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Qual exercício pega legal a parte superior do peitoral?

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@j i u, esse tópico virou uma discussão de nomenclatura e a sua pergunta original nunca foi respondida com dado. Dá para fechar as três coisas que ficaram abertas aqui: se dá mesmo para enfatizar a parte superior do peito, qual ângulo, e a briga do fly contra o crucifixo. E o @kilega chegou perto do fim com a resposta mais equilibrada de todas.

Primeiro, dá para priorizar a porção superior. O peitoral maior não é um músculo homogêneo. A porção clavicular, que é a de cima, tem inervação própria e fibras que correm numa direção diferente das outras, e por isso responde de forma regional ao ângulo do exercício. Isso não é teoria de revista: um estudo brasileiro de dois mil e vinte colocou pessoas para treinar oito semanas só com supino reto ou só com supino inclinado a quarenta e quatro graus, e a espessura muscular cresceu mais na região correspondente ao exercício de cada grupo.

Mas o @kilega estava certo no essencial e vale repetir a frase dele: isolar é impossível, priorizar é possível. Todo supino trabalha o peitoral inteiro. O ângulo desloca ênfase, não separa o músculo em compartimentos.

Segundo, o ângulo, que era a dúvida do @David37. O @CKIKO acertou o número. Um estudo comparou cinco inclinações de banco, zero, quinze, trinta, quarenta e cinco e sessenta graus, e a maior ativação da porção superior do peitoral apareceu aos trinta graus. E o @j i u estava certo ao dizer que quarenta e cinco pega mais ombro: acima de trinta a quarenta graus a participação do deltoide anterior sobe bastante, e a partir de sessenta o exercício virou praticamente desenvolvimento. A faixa útil é aquela em que a maior parte dos bancos de academia está entre o primeiro e o segundo furo, não no ângulo mais inclinado que existe.

Terceiro, respondendo o que ninguém respondeu ao @GANGSTA e à pergunta sobre o cross over: a ênfase muda porque muda a direção da resistência em relação às fibras. As fibras da porção superior correm de baixo para cima, então elas trabalham mais quando o movimento vai de baixo para cima. Por isso cross over com a polia baixa, terminando com as mãos na altura do peito ou acima, enfatiza a parte superior, e cross over com polia alta terminando embaixo enfatiza a parte inferior. O @CKIKO já tinha dito isso pela via da inclinação do corpo, e o mecanismo é esse.

Agora a briga do nome, que consumiu metade do tópico. O @Vigilante, o @acarrara, o @malnafoto e o @torque estavam certos.

Em inglês, dumbbell bench press é supino com halteres, e dumbbell fly é crucifixo. Fly é a família dos movimentos de abrir e fechar os braços com o cotovelo pouco flexionado, e por isso crucifixo, voador e cross over entram todos nessa família. Supino com halteres não é fly, porque nele o cotovelo flexiona e estende e o tríceps participa.

E o @malnafoto explicou a origem da confusão melhor do que qualquer um: no Brasil pegou o costume de chamar de fly um supino com halteres em que se gira o punho no fim, e daí veio a ideia de que fly seria o supino. É regionalismo de academia, não a definição do exercício. @Mvrck, o costume que você descreveu existia mesmo, mas a nomenclatura correta é a que o @acarrara apontou.

Na prática isso importa por um motivo só, e é o que resolve a sua última pergunta, @j i u: supino inclinado e crucifixo inclinado no mesmo treino faz sentido, porque um é empurrar e o outro é aduzir o braço com o cotovelo quase fixo, ou seja, o peitoral trabalha em condições diferentes. Supino inclinado com halteres e supino inclinado com barra no mesmo dia já é repetir o mesmo movimento com outra ferramenta, e isso rende menos.

E, @renatooooo, respondendo o seu treino, porque ele é o ponto mais importante da página inteira. Seis exercícios de quatro séries dá vinte e quatro séries de peito por sessão, duas vezes por semana, quase cinquenta séries semanais. Isso é muito acima do que se sustenta. A relação entre volume e crescimento tem ganho decrescente, e a maior parte do resultado está nas primeiras dez a vinte séries semanais por músculo. Depois disso você acumula fadiga e atrapalha o resto do treino, inclusive ombro e tríceps. Doze a dezesseis séries semanais de peito, divididas em dois dias, com carga subindo ao longo dos meses, rendem mais que as cinquenta. E o seu medo de desenvolver uma parte e não a outra se resolve com dois ângulos, um reto ou declinado e um inclinado, e não com seis exercícios.

Uma última, @CKIKO, com respeito porque as suas respostas foram as melhores do tópico: trocar um exercício a cada treino atrapalha. Sem repetir o mesmo movimento por algumas semanas você não tem como saber se está ficando mais forte nele, e progressão de carga é justamente o que faz o músculo crescer. Trocar a cada dois meses, como você mesmo sugeriu antes, é o intervalo bom.

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  • Mvrck ... deve ser as diferenças de regiões... É, também estava considerando essa hipótese depois que falaram que o VOADOR era chamado de FLY. Mas, como você questionou que o site era em inglês

  • TÁ COMPRIQUED A COISA. CRUCIFIXO: http://www.exrx.net/WeightExercises/Pec ... DBFly.html FLY: http://www.exrx.net/WeightExercises/Pec ... Press.html

  • tb axo q é isso msm, valeu CKIKO!

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