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Cláudio Chamini

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Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. @megmedeiros29, enquanto as fotos no padrão que o @Apollo Galeno pediu não chegam, dá para comentar dois pontos da ficha que não dependem delas. O primeiro é a boldenona por 16 semanas. Em mulher, 100 mg por semana já não é dose baixa, e a duração pesa tanto quanto a dose. A boldenona tem meia-vida longa e efeito androgênico moderado, então os sinais de virilização, como voz mais grave, pelos no rosto, acne e aumento do clitóris, costumam aparecer devagar e só depois de semanas. Quando surgem, o hormônio ainda leva semanas para sair do corpo, mesmo depois de parar. Quatro meses de exposição contínua aumentam bastante a chance de algum desses efeitos se instalar, e alguns, principalmente a voz, podem não voltar. Ela também é conhecida por subir o hematócrito e aumentar muito o apetite. Hemograma e perfil lipídico no meio do ciclo são importantes. O segundo é a ioimbina todos os dias. Vale lembrar que ela é um medicamento, não um suplemento. Ela bloqueia receptores alfa-2 e pode aumentar ansiedade, frequência cardíaca e pressão arterial, e o efeito na perda de gordura, quando aparece, é pequeno e depende de jejum. Uso diário e prolongado, somado a treino intenso e a um esteroide que também mexe com pressão, merece pelo menos medida de pressão em casa com alguma regularidade. Sobre a oxandrolona que não deu resultado em quatro meses, você provavelmente tem razão. Oxandrolona verdadeira derruba o HDL de forma bem visível no exame em poucas semanas, e esse é o jeito mais simples de conferir o próximo produto antes de gastar meses com ele. O treino está bem montado e com volume alto. Com isso, a dieta vai ser o que decide o resultado. Para ver mecanismo, faixa de dose feminina e colaterais da boldenona, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  2. @Em busca de um shape, sobre o armazenamento: dentro do guarda-roupa, longe de luz direta, calor e umidade, é justamente como comprimidos e cápsulas devem ser guardados. Como a @Catcat viu, a validade ia até 2020. O ponto de atenção seria banheiro ou cozinha, pela umidade, e cápsulas que ficaram grudadas, amolecidas ou com cheiro diferente. Nada disso parece ter acontecido. O que merece mais cuidado é o fibroadenoma. Não há evidência de que a oxandrolona cause fibroadenoma. Ele é um nódulo benigno muito comum em mulheres jovens, e o seu médico está certo em dizer que a causa não é bem conhecida. Mas os fibroadenomas são sensíveis a hormônios e podem mudar de tamanho com variações hormonais. Por isso, se for voltar a usar, conte ao médico que acompanha o nódulo, para ele saber o que interpretar no próximo ultrassom. Esse acompanhamento de seis em seis meses é importante e não deve ser pulado. Sobre o produto, o @Gamma e o @Foston já explicaram que o nome Anavar é só uma marca de outro fabricante, o que não garante nem descarta o conteúdo. O teste mais acessível é o perfil lipídico. A oxandrolona derruba o HDL de forma clara em duas a três semanas, então um exame antes e outro por volta da terceira semana mostra se há princípio ativo. @Katis, o Foston resumiu bem: mulheres não precisam da TPC que os homens fazem, porque o eixo feminino é outro, e a TPC não evita a virilização. O que protege é dose baixa, tempo curto e parar ao primeiro sinal, principalmente de mudança na voz. Para ver mecanismo, faixa de dose feminina e colaterais da oxandrolona, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3. @Juliana Paiva, a preocupação do pessoal é legítima, mas alguns números sobre a pílula do dia seguinte estão exagerados no tópico, e isso importa para quem chega aqui precisando decidir rápido. A pílula do dia seguinte usada no Brasil é o levonorgestrel 1,5 mg em dose única. É só progestagênio, sem estrogênio nenhum. Ela não equivale a uma cartela de anticoncepcional, que soma estrogênio e progestagênio de três semanas. E, por não ter estrogênio, a Organização Mundial da Saúde não coloca restrição ao uso nem para mulheres com risco aumentado de trombose. Uma dose isolada não é a "bomba hormonal" que o termo sugere. Os efeitos mais comuns são náusea, dor de cabeça e sangramento fora de hora, que passam em poucos dias. Sobre a oxandrolona: não há interação conhecida que reduza a eficácia do levonorgestrel. As substâncias que atrapalham a pílula são as que aceleram o metabolismo no fígado, como alguns anticonvulsivantes e a rifampicina. Então não é preciso parar o ciclo para tomar a pílula, e o mais importante é tomar o quanto antes, porque a eficácia cai a cada dia depois da relação. Se a decisão for pausar a oxandrolona para ver a menstruação voltar ao normal, como o @Locemar sugeriu, é uma escolha razoável por outro motivo: com androgênio no corpo, o ciclo menstrual fica irregular e fica mais difícil perceber um atraso. Na escolha de método, o @Apollo Galeno tem toda razão sobre DIU e camisinha. O DIU de cobre é o método sem hormônio mais eficaz, e ainda funciona como contracepção de emergência se colocado até cinco dias depois da relação. Já coito interrompido e tabelinha, citados pelo @Foston, falham bastante no uso real, e com a menstruação desregulada pelo ciclo a tabelinha perde o sentido. