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Cláudio Chamini

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Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. Chegar aos 57 anos com 41 anos de musculação, cerca de 150 competições e mais de 120 títulos não é apenas uma estatística bonita. Em "FERNANDO SARDINHA - O SEGREDO DA LONGEVIDADE NO BODYBUILDING", do Monster Cast, Fernando Sardinha usa a própria história para defender uma tese incômoda: o bodybuilding cobra preço, mas o maior perigo quase nunca está em um único fator isolado. A carreira longa aparece como resultado de escolhas acumuladas. Menos fascínio por extremos, mais atenção aos exames, treino adaptado quando o corpo pede, vida fora da pressão permanente da capital e uma recusa clara a transformar cada preparação em aposta contra a própria saúde. Quatro décadas de palco mudam o peso da fala Sardinha não apresenta seus números como enfeite. Ele fala de 41 anos no esporte, primeira competição aos 16, cerca de 150 competições e mais de 120 títulos para contextualizar por que se sente autorizado a discutir o tema. A ideia não é dar carteirada, mas lembrar que longevidade não se prova em frase motivacional. Prova-se repetindo preparação, finalização, palco, derrota, vitória e retorno durante décadas. Essa é a chave da conversa. Quando a internet tenta reduzir o fisiculturismo a tragédia inevitável, a existência de atletas que atravessaram décadas competindo cria uma pergunta melhor: o que separa uma carreira longa de uma sequência de erros acumulados? Off season eterno pode virar armadilha Um dos recados mais diretos é para quem sonha em construir carreira. Sardinha critica a ideia de passar um ano inteiro em off season esperando que isso se transforme automaticamente em massa muscular útil. Para ele, offs longos demais tendem a deixar o atleta redondo, piorar a linha de cintura e dificultar a definição. A proposta defendida é mais simples: dividir o ano em fases menores, fazer períodos curtos de ganho, voltar para dieta e competir com mais frequência quando isso fizer sentido para a carreira. O exemplo citado é Samson Dauda, que evoluiu muito sem desaparecer do palco por longos períodos. O ponto não é competir sem parar de forma irresponsável. É evitar a fantasia de que comer por meses, subir muito peso e sumir da comparação real sempre melhora o físico. No bodybuilding, o palco também educa. Ele mostra se o ganho virou músculo, retenção, gordura ou apenas esperança. O que ele tira da cabeça dos atletas Quando perguntado sobre o erro da nova geração, Sardinha vai direto aos recursos que considera desnecessariamente agressivos para pouco retorno estético. Ele diz que costuma desencorajar clembuterol, ioimbina, potenay, termogênicos fortes com estimulantes, trembolona, diuréticos e insulina. A lógica é de custo-benefício. Na visão dele, muitos atletas aceitam aumentar risco cardíaco, ansiedade, pressão arterial, hematócrito e desgaste geral para mudanças pequenas no físico. Aos 57 anos, a preocupação maior não é apenas rim ou fígado. O ponto que mais pesa é a hipertrofia cardíaca e tudo que aumenta estresse cardiovascular. Essa leitura não transforma experiência pessoal em protocolo. Ela funciona como alerta: quanto mais recursos entram ao mesmo tempo, mais difícil fica saber o que está machucando, o que está ajudando e o que saiu do controle. A experiência que ensinou o limite do mais Sardinha conta que já usou insulina em uma fase em que buscava ficar muito pesado, chegando a cerca de 113 kg com 1,65 m. O resultado não aparece como conquista romântica. Ele relata piora do perfil lipídico, aumento de pressão, retenção, apneia, dificuldade para dormir e perda de características do próprio físico. Esse bloco é importante porque desmonta a ideia de que todo atleta experiente defende sempre aumentar tudo. Pelo contrário. O relato serve para mostrar que algumas escolhas deixam sequelas, inclusive estéticas. Ganhar peso não significa melhorar. Ficar maior não significa ficar mais competitivo. E uma estratégia que parece funcionar na balança pode piorar a aparência no palco e a vida fora dele. Treinar muito tempo exige mudar o treino A longevidade também passa pelo treino. Sardinha diz que precisou adaptar a rotina, especialmente depois de 2022, quando insistir no mesmo padrão de intensidade e volume já não fazia sentido. A referência a Dexter Jackson entra nesse ponto: envelhecer no esporte exige perceber quando não dá mais para repetir exatamente o que funcionava aos 25 ou 35 anos. A adaptação atual passa por menos volume por sessão, mais controle, divisão upper/lower, descanso planejado e uso inteligente de técnicas como cluster, drop-set, rest-pause ou drop mecânico. A primeira série deixa de ser apenas aquecimento apressado e vira preparação com dor, controle e cadência. Depois vem uma série realmente pesada e bem feita. Isso não significa abandonar intensidade. Sardinha ainda defende execução forte, movimentos básicos, máquinas bem desenhadas, pesos livres quando cabem e variedade sem dogma. O que muda é a capacidade de ouvir articulações, dores, recuperação e resposta do físico. Máquinas, básicos e o fim da guerra boba Um dos trechos mais úteis para praticantes comuns é a defesa de que máquina e peso livre não precisam virar guerra religiosa. Sardinha ainda gosta de remada curvada, supinos e movimentos básicos, mas não aceita a ideia de demonizar máquinas eficientes. Para ele, uma cadeira adutora, uma abdutora, uma boa máquina de peito ou um equipamento bem ajustado têm função clara. O treino bom não é o que obedece a uma tribo. É o que entrega estímulo, segurança, progressão e prazer suficiente para o atleta continuar voltando. Essa visão aparece também no projeto do próprio CT. O ginásio foi montado como um espaço de bodybuilding raiz, com muitas máquinas, ambientes diferentes, sala de pose, cozinha temática e equipamentos pensados por biomecânica, não por moda. Hormônios exigem contexto, não slogan O trecho mais sensível da conversa é a posição de Sardinha sobre esteroides anabólicos. Ele separa três caminhos: não usar, usar de forma equilibrada quando há indicação e contexto, ou abusar com empilhamentos, pirâmides e protocolos copiados. A defesa dele está no segundo grupo, sempre como experiência pessoal, com acompanhamento, exames e histórico individual. Esse ponto precisa ser lido com cautela. A matéria não recomenda uso de hormônios para performance, não substitui avaliação médica e não transforma dose pessoal em orientação. O recado editorial é outro: discutir hormônios sem contexto leva a dois erros opostos. Um é fingir que qualquer uso é igual a morte. O outro é tratar abuso como atalho normal. Sardinha insiste que o problema aparece quando o atleta mistura excesso, estimulantes, diuréticos, insulina, drogas recreativas, pressão psicológica e preparação mal conduzida. A soma de fatores é o que cria o terreno perigoso. Finalização é onde muita gente erra a mão Com mais de 150 finalizações na bagagem, Sardinha trata a última semana antes do palco como área de alto risco. Ele lembra que já fez estratégias mais duras, incluindo longos períodos sem água, mas hoje enxerga isso como inferno desnecessário. A crítica mira manipulações extremas de água, sal, carboidrato, diuréticos e insulina. Para ele, muitos atletas ficam melhores dias antes e sobem piores porque tentam inventar demais. O físico perde vida, perde brilho ou chega seco de um jeito que não compensa o risco. O modelo defendido é mais conservador: chegar pronto antes, não reinventar na véspera e evitar a ansiedade de transformar a finalização em truque mágico. A melhor preparação não deveria depender de uma aposta agressiva nas últimas horas. O caso Ganley entra como alerta sobre sequência de fatores Sardinha evita tratar mortes no esporte como espetáculo. Ao comentar o caso de Gabriel Ganley, ele reforça que por muito tempo preferiu não especular, por respeito à família. A interpretação apresentada é de uma possível sequência de fatores: hipoglicemia como gatilho, queda, condição cardíaca hereditária agravada e possíveis estimulantes no contexto da preparação. O valor desse trecho não está em fechar diagnóstico. Está em mostrar como mortes raramente devem ser lidas por uma causa única e conveniente. Quando existe preparação extrema, uso de vários recursos, risco cardíaco, pressão por resultado e falhas de