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Cláudio Chamini

Colaborador
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Tudo postado por Cláudio Chamini

  1. Boa atualização. O modo escuro ajuda bastante para quem lê muito conteúdo à noite ou acompanha diários longos pelo celular. Também acho importante o pessoal avisar bug com o máximo de detalhe possível: navegador, celular ou computador, print da tela e o que tentou fazer. Isso economiza muito tempo para corrigir.
  2. Agora a direção ficou bem melhor. O ponto principal é exatamente esse: você decidiu dar 6 a 7 semanas para treino, dieta, cardio e retirada do anticoncepcional mostrarem resposta antes de pensar em deca. Isso não é atraso; é inteligência. Se o corpo responde nesse período, você ganha informação. Se não responde, também ganha informação, porque aí dá para procurar o gargalo real em treino, ingestão, sono, estresse, ciclo menstrual, adesão ou até exames. A Renatinha foi muito certeira na parte dos registros. Sem peso, sem medidas e com foto em ângulo diferente, você fica refém da impressão do dia. E impressão muda muito, principalmente em mulher: retenção, ciclo, intestino, estresse e iluminação bagunçam a percepção. Eu faria assim nas próximas semanas: fotos padronizadas de frente, lado e costas; peso ao menos 2 a 3 vezes por semana para tirar média; medidas de cintura, abdômen, quadril, coxa e braço; treino anotado com carga e repetição; e um resumo simples de fome, disposição, sono e força. Com isso, dá para avaliar evolução de verdade. Sobre a assimetria da perna, mantém a lógica: começa pelo lado mais fraco, copia carga e repetições no lado forte, e não inventa volume extra demais. Assimetria se corrige com paciência e consistência, não com desespero. Minha opinião continua a mesma: por enquanto, sem deca. Primeiro deixa essa fase natural bem feita falar. Se você conseguir manter 6 a 8 semanas sérias, aí a conversa muda de achismo para análise. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  3. Boa. Se dezembro já está no radar, agora o mais importante é tratar esse intervalo como uma nova preparação, não como continuação no automático da primeira. Depois da estreia, principalmente com finalização desgastante, o risco é querer emendar tudo com pressa e chegar na próxima cansado, sem resposta metabólica e mentalmente saturado. Eu faria uma fase muito bem controlada de recuperação, estabilização do peso e correção dos pontos fracos que você percebeu no palco. O pódio mostra que o caminho está bom, mas a próxima etapa costuma exigir mais detalhe: condição, volume preservado, apresentação, poses e controle do rebote. Quem estreia bem às vezes se empolga demais; quem evolui de verdade é quem usa a primeira competição como diagnóstico. Se puder, registra aqui peso semanal, fotos nas mesmas condições, cardio, dieta geral e principais ajustes. Vai ficar um diário muito bom para acompanhar a evolução até dezembro. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  4. Exatamente, Alice. Uma coisa é se inspirar em alguém; outra é tentar virar uma cópia. Na musculação isso acontece muito. A pessoa vê um atleta, uma influencer ou alguém com um físico que admira e tenta copiar treino, dieta, pose, jeito de falar, tudo. Só que o que funciona de verdade é pegar a inspiração e traduzir para a própria realidade: rotina, genética, idade, tempo de treino, saúde, orçamento e objetivo. Ser diferente não é inventar moda o tempo todo. Às vezes é justamente ter coragem de fazer o básico bem feito por tempo suficiente, sem ficar pulando de personagem em personagem.
  5. A pergunta do Foston é importante. Marca e procedência mudam completamente a leitura do caso, principalmente com primobolan, que é uma das drogas mais falsificadas. Mas eu não olharia só a marca. O básico é confirmar: concentração em mg/mL, lote, validade, origem, se veio de farmácia/mercado formal ou underground, e quais sinais apareceram nas primeiras semanas. Se com “primo” a mulher começa muito cedo com oleosidade absurda, acne forte, rouquidão, libido fora da curva ou muita força em poucos dias, eu já fico desconfiado de outra coisa no frasco. Também vale lembrar que “1 ml” pode ser dose baixa, média ou alta dependendo da concentração. Por isso eu sempre prefiro falar em mg por semana, não em ml. Se a Maby voltar, ideal seria postar a concentração do frasco, marca, objetivo, idade, peso, tempo de treino, dieta e se já teve algum colateral nessa primeira semana. Aí dá para opinar com menos chute. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  6. Serve, sim, mas o mais importante é padronizar. Se você só consegue fotografar melhor com o cabelo molhado, tudo bem, mas faça sempre igual: mesmo local, mesma luz, cabelo molhado do mesmo jeito, risca parecida e ângulo parecido. O problema não é ser molhado ou seco; o problema é comparar uma foto molhada com outra seca, uma com luz forte e outra escura, uma com cabelo preso e outra solto. Aí vira adivinhação. Sobre a contagem: não é para contar durante 3 semanas seguidas. É contar os fios de 3 lavagens seguidas agora, tirar uma média, e repetir essa mesma estratégia mais para frente. Como você lava dia sim, dia não, pode contar as próximas 3 lavagens. Anota separadinho: lavagem 1, lavagem 2, lavagem 3, e depois faz a média. Cabelo longo e cacheado engana muito, porque