Tudo postado por Cláudio Chamini
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Ajuda com treino e dieta para hipertrofia , com 4 meses de treino.
Danilo, este tópico parou num lugar ruim, e não pelo motivo que parece. O problema não foi você ter atrasado a foto por causa de uma viagem de trabalho. O problema é que a resposta ao seu resultado ficou faltando, e o resultado dizia uma coisa bem específica. Olhe o que você mesmo reportou depois de um mês: peso anterior setenta e seis, peso atual setenta e seis. Dieta noventa e nove por cento. Hidratação, aeróbico e treino em cem por cento. E, no fim, a frase que fecha o diagnóstico: sinto um pouco de fome. Isso não é um mês perdido. É um mês de informação excelente. Adesão praticamente perfeita, peso parado, fome presente. Traduzindo: a quantidade de comida que você seguiu ficou na sua manutenção ou um pouco abaixo dela. E o seu objetivo, declarado no título do tópico, é hipertrofia. Não existe ganho consistente de músculo sem sobra de energia, salvo em iniciante absoluto, e você não é isso, já que treinou seis anos antes da pausa. Vamos fazer a conta que ninguém fez. Cento e trinta gramas de proteína e duzentos e trinta de carboidrato dão pouco mais de mil e quatrocentas calorias somadas, e setenta gramas de gordura acrescentam cerca de seiscentas e trinta. Dá algo em torno de dois mil e cem calorias por dia. Agora coloque do outro lado o que você gasta: vinte e seis anos, setenta e seis quilos, um trabalho em que você passa o dia em movimento, cinco sessões de musculação por semana e seis sessões de aeróbico ou HIIT. Não fecha para crescer, e a balança parada durante um mês inteiro é a prova disso, não a minha opinião. Repare também que a sua dieta original tinha trezentos e oito gramas de carboidrato e ela foi reduzida para duzentos e trinta. Ou seja, você chegou aqui comendo mais do que passou a comer, e chegou pedindo ajuda para ganhar massa. O que eu faria, na prática. Subir umas trezentas calorias por dia em cima do que você seguiu, quase todas em carboidrato, o que significa acrescentar mais ou menos setenta gramas de carboidrato ao dia, coisa de um prato de arroz a mais dividido entre almoço e jantar. Pesar-se uma vez por semana, sempre em jejum e no mesmo dia, e acompanhar a média. Se o peso subir em torno de trezentos gramas por semana, está certo. Se continuar parado por duas ou três semanas, sobe mais um pouco. E, se a fome persistir, é sinal na mesma direção. O segundo ajuste é o aeróbico. Seis sessões por semana fazem todo sentido para quem precisa perder gordura, mas foi dito aqui mesmo que a sua composição corporal já está boa, e o seu objetivo é o contrário. Cada sessão dessas é energia que sai da conta e recuperação que deixa de acontecer. Eu reduziria para duas ou três sessões, mantendo o suficiente para o condicionamento e para o coração, e deixaria a comida trabalhar a favor do músculo. Sobre o treino, a Joaninha te deu a melhor resposta do tópico e vale seguir. Só reforço dois pontos dela. Primeiro, quase tudo em cinco séries de doze é muito volume com pouca intensidade, e quem precisa completar todas as repetições acaba escolhendo carga menor do que aguentaria. Ter alguns exercícios pesados de poucas repetições, e deixar as repetições altas para os isoladores, muda bastante o estímulo. Segundo, você disse que prefere mil vezes o agachamento livre e faz no smith só porque foi assim que te passaram. Volte para o livre. Não existe motivo para abrir mão do exercício que mais constrói perna quando não há limitação articular nenhuma. Um detalhe que costuma passar batido e que é bom para você: as roupas ficarem mais justas com o peso igual significa que você trocou alguma gordura por músculo nesse mês. Isso é recomposição e é um resultado de verdade, só que é lento e não é o que você pediu. Com superávit, o mesmo trabalho passa a render em ganho. E, para encerrar a parte que não é técnica. Você postou atualização, avisou da viagem, pediu desculpa e voltou com fotos no mesmo dia em que chegou. Isso é compromisso, não é abandono. Segue o que a Joaninha te passou, ajusta a comida para cima, tira metade do aeróbico e volta daqui a dois meses. O resultado aparece.
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Como ciclar stano + propianato?
Thi, tem uma palavra no seu post que muda tudo e que passou batido: você escreveu que é atleta. Se isso significa competir em federação, confederação ou qualquer evento filiado, essas duas substâncias estão na lista de proibidas, e é aí que a conversa deveria começar, não na dose. E o stanozolol tem uma particularidade cruel nesse aspecto: os metabólitos dele ficam detectáveis na urina por muito tempo depois da última dose, bem mais que a maioria. Foi por ele que caiu o caso mais famoso da história do antidoping. Ou seja, parar meses antes da competição não garante nada. Já o propionato é curto e sai rápido, mas ainda assim aparece em teste feito perto do uso, e existe também o exame que compara a razão entre testosterona e epitestosterona, que denuncia hormônio de fora mesmo quando o éster já saiu. O que está em jogo aí não é colateral, é suspensão de anos e resultado anulado. Se você compete, essa é a resposta ao seu tópico inteiro e ela não tem meio-termo. Se atleta, no seu caso, quer dizer que você treina sério mas não disputa nada federado, então esquece este parágrafo e vamos ao resto. Sobre o que fazer antes, durante e depois, que é o que você perguntou. Antes: exames de sangue com data anterior ao início, incluindo testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico completo, glicemia, função renal e enzimas do fígado, além de pressão arterial aferida. Isso não é burocracia, é o seu ponto de comparação. Sem o exame de antes, o exame de depois não diz quase nada. Durante: repetir hemograma, perfil lipídico, enzimas hepáticas e estradiol lá pela metade, e medir pressão com regularidade. Depois: aguardar a saída da substância antes de dosar, e conduzir a recuperação com base em número, não em roteiro copiado de fórum. Duas observações sobre essa combinação especificamente, já que você citou as duas. O stanozolol é do tipo modificado para atravessar o fígado sem ser destruído, e é justamente essa modificação que o torna hepatotóxico, mesmo na versão injetável. Ele também é o campeão de queda do HDL entre as substâncias comuns, e costuma causar dor e ressecamento articular, o que atrapalha bastante quem treina pesado. O propionato, por sua vez, é éster curto e exige aplicação em dia sim dia não para o nível não oscilar. Somando aos dias de stano, isso dá muita aplicação, e o stano injetável é suspensão em água, notoriamente dolorida e propensa a inflamação no local. E ficou faltando o principal para que alguém possa te ajudar direito: idade, há quanto tempo treina, qual esporte, qual o objetivo concreto desse ciclo, como está a alimentação em quantidades, e se já usou algo antes. Setenta quilos em um metro e sessenta, para quem treina sério, pode ser um shape bem denso ou pode ser outra coisa completamente diferente, e a resposta muda conforme o caso. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Duvida sobre Blast and Cruise e TPC?
Mrwolf, a frase mais reveladora do seu tópico é a que veio no final: que a ideia era essa para não ter que fazer duas TPCs. Ela mostra que o mal-entendido não está na dose nem na escolha das drogas, está no que você acha que blast and cruise significa. Blast and cruise não é uma forma de adiar a TPC. É a decisão de nunca mais fazer nenhuma. O cruise não é uma pausa em que o corpo descansa, é exatamente o oposto: é continuar com testosterona de fora em dose menor, com o seu eixo desligado o tempo inteiro. Quem entra nisso está optando por depender de aplicação para sempre, e essa é a definição prática da coisa. Ou seja, você estaria trocando duas recuperações por nenhuma recuperação nunca mais, e isso não é economia de trabalho, é uma decisão de vida inteira, tomada antes mesmo do primeiro ciclo terminar. Some as suas semanas: dez de blast, oito de cruise, oito de cutting. São vinte e seis semanas seguidas com o eixo desligado, seis meses sem parar, e só no fim disso viria a TPC. E aí está o ponto que arruína o plano do jeito que você o desenhou: quanto mais longa a supressão, mais difícil e mais demorada é a recuperação. Uma TPC depois de dez semanas costuma correr bem. Depois de vinte e seis semanas contínuas, muito menos. Ou seja, esse desenho não evita duas TPCs difíceis, ele produz uma TPC bem pior do que as duas que você queria evitar. Sobre a silimarina, o Foston já te disse o essencial e eu quero acrescentar o detalhe que faz diferença. Você colocou o protetor no bloco errado. Testosterona injetável não passa pelo fígado da forma que agride, então ali ela não tem função nenhuma. Quem tem questão hepática de verdade no seu plano é a oxandrolona, no terceiro bloco, porque ela é do tipo modificado para resistir ao fígado. E, mesmo lá, a silimarina não tem evidência de proteger contra esse tipo específico de lesão. O que monitora fígado é exame, não cápsula. Agora a parte que me preocupa mais que tudo, e sobre a qual o tópico passou rápido: trembolona. Você planeja usar trembolona no seu segundo bloco, com pouco mais de um ano de treino. Ela é bem diferente do resto e não é só uma versão mais forte de testosterona. Não existe apresentação dela para uso humano em lugar nenhum, é substância de uso veterinário. Ela atua como progestágeno, mexe com prolactina e por isso pode dar disfunção erétil e ginecomastia que não respondem a inibidor de aromatase, que é o remédio que todo mundo tem em casa. Tira o sono, dá sudorese noturna intensa, encurta o fôlego e altera bastante o humor e a agressividade. E é das piores para o perfil de colesterol e para os rins. Além de tudo isso, tem um problema prático: usar trembolona antes de conhecer a própria resposta à testosterona significa que, quando algo der errado, você não vai saber o que causou o quê. Se eu tivesse que resumir o que eu mudaria, seria isto. Faça um ciclo só, de dez a doze semanas, com cipionato sozinho, na dose que você já escolheu, que está sensata. Encerre. Faça a recuperação com acompanhamento e exame. Passe alguns meses natural, comendo e treinando bem, e veja quanto do ganho você mantém, porque essa informação vale mais que qualquer coisa que se leia por aqui. Só depois, se ainda fizer sentido, pense no próximo passo. Ninguém precisa decidir sobre blast and cruise no primeiro ciclo, e quem decide isso agora está decidindo sem ter nenhum dado sobre o próprio corpo. Sobre a meta, o Keto está certo e eu subscrevo: com quinze por cento de gordura, o caminho para o fim do ano é um cutting bem conduzido, e não empilhar substância. Você tem um ano e dois meses de treino, noventa e um quilos em um metro e oitenta e cinco, e ainda está bem dentro da fase em que o corpo mais responde por conta própria. Esse período não volta, e ele é gasto de vez quando se entra em uso contínuo. E, se for seguir, faça exames antes: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, prolactina, hemograma, perfil lipídico, glicemia, função renal e enzimas do fígado, com um endocrinologista olhando. Vale principalmente porque, no seu plano original, o item que mais mexeria nesses números seria justamente a trembolona. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ciclo de Stanozolol para pessoas acima do peso é eficaz?