segurança, o desfecho pode nascer da combinação. Para o leitor, a lição é simples e dura: reduzir tudo a "foi esteroide" empobrece o problema. Reduzir tudo a "não teve nada a ver" também. O esporte precisa de menos torcida e mais responsabilidade. Rede social aumentou a pressão por extremos Outro ponto forte é a influência da rede social. A comparação constante cria a sensação de que só vale ser gigantesco, seco, famoso, campeão ou parecido com o atleta do momento. Sardinha rejeita essa lógica com uma frase que resume bem sua maturidade: ele nunca seria Kai Greene ou Flex Wheeler, mas poderia ser o melhor Sardinha possível. Esse pensamento é libertador para quem treina. A impressão digital biológica de cada pessoa é única. Estrutura, inserção muscular, resposta hormonal, rotina, dores, finanças e contexto familiar variam demais para alguém copiar outro corpo como se copiasse uma planilha. O bodybuilding pode inspirar disciplina, mas também pode adoecer quando vira obrigação de caber num estereótipo impossível. Arbitragem também molda o futuro do físico Na parte mais esportiva da conversa, Sardinha discorda da ideia de acabar com a categoria Open para resolver o problema dos físicos cada vez maiores. A proposta dele é outra: reciclagem de arbitragem e critérios mais firmes. O raciocínio é direto. O campeão vira o modelo que os outros atletas tentam copiar. Se a arbitragem premia volume sem punir distorções, aplicações locais evidentes, desequilíbrios ou perda estética, o esporte empurra a categoria para esse caminho. Se premia estrutura, cintura, proporção, qualidade e apresentação mais limpa, os atletas ajustam a rota. Ele também defende mais clareza em categorias como Classic Physique e Men's Physique. Na Classic, duas poses clássicas obrigatórias iguais ajudariam a reduzir subjetividade. Na Men's Physique, uma pose de lado poderia revelar melhor cintura e estrutura. O alvo não é burocratizar o palco, mas tornar o julgamento menos dependente de gosto pessoal. A aula final: carreira é mais do que palco Por trás das opiniões fortes, aparece uma história de vida. Sardinha fala da mãe, da filha, do genro, dos amigos, do pai, dos médicos, dos treinadores, dos atletas que ajudou e do CT como projeto para proteger a família e manter o bodybuilding perto sem depender apenas de patrocínio. Essa talvez seja a parte menos óbvia da longevidade. O atleta que só existe no palco fica vulnerável quando o palco balança. O atleta que constrói família, trabalho, amizades, estrutura e propósito tem mais chances de atravessar fases ruins sem se destruir. O que a maromba pode aprender com Fernando Sardinha Longevidade não combina com empilhamento sem critério. Quanto mais coisas entram juntas, mais difícil fica controlar risco e resposta. Off season precisa de limite. Ganhar peso por ganhar pode piorar linha, saúde e desempenho no palco. Finalização não deveria ser roleta. Água, sal, diuréticos, carboidrato e insulina exigem cuidado extremo. Treino precisa amadurecer com o corpo. Adaptar volume, frequência e escolha de exercícios não é desistir da intensidade. Máquina e peso livre podem coexistir. O melhor exercício é o que entrega estímulo útil para aquele corpo naquele momento. Genética não deve virar sentença. Pouca gente será o melhor do mundo, mas todo mundo pode tentar ser a melhor versão possível de si mesmo. Conclusão O segredo da longevidade de Fernando Sardinha não aparece como uma fórmula limpa, fácil e vendável. Ele nasce de décadas de tentativa, erro, adaptação, estudo, acompanhamento, escolhas conservadoras e uma postura muito clara contra exageros que entregam pouco e cobram caro. Para quem acompanha o bodybuilding, a mensagem é valiosa justamente por não caber em slogan. O esporte pode ser duro. Hormônios, finalização, estimulantes e pressão estética podem trazer riscos reais. Mas também existe diferença entre prática consciente, abuso, negligência e desespero por validação. A melhor leitura da história de Sardinha talvez seja esta: competir por muitos anos exige amar o palco, mas exige amar ainda mais a própria vida. FAQ Qual é o segredo da longevidade de Fernando Sardinha no bodybuilding? A resposta passa por consistência, treino adaptado, escolhas mais conservadoras, exames, acompanhamento profissional, menos fascínio por extremos e cuidado para não transformar preparação em abuso. Fernando Sardinha recomenda uso de hormônios? Não como protocolo para o público. Ele fala da própria experiência e defende contexto, acompanhamento e exames. Qualquer decisão hormonal precisa de avaliação médica individual. Quais recursos ele considera mais perigosos na preparação? Ele cita principalmente diuréticos, insulina, estimulantes fortes, clembuterol, ioimbina, trembolona, termogênicos agressivos e drogas recreativas misturadas ao contexto de preparação. Por que ele critica offs longos demais? Porque, na visão dele, períodos muito longos de ganho podem deixar o atleta redondo, piorar a linha de cintura e não se converter em melhora real no palco. Como Sardinha adaptou o treino com a idade? Ele passou a usar menos volume por sessão, mais controle, divisão upper/lower, descanso planejado e técnicas intensas em poucas séries bem executadas. O que ele mudaria no fisiculturismo atual? A principal proposta é melhorar a arbitragem. Para ele, critérios mais firmes ajudam a premiar físicos mais equilibrados e reduzem o incentivo a extremos desnecessários. Referências MONSTER CAST. FERNANDO SARDINHA - O SEGREDO DA LONGEVIDADE NO BODYBUILDING. [S. l.], 17 jul. 2026. YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/live/dY4wPfayPPk. Acesso em: 26 jul. 2026.
  2. Cláudio Chamini respondeu a uma postagem em um tópico em Tópicos diversos
    Primeiro, começar já é a parte mais difícil e você deu esse passo, então respira, porque nos primeiros meses o corpo de iniciante responde muito bem e dá para perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, que é exatamente o que você quer. Não precisa de dieta complicada, precisa de uma alimentação simples e sustentável, com proteína em todas as refeições, comida de verdade e um déficit leve. Como você faz musculação de manhã e jiu-jitsu à noite, o gasto já é alto, então o cuidado é comer o suficiente para aguentar as duas coisas sem apagar. Sobre os suplementos, dá para simplificar bastante. Creatina vale a pena, é barata, segura e ajuda no treino de força. Whey é só uma proteína prática, entra se te ajudar a bater a meta do dia, não é obrigatório. Já pré-treino, BCAA e albumina você pode deixar de lado sem perder nada, não é ali que está o seu resultado e não faz sentido gastar com isso agora. Então o foco é treino de força consistente, o jiu-jitsu como atividade que você curte e que queima energia, e uma dieta simples que você consiga manter no dia a dia. A autoestima melhora junto com a constância, quando você começa a ver que consegue seguir o processo. Se quiser, posta a sua rotina que dá para montar algo realista, mas o caminho é esse, sem fórmula mágica e sem gastar com o que não precisa.
  3. Ótimo que você já descartou anabolizante por conta da amamentação, isso mostra cuidado, e a boa notícia é que dá para evoluir muito com treino e comida nessa fase. O ponto mais importante amamentando é não fazer déficit agressivo, porque a produção de leite consome energia e uma restrição muito forte atrapalha tanto o leite quanto a sua disposição. Então a meta aqui é um déficit leve, ou até manutenção, priorizando proteína em todas as refeições e comida de verdade, para você recompor o corpo sem comprometer a amamentação. Sobre suplementos, você não precisa de muita coisa. Whey é só uma forma prática de bater a proteína, então entra se te ajuda a fechar a meta, e creatina é segura e eficaz para treino de força, mas como você está amamentando vale confirmar com o seu médico antes de incluir qualquer coisa, só por precaução. O resto, pré-treino, BCAA e albumina, é dispensável nesse momento e não faz falta nenhuma no seu resultado. Com quatro meses de academia, o que mais vai render é consistência no treino de força e essa alimentação bem montada, sem pressa. O corpo pós-parto responde bem quando você dá comida e treino suficientes em vez de sufoco. Se quiser, conta a sua rotina e a sua altura que dá para estimar melhor as calorias, mas o caminho é esse, comer o suficiente, treinar firme e deixar o tempo trabalhar a seu favor.