junta fio no banho, no creme, no pente e parece um tufo enorme. Por isso a média é melhor do que se assustar com uma lavagem isolada. E mantém a linha principal: reduzir pressão androgênica, manter minoxidil, acompanhar com foto e exame, e não ficar trocando tudo a cada semana. Cabelo responde devagar mesmo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  7. Polyyz, primeiro ponto: você não está começando do zero. Você já provou para você mesma que consegue mudar o corpo, criar rotina e gostar de musculação. Agora o cenário é outro: duas filhas, pós-parto, amamentação, trabalho e uma recuperação de cesárea recente na história. Então a estratégia precisa ser mais inteligente, não mais agressiva. Com 1,61 m e 70 kg, dá para voltar muito bem, mas eu não colocaria déficit pesado agora. Amamentando, a prioridade é manter energia, hidratação, proteína adequada e uma dieta previsível, sem loucura. Se cortar demais, a chance de ficar exausta, beliscar mais e abandonar de novo aumenta muito. Eu começaria simples por 3 a 4 semanas: musculação 3 a 4 vezes por semana, treino bem feito e progressivo, sem volume absurdo; caminhada ou cardio leve quando a rotina permitir; proteína em todas as refeições; frutas, legumes, arroz, feijão, carnes, ovos, iogurte, aveia e comida normal. Nada de tentar compensar a pressa com estimulante, jejum sofrido ou dieta muito baixa. Um bom alvo inicial seria recuperar consistência: treinar, dormir o que for possível dentro da realidade de mãe, beber água, organizar marmitas simples e acompanhar medidas/fotos a cada 15 ou 30 dias. Peso no pós-parto oscila muito, e a balança pode enganar bastante por retenção, ciclo, sono ruim e amamentação. E sobre recomeçar: sim, dá para recomeçar quantas vezes forem necessárias. Só não trate esse recomeço como punição pelo que aconteceu na gestação. Você viveu uma gravidez, teve bebê, passou por cirurgia e está amamentando. Agora é reconstrução, não castigo. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  8. Martinez, parabéns pela iniciativa. Para treino de força, um app bom não precisa ter mil firulas; precisa registrar bem o básico e deixar a progressão muito clara. O que eu mais valorizaria numa ferramenta desse tipo: histórico fácil de consultar, comparação rápida com a última sessão, anotação de carga, repetições e percepção de esforço, além de algum alerta simples quando a pessoa está repetindo a mesma carga por semanas sem progredir. Para quem treina sério, isso vale mais do que uma interface cheia de coisa bonita que atrapalha na hora do treino. Também acho importante o app não tentar mandar em tudo. Se ele ajuda o aluno a registrar melhor e enxergar tendência, já cumpre um papel enorme. A tomada de decisão ainda precisa considerar recuperação, sono, dor, fase do treino e objetivo. Boa sorte com o projeto. Ter começado como algo para resolver uma dor sua costuma ser um bom sinal, porque geralmente nasce de uso real, não de ideia abstrata.
  9. Boa iniciativa. Ferramenta desse tipo só fica realmente boa quando o pessoal usa, testa em situações diferentes e reporta com detalhe. Para quem for apontar bug, eu reforçaria principalmente três coisas: informar exatamente quais dados colocou, dizer qual resultado apareceu e explicar por que aquilo pareceu estranho. Às vezes o problema não é nem erro de cálculo, mas uma opção pouco clara, uma unidade mal interpretada ou uma expectativa diferente do usuário. Print também ajuda muito, principalmente em celular. O que funciona perfeito no computador pode quebrar no Safari do iPhone ou em algum Android com tela menor. Quanto mais objetivo for o relato, mais fácil fica corrigir sem adivinhar.
  10. Alice, boa colocação. Só faria uma distinção importante para não parecer que estamos falando de coisas opostas. Quando eu falei em frequência alta para panturrilha, não quis dizer falha máxima, volume absurdo e destruição diária. Isso realmente pode virar só dor, fadiga e queda de performance. A lógica é usar frequência maior porque a panturrilha costuma tolerar bem estímulos mais frequentes, mas com dose controlada: algumas sessões mais pesadas, outras mais técnicas/metabólicas, e sempre observando recuperação. Se a pessoa vai treinar panturrilha até a falha real, com muita carga, amplitude completa e várias séries duras, aí concordo que precisa espaçar mais. Nesse cenário, 5 a 10 séries semanais bem feitas podem render bastante. Agora, para quem faz pouca coisa, sempre no fim do treino, cansado, sem amplitude e sem progressão, colocar mais frequência costuma ajudar porque aumenta prática, qualidade de execução e exposição ao estímulo. Sobre agachamento e leg press, eles podem contribuir, mas eu não contaria isso como trabalho principal de panturrilha para todo mundo. Depende muito da técnica, amplitude do tornozelo, antropometria e de como a pessoa executa. Para alguns, entra estímulo relevante; para outros, quase nada comparado a uma flexão plantar bem feita. Então eu resumiria assim: panturrilha não precisa ser tratada como músculo mágico, mas também não dá para fingir que ela sempre responde bem ao protocolo mínimo padrão. O melhor caminho é começar com um volume recuperável, medir evolução de carga, reps e circunferência, e ajustar. Se a performance cai e a dor fica crônica, passou do ponto. Se não há estímulo nem progressão, ficou curto demais.
