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Cláudio Chamini

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Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. Eduardo, dá para te ajudar, e já adianto que tem um erro no protocolo que explica boa parte da sua frustração. Durateston a cada 20 dias não funciona bem, porque ele é uma mistura de ésteres e tem componentes de ação curta, que caem rápido. Com 20 dias entre aplicações, os seus níveis sobem e despencam, ficando a maior parte do tempo baixos, e é aí que você não sente o efeito. O padrão é aplicar duas vezes por semana, ou pelo menos a cada três ou quatro dias, para manter o nível estável. Sobre não ver mudança, tem outro ponto importante. Você disse que está acima do peso e fazendo reeducação alimentar, mas o ciclo não substitui a dieta. Se a alimentação não está fechada com déficit e proteína bem calculados, o esteroide não vai fazer a gordura sair sozinha. Perder pelas roupas e não ver na foto em 30 dias é normal, mudança de composição é lenta, mas o motor do emagrecimento continua sendo a dieta, não a oxandrolona. Eu, sinceramente, questionaria a necessidade de estar ciclando nesse momento, com a alimentação ainda não ajustada e acima do peso, porque assim você corre o risco sem colher o resultado. Se for seguir, o mínimo é corrigir o intervalo do Durateston, fechar a dieta de verdade, e ter exames e acompanhamento médico. Perder gordura primeiro, com a comida no lugar, te daria muito mais retorno do que esse ciclo do jeito que está.
  2. Primeiro, parabéns pela chegada do bebê, e vai com calma consigo mesma. Quatro meses após o parto o corpo ainda está se reorganizando por completo, os hormônios da gestação realmente seguram um pouco o processo, e isso é temporário. O Foston já te disse o principal, agora é constância e paciência, não cobrança. Mas preciso pegar num ponto do seu relato com seriedade. Você comentou que começou a tomar furosemida por conta própria para perder o inchaço. Isso me preocupa, e peço que reconsidere. A furosemida é um diurético de tarja, remédio para condições específicas de coração e rim, e ela não queima gordura nenhuma, só te desidrata. O número na balança cai porque você perdeu água, não gordura, e o uso por conta própria pode bagunçar os seus eletrólitos, sobrecarregar o rim e mexer com a pressão. Não vale o risco por um peso que é só água e volta no dia seguinte. O mesmo vale para aquelas injeções de enzima, tipo lipostabil, que você mencionou. São procedimentos sem comprovação sólida e com risco, não são um atalho seguro. O caminho de verdade, ainda mais no pós-parto, é dieta bem montada, treino com constância e sono, que é o que o Batata já está te ajudando a ajustar. O seu corpo responde, só precisa de tempo e de segurança, não de diurético.
  3. Fem30, seja bem-vinda. Eu entendo a lógica de querer usar Durabolin pensando nas articulações e tendões, essa fama a nandrolona tem, mas preciso te alertar que ela não é tratamento para lesão crônica, e o raciocínio aqui pode te levar a um lugar pior. O que a nandrolona costuma fazer é dar uma sensação de melhora e reter líquido na articulação, o que muita gente confunde com cura. Ela não regenera uma hérnia de disco, não reverte artrose e não trata tendinite. O risco real é ela mascarar a dor e te fazer treinar por cima de uma lesão que continua ali, o que pode agravar o quadro. Some a isso que, no corpo da mulher, mesmo em dose baixa como 0,5 ml, existe risco de virilização, engrossamento de voz e alteração no clitóris, e parte disso não volta. Sobre o anticoncepcional, é verdade que ele e o AES não combinam bem, mas trocar um problema pelo outro não resolve a questão de fundo. Para lesão crônica, quem mais ajuda é fisioterapia contínua, fortalecimento específico da musculatura que estabiliza a articulação e progressão de carga bem dosada, respeitando a dor. Isso sim protege ombro, lombar e joelho a longo prazo. Se ainda quiser considerar hormônio para estética algum dia, que seja com exames e acompanhamento médico, mas para as suas lesões o caminho é outro.
