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DEPOSTERON E TESTO BAIXA

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  • O deposteron não vai resolver a origem do seu problema: a falta de produção da testosterona endógena. É a típica prescrição burra: - se ele tem açúcar alto, colesterol, pressão arterial, etc, resolvem

  • só nós mulheres que chegamos zuadas e postamos as fotos com calcinhas mais zuadas ainda sem dó 🤣 os caras ficam regulando a exposição hahahah

  • Beleza...  vamos atualizando. Vou ajustar a dieta.    Nos próximos 30 dias vou focar na limpeza do shape. Também estou achando over banha!... hehe Fiquei em dúvida com o que você falou

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6 horas atrás, Edubsb disse:

Pessoal, bom dia... 

Vou colocar aqui a minha atualização conforme combinamos. 

94,5kg

 

Sehuem as fotos... 

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Oi cara do cabelo massa.
O nosso querido keto saiu do fórum 😰 ele que te sugeriu a dieta inicial .. etc. 
Porém, temos outras pessoas que podem te ajudar aqui( eu acho, kk ) vou cita-las , ok?

 

@Foston @Bravo Costa 

vocês podem ajudá-lo ?  Ou podem citar alguém que pode. 

Editado em por Isa

7 horas atrás, Edubsb disse:

Pessoal, bom dia... 

Vou colocar aqui a minha atualização conforme combinamos. 

94,5kg

 

Sehuem as fotos... 

IMG_20211207_115933.jpg

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Vamos lá...

Minhas sugestões:

- se vc está ysando deposteron uma ampola por semana, vc está com dose suprafisiologica... 200mg/semana que vai dar 1600ng/dl no mínimo... sugiro colocar em um bujao e aplicar 2x na semana ou mais... para manter os níveis sericos mais estáveis.

- mude seu treino para a sequência

Peito - Costas - Pernas - Ombros - Braços. 

- faria uma limpada no shape... dieta no app myfitnesspal 

2500 KCal

Proteína 260g

Gordura 90g

Carboidrato o restante para fechar as calorias.

  • Autor
12 horas atrás, Bravo Costa disse:

Vamos lá...

Minhas sugestões:

- se vc está ysando deposteron uma ampola por semana, vc está com dose suprafisiologica... 200mg/semana que vai dar 1600ng/dl no mínimo... sugiro colocar em um bujao e aplicar 2x na semana ou mais... para manter os níveis sericos mais estáveis.

- mude seu treino para a sequência

Peito - Costas - Pernas - Ombros - Braços. 

- faria uma limpada no shape... dieta no app myfitnesspal 

2500 KCal

Proteína 260g

Gordura 90g

Carboidrato o restante para fechar as calorias.

Beleza...  vamos atualizando. Vou ajustar a dieta. 

 

Nos próximos 30 dias vou focar na limpeza do shape. Também estou achando over banha!... hehe

Fiquei em dúvida com o que você falou do deposteron (que tá em falta no país inteiro).....

Sua sugestão é aplicar mais mais de 1x por semana?....  Devido a falta no mercado o endócrino sugeriu 4ml de Undecilato mensal....  pelos próximos 2 meses. Enfim... continuo confuso com essa prescrição de reposição, porque achei um tanto quanto precoce, mas vamo que vamo.....

valeu pelo apoio....

 

beijos e abraços...

"O cara do cabelo legal" by @Isa

2 horas atrás, Edubsb disse:

Sua sugestão é aplicar mais mais de 1x por semana?

Acredito que o que o @Bravo Costaquis dizer é fracionar em "1/2" ampola e aplicar uma no inicio e outra no final da semana, para manter seus hormônios estáveis. 

 

 

23 horas atrás, Edubsb disse:

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Cabelo maneiro demais! KKKK 

  • 4 meses depois...
  • Autor
Em 18/11/2021 em 22:00, Edubsb disse:

@Keto Disciplina tem bastante. Não entendi a parte da dieta que não me prescreveram...  A dieta tá prescrita para duas situações. Treino pela manhã e treino no fim da tarde. 

Sobre o deposteron, foi algo que o médico indicou... E a ideia era aproveitar esse "ciclo" para impulsionar alguma evolução. 

 

E o shape vou postar...  Hoje o dia foi um caos aqui e não consegui parar ainda.... 

 

Valeu. 

Depois de algum tempo, passando pra dar um oi pra todos....  Na atividade...

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  • 2 semanas depois...
  • 4 anos depois...

Preciso começar por uma informação que o @Edubsb deu no meio do tópico, quase de passagem, e que muda tudo o que foi discutido antes e depois dela.

