Pular para o conteúdo

Cláudio Chamini

Colaborador
  • Entrou em

  • Última visita

Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. Sair de um circuito encharcado de suor não mostra se você treinou melhor para ganhar força, aumentar os músculos ou perder gordura. Alternar uma série de musculação com bicicleta, corrida e remo pode elevar o cansaço sem garantir a qualidade de cada esforço. Em “Estudo destroi modinha das academias”, Paulo Gentil usa um ensaio australiano para discutir quando essa mistura faz sentido e quando separar as sessões ajuda a preservar o objetivo do treino. A pergunta prática é o que a organização permite executar bem. Uma subida no ciclismo, um sprint na chegada, a preparação para um teste físico e a hipertrofia exigem estímulos diferentes. O circuito pode ser agradável e viável, mas trocar descanso por outra atividade muda a recuperação e pode limitar justamente a capacidade que você quer desenvolver. O protocolo: sete semanas com quatro sessões de 45 minutosO ensaio de Sharp e colaboradores comparou dois formatos de treino em adultos saudáveis e recreacionalmente ativos. Foram randomizados 79 participantes, com idade média de 36,3 anos. Setenta e cinco completaram as avaliações finais, 38 no grupo híbrido e 37 no grupo com sessões separadas. Não era uma amostra de atletas de elite. Durante sete semanas, os dois grupos tiveram quatro sessões semanais de 45 minutos, totalizando 180 minutos por semana. Os exercícios, a intensidade prescrita e o volume semanal planejado foram equiparados. A diferença estava na organização: Treino híbrido ou multimodal: quatro sessões que alternavam exercícios de força e aeróbico dentro do mesmo circuito. Treino concorrente em dias separados: duas sessões de musculação e duas de aeróbico, cada uma com 45 minutos. Antes e depois da intervenção, os pesquisadores avaliaram composição corporal por DXA, força máxima no agachamento e no supino, consumo de oxigênio de pico e potência máxima alcançada em um teste progressivo na bicicleta. Os exercícios eram iguais, a ordem mudavaO exemplo de sessão híbrida seguia esta sequência de oito estações: levantamento terra romeno bicicleta ergométrica remada curvada stepper ou subida no step agachamento goblet remo ergométrico supino corrida de ida e volta Nas sessões separadas, o circuito de musculação repetia terra romeno, remada curvada, agachamento goblet e supino. O circuito aeróbico repetia bicicleta, stepper, remo ergométrico e corrida de ida e volta. Os dois grupos faziam circuitos. A comparação não foi entre uma aula agitada e uma musculação tradicional com séries organizadas por exercício e pausas longas. Essa diferença limita qualquer tentativa de usar o resultado como veredito sobre toda musculação ou toda modalidade híbrida. Força e condicionamento melhoraram de forma semelhanteOs dois formatos produziram melhoras pequenas em força e capacidade aeróbica. O estudo não detectou diferença significativa entre os grupos na evolução do agachamento, do supino, do VO₂ de pico ou da potência máxima no teste da bicicleta. Medida Híbrido: antes → depois Separado: antes → depois Agachamento máximo, kg por kg de peso corporal 0,99 → 1,11 0,94 → 1,07 Supino máximo, kg por kg de peso corporal 0,72 → 0,78 0,61 → 0,64 VO₂ de pico, mL/kg/min 34,13 → 36,77 33,84 → 36,48 Potência máxima no teste da bicicleta, W 218,8 → 242,8 214,7 → 237,1 Os valores são médias descritivas, não metas de treinamento. A força foi normalizada pelo peso corporal, e as análises dos testes usaram números de participantes diferentes. O ganho médio de VO₂ de pico foi de aproximadamente 2,6 mL/kg/min em ambos os grupos. Para quem gosta de aulas funcionais e procura condicionamento geral, o circuito teve utilidade real. Para quem quer maximizar força ou desempenho específico, sete semanas com resultados modestos não demonstram que qualquer mistura de exercícios terá o mesmo efeito. Massa magra não é sinônimo de músculo novoAs mudanças estimadas pelo modelo estatístico foram de aproximadamente 0,75 kg de massa magra no grupo híbrido e 0,74 kg no separado. Não houve diferença significativa entre eles. Portanto, alternar as modalidades não reduziu o ganho de massa magra nessa comparação. DXA mede massa magra, que inclui componentes além do músculo. Água e glicogênio também podem influenciar essa medida. O resultado é compatível com uma melhora de composição corporal, mas não equivale a comprovar que cada participante construiu três quartos de quilo de tecido muscular. A vantagem na gordura foi pequena e exige cautelaO grupo com sessões separadas teve uma redução maior no percentual de gordura. As mudanças ajustadas foram de 0,57 ponto percentual no híbrido e 1,20 ponto percentual no separado. A diferença estimada entre os formatos foi de aproximadamente 0,63 ponto percentual. Em massa gorda, as reduções ajustadas foram de aproximadamente 0,4 kg e 0,9 kg, respectivamente. Apesar da diferença numérica, a comparação em quilogramas não atingiu significância estatística entre os grupos. Percentual de gordura e quantidade de gordura em kg são medidas distintas. Mesmo a vantagem no percentual foi frágil: o resultado teve p = 0,035, mas não passou pelo critério mais rigoroso de p < 0,003 aplicado na correção para múltiplos desfechos. O tamanho do efeito foi classificado como trivial. Alimentação, consumo de álcool e gasto energético ao longo da intervenção também não foram controlados. Assim, o circuito não mostrou uma vantagem especial para emagrecer, e separar os dias apresentou um pequeno sinal favorável. Isso não comprova que sessões separadas sempre causem mais perda de gordura. A duração curta e as variáveis não controladas impedem uma conclusão tão ampla. Sentir esforço 7 não garante estímulo equivalenteA intensidade foi prescrita em pelo menos 7 numa escala de esforço de 0 a 10. Nos exercícios de musculação, a orientação era terminar com até três repetições em reserva, ou RIR. As séries tinham 10 repetições no protocolo. RIR é uma estimativa de quantas repetições ainda seriam possíveis antes da falha. Se a capacidade real fosse de 10 repetições, parar em 7 deixaria três em reserva. Esse exemplo explica a escala, não altera as séries de 10 repetições do estudo. O problema aparece quando a pessoa acredita ter capacidade para 10, mas conseguiria fazer muito mais. Um circuito também pode levar a uma nota alta de esforço por falta de ar e cansaço acumulado. Isso não garante que cada músculo recebeu a mesma tensão ou que a bicicleta foi executada com a mesma potência de uma sessão dedicada. Esforço percebido igual não prova trabalho realizado igual. Os participantes registravam carga, repetições e distância, e a frequência cardíaca foi monitorada continuamente. Ela não foi usada para prescrever ou regular a intensidade. Portanto, havia monitoramento, mas a prescrição dependia principalmente das escalas subjetivas. A precisão dessas estimativas merece atenção. Em um experimento de Mansfield e colaboradores com 20 homens treinados, as previsões de RIR subestimaram quantas repetições ainda restavam em parte das séries. A precisão melhorou conforme os participantes se aproximavam da falha. Isso não torna RIR inútil nem transforma toda série sem falha em treino insuficiente. Refalo e colaboradores encontraram hipertrofia semelhante do quadríceps durante oito semanas ao comparar falha com interrupção em uma ou duas repetições em reserva. A falha provocou mais fadiga aguda. O critério útil é calibrar a estimativa e acompanhar a progressão, sem usar apenas a sensação de exaustão como prova de qualidade. Suor e gasto pós-treino não resolvem o emagrecimentoDuas expectativas ajudam a explicar o apelo do circuito. A primeira é que manter o corpo em movimento favoreceria o uso de gordura durante a sessão. A segunda é que alternar modalidades gastaria mais calorias por evitar períodos parado. Oxidar gordura naquele momento e acumular gasto energético, porém, não permitem prever isoladamente a mudança da gordura corporal ao longo das semanas. Paulo Gentil propõe que o circuito possa aumentar o cansaço central e limitar o esforço muscular, com menor depleção de glicogênio. Sessões dedicadas poderiam exigir mais dos músculos e gerar maior gasto nas horas seguintes durante a recuperação e a reposição desse combustível. Essa é uma hipótese para a diferença na gordura, não um mecanismo comprovado pelo ensaio. O estudo não mediu depleção de glicogênio nem gasto energético após o exercício. Também não demonstrou que o circuito foi necessariamente leve demais. A duração de sete semanas, a experiência