Lau, você fez uma pergunta direta e assustada e ela ficou sem resposta. Vou respondê-la primeiro, porque ela é a mais urgente deste tópico. Não. Não existe isso de inchar primeiro para secar depois. Essa fase não faz parte do funcionamento do stanozolol e não é algo que se espere passar sozinho. E aqui vai o detalhe que torna o seu relato importante. O stanozolol não se converte em estrogênio, e retenção por estrogênio é a explicação usual de inchaço em quem usa hormônio. Ou seja, a causa mais comum e mais banal está descartada no seu caso. O que sobra são explicações que merecem ser olhadas por um médico, e não esperadas. Androgênios retêm sódio e água, e isso é conhecido, mas costuma dar um inchaço difuso e discreto. Edema que se instala rápido, que se concentra em pernas e pés, com ganho de três a cinco quilos em poucos dias, é outra coisa. Nessa apresentação, o que se investiga é pressão arterial, coração, rim e fígado, e o stanozolol pesa nos quatro. Ele é do tipo modificado para resistir ao fígado, o que o torna hepatotóxico de verdade, e ele tende a elevar a pressão. A conduta que eu adotaria, e escrevo isso valendo também para a Gisele e para quem chegar aqui com o mesmo quadro. Interromper. Medir a pressão. Procurar um clínico levando o nome exato do que está usando, sem constrangimento, porque sem essa informação o médico investiga no escuro. E pedir hemograma, ureia, creatinina, sódio e potássio, TGO, TGP, GGT, bilirrubinas e um exame simples de urina. Isso separa retenção sem gravidade de um problema que precisa de tratamento. Um sinal que muda a urgência para hoje mesmo: falta de ar, principalmente ao deitar ou ao subir escada, ou inchaço que sobe para além dos joelhos. Aí é pronto-socorro, não consulta marcada. Uma observação que pode te tranquilizar em parte: esses quilos não são gordura. Ninguém acumula três quilos de gordura em três semanas comendo como você descreveu. É água, e água sai. O que precisa ser esclarecido é por que ela está ficando. Agora, a pergunta do título, que continua sendo a mais procurada e que merece uma resposta clara. Stanozolol não emagrece. Ele ganhou fama de secante por um motivo que não tem nada a ver com queimar gordura: como ele não retém água por estrogênio, quem já está com percentual de gordura baixo fica com aparência mais dura e mais desenhada. Ou seja, ele revela o que já está lá. Em quem tem vinte quilos a perder, não existe definição escondida para revelar, e o efeito visível é próximo de zero. É por isso que as duas experiências relatadas aqui, de mulheres acima do peso, terminaram em frustração. Sobre a resposta de que esteroides aumentam o metabolismo e por isso queimariam gordura, eu faria uma ressalva. Isso é verdade de forma bem modesta, e o efeito real de um androgênio sobre a composição corporal vem quase todo de manter e construir músculo, não de queimar gordura. Quem perde gordura durante um ciclo perde por causa do déficit calórico. O hormônio ajuda a não perder músculo junto, e é só isso. Sem déficit, não sai gordura nenhuma, e as duas histórias deste tópico mostram exatamente isso na prática. E vale dizer, porque as duas relatoras são mulheres: stanozolol está entre os piores dessa lista para o público feminino. Os efeitos que ele pode deixar, que são voz mais grossa, pelo no rosto e crescimento de clitóris, não regridem. É um preço alto para uma substância que não faz aquilo que foi prometido a vocês. Gisele, e Lau também, o que funciona no lugar disso não é animador, mas é o que existe: déficit calórico com proteína suficiente, musculação com carga progressiva para não perder músculo enquanto emagrece, e tempo. E, para quem está bem acima do peso, existe hoje tratamento médico sério para obesidade, com medicamento aprovado, receita e acompanhamento, que é bem mais eficaz e infinitamente mais seguro do que qualquer coisa indicada por amiga de academia. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda dieta,treino emagrecimento
Mary, faz muito tempo que este tópico parou, e mesmo assim ele merece uma última leitura, porque tem uma coisa acontecendo aqui que eu não vi ninguém nomear. Primeiro, o que você conquistou, porque isso ficou soterrado pela discussão sobre a data da avaliação. Em dois meses você tirou o álcool inteiro. Cortou o cigarro pela metade. Voltou para a academia depois de três anos parada. Perdeu peso e mudou as medidas o suficiente para roupa antiga voltar a servir. E fez tudo isso durante um mês de audiências pela guarda de três crianças, depois de perder uma irmã, com o celular roubado e trabalhando de domingo a domingo. Qualquer pessoa que já tentou parar de fumar sabe o tamanho do que está escrito nesse parágrafo, e essa lista é o resultado real do tópico, não a foto que não chegou na data. Agora o que ninguém nomeou. Você contou, no primeiro post, que engordou quarenta quilos na gestação e entrou em depressão, e que há dez anos vive o efeito sanfona. No campo de medicações, escreveu que não usa nenhuma. Ou seja, dez anos de depressão sem tratamento nenhum. E aí olhe o que aconteceu no fim: um contratempo que não foi culpa sua, um celular roubado, virou uma sequência de posts pedindo perdão, dizendo que se sente uma decepção, jurando por Deus, e depois o sumiço completo. Culpa desse tamanho por um erro de data não é falta de compromisso. É como a depressão funciona por dentro, e é o mesmo mecanismo que estava lá quando você escreveu que tem vergonha de ir à academia do jeito que está. E tem uma segunda peça, que aparece na frase que você mesma escreveu: a entrada dos carboidratos desencadeou a gula. Junte isso ao histórico de dez anos de sanfona e ao padrão de culpa intensa depois de comer errado. Esse conjunto é a descrição de compulsão alimentar, que é uma condição de saúde com diagnóstico e com tratamento, e não um defeito de caráter. Isso importa muito na prática, porque quem tem esse quadro e entra numa dieta muito restritiva costuma aguentar algumas semanas com disciplina impecável e depois ter um episódio de descontrole. Não porque relaxou, mas porque a restrição é o gatilho. É por isso que o seu histórico é de sanfona: cada rodada segue o mesmo roteiro, e a pessoa conclui que o problema é ela. O que eu faria diferente, e vale para você e para quem chegar aqui com uma história parecida. Antes da dieta, ou junto com ela, procurar atendimento em saúde mental. No SUS isso existe e é gratuito, começando pela unidade básica de saúde do seu bairro, que encaminha, e o CAPS atende também questões de álcool e tabaco, como já te indicaram aqui. Depressão tratada muda a capacidade de sustentar qualquer plano alimentar, e é por isso que ela vem primeiro e não depois. E, se a avaliação confirmar compulsão, o desenho da alimentação muda: nada de cortes radicais, nada de listas de proibições, nada de contabilizar o dia em porcentagem de acerto. Sobre essa última parte, aliás, deixo o comentário mais prático que tenho. O formato de prestar contas com dieta noventa e sete por cento, água cinquenta por cento, treino noventa por cento, funciona muito bem para algumas pessoas e é veneno para outras. Para quem já carrega culpa, cada número abaixo de cem vira prova de fracasso, e a pessoa acaba deixando de aparecer justamente quando mais precisaria. Foi exatamente isso que aconteceu neste tópico. Um acompanhamento em que faltar um dia não te deixa em dívida com ninguém tende a durar muito mais, e o que decide resultado em obesidade é durar. Um último ponto, de saúde mesmo. Fumo somado a obesidade é a combinação que mais pesa no risco cardiovascular, e você já tinha cortado metade do cigarro. Se tem uma única coisa daquela lista para retomar hoje, é essa. Vale mais que qualquer dieta. E se você ainda passar por aqui, cinco anos depois: você não falhou neste tópico. Você parou de beber, cortou metade do cigarro e voltou a treinar no pior ano da sua vida. Isso continua valendo, mesmo que a foto nunca tenha chegado. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Stanozolol 10mg comprimido como tomar e ciclos?
Fraatine, sei que faz tempo, mas a sua pergunta continua aqui e outras mulheres vão chegar neste tópico pela mesma dúvida, então vou responder de verdade. Antes de tudo, tem uma coisa no seu relato que ninguém comentou e que é a mais importante de todas: a sibutramina. Ela não é um remédio simples de emagrecer. É um medicamento que age no sistema nervoso central e o efeito colateral mais conhecido dela é justamente cardiovascular, ou seja, ela aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca. É por esse motivo que ela é controlada, exige receita especial e exige que o médico meça a sua pressão nas consultas de acompanhamento. Agora junte o stanozolol nisso. Ele também tende a elevar a pressão e derruba o HDL, que é o colesterol protetor, de forma mais agressiva do que praticamente qualquer outra substância desse meio. Somar os dois é empilhar carga no mesmo sistema, e ainda por cima em alguém que faz bastante aeróbico. Essa combinação específica é o que eu levaria ao médico que te prescreveu a sibutramina antes de qualquer outra decisão. Sobre as suas perguntas práticas, respondo objetivamente. O stanozolol oral tem meia-vida curta, por isso a dose diária costuma ser dividida em duas tomadas. E não, pausar no fim de semana não serve para nada útil. A ideia parece proteger o fígado, mas não protege: o comprimido é do tipo que passa modificado pelo fígado justamente para não ser destruído lá, e é isso que o torna hepatotóxico. Dois dias de folga não revertem nada e ainda deixam o nível oscilando. Quem faz esse tipo de pausa só reduz o resultado e mantém o custo. Agora, dito isso, a minha resposta à pergunta de fundo é a mesma que o Keto te deu, e vou explicar por que insisto nela. O stanozolol é dos piores candidatos possíveis para uma mulher. Os efeitos que ele pode causar, que são engrossamento da voz, aumento de pelo no rosto e crescimento de clitóris, não regridem quando você para. Uma vez que apareçam, ficam. E ele tem uma peculiaridade que atrapalha bastante quem treina: costuma causar dor e ressecamento nas articulações, porque reduz a lubrificação delas. Para quem faz aeróbico e exercício em casa quase todo dia, isso vira joelho e ombro doendo em poucas semanas. E tem o argumento que me parece mais forte, que é sobre o que você quer de fato. Você escreveu que já perdeu quinze quilos, já está começando a definir, e quer um resultado melhor e mais bonito. Traduzindo isso em termos práticos, o que você quer agora não é perder mais peso, é ter mais músculo, que é o que dá forma ao corpo. E aí aparece o ponto: stanozolol não é bom nisso. Ele é uma substância que dá aparência de mais seco e mais duro, mas constrói pouco tecido, e constrói ainda menos em quem está comendo pouco. Ou seja, você estaria pagando um preço alto por um efeito que não é o que você está buscando. O que muda o seu resultado agora, na ordem de importância. Primeiro, proteína. Você não citou a sua alimentação em nenhum momento, e quem emagreceu quinze quilos com apoio de medicação quase sempre estava comendo bem pouco. Sem proteína suficiente, o corpo não constrói nada, com ou sem hormônio. Algo em torno de um vírgula seis a dois gramas por quilo de peso por dia é a faixa que sustenta ganho de massa magra. Segundo, carga. Treino em casa com o que se tem à mão funciona muito bem no começo, e você é a prova disso. Só que ele tem um teto, e esse teto chega justamente quando o corpo já se adaptou ao peso que existe na casa. É por isso que a sua evolução deve estar desacelerando. Se tiver como colocar halteres, elásticos mais fortes ou frequentar uma academia, esse é o passo que mais vai mudar a sua forma nos próximos meses, e é ele que o stanozolol não substitui. Terceiro, e é o mais delicado: pensar desde já em como manter o peso quando a sibutramina sair. É comum recuperar parte do que se perdeu depois de interromper, e isso não é fraqueza, é o funcionamento do remédio acabando. Ter a alimentação e o treino de força estruturados antes desse momento é o que decide se os quinze quilos ficam ou voltam. Essa é a conversa que vale ter com a sua médica e, se possível, com uma nutricionista. E, para não deixar sem resposta a parte humana: você chegou aqui perguntando algo que para você era novo, e não custava nada te responderem com calma. Perder quinze quilos treinando em casa, sozinha, não é pouca coisa. Você já provou que consegue fazer a parte difícil. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Posso começar um ciclo tomando AC injetável?
Andreza, a sua pergunta é boa e tem mais camadas do que parece. Vou separar em três, porque a resposta muda conforme o ângulo. Primeiro, sobre largar o anticoncepcional. Aqui eu discordo do que foi sugerido, e por um motivo que considero o mais importante deste tópico. Androgênio e gravidez não combinam de jeito nenhum. Se uma gestação acontece durante o uso, a exposição do feto a hormônio masculinizante pode causar má-formação, e em feto feminino isso significa virilização da genitália. Ou seja, contracepção confiável não é um detalhe a ser trocado por conveniência durante um ciclo, é a condição mais básica dele. Trocar de método é assunto para a sua ginecologista decidir, e não algo a mudar por causa de hipertrofia. Se você for trocar, que seja para outro método igualmente eficaz e já instalado antes de começar qualquer coisa. Segundo, sobre o anticoncepcional atrapalhar o ganho. Existe uma base fisiológica real por trás dessa ideia, mas ela é menor do que costuma ser dita. O que acontece de concreto é que o estrogênio do anticoncepcional aumenta a SHBG, que é a proteína que carrega e prende hormônio no sangue. Com mais SHBG, sobra menos testosterona livre da que o seu próprio corpo produz, e isso pode se refletir em disposição e libido. Agora, quando se compara mulheres que usam contraceptivo com mulheres que não usam em treino de força, os estudos não mostram uma diferença consistente de ganho de músculo. Ou seja, não é o vilão que às vezes se pinta, e a sua dieta e o seu treino vão pesar muito mais nesse resultado. Terceiro, e é aqui que está o risco que ninguém citou. Existe uma interação de verdade entre os dois, e ela não é sobre músculo, é sobre sangue. Anticoncepcional com estrogênio aumenta o risco de trombose, e essa é a razão de ele ser contraindicado para fumantes, para quem tem enxaqueca com aura e para quem tem histórico familiar de trombose. Do outro lado, androgênios elevam o hematócrito, ou seja, deixam o sangue mais espesso. Somar as duas coisas empurra o mesmo risco pelos dois lados. Não quer dizer que vá acontecer, quer dizer que essa combinação específica merece hemograma antes e durante, e uma conversa honesta com a sua médica sobre o seu histórico. Vale muito mais atenção do que a discussão sobre ganho. E tem um efeito secundário disso que é sutil e prático. Um dos primeiros sinais de que a dose de androgênio está pesada demais em mulher é a alteração do ciclo menstrual. Usando anticoncepcional injetável, o seu ciclo já é controlado por ele, então esse aviso fica encoberto. Você perde um dos poucos sinais precoces que existem, e passa a depender só dos sinais que não voltam atrás, que são voz, pelo e clitóris. É bom saber disso antes, não depois. Uma coisa que ficou faltando: você não disse a substância. Cinco miligramas pode ser oxandrolona, e imagino que seja, mas pode ser outra coisa, e a resposta muda bastante conforme o caso. Vale postar também idade, peso, altura, há quanto tempo treina, como está a alimentação e se tem algum exame recente. Com isso o pessoal daqui consegue te ajudar bem melhor. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Treino ABC ou treino ABCD ?Como saber qual dos dois é a melhor estratégia de treino ?
