredondar sob a barra e esses músculos passam a trabalhar alongados e sobrecarregados. Dez séries de 6 a 8 de agachamento é um volume alto. A dor surgir justamente na penúltima repetição da última série encaixa bem nesse quadro de fadiga. O que costuma resolver: Baixar a carga por algumas semanas e priorizar técnica. Peito para cima, escápulas juntas e para baixo, ar puxado e abdômen travado antes de descer, e manter essa posição até o fim da repetição. Fortalecer a parte de cima das costas fora dos exercícios grandes. Remadas, face pull e crucifixo invertido ajudam a segurar a posição quando a carga volta a subir. Trabalhar a mobilidade da coluna torácica. Rolo de espuma e exercícios de rotação e extensão torácica antes do treino deixam mais fácil manter a postura na barra. No agachamento, testar a barra um pouco mais baixa nas costas e a pegada um pouco mais fechada. Isso costuma ajudar a travar a parte de cima. Os sinais que mudam o cenário e pedem avaliação de ortopedista ou fisioterapeuta são: dor em repouso ou à noite, dor que irradia para a frente do tronco ou para os braços, formigamento, dor ao respirar fundo, febre, ou dor que não melhora depois de quatro a seis semanas de carga reduzida. Dor torácica sem relação com o treino merece atenção maior, porque pode vir de outras estruturas além da coluna. Para rever a execução desses movimentos com detalhe e os exercícios de fortalecimento das costas, o orientador de exercícios do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12. @Fael Kiler, a dúvida entre @davidevh e @Toxi tem um meio-termo que ajuda a entender o que a deca faz e o que ela não faz. A deca não impede o emagrecimento. Num déficit calórico, ela ajuda a preservar massa magra, e é esse o efeito anticatabólico que o Toxi citou. Só que ela também não emagrece. Ela não aumenta o gasto calórico de forma relevante, não mobiliza gordura e, em muita gente, aumenta o apetite e a retenção de líquido. Então, para o seu objetivo, ela resolve a parte menos importante do problema. O que tira gordura é déficit calórico. Isso vale com deca, com oxandrolona ou sem nada, e explica por que no seu primeiro ciclo você só perdeu peso: o resultado veio da dieta, e o hormônio pouco mudou o quadro. O alerta do @Kami Back sobre não usar deca sozinha também tem motivo concreto. A nandrolona desliga a produção da sua testosterona e não consegue substituí-la em todas as funções. Ela age pouco onde a testosterona age via DHT e via estrogênio, como libido, ereção e humor. Por isso, quem usa deca sem uma base de testosterona costuma ter queda de libido e disfunção erétil. A deca também tem atividade progestagênica, o que pode subir a prolactina, e a supressão do eixo depois dela costuma ser longa e de recuperação mais lenta que a de outros compostos. Com 1,67 m e 76 kg, se a sensação é de estar acima da gordura, o caminho que mais entrega resultado agora é um corte bem feito: déficit moderado, proteína alta, perto de 2 g por kg, e treino de força com progressão de carga. Fazendo isso por alguns meses, você chega mais seco, com uma base bem mais clara para decidir se um ciclo ainda faz sentido e qual. Ciclar para emagrecer, na prática, costuma ser pagar o risco hormonal por um resultado que a dieta entregaria sozinha. Para achar as calorias e os macros de um corte com os seus dados, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. @30anderson, o ponto mais importante do seu relato é a dor no peito, e ele precisa vir antes de qualquer conversa sobre dose. Pontada no peito com sensação de cardiovascular ruim, nesse protocolo, não é colateral normal para esperar passar. Se a dor vier em aperto ou peso, durar mais que alguns minutos, aparecer em repouso, irradiar para braço, pescoço ou mandíbula, ou vier com falta de ar, suor frio, tontura ou palpitação forte, é pronto-socorro na hora, avisando tudo o que você está usando. Não é exagero. Infarto, arritmia e miocardite já foram descritos em usuários