prévia dos participantes e a falta de controle alimentar oferecem outras limitações para interpretar os resultados. O gasto após o exercício existe, mas não justifica desconsiderar o gasto durante a atividade ou a alimentação. Na revisão de LaForgia, Withers e Gore, mesmo protocolos com efeito prolongado apresentaram um consumo extra de oxigênio pós-exercício de cerca de 6% a 15% do custo líquido de oxigênio do exercício. Esse efeito não sustenta a promessa de emagrecer apenas por deixar o metabolismo acelerado. Como organizar o treino conforme seu objetivoEscolher entre circuito e sessões separadas começa pela capacidade que precisa melhorar. Em vez de encaixar toda modalidade na mesma aula, preserve carga, velocidade, duração do esforço e recuperação necessários para a tarefa. Força máxima e potência: preserve o gesto e a velocidadePara um levantador de peso, a sessão prioritária precisa desenvolver o gesto e a capacidade de levantar cargas altas. Prática técnica submáxima pode consolidar o movimento, enquanto esforços mais próximos do máximo treinam a força específica. Inserir corrida entre essas tentativas pode acrescentar fadiga sem ajudar a tarefa principal. Futebolistas, nadadores e ciclistas também usam musculação, mas o problema esportivo precisa ser identificado. Um ciclista que perde rendimento nas subidas precisa sustentar força por mais tempo. Um ciclista que falha no sprint final precisa de potência. Os dois não deveriam receber o mesmo circuito genérico. Quando potência é prioridade, separar ganha respaldo mais claro. A meta-análise de Schumann e colaboradores, com 43 estudos, não encontrou prejuízo significativo médio na hipertrofia ou na força máxima com treino concorrente, mas identificou menor desenvolvimento de força explosiva, especialmente na mesma sessão. A interferência foi menos evidente quando as sessões ficaram separadas por pelo menos três horas. Esse intervalo não é uma garantia universal de recuperação. Condicionamento: diferencie VO₂, ritmo e sprintPreparar-se para um teste de aptidão física, o TAF, pode exigir corrigir limitações diferentes: VO₂ baixo: uma opção são intervalos longos de alta intensidade, com esforços de 2 minutos ou mais. Dificuldade para sustentar ritmo: intervalos curtos, com esforços submáximos de 1 minuto ou menos, permitem trabalhar velocidade com recuperação planejada. Dificuldade na aceleração final: o treino intervalado de sprint concentra o estímulo em esforços muito rápidos, com recuperação compatível com sua qualidade. Esses tempos identificam exemplos de formatos, não prescrevem uma sessão completa. Velocidade, número de repetições e pausas precisam ser individualizados. Buchheit e Laursen mostram que a resposta ao HIIT depende também da intensidade e da duração da recuperação, da modalidade e da organização das séries. Fazer outro exercício na pausa altera uma variável do treino. Hipertrofia: preserve o estímulo muscularSe ganhar massa muscular é a prioridade, organize a sessão para executar séries exigentes com técnica, carga adequada e progressão. Chegar ao exercício já cansado de uma corrida pode limitar o desempenho antes de o músculo receber o estímulo planejado. Quando as duas modalidades precisam acontecer no mesmo período, começar pela musculação é uma estratégia para proteger essa prioridade. Se o aeróbico intenso reduz cargas, repetições ou recuperação, afastá-lo da sessão de força pode ser melhor. A ausência de diferença na massa magra do ensaio não elimina esses problemas individuais. Perda de gordura: mantenha musculação e controle a soma dos esforçosBuscar emagrecimento não exige transformar a musculação em uma corrida entre aparelhos. Manter um estímulo voltado à hipertrofia ajuda a preservar a massa muscular, enquanto o aeróbico pode ampliar a atividade e o gasto energético. A combinação precisa caber na recuperação e na alimentação. Se existe liberdade de agenda, dedicar dias diferentes a cada modalidade facilita controlar o esforço. Se a coxa ainda está fatigada do treino de pernas, adicionar aeróbico intenso no dia seguinte pode limitar a recuperação. O calendário sozinho não mostra que o músculo está pronto. Se os dois treinos forem no mesmo dia, evite duplicar a fadigaSeparar blocos de musculação e aeróbico dentro do mesmo dia é diferente de alterná-los a cada estação. Quando força ou hipertrofia são a prioridade, termine primeiro a musculação e escolha o segundo bloco considerando os músculos que já trabalharam. Depois de pernas: a corda naval pode ser uma alternativa com maior ênfase nos membros superiores. A remada também entra como possibilidade, mas a execução importa. Remo em ergômetro usa as pernas e não deve ser tratado como descanso completo para elas. Depois de membros superiores: corrida ou ciclismo podem deslocar boa parte da demanda para as pernas, desde que a intensidade não comprometa a recuperação global. No dia seguinte a pernas: se o aeróbico precisar acontecer antes da recuperação, reduzir sua intensidade é uma possibilidade de ajuste, em vez de insistir em outra sessão máxima. Quando o aeróbico é prioritário: preserve também sua recuperação antes de uma musculação que exija os mesmos músculos. Essa divisão reduz a sobreposição local, mas não elimina a fadiga do corpo inteiro. Queda de carga, perda de velocidade e execução pior ajudam a identificar se o segundo bloco está custando mais do que entrega. Não é necessário sair incapaz de andar ou usar os braços para obter um bom estímulo. A exceção: 30 segundos de bicicleta e 4 minutos de intervaloUm exemplo para quem tem pouco tempo combina um sprint de 30 segundos na bicicleta com 4 minutos de intervalo. Parte dessa pausa poderia receber um exercício de braços ou abdominal, aproveitando músculos menos exigidos pelo pedal. O arranjo economiza tempo, mas os quatro minutos deixam de ser descanso completo. A atividade adicional precisa permitir recuperar a qualidade do próximo sprint. Se a potência cai ou o esforço vira apenas uma sucessão de movimentos exaustivos, a sessão já mudou de objetivo. Trinta segundos e quatro minutos são um exemplo de organização, não uma receita para qualquer praticante. Tontura, náusea, vômito e mal-estar não são metas nem sinais de que o treino funcionou. Esses sintomas exigem interromper o esforço e avaliar sua causa, com orientação profissional quando necessário. Para quem consegue separar os estímulos, sessões dedicadas oferecem mais controle. Para quem só mantém a rotina quando a aula é dinâmica e compartilhada, o circuito pode ser uma escolha útil. A diversão ajuda a sustentar a prática, desde que exista um objetivo claro e uma progressão compatível com ele. ConclusãoSeparar musculação e aeróbico facilita proteger o estímulo prioritário, sobretudo quando força específica, potência ou alta qualidade dos intervalos importam. Alternar tudo no mesmo circuito pode produzir muito cansaço e limitar o trabalho que cada modalidade receberia em uma sessão dedicada. No ensaio de sete semanas, porém, os formatos tiveram ganhos semelhantes em força, condicionamento e massa magra. A pequena vantagem das sessões separadas no percentual de gordura exige cautela. O resultado apoia organizar melhor o treino, sem transformar o circuito em fracasso ou prometer superioridade em qualquer situação. Comece pelo objetivo, preserve o esforço que o desenvolve e escolha um formato que você consiga manter. Se o circuito ajuda a treinar com regularidade, há valor nele. Se a mistura derruba a qualidade da musculação ou dos tiros, separe os estímulos e ajuste a recuperação com um profissional de Educação Física. Os exemplos são informativos e não substituem uma avaliação individual. FAQO que é treino híbrido nessa comparação?É o circuito que alterna exercícios de força e aeróbico dentro da mesma sessão. O termo pode ter outros usos, como uma rotina semanal de corrida e musculação. O ensaio avaliou especificamente a alternância em circuito. Treino híbrido atrapalha a hipertrofia?Nesse ensaio, não houve diferença significativa no ganho de massa magra entre os formatos. Isso não garante que qualquer circuito preserve a hipertrofia, especialmente se a fadiga impedir séries exigentes ou a recuperação adequada. Separar musculação e aeróbico emagrece mais?O grupo separado apresentou uma pequena vantagem no percentual de gordura, mas o resultado não passou pela correção mais rigorosa para múltiplos desfechos. Não houve diferença significativa entre os grupos na perda de gordura em kg. Posso fazer musculação e aeróbico no mesmo dia?Pode, desde que a organização preserve sua prioridade. Para força e hipertrofia, musculação primeiro é uma possibilidade. Separar horários ou ajustar os músculos envolvidos pode ajudar quando a segunda atividade compromete o desempenho. Três repetições em reserva significam treino leve?Não necessariamente. A estimativa precisa corresponder à capacidade real. Parar antes da falha pode produzir um estímulo útil, enquanto uma previsão mal calibrada pode deixar a série muito mais fácil do que parece. Posso fazer abdominal no intervalo do sprint?