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Estou com 50 anos e vou comecar o ciclo com oxandrolona hoje

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7 horas atrás, Amelia disse:

Fitcouplehim... socorrrrooo.. Quero iniciar um novo ciclo e pensei no oxandrolona 10 mg  com primobolam por 5 semanas, porém nao consigo manipular o primobolam nas farmacias de minha cidade por ser  injetavel. Me dê uma luz?  posso ciclar COM PRIMOBOLAN  EM COMPRIMIDOS? OU BOLDENONA.? PI STANOZOLOL... ESTE ACHEI AQUI INJETAVEL... QUE ACHA?

Amélia   , estou fazendo um ciclo com OXANDROLONA , li que vc fez , me fala o que vc achou do ciclo?

VI também  que você tem 50 anos , parabéns pelo corpo , tenho 38 , e só  me deparo com relatos de moças bem jovens. Que bom ler o seu.

Estou de olho aqui RS. ..

Oi Amelia , verdade ...

Eu já estou firme na academia tem 4 anos , a exatos 8 meses atrás alcancei o corpo que tanto desejava , um BF de 12% divididos em um pequeno corpo de  1,58m e 55kg... super satisfeita pois nunca tive a intenção  de ser panicat também  não.... massssss devido a uma alergia e problemas pessoais  descuidei do que considero 70% primordial para conquistar e manter bons resultados DIETA. ...me joguei no bolo de chocolate , pizza toda semana , não queria nem saber chutei o balde mesmo :/ só vim perceber o estrago final do ano , e a exatos dois meses estou atrás do prejuízo. ..

O mais engraçado  não engordei nenhum kg na balança  , apenas houve uma grande substituição  de massa magra pela gordura. ...grande aumento de BF.

Hoje já não desejo um BF de 12% uma vez que não sou atleta , e minhas veias ficam muito evidentes ....

Quero chegar a 15....e vou chegar ....Estou firme e forte nos treinos  e dieta..... 

Um forte abraço  , continuo  de olho rsss

  • 2 anos depois...
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  • Olha isso é meio complicado de dizer, primeiramente vc pode ter obtido esse 1 kg, mais com qualidade, perca de gordura e ganho de massa magra, a oxandrolona não é usada para emagrecer exatamente isso

  • Há fontes que apontam para um declínio nas concentrações do DHEA com o passar do tempo quando se chega a uma determinada idade, e portanto a leitura dos níveis do DHEA não pode seguir apenas a questão

  • Amélia   , estou fazendo um ciclo com OXANDROLONA , li que vc fez , me fala o que vc achou do ciclo? VI também  que você tem 50 anos , parabéns pelo corpo , tenho 38 , e só  me deparo com relatos

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Tá brincando com a saúde menina. Se quiser fazer a coisa certa com saúde, procure um endocrinologista/metabologia. Daí faz exames hormonais e te passa a coisa certa pra você tomar. E se quiser mais consulte um nutricionista esportivo. E faça um treino correto obedecendo o tempo de descanso de uma série pra outra. Assim sendo vai ficar bonita e saudável. Tenho 57 anos, e é assim que faço. Meu corpo é lindo...barriga sequinha e definida. Com saúde não se brinca.

8 minutos atrás, Cirene Riguete Vecchi disse:

Tá brincando com a saúde menina. Se quiser fazer a coisa certa com saúde, procure um endocrinologista/metabologia. Daí faz exames hormonais e te passa a coisa certa pra você tomar. E se quiser mais consulte um nutricionista esportivo. E faça um treino correto obedecendo o tempo de descanso de uma série pra outra. Assim sendo vai ficar bonita e saudável. Tenho 57 anos, e é assim que faço. Meu corpo é lindo...barriga sequinha e definida. Com saúde não se brinca.

Oi Cirene,

Este tópico teve a última postagem em abril de 2016... provavelmente a Amélia ão a responderá. 

De toda sorte, seria interessantíssimo e sobremodo educativo se pudesse criar um novo tópico contando da sua experiência e postando fotos para melhor tangibilização. Acaso queira, pode esconder o rosto nas fotos.

  • Moderador
3 horas atrás, Cirene Riguete Vecchi disse:

Tá brincando com a saúde menina. Se quiser fazer a coisa certa com saúde, procure um endocrinologista/metabologia. Daí faz exames hormonais e te passa a coisa certa pra você tomar. E se quiser mais consulte um nutricionista esportivo. E faça um treino correto obedecendo o tempo de descanso de uma série pra outra. Assim sendo vai ficar bonita e saudável. Tenho 57 anos, e é assim que faço. Meu corpo é lindo...barriga sequinha e definida. Com saúde não se brinca.

Como o Fit falou, seria muito legal vc abrir um tópico relatando seus treinos e dietas... coloque fotos se possível...

  • 8 anos depois...