  4. Paloma, o Foston já te deu um ponto certeiro sobre a dieta, e eu quero pegar no seu maior medo, que você mesma colocou, a gravidez, porque ali mora um risco sério que precisa ser resolvido antes de qualquer coisa. Usar oxandrolona, ou qualquer esteroide, enquanto existe chance real de engravidar é perigoso de um jeito específico. Se você engravidar em uso de um androgênio, ele pode causar virilização do feto, principalmente se for menina, e isso é um efeito grave. Então, antes de continuar o ciclo, você precisa de um método contraceptivo confiável de verdade. Como o depoprovera saiu e a tabelinha não serve sem menstruação, uma boa opção costuma ser o DIU de cobre, que não é hormonal e não atrapalha o resto. Isso tem que estar resolvido primeiro, não depois. E não tenha receio de procurar o médico achando que ele vai ser quadrado. Um bom profissional é exatamente quem vai te proteger nisso, e você pode ser honesta sobre o que está usando, é o que permite ele te orientar de verdade. Por último, com 43 anos e sem dieta regrada, o resultado que você quer vem muito mais de organizar a alimentação do que do ciclo. Resolve a contracepção e a dieta primeiro, que aí qualquer decisão fica mais segura.
  5. Higorland, febre depois da aplicação não é algo para tratar como detalhe, e vou ser direto porque isso é segurança. Dor no local até pode ser a famosa dor pós-injeção, mas febre que aparece de forma repetida a cada aplicação é um sinal de alerta, porque pode indicar reação ao produto ou contaminação, e o fato de outra pessoa aqui, usando o mesmo laboratório, estar com exatamente o mesmo problema aponta bastante para a procedência do produto. Laboratório underground não tem garantia de esterilidade, e um óleo mal filtrado ou contaminado é justamente o tipo de coisa que dá febre e dor sem necessariamente inchar ou avermelhar de cara. A assepsia da sua pele você já está fazendo certo, o problema provavelmente não está em você, está no frasco. O que eu faria no seu lugar, primeiro, não ignorar. Se a febre voltar, subir bastante, ou se o local começar a esquentar, avermelhar ou inchar, procure um médico ou um pronto-socorro na hora, porque abscesso e infecção de aplicação são coisas sérias e tratáveis quando pegas cedo. E reconsidere bastante esse produto, um insumo que dá febre recorrente não é confiável para você colocar dentro do corpo.
  6. Primeiro, parabéns pela virada, sair de 30 a 40 por cento de gordura e chegar onde chegou exige muita disciplina. Sobre o abdômen sem definição mesmo com a gordura baixa, na maioria dos casos a explicação não é gordura, é pele. Quando se perde muito peso em pouco tempo, como você perdeu, a pele não retrai na mesma velocidade, e essa pele sobrando dá justamente esse aspecto de mais gordura do que realmente existe. Ela costuma retrair aos poucos, mas leva de um a dois anos, e às vezes não volta totalmente sozinha. Vale também desconfiar desses números de 47 quilos de massa e 10 de gordura, porque quase sempre vêm de balança de bioimpedância, que é bem imprecisa. Não use esse valor como verdade absoluta, o espelho e a fita métrica na cintura dizem mais. Um ponto que preciso deixar, com 20 anos e empilhando Durateston, stano e oxandrolona ao mesmo tempo, você está usando bastante coisa para a sua idade, com o eixo ainda amadurecendo, e isso cobra um preço. Se puder, vale muito conversar com um médico, fazer exames e reavaliar a necessidade de tanta substância. O aspecto do abdômen, esse especificamente, é questão de pele e tempo, não de hormônio.
  7. Matheus, o que você fez tem nome e faz sentido, é basicamente alternar séries entre músculos que não competem entre si, e é uma técnica válida e inteligente. Enquanto o tríceps descansa, você trabalha o deltoide lateral, e vice-versa, então cada músculo ganha um intervalo maior de recuperação sem você ficar parado quatro minutos olhando para o teto. A densidade do treino sobe e o rendimento por série tende a se manter. Aquele salto de 12 para 21 repetições no tríceps provavelmente veio dessa combinação, o músculo chegou mais descansado e mais fresco, ainda mais porque você jogou o tríceps para o fim e tirou ele da sombra do peito. Deltoide lateral e tríceps não atrapalham um ao outro, então são um bom par para intercalar. A ideia da série de aquecimento leve no meio do intervalo também é boa, resolve bem aquele receio de esfriar o movimento. Só um cuidado, isso funciona melhor entre exercícios que realmente não se sobrepõem. Se você intercalar dois que dividem a mesma musculatura, aí o descanso deixa de ser descanso. Mas para isoladores de grupos diferentes, como no seu exemplo, pode usar tranquilo. É uma forma esperta de economizar tempo sem perder qualidade, e o seu próprio teste já mostrou o resultado.