  11. Batata, eu entendo perfeitamente esse cansaço. Fórum vive de troca, e quando meia dúzia segura a casa nas costas por muito tempo, uma hora pesa mesmo. Mas também acho justo reconhecer que você já deixou muito conteúdo bom aqui, principalmente por falar da prática real, de aluno real, lesão real, progressão real e treino feito por anos, não por moda de internet. Sobre você, eu manteria exatamente a linha que comentei antes: o shape e a força voltam rápido para quem tem base, mas tendão não respeita pressa. Você segurar o terra em 170 kg enquanto termina de ficar 100% não é falta de coragem, é maturidade. A pior coisa agora seria transformar uma recuperação boa em uma lesão arrastada por querer provar algo que você já provou faz tempo. E esse projeto de centro de fisioterapia com musculação tem muita coerência com o público que você atende. Gente acima dos 50, com artrose, coluna, joelho e medo de treinar pesado, precisa justamente de ambiente sério, progressão bem feita e alguém que saiba separar treino forte de treino irresponsável. Se você colocar energia nisso, vai ajudar muita gente presencialmente. Loirita também tocou num ponto real. Fórum perdeu espaço para rede social e IA, mas ainda tem uma vantagem enorme: histórico organizado, discussão longa e gente acompanhando evolução de verdade. Instagram mostra recorte. Fórum mostra processo. Por isso, mesmo que o ritmo mude, vale deixar esse diário vivo nem que seja com atualizações mais espaçadas. E pode ficar tranquilo que eu não vou sofrer sozinho, não. O peso a gente vai dividindo com quem continuar por aqui. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.
  12. Pode ser um exercício só, mas depende do pacote inteiro: qual exercício foi escolhido, quantas séries, quão perto da falha você chega e como isso se encaixa no resto da semana. Se o treino colocou, por exemplo, supino inclinado com várias séries bem feitas, perto da falha, ele já pega peito, deltoide anterior e tríceps. Nesse caso, não é obrigatório colocar mais três variações de peito só para “sentir que treinou”. O problema é quando a pessoa faz um exercício só, mas com pouca intensidade, pouca progressão e termina com muita repetição sobrando. Aí realmente fica pouco. Para você, que quer definição e preservar massa, eu não ficaria obcecado por volume alto. Eu faria o básico bem controlado: 1 a 2 exercícios principais por grupamento no dia, séries honestas, carga ou repetição subindo quando possível, e cardio leve entrando como ferramenta de gasto. Seu treino de perna com agacho, extensora e stiff é enxuto, mas pode funcionar se estiver bem feito. Se eu fosse acrescentar algo, pensaria em flexora ou leg press, dependendo do que você sente faltar e da recuperação. Sobre peito/tríceps/abdômen em 45 minutos, um modelo minimalista pode funcionar, mas eu avaliaria pela resposta prática: você consegue progredir carga? sente o músculo alvo trabalhar? recupera bem? a média do peso cai devagar? Se sim, está bom. Se não progride nada e sai do treino achando que fez aquecimento, aí precisa ajustar. E mantém a cabeça no ponto principal: essa região baixa do abdômen vai exigir paciência. Não precisa desmontar o treino inteiro por causa dela.
  13. Stifmoss, primeiro ponto: voltar depois de dois anos e retomar de março para cá já é uma vitória grande. O erro agora seria tentar compensar esse tempo com pressa demais. Baixar de 36% para menos de 30% em um mês é uma meta agressiva. Pode até cair número de bioimpedância, mas parte disso pode ser água, glicogênio e variação da medição. Eu olharia mais para tendência: peso médio semanal, cintura, fotos, roupa vestindo melhor e carga no treino. Se esses marcadores melhoram, você está no caminho certo. Treinar 2 horas de segunda a sábado, caminhar 10 km por dia e ainda fazer cardio pode virar volume demais para pouca recuperação. Para emagrecer bem, você não precisa morar na academia. Precisa de treino de força eficiente, déficit calórico sustentável e rotina que consiga repetir por meses. Eu preferiria musculação de 60 a 75 minutos, bem feita, com progressão de carga, e manter as caminhadas como seu cardio principal. Sobre orlistate e ioimbina: eles não são base do processo. Orlistate pode atrapalhar absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis se usado sem critério. Ioimbina pode mexer com ansiedade, pressão, frequência cardíaca e sono. Se você já passou por problemas pessoais e psicológicos, eu teria ainda mais cuidado com estimulantes. Não usaria isso para mascarar dieta ruim ou cansaço. O foco para as próximas 4 semanas seria simples: dieta registrada, proteína alta, legumes/salada todos os dias, água, sono no melhor possível e treino anotado. Não precisa buscar perfeição. Precisa provar consistência. Seu objetivo não é sobreviver a um mês de sofrimento; é montar uma rotina que te tire dos 111 kg sem quebrar sua cabeça no caminho. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  14. Pokoyô, seu raciocínio faz sentido em um ponto: cada pessoa tem um limite calórico em que começa a perder peso, e esse limite muda com idade, massa magra, NEAT, treino, sono e rotina. Isso é verdade. O cuidado é não transformar esse número de 1200 kcal em uma prisão fixa. Se 1200 kcal é o que faz o peso cair nos dias sem treino, beleza, mas eu usaria isso como ferramenta pontual, não como identidade da dieta. O risco, principalmente natural e com idade avançando, é emagrecer junto com músculo. A balança até desce, mas o físico fica menor, mais murcho e com menos força. A ideia de aumentar proteína nos dias sem treino é provavelmente o ajuste mais importante. Mesmo que você mantenha caloria baixa nesses dias, eu tentaria fazer a proteína caber. Se precisar sacrificar algo, sacrifica um pouco de carbo ou gordura nesses dias, mas não deixa proteína despencar. O músculo não sabe que hoje é “dia sem treino”; ele ainda está se recuperando do treino anterior. Sobre aeróbico, não precisa ser esteira chata de 30 minutos se você odeia. Pode ser NEAT: caminhar mais dentro da rotina, escada, tarefas, pausas ativas, ou esses polichinelos, desde que joelho, tornozelo e coluna tolerem bem. Só cuidado para não transformar 500 polichinelos em mais uma obrigação que machuca ou desgasta. Se for usar, progride aos poucos. E gostei da troca para séries de 10 repetições. Para longevidade, articulação e estética, é bem mais sustentável do que ficar caçando carga máxima. Só mantém a série honesta: não precisa falhar, mas também não pode terminar com 8 repetições sobrando. O marcador principal vai ser simples: cintura descendo devagar, força pelo menos preservada e aparência muscular não murchando. Se esses três andam juntos, você acertou a mão.