  4. Andréa, dá para ver que você montou um treino caprichado e detalhado, com um bom trabalho de perna e glúteo, então o alicerce está bem posto. O conselho que mais soma agora não é adicionar exercício, e sim garantir que cada série seja bem executada e que você vá progredindo carga ou repetição ao longo das semanas, porque é a sobrecarga progressiva que faz o músculo responder, não a quantidade de movimentos no papel. Um ponto de atenção é o volume de aeróbico dentro das sessões, aquele elíptico no meio e no fim de cada série. Se o seu objetivo é ganhar glúteo e forma, o cardio é ferramenta de gasto e condicionamento, mas em excesso pode competir com a recuperação e com a energia que você precisa para o treino de força. Vale dosar para ele ajudar sem roubar o rendimento da musculação. E aproveita para manter tudo registrado no seu próprio tópico como o pessoal te orientou, porque acompanhar foto, medida e evolução de carga ao longo do tempo é o que permite ajustar o rumo com precisão. Você está no caminho certo, é constância e progressão que vão transformar esse treino bem montado em resultado. Capricha na execução e no registro que o corpo responde.
  5. Luana, primeiro parabéns, sair de 80 para 71 quilos com dieta, treino e cardio é um resultado e tanto, e mostra que o seu método funciona. Sobre a sensação de ter parado, o platô é uma etapa esperada, o corpo se adapta ao déficit e reduz o gasto, então o que resolve não é necessariamente cortar mais comida e sim ajustar o conjunto. Como você já enxugou bastante a gordura do preparo, cortar mais óleo e azeite tem retorno pequeno e ainda pode tirar saciedade e hormônio, então não é por aí. O que costuma destravar é revisar o gasto real. Ou você dá um pequeno ajuste no cardio ou nas atividades do dia a dia, ou recalcula as calorias com o seu peso atual, porque a manutenção de quem pesava 80 não é a mesma de quem pesa 71. Às vezes um período curto de calorias na manutenção, um respiro na dieta, é justamente o que faz o corpo voltar a responder quando você retoma o déficit. Sobre o clembuterol, eu seguraria essa ideia. O efeito dele na queima é modesto e passageiro, e em troca ele cobra tremor, taquicardia e insônia, mexendo com o coração, o que é bastante custo para um empurrão pequeno, ainda mais quando você tem ajustes de dieta e cardio para explorar antes. Afina o gasto e testa um respiro na dieta primeiro que o platô cede sem você precisar arriscar no estimulante.
  6. tomas, pelo que você descreveu o volume não está exagerado, está num patamar bem razoável para um ABC repetido duas vezes na semana, então pode ficar tranquilo quanto a estar treinando demais. O Mashle te deu uma boa dica de enxugar um pouco o bíceps no segundo treino, e faz sentido, porque bíceps já pega bastante estímulo indireto em todo treino de costas, então não precisa de muito trabalho direto extra. O que costuma render mais do que ficar somando exercício é garantir que cada série seja levada perto da falha com boa execução, e que você esteja progredindo carga ou repetição ao longo das semanas. Divisão bonita no papel sem progressão não constrói nada, e divisão simples com sobrecarga progressiva constrói muito. Então eu olharia menos para a quantidade de exercícios e mais para a qualidade do estímulo e para o registro da sua evolução. Um cuidado é não deixar grupos importantes como perna e ombro em segundo plano por causa de tanto trabalho de braço, então distribui o esforço para o corpo crescer equilibrado. E recuperação conta, sono e comida suficiente é o que transforma o estímulo em músculo. Mantém a divisão, capricha na progressão e no descanso, que aí o volume que você já tem passa a valer de verdade.
  7. Pela sua própria descrição, a resposta tende para seguir na redução de gordura, não recuperar peso. Estando em 22,5 por cento e querendo chegar abaixo de 20, ou perto de 16, ainda há gordura a perder, e não tem como baixar percentual sem que a balança acompanhe um pouco, porque parte do que sai é justamente essa gordura. Recuperar peso agora seria andar na direção contrária do que você mesmo disse querer. O ponto é separar peso de composição na sua cabeça. Você não precisa ter medo de descer mais alguns quilos se o que está saindo é gordura, e com treino de força e proteína alta você preserva a massa magra enquanto seca. O número da balança importa menos que o percentual e o que o espelho mostra, então usa foto e medida de cintura como termômetro junto do peso. Perder 4 quilos em 40 dias foi um ritmo bom, talvez até um pouco rápido, então dá para manter um déficit moderado e sustentável até chegar na faixa de gordura que você quer, sem radicalizar. Quando bater a meta de percentual, aí sim você entra numa manutenção ou num leve superávit para construir. Segue no corte com calma que o objetivo que você traçou pede mais um trecho de dieta, não recuperar peso agora.
  8. Lucas, o Mashle já tocou no ponto principal, esse ritmo de tirar 200 calorias por semana é agressivo demais e vai te deixar sem para onde progredir lá na frente, além de aumentar a chance de perder músculo e travar o metabolismo. Corte de gordura bom é aquele que você segura por meses, então o mais inteligente é baixar caloria só quando a perda realmente estagnar, e não em cronograma fixo semana a semana. Deixa a balança e o espelho ditarem o passo. Sobre o salbutamol, sejamos realistas quanto ao que ele entrega. O efeito dele na queima é modesto e some com a adaptação em poucas semanas, e em troca ele cobra tremor, taquicardia e insônia, mexendo com o coração. Ou seja, é um empurrãozinho pequeno com um custo cardiovascular que muita gente subestima, e não é ele que vai definir o seu corte. O déficit e o treino é que fazem o serviço. O desmame que você montou faz sentido na lógica de reduzir o efeito rebote de um beta-agonista, então a ideia de descer a dose aos poucos é razoável. Mas eu inverteria a prioridade, colocaria o ajuste calórico mais gradual no centro e trataria o salbutamol como acessório dispensável, checando como o seu coração responde. Se sentir palpitação ou aperto, sai dele sem dó. Menos pressa na caloria e menos fé no broncodilatador que o cutting fica mais sustentável e mais seguro.
  9. Joel, primeiro te tranquilizo, ganho de força em quatro meses não é ausência de resultado, é o resultado aparecendo na ordem certa. Nos primeiros meses o corpo melhora muito a parte neural e a força antes de a mudança visual ficar evidente, e isso é sinal de que o estímulo está funcionando. Quatro meses ainda é começo, então parte do que você sente como falta de resultado é só o tempo natural das coisas. Dito isso, pelo seu histórico eu apostaria que o ponto a corrigir é a alimentação. Quem vem de anos associando emagrecer a passar fome, e ainda teve anemia, muitas vezes continua comendo de menos sem perceber, e sem comida suficiente o músculo não tem com o que ser construído. Para ganhar massa você precisa comer o bastante, com proteína alta bem distribuída no dia e carboidrato para sustentar o treino. Comer pouco é justamente o que trava a evolução de quem já foi restritivo demais. Então eu olharia com carinho para as calorias e a proteína antes de mudar treino, e usaria foto e medida além da balança para enxergar progresso, porque nessa fase o espelho muda mais devagar que a força. E se a anemia foi recente, vale checar o ferro com exame para não sabotar energia e recuperação. Come melhor e dá tempo ao tempo que o shape vem atrás da força que você já está construindo.
  10. Cláudio Chamini respondeu a uma postagem em um tópico em Relatos de ciclos
    Respondendo direto, para o objetivo de perder 13 quilos a oxandrolona não é o caminho, e o pessoal já apontou isso. Ela não é um esteroide de emagrecimento, quem faz a gordura sair é o déficit calórico com proteína alta e treino, e a oxan no máximo ajuda a preservar músculo quando alguém já está numa dieta bem montada. Tomar ela esperando derreter peso é frustração quase garantida. Tem um agravante importante no seu caso. Com percentual de gordura mais alto e pouca massa muscular ainda, o corpo tende a manifestar mais colateral com qualquer androgênico, começando por queda de cabelo, acne e oleosidade, justamente o pior custo-benefício possível. Ou seja, seria pagar o preço dos efeitos sem colher o resultado que você quer. O caminho que de fato funciona agora é construir uma rotina de treino de força e uma dieta em déficit moderado que você consiga manter, com boa proteína. É menos glamouroso que um comprimido, mas é o que muda o corpo de verdade e sem risco à sua saúde. Guarda a ideia da oxandrolona para muito depois, se um dia fizer sentido, e foca a energia na dieta e no treino que o resultado vem.