Caio, a sua pergunta ficou sem resposta e ela é justamente a que mais confunde quem começa a ler sobre volume. Vou responder ela primeiro, porque a confusão é de vocabulário e uma vez desfeita o resto fica simples. Quinze a vinte séries por grupo muscular por semana significa séries, não exercícios. Uma série é um conjunto de repetições até você largar o peso e descansar. Ou seja, se você faz três exercícios de bíceps com quatro séries cada, isso dá doze séries naquela sessão. Se treina bíceps duas vezes por semana com dois exercícios de quatro séries, dá dezesseis séries semanais. Quinze exercícios diferentes de bíceps por semana não existe em lugar nenhum, nem faria sentido. E tem um detalhe que faz muita diferença para músculo pequeno. Bíceps trabalha em toda puxada, em toda remada, em toda barra fixa. Se você faz doze séries de costas na semana, o bíceps já levou boa parte de um estímulo, mesmo sem nenhuma rosca. Por isso, na prática, seis a dez séries diretas de bíceps costumam bastar, enquanto costas e pernas, que não recebem nada indireto, é que precisam da faixa cheia. Volume alto para músculo pequeno é o jeito mais comum de estourar o cotovelo sem ganhar nada. Sobre a pergunta original do tópico, o Samu já recebeu a resposta certa de várias pessoas, e eu quero só acrescentar o critério que resolve a escolha de forma objetiva. Não é ABC contra ABCD. As duas letras não dizem nada sozinhas. O que importa são dois números: quantas séries cada grupo recebe por semana, e quantas vezes por semana cada grupo é treinado. Fixado o volume total, treinar cada grupo duas vezes por semana costuma render um pouco mais que uma vez só, principalmente porque é mais fácil manter a qualidade das séries quando elas estão distribuídas. Sessão de vinte séries de perna de uma vez tem as últimas dez feitas exaustas e valendo pouco. E é aí que mora o problema do desenho que você escolheu, Samu. Você foi de ABCD justamente para isolar pernas, e com isso perna passou a ser treinada uma vez a cada quatro dias. Se o seu diagnóstico era volume semanal baixo, essa divisão trabalha contra o próprio diagnóstico no grupo que mais tem massa para ganhar. Se a intenção é subir volume, upper e lower alternados, ou push pull legs rodando duas vezes por semana como a Joaninha sugeriu, entregam a mesma quantidade de séries com o dobro de frequência. Ainda sobre o exemplo um do primeiro post, treinar peito e costas juntos no dia A e depois braços no dia B deixa bíceps e tríceps sendo exigidos dois dias seguidos, um deles indiretamente e outro diretamente. Já apontaram isso aqui e está correto. A regra prática é simples: coloque os braços no mesmo dia dos grandes que já os usam, ou deixe um dia de perna entre eles. Uma correção sobre o estudo citado, dita com todo respeito porque a discussão foi boa. O trabalho do Dankel de dois mil e dezesseis, se estamos falando do mesmo, não é um ensaio randomizado controlado. É um artigo de discussão, que levanta a hipótese de que treinar com frequência muito alta e volume diário baixo poderia render mais, e propõe que se teste isso. É uma ideia bem construída, mas continua sendo uma hipótese, e não um resultado. Faço questão do detalhe porque o Samu escreveu que estudo randomizado fala por si só, e essa frase é verdadeira, só que ela não se aplica a esse texto. Quem conclui coisa demais de um artigo de opinião acaba mudando a rotina inteira em cima de algo que ainda não foi testado. O que a literatura sustenta com mais firmeza é bem menos empolgante e bem mais útil: volume semanal adequado, frequência de pelo menos duas vezes por semana por grupo, séries levadas perto da falha, e carga subindo ao longo dos meses. O Keto está coberto de razão ao dizer que a única coisa categórica é a progressão de carga. Divisão é organização de agenda, e a agenda que funciona é a que você consegue cumprir por meses. Um último ponto, sobre manter o cardio entre cento e vinte e cento e trinta batimentos. A faixa em si é boa para trabalho aeróbico leve, mas o motivo não é troca gasosa no pulmão, que em pessoa saudável não é o fator que limita o exercício. A razão pela qual essa intensidade é recomendada é outra: ela fica abaixo do ponto em que o esforço começa a competir com a recuperação da musculação, e é sustentável por bastante tempo. E, como frequência cardíaca depende de idade e condicionamento, um número fixo serve para uns e não para outros. Mais confiável é usar percentual da sua frequência máxima estimada, ou o teste de conseguir manter uma conversa durante o esforço. Samu, sobre o seu comentário de que só agora, com mais de um ano, você começou a entender isso no próprio corpo: é exatamente assim que funciona, e é a parte que nenhum estudo entrega.
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PRECISO FAZER TPC ? 3 SEMANAS DE DEPOSTERON 200mg /2ml
O RAGER já te deu a resposta certa e ela é mesmo essa: quem decide isso é o exame. Vou só explicar o porquê, porque no seu caso específico tem uma particularidade que muda bastante o raciocínio. Deposteron é cipionato de testosterona, que é um éster longo. Isso significa que ele entra devagar no sangue e sai devagar. Com aplicação semanal, o nível vai se acumulando aos poucos e só estabiliza por volta da quinta ou sexta semana. Ou seja, um ciclo de três semanas termina antes de o nível ter chegado ao patamar que ele deveria alcançar. Você parou justo quando a coisa ia começar. Só que a supressão do eixo não segue esse mesmo ritmo. Ela é rápida, questão de dias. Assim que o corpo detecta testosterona chegando de fora, ele reduz o sinal do cérebro e a produção própria cai. Ou seja, o desenho do seu ciclo entregou o custo inteiro e quase nenhum benefício. Não digo isso para te repreender, digo porque essa é exatamente a lógica que leva alguém a repetir o ciclo achando que dessa vez vai render, e é assim que se acumula supressão sem resultado nenhum. A boa notícia é que três semanas de supressão são pouco tempo, e a recuperação espontânea, num homem jovem e saudável, costuma acontecer sozinha em poucas semanas. Por isso eu não sairia tomando nada agora. O caminho que eu seguiria. Como o cipionato tem meia-vida de mais ou menos oito dias, ele ainda está no seu sangue por duas a três semanas depois da última ampola, e dosar antes disso só mostra o que sobrou do que você aplicou. Espere cerca de quatro a cinco semanas contadas da última aplicação e faça testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol e prolactina. Se LH e FSH tiverem voltado e a testosterona estiver em faixa normal, acabou, não há nada a tratar. Se estiverem baixos, aí sim existe conversa, e ela é com endocrinologista, com o papel na mão. Uma última coisa, sobre o risco de fazer o contrário. Tomar tamoxifeno ou clomifeno por precaução num eixo que ia se recuperar sozinho não é inofensivo. São medicamentos com efeito próprio, o clomifeno em especial pode dar alteração visual e mexer no humor, e você ainda ficaria sem saber se melhorou por causa deles ou porque teria melhorado de qualquer jeito. Sem exame, você fica sem informação nenhuma sobre o seu próprio corpo justamente na única vez em que valia a pena tê-la. E se quiser aproveitar o tópico, poste idade, peso, altura, há quanto tempo treina e como está a alimentação. Com isso dá para falar do que vem depois, que é a parte que realmente vai mudar o seu shape. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Pobre consegue fazer dieta? como organizar treino, alimentação e o orçamento?
Maltt, a pergunta do seu título é a melhor deste subfórum e ela ficou sem resposta. A conversa acabou virando poste a dieta de novo, e você postou quatro vezes com toda a boa vontade do mundo. Então vou responder o que você perguntou: pobre consegue fazer dieta, sim, e o seu orçamento de trezentos e cinquenta reais dá conta. Só que dá conta de um jeito diferente do que você está fazendo. A conta que importa não é preço do quilo, é preço por grama de proteína. É aí que o dinheiro de quem quer crescer se perde ou se ganha, porque proteína é o macronutriente caro e os outros dois são baratos em qualquer lugar do Brasil. Olhando a sua lista, você usa quase só peito de frango como carne. O peito costuma ser das partes mais caras por grama de proteína. Coxa e sobrecoxa com osso, ou o frango inteiro congelado, entregam praticamente a mesma proteína por bem menos dinheiro, e a gordura a mais não é problema para quem está tentando ganhar peso, é caloria bem-vinda. Ovo continua sendo o melhor negócio da feira. Fígado de boi, que você já cita e faz muito bem em comer, é das proteínas mais baratas e mais nutritivas que existem, e mata a questão de ferro, vitamina A e complexo B de uma vez. Sardinha em lata resolve proteína e ômega três no mesmo item, e sai bem mais em conta que a cápsula que você compra. Leite em pó rende proteína barata e é fácil de guardar. E arroz com feijão na mesma refeição forma proteína completa, o que faz o feijão ser proteína quase de graça, e ele sumiu do seu cardápio depois que você começou a ajustar. Repare no que aconteceu: para acertar os macros, você tirou o feijão, tirou a variedade e ficou com macarrão, arroz, frango e ovo. A dieta ficou mais cara e mais pobre ao mesmo tempo. Não precisa ser assim. Sobre os macros em si, quero deixar uma coisa registrada porque ela decide se você vai crescer ou não. Você calculou cento e trinta e nove gramas de proteína e recebeu a orientação de baixar para cento e dez. Para sessenta e quatro quilos com o objetivo de ganhar músculo, a faixa que a literatura sustenta é de mais ou menos um vírgula seis a dois vírgula dois gramas por quilo, ou seja, algo entre cento e dez e cento e quarenta gramas por dia. Cento e dez está no piso dessa faixa e cento e quarenta está no topo. Como você está em ganho, treinando cinco vezes por semana, eu ficaria na parte de cima e não na de baixo. O seu cálculo original estava bom. Agora a coisa que está na sua lista desde o primeiro post, que você repetiu quatro vezes, e que ninguém comentou. Cobavital não é vitamina. Ele é ciproeptadina, que é um anti-histamínico usado como estimulante de apetite, associado a vitaminas do complexo B. Ou seja, é medicamento de verdade, e tem efeito de verdade. Ele costuma dar sonolência e sensação de lentidão, que é um problema para quem acorda cedo, caminha meia hora até o trabalho e treina no fim do dia. E ele não é feito para uso prolongado por conta própria. Junte com o que você mesmo contou: você sente fome à noite e vontade de doce. Ou seja, o seu apetite já está funcionando, e você está tomando um remédio para aumentá-lo. Eu levaria isso a um médico antes de continuar, e a pergunta certa é se ainda faz sentido usar. Ganhar peso com comida de verdade não precisa de estimulante de apetite. Sobre os quatro quilos em um mês, um aviso amigo. Isso é rápido demais para ser músculo. Músculo, mesmo em iniciante bem alimentado, vem na faixa de meio quilo a um quilo por mês. O resto é água, glicogênio, intestino mais cheio e alguma gordura. Não tem nada de errado nisso, só não se iluda com a balança e não acelere ainda mais. Sua cintura de oitenta e um centímetros com sessenta e quatro quilos já indica que a gordura está indo mais para a barriga do que você gostaria. Um ganho de trezentos a quinhentos gramas por semana é o ritmo que rende músculo com o mínimo de gordura junto. E agora o treino, que é a outra metade da sua pergunta e que precisa de mudança maior que a dieta. Olhando o que você montou, três coisas saltam. Primeira, você treina perna três vezes por semana e o tronco duas, e é o contrário do que você quer, já que a sua queixa é shape completo. Segunda, e mais importante, não tem nenhum exercício grande de perna. Cadeira extensora, flexora, adutor e abdutor são todos isoladores em máquina. Falta agachamento, leg press, afundo, terra romeno, que são os que realmente constroem coxa e glúteo. Terceira, ombro aparece três vezes por semana com três exercícios enquanto peito e costas aparecem duas, e ombro já é bem estimulado em todo supino e toda remada. Eu trocaria por uma divisão de duas sessões alternadas, que cabe em quatro ou cinco dias e cobre tudo. Um dia de empurrar e pernas com agachamento ou leg press, supino reto, desenvolvimento, tríceps e panturrilha. Outro dia de puxar e posterior com terra romeno ou mesa flexora, remada, puxada, rosca e abdominal. E o principal, que vale mais que a escolha dos exercícios: anote a carga e as repetições de cada série num caderno e faça esses números subirem ao longo das semanas. Sem carga progressiva registrada, cinco dias por semana viram rotina e o corpo para de responder. É de graça e é o que mais decide resultado. Sobre suplementar, a resposta é não. Com um mês de treino, o que vai te fazer crescer é comida e progressão de carga. Se um dia sobrar dinheiro e faltar proteína, whey é conveniência, não necessidade, e sai mais caro por grama de proteína que ovo e frango. O único item da sua lista que eu manteria sem pensar é a caminhada de uma hora por dia, que você faz sem perceber e é excelente. Por fim, uma observação que não é técnica. Você comprou balança, procurou planilha, calculou macro, pesou comida, montou orçamento com todas as linhas e voltou aqui quatro vezes para corrigir o que pediram. Isso é bem mais raro que dinheiro. Organiza o treino, ajusta a compra pelo preço da proteína, e o resultado vem. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Ajuda Primeiro Ciclo Durateston/Sustanon
