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1º Ciclo com Oxandrolona e retenção de líquidos

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10 minutos atrás, Milla15 disse:

Eu li muitos artigos sobre isso...que ingerir gordura (saudável) ajuda a queimar...então tb comecei a ingerir amêndoas/ castanha do pará e de caju, óleo de coco, azeite, fruta só limão ,maça verde, morango, kiwi. ..tudo isso tenho conhecimento e tb tem pouco tempo...mas tb vou procurar um profissional pq ele irá me acompanhar melhor e não vou sentir tanta dificuldade pq já vinha me adaptando a essa mudança alimentar. 

Muito obrigada mesmo. Depois posto novidades. Bjs 

Há uma regra em tudo isso. Eu fiz a dieta comendo muito sfrogonoff, queijo amarelos, bacon, salaminho, e diversas comidas consideradas não saudáveis, além de mousse de maracuja ou limão feito com creme de leite, clight e a fruta. Não precisa contar calorias. Apenas comer quando tem fome e o quanto quiser. Leia o livro, é bem complero.

  • 2 semanas depois...
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  • Tira esse leite no pré-treino. Pode colocar 100g de batata doce e frango desfiado, o básico que funciona. Não sei como você era antes mas pelo peso que tinha já emagreceu bem, parabéns.  Val

  • Gostaria de opniões sobre a minha dieta, pois fui eu mesma quem montou.

  • @FitCoupleHim Meu objeitovo é baixar o Bf, não tenho fotos aqui, mais tarde tiro e posto.  

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  • 8 anos depois...

A @ThaisBruna abriu esse tópico com uma premissa que precisa ser desfeita, e o @Locemar a desfez na quarta resposta com a frase mais importante da conversa: a oxandrolona não vai te secar, e esse é um erro comum.

Ele estava certo, e vale desenvolver, porque ela escreveu no primeiro post que pesquisou e viu que a oxandrolona seria ideal para o objetivo dela, que era secar e definir.

Oxandrolona não queima gordura. Ela não age no tecido adiposo de forma relevante, não aumenta o gasto energético e não tem efeito lipolítico digno de nota. O que ela faz é ajudar a preservar massa magra enquanto a pessoa está em déficit calórico.

A confusão vem de uma observação real: quem usa oxandrolona costuma parecer mais seco. Só que isso acontece por dois motivos indiretos. Primeiro, porque o músculo preservado sob a mesma pele muda o aspecto. Segundo, porque ela não aromatiza, então não traz a retenção de água que outros compostos trazem, e a pessoa compara com o inchaço que esperava e conclui que secou.

Quem seca é o déficit calórico. A oxandrolona só protege o que estaria sendo perdido junto.

Agora a parte em que eu discordo do que foi recomendado a ela, e é uma discordância de fundo.

Foi sugerido que, antes de pensar em oxandrolona, ela experimentasse dieta low carb, especificamente Atkins ou cetogênica, com 5 por cento de carboidrato, 25 por cento de proteína e 70 por cento de gordura, mantendo até 40 g de carboidrato por dia.

A sugestão de tentar dieta antes do hormônio está corretíssima. É a proporção e o motivo que eu ajustaria.

Existe um estudo que testou exatamente essa hipótese no cenário mais controlado possível. Pessoas com obesidade ficaram internadas em enfermaria metabólica, com tudo pesado e medido, e receberam duas dietas com exatamente as mesmas calorias: uma restringindo carboidrato e outra restringindo gordura.

A restrição de carboidrato realmente aumentou a oxidação de gordura, como a teoria prevê. E produziu perda de 53 g de gordura corporal por dia. A restrição de gordura não aumentou a oxidação e produziu 89 g por dia.

Ou seja, no braço em que se queimava mais gordura, perdeu-se menos gordura. O que decide é o balanço de energia, não a proporção dos macronutrientes.

Isso não significa que low carb não sirva. Serve muito bem para muita gente, e por um motivo legítimo: proteína e gordura saciam mais, e quem sente menos fome cumpre a dieta. É uma vantagem de aderência, e aderência é o que produz resultado no mundo real.