  11. AleBraga, primeiro é ótimo que você faça essa reposição com acompanhamento médico e ajuste de dose gradual, isso já te coloca num lugar bem mais seguro do que a maioria dos relatos por aqui. Sobre os veículos, a sua percepção faz sentido, pentravan e biolipídeo entregam a testosterona com cinéticas de absorção um pouco diferentes, e é comum que um pareça mais uniforme e o outro dê picos, o que muda como a pele e a libido respondem mesmo mantendo a dose no papel. A queda de cabelo e a redução de libido que você notou são sinais que valem levar para o seu médico com clareza, porque podem indicar tanto uma questão de dose ou de conversão quanto uma sensibilidade individual ao androgênico. Cabelo caindo em mulher em reposição costuma pedir revisão de dose e às vezes investigação de outros fatores, como ferro e tireoide, então não é para simplesmente tolerar. Um novo exame hormonal ajuda a enxergar se a absorção no biolipídeo está de fato menor. Como você está num processo de ajuste, o mais produtivo é registrar esses sintomas e levar para a sua consulta, para calibrar dose e veículo com base em exame e não em tentativa e erro. Você está no caminho certo justamente por ter médico no comando. Confia nesse acompanhamento e usa os sintomas como informação para afinar, que é assim que reposição bem feita funciona.
  12. jucipri, deixa eu focar no que é realmente importante no seu relato, porque não é o quilo na balança. Você descreveu menstruação que sumiu por um ano e sintomas de menopausa depois dos ciclos com gestrinona e testosterona, e isso é um sinal de que o seu eixo hormonal foi bastante suprimido. Esse é o ponto que merece atenção de verdade, muito acima de secar um quilo, e é algo para investigar com uma endócrino ou ginecologista, com exames hormonais na mão, não para resolver com mais dieta ou mais cardio. Sobre o quilo que não desce, quando o corpo passou por um estresse hormonal desse tamanho e por cutting muito prolongado a 1242 calorias, ele entra em um modo de defesa, reduz o gasto e segura peso justamente porque leu o cenário como escassez. Insistir em mais restrição e mais escada tende a piorar isso, não a resolver. Muitas vezes o caminho é o contrário, subir as calorias de forma controlada por um tempo para o metabolismo respirar e o hormonal se reorganizar. Então minha sugestão sincera é parar de brigar com esse quilo e cuidar da causa, o seu hormonal, com acompanhamento médico. Reintroduzir ciclo agora, com esse histórico, só aprofundaria o problema. Um quilo não define nada, mas a saúde do seu eixo define muita coisa daqui para frente. Resolve a raiz que a composição corporal volta a colaborar depois.
  13. Gabriela, boldenona sozinha não é uma boa escolha para protocolo feminino, e o pessoal já sinalizou isso ali em cima com razão. A boldenona tem meia-vida bem longa, o que significa que se algum sinal de virilização aparecer, como engrossamento de voz ou aumento de pelos, ela demora muito para sair do seu corpo, e você fica exposta por semanas sem conseguir reverter rápido. Além disso ela tem uma fama justa de mexer com o humor em algumas pessoas, e isso pesa. Para mulher, quando se fala em um primeiro composto, o caminho mais comum e mais seguro costuma ser a oxandrolona em dose baixa, justamente por ter meia-vida curta e um perfil mais controlável, o que permite interromper rápido ao primeiro sinal indesejado. Não é que ela seja isenta de risco, mas ela erra a favor da sua segurança, que é o que importa aqui. Antes de qualquer coisa, porém, vale definir bem o seu objetivo, o seu tempo de treino e como está a dieta, porque muita gente parte para o fármaco para resolver algo que treino e alimentação resolveriam. E se a decisão for ciclar, faça com dose baixa, exames e acompanhamento médico, observando os sinais de virilização. Boldenona solo eu deixaria de fora, ela não é a peça certa para você.
  14. Ana Caroline, para te orientar direito sobre como tomar faltou dizer qual é o composto e a dosagem, porque isso muda tudo, então preencher o tópico completo como o pessoal pediu é o primeiro passo de verdade. De todo modo, dá para adiantar o princípio geral, que é diferente do que você imaginou. Hoje não se divide mais o oral a cada doze horas, usa-se a dose única no dia, porque fracionar não traz vantagem e só complica. Um ponto que merece atenção é o anticoncepcional. Somar esteroide ao contraceptivo não é uma boa ideia, são hormônios puxando para lados diferentes, e o certo é alinhar isso com quem acompanha a sua saúde antes de começar qualquer coisa. Não dá para tratar como detalhe. E sendo primeiro ciclo, a regra que mais protege é começar pela menor dose, observar como o corpo responde e ficar atenta a sinais de virilização como mudança de voz, pelos e oleosidade, de preferência com exames e acompanhamento médico. Cortar doce e álcool ajuda na dieta, mas não é isso que reduz o risco do ciclo, é a dose baixa e o acompanhamento. Completa o tópico primeiro que aí a gente consegue te dar um caminho seguro de verdade.
  15. CynRib, o Foston já levantou um ponto prático importante, primobolan original é difícil de encontrar de verdade, então boa parte do que circula com esse nome não é o que promete, e você acabaria pagando caro por algo incerto. Só isso já é motivo para repensar a indicação de masteron com primobolan de uma vez, ainda mais sendo um dos seus primeiros contatos. Para mulher, o consenso é começar com um único composto, geralmente oxandrolona em dose baixa, e não misturar anabólicos logo de início, porque isso multiplica a chance de virilização sem você saber de onde veio cada efeito. Sobre a bupropiona com naltrexona, que é aquela combinação usada para controle de peso e compulsão, vale você ter clareza do que está buscando. Se o foco ainda é emagrecimento, entrar com anabolizante em cima disso costuma ser colocar o carro na frente dos bois, porque esteroide não é ferramenta de perda de gordura e rende melhor quando o percentual já está mais baixo. O caminho mais seguro é conversar com quem te acompanha nesses manipulados antes de somar mais coisa, e se a decisão for ciclar, fazer com um composto só, dose baixa, exames e acompanhamento médico, de olho em sinais como voz e pelos. Isso aqui é para reduzir risco, não para te empurrar a nada. Simplicidade em ciclo feminino é o que mais protege você.
  16. Cláudio Chamini respondeu a uma postagem em um tópico em Tópicos sobre esteroides
    O Foston já te deu o alerta certo e vale reforçar, não faz sentido usar esteroide junto do anticoncepcional injetável, são coisas que puxam o seu hormonal para lados diferentes e ainda embaralham qualquer leitura do que está acontecendo no seu corpo. Então o primeiro ponto é esse, isso precisa ser resolvido antes, e de preferência conversando com quem acompanha a sua saúde. O segundo ponto, e aqui eu sou bem direto, é que usar a deca-dura que o seu esposo deixou é uma escolha ruim para uma mulher. A nandrolona da deca tem meia-vida longa e potencial androgênico que favorece virilização, sinais como engrossamento de voz e aumento de pelos que muitas vezes não voltam atrás, e não é à toa que praticamente ninguém recomenda deca para protocolo feminino. O que sobrou na gaveta do marido não é o que serve para o seu corpo. Se em algum momento a decisão for por seguir esse caminho, o composto que costuma ser considerado para mulher é a oxandrolona em dose baixa, com exames e acompanhamento médico de verdade, observando de perto qualquer sinal de virilização. Mas antes disso, com pouco tempo de treino, dá para conquistar muita coisa só com dieta e treino consistentes. Resolve a questão do anticoncepcional primeiro e guarda a deca do marido para ele, ela não é para você.