  15. Ficou bem melhor. Agora já tem uma estrutura que dá para seguir sem virar punição. Na dieta, eu só faria alguns ajustes finos. A base está boa: proteína em todas as refeições, carboidrato controlado, salada/legumes e água. Não precisa transformar 3,6 litros em obrigação militar logo de cara. Se você já está conseguindo 3 litros e se sente bem, ótimo. Vai subindo conforme sede, rotina e orientação médica. Pelo seu histórico de trombose, hidratação é importante, mas exagerar forçada também não precisa. Como você não está amamentando, fica mais fácil conduzir déficit calórico, mas ainda assim o pós-parto pesa muito: sono, humor, ansiedade, rotina com bebê e depressão pós-parto. Então eu manteria a dieta simples por 2 a 3 semanas antes de mexer. Se o peso médio começar a cair e a cintura reduzir, não muda nada. O treino de 4 dias ficou mais coerente que o anterior. Só não precisa transformar todos os exercícios em guerra. Treine bem, perto da falha, mas com técnica e sem sair destruída. O objetivo agora é criar rotina sustentável, não provar resistência. Se em alguma semana o bebê não deixa dormir, reduz volume, faz 3 treinos e segue a vida. Não perdeu o processo por isso. Sobre cardio, para o seu momento eu prefiro caminhada/esteira controlada, 20 a 30 minutos, do que HIIT agressivo. HIIT pode ser útil em alguns contextos, mas com pós-parto recente, histórico de trombose cerebral, depressão e retorno recente à academia, eu não colocaria intensidade alta como prioridade. Primeiro consistência, segurança e melhora gradual do condicionamento. E o ponto mais importante: você já começou a sair do lugar. Não espere estar com o corpo que quer para tirar foto com seu filho ou viver a maternidade. O processo vai melhorar seu corpo, mas ele também precisa melhorar sua cabeça, não virar mais uma cobrança. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  16. Agora já dá para enxergar melhor onde pode estar o platô. A dieta não parece ruim, mas ainda está difícil avaliar porque você colocou “120 g de carboidrato” sem deixar claro se é alimento pronto, cru, arroz cozido, batata, aipim etc. Isso muda muito. Se forem 120 g de arroz cozido, por exemplo, é uma coisa; se for 120 g de carboidrato líquido, é outra completamente diferente. O primeiro ajuste seria pesar e registrar tudo como alimento pronto ou cru, sempre do mesmo jeito, e calcular proteína, carboidrato, gordura e calorias totais por pelo menos 7 dias. Proteína provavelmente está em uma faixa boa, desde que essas porções de carne estejam pesadas prontas de forma consistente. Para recomposição, algo perto de 145 a 155 g de proteína por dia está suficiente para você. O que vai decidir o resultado é se suas calorias estão em manutenção, leve superávit ou déficit sem você perceber. No treino, vejo volume alto de inferiores. Segunda é muito glúteo, quarta posterior e sábado quadríceps/perna completa, ainda com cardio e agora boxe terça e quinta cedo. Não é errado treinar inferiores 3 vezes, mas com esse volume todo pode ficar difícil progredir carga e recuperar. Se o objetivo é ganho seco, eu prefiro menos exercícios por sessão, mais qualidade e progressão anotada. Eu ajustaria assim: mantém 2 dias fortes de inferiores e 1 dia mais complementar, em vez de tentar destruir perna/glúteo três vezes. Por exemplo, um dia de quadríceps + glúteo, um dia de posterior + glúteo, e um terceiro mais leve/técnico com unilateral, abdutora, panturrilha e acabamento. Se boxe entrou de volta, cuidado para não transformar sua semana em gasto calórico demais para pouca recuperação. Também tiraria a ideia de que todo treino precisa chegar perto da falha em tudo. Chegar perto da falha nos exercícios principais é ótimo, mas se todas as séries de todos os exercícios viram guerra, o rendimento cai e a recuperação cobra. Escolha os exercícios que vão ser seus marcadores: agachamento/smith, leg, elevação pélvica, flexora/stiff e algum unilateral. Anote carga e repetições. Se esses sobem ao longo das semanas, você está evoluindo. No seu caso eu não faria bulking agressivo. Faria 3 a 4 semanas com dieta bem registrada, cintura, peso médio, fotos e cargas. Se peso e cintura ficam iguais, mas carga sobe e visual melhora, perfeito. Se tudo trava, sobe um pouco carboidrato nos dias de inferiores. Pequeno ajuste, não mudança brusca.