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. @diego medeiros, o alerta do @Matheus Poomyloh é o ponto mais importante do tópico. As apresentações da Eutropin divulgadas pela própria LG Chem, a fabricante, são canetas e refis com algumas dezenas de UI, como 36 e 48 UI por refil. Uma caneta de 300 UI não corresponde a nenhuma apresentação conhecida do fabricante. Somado a um fornecedor que não sabia nem a unidade do marcador, tudo indica produto falsificado. E vale explicar por que isso é mais grave com GH do que com muitos esteroides. Somatropina falsa pode ser só diluente, o que já é dinheiro jogado fora, mas também pode conter outra substância. Há relatos de produtos vendidos como GH que continham insulina, e aplicar insulina achando que é GH pode causar hipoglicemia grave. Tremor, suor frio, palpitação, confusão ou fome súbita depois da aplicação são sinais de alerta. Sobre saber se funcionou: sensação não serve de teste para GH. O exame útil é o IGF-1. Dosado antes e depois de duas a três semanas de uso diário, ele deve subir de forma clara se o produto for somatropina de verdade. Se não se mexer, não é GH, ou está muito subdosado. A explicação do @Locemar sobre o marcador estava correta para aquela caneta, e a preferência do @Gamma pelo pó com diluente faz sentido. Produto liofilizado de farmácia, com lote e nota, é muito mais fácil de conferir que uma caneta de origem incerta. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  5. Para quem chega aqui com uma gaveta de frascos e a mesma pergunta do @Leandro Guerra, vale fazer as contas que o @Toxi sugeriu, porque elas explicam por que a resposta não é "junta tudo". Com 10 ml de deca, 14 de durateston, 10 de trembolona e 10 de primobolan, nenhuma das drogas dá para um ciclo inteiro numa dose coerente. Os 14 ml de durateston, a 250 mg por ml, rendem umas 7 semanas a 500 mg ou 10 semanas a 350 mg. O resto daria para poucas semanas de cada. Montar um ciclo com o que se tem na mão, em vez de começar pelo objetivo, é o caminho mais comum para um protocolo sem lógica. E o objetivo aqui é perder 15 kg. Como o @fisiculturismo e o @Matheus barbosa disseram, nesse cenário a relação entre risco e benefício dos esteroides não fecha. Quem perde gordura é o déficit calórico. O hormônio, no máximo, ajuda a segurar músculo, e isso a própria dieta com proteína alta e musculação pesada já fazem muito bem em quem está há só oito meses constante. Deca e durateston ainda retêm líquido e sobem o apetite, como o @Gamma lembrou, o que atrapalha justamente numa dieta. Se depois de perder a gordura a decisão for ciclar, o desenho mais seguro para uma primeira vez é uma testosterona só, com exames antes e durante. Deca e trembolona juntas, as duas derivadas da nandrolona, somam efeito sobre prolactina, pressão e colesterol e não são combinação para quem começa. Para calcular calorias e ritmo de perda para os 15 kg, a calculadora de cutting do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/cutting/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. @Maurício Villarinho, não há estudo comparando diretamente dose única contra dose dividida de dianabol, então o que existe é raciocínio farmacológico e prática. Dá para explicar a lógica de cada lado. A metandrostenolona tem meia-vida curta, de poucas horas. Dividida a cada 8 horas, o nível no sangue fica mais estável ao longo do dia, e é por isso que muita gente prefere assim. Tomada de uma vez antes do treino, ela gera um pico maior justamente nas horas da sessão e cai mais rápido depois. A lógica de quem prescreve assim é concentrar o efeito no treino e deixar o resto do dia com nível mais baixo, o que pode até reduzir um pouco a supressão contínua do eixo. A quantidade total que passa pelo fígado é a mesma nas duas formas, então a carga hepática não muda de forma relevante. Na prática, os dois esquemas funcionam, e a escolha do seu médico tem fundamento. Como o @Apollo Galeno disse, vale seguir o plano de quem conhece o protocolo inteiro, ou postar tudo para uma análise completa. Se ficar em dúvida, pergunte a ele o motivo da escolha. Médico que acompanha preparação costuma ter uma razão clara. @EverTonSN, não virou suplemento, não. "Pré-treino" aí é só o horário da tomada. O dianabol continua sendo um esteroide anabolizante, oral 17-alfa-alquilado, que exige perfil lipídico, TGO, TGP e pressão arterial acompanhados durante o uso, ainda mais na reta final de uma preparação. Para ver mecanismo, meia-vida e colaterais da metandrostenolona com calma, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. @AprendizDaArte, a estrutura em empurrar, puxar e pernas é boa e os exercícios principais estão certos. Vou direto às suas dúvidas e a alguns ajustes que fazem diferença. Rosca alternada: pode manter. Ela trabalha o bíceps com rotação do punho e complementa bem a rosca direta. Se quiser variar o estímulo, trocar por rosca martelo acrescenta o braquial e o braquiorradial, que dão volume ao braço visto de lado. Stiff (RDL) ou levantamento terra: no dia de pernas, o RDL faz mais sentido. Ele foca posterior de coxa e glúteo com menos fadiga de lombar, e não compete com o agachamento que abre o treino. O terra convencional é ótimo, mas pesa tanto na lombar que costuma atrapalhar o resto da sessão se vier depois do agachamento. Panturrilha: com duas variações, uma em pé e uma sentada, você já cobre gastrocnêmio e sóleo. Mais importante que o número de exercícios é fazer a amplitude completa, com uma pausa de um a dois segundos embaixo, no alongamento. Três ajustes que eu faria. No peito há dois crucifixos seguidos e só um supino. Trocar o fly inclinado por supino inclinado com halteres dá mais estímulo para a parte de cima do peito. Falta um exercício de posterior de ombro: crucifixo inverso ou face pull no dia de costas equilibra o ombro e ajuda a postura. E, para posterior de coxa, somar a mesa flexora ao RDL cobre as duas funções do músculo. Por último, a frequência: se cada treino roda uma vez só na semana, cada músculo recebe um estímulo semanal. Rodando a sequência duas vezes, em seis dias, ou em sequência contínua sem prender ao dia da semana, a resposta costuma ser melhor. Para ver a execução de cada exercício e alternativas por grupo muscular, o orientador de exercícios do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