  17. Cláudio Chamini respondeu a uma postagem em um tópico em Tópicos sobre esteroides
    Pelas perguntas, dá para perceber que a trembolona seria um dos seus primeiros contatos, e é justamente por isso que eu daria um passo atrás. A tren é um dos anabolizantes mais fortes e mais duros que existem, não é um composto de entrada, e usar ela sem ter passado por uma base de testosterona antes é começar pelo degrau mais alto e mais perigoso da escada. Ela cobra em pressão, humor, sono, suor noturno e função cardiovascular de um jeito que pega despreparado quem nunca ciclou. Respondendo direto ao que você perguntou, sim, mesmo 1ml por semana inibe o seu eixo e exige pós-terapia, e não, não existe uma dose de tren que seja de brincadeira. Manter aplicação por tempo indefinido só prolonga o custo dela sobre o corpo. E a trembolona sozinha, sem uma base de testosterona junto, ainda tende a zerar a sua libido e o seu bem-estar, porque você fica sem testosterona nenhuma circulando. Se o objetivo é começar a ciclar, o caminho muito mais sensato é uma base de testosterona bem conduzida, com exames antes e durante e de preferência acompanhamento médico, e deixar a tren para muito mais tarde, se um dia fizer sentido. Isso aqui é para reduzir risco, não para te empurrar a nada. Começa pelo básico que a tren não é lugar para dar o primeiro passo.
  18. JAVAPHYSIC, o físico está claramente avançado e o relato é maduro, então vou direto no que me preocupa mais que a montagem, que é o uso praticamente contínuo de trembolona ao longo de anos. A tren é um dos compostos mais duros que existem em termos cardiovascular, de perfil lipídico, de função renal e até de humor e sono, e mantê-la de forma prolongada é onde o custo de longo prazo se acumula de verdade. Se dá para reservar a tren para janelas mais curtas e específicas e deixar a base rodando o resto do tempo, você reduz muito esse desgaste sem perder o eixo do projeto. Sobre a lesão no manguito que você comentou, ela merece prioridade agora, porque ombro é uma articulação que perdoa pouco. Vale aliviar carga nos empurrões, trabalhar mobilidade e fortalecimento específico do manguito e do serrátil, e não insistir em movimento que reproduz a dor. Treinar por cima de uma lesão de ombro é o caminho mais curto para ela virar crônica e te tirar de cena por meses. E com esse tempo todo de uso, exames periódicos deixam de ser opcional, principalmente ecocardiograma, hematócrito, lipídios e função renal, de preferência com um médico acompanhando. Você já tem experiência para saber que consistência sem monitorar é apostar às cegas. Cuida do ombro e vigia o coração que o resto do projeto você já domina.
  19. Christyanguilherme, o Dan já apontou o essencial e eu concordo em cheio, é coisa demais para quem voltou a treinar faz três semanas. Seu corpo ainda está reativando as conexões e a força volta rápido pela memória muscular, mas os tendões e articulações não acompanham essa velocidade. É exatamente aí que o stano injetável se torna um problema, ele resseca a articulação e some com a sensação de lubrificação bem quando você está pegando carga de volta, então o risco de lesão fica alto num momento em que você deveria estar construindo com calma. O mais sensato é enxugar tudo isso. Uma base de testosterona sozinha já te dá um estímulo enorme para essa fase de retorno, e no máximo um masteron leve por cima se quiser um toque de dureza, mas o stano eu tiraria por enquanto. Menos compostos, menos colateral, e você ainda enxerga melhor de onde veio cada resposta do corpo. E como você mesmo disse que da outra vez usou os protetores e não teve colateral, mantém esse cuidado, com exames antes e durante e de preferência acompanhamento médico. Voltar bem é voltar inteiro, sem lesão logo na largada. Segura a empolgação, tira o stano, e deixa a base fazer o trabalho enquanto o corpo se readapta.
  20. Kaiosantos, para quem tem pouco mais de um ano de treino, você evoluiu muito bem de 73 para 90kg, e isso mostra que ainda tem bastante ganho natural na mesa antes de precisar empurrar para os 100 com fármaco. Meu primeiro ponto é esse, quanto mais você extrair da base natural agora, mais margem sobra para os ciclos renderem lá na frente. Chegar aos 100 é possível, mas não precisa ser com pressa nem tudo de uma vez. Sobre a montagem, uma base de testosterona bem conduzida já é suficiente para um primeiro ciclo de volume, e eu questionaria a necessidade da oxandrolona junto logo de cara. Ela adiciona custo hepático e não é o que vai definir o seu ganho de massa num bulk, então dá para deixar ela de fora e manter a coisa mais limpa e fácil de ler. O NAC ajuda pouco perto de simplesmente usar menos coisa. E o principal, exames antes e durante e de preferência acompanhamento médico, porque é assim que você acompanha pressão, lipídios e o retorno do eixo, que são as contas que um ciclo cobra. Isso aqui não é receita para você seguir no automático, é para reduzir o risco da decisão que você já parece ter tomado. Extrai o máximo da base primeiro que o ciclo rende muito mais depois.
  21. Boldenono, você deixou claro que é um relato e não um pedido de ajuda, então fico só na opinião respeitando isso. O que me chama atenção não é a montagem em si, e sim o ritmo. Você voltou a treinar sério faz uns dois meses e já entrou num blast and cruise com a intenção de não parar de aplicar, e isso é queimar muita etapa de uma vez. Blast and cruise é a decisão hormonal mais séria que existe, é aceitar dependência de testosterona exógena por tempo indefinido, e faz muito mais sentido depois de anos de base natural bem explorada, não com poucos meses de retomada. Some a isso o seu histórico de ginecomastia, mesmo grau 1, e a ideia de adicionar dianabol na sequência. O dianabol aromatiza bastante e é justamente o tipo de composto que reacende gineco em quem já tem predisposição, então ali mora um risco concreto para você. Empilhar oxan, deca, dianabol e mk677 em cima de uma base recém-iniciada é muito estímulo e muito colateral potencial para pouca necessidade nesse momento. Se a decisão de cruzar já está tomada, o mínimo é acompanhar com exames periódicos e de perto, hematócrito, lipídios, estradiol e prolactina por causa da deca, de preferência com um médico lendo isso com você. Não é para te frear pelo susto, é para você não descobrir um problema tarde. Meu conselho honesto é desacelerar e explorar mais o que a base já te dá antes de virar um projeto de uso contínuo. Você tem tempo do seu lado, usa ele a seu favor.