Carlos, o seu tópico está bem escrito e você pensou em coisas que a maioria não pensa, então vou te responder no mesmo nível, item por item, incluindo o que eu acho que está errado. Começo pelo número que salta aos olhos. Um metro e oitenta e três com setenta e cinco quilos e dez por cento de gordura, depois de três anos de treino. Isso é bem pouca massa para a sua altura, e não é falta de hormônio. Um homem de vinte e dois anos com essa estatura tem, naturalmente, muito mais teto do que setenta e cinco quilos. Você ainda está com dez por cento de gordura, ou seja, nunca passou por uma fase de comer com sobra de calorias por tempo suficiente. Some a isso dez quilômetros de corrida uma ou duas vezes por semana, que são umas seiscentas a mil calorias que precisam ser repostas e quase nunca são. Isso importa muito para a sua decisão, e não por moralismo. Quem entra em ciclo comendo abaixo do necessário simplesmente não colhe o que o ciclo poderia dar, e depois atribui o resultado fraco à dose ou ao produto. Se você conseguir sair de setenta e cinco para oitenta e dois ou oitenta e três quilos comendo de verdade, você vai ter mudado mais o shape do que essas dez semanas mudariam, e vai continuar com o eixo intacto. Fale com a sua nutricionista em números: quantas calorias por dia para ganhar de trezentos a quinhentos gramas por semana, e quanta proteína. Se ela não está te colocando em superávit, é porque nunca pediram isso a ela. Agora, sobre o protocolo, três correções técnicas. A primeira é a escolha da droga. Durateston é uma mistura de quatro ésteres, e um deles é propionato, que é curto, enquanto outro é decanoato, que é bem longo. Isso cria dois problemas para um primeiro ciclo. Aplicar duas vezes por semana deixa o nível oscilando, porque a fração curta já caiu enquanto a longa ainda está subindo, e é justamente essa oscilação que produz oleosidade e humor instável. E o decanoato deixa uma cauda longa no fim, o que atrapalha o momento de começar a recuperação. Para um primeiro ciclo, cipionato ou enantato puro é mais previsível, com uma cinética só, mais fácil de interpretar em exame e mais fácil de encerrar. E cipionato existe em farmácia, com receita. A segunda é a mais importante de todas, e é o erro que eu mais queria que você tirasse do plano: a ponte de oxandrolona antes da TPC. A ideia por trás de ponte é dar uma folga ao corpo entre ciclos, mas oxandrolona é androgênio e suprime o eixo do mesmo jeito. Ou seja, você passaria trinta dias com a testosterona própria ainda desligada, sem nada de fora sustentando o nível, o que é o pior dos dois mundos: sem ganho, sem recuperação, com fígado e HDL pagando a conta. E aí você chegaria à TPC trinta dias mais suprimido do que chegaria se não tivesse tomado nada. Ponte, no sentido que o pessoal usa, é coisa de quem faz cruise com testosterona em dose baixa e assume que não vai recuperar o eixo. Não é o seu caso e nem é o que você quer. A terceira é o inibidor de aromatase por sintoma. Não dá para saber se o estradiol está alto pela sensação, e quando o sintoma que aparece é nódulo doloroso embaixo do mamilo, o processo já começou e ginecomastia formada não volta com comprimido. O certo é dosar estradiol em torno da terceira ou quarta semana e agir pelo número, e ter o medicamento em mãos antes de precisar dele, não depois. E ter definida, no papel e antes de começar, qual é a TPC e quando ela começa. TPC não se decide no fim. Sobre a fonte, você mesmo já respondeu e não percebeu. Você escreveu que preferia a farmácia por ser mais confiável, e desistiu porque um amigo usou e teve pouco resultado. Só que resultado de um amigo não diz nada sobre o produto: não se sabe o que ele comia, quanto treinava, que dose usou. Farmácia significa lote, registro, validade e a garantia de que o que está no rótulo é o que está no frasco. Um vendedor de internet com produto de laboratório clandestino não oferece nenhuma dessas quatro coisas, e a subdosagem, ou a substituição por outra substância mais barata, é justamente o motivo pelo qual as pessoas acham que dose baixa não funciona. Se você vai fazer isso, faça com o produto rastreável. Sobre a dose, e aqui eu concordo com você: duzentos e cinquenta miligramas por semana é dose sensata para um primeiro ciclo, e o seu raciocínio de que quem não cresce com isso não cresce com nada é correto. Não deixe ninguém te convencer a subir. O que decide o resultado é comida e treino, e você já tem os dois estruturados, o que te coloca à frente da maioria. E um último ponto, que vale mais para você por causa da idade. Aos vinte e dois anos você tem o melhor cenário hormonal que vai ter na vida, e ainda tem anos de resposta natural pela frente. Nesse contexto, o custo de suprimir o eixo é maior e o benefício adicional é menor do que seria mais tarde. Eu adiaria, comeria em superávit por doze meses com essa mesma disciplina, e reavaliaria com noventa quilos no corpo. Se ainda assim você decidir seguir agora, faça exames antes, incluindo testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, hemograma, perfil lipídico e enzimas do fígado, com um endocrinologista acompanhando. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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dúvida ! Oxandrolona vai me ajudar a emagrecer e manter a massa magra ?
Marcos, o pessoal já respondeu a sua pergunta sobre a oxandrolona e eu concordo com o essencial do que disseram. Só que tem uma coisa no seu relato que passou batido, e ela é bem maior do que a dúvida do hormônio. No campo de tempo de treino você escreveu trinta a quarenta minutos de cardio. Só isso. Ou seja, você não faz musculação. Repare no que isso significa para o que você quer. Você pediu para manter massa magra enquanto emagrece. O que sinaliza ao corpo que o músculo precisa ser preservado é a carga, é o músculo ser exigido contra resistência. Sem esse estímulo, o organismo em déficit calórico trata o músculo como despesa e usa parte dele como energia. E nenhum hormônio resolve isso, porque não existe substância que mande construir ou poupar um tecido que não está sendo usado. Oxandrolona sobre esteira é gastar dinheiro e fígado para acelerar quase nada. Colocado ao contrário, a coisa fica clara: musculação três vezes por semana, com carga progressiva, sem hormônio nenhum, preserva mais massa magra durante o emagrecimento do que oxandrolona sem musculação. Esse é o item que falta no seu plano, e é o mais barato de todos. Sobre a falta de energia, o Locemar apontou o caminho certo e eu acrescento uma segunda possibilidade que precisa ser investigada. Com cento e doze quilos, cansaço durante o dia, disposição baixa e sensação de fraqueza são também os sintomas de apneia do sono, que é comum nessa faixa de peso e frequentemente passa anos sem diagnóstico. Vale perguntar a quem dorme com você se ronca alto, se para de respirar durante o sono, e reparar se acorda com a sensação de não ter descansado ou com dor de cabeça de manhã. Se isso bater, é o achado mais importante deste tópico inteiro, porque apneia não tratada atrapalha o emagrecimento, atrapalha a recuperação do treino e derruba a testosterona por conta própria. Sobre a low carb, ela pode mesmo explicar parte da queda de rendimento, principalmente na academia. Como você é acompanhado por nutricionista, o caminho é levar isso a ela, e a pergunta útil é se dá para reposicionar parte dos carboidratos em torno do treino sem mudar o total do dia. Isso costuma devolver a força sem mexer no resultado. E vale um ponto sobre a oxandrolona no seu caso específico, porque ele é diferente do caso geral. Ela derruba o HDL de maneira bem marcante, mais do que a maioria das outras. Quem já está com IMC próximo de trinta e cinco costuma ter pressão, triglicerídeos e resistência à insulina para vigiar, ou seja, é justamente o perfil em que mexer no colesterol para baixo é mais caro. Você seria o pior candidato possível para essa substância, e não o melhor. O que eu faria, na ordem. Um clínico ou endocrinologista, com glicemia e hemoglobina glicada, perfil lipídico, TSH, enzimas do fígado, pressão aferida, e a conversa sobre sono que citei acima. Existe tratamento médico sério para obesidade hoje, com medicamento aprovado e acompanhamento, e ele é bem mais eficaz e mais seguro do que qualquer coisa comprada por fora. Em paralelo, musculação entrando na rotina agora, sem esperar emagrecer para começar. E o cardio pode continuar, ele não é o vilão, só não é suficiente sozinho. Uma última coisa. Cento e doze quilos com trinta a quarenta minutos diários de atividade e dieta orientada é gente que já está fazendo bem mais do que a média. O que falta no seu plano é uma peça, não é força de vontade. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como fazer o ciclo de Deca corretamente?
Dellys, você fez uma pergunta específica, sobre como dosar, e eu vou respondê-la. Mas antes preciso te dizer por que, entre todas as substâncias que existem, a deca é a pior escolha possível para um primeiro ciclo feminino. Não é opinião moral, é uma característica química dela. O que está na sua ampola é decanoato de nandrolona. Decanoato é o éster mais longo que existe em uso comum. Uma única aplicação continua liberando hormônio no seu sangue por semanas, e o produto leva perto de três meses para sair do organismo por completo. Agora junte isso com a natureza dos efeitos colaterais femininos. Engrossamento da voz e crescimento de clitóris não regridem, e o aumento de pelo no rosto também não some sozinho. Ou seja, o cenário concreto é este: você aplica, três ou quatro semanas depois percebe a voz mudando, para de aplicar na mesma hora, e o hormônio continua agindo por mais dois meses enquanto o efeito avança. Não existe botão de desligar. É por isso que, quando se decide usar algo, o primeiro contato costuma ser com substância de meia-vida curta, justamente para poder interromper e ver o efeito cessar em poucos dias. E existe uma segunda característica da nandrolona que pesa no seu caso: ela mexe com prolactina e derruba o eixo com força, e em mulher isso costuma aparecer como ciclo menstrual irregular ou parado. Isso pode demorar bastante para normalizar depois. Sobre a ampola em si, o colega que citou a concentração tem razão e o ponto é sério. Deca-Durabolin da Schering existiu em vinte e cinco e cinquenta miligramas por mililitro. Duzentos e cinquenta por mililitro não é uma apresentação daquela marca. Ou seja, o que está escrito na caixa não corresponde a nada que aquele laboratório tenha fabricado, e a partir daí você não sabe o que tem dentro, nem qual a concentração real, nem se é nandrolona. Isso arruína qualquer cálculo de dose que eu ou qualquer outro pudesse te passar. Não dá para dosar com precisão um líquido cuja concentração é desconhecida, e dose é justamente o que separa efeito colateral leve de efeito permanente em mulher de cinquenta e três quilos. Agora a parte que eu considero a mais importante da sua mensagem, e ela é uma boa notícia. Você escreveu que chegou ao máximo que o seu corpo natural pode oferecer. Duas linhas depois, escreveu que ainda não faz dieta. Essas duas frases não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Cortar refrigerante e fritura é higiene alimentar, não é dieta. Dieta é saber quanta proteína você come por dia, quantas calorias, e ajustar isso conforme o resultado aparece ou não. Com cinquenta e três quilos, é bem provável que você esteja comendo bem abaixo do que precisa, e ninguém constrói músculo em déficit de proteína e de energia, com ou sem hormônio. Se você entrasse com deca agora, sobre uma alimentação não estruturada, o ganho seria muito menor do que imagina, e você teria pago com um risco que não volta atrás. Repare no que o seu próprio texto entrega: frango, ovos, arroz, feijão, macaxeira, batata. Não aparece um vegetal, não aparece fruta, não aparece laticínio nem outra fonte de proteína. E não aparece quantidade em lugar nenhum. Esse é o terreno onde ainda existe muito resultado natural a colher. O que eu faria no seu lugar. Voltar ao nutricionista esportivo com uma pergunta direta, que é quantos gramas de proteína e quantas calorias por dia para o meu objetivo, e seguir isso por seis meses, pesando o que come no início até criar noção. No treino, o que você montou está razoável, mas o que decide hipertrofia é carga progressiva registrada, ou seja, anotar peso e repetições e fazer isso subir ao longo dos meses. Sem essa planilha, o estímulo vira rotina e o corpo para de responder, e aí a pessoa acha que o teto chegou quando na verdade o treino é que ficou parado. E, se em algum momento você ainda quiser seguir esse caminho, que seja depois de exames de sangue, com acompanhamento médico, e com uma substância que possa ser interrompida a tempo. Não com um frasco de origem desconhecida e éster de três meses. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Não fiz uma TPC da Oxandrolona e agora estou sentindo efeitos colaterais indesejáveis, o que posso fazer para resolver?