jovens de esteroide com clembuterol. Mesmo que a dor seja leve e passageira, algumas coisas fazem sentido já: Corte o clembuterol imediatamente. Entre tudo o que você está usando, ele é o que age mais rápido sobre o coração. É um agonista beta-2 que acelera a frequência cardíaca, pode provocar arritmia e espolia potássio e magnésio. Com 80 mcg somados a trembolona, é a primeira coisa a sair. Meça a pressão em casa, em repouso, em dias diferentes. Trembolona e boldenona juntas costumam subir a pressão e o hematócrito. Faça hemograma, perfil lipídico, eletrólitos, creatinina e um eletrocardiograma. Se a dor voltar, o atendimento de urgência dosa troponina, que é o exame que mostra se houve sofrimento do músculo cardíaco. Hematócrito alto deixa o sangue mais espesso e é um dos motivos clássicos para eventos cardiovasculares nesse tipo de ciclo. Boldenona é especialmente conhecida por subir esse número. Sobre o protocolo, @Kami Back e os outros têm razão: são cerca de 1,9 g por semana, com 700 mg de trembolona, para alguém retomando depois de um tempo parado. É uma dose de atleta de palco bem acompanhado. Você comentou que no ciclo anterior os exames nunca se alteraram, mas aquele protocolo era outro e agora você está sem exame de base, o que te deixa sem parâmetro nenhum. O anastrozol de 1 mg por dia também merece revisão. Ele foi colocado para controlar a testosterona, mas sem dosar estradiol não há como saber se está na medida. Estradiol derrubado piora o perfil lipídico, que já apanha da trembolona, e é ruim para coração, articulação e libido. A densidade muscular e os 4 kg em quatro semanas são reais, ninguém está negando isso. A questão é que você não precisa dessa carga para continuar evoluindo. Uma redução para uma dose total bem menor, sem clembuterol e guiada por exames, costuma manter a maior parte do resultado com uma fração do risco. Vale levar exatamente esse relato de sintomas para o seu coach e para um médico aí onde você mora, mesmo sem plano. Um eletrocardiograma e um hemograma custam pouco perto do que está em jogo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. @Valmir-Josoe, em termos de proteína, @Kami Back e @davidevh estão certos: frango, peixe, boi e porco são todas proteínas completas, com todos os aminoácidos essenciais, e o músculo não diferencia de onde veio a leucina. Se a conta de proteína do dia fecha, a fonte importa pouco para hipertrofia. Onde a variedade ajuda de verdade é no resto do pacote que vem junto com cada carne. A carne vermelha traz ferro bem absorvido, zinco e vitamina B12 em boa quantidade. O peixe, principalmente os gordos como sardinha, salmão e atum, é a principal fonte de ômega 3 da dieta. O porco tem bastante tiamina. Então variar é bom, só que não precisa ser as quatro todos os dias. Rodar as fontes ao longo da semana, com peixe pelo menos duas vezes, dá o mesmo benefício e facilita a rotina. Vale conferir a conta. Se esses pesos forem crus, essa combinação entrega por volta de 80 a 85 g de proteína. Para muita gente que treina, isso ainda fica abaixo da meta diária, então o restante precisa vir de ovos, laticínios, whey ou outras refeições. E se forem pesos cozidos, a proteína sobe, porque a carne perde água no preparo. Escolha uma forma de pesar e mantenha sempre a mesma. Sobre o ácido úrico que foi levantado no último post, o ponto é válido, mas tem nuance. As purinas que mais pesam vêm de vísceras, frutos do mar e alguns peixes como sardinha e anchova. Carnes magras em quantidade moderada raramente causam problema em quem tem rim saudável. Álcool, principalmente cerveja, e excesso de frutose, como refrigerante e suco adoçado, costumam pesar tanto quanto a carne. Quem tem histórico de gota na família pode dosar o ácido úrico no próximo check-up e tirar a dúvida. Panela não precisa ser cara. Uma antiaderente decente ou uma de ferro fundido resolvem. A de ferro tem até um bônus pequeno, que é liberar um pouco de ferro na comida. Para saber quanto de proteína você precisa por dia com o seu peso e objetivo, e ver quanto falta além das carnes, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/