  8. @ViniSouz@, sair de 102 para 87 kg de forma natural em cinco meses é o tipo de resultado que mostra que a base estava certa. Isso, sim, é o que sustenta qualquer ciclo depois. Sobre a discussão da dose de oxandrolona, que voltou com o @Andrinacio e com o @Nutricionista jiu-jitsu, vale deixar a lógica registrada. O Bravo Costa leu certo o protocolo. Num ciclo em que a testosterona é a base, a oxandrolona em dose baixa entra como complemento: ajuda a baixar o SHBG, deixando mais testosterona livre, e dá um pequeno ganho de força e qualidade muscular. Dose baixa nesse papel não é erro, é escolha. Subir para 80 mg por dia aumenta o efeito, mas aumenta muito mais o custo. A oxandrolona derruba o HDL de forma proporcional à dose e sobrecarrega o fígado por ser 17-alfa-alquilada. Em doses altas por semanas seguidas, o perfil lipídico costuma ficar bem ruim. Quem usa essa faixa precisa de perfil lipídico, TGO, TGP e GGT no meio do ciclo, sem exceção. Sobre o exemestano ser superior ao anastrozol: os dois reduzem o estradiol de formas diferentes, e não há evidência clara de superioridade de um sobre o outro para esse uso. O que faz diferença de verdade é usar só quando o exame mostrar estradiol alto com sintoma. @Nutricionista jiu-jitsu, respondendo em linhas gerais: para homens, oxandrolona sozinha suprime a produção natural de testosterona sem repor nada, e a libido e a disposição costumam cair. Por isso o desenho mais usado tem a testosterona como base e a oxandrolona como complemento. O Bravo Costa tem razão em pedir que você abra um tópico com as suas informações, porque a dose muda bastante conforme sexo, peso e objetivo. Para comparar mecanismo, faixa de dose e colaterais, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  9. @claudiobicalho, que bom que o caroço respondeu ao tamoxifeno. A orientação do @Apollo Galeno de deixar o anastrozol de lado foi a correta: nos estudos com ginecomastia já instalada, o tamoxifeno reduz o nódulo com bem mais consistência que os inibidores de aromatase. Mas eu faria o ultrassom mesmo assim, por dois motivos. O primeiro é o tempo em que o nódulo apareceu. Você terminou o ciclo em janeiro e fez a TPC. Um caroço surgindo seis meses depois, com o eixo supostamente recuperado, foge do padrão de rebote do fim do ciclo, que costuma aparecer nas primeiras semanas. Nem sempre isso significa algo grave. Pode ser um estradiol que ficou alto por um tempo, gordura corporal, prolactina ou até algum medicamento. Mas ginecomastia nova em homem, fora do contexto imediato do ciclo, é justamente a situação em que se investiga a causa. A investigação inclui exame dos testículos e, em alguns casos, dosagem de beta-HCG, porque tumores de testículo, raros mas típicos da sua faixa de idade, podem se manifestar assim. Como você usou HCG no ciclo, vale conferir com a médica o momento certo dessa dosagem. O segundo é que o ultrassom registra se sobrou tecido glandular. Os 10% que ainda restam podem ser a parte que já fibrosou, e essa parte não some com remédio e costuma crescer de novo no próximo ciclo. Saber disso antes muda a forma de planejar os próximos. Sobre a proposta de acompanhamento a cada três meses: independentemente do custo, ter exames e alguém olhando de perto é o que teria pegado esse nódulo mais cedo. Vale a conversa, com a ressalva de que ficar mais de um ano usando de forma contínua é uma decisão diferente de ciclar com pausas, e precisa ser pesada com calma. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  10. @Paula Gabriela, antes do formulário que o @Apollo Galeno pediu, uma coisa não pode esperar: começo de pancreatite é uma condição que precisa de avaliação médica, não de ajuste por fórum. Se a dor na barriga voltar, principalmente forte, na parte de cima e irradiando para as costas, com náusea ou vômito, é caso de pronto-socorro no mesmo dia. E, enquanto isso não estiver esclarecido, o mais seguro é suspender o Brontel. Sobre a relação com o clembuterol: pancreatite não é um efeito classicamente associado a ele, e as causas mais comuns são outras, como cálculo na vesícula, triglicérides muito altos, álcool e alguns medicamentos. Por isso vale contar ao médico tudo o que você estava usando, inclusive suplementos e qualquer hormônio, e pedir dosagem de amilase, lipase, triglicérides e um ultrassom de abdômen. Dietas com perda de peso rápida, como as low carb muito restritas que você comentou, também favorecem cálculo na vesícula, uma das principais causas de pancreatite. A dor na região dos rins, por outro lado, tem uma ligação possível com o clembuterol que merece ser investigada. Ele pode baixar o potássio e está associado a casos de rabdomiólise, uma lesão muscular que libera substâncias que sobrecarregam os rins, principalmente somado a treino intenso e pouca água. Urina escura, cor de chá ou de coca-cola, dor muscular forte e fraqueza são sinais de alerta. Creatinina, CPK, potássio e exame de urina ajudam a esclarecer. Para quem lê o tópico desde 2015: o clembuterol é um agonista beta-2 que acelera o coração e pode causar arritmia. A ideia de ir subindo a dose até sentir "leve tremedeira" significa ajustar a dose pelo próprio colateral, o que deixa pouca margem de segurança. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  11. @Widescreen, começando pela dieta, que é a sua pergunta. Com 87 kg, 10% de gordura e treino de cinco a seis anos, o seu gasto diário provavelmente fica entre 3.000 e 3.400 kcal, a depender da rotina fora da academia. Partir de 4.000 a 4.500 kcal significa um superávit de 700 a 1.300 kcal por dia. O hormônio melhora o aproveitamento da comida, mas não transforma todo esse excedente em músculo. Uma boa parte vira gordura e apaga em poucas semanas o shape de 10% que você construiu. O ponto de partida mais eficiente é algo como 300 a 500 kcal acima do gasto, ajustando a cada duas semanas pela balança e pela cintura. Se o peso subir mais de meio quilo por semana, ou a cintura crescer rápido, está sobrando comida. Para os macros, uma divisão que funciona bem em bulk é esta. Proteína entre 2 e 2,2 g por quilo, algo perto de 175 a 190 g. Gordura entre 0,8 e 1 g por quilo, de 70 a 90 g. O restante das calorias em carboidrato, que em bulk vai ficar alto, com boa parte concentrada antes e depois do treino. Sobre o protocolo, dois pontos merecem atenção. A deca em 600 a 750 mg por semana, com dose parecida de testosterona, costuma subir bastante a prolactina e o hematócrito, e vale ter prolactina, estradiol e hemograma dosados por volta da quarta semana. E 80 mg de oxandrolona por dia é uma dose alta para um oral 17-alfa-alquilado, com impacto grande no HDL e no fígado ao longo de 8 a 12 semanas, justamente num bulk em que o perfil lipídico já tende a piorar. Perfil lipídico, TGO, TGP e GGT no meio do blast são indispensáveis. Para calcular o seu gasto real, a calculadora de TDEE do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/tdee/ e, com o número em mãos, o gerador de dieta monta um cardápio simulado que serve de base para ajuste: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/dieta/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12. @OnePunchMan, o caminho que o @Apollo Galeno e o @Obliterado apontaram, repetir o exame e descartar causa antes do ciclo, é o certo. Deixo alguns detalhes práticos que evitam gastar dinheiro com exames desnecessários. Prolactina levemente alta é muito frequente por fatores do próprio momento da coleta. Estresse, inclusive o da agulhada, sono ruim na noite anterior, treino pesado nas 24 horas antes e relação sexual recente sobem o valor. Na repetição, colha pela manhã, sem treinar no dia anterior, e peça ao laboratório para fazer a coleta depois de 20 a 30 minutos de repouso sentado, ou com duas amostras separadas por esse intervalo. Muita prolactina "alta" normaliza só com isso. O exame que o Apollo citou é a pesquisa de macroprolactina, e ele vale muito no seu caso. A macroprolactina é uma forma ligada a anticorpo, sem atividade biológica, que aparece no exame comum como se fosse prolactina alta. Se ela responde pela maior parte do valor, não há o que tratar. Se o valor persistir alto depois da repetição, sem macroprolactina, aí sim a ressonância da hipófise entra, como o Obliterado disse. Nenhum dos remédios que você citou, tacrolimo tópico, montelucaste, amoxicilina com clavulanato ou mometasona nasal, é causa conhecida de prolactina alta. E um ponto importante para a decisão: o protocolo que o seu amigo ia fazer tinha nandrolona, e ela é das drogas que mais sobem a prolactina. Em quem já começa com o valor no limite, isso costuma trazer libido baixa, ereção fraca e sensibilidade na mama. Então resolver essa questão antes faz diferença real no resultado. Cortar o açúcar e organizar os macros como o Apollo passou é ótimo para o corpo como um todo. Só não espere que a dieta sozinha explique a prolactina: a relação entre alimentação e prolactina é fraca nos estudos. É a repetição bem feita do exame que vai dizer se existe um problema. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  13. @LU87, complementando o que o @Foston passou com a referência mais sólida que existe hoje, já que a sua pesquisa esbarrou em artigos só sobre menopausa. Isso tem um motivo. O documento de referência é o Consenso Global sobre o uso de testosterona em mulheres, publicado em 2019 por várias sociedades internacionais de endocrinologia e menopausa. A única indicação com evidência consistente é o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pós-menopausa. Para outras finalidades, inclusive estética ou ganho de massa, os estudos simplesmente não existem, e é por isso que você não encontrou. Sobre a dose, o princípio do consenso é repor até a faixa fisiológica feminina da pré-menopausa, e não acima dela. Os produtos estudados liberam algo em torno de 300 microgramas de testosterona por dia, como o adesivo usado nos ensaios clínicos. O creme aprovado na Austrália aplica cerca de 5 mg por dia sobre a pele, dos quais só uma fração é absorvida. Isso bate com a faixa do Foston e com a regra prática de que a dose feminina fica perto de um décimo da masculina. Formulações de 5% ou aplicações de produtos masculinos, como o gel de 50 mg, deixam a mulher muito acima da faixa fisiológica. O controle é feito pelo exame, não pela dose no papel. A recomendação é dosar testosterona total antes de começar e de três a seis semanas depois, mantendo o valor dentro da referência feminina da pré-menopausa. E vale uma ressalva sobre o comentário do @Apollo Galeno: bases como o pentravan aumentam a absorção, o que é justamente mais um motivo para ajustar a dose pelo exame, e não por percentual. Sinais de excesso, como acne, oleosidade, pelos no rosto, queda de cabelo, aumento do clitóris e alteração da voz, indicam que o nível passou do fisiológico. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  14. @Lucas_Alves_too, a ideia central está certa e merece ser defendida: dá para ganhar massa comendo barato. Mas a conta precisa fechar, e o @Marcos...V pegou o furo. 20 ovos por dia durante 30 dias são 600 ovos, então a caixa de 360 dura uns 18 dias. E 20 ovos somam cerca de 1.400 kcal e mais de 3 g de colesterol por dia. Muita gente tolera bem, mas uma parte das pessoas responde com LDL alto, então quem come tanto ovo deveria olhar o perfil lipídico de tempos em tempos. Para o plano funcionar com uns 200 a 300 reais, o segredo é variar entre as proteínas mais baratas por grama, e não depender de uma só. Ovo continua sendo a base, algo como 6 a 10 por dia, e não 20. Coxa e sobrecoxa de frango sem pele custam menos que o peito e têm proteína parecida. Sardinha em lata é das proteínas mais baratas do mercado e ainda traz ômega-3. Fígado bovino é muito barato e riquíssimo em ferro e vitamina B12. Uma ou duas vezes por semana basta. Proteína de soja texturizada rende muito e aceita qualquer tempero. Arroz com feijão, na proporção certa, se complementam em aminoácidos e fornecem uma parte da proteína do dia a baixo custo. Leite e aveia completam as calorias. Para quem pesa 70 a 80 kg, 1,6 a 2 g de proteína por quilo, algo entre 110 e 160 g por dia, já cobre o ganho de massa. Isso é bem viável dentro desse orçamento sem suplemento nenhum. E, como o @Batata... pediu, peso, altura, percentual de gordura e fotos do antes e depois dão credibilidade ao relato, que pode ajudar muita gente. Para achar a sua meta de proteína e montar o cardápio em cima dela, a calculadora do site faz a conta pelo peso: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/proteinas-diarias/
  15. @Ronald torres, vale entender o que esses produtos de "óxido nítrico" fazem de verdade antes de dobrar a dose. A maioria deles se baseia em arginina. Ela é precursora do óxido nítrico, mas por via oral boa parte é degradada no intestino e no fígado antes de chegar à circulação, e os estudos em pessoas saudáveis treinando mostram pouco ou nenhum efeito sobre fluxo sanguíneo, força ou massa. É por isso que o @Roger_Mestre passou cinco dias sem sentir o pump esperado. A congestão que ele notou depois coincide com creatina, hipercalórico e dextrose, que enchem o músculo de glicogênio e água, bem mais do que com a cápsula. Se a ideia é aumentar o óxido nítrico, a citrulina tem absorção melhor e resultado mais consistente nos estudos, e o nitrato da beterraba também tem boa base. O gás que você sente pode vir de algum estimulante da fórmula ou da própria expectativa, mas nenhum desses produtos ajuda na TPC. A recuperação do eixo depende da TPC em si, e o que segura os ganhos nessa fase é manter treino pesado, proteína alta e sono. Dobrar a dose só dobra o gasto. E, para quem lê a sugestão do @hellfile de 2011: o Jack3d daquela época tinha DMAA, um estimulante que depois foi associado a eventos cardiovasculares graves e retirado do mercado em vários países. A fórmula foi mudada justamente por isso, e pré-treino "forte" de origem duvidosa merece desconfiança redobrada. Para ver o nível de evidência de arginina, citrulina, nitrato e outros ingredientes comuns nesses produtos, o orientador de suplementos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/suplementos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  16. @vacalouca, o @Apollo Galeno está certo, e existe um dado de pesquisa que mostra isso com clareza, porque a testosterona já foi testada como anticoncepcional masculino. Nos estudos da Organização Mundial da Saúde com enantato de testosterona semanal, cerca de dois terços dos homens chegaram a zero espermatozoide no ejaculado depois de alguns meses. O terço restante ficou com contagem baixa, mas não zerada, e foi nesse grupo que as gestações aconteceram. E não há como saber em qual grupo você está sem espermograma. Mesmo quem zera leva de dois a quatro meses para chegar lá. No seu caso existe um agravante: o HCG. Ele funciona justamente estimulando o testículo a produzir testosterona internamente, e é essa testosterona intratesticular que mantém a produção de espermatozoides. É por isso que ele é usado para preservar a fertilidade durante o ciclo. Ou seja, o HCG trabalha contra a ideia de ficar infértil. Um detalhe sobre os números do Bravo Costa: a referência da OMS para uma contagem normal fica a partir de cerca de 15 milhões por ml, ou perto de 40 milhões no ejaculado inteiro. Então um resultado na casa de centenas de milhões está bem longe de ser baixo, e mostra quanto a fertilidade pode ser preservada durante o uso. Se a intenção é não ter filho, um método de verdade é a única segurança. E, como o Apollo lembrou, a camisinha também protege contra infecções, o que nenhum hormônio faz. Para quem não quer ter filhos de forma definitiva, existe a vasectomia, que pode ser conversada com um urologista. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  17. @sunsnovo, como o @Locemar disse, o treino ideal depende do equipamento que você tem. Mas, para quem chega aqui sem nada além do chão e de uma mochila, dá para montar um treino que funciona de verdade, e hoje se sabe que treino com peso corporal gera hipertrofia parecida com a de academia quando as séries são levadas perto da falha. Uma estrutura simples, em três dias por semana, com treino A e B alternados: Treino A: flexão de braço, agachamento búlgaro com o pé de trás apoiado numa cadeira, remada invertida debaixo de uma mesa firme, elevação pélvica com uma perna só e prancha. Treino B: flexão com os pés elevados, agachamento com mochila carregada de livros ou garrafas, remada com mochila, afundo para trás e abdominal. Três a quatro séries de cada exercício, terminando cada série a uma ou duas repetições da falha. O que substitui a anilha em casa é a progressão por dificuldade. Quando uma variação passar de 20 repetições, avance para uma mais difícil: flexão normal, depois com os pés elevados, depois com pausa embaixo. Agachamento com as duas pernas, depois búlgaro, depois búlgaro com mochila. Descer mais devagar, em três ou quatro segundos, também aumenta muito o estímulo sem precisar de carga. O ponto fraco do treino em casa costuma ser as costas, porque falta onde se pendurar. Uma barra de porta é o investimento mais barato que muda isso. Com ela, barra fixa e remada ficam completas. Para ver a execução de cada exercício e as variações por nível, o orientador de exercícios do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/exercicios/
  18. @_rodrigocostt, respondendo direto: não, 20 kg não é uma expectativa realista para um ciclo, com nenhuma combinação. Mesmo em estudos com doses altas de testosterona, o ganho de massa magra em 10 a 20 semanas fica na casa de alguns quilos, e parte do que a balança mostra no fim do ciclo é água e glicogênio, que saem quando ele termina. Ganhos de 20 kg de músculo levam anos, com ou sem hormônio. Com 1,85 m e 71 kg, o seu índice de massa livre de gordura provavelmente está perto de 18 a 19. A referência de limite natural fica em torno de 25, então ainda há um espaço enorme para crescer só com comida, treino e sono. Os 7 kg que você ganhou desde que entrou na academia mostram que o caminho está funcionando. Para alguém tão magro, a trava costuma ser caloria, e não hormônio. Se mesmo assim a decisão for ciclar, a trembolona é das piores escolhas para uma primeira experiência. Ela suprime muito o eixo, costuma causar insônia, suor noturno, ansiedade e irritabilidade, sobe a pressão e derruba o HDL. Testosterona sozinha, em dose moderada, é o desenho que permite conhecer a sua resposta com muito menos risco. E, para quem lê o texto que abre o tópico, uma correção importante: a tabela diz que a trembolona não é nefrotóxica. Isso não se sustenta. Há relatos de lesão renal em usuários de esteroides em doses altas, e a própria pressão elevada que a trembolona causa pesa sobre o rim ao longo do tempo. Creatinina, exame de urina e pressão arterial devem fazer parte do acompanhamento de quem usa. Para ver o seu FFMI e quanto ainda falta até o limite natural, a calculadora do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  19. @vacalouca, há dois conceitos no tópico que vale esclarecer, porque eles mudam as decisões do protocolo. O primeiro é a ideia de dar tempo para os receptores. O Bravo Costa tocou no ponto certo: não existe um receptor exclusivo da nandrolona. Todos os androgênios agem no mesmo receptor androgênico. E a hipótese de saturação ou dessensibilização, pelo que se sabe, não se sustenta no músculo. Os estudos mostram que os androgênios tendem a aumentar a quantidade de receptores no músculo esquelético, não a reduzir. A sensação de que uma droga "parou de funcionar" costuma ter outras explicações, como dieta, treino estagnado, retenção mascarando o resultado ou produto de qualidade variável. Então tirar a nandrolona por esse motivo não traz benefício. Se voltar a usá-la em dose baixa, como o @Batata... sugeriu, a decisão é por efeito e colateral, não por receptor. O segundo é o primobolan no lugar do inibidor para prevenir ginecomastia. Ele não aromatiza, então não soma estrogênio ao ciclo, mas também não reduz de forma relevante o estradiol que a testosterona produz. Como proteção contra ginecomastia, ele não substitui nada. O que protege é dosar estradiol por volta da terceira ou quarta semana e ter um SERM à mão se aparecer sensibilidade no mamilo. O exemestano "se necessário" funciona melhor guiado por esse exame que por sensação. No bulk, a correção que você mesmo fez foi a mais importante: tirar a oximetolona e ficar só com um oral. O dianabol a 50 mg por dia por seis semanas continua sendo uma carga hepática e lipídica alta. Muitos usuários experientes preferem 20 a 30 mg por quatro semanas, com perfil lipídico, TGO, TGP e GGT no meio do uso. E manter a testosterona baixa por causa de agressividade é uma decisão inteligente, que vale para qualquer protocolo daqui para frente. Como o @Apollo Galeno pediu, com idade, peso, dieta e ciclos anteriores fica bem mais fácil ajustar os detalhes. Para comparar mecanismo, aromatização e colaterais de cada droga do protocolo, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  20. Como a @Bella e o Bravo Costa lembraram, o tópico é de 2017, mas ele