Nephxj, você escreveu tudo com muito bom humor, mas tem duas coisas no seu relato que merecem ser separadas, porque elas têm causas diferentes e soluções diferentes. Uma é o ganho de dezoito quilos. A outra é a libido e os sintomas que você sentiu durante o ciclo. Misturar as duas é o que costuma travar as pessoas. Começo pela que você não vai gostar de ouvir, e peço que leia até o fim antes de discordar. Os dezoito quilos não vieram por falta de TPC. Eles vieram da comida. Você escreveu que come a mesma quantidade de antes, mas o que você descreveu não é uma dieta, é um cardápio sem medida nenhuma. Só nos ovos e na manteiga, oito ovos por dia em duas refeições, com tapioca e manteiga nas duas, já passa fácil dos mil e duzentos calorias antes de qualquer outra coisa. Some o chocolate e as coisas variadas que você mesmo cita como se não contassem, e a ceia com biscoito com manteiga. Nenhum desses itens aparece com quantidade no seu texto, e é exatamente aí que moram as calorias que ninguém enxerga. E tem um detalhe que explica bem o seu caso. Enquanto você estava usando oxandrolona, o hormônio te dava uma folga: parte do que sobrava de caloria era desviada para músculo e o gasto ficava maior. Ao parar, o mesmo prato passou a engordar. Ou seja, não foi você que mudou, foi o que compensava a conta que saiu de cena. É por isso que ganhar peso depois de um ciclo, comendo igual, é a coisa mais comum do mundo. Repare também no que falta no seu dia. Não tem legume, não tem verdura, e a proteína aparece como o que tiver disponível, sem quantidade. E o almoço, que deveria ser a refeição maior, é a menor de todas: duas colheres de arroz e feijão. Quem almoça pouco compensa à tarde e à noite, e foi exatamente o que você descreveu. Colocar proteína medida e vegetais no almoço mata a fome da tarde, e a tarde é onde o seu descontrole está. Agora a parte hormonal, que é onde eu não abriria mão de exame. Quarenta miligramas de oxandrolona por dia durante dois meses, depois de outros dois, é dose alta e ciclo longo. Oxandrolona é oral alquilada, então ela pesa no fígado, e ela derruba o HDL de forma bem marcante, mais que a maioria das injetáveis. E ela suprime o eixo, sim, mesmo com essa fama de branda que carrega. Ou seja, a queda de libido que você notou depois é compatível com o eixo ainda não ter voltado ao normal. Sobre a dor de cabeça durante o treino, junto com tontura e fraqueza no terceiro mês: isso pede que se pense em pressão arterial. Não é o sintoma que se ignora, e você mesmo já reconheceu que ignorou. Vale medir a pressão hoje, algumas vezes em dias diferentes, e anotar. O que eu faria no seu lugar, na ordem. Primeiro, exames de sangue: testosterona total e livre, LH, FSH, estradiol, SHBG e prolactina, mais hemograma, perfil lipídico completo, glicose e hemoglobina glicada, e as enzimas do fígado, que são TGO, TGP e GGT. Com esses papéis na mão, procure um endocrinologista. Segundo, não invente uma TPC agora. Ela faz sentido logo depois do ciclo, e no seu caso já se passou muito tempo, então tomar tamoxifeno por conta própria neste ponto é atirar no escuro sem saber onde o eixo está. O exame é que decide se há algo a tratar. Terceiro, e é o que mais vai mudar o seu corpo nos próximos meses: monte uma alimentação com quantidades escritas, com proteína suficiente em cada refeição, com vegetais, e num déficit moderado. Sem isso, nenhum resultado de exame vai resolver os dezoito quilos. Uma última coisa, dita sem sermão. Você escreveu que estava bem e que não deveria ter feito o ciclo. Guarde essa frase, porque ela é a lição inteira. Você tem uma base boa para recuperar, e um ano de comida organizada e treino com carga progressiva vai te devolver mais do que aquele ciclo te deu. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Masteron Bratva: teste químico bateu, mas não vira laudo
Quando um produto underground aparece com caixa limpa, rótulo bonito e óleo cristalino, a pergunta que interessa não é se ele parece convincente. A pergunta é se a amostra reage de modo compatível com aquilo que promete no rótulo. Em "MASTERON BRATVA BATEU? 😱 TESTE QUÍMICO REVELOU A VERDADE! É ORIGINAL?", do canal Testes Ergogênicos, o Masteron Bratva foi colocado em teste de reagente para avaliar se havia sinal visual compatível com propionato de drostanolona. O veredito apresentado foi favorável ao rótulo: a reação caminhou para lilás, sem borda verde relevante e sem leitura clara de mistura com testosterona propionato ou outro componente barato. Isso é um bom sinal para a hipótese de presença de Masteron. Mas o limite precisa ficar explícito desde o começo: teste colorimétrico é triagem, não laudo de dose, pureza, esterilidade ou segurança. Esta matéria é informativa. Esteroides anabolizantes não são suplementos. Uso sem indicação, prescrição, procedência confiável e acompanhamento médico envolve risco cardiovascular, hormonal, reprodutivo, dermatológico, psiquiátrico, hepático e metabólico. Produto injetável de mercado paralelo acrescenta incerteza sobre concentração, contaminação, solventes, veículo oleoso e cadeia de fabricação. O produto analisadoA amostra era apresentada como Masteron Bratva Labs, com rótulo de propionato de drostanolona a 100 mg/mL, frasco de 10 mL e solução oleosa injetável. A embalagem branca trazia visual limpo, símbolo da marca, QR code, menção a indústria paraguaia e lote recente. A primeira observação prática foi a aparência do óleo: muito claro, muito fino e praticamente transparente. Esse ponto chamou atenção porque produtos anteriores da mesma marca já teriam aparecido com diferenças de cor e viscosidade mesmo em lotes parecidos. A amostra atual parecia mais bem acabada, com filtragem fina e apresentação externa melhor. Aparência conta como pista, não como prova. Óleo claro pode sugerir boa filtração e veículo limpo, mas não confirma concentração, identidade química, esterilidade nem ausência de contaminantes. Um produto pode parecer profissional e ainda ser subdosado, misturado ou produzido fora de controle farmacêutico robusto. Como foi feito o testeO ensaio usou 0,5 mL do óleo, seringa, agulha e cuidados básicos de manuseio para evitar contaminação cruzada. A amostra recebeu o mesmo número de gotas do reagente usado em comparações anteriores. A padronização é importante porque volume, proporção, tempo e iluminação mudam a leitura visual. Depois da aplicação do reagente, a amostra foi observada por alguns minutos. A reação não ficou imediatamente homogênea. Em vez de tingir o óleo de modo uniforme, formou micropartículas e manteve parte do líquido muito clara. A explicação mais provável, dentro da observação prática, foi a própria característica do veículo: óleo muito fino e transparente pode dificultar uma mistura visualmente uniforme. Esse detalhe não derruba o resultado. Ele apenas pede leitura prudente. Em teste de cor, a pergunta não é só se apareceu uma cor bonita. Também importam tempo, distribuição da reação, comparação com padrões anteriores e ausência de tons que indiquem troca ou mistura. A reação lilás pesou a favorO ponto principal foi a tonalidade lilás. A leitura final mostrou uma cor compatível com Masteron, semelhante ao padrão esperado para drostanolona em comparação com outros ensaios do canal. Não apareceu o verde que costuma acender suspeita de propionato de testosterona ou de mistura relevante com outro composto. Na prática, isso sustenta uma conclusão moderada: a amostra reagiu como produto compatível com propionato de drostanolona. A palavra compatível é decisiva. Ela não diz que o frasco tem exatamente 100 mg/mL. Não diz que todo lote da marca é igual. Não diz que o produto é seguro para aplicação. Diz apenas que, naquele teste presuntivo, a reação visual acompanhou a hipótese do rótulo. Essa nuance evita dois erros comuns. O primeiro é chamar qualquer produto underground de falso sem evidência direta. O segundo é transformar um reagente positivo em selo de aprovação. A verdade fica no meio: o teste fortalece a suspeita de identidade correta, mas não fecha a avaliação farmacêutica. O que não apareceu na reaçãoO aspecto mais favorável foi a ausência de leitura forte de mistura. Não houve borda verde clara, não houve escurecimento suspeito e não houve padrão visual que lembrasse troca grosseira por testosterona comum. Isso diferencia o resultado de amostras em que o roxo aparece fraco, contaminado por verde ou acompanhado de sinais conflitantes. Também não houve indicação visual de que o frasco fosse apenas óleo. Se fosse uma amostra sem o princípio ativo esperado ou com componente totalmente diferente, a reação tenderia a fugir do padrão. Aqui, o lilás apareceu de forma convincente. Mesmo assim, ausência de sinal ruim no reagente não elimina subdosagem. Um produto pode conter drostanolona e ainda conter menos do que anuncia. Pode conter o princípio ativo certo e falhar em esterilidade. Pode variar entre lotes. Pode usar veículo ou solvente mal controlado. O reagente não mede tudo isso. Por que teste de reagente é triagemTestes colorimétricos são úteis porque são rápidos, baratos e ajudam a separar sinais grosseiros. Em redução de danos e investigação inicial, esse tipo de método pode indicar se uma amostra merece confiança mínima ou se levanta suspeita imediata. Mas a literatura de testes presuntivos é clara sobre a limitação: cor não substitui método confirmatório. Cromatografia líquida, cromatografia gasosa, espectrometria de massas e ensaios quantitativos são caminhos muito mais fortes quando a pergunta é dose, pureza e identidade exata. Além disso, óleo injetável traz uma camada extra. Para o usuário, não basta saber se existe algo compatível com drostanolona. Importa saber concentração real, esterilidade, presença de partículas, solventes, metais, bactérias, endotoxinas e estabilidade. Essas perguntas ficam fora do alcance de um teste visual simples. Mercado paralelo muda o tamanho do riscoA revisão sistemática de Magnolini e colaboradores sobre anabolizantes de mercado negro encontrou proporções relevantes de produtos falsificados e subpadronizados na literatura. Esse dado se conecta diretamente com o problema da matéria: embalagem bonita e rótulo específico não bastam quando a cadeia de fabricação e distribuição não é plenamente regulada. A OMS também trata produtos médicos subpadronizados e falsificados como ameaça global. Eles podem conter ingrediente errado, dose errada, ausência de ingrediente ativo ou contaminantes. Embora a página da OMS trate medicamentos em geral, a lógica vale com ainda mais força para substâncias injetáveis obtidas fora de canal regulado. O resultado positivo do Masteron Bratva reduz uma dúvida sobre identidade aparente da amostra. Não reduz todos os riscos do mercado paralelo. Essa separação é fundamental para não confundir teste bem-sucedido com autorização prática de uso. Drostanolona não é suplemento de acabamentoMasteron é o nome popular associado à drostanolona, um derivado androgênico usado no meio do fisiculturismo principalmente pela promessa de dureza, aparência seca e acabamento quando o percentual de gordura já está baixo. Esse uso estético não torna a substância benigna. Como outros esteroides anabolizantes, a exposição pode afetar eixo hormonal, fertilidade, libido, pele, cabelo, humor, pressão arterial, perfil lipídico e risco cardiovascular. O fato de um produto bater no reagente não muda a biologia do fármaco. Se houver uso, a necessidade de exames, avaliação médica e acompanhamento é ainda maior. Também vale lembrar que a lógica de “não inflama, então é bom” é frágil. Menos dor local pode vir de veículo, solvente, filtragem, concentração ou resposta individual. Não sentir inflamação não prova dose adequada, pureza nem segurança sistêmica. O veredito honestoO Masteron Bratva analisado teve resultado visual forte para a hipótese de drostanolona. A reação lilás apareceu, o padrão ficou limpo e não surgiu sinal evidente de mistura com propionato de testosterona. Dentro dos limites do teste, foi um resultado melhor do que muita gente esperava. A conclusão responsável é: bateu como Masteron no reagente, mas isso não transforma a amostra em produto aprovado para uso. Faltam análise quantitativa, confirmação instrumental, esterilidade e avaliação sanitária. Para fins de triagem, o sinal foi positivo. Para fins de saúde, ainda existe um abismo entre cor bonita e segurança real. ConclusãoO teste do Masteron Bratva foi favorável ao rótulo. A reação lilás, limpa e sem verde relevante sugere compatibilidade com propionato de drostanolona, especialmente quando comparada a leituras anteriores de Masteron. O ponto que não pode se perder é o limite da ferramenta. Reagente positivo ajuda a afastar algumas suspeitas, mas não confirma concentração, pureza, esterilidade ou ausência de contaminantes. Em esteroides injetáveis de mercado paralelo, essa diferença não é detalhe técnico. É o centro do risco. FAQO Masteron Bratva bateu no teste químico?Sim. A reação visual apresentada foi lilás e compatível com Masteron, sem sinal evidente de mistura com propionato de testosterona. Isso prova que o produto é original?Não. O teste sugere compatibilidade com a substância declarada, mas não confirma originalidade, dose real, esterilidade, pureza ou segurança. O rótulo indica qual substância?A amostra foi apresentada como propionato de drostanolona a 100 mg/mL em frasco de 10 mL. Por que a cor lilás importa?Porque, naquele padrão de comparação, a tonalidade lilás é compatível com a leitura esperada para Masteron. Outras cores poderiam sugerir troca ou mistura. Teste de reagente substitui laboratório?Não. Ele é uma triagem presuntiva. Para confirmar dose, pureza e identidade com mais segurança, seriam necessários métodos instrumentais e análise quantitativa. Se não inflamou, significa que é seguro?Não. Dor local menor pode depender do veículo e da resposta individual. Isso não prova segurança sistêmica, esterilidade nem concentração correta. ReferênciasTESTES ERGOGÊNICOS. MASTERON BRATVA BATEU? 😱 TESTE QUÍMICO REVELOU A VERDADE! É ORIGINAL? [S. l.], 30 jul. 2026. YouTube. Disponível em: https://youtu.be/Rb6Yt8JUYTU. Acesso em: 31 jul. 2026. MAGNOLINI, Raphael et al. Fake anabolic androgenic steroids on the black market - a systematic review and meta-analysis on qualitative and quantitative analytical results found within the literature. BMC Public Health, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35842594/. Acesso em: 31 jul. 2026. HARPER, Lane, POWELL, Jeff, PIJL, Em M. An overview of forensic drug testing methods and their suitability for harm reduction point-of-care services. Harm Reduction Journal, 2017. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5537996/. Acesso em: 31 jul. 2026. O'NEAL, C. L., CROUCH, D. J., FATAH, A. A. Validation of twelve chemical spot tests for the detection of drugs of abuse. Forensic Science International, 2000. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10725655/. Acesso em: 31 jul. 2026. ELKINS, Kelly M. et al. Colour quantitation for chemical spot tests for a controlled substances presumptive test database. Drug Testing and Analysis, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26858007/. Acesso em: 31 jul. 2026. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Substandard and falsified medical products. Genebra, 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/substandard-and-falsified-medical-products. Acesso em: 31 jul. 2026. ANAWALT, Bradley D. Diagnosis and Management of Anabolic Androgenic Steroid Use. The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, 2019. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30753550/. Acesso em: 31 jul. 2026.