  17. Boa atualização. O principal ponto positivo é você relatar que está seguindo treino, cardio e dieta com consistência. Para esse tipo de fase, isso vale mais do que ficar trocando tudo a cada semana. Só manteria atenção em duas coisas. Primeiro, a refeição livre no sábado precisa continuar sendo refeição livre, não dia livre. Se ela entra controlada e no domingo você volta normal, beleza. Se vira porta para belisco, doce, bebida e retenção até terça-feira, aí começa a atrapalhar a leitura do físico. Segundo, cuidado para não ignorar lombar e resfriado só para “não falhar” treino de inferiores. Uma semana ruim por gripe ou dor não destrói evolução nenhuma. O que complica é insistir pesado com lombar reclamando e transformar um desconforto em lesão. Voltou a melhorar, retoma progressivo, sem querer pagar tudo numa sessão. Sobre nandrolona e hemogenin, mantenho a mesma linha: isso não pode virar muleta longa. Hemogenin em mulher exige atenção grande a colaterais, retenção, pressão, lipídios, fígado e sinais de virilização. Se o shape está respondendo com dieta, treino e cardio bem feitos, não tem por que empurrar agressividade além do necessário. No geral, segue firme. A direção está boa; agora é controlar execução e não deixar fim de semana, lombar ou excesso de empolgação bagunçarem a leitura. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  18. Se você está com percentual baixo, isso explica parte da dificuldade. O subcutâneo fica mais fino, o espaço para o óleo se acomodar é menor e 0,5 ml pode formar depósito com mais facilidade. Testar 0,3 ml por ponto já é mais razoável; se ainda formar nódulo, eu reduziria mais ou mudaria a via. Intramuscular rasa costuma ser uma alternativa melhor para quem quer evitar volumes grandes no subcutâneo, mas depende do local, da sua composição corporal e da agulha. Em deltoide e vasto lateral, muita gente com BF baixo consegue fazer aplicação mais superficial com agulha menor, mas precisa ter noção real de anatomia, assepsia e profundidade. Barriga e flanco são fáceis de acessar, mas nem sempre são os melhores lugares para óleo. Glúteo tende a tolerar melhor óleo, mas também é um local em que a pessoa pode errar ângulo e ponto anatômico se estiver aplicando sozinha. Se sua mão esquerda não é firme, eu não insistiria em manobras difíceis só para manter autoaplicação em qualquer spot. Melhor escolher poucos locais seguros e repetir com espaçamento adequado do que sair testando peitoral, pontos exóticos e vídeo de internet. Sobre aspirar: essa prática ficou menos enfatizada em muitas aplicações modernas, mas em autoaplicação de hormônio oleoso eu ainda gosto da ideia de ter cautela, principalmente quando a pessoa não tem experiência e está usando locais menos tradicionais. Mais importante do que discutir aspiração isoladamente é acertar local, profundidade, assepsia, estabilidade da mão e não aplicar em área irritada. Eu faria na ordem: reduzir volume por ponto, evitar reaplicar em região endurecida, testar local que tolere melhor óleo, e só depois pensar em trocar marca/éster. Se aparecer vermelhidão progressiva, calor, dor pulsátil, febre, secreção ou aumento do nódulo com os dias, para de tratar como reação comum e procura avaliação presencial. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  19. Bruninho, do jeito que você descreveu, eu começaria pelo básico antes de procurar explicação sofisticada. Cerveja a ponto de dormir bêbado, pizza todo dia e náusea diária já são três sinais de que o corpo está reclamando da rotina. Pode ser álcool, pode ser excesso de gordura/lactose da pizza, pode ser refluxo, gastrite, intestino irritado, hemorroida/fissura no caso da dor anal, ou uma mistura de tudo isso. Mas não dá para normalizar náusea diária. Eu faria um teste simples por 10 a 14 dias: zera álcool, tira pizza diária, coloca comida de verdade, água, fibra e sono minimamente decente. Se melhorar muito, você achou boa parte do problema. Se náusea, dor ou sangramento persistirem, aí não é assunto para empurrar com piada: precisa avaliar com médico. Treino e shape nenhum evoluem direito com o corpo inflamado, dormindo mal, bebendo demais e com digestão ruim. Primeiro arruma a base.
  20. Para 8 meses de treino, 9 kg ganhos e ainda fazendo Muay Thai 3 vezes por semana, eu olharia menos para “qual divisão é mais avançada” e mais para recuperação, progressão e comida. O seu treino não está absurdo, mas está cheio demais para o contexto. PPL + upper/lower, 6 dias de musculação, luta 3 vezes na semana e corrida de 10 km quinzenal é bastante coisa para alguém natural querendo subir de 68 para 75 kg. Dá para evoluir assim? Dá. Mas a margem de erro fica pequena. Se a carga não sobe, o peso não sobe e você vive cansado, não é falta de exercício. É excesso de estímulo para pouca recuperação. Eu simplificaria. Usaria 4 ou 5 dias de musculação, reduziria exercícios redundantes e deixaria os básicos bem feitos conduzirem o processo: supino ou máquina boa, remada, puxada, desenvolvimento, agachamento/leg, flexora, algum padrão de hinge como stiff ou terra romeno, e panturrilha. Elevação frontal, excesso de crucifixo, braço demais e variações repetidas podem sair sem dó se estiverem atrapalhando a progressão. E sobre pensar em ciclo no futuro: não usaria esteroide para compensar treino bagunçado, dieta insuficiente ou falta de recuperação. Primeiro prova que você consegue subir carga, comer o suficiente e recuperar bem por alguns meses. Se com 68 kg, 27 anos e 1,72 m a balança não anda, o problema mais provável ainda é ingestão calórica e organização do treino, não falta de hormônio. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  21. Treino antagônico pode funcionar bem, sim. Peito/costas, bíceps/tríceps e combinações parecidas podem dar uma sensação muito boa de pump, densidade e rendimento, principalmente quando a pessoa gosta desse estilo e consegue treinar pesado sem perder execução. O ponto não é condenar a divisão antagônica. O ponto é que ela precisa ter lógica. Se o treino mexe com músculos grandes, precisa controlar volume, ordem dos exercícios, progressão de carga e recuperação. Senão vira só uma sessão pesada e cansativa, mas sem direção clara. Sentir que está evoluindo é um dado importante, mas eu ainda olharia para números: cargas subindo, repetições subindo, medidas, fotos, dor articular, sono e recuperação. Se tudo isso melhora, ótimo. Se só existe a sensação de “botar pra foder”, mas a carga não progride e o corpo vive moído, aí já não é tão bom quanto parece.