O que muda é a expectativa. Se ela adotasse cetogênica esperando queimar gordura por uma via metabólica especial, e o resultado fosse igual ao de qualquer outra dieta com o mesmo déficit, a conclusão errada seria de que o corpo dela não funciona.

E há uma consideração específica para o caso dela: 70 por cento das calorias em gordura, com carboidrato abaixo de 40 g, para uma mulher que treina há três anos, costuma cobrar no rendimento do treino. E rendimento do treino é justamente o que protege a massa magra em déficit, que era a preocupação dela.

Uma observação sobre o que ela chamou de retenção.

Ela contou que era ex gordinha, que chegou a pesar 96 kg e que estava com 78 kg e 1,74 m. E disse que ainda tinha um pouco de retenção.

Depois de uma perda de 18 kg, o que costuma incomodar na região abdominal e nos braços não é retenção de água nem gordura teimosa: é pele que ainda não retraiu, e ela retrai parcialmente, ao longo de um a dois anos, dependendo da magnitude da perda, da idade e da genética.

Isso importa porque nenhuma dieta e nenhum hormônio resolvem excesso de pele. Se ela estiver perseguindo com dieta agressiva uma coisa que é de outra natureza, vai cortar cada vez mais e não vai chegar onde quer.

Agora sobre o protocolo que ela montou, e aqui vale um elogio.

Ela propôs 5 mg nas semanas 1 e 2, 10 mg nas semanas 3 e 4, 15 mg da 5 à 8, 10 mg na 9 e 10 e 5 mg na 11 e 12. Isso é subir devagar, ficar quatro semanas no topo e descer, com pico de 15 mg, que está dentro do teto de bula de 20 mg. É um dos protocolos mais sensatos que já vi alguém montar sozinha no fórum.

O ajuste que eu faria é no tempo total, e não na dose. Doze semanas é longo para mulher, e o tempo de exposição pesa mais no risco de virilização do que a dose. Oito semanas entregariam praticamente o mesmo com menos exposição.

E há uma informação que faltou por completo no tópico, e que é a mais importante para qualquer mulher: os sinais que exigem parada imediata são rouquidão, voz mais grave ou dificuldade nas notas altas da fala, e aumento de clitóris. Esses não regridem. Acne, oleosidade, pelo, queda de cabelo e alteração de ciclo regridem e não são motivo de pânico.

Vale também dois exames simples: perfil lipídico antes e ao fim, porque a queda de HDL é o efeito adverso mais consistente dos androgênios orais não aromatizáveis e é completamente silenciosa; e perfil hepático, porque a oxandrolona é 17 alfa alquilada.

E, se ela usa anticoncepcional, ou se pretende parar, vale registrar: a oxandrolona é teratogênica, e não existe cenário em que a resposta certa seja ficar sem método contraceptivo durante o uso.

Duas coisas ficaram sem resposta e merecem registro.

O @Locemar perguntou como estava a divisão de treino e o aeróbico, e nunca foi respondido. Para o objetivo dela, que é reduzir gordura preservando massa, o treino de força é a variável que decide, e o aeróbico é acessório. Cada grupo muscular duas vezes por semana, com carga registrada, rende mais do que acrescentar cardio.

E a sugestão dele de trocar o leite do pré treino por batata doce com frango era boa e prática.

Por fim, uma palavra sobre uma frase do primeiro post que passou batida: ela escreveu que tinha medo de acabar ganhando peso.

Uma mulher de 1,74 m com 78 kg, que veio de 96 kg, está num peso perfeitamente razoável, e parte do que ela pode ganhar na balança nos próximos meses é massa magra, que é exatamente o que ela quer. Vale trocar a balança pela fita métrica na cintura e pela foto mensal na mesma luz. Quem veio de uma perda grande costuma continuar se medindo pelo número que assustava antes, e esse número deixou de ser a informação certa.

Se quiser um ponto de partida para calcular a necessidade energética e montar a dieta com números, que foi a primeira coisa sugerida a ela e a mais acertada, o site tem um gerador de dieta simulada em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ . A saída é simulada e serve como rascunho para ajuste, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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