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Caroço no glúteo durante ciclo stano injetável
Be47, vou direto ao seu caso porque tem uma coisa no seu relato que muda a conduta, e ela precisa ser dita hoje e não depois. Você descreveu que o inchaço voltou e que agora ele está macio, e que ao afundar o dedo você sente o carocinho por baixo. Área macia que cede ao dedo, depois de um episódio que começou com febre, dor e calor, é o quadro que os médicos chamam de flutuação, e flutuação significa líquido acumulado ali dentro. Pode ser uma coleção estéril, aquele conteúdo inflamatório que o corpo encapsulou, ou pode ser abscesso. Não dá para diferenciar pelo tato, nem por aqui. Isso se resolve com um ultrassom da região, que é exame barato, rápido e sem nenhum desconforto, e é o que eu faria esta semana. E tem uma parte que eu preciso te pedir para parar de fazer. Você contou que sentiu o caroço no banho e massageou para tentar desfazer, e logo depois inchou muito em volta. Essa sequência não é coincidência. Massagear uma coleção encapsulada é justamente o que rompe a parede que o corpo construiu e espalha o conteúdo pelo tecido em volta. Se for abscesso, isso é a forma clássica de transformar um problema localizado em algo bem maior. Então: nada de massagem, nada de apertar, nada de tentar drenar em casa. Coleção formada não sai com massagem, com gelo, com compressa quente nem com pomada, e a única coisa que resolve é drenagem feita por médico, se for o caso. Sobre a febre no terceiro dia, ela vale mais do que você deu a ela. Febre é sinal sistêmico, quer dizer que a reação passou do local para o corpo inteiro. O fato de ter passado no dia seguinte não descarta nada, apenas mostra que o organismo cercou a coisa. E foi exatamente isso que sobrou como caroço. Agora, a parte mais interessante, porque você mesmo identificou a variável e não percebeu. Você disse que a única coisa diferente foi ter usado agulha 25x7 no lugar da 30x7 que costuma usar. Repare que o calibre é o mesmo nas duas, o sete. O que mudou foi o comprimento: uma tem vinte e cinco milímetros e a outra trinta. Cinco milímetros parece nada, mas no glúteo, atravessando pele e gordura, eles decidem se o líquido vai parar dentro do músculo ou logo acima dele, no subcutâneo. E o stanozolol injetável não é uma solução em óleo, é uma suspensão de cristais em água. Cristal depositado no músculo já incomoda. Cristal depositado no tecido gorduroso, que tem circulação bem pior, é a receita exata de inflamação intensa, caroço persistente e abscesso estéril. Ou seja, é bem provável que a sua aplicação de duas semanas atrás simplesmente não tenha chegado no músculo. Volte para a agulha de trinta milímetros. O que fazer daqui em diante, na prática. Ultrassom da região. Não aplicar mais nada naquele glúteo até isso estar resolvido, e usar o outro lado enquanto isso. E ir ao pronto socorro no mesmo dia se voltar febre, se a vermelhidão começar a se espalhar, se aparecer uma linha vermelha subindo pela perna ou pelo tronco, se sair secreção, ou se a dor voltar a piorar em vez de melhorar. Você comentou que está prestes a fazer uma viagem, e é justamente por isso que eu resolveria isso antes de sair de casa, e não depois. Uma observação que vale para o tópico inteiro, já que ele acumula sete anos de gente com o mesmo problema. Caroço de stano é comum e na maioria das vezes é só inflamação pelos cristais, some sozinho e não vira nada. Isso é verdade e não adianta apavorar ninguém. Mas existe uma linha clara entre as duas situações, e ela é fácil de decorar. Enquanto a área está dura, quente e dolorida, é inflamação, e o tempo resolve. Quando ela fica mole e cede ao dedo, quando aparece febre, ou quando piora depois de já ter melhorado, deixou de ser inflamação e virou coleção. A primeira se espera, a segunda se leva ao médico. É essa diferença que faltava neste tópico. E, para reduzir a chance de isso se repetir: rodízio rigoroso de local, agulha com comprimento suficiente para o seu percentual de gordura, aplicação bem lenta por se tratar de suspensão, e nunca repetir o mesmo ponto enquanto ele ainda estiver sensível da vez anterior. Músculo já inflamado responde muito pior na segunda aplicação, e é assim que a maioria dos casos graves começa. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Proviron solo realmente causa efeito no shape?
A sua pergunta ficou sem resposta e ela merece uma, porque o proviron é provavelmente a substância mais mal compreendida desse meio. A resposta curta é não. Proviron solo praticamente não muda o shape. Ele é derivado da diidrotestosterona e tem ação androgênica razoável, mas ação anabólica muito fraca. Ou seja, ele dá sensação, e não tecido. As pessoas relatam mais disposição, mais libido, mais agressividade no treino e uma impressão de estar mais firme, e depois olham a fita métrica e a carga e não mudou nada. Aquela fama de deixar seco e endurecido tem uma explicação que quase ninguém conta. O proviron quase sempre é usado junto com testosterona, e nesse contexto ele faz duas coisas úteis: reduz um pouco a conversão em estrogênio e se liga fortemente à SHBG, que é a proteína que carrega e sequestra a testosterona no sangue. Ao ocupar a SHBG, ele libera mais testosterona livre da que já está circulando. Repare na lógica: ele melhora o aproveitamento de uma testosterona que veio de fora. Sozinho, não existe essa testosterona extra para liberar. E aqui está o ponto que quase todo mundo erra e que é o motivo principal de eu ter escrito. Existe a crença de que proviron solo não suprime, por não ser um esteroide de verdade. Ele suprime, sim. O corpo lê androgênio circulando e desliga a própria produção do mesmo jeito. Então o que você teria é o pior negócio possível do catálogo: eixo suprimido, testosterona natural caindo, e ganho de massa perto de zero em troca. Muita gente termina um período de proviron solo com testosterona livre menor do que tinha antes, sentindo se mal e sem entender o motivo. Sobre o fígado, uma nuance justa: ele não é alquilado como os orais clássicos, então é bem menos agressivo nesse aspecto do que stano ou dianabol. Isso é verdade. Só que fígado não é o único órgão da conta, e é aí que entra o seu caso. Se eu não estiver enganado, você é o mesmo que abriu o tópico sobre ter um rim só e perguntou se durateston prejudicaria. Se for você, esta parte vale mais que todo o resto. Derivados de DHT como o proviron não aromatizam, ou seja, não geram estrogênio. E o estrogênio é justamente o que protege o perfil de colesterol em homem. Na prática, essa família de substâncias tende a derrubar o HDL de forma marcante, mais até que a testosterona. Colesterol ruim, ao longo dos anos, é doença de vaso, e doença de vaso num rim solitário significa perder função do único rim que você tem. Some a isso a pressão arterial, que é o item que eu te disse para vigiar acima de tudo. Ou seja, para você especificamente, esse é o tipo de substância com a pior relação entre o que oferece, que é quase nada de músculo, e o que cobra. E tem o argumento mais simples de todos. Em janeiro você tinha sete meses de treino e estava colhendo resultado seguindo a dieta na risca. Agora deve estar em torno de um ano. Essa é exatamente a fase em que o corpo mais responde sozinho, e você ainda tem anos dela pela frente. Não faz sentido gastar supressão do eixo com algo que não constrói músculo. Se em algum momento você quiser mexer nisso, mesterolona é medicamento registrado e existe legalmente em farmácia com receita, prescrito para hipogonadismo. Ou seja, dá para ter essa conversa com um endocrinologista de verdade, com exame antes e depois. No seu caso, com um rim só, eu não teria essa conversa em outro lugar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Para definir abdome qual é essencial? Exercícios ou dieta ?
A resposta do título é dieta, mas do jeito que costuma ser dita ela fica incompleta e não ajuda ninguém. Vale destrinchar, porque este tópico é procurado por muita gente com a mesma dúvida. Abdômen definido não é um músculo que aparece por ter sido treinado. Ele já está lá, em todo mundo, desde sempre. O que decide se dá para vê lo é a espessura da gordura por cima, e gordura só sai com déficit de calorias, ou seja, dieta. Abdominal serve para engrossar o músculo, o que ajuda a ele aparecer com um pouco menos de esforço, e serve para o tronco ficar forte. O que ele não faz é queimar gordura da barriga. Não existe emagrecimento localizado, e é por isso que fazer mil abdominais em cima de uma dieta desregrada nunca deu certo para ninguém. E tem uma parte que ninguém fala e que evita muita frustração: o formato é genético. A quantidade de gomos, se são seis ou oito, se estão alinhados ou tortos, depende de como são as divisões de tecido dentro do músculo, e isso vem de nascença. Dá para deixar mais espesso e dá para revelar. Não dá para mudar o desenho. Agora, Douglas, o seu caso especificamente, porque a resposta estava na sua própria lista. Você pergunta como definir a barriga e diz que toma maltodextrina. Maltodextrina é carboidrato puro, de absorção rápida, com índice glicêmico ainda maior que o do açúcar de mesa. Ela existe para quem precisa de caloria líquida fácil, atleta de endurance, quem está em bulk e não consegue comer. Para quem quer secar, é dinheiro gasto para atrapalhar. Só isso, somado ao whey, costuma dar umas trezentas a quatrocentas calorias por dia que ninguém contabiliza porque bebida não parece comida. Tire a malto e você já mudou o jogo sem mudar mais nada. O BCAA também pode sair. Quem toma whey e come proteína nas refeições já ingere de sobra os aminoácidos que estão no BCAA, em quantidade muito maior. Ele não faz mal, só não faz nada. Nesse ponto, o que o Miguel sugeriu de incluir um polivitamínico é bem mais útil. Olhando a sua alimentação: pão com queijo, salgado integral de frango, frango com arroz no almoço e a mesma coisa no jantar, mais suco duas vezes. Falta legume, falta verdura e falta fibra em quase tudo. E o suco natural, mesmo sem açúcar, é caloria líquida que não sacia, ao contrário da fruta inteira. Trocar os dois sucos por fruta e água já corta calorias e aumenta a saciedade no mesmo movimento. O Miguel acertou em cheio ao sugerir legumes, feijão e arroz integral. Sobre os três quilos numa semana de treino que te assustaram: isso não é gordura nem músculo. Nenhum dos dois se move nessa velocidade. É glicogênio e água, e a creatina que você toma puxa água para dentro do músculo justamente assim. É um efeito esperado, ele estabiliza, e não significa nada sobre a sua gordura. Preciso corrigir três coisas que foram ditas aqui, porque elas são das crenças mais teimosas que existem e fazem gente sofrer à toa. A primeira é evitar carboidrato depois das dezoito ou vinte horas para acelerar a perda de gordura. Isso não se confirma. O corpo não tem relógio, ele tem balanço de calorias no fim do dia. Comer carboidrato à noite não engorda mais, e para quem treina à noite ele é justamente onde ajuda mais, inclusive no sono. A segunda é o aeróbico em jejum de oito horas ser superior. Durante o exercício em jejum você usa mais gordura como combustível, mas o corpo compensa no resto do dia e a queima de 24 horas fica igual. Faça no horário em que conseguir manter a constância, que é o que decide de verdade. A terceira é o jejum intermitente como estratégia metabólica. Ele funciona para quem come menos ao concentrar as refeições numa janela menor. Se a pessoa come as mesmas calorias, o resultado é o mesmo. É uma ferramenta de organização, e não um acelerador. Uma pergunta que ficou de fora: você mencionou uma cirurgia que te afastou quase cinco meses. Se foi cirurgia abdominal ou hérnia, isso muda quais exercícios de abdômen fazem sentido e a partir de quando, então vale contar. E, aproveitando, uma resposta atrasada para a Silvia, que perguntou aqui sobre lipostabil e acabou não sendo respondida. Lipostabil é fosfatidilcolina injetável, e a aplicação dela para dissolver gordura foi proibida pela Anvisa no Brasil, justamente por falta de comprovação de eficácia e por relatos de reações graves no local, com inflamação intensa e até necrose. Se você ainda passa por aqui, o recado é: não repita as aplicações e procure um médico se tiver qualquer área endurecida, dolorida ou avermelhada. Massagem e drenagem não resolvem o que esse produto pode causar. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como saber se o produto da grifo é original?