É uma possibilidade para economizar tempo, mas muda a recuperação. No exemplo de 30 segundos de bicicleta e 4 minutos de intervalo, a atividade extra só faz sentido se preservar a qualidade do sprint seguinte e não provocar mal-estar. ReferênciasGENTIL, Paulo. Estudo destroi modinha das academias. [S. l.], 22 set. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=byzjbWdj8Fo. Acesso em: 28 set. 2026. SHARP, Tijana et al. Physical Adaptations to High-Intensity Multimodal Training in Recreationally Active Adults: A Randomised Control Trial. European Journal of Sport Science, v. 26, n. 7, e70199, 2026. DOI: 10.1002/ejsc.70199. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13263161/. Acesso em: 28 set. 2026. MANSFIELD, Sean K. et al. Estimating Repetitions in Reserve for Resistance Exercise: An Analysis of Factors Which Impact on Prediction Accuracy. Journal of Strength and Conditioning Research, publicação antecipada online, 31 ago. 2020. DOI: 10.1519/JSC.0000000000003779. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32881842/. Acesso em: 28 set. 2026. REFALO, Martin C. et al. Similar muscle hypertrophy following eight weeks of resistance training to momentary muscular failure or with repetitions-in-reserve in resistance-trained individuals. Journal of Sports Sciences, v. 42, n. 1, p. 85–101, 2024. DOI: 10.1080/02640414.2024.2321021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38393985/. Acesso em: 28 set. 2026. LAFORGIA, J. WITHERS, R. T. GORE, C. J. Effects of exercise intensity and duration on the excess post-exercise oxygen consumption. Journal of Sports Sciences, v. 24, n. 12, p. 1247–1264, 2006. DOI: 10.1080/02640410600552064. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17101527/. Acesso em: 28 set. 2026. SCHUMANN, Moritz et al. Compatibility of Concurrent Aerobic and Strength Training for Skeletal Muscle Size and Function: An Updated Systematic Review and Meta-Analysis. Sports Medicine, v. 52, n. 3, p. 601–612, 2022. DOI: 10.1007/s40279-021-01587-7. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34757594/. Acesso em: 28 set. 2026. BUCHHEIT, Martin. LAURSEN, Paul B. High-intensity interval training, solutions to the programming puzzle: Part I: cardiopulmonary emphasis. Sports Medicine, v. 43, n. 5, p. 313–338, 2013. DOI: 10.1007/s40279-013-0029-x. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23539308/. Acesso em: 28 set. 2026.
  2. Como o tópico continua aparecendo para quem pesquisa qual creatina comprar, vale fechar as perguntas que ficaram abertas. Qual é a melhor? A creatina monoidratada simples. É a forma com praticamente toda a pesquisa, e nenhuma das versões "evoluídas", como creatina alcalina, etil éster, nitrato ou as misturas com vários tipos, mostrou vantagem real sobre ela. Algumas se saíram até pior nos estudos. Os produtos com fórmula própria, cheios de ingredientes, custam mais e costumam ter menos creatina por dose. Então, entre as opções do @donaldfl, a Dymatize micronizada é a escolha certa. Micronizada só quer dizer que o pó é mais fino e dissolve melhor na água. O efeito é o mesmo. Aqui no Brasil, respondendo ao @gorodrox, o critério de custo-benefício é pureza. O selo Creapure, que o @fisiculturismo mencionou, garante matéria-prima alemã testada. Sem ele, vale procurar marcas que divulguem laudo de análise, porque já houve testes independentes no país em que alguns produtos tinham bem menos creatina do que o rótulo prometia. Como tomar sem saturação, e quanto tempo leva: 3 a 5 g por dia, todos os dias, inclusive nos dias sem treino, em qualquer horário. Dessa forma, o músculo fica saturado em cerca de três a quatro semanas. Com a saturação, de 20 g por dia divididos em quatro doses por cinco a sete dias, o efeito chega em uma semana. O resultado final é o mesmo, só muda a velocidade. Por isso o @Edutwister não sentiu nada em dois dias, e o @Thiagoow ainda não tinha visto diferença na segunda semana: é o tempo normal de acúmulo. O aumento de peso de um a dois quilos no começo, que o @drugo descreveu como "inchada", é água dentro do músculo, e é um sinal de que ela está funcionando. A dose ideal pode ser ajustada ao peso, e a calculadora de creatina do site faz essa conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/creatina/
  3. @Caca alm, a oxandrolona costuma dar bem menos espinhas que a combinação que você usou, mas "menos" não é "nenhuma", principalmente em quem já tem tendência. A acne dos esteroides vem do estímulo androgênico nas glândulas de gordura da pele. Elas aumentam e produzem mais sebo, que entope os poros e alimenta a bactéria da acne. O dianabol tem uma ação forte nesse sentido e ainda aromatiza, o que costuma vir com retenção e oleosidade. O stanozolol é bem androgênico. A oxandrolona tem uma ação androgênica mais fraca, então em dose baixa muita gente passa sem acne ou com pouca. Mas o efeito aumenta com a dose, e quem tem pele oleosa e histórico de surto tende a reagir mesmo em dose moderada. Então, se aparecer, não é sinal de produto falso, é resposta individual. Algumas coisas ajudam a reduzir o risco: começar pela menor dose e observar as primeiras duas semanas, lavar a pele do rosto, das costas e do peito com sabonete para pele oleosa depois do treino, não dormir com a roupa suada e ter um produto com peróxido de benzoíla ou ácido salicílico à mão para os primeiros sinais. Um cuidado importante: a isotretinoína, o remédio mais forte contra acne, não combina com esteroide oral. Os dois sobrecarregam o fígado e pioram o colesterol ao mesmo tempo. Se a acne sair do controle, o caminho é reduzir ou parar a oxandrolona e tratar a pele com um dermatologista. Outro ponto: sendo homem, oxandrolona pura também suprime a produção natural de testosterona, mesmo sendo considerada leve. Um ciclo só com ela pode vir acompanhado de libido baixa e desânimo, e precisa de planejamento de recuperação no final. Sendo mulher, o cuidado principal é a dose, porque mesmo a oxandrolona pode virilizar quando a dose é alta. Antes de começar, faça perfil lipídico, TGO, TGP e GGT, porque a oxandrolona derruba o HDL e mexe com o fígado. Para consultar mecanismo, doses e colaterais antes de decidir, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. Respondendo à pergunta do @fisiculturismo: não existe um estudo que calcule o intervalo ideal entre ciclos, e nem teria como existir um número único. A recuperação depende da droga, da dose, do tempo de uso e de cada organismo. O que existe é um jeito prático de medir se você voltou ao normal, e a lista do Bravo Costa já é a base disso. A regra de bolso mais usada no meio é o "tempo parado igual ao tempo de uso mais a TPC". Para as sete semanas de oxandrolona do @Mr-Ferreira, isso daria uns dois a três meses. Serve como mínimo, mas não substitui exame. O que manda é o seguinte. O eixo hormonal primeiro, e aqui o @Apollo Galeno acertou em cheio com a comparação do interruptor. Testosterona total, LH e FSH precisam estar de volta aos valores de antes do ciclo. Estudos com ex-usuários mostram que a recuperação pode levar de alguns meses a mais de um ano, e que quanto maior o tempo acumulado de uso, mais lenta ela tende a ser. Uma oxandrolona curta costuma voltar rápido, mas 40 mg por dia suprime o eixo, sim, e não dá para pressupor que voltou só porque a libido parece normal. O perfil lipídico em seguida. A oxandrolona é das que mais derrubam o HDL, e ele costuma levar semanas para subir de novo depois da parada. Começar outro ciclo com o HDL ainda baixo é somar dano em cima de dano no sistema cardiovascular. Um detalhe sobre a tireoide, que está bem colocada na lista: a oxandrolona reduz a proteína que transporta o hormônio da tireoide no sangue, então o T4 total costuma cair durante o uso sem que a tireoide esteja realmente mal. Por isso vale olhar o T4 livre e o TSH, como foi sugerido, e não só o T4 total. Na prática: fazer exames por volta de quatro a seis semanas depois de terminar a TPC e comparar com os de antes do ciclo. Se tudo estiver no nível de base, o corpo está pronto. Se não estiver, espera mais e repete. E a pergunta do @Mr-Ferreira mostra por que os exames de antes do primeiro ciclo fazem tanta falta: sem eles, não há com o que comparar. Para simular um próximo protocolo com TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  5. @caio aicuens, sem apalpar não dá para ter certeza pela foto, então vale saber como diferenciar em casa. A ginecomastia verdadeira é tecido de glândula mamária: ao apalpar, você sente um disco mais firme, meio borrachudo, logo embaixo do mamilo, às vezes sensível. O acúmulo de gordura no peitoral, que o Bravo Costa suspeitou, é mole, se espalha por toda a região e não tem esse nódulo central. Se não tiver nada firme embaixo do mamilo, a solução é perder gordura, e o peitoral muda com a secagem. Se tiver o nódulo, a idade dele importa muito. Ginecomastia recente, de poucos meses, ainda tem tecido ativo e às vezes regride com medicação. Depois de cerca de um ano, o tecido tende a virar fibrose, uma espécie de cicatriz dentro da mama. Aí o tamoxifeno ou outro remédio praticamente não resolve, porque não há mais tecido ativo para responder. No seu caso, com quatro anos desde o ciclo, se for glândula mesmo, o caminho realista é a cirurgia com um cirurgião plástico, e não a "conversão" com remédio. Um cuidado: ginecomastia que aparece na adolescência nem sempre vem do ciclo. Muitos meninos têm um aumento de mama na puberdade que fica. E, de qualquer forma, fazer um ciclo aos 16 anos, com o eixo hormonal ainda em formação, pode ter mexido na sua produção natural. Antes de pensar no próximo, vale dosar testosterona total, LH, FSH, estradiol e prolactina para saber como o seu eixo está hoje. Isso também ajuda a entender se existe tendência a estradiol alto. Se for começar outro ciclo com tecido de ginecomastia já presente, saiba que ele pode crescer de novo com o aumento do estradiol. Quem tem esse histórico precisa acompanhar o estradiol em exame e observar sinais como sensibilidade ou coceira no mamilo, em vez de usar inibidor por conta própria. Para consultar como tamoxifeno, anastrozol e os outros auxiliares funcionam, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. @Junior Bigdog, a estratégia que você fechou, de secar até a casa dos 12 a 14% antes de pensar em ganho de massa, é a mais sensata, e concordo com o Bravo Costa e com o @Foston. Com a TRT e treino pesado, quem ainda tem gordura para perder costuma conseguir perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, então você não está "parado" durante a secagem. Mas tem um ponto no seu relato que merece mais atenção do que o ciclo: você tem 23 anos e já faz TRT há tempo. Reposição nessa idade só deveria existir com diagnóstico de hipogonadismo confirmado em exame, com testosterona baixa dosada mais de uma vez, pela manhã, e investigação da causa com LH, FSH, prolactina e, conforme o caso, imagem da hipófise. Se a TRT começou sem essa investigação, vale reavaliar com um endocrinologista. Uma vez que o eixo fica suprimido por anos, retomar a produção natural fica cada vez mais difícil, e a reposição tende a virar algo para a vida toda. E a fertilidade também cai durante o uso, o que importa se você pensa em ter filhos. Sobre a ideia de "cruise" de 250 mg por semana, vale ajustar o nome: isso não é mais dose de reposição. TRT costuma ficar entre 100 e 150 mg por semana, ajustada pelo exame. 250 mg já é uma dose suprafisiológica leve, com mais impacto em hematócrito, pressão e estradiol. Não é problema chamar do jeito que for, mas os exames devem ser acompanhados como os de alguém em ciclo. Um detalhe nos dados: a cintura de 68 cm não bate com 82 kg e 18% de gordura, e no seu diário aparecem 93 cm. Provavelmente foi erro de digitação, mas vale conferir, porque a cintura é uma das medidas mais úteis para acompanhar a secagem. Mantenha no radar, de três em três ou de seis em seis meses, hemograma, perfil lipídico, estradiol, PSA e a pressão arterial. Para simular reposição, cruise e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para conversar com o seu médico: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. Este tópico é muito acessado por quem está pensando no primeiro ciclo de oxandrolona feminino, então vale organizar os pontos que ficaram soltos, porque alguns sinais importantes passaram despercebidos. O primeiro é a dose. A @Em busca de um shape começou com 20 mg por dia, pesando 48 kg, e depois subiu para 30 mg. Isso está bem acima do que a maioria dos relatos femininos usa para conseguir ganho sem virilização, que costuma ficar entre 5 e 10 mg por dia. Como o @Foston lembrou, quanto mais leve a pessoa, mais a mesma dose pesa. E o relato do terceiro dia, com o clitóris sensível e vermelho, não é só um incômodo para tratar com pomada: é um dos primeiros sinais de ação androgênica forte nos tecidos. Aumento do clitóris, rouquidão ou voz mais grave e pelos novos no rosto são efeitos que podem não regredir depois da parada. Diante desses sinais, a conduta mais segura é reduzir ou interromper, e não subir a dose. O segundo é o anticoncepcional, e aqui cabe uma correção técnica. O anticoncepcional que realmente sobe muito a SHBG, a proteína que prende a testosterona no sangue, é o que tem estrogênio, como a maioria das pílulas combinadas. O Depo Provera, da @fran_dvsk, é só progestágeno, a medroxiprogesterona, e esse tipo não tem esse efeito forte sobre a SHBG, podendo até reduzi-la. Então parar ele pensando em liberar testosterona não se sustenta. E, mais importante, parar o contraceptivo durante o uso de esteroide é arriscado: androgênio na gravidez pode causar malformação no feto, principalmente masculinização de um bebê menina. Quem usa oxandrolona precisa de um método confiável. Se a ideia for evitar hormônio, o DIU de cobre é a alternativa mais segura. Sobre a gestrinona, citada como exceção: ela é um esteroide sintético com ação androgênica, usado principalmente para endometriose. Tem efeito contraceptivo, mas não é um anticoncepcional de primeira linha e também pode virilizar. Não é uma escolha neutra. O cheiro forte de suor é comum com androgênio, porque a testosterona estimula as glândulas de suor das axilas e muda as bactérias da pele. Mas isso não prova que o produto é original. Muitas cápsulas falsificadas trazem outra substância androgênica no lugar. A única forma de ter certeza é testar o produto ou dosar a resposta em exame. E sobre proteína, subir até 3 g por quilo não é necessário. A maior parte da pesquisa mostra que o ganho de massa se estabiliza em torno de 1,6 a 2,2 g por quilo. O que costuma travar quem é magra é o total de calorias. A @Jessica A tem razão em pedir a dieta com quantidades, porque é aí que costuma estar o problema. Os exames para quem usa oxandrolona são perfil lipídico, TGO, TGP e GGT antes e por volta da quarta semana. Para consultar mecanismo, doses e colaterais antes de decidir, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8. @Paulo neneco, para quem tem dificuldade de ganhar peso e está voltando depois de um ano parado, a boa notícia é que a memória muscular ajuda bastante. O que você já teve volta mais rápido do que da primeira vez, desde que tenha comida suficiente para isso. O ponto principal não é o horário, é o total do dia. Quem se considera ectomorfo quase sempre come menos do que imagina. A refeição da noite e o café da manhã só fazem diferença se o dia inteiro fechar em superávit calórico, com algo em torno de 1,6 a 2 g de proteína por quilo de peso. Para as duas refeições que você citou, algumas ideias práticas. Café da manhã antes do trabalho, quando a fome costuma ser pouca: comida líquida entra mais fácil. Uma vitamina com leite, banana, aveia e pasta de amendoim passa fácil das 600 kcal e se toma em cinco minutos. Se preferir comer, pão com ovos mexidos e queijo, mais uma fruta, também funciona. Levar alguma coisa para o meio da manhã, como um sanduíche com frango ou atum, iogurte ou castanhas, ajuda a não passar longas horas sem comer. Depois do treino à noite: uma refeição normal de comida mesmo, com arroz, feijão, uma carne e legumes, resolve muito bem. Não precisa de nada especial. A ideia de que o pós-treino tem que ser só whey com carboidrato rápido é mais marketing do que necessidade. Se chegar tarde e sem fome, uma vitamina ou um prato menor com arroz, ovos e carne moída também serve. Para acompanhar, pese-se uma vez por semana, sempre no mesmo dia, em jejum. Se em duas ou três semanas o peso não subir, aumenta umas 300 kcal por dia, que é o equivalente a um copo de leite com aveia a mais, e reavalia. Se quiser um cardápio completo como ponto de partida, o gerador de dieta do site monta uma simulação com as suas medidas, que depois você pode ajustar ao que gosta de comer: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/