A @Juliana Cian escreveu nesse tópico a frase que mais me preocupou em toda a conversa, e ela passou sem correção.

Ela disse estar muito preocupada porque não sentia colateral nenhum, pois tinha ouvido dizer que bons resultados vêm acompanhados de efeitos colaterais.

Isso não é verdade, e é importante desmontar essa ideia com cuidado, porque ela leva a pessoa a subir dose atrás de um sinal.

Efeito colateral e efeito desejado vêm do mesmo receptor androgênico, mas em tecidos diferentes, com sensibilidades diferentes. Quanta acne, quanta oleosidade e quanta alteração de voz uma pessoa desenvolve depende de fatores individuais como densidade de receptor e atividade da 5 alfa redutase na pele e no folículo, e não da quantidade de músculo que ela vai ganhar.

Ou seja, não existe relação entre intensidade de colateral e tamanho do resultado. Duas mulheres na mesma dose podem ter respostas opostas nos dois eixos, e de forma independente.

Quem não sentiu colateral não está desperdiçando o ciclo. Está, provavelmente, tendo a melhor sorte possível.

Agora o ponto central do tópico, que é a dose.

A @Amelia começou com 20 mg por dia e, no quarto dia, subiu para 40 mg, seguindo a sugestão do FitCoupleHim, com a justificativa de que as cápsulas eram de 20 mg e assim as 60 cápsulas rendiam mais.

A bula da oxandrolona vai de 2,5 a 20 mg por dia, e os 20 mg são o teto para adultos. Protocolos femininos que circulam por aqui costumam ficar entre 5 e 15 mg, e a própria @Amelia estava no limite superior antes de dobrar.

E há uma questão de raciocínio que vale explicitar: a dose foi decidida pelo formato da cápsula que ela já tinha comprado, e não pelo que ela precisava. Isso é o inverso da ordem correta. Cápsula manipulada se manipula em qualquer miligragem, e o @Nandopw apontou isso corretamente ao dizer que o primeiro ciclo feminino costuma ficar em torno dos 20 mg.

O que mais me chama atenção é que ela subiu a dose no quarto dia, citando que ainda não sentia colateral.

Oxandrolona oral tem meia vida em torno de 9 horas, então em quatro dias o nível já está estável. Mas os colaterais que importam numa mulher não são de horas, são de acúmulo, e ela mesma registrou depois que os efeitos apareceram aos 28 dias. Ou seja, a ausência de sinal na primeira semana não era informação sobre segurança, era apenas o tempo passando.

Agora a parte que ninguém disse com todas as letras, e que é a informação mais importante para qualquer mulher que leia este tópico.

Entre os efeitos de virilização, alguns são reversíveis e outros não são.

Costumam regredir com a suspensão: acne, oleosidade, aumento de libido, retenção, irritabilidade e alteração do fluxo menstrual.

Não costumam regredir: o engrossamento da voz e o aumento do clitóris. As alterações da voz vêm de mudança estrutural na prega vocal, com espessamento do epitélio, da lâmina própria e da fibra muscular, e a literatura descreve casos de virilização vocal permanente inclusive após uso curto, com melhora apenas parcial depois da suspensão.

Por isso a regra prática é diferente da que vale para homens. Nos sinais reversíveis dá para observar e avaliar. Nos irreversíveis não existe observar: rouquidão nova, instabilidade da voz, perda das notas agudas, mudança de timbre ou crescimento do clitóris são motivo de parar no mesmo dia. Quem espera para ver se piora está esperando dentro do dano.

A @PWS Couple relatou clitóris um pouco inchado e o assunto seguiu adiante. Era exatamente o momento de parar e reavaliar dose.

E uma sugestão prática que vale mais que qualquer descrição: gravar trinta segundos de voz no celular antes de começar e repetir toda semana. A mudança é gradual e o próprio ouvido se acostuma. A gravação não se acostuma.

Sobre o peso que a assustou, e que voltou várias vezes.

Ela ganhou 1 kg na segunda semana e 3 kg na quarta, com as medidas iguais e as roupas mais largas. O @Az_Rio e o FitCoupleHim acertaram ao dizer para desencanar da balança.

Vale acrescentar o mecanismo, porque ele tranquiliza mais que o conselho. Androgênio aumenta o glicogênio muscular, e cada grama de glicogênio armazenado carrega água consigo. Isso é peso, aparece na balança em dias, e some quando se interrompe. Medida de fita inalterada com roupa mais larga é o quadro clássico de troca de composição, e é resultado bom.

Sobre a irritabilidade, que foi o colateral marcante dela.

Aqui é preciso separar duas coisas que ficaram misturadas. Ela atribuiu a irritação à menopausa, e depois concluiu que não era o ciclo porque a menstruação veio normalmente. Só que menstruar significa justamente que ela não estava em menopausa estabelecida, e sim provavelmente em perimenopausa. Ou seja, o argumento que ela usou para descartar o ciclo é o mesmo que descarta a menopausa.