Lina, a resposta direta é que não dá para saber, e o motivo é mais definitivo do que parece: não existe um original com o que comparar. Medicamento legalizado no Brasil é obrigado a trazer, na caixa, o número de registro na Anvisa, o CNPJ do fabricante, o lote, a data de fabricação e a data de validade. Não é opcional. Um produto que não traz validade não é um medicamento com registro que veio mal impresso, é um produto que nunca passou por esse caminho. Ou seja, a ausência que você notou já responde a sua pergunta. Não tem como ser original porque não há laboratório registrado por trás. Duas checagens que você pode fazer sozinha em cinco minutos, e que valem para qualquer marca que apareça. Procure o número de registro no site da Anvisa, na consulta de medicamentos. E jogue o CNPJ impresso, se houver algum, na consulta de CNPJ da Receita Federal. Quando não existe registro nem empresa, acabou a dúvida. E a sugestão de confiar no revendedor não resolve, porque ele não fabrica nada. Ele recebe a caixa pronta do mesmo jeito que você, e sabe tanto quanto você sobre o que tem lá dentro. Confiança em quem vende não é informação sobre o conteúdo. Agora o ponto que importa de verdade para você, e que não é a esterilidade nem a validade. Comprimido feito em fundo de quintal quase nunca é uma cápsula vazia. O problema é outro: a oxandrolona é uma das matérias primas mais caras que existem nesse mercado, e é justamente por isso que ela é das mais falsificadas. O golpe mais comum não é vender cápsula sem nada, é vender outra substância dentro, normalmente uma bem mais barata, como stanozolol ou dianabol. Repare no que isso significa para uma mulher. Você escolheu oxandrolona provavelmente porque ela é a mais branda e a mais previsível para o público feminino. Se dentro da cápsula estiver stanozolol, você vai estar usando uma substância bem mais androgênica, achando que está protegida, e vai descobrir o engano pelos efeitos. E os que aparecem primeiro são justamente os que não voltam atrás, que são voz mais grossa e crescimento de clitóris. É por esse motivo, e não pelo dinheiro perdido, que procedência importa tanto no seu caso. Dois sinais que costumam denunciar produto trocado. Colateral forte e rápido com dose baixa, principalmente pelo, acne, oleosidade e mudança de voz nas primeiras semanas. E o oposto, um ciclo inteiro sem sentir absolutamente nada, nem colateral nem resultado, que indica cápsula sem princípio ativo. Nos dois casos, a conduta é parar, não é aumentar a dose. E existe um caminho melhor que ninguém mencionou. Oxandrolona tem apresentação registrada e vendida em farmácia no Brasil, com receita, e também pode ser manipulada em farmácia de manipulação licenciada. Ou seja, dá para ter esse produto com rastreabilidade, lote e validade, passando por um médico. Vai custar mais caro e vai dar mais trabalho, e ainda assim é a única versão dessa história em que você sabe o que está tomando. Considerando o que está em jogo para uma mulher, essa diferença me parece valer muito o incômodo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Queda de cabelo pós-ciclo (oxandrolona 8mg) + Crossfit
Letícia, tem uma coisa na sua lista de medicações que ninguém comentou e que pode ser metade da explicação: ferro 400mg. Quem toma ferro é porque tem, ou teve, falta de ferro. E deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de queda de cabelo em mulher, tão comum que muita dermatologista pede ferritina antes de qualquer outra coisa. E tem um detalhe que quase ninguém sabe: para o cabelo, não basta a ferritina estar dentro da referência do laboratório. Ela costuma ser considerada normal a partir de valores bem baixos, mas o folículo capilar só volta a trabalhar direito com ela bem acima disso. Muita mulher passa anos com hemograma normal, ferritina de 12 e cabelo caindo, ouvindo que está tudo bem. Você deixou em branco o campo de exames recentes. Eu começaria por aí, e pediria ferritina, hemograma, TSH e T4 livre, vitamina D e zinco. Antes de escolher medicação, saber o que está faltando muda tudo. Agora, sobre a queda em si, e aqui vem a parte que eu acho que vai te acalmar bastante. O padrão que você descreveu tem nome e ele é bem específico: queda leve durante, e uma explosão que começa logo depois, a ponto de assustar ao lavar o cabelo. Isso é a cara do eflúvio telógeno, que é quando um susto no corpo, e mudança hormonal é um susto e tanto, empurra de uma vez um monte de fios para a fase de queda. Eles não caem na hora do gatilho, caem algumas semanas depois, todos juntos. É por isso que parece que piorou justamente quando você parou. A diferença de prognóstico é enorme e é a razão de eu insistir nisso. Eflúvio telógeno é autolimitado e reversível. Ele costuma durar de três a seis meses e o cabelo volta ao longo dos seis a nove meses seguintes. Não é a mesma coisa que rarefação androgenética, que é lenta, progressiva e se concentra no alto da cabeça e na risca. Pelo que você contou, a queda foi súbita e volumosa, o que aponta muito mais para a primeira. Você está no meio de um processo com prazo, e não numa perda definitiva. O que não quer dizer para cruzar os braços. Quer dizer que a conduta certa agora é corrigir as carências, comer o suficiente e esperar, e não empilhar medicação em cima da ansiedade. Sobre a espironolactona, um ajuste no que te disseram e depois a minha opinião. Ela não age impedindo a conversão em DHT, o que ela faz é bloquear o receptor de androgênio. E é justamente por isso que o seu medo é legítimo: esse receptor é o mesmo no folículo, no músculo e em todo o resto do corpo. Ela não distingue couro cabeludo de coxa. Ou seja, não existe versão dela que proteja só o cabelo. Fora isso, ela é diurética, exige acompanhar potássio, e exige contracepção segura enquanto se usa. No seu caso, com uma queda que tem toda a cara de ser temporária e com ferro na jogada, eu não entraria com ela agora. Sobre o minoxidil, o Foston levantou o efeito shedding e isso merece um cuidado. Esse aumento de queda no início é real, mas ele acontece nas primeiras semanas de quem começa o minoxidil. Você já usava durante o ciclo, então o tempo não bate, a não ser que a dose tenha mudado por perto. De qualquer forma, ele está certo no essencial: não pare por conta e dê tempo. Cabelo responde em meses, não em semanas, e julgar tratamento capilar por uma semana é o caminho mais rápido para a frustração. E o comentário dele sobre usar as duas vias vale conversar com o seu médico, porque o minoxidil oral em mulher tem efeito próprio e crescimento de pelo em outros lugares é comum. Uma coisa que ninguém tocou e que eu acho importante juntar. Você treina crossfit todos os dias, está querendo baixar o percentual de gordura, toma ferro e teve queda de cabelo. Esse conjunto é clássico de baixa disponibilidade de energia, ou seja, comer menos do que o treino exige por um tempo prolongado. O corpo corta gastos, e cabelo é dos primeiros itens que ele corta. Então, se a sua ideia agora é apertar mais a dieta, esse é o pior momento possível para isso. Eu faria o contrário por uns dois meses: comer no nível da manutenção, com proteína adequada, corrigir o ferro, e só depois pensar em déficit, e devagar. Sobre as suas outras perguntas. Sim, é totalmente viável somar musculação ao crossfit, e glúteo e posterior de coxa são exatamente os pontos que o crossfit deixa de lado. Duas sessões por semana, em dias em que o treino de crossfit não seja de perna pesada, resolvem bem. Terra romeno, elevação pélvica com barra, mesa flexora e afundo cobrem quase tudo o que você precisa. E vale dizer: musculação três vezes por semana com carga progressiva provavelmente vai te dar mais mudança de forma do que o ciclo que você acabou de fazer. Por fim, o que você comentou de não ter tido resultado muito importante com a oxandrolona, mesmo treinando todos os dias. Isso combina com o cenário de comida insuficiente que descrevi acima, e também com a possibilidade que o Foston levantou sobre a procedência do produto. Nos dois casos, a lição é a mesma: o próximo passo não é outro ciclo. E procure uma dermatologista com foco em cabelo. Com ferritina na mão e esse histórico, ela resolve isso muito melhor do que a gente por aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Caroço após aplicação de stano
Primeiro, o que provavelmente aconteceu, porque isso já te tira um peso. O stanozolol injetável não é uma solução em óleo, é uma suspensão de cristais em água. Esses cristais não se dissolvem, eles ficam depositados no músculo e o corpo reage a eles como reagiria a qualquer corpo estranho, com inflamação. É por isso que o quadro clássico do stano é exatamente o que você descreveu: aplicou e não senti nada, e dois dias depois apareceu um caroço grande e muito dolorido. Isso é inflamação estéril, é característica do produto e acontece com gente que fez a assepsia perfeita. Ou seja, provavelmente você não errou nada. Agora, o que eu não deixaria passar no seu relato, e é o motivo principal de eu estar escrevendo. Você está tomando nimesulida. Isso muda a leitura de tudo o que você está usando para se tranquilizar. Anti inflamatório mascara justamente os dois sinais que diferenciam inflamação estéril de abscesso, que são a dor e a febre. Quando você diz que já não sente tanta dor, essa informação vale menos do que parece, porque parte disso é o remédio. E o seu quadro tem um detalhe que merece atenção: uma semana depois, a área continua quente e endurecida. Calor que persiste por sete dias é o sinal que eu mais vigiaria, e ele fica mais difícil de interpretar com nimesulida em cima. Então a conduta que eu sugiro é: pare a nimesulida por uns dois dias e veja como a área se comporta sem ela. Se sem o remédio a dor voltar forte, a região crescer, ficar mais vermelha, aparecer febre ou calafrio, ou você sentir uma sensação de líquido embaixo da pele quando aperta, isso é pronto socorro no mesmo dia. Abscesso não se resolve com compressa nem com antibiótico de balcão, ele precisa ser drenado, e quanto mais tarde pior. Outro sinal que exige ir na hora é uma linha vermelha subindo do local em direção ao tronco, que é infecção caminhando pelo sistema linfático. E existe um segundo motivo, independente do caroço, para você tirar a nimesulida dessa história. Ela é dos anti inflamatórios com pior fama para o fígado, tanto que foi retirada do mercado em vários países justamente por isso. E o stanozolol é dos anabolizantes mais agressivos para o fígado que existem, inclusive na versão injetável, porque a molécula é a mesma da oral e continua sendo alquilada. Muita gente acredita que injetável poupa o fígado, e no caso específico do stano isso não é verdade. Ou seja, você está somando duas coisas hepatotóxicas ao mesmo tempo. Se precisar de anti inflamatório, converse com um médico sobre uma alternativa, e aproveite para pedir enzimas hepáticas. Umas coisas práticas para as próximas aplicações, já que você ainda está na terceira semana. Rodízio de local sem exceção, e nunca repetir o mesmo ponto na mesma semana, porque músculo já inflamado reage muito pior na segunda vez. Prefira massa muscular grande, glúteo ou vasto lateral, e evite deltoide para o stano, que é onde mais dá esse problema pelo pouco volume disponível. Agulha mais calibrosa ajuda, como o Nlear falou, porque cristal entope agulha fina e sai empurrado com pressão, o que espalha e machuca mais. E aplicar bem devagar, contando os segundos, faz diferença real com suspensão aquosa. Sobre o que o Batata sugeriu de fracionar o enantato em duas aplicações semanais, é uma boa ideia e eu faria, só que não pelo caroço. É porque nível mais estável significa menos oscilação e menos conversão a estrogênio ao longo da semana. Nesse ponto ele está certíssimo. Uma última observação, sem cobrança. Você aplica stano três vezes por semana e enantato uma, na terceira semana de uso, e a pergunta sobre exames não apareceu no tópico. Perfil lipídico, enzimas do fígado e hemograma valem tanto quanto qualquer detalhe de aplicação, e o stano é dos que mais derrubam o HDL. Se ainda não fez, faça agora, para pelo menos ter um retrato do meio do caminho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Hipertrofia Axilar? Há músculo nas axilas?
Tópico antigo, mas ele ficou pela metade e a parte que faltou é justamente a que responde a pergunta que o autor fez, que era se havia motivo de preocupação. Sim, existe músculo na axila. A parede da frente dela é formada pela borda do peitoral maior, a de trás pelo grande dorsal e pelo redondo maior, e a parte de dentro pelo serrátil anterior. Quem treina costas com carga desenvolve justamente essas bordas, e elas ficam palpáveis. Até aí, a resposta que o pessoal deu está certa. Só que tem um detalhe no post original que ninguém pegou e que muda a conversa: ele sentiu dos dois lados, mas de um lado bem maior que do outro. Assimetria é a palavra chave, e ela abre duas possibilidades bem diferentes. A primeira é anatômica e é bonita de conhecer. Existe uma variação chamada arco axilar de Langer, que é uma tira extra de músculo que sai do grande dorsal e atravessa a axila indo em direção ao peitoral. Ela aparece em algo perto de sete por cento das pessoas, é totalmente benigna, e tem duas características que batem exatamente com o relato: costuma ser de um lado só, ou bem mais evidente de um lado, e passa a vida inteira despercebida até a pessoa desenvolver as costas e começar a sentir uma faixa firme ali. Ou seja, treino não criou nada, só tornou visível o que já existia. A segunda possibilidade é a que precisa ser dita, porque foi a pergunta que o autor fez. A axila é cheia de gânglios linfáticos. Um caroço palpável na axila, principalmente de um lado só, é gânglio até que se prove o contrário, e isso é assunto de médico e não de fórum. Na esmagadora maioria das vezes não é nada grave, é reação a uma infecção, uma unha encravada, um corte, uma foliculite de depilação. Mas essa é uma daquelas situações em que a resposta certa não é o palpite mais provável, é a checagem. E dá para separar as duas coisas em casa, pelo menos como primeira triagem. Músculo muda quando contrai: encoste a mão na região e puxe o braço contra o corpo com força, ou empurre contra a parede. A tira endurece, muda de forma e continua presa ao movimento. Gânglio não faz nada disso. Ele é uma bolinha ou um caroço arredondado que rola sob os dedos, independente de você contrair ou não, e não muda de consistência com o esforço. Se for esse o caso, ou se houver dor persistente, crescimento, endurecimento tipo pedra, febre ou perda de peso sem explicação, é consulta e ponto. Uma última coisa, sobre a sugestão de fazer menos barra e menos remada caso a pessoa não goste do resultado estético. Eu não faria isso. O grande dorsal é o músculo que dá largura ao tronco e é o que mais melhora a impressão da cintura de qualquer pessoa. Abrir mão dele por causa de uma prega na axila é trocar algo grande por algo mínimo. Se o incômodo for real e for o arco de Langer, ele não some com menos treino, porque ele não veio do treino, e a única coisa que muda de verdade nessa região é o percentual de gordura.