  9. @BigBossFrank, sem TPC agora dá para fazer, e muita gente faz. Mas é importante saber o preço, porque o seu caso tem três detalhes que pesam. O primeiro é a soma de tempo. Somando dianabol e enantato, deca e dura, e agora trembolona com testosterona, até o fim de agosto você vai passar quase seis meses seguidos com o eixo hormonal desligado. Quanto mais longa a supressão, mais demorada e incerta tende a ser a recuperação na TPC. Ela não deixa de ser possível, mas quem emenda ciclo atrás de ciclo precisa saber que a volta da produção natural não é garantida e que, às vezes, leva meses. O segundo é a deca. O decanoato de nandrolona tem uma meia-vida longa, então ela continua agindo por várias semanas depois da última aplicação. Se a trembolona entrar logo em seguida, você vai somar dois hormônios da mesma família, os 19-nor, e é aí que costumam aparecer queda de libido, dificuldade de ereção e prolactina alta. Dosar a prolactina antes de começar a trembolona, e de novo com umas três semanas dela, evita o erro de tomar cabergolina às cegas ou de ignorar um problema real. O terceiro é a razão do cruise, e aqui vale uma correção sobre a ideia de "receptores saturados". Esse conceito se espalhou no meio, mas não tem boa sustentação: os estudos com testosterona mostram ganho crescente com a dose, sem um ponto em que o receptor "enche". O motivo real para o cruise, ou para uma pausa, é dar tempo para o hematócrito, a pressão, o perfil lipídico e o fígado voltarem para perto do normal. Então quem respondeu antes acertou na conduta, só a explicação é outra. Os exames é que dizem se o seu corpo aguenta emendar mais um blast, e não o calendário. A preocupação com a próstata no uso prolongado de dose alta, essa sim, faz sentido. Na prática, antes de começar a trembolona, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, creatinina, estradiol, prolactina e PSA, e meça a pressão em casa. Se o hematócrito ou a pressão já estiverem altos depois de dezesseis semanas, é sinal para segurar numa dose de cruise até o evento, em vez de subir a carga. Para simular o blast, o cruise e a TPC final com os exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  10. @Ricardo Moacyr, primeiro vale deixar claro o que você tem em mãos, porque muda a conta. O Ciclo 6 é enantato de testosterona com 300 mg por mililitro, uma concentração maior que a da maioria das testosteronas nacionais, que têm 200 ou 250 mg por mililitro. Um mililitro dele já é uma dose semanal cheia para muita gente, então a medida na seringa precisa de atenção. Não dá para cravar a sua dose sem idade, peso, tempo de treino, dieta e exames, mas o raciocínio que decide é este. A testosterona é a base do ciclo. Ela substitui a produção natural, que vai parar, e segura libido, humor e disposição. Em primeiro ciclo, a lógica mais segura é dose moderada de testosterona, porque o ganho de quem nunca usou já é grande sem subir muito, enquanto os colaterais crescem junto com a dose: hematócrito, pressão, acne, queda de cabelo e estradiol alto. O enantato fica estável no sangue com uma ou duas aplicações por semana. O stanozolol da Landerlan é uma suspensão aquosa. Segunda, quarta e sexta é uma frequência coerente para ele. Três cuidados: ele não pode ir na mesma seringa que a testosterona, que é oleosa, a aplicação costuma doer mais, e ele derruba bastante o HDL, além de poder ressecar as articulações. Com um frasco de 15 ml, você consegue calcular a duração pelo volume por aplicação. Planeje também a TPC antes de começar. Com enantato, ela começa em torno de 14 dias depois da última aplicação da testosterona, porque é o éster mais longo do ciclo. Os exames de base são hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, testosterona total, LH, FSH e estradiol. Repetir no meio do ciclo mostra se está tudo sob controle. Postando os seus dados completos no tópico, dá para opinar com mais precisão. Para montar a simulação com base de testosterona, stanozolol, auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site serve de rascunho para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11. Respondendo direto à pergunta do @Stones: o ZMA não tem efeito comprovado nem para força nem para hipertrofia em quem já come bem. A fama dele veio de um estudo de 2000 com jogadores de futebol americano, que mostrou aumento de testosterona e de força. Só que o estudo foi feito com participação do criador da fórmula, o Victor Conte, que depois ficou famoso pelo escândalo de doping do laboratório BALCO. Os estudos independentes que vieram depois, em homens treinados e com dieta adequada, não encontraram aumento de testosterona nem melhora de força ou composição corporal. Onde ele pode fazer diferença é na correção de deficiência. Zinco e magnésio baixos derrubam a testosterona e atrapalham o sono e a recuperação, e atletas que suam muito ou fazem dieta restritiva podem, sim, ficar abaixo do ideal. Nesse caso, repor ajuda, mas o efeito é corrigir um déficit, e não "turbinar" um organismo que já está normal. E o relato do @oozaru tem base. Sonhos mais vívidos com ZMA são muito comuns, e um estudo de 2018 mostrou que a vitamina B6 aumenta a lembrança dos sonhos. O magnésio também participa da regulação do sono. Então quem sente isso não está imaginando. A comparação do @Filinto Miller com um multivitamínico faz sentido pelo custo. Se a ideia for garantir zinco e magnésio, o multivitamínico ou os minerais separados custam menos. Um detalhe prático: o zinco é mal absorvido junto com cálcio e laticínios, por isso o ZMA costuma ser recomendado em jejum, antes de dormir. Para comparar o nível de evidência do ZMA com outros suplementos, o orientador de suplementos do site mostra mecanismo, dose e o que a pesquisa realmente sustenta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
  12. @12Camilla12, pelo que deu para entender, seria stanozolol 5 mg três vezes ao dia, ou seja 15 mg por dia, mais uma testosterona injetável a cada 15 dias. Se for isso, esse ciclo tem dois pontos de risco alto para mulher, e vale entender o porquê antes de começar. O primeiro é a testosterona injetável. As apresentações comuns no Brasil, como cipionato e enantato, vêm em ampolas de 200 a 250 mg, doses pensadas para homem. Uma mulher tem, naturalmente, uma fração pequena da testosterona masculina. Uma ampola a cada 15 dias leva o nível a valores muito acima do limite feminino, e é esse o caminho mais rápido para a virilização. Voz grossa, aumento do clitóris e pelos no rosto são efeitos que muitas vezes não voltam depois que se para. A testosterona em creme que você já usou permite doses muito menores e mais controláveis. A injetável em dose de homem é outra história. O segundo é o stanozolol. Ele é mais androgênico que a oxandrolona, e os relatos femininos que costumam terminar sem virilização ficam em doses bem mais baixas que 15 mg por dia. Além disso, ele derruba o HDL com força, pode ressecar articulações e sobrecarrega o fígado. Somado à testosterona, o risco se multiplica. Os sinais para interromper na hora são rouquidão ou mudança na voz, aumento do clitóris, pelos novos no rosto e no corpo, acne forte e alteração do ciclo menstrual. E, se não houver método contraceptivo, o uso de androgênio precisa de proteção segura contra gravidez, porque pode causar malformação no feto. Agora, o ponto que mais pesa a seu favor: dois meses de oxandrolona com testosterona em creme sem resultado expressivo quase nunca é problema de hormônio fraco. Normalmente é dieta sem superávit calórico, proteína baixa ou treino sem progressão de carga. Subir para drogas mais fortes sem resolver isso só aumenta o risco, sem garantir o resultado. Se você postar as informações que o @Apollo Galeno pediu, principalmente a dieta com quantidades e o treino, dá para ver onde está travando. Antes de qualquer ciclo, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, GGT e testosterona total. Para enxergar os riscos e os exames de controle de cada combinação, o gerador de protocolo hormonal do site monta uma simulação que serve de base para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. Respondendo à pergunta da @Bella: o que se salva do tópico é a discussão técnica sobre o supino, e ela vale para qualquer pessoa, homem ou mulher. Então vou organizar o que foi dito, porque as observações estão espalhadas. Sobre abrir ou fechar os cotovelos, o @Locemar e a equipe do site estão certos, mas falta uma peça. Com