  15. @Eduardo Kaadar, sair de mais de 104 kg, que você mesmo descreve como um começo sem dieta nem constância, e chegar a um palco de Men's Physique em quatro anos é o tipo de evolução que só vem de disciplina repetida todo dia, sem atalho. E a parte mais difícil você já resolveu, que é não sair mais da academia. @Joaquim Rodrigues resumiu bem, a diferença é nítida. Uma observação útil para quem chega a este tópico com a mesma meta. A subida de 82 para 90 kg entre uma competição e outra só vira vantagem no palco se o ganho for de ombro, dorsal e braço, mantendo a cintura fina. Na Men's Physique o que os árbitros mais olham é o desenho em V, ombros largos e cintura estreita, mais do que volume bruto. Por isso, numa fase de ganho para essa categoria, vale acompanhar a medida da cintura junto com o peso. Se a cintura sobe rápido, o ganho está vindo mais de gordura do que de músculo. Parabéns pela trajetória e pelo recado sobre não ouvir quem desacredita. Esse recado vale tanto quanto qualquer protocolo.
  16. @equilibrio.interior., indo direto na dúvida que você resumiu no último relato, porque ela tem resposta clara. Treinar oblíquo não vai tirar o culote nem a dobrinha das costas. Não existe queima localizada: a gordura de uma região não é usada para alimentar o músculo que está embaixo dela. Ela sai quando a gordura do corpo todo cai, e em cada pessoa existe uma ordem de saída. Nas mulheres, quadril, flancos e culote costumam ser as últimas regiões, e há uma razão fisiológica para isso. Essa gordura tem mais receptores alfa-2 adrenérgicos, que freiam a liberação de gordura, do que a gordura de outras regiões. Então ela é mais teimosa mesmo, não é impressão sua nem algo estranho no seu corpo. É o que @davidevh chamou de genética. Ela só cede com o percentual de gordura mais baixo, e com paciência. Pode continuar treinando oblíquo, não faz mal nenhum. Só ajuste a forma: 40 a 50 repetições de inclinação lateral com halter trabalha mais resistência do que músculo. Três ou quatro séries de 12 a 15 com carga que desafie, ou exercícios como prancha lateral e abdominal na polia, rendem mais. O treino é onde você mais tem a ganhar. Trisets de 20 repetições com 30 segundos de descanso e esteira entre as séries é, na prática, um treino de condicionamento. Gasta caloria, mas dá pouco estímulo para construir músculo, e é o músculo que vai mudar o desenho do quadril, das pernas e das costas. Não existe treino de definição separado de treino de hipertrofia. A definição vem do músculo construído com carga mais a gordura baixa. O que costuma funcionar melhor é treinar com cargas mais pesadas na faixa de 6 a 12 repetições, descanso de um a dois minutos nos exercícios grandes, anotar as cargas para conseguir progredir, e deixar o aeróbico em bloco separado, depois do treino ou em outro horário. Nisso @Degcastro tem razão quando estranhou a divisão. Sobre a dieta com a oxandrolona, você pode sim manter o low carb ou alternar dias com e sem carboidrato. Não existe exigência de carboidrato para a oxandrolona funcionar. O que define o resultado é proteína suficiente e o déficit calórico total. Dois pontos merecem atenção no que você descreveu. Primeiro, a proteína: com jejum longo, treino em jejum e só duas refeições, é bem provável que você esteja abaixo do ideal, que fica perto de 1,6 a 2 g por kg por dia. Esse é o nutriente que protege o músculo enquanto você seca. Segundo, comer carboidrato e ver a balança subir no dia seguinte é água, não gordura. Cada grama de glicogênio guarda água junto. Isso assusta, mas não é ganho de gordura, e um pouco de carboidrato perto do treino costuma melhorar muito o rendimento com carga. Sobre a oxandrolona em si, já que você cogitou ir aumentando a dose de acordo com a evolução. Para mulheres, o risco de virilização