  22. Caio Bottura tinha 29 anos quando sentou no Monster Cast, direto da Flórida, para explicar por que abandonou um canal que rendia seis dígitos por mês. Ele passou mais de 4 horas destrinchando números que nunca tinha aberto: quanto ganhava, quanto usava, quanto pesava, o que a testosterona dele marcava no exame quando era natural e quanto cobra hoje por hora de tatuagem. O que vem abaixo é relato pessoal e opinião dele, não recomendação, e ele repete isso várias vezes ao longo da conversa. De 100.000 inscritos a 115.000 e a sensação de que tinha acabado O canal nasceu em 2014, logo depois da primeira competição dele. Quando bateu 100.000 inscritos, achou que aquilo era o teto. "Bati 100.000, já era, esse é o ápice", ele resume. A maromba brasileira não tinha muitos canais grandes na época. Aí veio a estagnação em 115.000, com os vlogs cravando cerca de 30.000 visualizações, e a leitura de que o jogo tinha terminado ali. Desde antes de crescer ele já operava com uma premissa: aquilo não seria para sempre. O medo declarado não era o fracasso, era virar o cara que já passou e insiste. "Não consigo me ver com 40 anos fazendo vlog", diz. Essa preparação psicológica é o que explica a saída anos depois, e não uma queda que nunca aconteceu. O clickbait honesto e o salto para 400.000 A destravada veio de uma sacada de embalagem. Em vez de intitular um conteúdo informativo como "benefícios da cafeína", ele passou a chamar de "o ingrediente que vai melhorar seu treino em 10 vezes". A regra que ele impôs a si mesmo era que a promessa tinha de estar dentro do material. Com isso, pelo menos uma publicação por semana ia de 100.000 a 1 milhão de visualizações e o canal subiu para a faixa de 300.000 a 400.000 inscritos. A entrevista com Paulo Muzy é dessa fase e saiu de um e-mail. Um inscrito mandou o endereço, ele escreveu sem esperança e foi respondido. "O maluco me respondeu, como assim", ele conta. Era uma época em que atleta grande era inacessível, e conseguir sentar com um deles mudava o patamar de quem entrevistava. 1 mês na Breakman e 400.000 inscritos em 30 dias Com cerca de 600.000 inscritos, foi convidado por Edukof a passar um tempo na casa de criadores conhecida como Breakman. Ganhou 400.000 inscritos em 1 mês. Antes de se mudar, contratou um editor e passou 3 meses treinando o rapaz, porque até então fazia tudo sozinho: pesquisa, roteiro, gravação e edição. O acordo era de 1 mês e ele cumpriu ao pé da letra. Chegou em 7 de janeiro e foi embora em 7 de fevereiro, sem nem conseguir se despedir, porque acordou cedo e a casa estava dormindo. "O cara me chamou para ficar 1 mês, não quero abusar", explica. Parte do público antigo detestou a mistura com vlog e trollagem e prometeu abandonar o canal. Boa parte ficou, e até hoje aparece gente que diz ter começado a acompanhar exatamente ali. O conteúdo técnico que ninguém quis mais ver O ponto de virada editorial tem número. Um dos últimos materiais informativos que publicou comparava treino com carga leve e carga pesada, resolvia o debate em cerca de 15 minutos e parou em 66.000 visualizações. Para ele, aquilo foi o recado de que o público já não queria informação seca, queria informação dentro de uma novela. Ele também estava esgotado do próprio repertório. Tinha falado de treino, de dieta, de agachamento, de supino, de terra e de macros até o ponto em que só restava reciclar. "Não consigo ficar me repetindo, me sinto meio tonto", diz. E a referência que ele mirava era estrangeira: canais como o de Jeff Nippard entregavam conteúdo 100% informativo com edição que destacava o trecho do estudo na tela e passavam de 500.000 visualizações por publicação. Ele lembra do dado que usava para explicar o desnível: cerca de 5% da internet está em português contra cerca de 60% em inglês. Testosterona em 190 ng/dL e 25.000 passos por dia A fase natural dele não era simbólica, era extrema. Contava até a gordura do ômega-3 dentro da dieta, o que consumia 9 g de um total de 35 a 40 g de gordura em cerca de 1.800 calorias. Contava BCAA. Não tinha carro e dava 20.000 a 25.000 passos por dia, indo a pé para a academia fazer cardio. As preparações passavam de 6 meses. O adipômetro apontava algo como 2% a 2,5% de gordura, o que ele mesmo trata como leitura irreal do aparelho. Uma avaliação feita 1 mês após a competição, já em dieta reversa, deu 3% e alguma coisa, e a médica disse que estava baixo demais. No mesmo ano, a testosterona veio em 190 ng/dL. O custo apareceu fora do palco. Libido zerada, vida social encolhida na faculdade, sem energia para socializar. "Seu corpo não quer reproduzir, você não consegue nem se alimentar, como é que vai alimentar um possível bebê", explica. Ele trocou o curso duas vezes, entrou em fisioterapia, passou por segurança do trabalho e migrou para força e condicionamento faltando 1 ano e meio para se formar, já ganhando dinheiro com o canal. Por que ele era natural: whey escondido do pai e o pró-hormonal recusado A origem do posicionamento é religiosa e familiar. Criado em casa evangélica em Vinhedo, não podia assistir a certos desenhos e chegou a comprar cartas de um jogo escondido, ler a palavra demônio na carta e jogar tudo no lixo na hora. Quando começou a treinar, escondia whey e creatina do pai, que repetia que aquilo acabava com o rim. O detalhe mais concreto é o pró-hormonal que quase encerrou a carreira natural antes de começar. Um frequentador da igreja ofereceu um pote sem rótulo, dizendo que tinha ganhado 5 kg em 1 mês. Ele levou o frasco para o banheiro, pesquisou em fórum, leu que a substância funcionava como esteroide só que com todo o colateral, e devolveu. Se tivesse tomado, teria perdido o título natural na prática, porque as federações testadas cobram uma lista de substâncias proibidas nos últimos anos. O número vazado e a manada A pressão de quem o acusava de mentir sobre o status natural virou perseguição. Um perfil que ele descreve como uma espécie de investigador amador da maromba fazia transmissões prometendo provas e jogava seguidores em cima dele. Em um episódio, o telefone dele vazou em um grupo e o grupo inteiro passou a xingá-lo. Ele chegou a temer pela família no Brasil e pediu ajuda a um amigo policial para identificar o autor. O que ele diz sobre o mérito da acusação é o mais honesto do trecho: não existia prova possível dos dois lados. "Eu posso fazer exame de sangue, tudo o que você quiser, só que se eu quisesse mentir e burlar eu ia conseguir." Foi só ao hormonizar que ele encerrou a discussão. 100 mg por semana e 8 kg de massa magra em 8 semanas A transição aconteceu em 2018, aos 24 anos, quando ele já morava na Flórida por influência de Coach Rubens. Rubens o levou a um médico local e a prescrição inicial foi de 100 mg de testosterona por semana. "Nem enche a seringa", ele resume. Começou em silêncio, com medo do que aconteceria com a imagem dele se não desse resultado. Em 8 semanas ganhou 8 kg de massa magra e ficou mais seco. A partir daí ele considerou a linha atravessada de vez. Não tentaria competir como natural usando, porque não passaria no polígrafo e porque não achava certo. Foi para a NPC, na Bodybuilding, e não na Classic Physique, porque ganhou peso rápido demais e não batia o limite da categoria. O acompanhamento médico tinha preço fixo: cerca de 200 dólares por mês de mensalidade, com a receita indo direto para a farmácia, que enviava a cada 8 semanas um kit com testosterona, HCG, anastrozol e agulhas. A dose prescrita depois subiu para 200 mg por semana. Ele mesmo comenta o modelo com ironia: o médico prescreve, some, e a mensalidade continua saindo da conta. Menos de 1 g por semana e o GH que era água Quando saiu da dose de reposição, o protocolo dele ficou assim, pelo relato: no off, NPP, boldenona e cipionato, chegando a 1 g ou pouco mais por semana. Na preparação documentada, não passou de 1 g e ficou em cerca de 900 e poucos miligramas, com propionato, masteron e trembolona acetato. O GH entrou só nas preparações, em 3 a 4 UI por dia, e ele próprio classifica o produto como falso. Era o mais barato que o fornecedor tinha, importado da China, e ele admite que economizou por raciocinar que já secava bem como natural. "Água de inhame", brincam os apresentadores, e ele não discorda. O único colateral que ele descreve com clareza foi uma crise de acne nos ombros e nas costas logo que passou da reposição para o uso, que sumiu sozinha e não voltou nem quando ele retomou o uso depois. A sacola de McDonald's no estacionamento A parte de aquisição desmonta o clichê de que nos Estados Unidos tudo é fácil. O primeiro contato veio por indicação de Lucas Pinheiro e o material se mostrou ruim em teste, com água na composição. O fornecedor seguinte vivia com medo. Ele descreve o encontro: um homem com cara de 40 anos, pai de família, esperando no estacionamento, entregando uma sacola de McDonald's com o material dentro, pelo porta-malas. Um seguidor chegou a ensiná-lo a produzir em casa, com lista de compras, contatos na China e links dos fornos. Ele recusou pelo risco óbvio e pela cena que imaginou: a esposa chegando em casa e encontrando aquilo na cozinha. A leitura dele sobre os dois países inverte o senso comum. Nas academias americanas viu muita pele arruinada e muita virilização, e atribui isso justamente ao tabu: como o assunto circula menos, a informação sobre uso mais seguro circula menos junto. No Brasil, o excesso de conversa aberta ao menos produziu gente mais informada. 