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Anabolizante durateston pode causar reação alérgica?
Esse tópico tem sete anos e a resposta da pergunta está na bula do produto, mas ninguém chegou nela. E ela também explica o que o Branquinho e o Felipe descreveram, então vale escrever mesmo tanto tempo depois. Primeiro, uma correção necessária. Foi dito aqui que a testosterona da durateston é sintética e não é igual à testosterona que o corpo produz. Não é bem assim. A molécula é exatamente a mesma. O que se faz em laboratório é pendurar nela uma cadeia lateral, o éster, que serve só para atrasar a liberação e fazer a aplicação durar dias em vez de horas. Dentro do corpo, enzimas cortam esse éster e o que sobra é testosterona idêntica à sua. A durateston tem quatro ésteres diferentes justamente para escalonar essa liberação. Ou seja, alergia à testosterona em si praticamente não existe, e não faria sentido o corpo reagir contra um hormônio que ele fabrica todo dia. O problema nunca foi o hormônio. É o que vem junto com ele no frasco. A durateston é dissolvida em óleo de amendoim, e leva álcool benzílico como conservante. Isso está escrito na bula, inclusive com contraindicação expressa para quem tem alergia a amendoim. Então a resposta correta para a pergunta original é: existe risco de reação alérgica, sim, e ele vem do veículo, não do princípio ativo. E vale dizer que alergia a dipirona não prevê nada sobre alergia a óleo de amendoim, não há relação entre as duas, então esse medo específico não se sustenta. O que faria sentido, no lugar dele, é perguntar se você tem alergia a amendoim. Isso muda também a leitura dos relatos que vieram depois. Branquinho, febre por três dias a cada aplicação, vermelhidão, dor extrema, ficar mancando uma semana, e um caroço que demora dias para dispersar, tudo isso reproduzindo sempre com a durateston e não acontecendo com a deposteron, é um quadro bem sugestivo de reação ao veículo, e não à testosterona. A deposteron usa outro óleo, e é por isso que ela passa lisa em você. Felipe, o seu relato é praticamente o mesmo. E aqui vem a parte que eu preciso dizer com clareza, porque ela é séria. Continuar aplicando uma substância que te dá febre sistêmica toda vez é a receita para a reação piorar. Reação alérgica costuma escalar com a repetição da exposição, e a versão grave dela é a que fecha a garganta. O que parece um incômodo suportável hoje não é garantia do que acontece na décima vez. Quem tem esse quadro precisa de avaliação com alergista, e não de trocar o local de aplicação. Já que estamos nisso, vale separar as coisas, porque quase todo mundo confunde. Reação alérgica de verdade dá coceira, urticária, manchas espalhadas pelo corpo longe do local da aplicação, inchaço de rosto ou de lábio, chiado e falta de ar. Isso é emergência. Inflamação de aplicação é local: dor, calor, vermelhidão e endurecimento só ali, e melhora sozinha em alguns dias. E existe uma terceira coisa que é infecção, que aparece mais tarde, com pus, febre e piora progressiva, e essa é caso de médico e não de compressa. Febre que se repete a cada aplicação, sempre no mesmo padrão, não é infecção, é reação. Duas observações práticas para quem chegar aqui pelo mesmo motivo. Óleo de amendoim é o veículo mais associado a esse tipo de história, e existem produtos com outros óleos, o que costuma resolver. E concentração alta com muito álcool benzílico, comum em produto de fabricação clandestina, dói e inflama muito mais do que produto de farmácia, então dor absurda com caroço persistente às vezes é só isso, um veículo agressivo. Felipe, você comentou que nem sente o resultado que a durateston deveria dar. Isso, somado à dor toda, aponta bem mais para o frasco do que para o seu corpo. E o conselho que fecha, para quem tem histórico de alergia a medicamento e está pensando em usar anabolizante: essa é uma conversa para ter com médico antes, e não depois. Não pela burocracia, mas porque é ele quem tem como confirmar a alergia, checar contraindicação de bula e ter no consultório o que resolve uma reação grave. Ninguém quer descobrir que era alérgico ao veículo sozinho em casa, com a agulha ainda na mão. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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Como deixar de ser falsa magra aos 45 anos?
Li o tópico do começo ao fim e ele é um dos bons daqui, um ano inteiro de acompanhamento, com o Batata no treino e a Sussu na dieta, e você respondendo tudo, ajustando, voltando para contar. Só que tem uma pergunta que você fez no primeiro post e que se perdeu no caminho. Ninguém chegou a respondê la de verdade, e ela é a mais importante que você trouxe. Você contou que o seu ginecologista prescreveu testosterona em gel a 0,2 por cento porque você anda muito cansada, desanimada para qualquer esforço, com tristeza no período pré menstrual, dificuldade de ganhar massa e facilidade de acumular gordura no abdômen. Depois disso, o tópico virou treino e dieta, e o gel nunca mais foi discutido. Esse conjunto de sintomas, aos 45 anos, tem um nome antes de ter uma medicação, e é perimenopausa. É a fase em que o estrogênio começa a oscilar e cair, e ela explica com precisão quase tudo o que você descreveu: o cansaço, o humor pesado antes de menstruar, a gordura migrando para o abdômen e o músculo ficando mais difícil de construir. Ou seja, os seus sintomas são reais e têm causa. A questão é que testosterona não é a primeira resposta para essa fase, e sim uma peça que às vezes entra depois, quando o resto já foi investigado. E o resto quase nunca é investigado. Antes de qualquer gel, eu pediria três coisas, e insisto especialmente na primeira. Ferritina. Mulher de 45 anos que ainda menstrua é o grupo em que a falta de ferro é mais comum e mais ignorada do mundo, e o sintoma principal dela é exatamente esse: cansaço, desânimo, falta de disposição para treinar, sensação de estar sempre no limite. E o detalhe cruel é que dá para ter ferritina no chão com hemoglobina normal, ou seja, o hemograma vem escrito normal e ninguém desconfia de nada. Se for esse o seu caso, o tratamento custa pouco, o efeito é grande e não envolve hormônio nenhum. Peça ferritina, e não só hemograma. Tireoide, com TSH e T4 livre. Hipotireoidismo é muito frequente em mulher nessa faixa e produz o mesmo quadro de cansaço, desânimo, ganho de gordura e dificuldade de treinar. E vitamina D e B12, que são baratas, comuns de estarem baixas e igualmente ligadas a cansaço e humor. Sobre o gel em si, duas observações práticas, caso você tenha seguido com ele. Testosterona manipulada em gel tem dose bem menos previsível do que a gente imagina, porque a absorção pela pele varia muito de pessoa para pessoa e de dia para dia, então acompanhar por exame é obrigatório, e não opcional. E existe um detalhe que quase ninguém avisa: gel de testosterona passa por contato de pele. Você tem dois adolescentes em casa. Aplicar em área coberta por roupa, lavar bem as mãos depois e evitar contato direto na região da aplicação por algumas horas não é exagero, é a orientação de bula, justamente por causa de casos de exposição de crianças e de outras pessoas da casa. Agora, o pedaço bonito da história, que é o que você mesma escreveu no primeiro post sem perceber o peso: malho há dez anos sem ver resultado, e nunca pesei o que como. Um ano depois, com comida medida e treino bem montado, o tópico virou outra coisa. O que estava faltando não era hormônio, era método. E isso continua valendo mesmo que você trate a perimenopausa. Uma última coisa que ninguém mencionou e que, aos 45, eu não deixaria de fora: peça uma densitometria óssea de base. A queda de estrogênio dessa fase é o principal fator de perda de massa óssea na vida de uma mulher, e ter um exame de referência agora vale muito lá na frente. A boa notícia é que o melhor remédio contra isso é exatamente o que você já faz, treino de força com carga progressiva, agachamento, terra e afins. Você já está fazendo a parte certa, só falta ter o número para acompanhar. Se ainda passar por aqui, conta como ficou essa história do gel e como você está hoje. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
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libido baixa (estradiol alto?)
Antes de você tomar qualquer anastrozol, tem uma coisa no seu exame que precisa ser dita, porque ela pode inverter a conduta inteira. Esse estradiol de 66 foi dosado por quimioluminescência. Esse método é um imunoensaio, e em homem ele é reconhecidamente pouco confiável, porque sofre interferência de outras substâncias do soro e tende a superestimar o valor, ainda mais em quem usa hormônio. O exame que vale para homem é o estradiol por espectrometria de massas, que costuma vir descrito como LC MS MS ou estradiol ultrassensível. Não é frescura de laboratório, é uma diferença que muda o número de forma relevante. Antes de medicar em cima de 66, eu repetiria pelo método certo. É muito comum o valor cair bastante e a pessoa descobrir que nunca teve estradiol alto. E isso importa porque, no seu caso específico, tomar inibidor às cegas pode piorar exatamente aquilo que você quer resolver. Existe uma crença muito espalhada de que libido baixa é sempre estradiol alto. Na prática, é ao contrário com uma frequência enorme. Estradiol é necessário para a libido masculina, e homem com estradiol raspado costuma perder desejo, perder ereção espontânea, ficar com articulação seca, humor ruim e a sensação de estar apagado. Você já está com libido baixa. Se o seu estradiol real for normal e você derrubar ele com anastrozol, a chance de piorar é grande, e a piora demora semanas para ser desfeita. É o erro mais comum desse assunto. Repare também no seu próprio quadro: testosterona total em 889 num cruise de uma ampola por semana, colhida no fim do intervalo, e DHT em 530, que está tranquilamente dentro da faixa. Isso não é o retrato de alguém desandado hormonalmente. É o retrato de alguém com números razoáveis e um sintoma que ainda não foi explicado. Tem outro dado no seu exame que passou despercebido e que eu acho o mais interessante de todos: a sua SHBG está em 12,3, ou seja, colada no piso da referência. Duas consequências práticas. A primeira é que, com SHBG baixa, a sua testosterona livre é proporcionalmente mais alta do que o total sugere, e a fração livre do estradiol também. A segunda, e essa vale investigar de verdade, é que SHBG baixa costuma ser marcador de resistência à insulina e de gordura no fígado. Vale pedir glicemia de jejum, insulina, hemoglobina glicada, enzimas hepáticas e, se der, um ultrassom de abdome. Não é o assunto que você veio buscar, mas é o achado mais relevante do seu exame para a sua saúde. Sobre a prolactina, você escreveu que dosou antes de iniciar o cruise e deu baixa. Esse resultado descreve como você estava antes, e não como está agora. Prolactina alta é uma das causas clássicas de libido baixa com testosterona normal, e ela pode ter mudado nesse meio tempo. Repita junto com o estradiol novo. E, já que o assunto é libido e não estradiol, vale varrer o resto antes de mexer em hormônio: TSH e T4 livre, hemograma com hematócrito, pressão arterial, qualidade do sono, uso de antidepressivo ou anti hipertensivo, e o quanto de estresse e de sono ruim você está vivendo. Cruise longo com sono curto derruba libido em gente com exame perfeito. O que o Marcos sugeriu de fracionar a durateston em duas aplicações por semana é a parte mais sensata da conversa e eu faria de qualquer jeito. Pico menor significa menos conversão a estrogênio, e o nível fica mais estável ao longo da semana. Isso ataca a causa sem derrubar nada. Se depois disso o exame refeito pelo método correto ainda vier alto de fato e você continuar com sintoma, aí sim se conversa sobre medicação, e com dose definida por exame, e não por padrão de fórum. Nesse cenário, proviron tende a ser um caminho mais gentil que anastrozol, porque não derruba o estradiol do corpo inteiro. Resumindo a ordem que eu seguiria: fraciona a aplicação, repete estradiol por espectrometria de massas junto com prolactina, tireoide e hemograma, investiga a SHBG baixa do lado metabólico, e só decide sobre inibidor depois de ver esses números. Você já está fazendo a parte difícil, que é medir. Só falta medir com o método certo antes de agir. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.