cresce com a dose e com o tempo de uso, e em outubro você chegou a 30 mg por dia, que já é dose alta para mulher. Rouquidão, mudança na voz, aumento do clitóris, acne forte e pelos novos no rosto são os sinais para observar. A mudança de voz pode ser permanente, então se ela aparecer o certo é parar na hora e não esperar o fim do ciclo. A oxandrolona também costuma derrubar bastante o HDL. Vale fazer perfil lipídico, TGO, TGP e hemograma antes e depois. Sobre a garganta: dor forte com dor no corpo e de cabeça merece ir ao médico, até porque você relata infecções de garganta de repetição. Não há interação importante conhecida entre os antibióticos comuns para garganta e a oxandrolona, mas avise o médico que está usando. Parar a oxandrolona nesses dias de doença praticamente não custa nada no resultado, e você também não vai treinar, então é a opção mais tranquila. Por fim, a pílula do dia seguinte que você citou mexe bastante com os hormônios e pode dar retenção por alguns dias. Não use essa fase para julgar a balança. Para montar um treino com foco em hipertrofia no lugar dos trisets, o gerador de treino do site serve como rascunho para você ajustar à sua rotina: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. @Felipelkruger, a troca para full body faz sentido, mas por um motivo diferente do que você imaginou. Um ABC feito três vezes por semana treina cada músculo uma única vez a cada sete dias. Para quem já passou da fase de iniciante, essa frequência costuma ser baixa, e a estagnação depois de nove meses é bem típica. O full body três vezes por semana estimula cada grupo três vezes, com menos volume por sessão, e para muita gente isso destrava o ganho. Essa é a vantagem real dele. Já a ideia de que o full body queima mais gordura que o ABC não se sustenta. A diferença de gasto entre as duas divisões é pequena. Como @davidevh e @Batata... disseram, quem tira gordura da barriga é o saldo calórico negativo. E não existe queima localizada: a gordura abdominal sai quando a gordura do corpo todo cai, normalmente por último em quem acumula ali. Vale olhar seus números com calma. Com 1,90 m e 85 kg, você não está pesado. A relação cintura/altura fica em 0,47, abaixo do 0,5 que costuma marcar risco. Ou seja, o problema provavelmente não é excesso de peso, e sim pouca massa muscular para a altura somada a um bulking que passou do ponto. Para esse perfil, em vez de um corte agressivo, costuma funcionar melhor uma recomposição: comer perto da manutenção ou com um déficit leve, proteína alta, perto de 2 g por kg, e treino com progressão de carga registrada. A balança anda pouco, mas a cintura cai e o resto do corpo cresce. Os 15 minutos de corrida pós-treino podem entrar sem problema. Eles somam algum gasto e fazem bem ao condicionamento, desde que não virem desculpa para comer mais e que não atrapalhem o treino de pernas. Para achar as calorias e os macros de uma recomposição com os seus dados, a calculadora do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/recomposicao-corporal/
  18. @Kymn, esse último relato vale mais do que o ciclo inteiro. Perceber sozinho que estava tirando do próprio corpo e mudar a rota aos 21 anos é o que separa quem vai durar no esporte de quem queima a largada, como @Apollo Galeno avisou lá atrás. Como você agora está montando a saída, dá para deixar alguns pontos mais redondos, porque a saída bem feita é o que garante que esses colaterais continuem reversíveis. Ginecomastia. Para nódulo pequeno e recente, o tamoxifeno é a ferramenta certa, porque ele bloqueia o estrogênio direto no tecido da mama. Somar anastrozol junto não costuma ajudar e pode atrapalhar. O tamoxifeno reduz o nível de anastrozol no sangue, os dois juntos não mostraram vantagem nos estudos em que foram combinados, e estradiol derrubado com trembolona ainda no sangue costuma piorar libido, articulação e humor. O mais limpo é ir de tamoxifeno, dosar estradiol, e só pensar em inibidor se o