Aparecer aos 28 dias de uso e ter sido descrita como muito acima do habitual dela aponta para o ciclo. E ela registrou junto a queda de libido a zero, que também é achado de uso, por supressão da produção ovariana e adrenal de androgênio durante a administração exógena.

Agora os exames, que foram a melhor decisão que ela tomou no tópico inteiro.

Ela fez exames depois, se preocupou com o colesterol e não fez os demais. Vale corrigir o foco.

Em quem usa oxandrolona, o colesterol total é o número menos informativo do painel. O que a oxandrolona faz de forma marcante, e está bem documentado, é derrubar o HDL, o colesterol bom, e elevar o LDL. Um colesterol total até baixo pode estar escondendo um HDL no chão, e é o HDL que interessa aqui.

O painel que responde é HDL, LDL, triglicerídeos, TGO, TGP, gama GT, hemograma, glicemia e pressão arterial aferida. E, sendo oral 17 alfa alquilada, as enzimas hepáticas não são opcionais.

E vale a boa notícia: a queda de HDL induzida por oral costuma se recuperar em semanas a poucos meses após a suspensão. Repetir o painel de dois a três meses depois é o que fecha o relato.

Sobre o DHEA baixo e a conversa que veio dele.

O @Mestre foi correto e cuidadoso ao dizer que o DHEA declina com a idade e que a leitura precisa considerar idade, não só sexo. Acrescento uma coisa: DHEA sulfato baixo logo após um ciclo é esperado, porque androgênio exógeno suprime a produção adrenal. Ou seja, aquele exame foi colhido no pior momento possível para se tirar conclusão. Repetido três meses depois, ele diria outra coisa.

E aqui eu discordo do encaminhamento que a conversa tomou, quando o DHEA baixo passou a ser lido como sinal verde para um ciclo de testosterona. Um exame colhido sob supressão não autoriza nada. Se a suspeita é deficiência androgênica na perimenopausa, isso é avaliação de endocrinologista ou ginecologista com exames colhidos fora de uso, e não motivo para escolher o próximo composto.

O @Mestre também acertou no ponto seguinte, e a lógica dele merece destaque: ela teve irritabilidade forte com oxandrolona, que é dos androgênios menos propensos a isso em mulheres, então esperar tranquilidade com testosterona injetável é apostar contra a própria evidência que ela já produziu. A resposta individual dela já estava medida.

Onde eu discordo do @Matheus França é na sugestão que veio depois, de boldenona ou primobolan como mais seguras em relação à virilização.

O problema não é a potência androgênica delas, é a farmacocinética. O undecilenato de boldenona tem meia vida muito longa, da ordem de duas semanas, com detecção que se estende por meses.

E isso é exatamente o que não se quer numa mulher. Como parte dos sinais é irreversível, o valor de um oral de meia vida curta é poder interromper e ter a exposição caindo em horas. Com um éster de meia vida de duas semanas, no dia em que a voz mudar, ainda restarão semanas de droga circulando, e não existe como acelerar isso.

Ou seja, para mulher, meia vida curta não é detalhe, é a margem de segurança inteira. A oxandrolona, apesar do custo hepático de ser alquilada, é preferida por mulheres justamente por isso.

O mesmo raciocínio se aplica à sugestão do @Az_Rio de acrescentar masteron em dose baixa. Masteron é derivado da di hidrotestosterona, ou seja, é um androgênio que não converte para estrogênio e age direto na via responsável pelos sinais irreversíveis, e o propionato ainda assim tem liberação de dias e não de horas.

Duas observações finais.

A primeira, para a @MelMene, que perguntou como tinha sido a experiência e não teve resposta técnica. Vale ler o relato dela por inteiro, mas com um alerta: a @Amelia sentiu os colaterais aos 28 dias, em 40 mg por dia. Repetir o protocolo dela é repetir uma dose que estava dobrada em relação ao teto de bula.

A segunda, para a @Cirene Riguete Vecchi, que entrou no tópico dois anos depois dizendo para procurar endocrinologista e nutricionista esportivo, e foi recebida com ironia.

Ela estava certa no conteúdo. Uma mulher de 50 anos em perimenopausa é justamente o perfil que mais tem a ganhar com avaliação hormonal formal, porque existe tratamento reconhecido para o quadro, e porque irritabilidade, sono ruim, queda de libido e mudança de composição corporal nessa fase têm causa que se investiga.

O que a fez ser mal recebida foi o tom, não o argumento. E vale registrar que o argumento sobrevive ao tom.

Por fim, um reconhecimento à @Amelia. Ela relatou tudo, incluindo o que a assustou, voltou depois do fim para contar como estava, e fez exames. Relato completo com desfecho é a coisa mais rara e mais útil deste fórum.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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