25 kg a mais no palco e uma crise de pânico na hora de publicar A última competição natural foi em 2017. Entre a foto daquele palco e o físico posterior há 25 kg de diferença de palco. A última competição foi em 2020, decidida 1 semana antes, e ele venceu a categoria. Não adiantou. Tinha ficado sem treinar direito na pandemia, treinando na garagem com uma máquina ruim, e não chegou na condição de antes. Ao ver a gravação, teve uma crise de pânico e não queria publicar. Publicou dizendo que tinha ganhado mas perdido para si mesmo. Nessa época já fazia cerca de 6 meses que não abria o próprio canal. Entrava, subia o arquivo e saía, sem olhar métrica, sem olhar comentário. Quem lia era a esposa. Foi ela quem trouxe a leitura do público: se ele fica mal até quando ganha, para que está competindo. Ele concordou. "Perdi o tesão e continuei no piloto automático." Seis dígitos por mês no último ano e 1.000 fichas vendidas em 1 dia O detalhe financeiro derruba a explicação preguiçosa de que ele sumiu porque caiu. O ano em que saiu foi o ano em que mais faturou, na casa dos seis dígitos por mês, puxado por produto próprio e não por audiência. As fichas de treino dele venderam 1.000 unidades no primeiro dia em que foram anunciadas, e ele estima cerca de meio milhão de reais só nesse produto. Mais relevante: aquilo aconteceu num período em que os stories estavam com as visualizações mais baixas. A conclusão que ele tira dali é a parte útil para qualquer criador. Quem fica quando o número cai é quem compra. Quem infla número em pico de audiência costuma ser curioso, fofoqueiro ou gente esperando a queda. Ele cita o próprio caso mais duro para provar: os stories de maior visualização da vida dele foram os da morte de um amigo, Cristian Figueiredo. Ao sair, avisou os patrocinadores de que ia parar e ofereceu o cancelamento dos contratos, mesmo tendo prazo a cumprir. E vendeu a própria parte da Universidade Maromba, que continuava rendendo, porque não queria receber por um trabalho que os sócios estavam fazendo sem ele. O título que magoou a esposa e virou a gota d'água O estopim tem nome e formato. Ele quis anunciar que o casal ia tentar engravidar e escolheu um título provocativo com a palavra gringa, apelido que a própria esposa usava no canal dela, que chegou a 300.000 inscritos. Ele não leu os comentários, ela leu. E o que apareceu não foi a reclamação com a palavra, foi a acusação de que ele só queria engravidar para gerar audiência. "Criei um público por não sei quantos anos, sempre compartilhei minha vida, e agora eles pensam isso de mim", ele diz. Não foi o insulto que pesou, foi o insulto atingir outra pessoa. A partir dali ele parou de discutir se saía. 4,4 kg, 57 cm e 30 segundos acreditando que a filha tinha nascido morta A parte mais dura da conversa é o parto. A gravidez foi normal, mas passou de 41 semanas e 3 dias. Em uma consulta na semana 40, um médico soltou o dado que ficou martelando na cabeça dele: passando de 40 e 41 semanas o risco de natimorto dobra, de 1% para 2%. A indução foi marcada com erro de data, o que aumentou a tensão. Foram 6 horas empurrando. A filha nasceu com 4,4 kg e 57 cm, mole, sem chorar, e começou a ficar roxa. Ele descreve os cerca de 30 segundos em que acreditou que ela tinha nascido morta, e a única coisa que conseguia fazer era orar pedindo para ouvir o choro. Ela tinha aspirado mecônio e não conseguia oxigenar. Precisou de pressão positiva, foi transferida para a UTI de outro hospital, e a mãe, que a segurou por cerca de 10 segundos, ficou 2 a 3 dias sem vê-la. O detalhe que amarra tudo é o pior: entre os comentários que ele recebia havia um sujeito escrevendo que a filha ia nascer morta. Na hora do desespero, foi essa frase que voltou. "Eles ganharam", foi o que passou pela cabeça dele. 6 meses jogando o dia inteiro para sair do buraco Depois de sair, ele não foi para a próxima coisa. Tirou cerca de 6 meses sabáticos jogando um RPG de estratégia com amigos de infância, o dia inteiro, todo dia, para não pegar no celular. Ele nomeia o período como um trecho depressivo. A explicação que dá para o desgaste é específica sobre a plataforma, não sobre trabalho em geral. "O YouTube pode ser um chefe muito filha da mãe", diz. Terminou uma entrega, já tem outra cobrando. Publicou mal, veio a pergunta do que deu errado. E quando a renda depende disso, ou você repete o que já cansou de falar, ou dramatiza, ou vira, na expressão dele, prostituta de views. O contraveneno que ele adotou é gratidão, com base religiosa e um argumento que ele repete do jeito que ouviu: a região do cérebro da gratidão e a da ansiedade não operam ao mesmo tempo. Na prática virou rotina de oração em que ele agradece e pede proteção para a esposa e para a filha, não para si. 2 semanas em pele artificial e 200 dólares por hora A tatuagem entrou pela porta dos fundos. O casal maratonou um reality de tatuagem e a esposa perguntou por que ele não fazia aquilo, já que desenhava desde criança. No dia seguinte ele comprou material de desenho no Walmart, começou a desenhar todo dia, comprou as máquinas na Amazon e estudou sozinho, assistindo a aula e cursos online. Foram 2 semanas em pele artificial. Depois tatuou a própria perna. Depois tatuou Coach Rubens, com o argumento de que se ficasse ruim viraria história. Anunciou 10 cobaias de graça no perfil novo, e o primeiro desconhecido pediu o bíceps, região difícil. Ele suou frio, achou as linhas horríveis, refez com agulha mais grossa, meteu sombreado e cor, e o que devia levar 1 hora e meia levou 4 horas. Ficou bom. Dois anos depois: cerca de 95% dos clientes são americanos que não fazem ideia de quem ele foi no Brasil. Recebe gente que compra passagem do Texas, da Carolina do Norte, da Geórgia e da Califórnia. Cobra o equivalente a 150 a 200 dólares por hora, o que põe um trabalho de cerca de 4 horas entre 600 e 700 dólares, e uma cliente já disse que teria pago 1.000. Trabalha de 10 a 15 dias por mês, tem patrocínio de agulha e abriu estúdio com um sócio, montado em cerca de 3 dias. O nicho é a mina de ouro: anime e o estilo patch, que imita um bordado aplicado na pele. Pouca gente faz e menos gente ainda faz bem, então o cliente atravessa o país. 1 milhão de visualizações no Brasil paga cerca de 1.000 dólares A comparação econômica que ele faz é o argumento mais frio da conversa. Produzir em português morando nos Estados Unidos significa receber em dólar um dinheiro que é real convertido, porque o anunciante é brasileiro e paga a plataforma em reais. Pela conta dele, 1 milhão de visualizações no nicho maromba rende algo próximo de 1.000 dólares. Já viu material estrangeiro com CPM de 72, e um único trabalho de 1 milhão de visualizações lá render de 30.000 a 40.000. Tatuar nos Estados Unidos resolve o desencaixe: ele cobra em dólar de quem vive na mesma economia em que ele paga as contas. Some a isso a casa comprada à vista, que zerou aluguel e financiamento, e o custo de vida baixo explica por que ele pode trabalhar metade do mês. Treino de 20 minutos, 4 vezes por semana Hoje ele treina 4 vezes por semana, no máximo 20 minutos por sessão, mantém 100 mg de testosterona a cada 10 ou 15 dias e não faz dieta. Ele descreve um dia real: miojo, 8 a 9 horas tatuando, 3 fatias de pizza no estúdio e cama. E não vende isso como modelo, reconhece na hora que precisa cuidar melhor da saúde. A parte que ele considera mais difícil do desapego não foi o shape, foi parar de contar proteína. Depois de 10 anos de dieta, ainda vinha o impulso de tomar whey ou comer mais frango. Hoje tem dia em que ele não vê proteína no prato e não se importa. Sobre o corpo, a leitura dele é dura com o próprio passado. Diz que envelheceu vários anos no rosto no período