os cotovelos mais junto ao corpo, em torno de 45 graus em relação ao tronco, o tríceps e a parte da frente do ombro participam mais, e o ombro fica numa posição mais protegida. É a técnica típica do powerlifting. Com os cotovelos bem abertos, perto de 90 graus, o peitoral fica mais alongado embaixo, mas o ombro sofre mais tensão, e essa é uma causa comum de dor em quem treina pesado. O que o @Shinogu Sensui sentiu ao fechar os braços, a sensação de peso bem mais difícil, é normal na adaptação: o tríceps passou a trabalhar num ângulo que antes não era exigido. Com algumas semanas, a força volta. Para hipertrofia de peitoral, a maioria das pessoas se sai bem num meio-termo, algo entre 45 e 70 graus, com as escápulas encaixadas para trás e para baixo. Sobre amplitude, o @Foston tocou no ponto que mais importa. Descer só até o braço fazer 90 graus permite colocar muito mais carga, mas tira justamente a parte do movimento em que o peitoral está mais alongado. E há evidência de que treinar com o músculo alongado é um dos estímulos mais fortes para hipertrofia. A pausa com os braços esticados em cima, entre uma repetição e outra, também alivia a série, porque nesse ponto o esqueleto segura o peso e o músculo descansa. Por isso comparar carga entre duas pessoas só faz sentido quando a execução é igual. Uma descida curta com pausa e uma descida completa com tensão contínua são praticamente exercícios diferentes. Para ver a execução e as variações do supino com halteres, o orientador de exercícios do site mostra o passo a passo e os músculos envolvidos: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
  14. O @rafaelcorrea resumiu bem em 2002, e o argumento continua valendo. Vale só explicar por que esse tipo de produto não entrega o que promete, porque o marketing mudou de nome ao longo dos anos, mas a ideia é a mesma. Os "esteróis de plantas" desses complexos, como o beta-sitosterol, têm uma estrutura química parecida com a do colesterol e com a dos hormônios esteroides. Daí vem a propaganda. Mas o corpo humano não tem a maquinaria para transformar esses compostos em testosterona. O efeito comprovado do beta-sitosterol é outro: ele atrapalha a absorção de colesterol no intestino, e por isso é usado em produtos para baixar o LDL. Nada de ganho de massa muscular. O caso que mais se aproxima de um "anabolizante vegetal" com algum dado científico é a ecdisterona, um composto de plantas e insetos. Um estudo de 2019 encontrou mais ganho de massa magra em quem usou, e a agência mundial antidoping passou a monitorar a substância. Mas o efeito foi pequeno perto de um esteroide de verdade, ainda precisa ser confirmado por outros estudos, e boa parte dos produtos vendidos com esse nome tem pouco ou nada do composto no rótulo. E existe o risco contrário ao prometido. Na história desses suplementos, vários produtos "naturais" que davam resultado de fato estavam contaminados com pró-hormônio ou esteroide não declarado no rótulo. Aí a promessa de "sem contraindicação" vira o oposto, porque a pessoa usa hormônio sem saber. Para consultar o nível de evidência e a dose dos suplementos que funcionam de verdade, o orientador de suplementos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/
  15. @Amanda Karen, para um primeiro treino montado por conta própria, a lógica está boa: divisão ABC, perna com volume próprio e atenção à coluna. Os ajustes que eu faria são de outro tipo. O primeiro é a parte posterior da perna e o glúteo. No treino A só entra quadríceps e panturrilha, e não aparece mesa flexora, stiff, elevação pélvica nem cadeira abdutora em lugar nenhum. Para quem quer hipertrofia de membros inferiores, isso deixa metade da perna sem estímulo direto. A sugestão de divisão do @Batata... já corrige isso colocando a flexora e separando os dias de perna, e vale seguir essa linha. Eu ainda somaria a elevação pélvica, que trabalha glúteo pesado sem carga vertical na coluna. Sobre a lombar, o abdominal que mais costuma funcionar para quem tem dor é o que não flexiona a coluna repetidamente. Três exercícios bem estudados para isso são a prancha lateral, o bird dog (em quatro apoios, estendendo braço e perna opostos) e um abdominal curto em que só a cabeça e os ombros saem do chão, com as mãos embaixo da lombar mantendo a curvatura natural. Somar o pallof press, que é segurar o cabo da polia na frente do peito resistindo à rotação, fecha bem o trabalho de estabilidade. Encaixam no fim de dois ou três treinos da semana, ou mesmo como aquecimento antes de perna, sem precisar de um dia próprio. Sobre o levantamento terra, a pressão na dorsal com 5 kg de cada lado quase sempre é execução, com a parte alta das costas arredondando na subida, e não carga. Antes de desistir dele, vale filmar de lado. O agachamento com a anilha na frente do peito, o chamado goblet, é uma ótima escolha para escoliose leve, porque o peso na frente deixa o tronco mais vertical. Já os exercícios corretivos para um lado só, como a flexão lateral para o lado da curvatura, dependem de saber exatamente a direção e o tipo da curva. Isso é o terreno do fisioterapeuta, que pode usar métodos específicos para escoliose, como o Schroth, e não vale fazer por conta própria. Sobre o peso, o anticoncepcional contínuo não costuma impedir o ganho de peso. Com 52 kg e 1,65 m, a dificuldade de ganhar quase sempre é caloria. Muita gente que come "bastante" está, na conta, perto da manutenção. O @Micael Silva perguntou sobre a alimentação e ele tem razão: sem superávit calórico e proteína suficiente, o treino não vira músculo na velocidade que você quer. Para ter uma referência de quantas calorias comer para ganhar peso, a calculadora de bulking do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/bulking/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. @Tcpcassio, do jeito que está não dá para dizer se está bom, porque falta o dado principal: quantos miligramas de cada um por aplicação. Segunda e quinta é só a frequência. Mas dá para adiantar o raciocínio que decide isso. A frequência depende do éster. Duas aplicações por semana funcionam bem para testosterona enantato ou cipionato e para trembolona enantato. Se a sua trembolona for acetato, que é a mais comum no Brasil, duas vezes por semana é pouco. O acetato sai rápido do corpo, então o nível sobe e desce muito entre as aplicações, e o normal é aplicar em dias alternados ou diariamente. A proporção também importa. O mais seguro é a testosterona servir de base, em dose igual ou maior que a da trembolona. Ciclo com muita trembolona e pouca testosterona costuma derrubar libido e humor e aumentar os colaterais. E, para quem nunca usou trembolona, começar em dose baixa e observar duas semanas é o que mostra como o seu corpo reage: insônia, suor noturno, ansiedade, pressão alta e fôlego curto são os sinais mais comuns. E, para secar, quem faz o trabalho é o déficit calórico. A trembolona ajuda a preservar massa magra durante a dieta, mas sem déficit ela não tira gordura. Os exames antes de começar são hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, creatinina, estradiol e prolactina. E a pressão deve ser medida em casa. Postando idade, peso, altura, percentual de gordura, histórico de ciclos, a dose de cada substância e a dieta, dá para opinar sobre o protocolo com mais precisão. Para comparar frequência, dose, auxiliares e TPC, o gerador de protocolo hormonal do site monta uma simulação que serve de base para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. Sair de 132 kg para a casa dos 82 kg mantendo massa magra é um feito que muita gente não consegue, @Junior Bigdog. A base de disciplina para competir daqui a alguns anos você já mostrou que tem. Sobre a semana 2, algumas observações práticas. A balança parada com cintura caindo é comum nessa fase e não significa estagnação. Glicogênio e água oscilam bastante de um dia para o outro, principalmente depois de dois dias de low carb sem treino, como você mesmo notou. O que vale é a tendência de três ou quatro semanas. Uma meta razoável para secar sem sacrificar músculo é perder entre 0,5% e 1% do peso por semana, algo entre 400 e 800 g no seu caso. Se ficar duas semanas seguidas abaixo disso, aí sim vale mexer em caloria ou aeróbico. As medidas merecem padronização. Três centímetros a menos na coxa em uma semana dificilmente é tecido real, o mais provável é diferença no ponto de medida ou na hora do dia. Mede sempre em jejum, no mesmo horário, com o mesmo ponto de referência, por exemplo tantos centímetros acima da patela. Assim a comparação fica confiável. A creatina não precisa ser 20 g por dia. Essa dose só se usa na fase de saturação, por cinco a sete dias, e mesmo essa fase é opcional. Depois disso, 3 a 5 g por dia mantêm o músculo saturado. Tomar 20 g todos os dias é desperdício e pode dar desconforto intestinal. E a sensação de murchar em dieta vem em boa parte da queda de glicogênio. A creatina ajuda a manter um pouco de água dentro da célula muscular, então vale continuar na dose certa. Sobre fazer low carb a semana inteira no final, eu seguraria essa ideia. Carboidrato muito baixo por sete dias costuma deixar o músculo chapado e o treino fraco, e o que você ganha na balança é principalmente água e glicogênio. Se precisar acelerar na reta final, um déficit um pouco maior mantendo o carboidrato em volta do treino costuma render mais. E, pensando no objetivo de competir, depois que chegar num percentual de gordura baixo, a fase seguinte vai ser construir músculo com superávit controlado. Para acompanhar as calorias da secagem agora, a calculadora de cutting do site dá uma referência: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/