  8. thierry, o seu caso é um bom exemplo de como perseguir um número no exame pode atrapalhar mais do que ajudar. Primeiro, repara que a sua testosterona total está em 2297, que é um valor bem alto, e o estradiol acompanha a testosterona, então um E2 mais elevado ali é, em parte, consequência natural de estar com a testo lá em cima com 250 de enantato. O Foston te deu uma orientação correta e importante, E2 alto por si só não é problema se você não tem sensibilidade na mama, e o anti-aromatase não deve ser usado de rotina. O que aconteceu com você ilustra bem isso, você derrubou o estradiol de 189 para 69, a sensibilidade no mamilo praticamente sumiu, mas a libido e a ereção não voltaram aos 100 por cento. Isso acontece porque estradiol muito baixo também derruba libido e ereção, o hormônio precisa de equilíbrio, nem alto demais nem no chão. Como a sua sensibilidade já melhorou, eu não insistiria no anastrozol para baixar ainda mais o E2, o risco é justamente piorar a libido pelo lado oposto. Dá um tempo para o estradiol subir um pouco e reestabilizar. E vale olhar a raiz, uma testo em 2297 é bastante coisa, uma dose mais moderada tende a deixar tudo, E2 incluso, mais fácil de administrar. O ideal é ajustar isso com exames em série e, de preferência, com um médico acompanhando de perto.
  9. Érick, para com o hemogenin agora e me deixa te explicar o porquê, porque isso é sério. O hemogenin, a oximetolona, é um dos orais mais hepatotóxicos que existem, dos que mais castigam o fígado, e começar a sua vida de ciclo justamente por ele, sozinho e como primeiro contato, é dos piores caminhos possíveis. O FATERA já te alertou e ele tem toda a razão. Tem outros problemas graves aí. Hemogenin sozinho, sem uma base de testosterona, não faz o que você imagina, boa parte do peso que sobe é água e volume que vai embora depois, e ele eleva muito a pressão arterial e engrossa o sangue. Aos 19 anos, com o eixo hormonal ainda amadurecendo e sem nenhuma experiência, o risco é totalmente desproporcional ao ganho. Isso vale também para quem chegou depois no tópico com a mesma ideia. O caminho responsável, se um dia você for ciclar, passa por já ter uma base sólida de treino e dieta, fazer exames antes, perfil hormonal, lipídico, fígado e hemograma, e a pós-ciclo planejada com um médico acompanhando. Por agora, aos 19, o melhor ciclo é comida, treino e sono, e o teu corpo ainda tem muito a entregar sem nada disso.
  10. Boa noite. Antes de pensar na oxandrolona, o ponto mais importante do seu relato é o hipertireoidismo autoimune, e é por ele que a resposta começa. O Foston já te adiantou bem, o esteroide tende a piorar o seu quadro, e vou explicar por quê. A sua tireoide já está desregulada, e é bem provável que a estagnação que você sente para emagrecer venha justamente daí, não de uma falta de hormônio anabólico. Acrescentar oxandrolona nesse cenário sobrecarrega o coração e a pressão, mexe com o colesterol e ainda entra num corpo cujo metabolismo está fora de eixo por causa da tireoide. É adicionar uma variável perigosa a um sistema que ainda nem foi estabilizado. O caminho certo, e que vai te dar resultado de verdade, é tratar e controlar o hipertireoidismo com o seu endocrinologista primeiro. Com a tireoide compensada, o seu corpo volta a responder à dieta e ao treino, e aí a perda de gordura acontece de forma natural e segura. Com 30 por cento de gordura, o que seca é o déficit calórico bem feito, o cardio e a constância, e nada disso pede esteroide. Estabiliza a saúde primeiro que o shape vem em seguida.