  22. É exatamente essa a virada de chave. Abdômen marcado é legal, mas se a pessoa fica presa demais nele, começa a sacrificar perna, glúteo, rendimento, humor e até a relação com comida. No teu caso, o caminho agora é sustentar esse físico seco sem continuar cavando déficit. Aumentar comida e reduzir um pouco o cardio foi uma boa direção. Agora precisa observar com calma: peso médio, cintura, fotos, força no treino e principalmente recuperação. Se a barriga continua controlada e o treino começa a render melhor, é sinal de que você está dando condição para construir, não apenas sobreviver seca. E sobre comer algo fora do planejado sem culpa, isso também é evolução. O ponto é não transformar exceção em descontrole, mas também não transformar comida em punição. Para o teu objetivo atual, consistência inteligente vai fazer mais pelo glúteo e pela perna do que rigidez extrema.
  23. Perfeito. Segue nessa linha por algumas semanas sem ficar mexendo toda hora, porque agora o mais importante é gerar dado confiável. Mantém as 2800 kcal, acompanha peso médio, cintura, fotos e rendimento no treino. Se o visual continuar melhorando com o peso estável, está funcionando. Se travar de verdade por 2 ou 3 semanas, aí faz um ajuste pequeno, não uma mudança brusca. A ideia agora é deixar o processo trabalhar.
  24. Excelente decisão em reduzir a bagunça e ajustar melhor treino e dieta. Depois de um acidente desse porte, o maior mérito agora é voltar com critério, sem tentar acelerar tudo na base de mais droga ou mais sofrimento no treino. Com fêmur, joelho, ombro, punho, tornozelo e ainda uma lesão neurológica no histórico, o ritmo precisa ser ditado por recuperação, dor, estabilidade articular, controle motor e exames. O shape dá para reconstruir com o tempo. Já uma articulação ou uma recuperação neurológica mal conduzida pode cobrar caro por muito mais tempo. Então eu manteria exatamente essa linha mais conservadora: protocolo enxuto, pressão controlada, hematócrito/lipídios/glicemia acompanhados, dieta mais limpa e treino medido por progressão real, não por exaustão. Nessa fase, consistência e prudência valem mais do que agressividade. Boa recuperação. Pelo seu relato, você já tomou a decisão mais importante, que foi parar de tentar compensar tudo com mais produto. As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas como início das suas pesquisas.
  25. Nos anos 1990, o fisiculturismo profissional entrou em uma fase de volume muscular extremo. Dorian Yates virou o símbolo maior dessa virada, e atletas que dividiram palco com ele ajudam a entender uma parte menos glamourosa da história: o uso de esteroides era real, mas não tinha o mesmo desenho caótico, volumoso e permanente que aparece em muitos relatos modernos de academia. No material "JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !", do canal Cortes - Monster Cast, Johann Schatz descreve uma época em que os atletas falavam menos em combinações infinitas e mais em alguns produtos considerados básicos, muitos deles comprados em farmácias europeias ou trazidos de países vizinhos. O ponto mais importante não é copiar a prática. É perceber como uma experiência histórica virou, nas mãos de muita gente, uma justificativa ruim para abuso atual. A farmácia como retrato de uma épocaO relato começa com uma diferença cultural forte. Em vez de laboratórios clandestinos, marcas obscuras e listas enormes de compostos, a memória apresentada por Schatz passa por farmácias, viagens entre países e produtos que circulavam de maneira mais previsível dentro daquele contexto. A logística era literalmente rodoviária. A testosterona ele comprava em farmácia na própria Áustria, sem dificuldade. A deca vinha da Grécia, e ele descia de carro para buscar. O dianabol vinha da Hungria, também de carro, com a caixa na mala na volta. Ele resume o arranjo como outros tempos, e é exatamente esse acesso balcão que explica a confiança dele na procedência. Entre os nomes citados aparecem testosterona, primobolan, deca, stanozolol, dianabol e parabolan. A lista mostra uma realidade conhecida do fisiculturismo profissional antigo: os recursos hormonais faziam parte do cenário. Ao mesmo tempo, a fala também desmonta a fantasia de que todo físico extremo nasceu apenas de quantidades absurdas e combinações sem fim. Schatz é específico sobre a estrutura. Segundo ele, eram 4 produtos considerados os melhores, e a base injetável semanal era 1 ampola de testosterona de 250 mg, 1 de deca de 200 mg e 1 de primobolan de 200 mg, o que fecha 650 mg por semana. Por cima disso entrava dianabol em comprimido, 15 mg por dia divididos em 3 comprimidos, usado na fase de treino. O stanozolol ficava reservado para a proximidade do campeonato. O teto que ele declara é o dado mais citável do relato: afirma nunca ter passado de 1 grama por semana em toda a carreira. Perto da competição trocava o éster longo por uma testosterona de 25 mg, o propionato, justamente para reter menos água, algo que hoje seria feito com propionato ou blends de éster curto. A comparação com o presente é inevitável. Hoje, muitos praticantes amadores falam em múltiplas drogas, aplicações frequentes, peptídeos, insulina, hormônio do crescimento, estimulantes e ajustes feitos por tentativa e erro. A complexidade aumentou, mas isso não significa que a inteligência do processo aumentou junto. Poucos produtos não significam pouco riscoExiste uma armadilha em romantizar a velha escola. Quando um atleta antigo relata um conjunto menor de