continua recebendo visitas de quem está no mesmo ponto do @italoGabriel. Por isso vale corrigir algumas ideias que ficaram no ar. Gordura não se transforma em músculo. São tecidos diferentes, e um não vira o outro. O que acontece numa recomposição bem feita é perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo, dois processos separados. E quem mais consegue isso sem hormônio nenhum é justamente o perfil dele: 23 anos, voltando de seis meses parado, acima do peso. Músculo que já existiu volta muito rápido com treino, e o excesso de gordura fornece energia para a dieta trabalhar. Os primeiros três a seis meses de retorno costumam render mais que qualquer ciclo feito sobre uma base destreinada. Sobre o clembuterol, o raciocínio do @_-0S4M4.BINLADEM-_ chega à conclusão certa por um caminho errado. O problema não é ser de uso veterinário nem a proporção com o peso de um cavalo. O clembuterol é um agonista beta-2 potente que acelera o coração, pode baixar o potássio e está associado a arritmia e a lesão cardíaca, principalmente nas doses crescentes descritas no tópico, até 120 mcg por dia. O efeito na perda de gordura é pequeno perto do déficit calórico. É a relação entre risco e benefício que não fecha. Sobre o primobolan: os relatos são bons porque ele tem perfil androgênico e estrogênico leve, mas isso também significa menos efeito por miligrama. O @_-0S4M4.BINLADEM-_ acertou ao destacar que a procedência pesa muito, porque é um dos esteroides mais falsificados do mercado por causa do preço. E o ponto mais importante veio do @MuscleHaze: com 1,76 m e perto de 90 kg, o percentual de gordura é o que define o próximo passo. Medir antes de decidir qualquer coisa economiza dinheiro e saúde. Para calcular calorias e proteína de uma recomposição, a calculadora do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/recomposicao-corporal/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  21. @ilanz, o conselho do @Apollo Galeno tem uma base bem concreta, e dá para mostrar com números por que ele vale no seu caso. Com 1,83 m e 73,6 kg, mesmo com gordura baixa, o seu índice de massa livre de gordura (FFMI) deve estar na faixa de 19 a 20. A referência mais usada para o limite natural masculino fica perto de 25. Ou seja, ainda há algo como 12 a 15 kg de músculo possíveis só com treino, dieta e sono, sem hormônio nenhum. Dois anos de treino é pouco perto disso, e é justamente nessa fase que o natural rende mais. Aos 19 anos, a sua produção de testosterona está perto do pico da vida. Um ciclo agora troca um nível próprio alto por um externo, suprime o eixo e depende de uma TPC para voltar. Quanto mais cedo e mais vezes isso acontece, maior a chance de a recuperação não ser completa. Esperar alguns anos não tem a ver com moral. Tem a ver com usar primeiro o que você já produz de graça. E, tecnicamente, o desenho proposto tem um problema. Dianabol sozinho, ou com propionato só "talvez", deixa o ciclo sem base de testosterona. O dianabol suprime a sua produção natural em poucos dias, e sem testosterona de reposição você fica com o eixo desligado e sem hormônio suficiente para libido e disposição. A TPC com dois SERMs juntos também raramente é necessária. Se o resultado está travado, vale postar dieta e treino aqui. Na maioria dos casos com dois anos de academia, a trava está em calorias, proteína ou progressão de carga. Para ver o seu FFMI e quanto ainda falta até o limite natural, a calculadora do site faz a conta: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/ffmi/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  22. @Katia Ap. ALVES M Rosa, dá para começar pelo que mais pesa no seu caso, e ele não está na comida: são 90 minutos de aeróbico cinco vezes por semana, somados a cinco treinos de musculação. É um volume muito alto, e costuma trazer três problemas. A fome aumenta e acaba compensando boa parte do gasto. A recuperação da musculação piora. E, com dieta restrita, parte do peso perdido passa a ser músculo, que é justamente o que mantém o metabolismo e o formato do corpo aos 46 anos. Para a maioria das pessoas, 30 a 45 minutos de aeróbico, três a quatro vezes por semana, com a musculação como prioridade, rende mais gordura perdida com menos desgaste. Na dieta de cutting, a ordem de importância é esta. Primeiro, um déficit moderado, algo como 20 a 25% abaixo do seu gasto diário. Cortar mais do que isso acelera a balança no começo e cobra depois. Segundo, proteína alta todos os dias, entre 1,6 e 2 g por quilo, algo perto de 125 a 155 g no seu peso. Nessa idade, com as mudanças hormonais da perimenopausa, a proteína e a musculação ficam ainda mais importantes para preservar músculo e osso. É aqui que o whey entra bem, como forma prática de fechar a conta do dia. Ele não substitui comida, mas ajuda muito. Terceiro, gorduras boas, como as que você já usa, mas medidas. Azeite, oleaginosas, óleo de coco e pasta de amendoim são saudáveis e também muito calóricas: uma colher a mais aqui e ali soma centenas de calorias sem você perceber. O óleo de coco, aliás, é quase todo gordura saturada, então vale priorizar o azeite. A creatina pode continuar. Ela ajuda a manter força e músculo na dieta, e vale tomar todos os dias, não só nos dias de treino. Para achar o seu gasto e o déficit certo, a calculadora de déficit do site faz a conta com os seus dados: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/deficit/
