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PROJETO V8 - BULKING (ENANTATO + NANDROLONA + DIANA)

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Boooraaa monstroooo. Cara, muito legal ver essas atualizações. Incrível a evolução ao longo do tempo...

Pelo visto não fui só eu que tive problemas nessa época do ano e dei uma sumida. Mas ae, não nos abandona não brother. Se organize aí na sua vida pessoal e apareça por aqui.

Desculpe a "intimidade" de escrever assim, mas vc é um cara que não pode mais abandonar esse fórum caraio kkkkk

  • 5 anos depois...

@MOTUMBO, li o projeto inteiro e ele é dos mais bem conduzidos que vi por aqui, tanto pelo acompanhamento do @Apollo Galeno quanto pela sua disciplina em atualizar. Então não venho corrigir rumo, venho acrescentar três coisas que ficaram de fora e que valem para o próximo bulk.

Começo pela que você mesmo levantou e que virou a discussão mais interessante do tópico.

Sobre a nandrolona "lubrificar as juntas", vale separar o efeito do mecanismo, porque o efeito existe e o mecanismo que todo mundo repete não se sustenta.

O efeito tem base. Um estudo prospectivo piloto adicionou decanoato de nandrolona em dose baixa à reposição de testosterona em homens hipogonadais com dor articular, e cerca de 72 por cento dos que retornaram relataram melhora importante, com a nota de dor caindo pela metade em média. É estudo pequeno e piloto, então não é prova definitiva, mas não é folclore de academia: existe sinal na literatura, e existe também aumento documentado de síntese de procolágeno tipos I e III em tecido conjuntivo.

O que não tem base é a explicação da lubrificação. A ideia de que a nandrolona aumenta líquido sinovial e "lubrifica" a articulação aparece como explicação anedótica repetida, sem confirmação clínica. E a diferença entre as duas coisas é bem prática: se o alívio vem de melhora do tecido conjuntivo, ele é reparo. Se vem de efeito analgésico, ele é anestesia.

E aqui está o ponto que eu quero que fique, porque ele é de segurança e não de teoria. Você escreveu que a missão é socar peso e acabar com os pesos da academia, e que a nandrolona vem a calhar para as juntas. Se o joelho ou o ombro parar de doer sem você ter mudado nada na execução, no volume ou na carga, o que sumiu foi o aviso, não a lesão. Lesão de manguito e de tendão patelar avançam caladas quando o sinal de dor está abafado, e o momento em que isso mais acontece é exatamente esse: dose alta, força subindo rápido e vontade de bater recorde. Se a dor sumir, mantenha a progressão como se ela ainda estivesse ali.

Segundo ponto, e é o que eu mais mudaria: a divisão de treino.

Olhe o seu desenho de semana. Segunda peito e tríceps, terça costas e bíceps, quarta deltoides, quinta pernas, sexta bíceps e tríceps de novo, sábado costas e deltoide posterior. Isso dá braço três vezes na semana, costas duas, deltoide duas e perna uma.

Para um objetivo declarado de chegar a 100 kg, perna uma vez por semana é o maior ponto fraco do plano, e não é questão de estética. Quadríceps, posterior e glúteo somam a maior fração da massa magra do corpo. Treinar essa massa toda uma vez a cada sete dias, enquanto o bíceps recebe três estímulos, é gastar o superávit calórico no lugar que menos devolve peso na balança.

O que eu faria é dividir a semana em superior e inferior alternados, ou em empurrar, puxar e pernas repetido duas vezes. Nos dois casos, a perna passa a ser treinada duas vezes por semana e o braço para de ser treinado três, o que ainda por cima libera recuperação. É uma mudança sem custo nenhum e que rende exatamente onde você quer.

Terceiro ponto, sobre os macros, e aqui um detalhe que passou.

Você montou 3.950 kcal com 302 g de proteína, e escreveu que achou 4.000 alto. As calorias estão bem para o objetivo. A proteína é que está sobrando: 302 g para 96 kg dão 3,1 g por quilo. A faixa em que a literatura para de mostrar ganho adicional fica bem abaixo disso, algo em torno de 1,6 a 2,2 g por quilo, o que no seu caso seriam 155 a 210 g.

Não é que o excedente faça mal, ele apenas não rende nada de extra e ainda ocupa espaço no seu estômago. Trocar 80 a 100 g de proteína por carboidrato, mantendo as mesmas calorias, tende a melhorar rendimento no treino e, na prática, resolve parte da queixa que você repetiu várias vezes: que comer é difícil e custoso. Carboidrato é mais barato e passa mais fácil que proteína.

E, já que você citou o empurrão da nandrolona para conseguir comer, vale registrar que esse aumento de apetite é real e bem descrito, mas ele é muleta. Se em algum ciclo o volume só fecha com ele, o problema é o desenho da dieta, e não a falta da substância. Calorias líquidas, com leite integral, aveia e azeite batidos, resolvem 600 a 800 kcal sem exigir vontade de mastigar.

Duas observações rápidas.

A primeira é sobre a pergunta do @EverTonSN, sobre por que você usa doses baixas. A analogia do Mustang é boa e a resposta prática complementa: dose responde com retorno decrescente e efeito colateral com retorno crescente. Dobrar a dose não dobra o ganho, mas dobra a chance de hematócrito alto, pressão alta e queda de HDL. Você está no ponto da curva em que ainda vale a pena, e reconhecer isso é o que separa quem dura dez anos de quem dura dois.

A segunda é sobre o HIIT sete vezes por semana pulando corda, no meio de um bulk mirando 100 kg. Sete sessões sem nenhum dia de folga competem com a recuperação do treino de força justamente na fase em que a recuperação é o fator limitante, e com corda o desgaste cai todo em tornozelo, joelho e panturrilha. Três a quatro sessões rendem o mesmo controle de gordura com bem menos custo.

E, sobre a discussão do ciclo com nandrolona como base no lugar da testosterona: a resposta que você recebeu no tópico estava certa e vale reforçar por outro lado. Fugir de ginecomastia trocando testosterona por nandrolona não funciona, porque a nandrolona é progestagênica, e progestagênio ativa tecido mamário por um caminho próprio, independente do estradiol. Ou seja, troca-se um risco por outro, e por um que responde pior aos moduladores usuais.

Por fim, um comentário que não é técnico. A sua frase sobre ter chutado o balde uma semana e descoberto que é mais difícil do que se pensa estragar o shape é a coisa mais útil deste tópico inteiro para quem lê de fora. Muita gente aqui vive com medo de uma refeição, e ver alguém consistente dizer que voltou 100 por cento no dia seguinte sem estrago vale mais que qualquer planilha.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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