substâncias, muita gente escuta apenas a parte conveniente: "era simples". O problema é que simples não quer dizer seguro. Esteroides anabolizantes podem alterar pressão arterial, perfil lipídico, função hepática, fertilidade, eixo hormonal, pele, humor, sono e saúde cardiovascular. A revisão de Bond, Smit e de Ronde resume bem esse ponto: os efeitos anabólicos existem, mas os riscos dependem de dose, tempo de uso, tipo de composto, via de administração, histórico individual e acompanhamento. O erro moderno é transformar o passado em permissão. Se um atleta profissional usou determinado recurso em uma época específica, isso não vira recomendação para um praticante comum. Contexto competitivo, genética, seleção natural do esporte, acesso médico e tolerância individual mudam totalmente a leitura. A frase mais perigosa: "naquela época era mais puro"Schatz sugere que os produtos daquela fase tinham qualidade mais previsível. Esse é um ponto historicamente compreensível, porque parte do acesso relatado vinha de farmácia ou de produtos conhecidos em determinados países. Mas essa lembrança não deve virar saudosismo químico. A frase dele é direta: era coisa muito pura, tudo de qualidade, porque saía de farmácia. Faz sentido dentro do contexto europeu dos anos 1980 e 1990, quando esses medicamentos ainda tinham circulação farmacêutica normal em vários países. O que não se transfere é a conclusão. Mesmo quando a procedência é melhor, a substância continua tendo efeito biológico forte. Uma testosterona farmacêutica não deixa de suprimir o eixo hormonal por ser farmacêutica. Uma nandrolona de qualidade não deixa de carregar risco cardiovascular, sexual, psicológico e reprodutivo por ter boa procedência. Pureza reduz um tipo de incerteza, mas não elimina o impacto do abuso. No mercado atual, o problema fica ainda pior. Além dos efeitos próprios das drogas, entram falsificação, subdosagem, contaminação, mistura de compostos e rotulagem enganosa. O praticante acha que está repetindo um passado lendário, mas muitas vezes está usando um produto sem identidade confiável. O detalhe que separa relato histórico de manualSchatz fala em quantidades que, segundo ele, ficavam abaixo do que muita gente imagina para atletas daquele nível. Esse ponto precisa ser interpretado com cuidado. A informação tem valor histórico, não prescritivo. O corpo dele, a carreira dele, a época dele e o ambiente competitivo dele não são transferíveis. O mesmo vale para qualquer comparação com Dorian Yates. O fato de dois atletas dividirem palco não significa que o leitor possa olhar para um relato e deduzir uma fórmula universal. Fisiculturismo profissional sempre foi um esporte de exceções. O público vê quem sobreviveu, venceu ou ficou famoso. Não vê todos os corpos que quebraram no caminho, todos os atletas que perderam saúde, todos os que não responderam bem e todos os que nunca chegaram perto do palco grande mesmo assumindo riscos enormes. Dianabol, força e antidopingUm trecho importante envolve o uso de dianabol para força e a ideia de escolher substâncias que saíssem mais rápido do organismo em contextos com antidoping. Esse tipo de relato mostra como a lógica competitiva influenciava decisões. O relato tem nome e público. Schatz conta que os strongmen daquela época usavam dianabol precisamente porque as competições já tinham antidoping, e eles precisavam de algo que desse força sem ficar muito tempo no corpo. Ele afirma que o composto saía em 12 horas, e que era esse conhecimento empírico, testado no próprio grupo, que permitia competir em federação com controle. Vale a ressalva técnica, porque o número não se sustenta hoje. A meia-vida curta da metandienona não equivale à janela de detecção: metabólitos do composto são identificáveis por semanas nos métodos atuais. O que era estratégia possível em 1994 é caminho para punição em 2026. O problema é que essa lógica não combina com saúde. Escolher uma droga porque ela melhora força ou porque teria uma janela de detecção diferente não torna a escolha inteligente para o corpo. Apenas mostra que o objetivo competitivo pode empurrar o atleta para decisões orientadas por resultado, não por segurança. Para o leitor comum, a lição é oposta à curiosidade maromba. A pergunta não deve ser qual substância era usada para "funcionar". A pergunta deveria ser por que uma pessoa sem carreira profissional, sem palco de elite e sem equipe médica tentaria imitar uma lógica criada para competição de alto risco. Trembolona: de coringa antigo a abuso modernoA parte mais forte do relato aparece quando entra o parabolan, uma forma histórica associada à trembolona. Schatz descreve um uso limitado em fase final e critica o que vê hoje: gente usando trembolona com frequência alta, sem tolerância psicológica e sem entender o custo. Os números do parabolan também estão lá. Cada ampola tinha 76 mg de trembolona hexa-hidrobenzilcarbonato, e ele usava no máximo 2 por semana. Como o produto só existia na França, comprava uma caixa de 10 ampolas, o que dava exatamente 5 semanas de uso. Eram as últimas 5 semanas antes do campeonato, e ponto final. A comparação que ele mesmo faz com o presente é grosseira de propósito. Ao ouvir que hoje há quem use trembolona todos os dias, ele chama esses usuários de idiotas e liga o ponto direto ao que vê depois: o sujeito bate na mulher, bate nos filhos, vive brigando. Não é uma tese de literatura, é observação de quem atravessou a época, e coincide com o que a pesquisa sobre agressividade