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Um pouco de verdade sobre esteroides: perde-se tudo após o ciclo?

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Sobre o texto eu diria: "Exato"

*Passam-se anos e eu continuo vendo um gama de adolescentes iludidos entrando nas academias e quem em três ou quatro meses buscam resultados de anos treino. 
**Outro erro quanto uso prematuro na minha opinião: O sujeito na maioria das vezes não conhece seu corpo no que diz respeito a treinamento de alta intensidade, ele acredita saber treinar, mas não sabe, ele acredita saber exigir mas não exigi, enfim...

Os mitos sobre este assunto são dos mais variados e a discussão é longa...

Att
 

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  • Exato. Na verdade é algo muito simples de entender. Eu sempre uso pra explicar às pessoas o exemplo do álcool. Se o cara quer sair pra noitada e ficar doidão, ele começa a beber. Em determinado ponto

  • E além de serem perdidos os ganhos findo o ciclo, é bom ressaltar também que apenas ciciar não faz milagre! Sem treino intenso e dieta balanceada, os ganhos são irrisórios.  

  • Lendo um pouco sobre ciclo, especialmente os textos do Dudu, chega-se a conclusão do texto de abertura do tópico. A conta é simples: o seu corpo suporta o tanto de massa muscular que a sua genéti

  • 3 semanas depois...
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  • Moderador
Em 03/11/2015 13:30:13, ailinha disse:

E, levando em consideração um pouco a "saúde", qual o intervalo mínimo entre ciclos para se manter e elevar os ganhos em mulheres?

Não existe tempo certo, tudo vai depender do organismo da pessoa e do tipo de droga(s) usada(s). Algumas pessoas têm mais colaterais que outras, algumas tem organismo mais resistente. A dose e o tempo do ciclo também influencia muito. São vários fatores a serem analisados e o que melhor vai definir se a pessoa pode continuar usando ou não são os exames clínicos para controlar as taxas hormonais, colesterol, fígado etc.

  • 3 meses depois...

Lendo um pouco sobre ciclo, especialmente os textos do Dudu, chega-se a conclusão do texto de abertura do tópico.

A conta é simples: o seu corpo suporta o tanto de massa muscular que a sua genética permite. E lembrando que quanto menor o BF, mais difícil manter os músculos.

Teoricamente, um sujeito que treinando natural há vários anos e que atingiu o limite de ganho de músculos, se ele fizer um ciclo e TPC bem feitos, é provável que todo o ganho do ciclo se perca. Já um cara que faz vários ciclos ultrapassando o limite genético de ganhos, ele vai perder parte dos ganhos e conseguir manter até o limite.

Eu tenho a pretensão de fazer uns três ciclo e esperar ultrapassar o meu limite genético. Depois de ultrapassá-lo, perderei com o tempo os ganhos acima do limite, mas atingirei o objetivo de ter o total de músculos possíveis no meu limite. Espero em 1,5 ano de ciclo o resultado que levaria 10 anos.

Sobre o meu caso, é apenas uma suposição que acredito; talvez um precise de mais ciclos para ultrapassar o meu limite genético, talvez em 5 anos treinando natural eu atingisse o meu limite genético etc.

  • 5 anos depois...
Em 28/02/2016 em 18:39, mohammed disse:

Lendo um pouco sobre ciclo, especialmente os textos do Dudu, chega-se a conclusão do texto de abertura do tópico.

A conta é simples: o seu corpo suporta o tanto de massa muscular que a sua genética permite. E lembrando que quanto menor o BF, mais difícil manter os músculos.

Teoricamente, um sujeito que treinando natural há vários anos e que atingiu o limite de ganho de músculos, se ele fizer um ciclo e TPC bem feitos, é provável que todo o ganho do ciclo se perca. Já um cara que faz vários ciclos ultrapassando o limite genético de ganhos, ele vai perder parte dos ganhos e conseguir manter até o limite.

Eu tenho a pretensão de fazer uns três ciclo e esperar ultrapassar o meu limite genético. Depois de ultrapassá-lo, perderei com o tempo os ganhos acima do limite, mas atingirei o objetivo de ter o total de músculos possíveis no meu limite. Espero em 1,5 ano de ciclo o resultado que levaria 10 anos.

Sobre o meu caso, é apenas uma suposição que acredito; talvez um precise de mais ciclos para ultrapassar o meu limite genético, talvez em 5 anos treinando natural eu atingisse o meu limite genético etc.