exame mostrar estradiol alto. TPC de três meses. A TPC com modulador como tamoxifeno ou clomifeno costuma durar quatro a seis semanas. O que leva três meses ou mais é a recuperação do eixo, e isso se acompanha com exame, não com remédio por mais tempo. Depois de seis meses seguidos, com trembolona no final, é esperado que o eixo demore. Mas você só sabe se ele voltou dosando, e não pelo tamanho dos testículos, como @Arnaldo Santos. explicou. Timing. O enantato tem meia-vida de uns quatro a cinco dias, então a TPC costuma começar perto de duas semanas depois da última aplicação dele. O acetato de trembolona sai bem mais rápido. O HCG serve enquanto você ainda está com hormônio no sangue e costuma ser encerrado antes de entrar o modulador, para que a TPC trabalhe com o eixo e não com um estímulo artificial por cima. Exames. Faça antes de começar a TPC e repita umas seis a oito semanas depois de terminar: testosterona total, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, creatinina e urina tipo 1. Você mesmo citou o rim. Trembolona, dieta muito restrita e vontade de usar diurético é justamente a combinação que mais pede creatinina e pressão arterial acompanhadas. Se LH e testosterona não voltarem nesse prazo, aí é caso de endocrinologista, e quanto antes melhor. Dieta. Na saída, abandone o low carb agressivo. Comer em manutenção, com carboidrato e proteína suficientes, ajuda a recuperação do eixo, segura parte do que você ganhou e tira o corpo daquela sensação de estar se esvaindo. Seis meses natural treinando pesado, com a dieta bem feita, vão mostrar o que de fato é seu. Para organizar a TPC e os exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site ajuda a estruturar essa fase. É uma simulação para servir de rascunho, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. @Flávio Paiva, o @davidevh acertou a conta. Dia sim, dia não dá 3,5 aplicações por semana, e não 4. Então o protocolo como está escrito entrega 175 mg de cipionato e cerca de 262 mg de trembolona por semana, e não os 400 e 300 que você planejou. Isso muda a leitura do resto do ciclo, principalmente do inibidor de aromatase. Com 175 mg de testosterona e uma trembolona que não aromatiza, 1 mg de anastrozol em dia alternado tende a ser demais. Você pode derrubar o estradiol, e estradiol baixo com trembolona é uma combinação que costuma cobrar caro em libido, articulação, humor e perfil lipídico. O mais racional é começar sem o anastrozol fixo, dosar estradiol por volta da terceira ou quarta semana e só entrar com ele se o exame e os sintomas pedirem. Se for subir a testosterona para 400 mg, refaça essa conta depois do exame, e não antes. Prolactina é uma preocupação legítima com trembolona, que tem atividade progestagênica e aparece com frequência em relatos de prolactina alta e queda de libido. Mas não vale tratar no escuro. Dose prolactina antes, repita no meio do ciclo e só pense em medicação se ela estiver alta e com sintoma. Bromocriptina e cabergolina são remédios de prescrição, e entre as duas a cabergolina costuma ser mais bem tolerada, com menos náusea e queda de pressão. Selênio não vai deixar o T3 alto. Ele é cofator das enzimas que convertem T4 em T3, então a falta atrapalha, mas suplementar quem não é deficiente não sobe o hormônio de forma relevante. Uma ou duas castanhas-do-pará por dia já cobrem a necessidade, e excesso de selênio é tóxico. Se a preocupação é tireoide, dose TSH, T4 livre e T3 antes e no meio do ciclo. Na TPC, usar clomifeno e tamoxifeno juntos é redundante, os dois são moduladores seletivos do receptor de estrogênio e agem no mesmo ponto do eixo. A maioria dos protocolos usa um ou outro. E respondendo o @LlimaDuh, a TPC existe porque a testosterona e a trembolona de fora desligam a produção própria pelo eixo hipotálamo-hipófise-testículo, e ela serve para acelerar a volta dessa produção depois que os hormônios saem do corpo. Exames que valem antes, no meio e depois: hemograma completo