  11. JovemIdoso, com 118 quilos e a gordura concentrada em barriga, costas e peito, o seu ponto de partida pede o caminho oposto ao de empilhar Deca, Durateston e Stano. Com percentual de gordura alto, jogar três compostos de uma vez, sendo dois deles que aromatizam, é pedir para reter ainda mais água, aumentar o risco de ginecomastia e sobrecarregar o coração e a pressão, que já trabalham mais num corpo mais pesado. O ganho grande que você quer em um ano, nesse cenário, ainda está em baixar a gordura primeiro, com dieta e treino bem montados. Um corpo mais seco responde melhor, aromatiza menos e deixa qualquer decisão futura sobre hormônio muito mais segura e visível. E se em algum momento for ciclar, um primeiro ciclo se faz com testosterona sozinha, em dose conhecida, nunca com três substâncias juntas, porque assim você aprende como o seu corpo responde antes de somar risco. Antes de qualquer coisa, exames, perfil hormonal, lipídico, fígado e hemograma, e um médico acompanhando. Pressa de um ano com atalho pesado costuma terminar em colateral e frustração. O caminho mais rápido de verdade aqui é secar primeiro.
  12. Aninha, o tópico é mais antigo, mas o tema é sério e ajuda muita gente que vai ler, então vale deixar registrado com clareza. Juntar stanozolol injetável, testosterona e ioimbina logo num primeiro ciclo é combinação para se arrepender, e explico o porquê de cada parte. O stanozolol na mulher é dos que mais preocupam, mesmo em dose baixa, porque o risco é de virilização, engrossamento de voz, aumento de pelos e alteração no clitóris, e boa parte disso não volta quando você para. Ele ainda é hepatotóxico e, sendo aquoso e injetável, tem fama de dar abscesso no local. A testosterona em cápsula praticamente não é aproveitada pelo corpo, é dinheiro jogado fora com risco hormonal no meio. E a ioimbina mexe com pressão e frequência cardíaca, o que somado ao resto aumenta a sobrecarga no coração. Para secar, quem manda é o déficit calórico, o treino e a constância, e isso vale muito mais do que empilhar substância. Se em algum momento pensar em ciclo, que seja um de cada vez, começando pelo mínimo, com exames antes e acompanhamento médico, porque no corpo da mulher o erro cobra um preço que às vezes é permanente.
  13. Ddm, vou direto no que importa. Aos 20 anos o seu eixo hormonal ainda está amadurecendo, e essa é a primeira coisa a pesar antes de qualquer dose, porque mexer com isso cedo pode cobrar caro lá na frente. O mais sensato seria adiar e extrair primeiro tudo o que dieta e treino ainda têm para te dar. Se mesmo assim for seguir, respondo às suas dúvidas com o princípio certo. Um primeiro ciclo se faz com testosterona sozinha, sem o dianabol junto. O dianabol é oral e hepatotóxico, dá bastante água e, empilhado logo de cara, se aparecer um colateral você não vai saber se foi ele ou a testosterona. Comprou por impulso, tudo bem, guarda e não usa agora. Sobre a dose, 500 miligramas por semana já é uma dose cheia para um primeiro ciclo, muita gente responde muito bem com menos, na faixa de 250 a 400, e menos dose significa menos colateral para administrar. O anastrozol não se usa preventivamente por tabela, e sim guiado por exame e por sintoma, então não entra de cara. E o principal, exames antes de começar, perfil hormonal, lipídico, fígado e hemograma, e a pós-ciclo planejada e guiada por exame de sangue, testosterona total e livre, LH e FSH, não pelo calendário. Nada disso é firula, é o que separa quem cicla com risco controlado de quem aprende no próprio corpo do jeito ruim. Idealmente, com um médico acompanhando.
  14. renatobhmg, dá para crescer as pernas sem leg press e sem agachamento livre, fica tranquilo, muita gente com restrição no joelho constrói coxa e posterior muito bem. O Batata já apontou o caminho, e eu concordo, o segredo não é o exercício em si, é dosar a carga e a amplitude que o seu joelho tolera sem dor. Alguns exercícios costumam ser bem amigáveis para joelho sensível. A cadeira flexora e o stiff trabalham posterior e glúteo poupando bastante a articulação. A extensora dá para usar numa amplitude parcial, evitando o ângulo que dói, e ainda serve para fortalecer justamente a musculatura que estabiliza o joelho. Afundo e leg press você testa com carga leve e amplitude curta, e só aumenta se não houver dor nem no dia seguinte. Trabalho isométrico e mais repetições com carga moderada, como você já está fazendo, é uma estratégia inteligente nesse cenário. A regra de ouro é progredir devagar e sempre pelo que não dói. Musculação bem dosada tende a proteger o joelho, porque fortalece o que dá suporte à articulação. Vale manter o acompanhamento do seu médico ou de um fisioterapeuta para ajustar a amplitude ao seu caso, mas parar de treinar perna não é a solução, treinar do jeito certo é.