acelerado e que perdeu cabelo. Cita um criador americano que hormonizou recentemente e ficou irreconhecível como exemplo do que ele mesmo não percebia enquanto estava dentro. O agachamento pesado dele, para efeito de escala, parou em 170 kg. O único arrependimento que ele quase teve Perguntado se se arrepende do uso, ele responde que não, com uma exceção. Quando a gravidez demorou, veio o medo de ter comprometido a fertilidade por 2 anos de uso. "A troco de quê? Não ganhei nada, não virei profissional", ele resume, descrevendo a culpa que sentiria diante da esposa. O espermograma veio normal e o medo passou. Sobre a guerra entre naturais e usuários, ele se recusa a assumir o lado da inquisição, e o motivo é de coerência: quem o inspirou a treinar foram Arnold, Jay Cutler e Dexter Jackson. "Como é que eu ia falar mal de hormonizado se o cara que me inspirou a treinar foi o Arnold?" Ele defende quem levanta a bandeira natural, lembra que na época dele apanhou sozinho, e ainda assim não aceita transformar isso em tribunal. O treino com Big Ramy e o convite que ele não aceitou Duas passagens rápidas mostram o tamanho da rede que ele construiu. O treino mais pesado da vida dele foi com Big Ramy, em Dubai, e o deixou dolorido por cerca de 1 semana. A descrição do método é específica: séries até a falha desde a primeira, gritando consigo mesmo e sem deixar o parceiro parar enquanto sobrar repetição. A outra é o convite recusado. Derek Lunsford o chamou para ser filmmaker dele antes de ficar famoso. A logística não fechou, porque a academia ficava a cerca de 1 hora de distância e ele imaginava algo esporádico. Ele guarda até hoje uma foto ao lado do atleta em que aparece muito menor, e faz questão de registrar que aquela publicação foi uma das de menor engajamento da carreira dele, porque em 2020 quase ninguém no Brasil sabia quem era o rapaz que depois ganharia a 212. Conclusão O que separa esta história das outras não é a saída, é a contabilidade. Ele saiu no melhor ano financeiro, com produto vendendo, contrato ativo e audiência intacta, porque a conta que não fechava era outra. Do lado do custo estavam a repetição do conteúdo, a competição que já não divertia, o hate atingindo a esposa e um comentário sobre a filha que voltou na pior hora possível da vida dele. E o recomeço tem número também. Dois anos de tatuagem, cerca de 95% de clientes que nunca ouviram falar do Caio Bottura da maromba, cliente pegando avião de outro estado e preço em dólar dentro da economia em que ele vive. Não é a mesma montanha, é outra, escalada do zero de propósito. FAQ Por que Caio Bottura saiu do YouTube? Por acúmulo. Ele relata saturação do próprio repertório informativo, perda de prazer na competição, desgaste com a rotina de produção sozinho e, como gota d'água, os comentários acusando-o de querer engravidar a esposa para gerar audiência, que magoaram ela. Ele saiu porque o canal estava caindo? Não. O ano em que ele parou foi o ano em que mais faturou, na casa dos seis dígitos por mês, puxado pelos produtos próprios e pela Universidade Maromba, cuja parte ele acabou vendendo. Qual foi o protocolo hormonal dele? Começou com 100 mg de testosterona por semana em 2018, prescritos por um médico na Flórida, e ganhou 8 kg de massa magra em 8 semanas. Depois usou NPP, boldenona e cipionato no off, chegando a cerca de 1 g por semana, e propionato, masteron e trembolona acetato na preparação, sem passar de 1 g. Hoje mantém 100 mg a cada 10 ou 15 dias. É relato pessoal, não recomendação. Como era a fase natural dele? Contava até a gordura do ômega-3, que consumia 9 g de um total de 35 a 40 g em cerca de 1.800 calorias, dava de 20.000 a 25.000 passos por dia e fazia preparações de mais de 6 meses. A testosterona chegou a 190 ng/dL e a libido sumiu. Quanto ele cobra por tatuagem? O equivalente a 150 a 200 dólares por hora, o que coloca um trabalho de cerca de 4 horas entre 600 e 700 dólares. Ele trabalha de 10 a 15 dias por mês e cerca de 95% dos clientes são americanos. O que aconteceu no parto da filha dele? A gravidez passou de 41 semanas e 3 dias, a indução foi marcada com erro de data e foram 6 horas empurrando. A menina nasceu com 4,4 kg e 57 cm, aspirou mecônio, não chorou, precisou de pressão positiva e foi transferida para a UTI de outro hospital. Ele pretende voltar para o meio maromba? Na conversa, ele diz que hoje é zero a vontade de voltar a competir, mas não descarta produzir de novo em algum momento. O freio que ele aponta é que não conseguiria publicar apenas uma vez, e a rotina semanal é justamente o que ele não quer de volta. Referências MONSTER CAST. CAIO BOTTURA - DE VOLTA PARA O MEIO MAROMBA. [S. l.], 9 nov. 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/live/4bRfl7b3p2I. Acesso em: 1 ago. 2026.
  23. Rikelly, deixar a dose e o ciclo totalmente a critério de terceiros é justamente o que eu evitaria, porque quem decide o que faz sentido para o seu corpo precisa partir do seu objetivo, e ele não está claro no seu relato. Antes de qualquer fármaco, vale você definir o que quer, se é definição, ganho de glúteo ou performance, porque isso muda completamente o que se recomenda, ou se recomenda algo. Como você já passou por masteron e oxandrolona, o cuidado central em protocolo feminino continua sendo a virilização, especialmente com o masteron que é bem androgênico. Sinais como mudança de voz, aumento de pelos e alteração de clitóris podem não ser reversíveis, então repetir sem uma leitura de como o corpo respondeu das outras vezes é arriscado. Menos é mais aqui, e dose baixa com observação atenta protege muito. O pessoal está certo em elogiar a sua estrutura, você tem base para ir longe, e justamente por isso não vale queimar etapa com fármaco no chute. Conduz com exames e acompanhamento médico, define o objetivo primeiro e usa o mínimo necessário. O que te leva longe com essa genética é constância e cabeça fria, não dose alta. Fala qual é a meta que dá para pensar no caminho mais seguro para chegar nela.
  24. tata, o ponto que mais pesou no seu desânimo da última vez provavelmente não foi falta de esforço, e sim expectativa de resultado rápido demais. Saindo de 90kg, a mudança visível leva um tempo para aparecer no espelho, mas ela está acontecendo por dentro bem antes disso, e é aí que muita gente desiste sem perceber que estava no caminho certo. Encara isso como um processo de meses, não de semanas, que a cabeça sofre menos. Na prática, o que sustenta esse tipo de jornada é um déficit moderado, sem passar fome, com bastante proteína para segurar a massa e te manter saciada, e treino de força para dar forma ao corpo enquanto a gordura sai. Nada de dieta radical, porque com a rotina de mãe e casa a dieta que funciona é a que cabe na sua vida e que você consegue repetir todo dia. Constância moderada bate esforço heroico que não dura. Se você quiser postar como está a sua alimentação e a sua rotina, dá para montar algo realista e ir ajustando com os seus números reais quando tiver as medidas. E usa foto e medida como referência além da balança, porque o peso oscila e engana, e a fita muitas vezes mostra progresso que a balança esconde. Você voltou, que já é o mais difícil, agora é manter o passo sem pressa que o resultado vem.
  25. Gabryelli, com 46kg e 1,54 você já está bem magra, então cortar mais peso não é o caminho, e pode até piorar a impressão que te incomoda. Essa barriguinha que teima em quem é magra geralmente não é gordura para eliminar, é uma combinação de pouca massa muscular ao redor, postura e a própria distribuição natural do seu corpo. Emagrecer mais não some com ela, e ainda te deixa com aspecto mais frágil. O que muda esse cenário é justamente ganhar músculo, e para isso a musculação é a ferramenta certa, muito mais que aeróbico. Treino de força bem feito enche e dá forma ao corpo, melhora a postura e cria aquela firmeza que faz a barriga parecer mais lisa mesmo sem você perder um grama. Aeróbico em excesso, no seu caso, mais atrapalha do que ajuda, porque queima energia que você precisa para construir. Come um pouco acima da manutenção com boa proteína e treina pesado. Sobre tomar algo, na sua situação não é nada de fármaco que resolve, é comida e treino de força com consistência, e o tempo faz o resto. Se você mantém a alimentação saudável que já tem e adiciona musculação, em alguns meses o corpo muda de qualidade de um jeito que a balança nem mostra. Para de tentar perder e começa a construir, que é o oposto do que você estava pensando, mas é o que o seu caso pede.

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