  18. @Kamila Ribeiro, antes da dose, um ponto que ninguém levantou e que é o mais importante do seu relato: você parou o anticoncepcional há menos de um mês e está planejando usar esteroide. Androgênio durante uma gestação pode causar malformação no bebê, principalmente masculinização de um feto menina. Se for usar, precisa de um método contraceptivo seguro e sem hormônio, como DIU de cobre ou preservativo em toda relação. Isso não é detalhe. Sobre o anticoncepcional e a estagnação, a observação do Perfil Desativado tem fundamento, mas vale dosar. O anticoncepcional combinado aumenta a SHBG, uma proteína que prende a testosterona no sangue, e a fração livre cai. Isso pode, sim, pesar um pouco no resultado. Mas dificilmente é a explicação principal de ficar parada. Na maioria dos casos, quem trava com 21% de gordura e treino forte está com a dieta sem controle de quantidade. E é aí que está o maior ganho para você agora. O cardápio tem boas escolhas, mas não tem gramagem nenhuma. Sem saber quanto de arroz, de carne e de pasta de amendoim entra, não dá para saber se você está em déficit, manutenção ou superávit. A saída da dieta também merece atenção: de sábado às 16h até domingo à noite são quase dois dias por semana. Duas fatias de pizza e um açaí parecem pouco, mas, dependendo do tamanho do açaí e do que vem junto, podem apagar boa parte do déficit da semana. O primeiro passo é pesar tudo por duas semanas e mirar em torno de 1,8 a 2 g de proteína por quilo de peso. Sobre a oxandrolona, o seu plano sobe para 20 mg por dia, e isso está no limite de cima para mulher. A maioria dos relatos femininos com bom resultado fica entre 5 e 10 mg por dia. Quanto mais alta a dose, maior o risco de virilização. E alguns desses efeitos, como a voz engrossar, não voltam quando para. Os sinais de alerta são rouquidão ou voz mais grave, aumento do clitóris, pelos novos no rosto, acne forte e alteração no ciclo menstrual. Aparecendo qualquer um, a conduta é parar. O masteron eu deixaria de fora, e aqui concordo com o que já foi dito. Ele é bem mais androgênico que a oxandrolona, aumenta muito o risco de virilização e não faz sentido num primeiro ciclo, ainda mais com o percentual de gordura acima de 20%. Antes de começar, faça hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP e GGT. A oxandrolona derruba o HDL e mexe com as enzimas do fígado, então repetir esses exames perto da quarta semana dá segurança para seguir ou parar. O treino está bem distribuído, com dois dias de perna e uma sessão de aeróbico. O ajuste que falta é na dieta, e não no treino. Para chegar nas quantidades de proteína, carboidrato e gordura do seu déficit, a calculadora de macronutrientes do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/macronutrientes/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. @Rolliver, o @Batata... tocou no ponto central. Um mês de cruise é pouco para o cruise cumprir o papel dele. A ideia de ficar semanas numa dose baixa é dar tempo para hematócrito, pressão, perfil lipídico e enzimas do fígado voltarem para perto do normal antes do próximo blast. Com trinta dias, a maioria desses marcadores ainda nem se recuperou. Emendar trembolona agora é somar carga em cima de um organismo que ainda está pagando a conta do ciclo anterior. O jeito certo de decidir isso é com exame na mão, e não pelo calendário. Sobre a trembolona em si, vale separar o que é real do que é exagero. Ela não aromatiza, então não causa a retenção de água ligada ao estradiol, e em dieta ajuda a preservar massa magra. Por isso ela tem fama de "secar". Mas quem tira gordura é o déficit calórico. A trembolona melhora o aproveitamento do que você come, ela não queima gordura por conta própria. E a comparação de que ela seria "quatro vezes mais forte" que a testosterona vem de ensaios antigos em ratos, que medem crescimento de tecido em laboratório. Isso não se traduz em quatro vezes mais músculo no mundo real, enquanto os colaterais dela são bem concretos: insônia, suor noturno, ansiedade, pressão alta, fôlego pior no aeróbico e queda forte do HDL. A dura é uma mistura de ésteres de testosterona com meias-vidas diferentes. Ela funciona como base de testosterona normalmente, só que o nível no sangue oscila mais nas primeiras semanas. Se o objetivo é perder gordura e água mantendo o volume, a ordem que costuma dar resultado é a seguinte. Primeiro o déficit calórico moderado com proteína alta. Depois o controle de sódio e da água, sem cortar água, que é o erro clássico. Aeróbico regular vem em seguida. E, se ainda estiver usando algum hormônio, a dose de testosterona do cruise controlada, porque estradiol alto é uma das causas mais comuns de retenção em quem está em cruise. Muita gente acha que precisa de trembolona para secar e descobre que precisava ajustar a dieta e o estradiol. Se mesmo assim decidir fazer o blast, os exames antes de começar são hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, creatinina, estradiol e prolactina. A pressão arterial deve ser medida em casa, durante o ciclo todo. Para ver as calorias e macros de uma fase de secagem mantendo massa, a calculadora de cutting do site é um bom ponto de partida: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Como o tópico continua servindo de pesquisa, como o @Estevão GM comentou, vale deixar registrado o porquê do problema, e não só o "não faça". O stanozolol injetável da maioria das marcas nacionais é uma suspensão aquosa, ou seja, cristais do hormônio boiando em água. Trembolona e testosterona vêm diluídas em óleo. Quando as duas coisas se misturam na seringa, os cristais do stanozolol tendem a se aglomerar em contato com o óleo, e o que chega ao músculo é uma mistura irregular, com grumos que o tecido demora a absorver. O @frangofranca acertou na distinção: ésteres oleosos entre si podem ir juntos na mesma seringa, mas o aquoso deve ir separado. O segundo fator é o volume, que o @Arnold1989 e o @Micael Silva levantaram. Quatro mililitros num ponto só já distendem bastante o músculo, mesmo sem mistura. E o stanozolol aquoso, sozinho, já é conhecido por aplicação dolorida. Juntar os três fatores praticamente garante inflamação local por alguns dias. Sobre o que fazer quando isso acontece: calor local, como a bolsa de água quente, costuma aliviar porque aumenta o fluxo de sangue na região e ajuda a dispersar o depósito. A pomada com heparina, como a que o @Jean Lima citou, também pode ajudar no desconforto e no hematoma. O que diferencia uma inflamação que vai sumir sozinha de um abscesso são os sinais de piora: vermelhidão que se espalha, calor que aumenta em vez de diminuir, área amolecida com sensação de líquido por baixo, febre ou dor crescente depois do terceiro ou quarto dia. Nesses casos não adianta insistir em compressa. Abscesso precisa de avaliação médica, e às vezes de drenagem, e quanto mais cedo, menor o estrago. Para quem quiser consultar a forma de apresentação e os colaterais de cada substância antes de montar a aplicação, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @Jardel 1, antes de qualquer ajuste, uma confirmação: a oxandrolona está como 60 mg por semana, mas a sugestão do Bravo Costa foi de 40 mg por dia. São doses completamente diferentes, então vale conferir o que você quis dizer. 