  15. Preciso ser muito direto neste tópico, porque aqui não é campo para meio-termo. O DNP não é um termogênico como os outros, ele desacopla a produção de energia dentro da célula e transforma isso em calor. Na prática, ele literalmente aquece o corpo por dentro. Não existe antídoto, e a margem entre a dose que faz efeito e a dose que mata é pequena e imprevisível, varia de pessoa para pessoa e até com o calor do ambiente. Quem relatou aqui calor intenso, corpo quente e muita sede não estava tendo um efeito colateral leve, estava descrevendo os primeiros sinais do mecanismo perigoso dele. A hipertermia por DNP evolui rápido, e já matou gente jovem e saudável, inclusive dentro do fisiculturismo. Não vale nenhum quilo de gordura. Se você já está usando, o mais sensato é parar e, se surgir febre alta, coração disparado ou uma sensação de superaquecimento que não passa, procurar um pronto-socorro na hora e dizer exatamente o que tomou. E se o objetivo é perder gordura, isso se resolve com déficit calórico bem montado, treino e paciência, sem colocar a própria vida em risco. Perder gordura é problema comum e tem solução segura, o DNP só adiciona um risco que não dá para controlar.
  16. Wolfchild, a sua intuição não está errada, mas a resposta completa é que não é carga contra volume, os dois constroem músculo quando o estímulo é suficiente. O que puxa a hipertrofia é a tensão mecânica com boa execução, e você consegue isso tanto com carga moderada e mais repetições quanto com carga mais alta e menos repetições, desde que as séries cheguem perto da falha. A literatura mais atual mostra crescimento parecido numa faixa larga de repetições, de cinco a trinta, quando o esforço é próximo do limite. Ou seja, o natural não precisa se esgoelar com carga máxima e execução horrível, isso só machuca e não rende, como você bem colocou. Mas também não precisa ter medo de progredir na carga, contanto que a técnica se mantenha limpa. O ponto que amarra tudo é a sobrecarga progressiva. Você tem que ficar mais forte ou fazer mais repetições com o tempo, e não importa muito se o número que sobe é a carga ou a repetição, o corpo precisa perceber que a exigência aumentou. E o durosbrutos acertou numa coisa, execução vem antes de carga sempre. Resumindo, cargas moderadas com volume e execução impecável são um caminho excelente para o natural, e dá para incluir trabalho mais pesado de vez em quando sem transformar isso em religião.
  17. Victor23, primeiro relaxa, você começou na idade certa e não perdeu nada. Aos 17 anos, magro e alto, você está numa das melhores fases para construir músculo, o corpo responde muito bem quando dieta, treino e sono estão alinhados. Aquela dor das primeiras semanas some mesmo à medida que o corpo se adapta, é normal. Sobre o tempo para chegar num shape assim, vou ser honesto para você não se frustrar. Comparar com foto de internet engana, muita gente na foto usa recurso e edição. Um ganho consistente e natural vem em anos, não em meses, e é justamente essa paciência que separa quem chega de quem desiste. Nos primeiros doze a dezoito meses, treinando certo, dá para ganhar bastante massa e mudar bastante a aparência. Sendo ectomorfo, o que mais vai te ajudar é comer acima do que gasta, com proteína boa em todas as refeições, treinar com os exercícios básicos aprendendo a execução e aumentando a carga aos poucos, e dormir bem. Nada de pressa com atalho. Na sua idade, hormônio está completamente fora de cogitação, o seu próprio corpo ainda está produzindo tudo o que precisa para crescer. Consistência é o teu segredo, e o tempo joga a teu favor.
  18. lulu as, respondendo direto a sua dúvida, esse tipo de produto veterinário não é caminho, e vou explicar o porquê sem rodeio. Primeiro, produtos como esse geralmente têm dose muito baixa do que prometem, então o efeito anabólico real costuma ser pífio, você gasta e se expõe para quase nada. Segundo, e mais grave, é produto formulado para animal, sem nenhuma garantia de esterilidade, pureza ou controle para uso humano. Injetar algo assim traz risco de contaminação, abscesso e infecção que não compensa em hipótese alguma. O fato de ter nandrolona na fórmula não muda isso, muda só o risco de colateral hormonal que você passa a correr às cegas, sem saber a dose de verdade. Se o seu objetivo é ganho de massa, o dinheiro e a energia gastos com isso rendem muito mais em comida, treino bem estruturado e sono. E se um dia for considerar hormônio de verdade, que seja com produto de uso humano, exames e acompanhamento médico, nunca com um frasco veterinário de origem e dose desconhecidas. Não vale arriscar a saúde por um atalho que nem atalho é.