  23. @ectobruto, colega, a sua formação ajuda a ir direto aos pontos técnicos, e vale uma conversa franca sobre três deles, porque o protocolo tem uma combinação que me preocupa mais do que as doses isoladas. O primeiro é a EPO na véspera. Só a base de 400 mg de cipionato já sobe o hematócrito de forma importante em boa parte dos usuários, e trembolona costuma empurrar ainda mais. Somar eritropoetina em cima de uma eritrocitose induzida por androgênio, justamente antes de um esforço de resistência, com a desidratação e a hemoconcentração da prova, é o cenário clássico de hiperviscosidade, trombose e AVC em atleta jovem. Se a corrida é o gargalo, o ganho de desempenho da EPO não compensa esse risco nessa combinação. No mínimo, hematócrito e hemoglobina precisam ser medidos antes de qualquer decisão, e com os números na mão a conta fica clara. O segundo são os dois orais. O YK11 não é um SERM. É um composto esteroidal vendido como SARM, sem estudo em humanos, e já há relatos de lesão hepática associados a ele. O halotestin é dos orais mais hepatotóxicos e com maior impacto no HDL e no comportamento. Somar os dois por sete semanas, junto com o stano que você já está usando, é uma carga hepática e lipídica grande para um objetivo de "ganhos densos", que a base injetável já entregaria. O terceiro é prático. Como o @Apollo Galeno perguntou, o TAF pede força relativa e corrida. Peso extra e um hematócrito alto atrapalham o tempo de corrida. E vale conferir o edital: alguns concursos passaram a prever exame antidoping na fase do teste físico. Se quiser ver como um protocolo desses se comporta numa triagem de risco com os seus exames, o gerador de protocolo hormonal do site pede os valores e sinaliza as combinações inaceitáveis: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/hormonio/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  24. @TYLER, respondendo a sua última pergunta: não, essa fórmula que o @Obliterado listou não é TPC. É uma mistura pensada como protetor hepático para usar durante os orais. Vale separar as coisas, porque essa confusão é comum. A TPC serve para reativar a produção natural de testosterona depois do ciclo e usa medicamentos que agem no eixo hormonal, como o tamoxifeno. Nenhum dos itens dessa lista faz isso. Já o protetor hepático pretende reduzir o dano que os orais 17-alfa-alquilados, como o dianabol, causam no fígado. Aqui é preciso ser honesto: alcachofra, dente-de-leão, garcinia, hortelã, colina e vitaminas do complexo B não têm evidência de proteger o fígado contra esteroides orais. A silimarina tem estudos em outras doenças hepáticas, com resultado modesto. A cisteína, na forma de NAC, tem alguma base como antioxidante. Nada disso substitui o que realmente protege: dose moderada, tempo curto, álcool zero e exames de TGO, TGP e GGT antes e no meio do ciclo. O conselho dele de não passar de quatro semanas com o oral, esse sim, vale ouro. Sobre a dose: 60 mg de dianabol por dia é bem alto, principalmente com um produto que ninguém aqui conhece. Como o Bravo Costa relatou, mesmo 30 mg já mexeu muito com o perfil lipídico e hepático dele. Começar com um comprimido de 20 mg por dia e avaliar a resposta, sem subir por impulso, é a escolha mais segura. Dividir a dose ao longo do dia faz sentido, porque o dianabol tem meia-vida curta, de poucas horas, e fracionar mantém o nível mais estável. E, como falei no seu outro tópico, some a isso os exames de estradiol e perfil lipídico por volta da terceira semana. Para ver mecanismo, faixa de dose e colaterais do dianabol com calma, o orientador de fármacos do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/farmacos/ As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  25. @jaqprust, respondendo a sua dúvida: são as duas coisas, biotipo e acúmulo de gordura, e entender como elas se combinam ajuda a escolher o que dá para mudar. O formato pera é, em grande parte, genético. O corpo feminino guarda gordura preferencialmente no quadril e nas coxas, e as células de gordura dessa região têm uma proporção maior de receptores que dificultam a liberação de gordura, além de circulação sanguínea mais lenta. É por isso que essa gordura é a última a sair e a primeira a voltar. Não é que ela seja "velha": é o perfil dos receptores e do fluxo de sangue que torna essa região mais resistente. A largura do quadril em si é osso, e isso não muda. Então o que muda de verdade? Baixar a gordura corporal total, com paciência, porque o quadril responde por último. E mudar a proporção pelo outro lado. Ombros e costas mais desenvolvidos equilibram visualmente um quadril largo, e esse é o recurso que mais transforma a silhueta pera. Treinar perna e glúteo não vai engrossar as suas pernas, como muitas mulheres temem. Com a gordura caindo, o músculo por baixo deixa a perna mais firme e com outro contorno, e não maior. Já que você está começando, a musculação pesa mais que a corrida para esse objetivo. Três ou quatro treinos de força por semana, com a corrida como complemento, costumam render mais que só aeróbico. E a cerveja diária, que você mesma identificou, é o ajuste com maior efeito: além das calorias, o álcool atrapalha o sono e a recuperação. A @Bella e o @Apollo Galeno resumiram bem por onde começar. Para ver como ombro, cintura e quadril se relacionam no seu caso e onde vale focar o treino, a calculadora de estética ideal do site faz essa análise: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/estetica-ideal/

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