60 mg por semana dá menos de 9 mg por dia, o que praticamente não faria diferença num ciclo com 400 mg de testosterona. Sobre a primeira experiência com trembolona, três pontos práticos. Os efeitos dela costumam aparecer rápido e são bem individuais: insônia, suor noturno, ansiedade, irritabilidade, pressão mais alta e queda do fôlego no aeróbico. Começar com a dose menor e observar duas semanas antes de subir é o jeito mais seguro de conhecer a sua resposta. Como é acetato, se algo sair do controle, ela sai do corpo em poucos dias. A cabergolina deve entrar só com exame, e não por precaução. A trembolona pode, sim, subir a prolactina em algumas pessoas, mas muitas não têm alteração nenhuma, e a cabergolina tem efeitos próprios. Dose a prolactina por volta da terceira semana de trembolona e decida pelo número e pelo sintoma, como libido baixa ou dificuldade de ereção. E a TPC deve ser cronometrada pelo éster mais longo do ciclo, que é o cipionato. Ela começa em torno de 14 dias depois da última aplicação de testosterona, mesmo que a trembolona e o masteron saiam antes. Clomifeno e tamoxifeno juntos raramente são necessários. Com 35 anos, somando trembolona, masteron e oxandrolona, o perfil lipídico vai sofrer bastante. As três derrubam o HDL. Perfil lipídico, hemograma e pressão arterial medida em casa, antes e no meio do ciclo, são o mínimo para saber se o corpo está aguentando. Para organizar o protocolo com auxiliares, TPC e exames de controle, o gerador de protocolo hormonal do site monta uma simulação que serve de base para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. Discussão interessante, Bravo Costa, e dá para somar uma explicação que ficou de fora: a idade. A frequência cardíaca máxima cai com os anos de forma bem previsível. A fórmula de Tanaka, uma das mais validadas, estima queda de cerca de 0,7 batimento por ano. Entre 2005 e agora, quando você passou de uns 26 para 40 anos, a queda esperada fica perto de 10 batimentos, só pelo envelhecimento. Sair de 203 a 207 para perto de 190 está quase todo dentro disso. Quem sempre teve máxima alta para a idade continua tendo, só que num patamar mais baixo. Sobre as três hipóteses. O hematócrito mais alto aumenta o transporte de oxigênio, então para a mesma intensidade o coração pode precisar bater um pouco menos. Isso muda a frequência em esforço submáximo, mas mexe pouco na máxima, que é mais ditada pela idade e pelo sistema de condução do coração. A hipertrofia cardíaca por esteroide também não costuma baixar a máxima, e não é um efeito que se queira: ela tende a vir com um ventrículo mais rígido, e só o ecocardiograma que o @Apollo Galeno sugeriu mostra isso. E o nível de anabolizante no sangue, por si, não tem efeito direto conhecido sobre a frequência máxima. Sobre doar sangue para controlar o hematócrito: funciona, mas vale saber que a triagem dos hemocentros tem critério específico para quem usa anabolizantes, com período de inaptidão para uso sem prescrição, e as regras foram revistas recentemente. Como você faz reposição prescrita, leve a receita na triagem. Se a doação não for possível, a alternativa é a sangria terapêutica pedida pelo médico, que tem o mesmo efeito. E com hematócrito beirando o limite, o intervalo entre as retiradas deveria ser guiado pelo próprio hemograma, não pelo calendário. Para comparar as suas zonas de treino com a frequência máxima estimada pela idade, a calculadora de FCmax do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/fcmax/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  23. @MILITAR01, a resposta para um ciclo curto não é somar mais uma droga ao dianabol. É trocar o éster da testosterona. O Bravo Costa tem razão: o cipionato leva algumas semanas para estabilizar no sangue, e num ciclo de cinco semanas boa parte do tempo seria gasta só subindo o nível. Para ciclo curto, o éster que combina é o propionato. Ele atinge o nível estável em poucos dias e sai rápido do corpo no fim. O preço disso são aplicações em dias alternados, e ele costuma doer mais no local. Isso muda também a TPC. Com propionato, ela começa em torno de três a quatro dias depois da última aplicação, e não 14 dias como no cipionato. E o Bravo Costa acertou de novo: com uma dose moderada de testosterona e um ciclo curto, tamoxifeno de 20 mg por quatro semanas costuma ser suficiente. Sobre a visão do @Obliterado, concordo que ciclo curto e dose moderada fazem sentido para quem está começando, e que anos de treino pesam mais que miligramas. Mas vale uma correção: a resposta à testosterona aumenta com a dose, até doses bem altas, nos estudos com homens jovens. O problema das doses altas não é o hormônio "sobrar" e ir para a próstata ou para o couro cabeludo. É que os colaterais crescem junto: hematócrito, pressão, HDL, acne, queda de cabelo em quem tem predisposição. A lógica de usar pouco se sustenta pela relação entre custo e benefício, não por falta de receptor. Antes de começar, faça exames de base: hemograma, perfil lipídico, TGO, TGP, testosterona total, LH, FSH e estradiol. E, como você é militar, vale checar se a sua corporação faz exame toxicológico ou antidoping periódico. Para comparar o desenho com propionato e a TPC correspondente, o gerador de protocolo hormonal do site monta uma simulação que serve de base para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @Claudi, respondendo as suas duas dúvidas, e com um alerta que vem antes delas. A menstruação que começou, cortou e não voltou é um efeito esperado. Os androgênios suprimem o eixo hormonal feminino, a ovulação fica irregular ou para, e o ciclo menstrual desorganiza, como o @Foston disse. Justamente por isso, faça um teste de gravidez se houver qualquer possibilidade, mesmo pequena. Com o ciclo bagunçado, um atraso deixa de ser sinal confiável, e esteroides anabolizantes durante a gestação podem masculinizar o feto. Um teste de farmácia resolve a dúvida em minutos. Sobre a barriga inchada: nas primeiras semanas de oral é comum sentir o abdômen estufado. Parte é intestinal, pela mudança de dieta e de horários, e parte é o músculo mais cheio de glicogênio e água. Stano e oxandrolona não aromatizam, então não é a retenção estrogênica clássica. Se o inchaço vier com dor na parte de cima do abdômen, pele ou olhos amarelados, urina escura ou coceira pelo corpo, pare o uso e procure avaliação, porque esses são sinais de sobrecarga no fígado, e você está usando dois orais 17-alfa-alquilados ao mesmo tempo. E o relato da @sarinhah, que abre este tópico, é o melhor aviso para você agora. Ela descobriu no fim que estava tomando 60 mg por dia, e a voz alterou. Oxandrolona com stano somam efeito androgênico, e o stano é o mais virilizante dos dois. Na terceira semana ainda dá tempo de reduzir ou parar se aparecer rouquidão, pelos no rosto ou acne forte, como a @Bella alertou. Não espere o fim do ciclo para decidir. E abra o seu tópico no padrão que o @Apollo Galeno passou, com as doses de cada droga. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. @Samy02, a boa notícia é que você tem mais de um ano até a cirurgia, e isso é tempo de sobra para mudar bastante o corpo sem pressa nem medida drástica. A sua dieta atual já tem uma base boa: ovos, carnes, whey e gorduras de qualidade. Fazendo uma conta aproximada, ela fica perto de 1.800 kcal, com proteína razoável. Os ajustes que eu faria são simples. O bacon do jantar pode sair, porque soma gordura saturada e calorias sem acrescentar nada que o frango e os ovos já não deem. O lanche das 15h, só com castanhas, deixa um buraco longo até as 18h. Um iogurte natural com fruta ou uma fonte de proteína ali segura a fome e ajuda a não exagerar à noite. E a meta de proteína para você fica em torno de 110 a 130 g por dia, o que dá para fechar com pequenos aumentos nas carnes. Com 13 meses pela frente, um ritmo de meio quilo por semana já leva a uma mudança enorme, e preserva mais músculo que um corte agressivo. Se o funcional ainda não inclui carga de verdade, colocar musculação duas a três vezes por semana faz muita diferença no formato do corpo, principalmente glúteo, costas e ombro. Sobre a oxandrolona, um ponto importante por causa da cirurgia: conte ao cirurgião tudo o que estiver usando. Os cirurgiões costumam pedir a suspensão de hormônios e de vários suplementos algumas semanas antes do procedimento, por causa de coagulação, pressão e cicatrização. E a oxandrolona mexe com o fígado e com o colesterol, então os exames pré-operatórios vão mostrar isso. O ideal é que qualquer ciclo termine com bastante folga antes da data, e com os exames já normalizados. Para calcular o seu déficit e o ritmo de perda até a cirurgia, a calculadora do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

Conta

Navegação

Buscar

Buscar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.