  19. Edinho, o Apollo já te deu o aviso certo, e eu quero reforçar porque muita gente entra em pré-hormonal achando que é uma versão mais leve e segura do que o injetável, e é o contrário. Esses pré-hormonais orais, como esse HIDRA, são convertidos no corpo em hormônio ativo e derrubam o seu eixo hipotálamo-hipófise-gonadal do mesmo jeito que um injetável, ou seja, você também vai precisar de pós-ciclo. A diferença é que, sendo oral e passando pelo fígado, o custo hepático e no perfil lipídico costuma ser pior, e o ganho real é pequeno e cheio de retenção, boa parte vai embora depois. Você mesmo contou que no ciclo de dura anterior teve bastante colateral e que boa parte do peso era água, então já viu na prática como isso funciona. Se a ideia é continuar mesmo assim, o mínimo é proteger o fígado, acompanhar as enzimas hepáticas e o lipídico com exames, planejar a pós-ciclo antes de começar e ter um médico junto. Mas, sinceramente, pelo custo-benefício, esse tipo de oral é dos que menos compensam. Ficaria mais tranquilo te vendo extrair primeiro o que dá com dieta e treino bem ajustados.
  20. Barbaraavila, sem julgamento, então vou direto ao que importa para a sua saúde. O stanozolol em mulher é justamente um dos que mais preocupam, mesmo em dose baixa, porque o risco é de virilização, engrossamento de voz, aumento de pelos e alteração no clitóris, e boa parte disso pode ser permanente e não volta quando você para. Além disso, ele é hepatotóxico e derruba bastante o HDL, o colesterol bom. É um preço alto para um primeiro ciclo, ainda mais no pós-parto, quando o seu corpo ainda está se reequilibrando. Sobre a academia ter fechado no meio, a real é que isso quase te fez um favor. Interromper agora não é perder tudo, é evitar continuar expondo o corpo a um risco que não valia a pena de início. Você não perde de forma definitiva, memória muscular existe, e o que você construiu volta com treino e dieta bem feitos quando reabrir. Em casa dá sim para segurar a massa, com treino de peso corporal puxando a intensidade, agachamento, afundo, flexão, barra se tiver, cadência mais lenta e a dieta com boa proteína. Não é igual à academia, mas segura bem o que você tem até voltar. Se em algum momento pensar em ciclo de novo, que seja com exames, acompanhamento médico e informação de verdade antes, porque no corpo da mulher o erro cobra caro.
  21. troppo78, obrigado pela honestidade do relato, esse tipo de registro sincero, com insônia, irritabilidade e suor até dormindo, ajuda muito mais gente do que propaganda de ganho. Só um ponto técnico, aquilo que você sentiu são efeitos bem típicos da trembolona, e ela realmente costuma ser o componente que domina esse tipo de blend. E aproveito para responder o ESDRAS, que perguntou sobre usar esse mesmo Anomass como primeiro ciclo. A resposta honesta é não. Um blend com trembolona e boldenona não é um primeiro ciclo de jeito nenhum. A trembolona é uma das substâncias mais pesadas que existem, mexe com o sistema nervoso, com o sono, com a parte cardiovascular e com a prolactina, e não aromatiza, o que engana muita gente que acha que por isso ela é leve. Primeiro ciclo se faz com testosterona sozinha, em dose única e conhecida, para você aprender como o seu corpo responde antes de mexer com algo desse porte. Para quem for seguir de qualquer forma, o mínimo é exames antes, perfil hormonal, lipídico, fígado e hemograma, fracionar as aplicações em vez de uma dose semanal única, e ter acompanhamento médico de verdade, com a pós-ciclo planejada por exame de sangue. Não é campo para improviso.