Ele contou que o colesterol dele sempre foi alto, que um exame feito quando ele tinha 39 anos detectou cerca de 30 por cento de obstrução arterial, e que por isso o cardiologista prescreveu rosuvastatina, ezetimiba e aspirina.

Ou seja, ele não é um homem de 44 anos com um número de colesterol fora da faixa. Ele é um homem com doença aterosclerótica coronariana documentada, diagnosticada aos 39, em tratamento por isso.

E é por causa disso que eu preciso discordar, com todas as letras, de duas coisas que foram ditas a ele neste tópico.

A primeira: foi dito que estatinas detonam a testosterona e que, salvo se ele já tivesse tido algum evento mais grave, não seriam recomendadas. A segunda: foi dito que colesterol elevado não é um marcador relevante atualmente, com indicação de um livro sobre o assunto.

Sobre a primeira, o raciocínio está invertido.

Placa documentada já é a indicação. O tratamento não espera o infarto para começar: ele existe justamente para que o infarto não aconteça. Alguém com obstrução coronariana identificada aos 39 anos está exatamente no grupo em que o benefício de reduzir LDL é maior e mais bem demonstrado. Condicionar o tratamento a já ter tido um evento grave é abrir mão da única janela em que ele serve para alguma coisa.

Sobre a segunda, a afirmação não corresponde ao que se sabe.

O papel causal do LDL na aterosclerose é um dos achados mais sólidos da medicina cardiovascular. Ele não se apoia em um estudo isolado, e sim na convergência de três linhas independentes: estudos observacionais de longo prazo, estudos genéticos em pessoas que nascem com LDL naturalmente baixo ou alto por variação genética, e ensaios clínicos randomizados com fármacos de mecanismos completamente diferentes entre si, estatinas, ezetimiba e inibidores de PCSK9, que reduzem eventos de forma proporcional a quanto reduzem o LDL.

É difícil imaginar um desenho mais convincente do que esse, porque drogas com mecanismos diferentes produzindo o mesmo benefício na proporção da redução do LDL é justamente o que se esperaria se o LDL fosse causal, e não apenas um acompanhante.

E existe, no caso dele, um detalhe que fecha o argumento: ele mesmo escreveu que o colesterol sempre foi alto apesar de alimentação regrada, e que o cardiologista atribuiu a causa a fator genético. Colesterol muito alto, desde sempre, sem explicação dietética, com doença arterial precoce, é a descrição de um quadro de origem genética, e é o cenário em que tratar com medicação importa mais, e não menos.

Sobre estatina e testosterona: a literatura não sustenta que estatina produza queda clinicamente relevante de testosterona. Os estudos são inconsistentes e, quando encontram algo, encontram variações pequenas. Mesmo que houvesse esse efeito, a comparação não é próxima: de um lado, alguma variação hormonal; do outro, prevenção de infarto em quem já tem placa.

Ele não deve interromper a medicação por causa de um livro ou de um fórum, incluindo este. Se quiser uma segunda opinião médica, ela é legítima e sempre foi. Mas ela se pede a outro cardiologista.

Agora o segundo ponto, e ele decorre diretamente do primeiro.

Ele estava começando deposteron, uma ampola por semana. E o próprio tópico calculou corretamente que 200 mg por semana coloca a testosterona em faixa suprafisiológica, com estimativa acima de 1.500.

Ninguém ligou isso à doença coronariana dele, e é o ponto mais importante do relato.

Androgênio em dose suprafisiológica atua exatamente sobre os mesmos alvos que o tratamento dele tenta controlar. Ele derruba HDL, tende a elevar LDL, eleva pressão arterial e aumenta hematócrito, deixando o sangue mais viscoso. São quatro efeitos empurrando na direção contrária ao motivo pelo qual ele toma rosuvastatina, ezetimiba e aspirina.

Isso não é argumento contra reposição de testosterona em geral. É argumento contra dose suprafisiológica e contra usar o tratamento como impulso estético, que foi a intenção declarada dele quando abriu o tópico: aproveitar o ciclo para acelerar a evolução.

E, se ele seguir com reposição, o mínimo que precisa entrar no acompanhamento, além do que o cardiologista já pede, é hemograma com hematócrito e hemoglobina, perfil lipídico e pressão. O hematócrito é o que mais some das discussões daqui e é o mais fácil de medir.

Agora a pergunta mais bem feita do tópico, que ficou sem resposta.

Alguém observou que, nos exames dele, a testosterona estava baixa com LH e FSH também baixos, e perguntou se a origem disso tinha sido investigada, citando hipopituitarismo e outras hipóteses. Também perguntou se a próstata havia sido avaliada antes.