 

eu entendi o que vc quis dizer 

alguém sabe dizer se digamos que faça um BC de 1 ano e atinja meu limite natural, eu consigo manter esse corpo depois de parar o BC?

  • 5 anos depois...

Texto de abertura honesto e necessário, e a tese central do Locemar se sustenta: a condição obtida com a droga depende da droga estar lá. Vale refinar em alguns pontos, porque hoje se sabe um pouco mais e a resposta completa é menos categórica em uma direção e bem mais dura em outra.

Onde a analogia com o álcool exagera. Álcool não deixa nada para trás, e esteroide deixa. Durante o uso, a fibra muscular incorpora novos núcleos, que são as unidades que comandam a produção de proteína dentro dela. Quando o uso cessa e a fibra encolhe, boa parte desses núcleos permanece. É o que se chama de memória muscular, e é a explicação de por que alguém que usou e parou reconstrói volume muito mais rápido depois, e de por que essa vantagem é considerada motivo de banimento longo no esporte. Ou seja, não se mantém o shape, mas não se volta exatamente ao ponto de partida.

Onde a perda é maior do que o texto sugere. Uma parte relevante do que some nas primeiras semanas nem era músculo. É água intracelular, glicogênio e o volume que a própria retenção produzia. Isso desaparece rápido e passa a impressão de derretimento, que é o que a M.C.S_Ceci chamou de balão furado. A perda de tecido contrátil de verdade vem depois e é mais lenta.

Agora o ponto que o tópico tocou de leve e que é o mais importante de todos, levantado pelo Jaraqui. O custo não é só estético. O uso suprime o eixo que comanda a produção natural de testosterona, e a recuperação leva meses. Em uso prolongado, e sobretudo em blast e cruise, ela pode simplesmente não vir, e a pessoa fica dependente de reposição para o resto da vida. O quadro de queda de testosterona depois da interrupção envolve fadiga, perda de libido, disfunção erétil e humor deprimido, e é justamente nessa janela que muita gente decide voltar a usar, não por vaidade, mas porque se sente mal sem. Esse é o mecanismo real da dependência nesse meio, e ele explica a frase do Locemar melhor do que o exemplo da bebedeira.

Sobre o plano do mohammed de fazer três ciclos para ultrapassar o limite genético e depois manter o que couber dentro dele, a lógica tem um fundo correto mas embute um erro de contabilidade. O que ele descreve como um ano e meio de uso é exatamente a duração que mais se associa a não recuperação do eixo. Ele estaria trocando alguns quilos de músculo permanente por uma chance concreta de reposição hormonal vitalícia. Vale acrescentar que limite genético não é uma parede, é uma curva que vai ficando cada vez mais lenta, e a maioria das pessoas que se declara no limite ainda tem anos de progresso disponível em técnica, volume e alimentação.

Duas correções pontuais no que o Locemar respondeu, que não mudam a conclusão dele. Esteroide não faz o corpo absorver melhor os nutrientes no intestino, ele aumenta a síntese proteica e reduz a degradação, que é outra coisa. E o conselho de aumentar proteína durante o uso tem limite, porque acima de cerca de dois gramas por quilo o ganho adicional é pequeno mesmo em quem está usando.

Para a leitora que perguntou como visitante e para a M.C.S_Ceci, duas coisas que ninguém disse ali de forma direta. Primeiro, ganhar dois a quatro quilos de massa em um ano, com setenta e dois quilos e um metro e setenta e um, é perfeitamente alcançável sem nada disso, com superávit calórico moderado, proteína adequada e treino progressivo, e é a rota que não cobra pedágio. Segundo, o risco em mulheres não é o mesmo dos homens. Além das alterações de colesterol e fígado, existe a virilização, e parte dela é irreversível mesmo interrompendo o uso, com destaque para o engrossamento da voz e o aumento do clitóris. Oxandrolona é frequentemente apresentada como leve, e isso é marketing, não farmacologia.

E respondendo à pergunta da ailinha sobre intervalo mínimo, a resposta honesta é que não existe intervalo estabelecido como seguro. O que existe é acompanhamento. Quem usa e quer reduzir dano precisa de exames de rotina, incluindo perfil hormonal, lipídios, hematócrito, função hepática e renal e pressão arterial, e de um médico que saiba o que está sendo usado. A pior configuração possível é usar às escondidas e descobrir o problema tarde.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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