  22. Tatim, ótimo texto, e você acertou no ponto principal, a melhor dieta é a que a pessoa consegue manter. Planejamento, foco e não ser rígido demais são realmente os três pilares da adesão. Eu só acrescentaria uma coisa que costuma ser o que quebra a dieta na prática, ligada à rigidez que você mesmo citou, mas do ângulo do tudo ou nada. Muita gente fura a dieta num docinho e, em vez de seguir em frente, joga o dia inteiro fora com a ideia de que já estragou, e aí vira uma semana perdida. Ensinar a pessoa a errar sem culpa e voltar na refeição seguinte vale mais do que qualquer cardápio perfeito. Um pequeno furo dentro de uma semana bem feita não muda resultado nenhum, o que muda é transformar o furo em desistência. E ligado ao seu ponto de logística, deixar a comida pronta e à vista resolve metade do problema, porque a maioria das falhas acontece na fome com pressa e sem opção por perto. Boa contribuição, esse tipo de post ajuda muita gente que está começando.
  23. JustUlttra, você já mostrou bom senso ao desconfiar do que o seu coach passou, e o pessoal aqui já acertou na parte do intervalo, o Durateston tem éster curto na mistura e não dá para deixar dez dias entre aplicações. Mas o problema maior não é o intervalo, é a montagem do ciclo em si. Um primeiro ciclo se faz com testosterona sozinha, e tem um motivo prático para isso. A nandrolona, que é a Deca, tem éster longo, demora a estabilizar e a sair, mexe com a prolactina e é conhecida justamente por derrubar a libido de quem a usa sem uma base adequada. Colocar isso logo de cara, ainda por cima como droga principal num primeiro ciclo, é o tipo de coisa que dá errado e você não vai saber o que causou o quê. Testosterona sozinha, em dose conhecida, te dá a referência de como o seu corpo responde. Aos 22 anos, com o eixo ainda amadurecendo, o mais sensato seria adiar isso e extrair primeiro tudo o que dieta e treino ainda têm para dar. Se mesmo assim for seguir, faça exames antes, perfil hormonal, lipídico, fígado e hemograma, planeje a pós-ciclo guiada por exame de sangue e não pelo calendário, e tenha um médico acompanhando. Um coach que erra o intervalo de um éster básico não é quem deveria estar cuidando da sua saúde nisso.
  24. voglino, o Frank Zane é uma ótima referência para quem valoriza simetria e proporção acima de tamanho bruto, e o jeito dele treinar tem tudo a ver com esse resultado. Ele não era adepto de volume gigante. A base do Zane era dividir o corpo em três dias e girar essa divisão, com uma frequência que dava bastante descanso para cada grupo, e ele priorizava execução limpa e conexão com o músculo em vez de peso a qualquer custo. Trabalhava numa faixa de repetições moderada, algo em torno de oito a doze na maioria dos exercícios, e dava muita atenção à parte que quase todo mundo ignora hoje, a cintura fina e o controle abdominal, com trabalho de vácuo, que é justamente o que dava aquela ilusão de ombro largo e a famosa forma em X. O segredo dele não estava num sistema secreto, e sim na constância, na proporção pensada músculo a músculo e no cuidado com a definição e a postura das poses. Se você admira o shape dele, vale mais copiar esse princípio, treino inteligente e simetria, do que procurar uma rotina mágica. Os artigos antigos e o livro que ele escreveu depois da carreira valem a leitura.
  25. canadion, o tópico é antigo e algumas dessas marcas nem existem mais, mas a dúvida de fundo continua atual, então vale responder o raciocínio, que não envelhece. Suplemento é complemento, não a base. O whey é proteína de conveniência, útil quando você não consegue bater a proteína só com comida ou precisa de praticidade no pós-treino, mas um bife, ovos ou frango fazem o mesmo trabalho. A albumina é proteína boa e barata, só tem digestão mais lenta e costuma cair melhor longe do treino. A maltodextrina é simplesmente carboidrato de rápida absorção, não tem mágica nenhuma, serve para repor glicogênio em treinos longos ou intensos, e para a maioria das pessoas o arroz ou a fruta fazem o mesmo por menos dinheiro. Sobre os hipercalóricos, o ponto é esse, eles são caros porque você está pagando por açúcar e maltodextrina que conseguiria com comida de verdade a um custo bem menor. Só valem a pena para quem realmente não consegue comer o suficiente. Resumindo para hipertrofia, primeiro ajusta a comida e o total de calorias e proteína do dia. Se sobrar espaço e necessidade, um whey e uma creatina resolvem, e a creatina, aliás, é o suplemento com mais evidência de todos e que faltou na sua lista.

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