por causa do hematócrito, perfil lipídico, testosterona total, estradiol, prolactina, LH, FSH, creatinina, TGO, TGP, TSH e T4 livre. Pressão arterial em casa toda semana, porque a trembolona costuma subir. Para revisar o protocolo com as doses reais e os exames, o gerador de protocolo hormonal do site ajuda a organizar auxiliares, TPC e exames de controle. A saída é uma simulação para servir de rascunho, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. @Ariana6, beber socialmente uma noite não vai jogar fora o ciclo, mas tem um motivo concreto para segurar a mão, e ele vai além de "atrapalhar os ganhos". O stanozolol oral é 17-alfa-alquilado, uma modificação que permite que ele sobreviva à passagem pelo fígado e que é justamente o que o torna hepatotóxico. O álcool também é metabolizado no fígado. Juntar os dois numa mesma noite soma carga num órgão que, na quarta semana de oral, já está trabalhando mais. Além disso, o stano derruba bastante o HDL e o álcool em quantidade sobe os triglicerídeos, então o perfil lipídico apanha dos dois lados. Na prática, se for beber, algumas coisas reduzem bem o risco: Fique em pouca quantidade e prefira cerveja ou vinho a destilado, como o @Toxi sugeriu. O problema cresce muito com volume, não com um copo. Alterne cada dose com água e coma antes. Ressaca forte com oral costuma ser pior que o habitual. Muita gente prefere pular a dose do stano no dia da festa. Como você já está no fim do ciclo, perder um dia praticamente não muda o resultado e tira a sobreposição no fígado. Nada de paracetamol para a ressaca. Ele também é metabolizado no fígado e com álcool vira uma combinação ruim. Sobre o que o @Apollo Galeno levantou, vale um ponto objetivo. Se você for mulher, 20 mg por dia está acima das doses que costumam ser usadas com cautela, e o risco de virilização cresce com dose e tempo. Rouquidão, mudança na voz, aumento de clitóris e pelos novos no rosto são os sinais para observar. A mudança de voz pode ser permanente, então diante dela o certo é parar e não esperar o fim do ciclo. Terminando o ciclo na segunda, vale repetir TGO, TGP, GGT e perfil lipídico depois de umas quatro a seis semanas, e evitar álcool nos dias antes da coleta, porque ele sozinho eleva a GGT e confunde a leitura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @carlossilvaalberto, a pergunta já parte de uma expectativa que nenhum termogênico entrega: emagrecer e ganhar massa magra ao mesmo tempo. Termogênico não constrói músculo. Na melhor das hipóteses, ele aumenta um pouco o gasto calórico e reduz a fome, e isso ajuda a manter o déficit. Quem constrói ou preserva massa magra é treino com progressão de carga, proteína suficiente e déficit moderado. Nisso o @Locemar está certo. O que realmente funciona dentro desses produtos, com evidência decente, é a cafeína, como o @fisiculturismo lembrou. Ela aumenta um pouco o gasto energético, melhora o desempenho no treino e corta a fome em algumas pessoas. O efeito na balança, sozinho, é pequeno, algo que um ajuste de 150 a 200 kcal na dieta já supera. O resto da fórmula costuma ser chá verde, pimenta, carnitina e ingredientes em dose baixa demais para fazer diferença. Lipo 6 Black, Epiburn e Super HD são, no fundo, cápsulas de cafeína com acompanhantes. Antes de comprar, some a cafeína da dose com a do café que você já toma. Muita gente passa dos 400 mg por dia sem perceber, e aí aparecem insônia, taquicardia e ansiedade, e sono ruim atrapalha mais o emagrecimento do que qualquer termogênico ajuda. @Lukão2017, sobre o Black Viper vale cuidado redobrado. Versões desse produto já trouxeram efedra, ioimbina, sinefrina, feniletilamina e perto de 300 mg de cafeína numa única dose. É uma soma de estimulantes que eleva pressão e frequência cardíaca, e a ioimbina no Brasil é medicamento, não suplemento. Para quem tem arritmia, hipertensão, ansiedade ou toma qualquer remédio de uso contínuo, é uma combinação que pode dar problema sério. Se