As duas perguntas estavam certíssimas, e a primeira é decisiva.

Testosterona baixa com LH e FSH baixos aponta para uma origem central, ou seja, o problema não está no testículo, e sim no comando. Isso é diferente da queda relacionada à idade, em que tipicamente o eixo tenta compensar e as gonadotrofinas não ficam baixas. Ou seja, a explicação que ele mesmo tinha assumido, de que a causa provável era a idade, não combina com o desenho dos exames dele.

E isso importa porque hipogonadismo central tem causas que podem ser tratadas, e algumas são bem comuns: excesso de peso, apneia obstrutiva do sono, prolactina elevada, uso de opioides, e, menos frequentemente, alteração da hipófise. Prolactina, TSH e uma avaliação de sono resolvem boa parte disso, e o resultado muda a conduta.

Vale destacar a mais provável no caso dele, porque ela também resolve o outro problema.

Excesso de gordura corporal reduz testosterona por mecanismos conhecidos: mais tecido adiposo significa mais aromatização de testosterona em estrogênio, o que retroalimenta negativamente o eixo, e isso se soma ao efeito da apneia do sono e da resistência à insulina. Perda de peso significativa costuma elevar a testosterona própria de forma substancial em homens nessa situação.

Ou seja, a dieta que ele veio buscar aqui é, ao mesmo tempo, o tratamento com melhor relação entre benefício e risco para a testosterona dele e para a doença coronariana dele. É a única intervenção do tópico que age nas duas frentes.

Sobre o androgel que não funcionou nos dois meses anteriores: foi dito que era esperado, porque teria suprimido ainda mais o eixo. A supressão é real, mas essa provavelmente não é a explicação. Gel de testosterona tem absorção bastante variável entre pessoas, depende de aplicação e de área, e a falha mais comum é dose insuficiente ou exame colhido em horário inadequado. Antes de concluir que não funciona, o padrão é conferir a dosagem sérica com o gel em uso.

Três notas rápidas.

A primeira é o percentual de gordura. Ele relatou 15 por cento, e o próprio tópico estranhou. Bioimpedância não mede gordura: mede resistência elétrica e estima a composição a partir da água corporal. O erro é grande, e nesse caso a estimativa não conversava com as fotos. Fita métrica na cintura, sempre no mesmo ponto e no mesmo horário, informa mais e custa menos. E, no caso dele, circunferência abdominal é um marcador que interessa diretamente ao cardiologista.

A segunda é a cirurgia de coluna que ele mencionou de passagem, e que foi o motivo de ele evitar esteira. Isso merecia ter sido desenvolvido. Quem operou a coluna precisa saber, de quem operou ou de um fisioterapeuta, quais movimentos e cargas estão liberados, em vez de decidir por tentativa e erro. Vale especialmente para agachamento, levantamento terra e desenvolvimento com carga alta.

A terceira é sobre a orientação de manter o HIIT entre 80 e 90 por cento da frequência cardíaca máxima estimada pela fórmula de 220 menos a idade. Duas ressalvas. A fórmula tem erro individual grande, de mais ou menos dez a doze batimentos, o que a torna um chute razoável para a população e um mau guia para um indivíduo. E, num homem com doença coronariana documentada, faixa de treino de alta intensidade é assunto para o cardiologista, idealmente definida a partir de um teste ergométrico, que ele inclusive já fez outras vezes. Esse é o tipo de detalhe em que a diferença entre orientação genérica e orientação individual deixa de ser acadêmica.

Fecho com o que eu de fato acho.

Ele chegou aqui querendo mudar o shape e disposto a trabalhar por isso, e a disciplina dele é evidente: pesava a comida, dividia em seis refeições, treinava todos os dias e detalhou tudo quando pediram. Isso é o que faz diferença e é dele.

Mas o dado mais relevante do tópico não é o shape. É que ele tem placa coronariana desde os 39 anos e está em tratamento por isso. Esse dado precisava estar na frente de toda decisão discutida aqui, e ele apareceu no meio da terceira página, respondendo a uma pergunta, sem nunca ser incorporado ao raciocínio.

E, entre tudo que foi dito a ele, o que menos posso deixar passar é a sugestão de que a medicação que previne o infarto dele talvez não fosse necessária.

Para quem quiser entender quais exames costumam entrar antes, durante e depois, e o que cada um responde, o site tem um orientador de protocolo hormonal simulado em https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ . A saída é simulada e serve como rascunho de estudo, não como prescrição.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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