for testar algo assim, comece com meia dose, longe do café, e nunca à noite. Para comparar os ingredientes que aparecem nesses rótulos, com dose eficaz e nível de evidência de cada um, o orientador de suplementos do site ajuda bastante: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. @Carlos Felipe W, não dá para fechar dose para você porque o tópico não traz idade, peso, percentual de gordura, tempo de treino, dieta nem exames, e são esses dados que mudam a decisão. Mas dá para explicar o raciocínio, que é o que vai te ajudar a montar a proposta e trazer de volta para avaliação. A combinação que você citou tem um problema de lógica para um primeiro ciclo. Num primeiro contato, o padrão mais seguro é usar um único composto, e a testosterona costuma ser a base, porque é o hormônio que o corpo já produz, tem o perfil de efeitos mais conhecido e permite saber exatamente o que causou cada efeito, bom ou ruim. Juntando dois compostos de cara, se aparecer dor articular, queda de libido, acne ou pressão alta, você não sabe de onde veio. O stanozolol especificamente é uma escolha ruim para começar. É oral 17-alfa-alquilado, então pesa no fígado, e é um dos compostos que mais derrubam o HDL. Em estudo com 6 mg por dia, dose bem abaixo da usada em fórum, o HDL caiu cerca de um terço em seis semanas. Ele também tem fama, bem relatada, de deixar articulação seca e dolorida. Em troca, entrega pouca massa para quem ainda está no primeiro ciclo. O propionato, por ser éster curto, exige aplicação a cada um ou dois dias, o que dá mais picadas e mais chance de dor no local. Funciona, mas é bom saber disso antes de escolher. Antes de qualquer coisa, vale ter em mãos: Testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, GGT, creatinina e PSA conforme a idade. Sem esse exame de base você não tem com o que comparar depois. Pelo menos dois anos de treino consistente e dieta organizada. Se a evolução natural ainda não estagnou, o ciclo vai mascarar erro de treino e dieta. Plano de TPC definido antes de começar, e não depois que a libido cair. Para organizar a proposta, o gerador de protocolo hormonal do site pede seus exames, sugere auxiliares, TPC e exames de controle, e bloqueia cenários de risco alto. A saída é uma simulação para servir de rascunho e discutir aqui, não uma prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ Depois disso, poste o protocolo junto com os dados do modelo do fórum que fica bem mais fácil ajustar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. Bom material, @⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀BR/SP ◾ Lion Bearded. Vale acrescentar o porquê de a rotação fazer diferença, que ajuda quem lê a executar melhor. O bíceps não só flexiona o cotovelo. Ele também é um dos principais supinadores do antebraço, ou seja, é ele que gira a palma da mão para cima. Por isso, começar com a pegada neutra, como no martelo, e ir supinando durante a subida faz o bíceps trabalhar nas duas funções ao mesmo tempo. Na posição neutra do início, o braquial e o braquiorradial assumem mais carga, e conforme a palma vira para cima o bíceps entra com mais força. Estudos de eletromiografia mostram atividade do bíceps maior com a palma supinada do que com pegada neutra ou pronada. Alguns cuidados de execução que fazem diferença: Cotovelo parado ao lado do tronco. Se ele avança muito para a frente no fim da subida, o deltoide anterior rouba o movimento e o bíceps descansa justamente no trecho em que deveria estar mais contraído. A rotação acontece no antebraço, não no punho. Quebrar o punho para trás ou para dentro tira tensão do bíceps e sobrecarrega o punho. Descida controlada, voltando a girar para a posição neutra. Metade do estímulo está na fase excêntrica. Carga que permita girar de verdade. Com halter pesado demais a pessoa só ergue o peso no embalo e a supinação some. Para quem quiser ver a execução e as variações da rosca com mais detalhe, o orientador de exercícios do site tem esse e outros movimentos de bíceps: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
  24. @Junior Santos7, colher de sopa é uma medida ruim para pó porque o volume muda muito conforme a colher vem rasa ou cheia, e o whey é leve e fofo. Como referência grosseira, uma colher de sopa rasa de whey fica perto de 6 a 8 g e uma bem cheia passa de 10 g. Então 30 g dão algo entre 3 colheres cheias e 4 ou 5 rasas, dependendo do pó e da colher. A creatina é bem mais densa que o whey. Uma colher de chá rasa costuma ficar na casa de 3 a 4 g e uma colher de chá cheia chega perto dos 5 g. O jeito que resolve de vez é pesar uma vez só. Uma balança de cozinha digital custa pouco e serve para a dieta inteira. Pese 30 g de whey e 5 g de creatina, veja quantas colheres de cada deu com as suas colheres, e a partir daí use essa contagem no dia a dia. Outra opção é guardar o scoop de outro produto já calibrado na balança. Na creatina, a precisão nem precisa ser de farmácia. O que importa é tomar 3 a 5 g todo dia, sem falhar, porque o efeito vem da saturação do músculo ao longo das semanas e não da dose do dia. Horário também não faz diferença relevante, pode ir junto com o whey ou com uma refeição. Se quiser conferir a dose de creatina pelo seu peso, a calculadora do site faz isso em segundos: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/creatina/
  25. @Gohan ssj2, o cutting antes do ciclo foi uma ótima decisão. Começar com 13% de gordura deixa o resultado mais visível e o controle mais fácil. Mas a cápsula manipulada tem um item que trabalha diretamente contra o ciclo, e vale revisá-la antes de qualquer outra coisa. Espironolactona 150 mg: além de diurético, ela é um antiandrogênio. Bloqueia o receptor de androgênio e reduz a produção de testosterona. É exatamente por isso que ela é usada no tratamento de acne e de excesso de pelos em mulheres. Num ciclo, ela compete com o que você está aplicando. E um dos efeitos colaterais mais conhecidos da espironolactona em homens é justamente a ginecomastia. Ela ainda segura potássio, o que pede cuidado com a função renal. É o item que eu tiraria primeiro. Anastrozol 0,3 mg todo dia, sem exame: com 200 mg de testosterona por semana, que é quase uma dose de reposição, a chance de o estradiol subir a ponto de precisar de inibidor é pequena. Usado às cegas, o risco maior é o contrário: estradiol baixo demais, com libido baixa, dor articular e piora do colesterol. O mais seguro é dosar estradiol por volta da quarta semana e decidir com o exame na mão. Finasterida: ela reduz a conversão de testosterona em DHT, o que pode proteger o cabelo de quem tem tendência à calvície. Mas a oxandrolona já é um derivado de DHT e não depende dessa conversão, então a finasterida não protege nada em relação a ela. Também pode baixar libido em parte dos usuários. Só faz sentido se houver preocupação real com calvície. Ioimbina é um medicamento, e não suplemento. Ela sobe frequência cardíaca, pressão e ansiedade, e somada ao pré-treino estimulante aumenta essa carga. Sobre as doses: 20 mg de 8 em 8 horas são 60 mg de oxandrolona por dia, contra 200 mg semanais de testosterona. A proporção ficou invertida. A oral virou a droga principal, com o maior custo para HDL e fígado. Uma base de testosterona um pouco maior com a oxandrolona entre 20 e 40 mg costuma entregar mais com menos colateral. E com cipionato, 8 semanas é curto, porque o éster leva algumas semanas para estabilizar. Exames no meio do ciclo, com perfil lipídico, TGO, TGP, gama-GT, estradiol, potássio e creatinina enquanto houver espironolactona, mostram como o corpo está respondendo. Para revisar o protocolo com auxiliares, TPC e exames de controle lado a lado, o gerador de protocolo hormonal do site monta uma simulação e bloqueia cenários de risco alto. Serve como rascunho para discussão, não como prescrição: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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