vem apontando. Aqui a matéria precisa ser direta. Trembolona tem fama de potente, mas potência não é virtude isolada. Em relatos de usuários, ela aparece associada a piora de sono, irritabilidade, ansiedade, sudorese, queda de apetite, alteração de humor e comportamento mais explosivo. A literatura sobre esteroides anabolizantes, de forma geral, também relaciona a exposição a mudanças comportamentais e aumento de agressividade em determinados contextos. Quando alguém começa a normalizar insônia, raiva, paranoia, conflitos familiares e instabilidade emocional como "parte do processo", o fisiculturismo deixa de ser disciplina e vira desorganização química. O corpo pode até parecer mais duro por um tempo, mas a vida ao redor começa a perder forma. Uso contínuo e a lógica do atleta profissionalOutro ponto delicado é a defesa de manter uma base contínua em vez de fazer ciclos e parar completamente. A justificativa apresentada é simples: parar faria perder peso, força e aparência, depois seria necessário reconstruir tudo novamente. A conta dele é explícita. Schatz diz que chegou no máximo a 98 kg e nunca conseguiu ultrapassar os 100 kg. Se parasse, perderia uns 10 kg e depois teria que subir de novo até o mesmo teto que já sabia ser intransponível, então concluiu que não fazia sentido parar. Ele afirma nunca ter interrompido o uso, e defende essa posição até hoje: tomar o ano inteiro, sempre um pouco. A condição que ele coloca é o exame. Se o sangue está certo, ele mantém a base baixa. Se aparece alteração, descansa. E ele próprio traça a fronteira: isso só funciona com dosagem baixa, porque com dosagem alta parar é obrigatório, já que o corpo não aguenta. Como prova pessoal de que o eixo dele resistiu, cita ter engravidado a mulher mesmo sem nunca ter feito uma pausa. Essa lógica pode fazer sentido dentro da mentalidade de um atleta profissional que assume o esporte como vida. Mas ela é perigosa quando chega ao praticante recreativo. Uso contínuo significa supressão hormonal prolongada, possível dificuldade de recuperação, impacto reprodutivo e necessidade de monitoramento real. El Osta e colaboradores revisam como o abuso de esteroides pode afetar fertilidade masculina por supressão do eixo hormonal e prejuízo da espermatogênese. A recuperação pode ocorrer, mas não é garantida no mesmo prazo para todos. Quanto mais longo, intenso e combinado for o uso, maior a chance de o retorno ser complicado. Para mulheres, a conversa é ainda mais sensível. A fala menciona atletas femininas e menstruação, mas esse tema exige cautela médica. Virilização, alteração de voz, acne, queda de cabelo, mudanças menstruais e efeitos psicológicos podem ser difíceis ou impossíveis de reverter dependendo do caso. O argumento que ele apresenta é justamente o mais problemático de todos. Falando de atleta profissional, Schatz sustenta que não adianta suspender o primobolan de uma mulher que já parou de menstruar, porque a menstruação não voltaria de qualquer forma, e a suspensão só traria queda de força, frustração e depressão. Ele descreve a cena da atleta que treinava com 25 kg e cai para 18 kg ou 15 kg. É preciso dizer com todas as letras que esse raciocínio não se sustenta como orientação. Amenorreia induzida por androgênio pode ser reversível em parte dos casos, e tratar a irreversibilidade como certeza serve para justificar a continuidade do uso. Perder carga no treino é um custo trivial diante de virilização permanente, e qualquer decisão desse tipo pertence a acompanhamento médico, não a um relato de vestiário. Por que Johann Schatz virou referência no BrasilA parte histórica brasileira também importa. Schatz lembra que, ao chegar ao Brasil, havia poucos atletas profissionais em evidência no país. Ele se via como alguém acessível, "normal" no convívio, capaz de mostrar que um atleta daqui também poderia mirar o mundo. O quadro que ele descreve tem nomes e contagem. Quando chegou, existiam cerca de 5 atletas brasileiros em evidência, entre eles Wilson Santos, Serafim e Hugo Faria, com Luiz Otávio já morando nos Estados Unidos. Schatz era o único profissional vivendo no Brasil, e diz que o efeito prático era simples: se aquele sujeito acessível e humilde tinha chegado ao Mundial e ao Olympia, os brasileiros também poderiam chegar. Essa presença teve efeito simbólico. Quando um profissional que já esteve ao lado de nomes gigantes aparece treinando, convivendo e falando com atletas locais, a distância entre sonho e realidade diminui. O fisiculturismo brasileiro dos anos 1990 e 2000 cresceu muito também por figuras que serviram de ponte entre o palco internacional e a academia comum. Os pesos ajudam a dimensionar o palco daquela era. Schatz venceu o Mundial pesando 80 kg, em federação com antidoping, o que o obrigou a parar completamente e a ser testado, e ele faz questão de dizer que na final estava natural. Depois disso subiu de 80 kg para 88 kg, e o maior peso de palco da carreira foi 90 kg, um ano após o Mundial. Isso foi em 1994. Perguntado sobre Dorian Yates, ele chuta algo entre 114 kg e 115 kg de palco, quase 25 kg acima. Essa é uma das partes mais valiosas do relato: a influência não veio apenas do corpo. Veio da convivência, da humildade, da disponibilidade e do exemplo de que um atleta de alto nível ainda podia ser alguém próximo. O preço físico da carreiraA história não termina apenas em massa muscular. Schatz relata lesões graves, incluindo rompimento de tríceps, cirurgia mal conduzida, perda de simetria, problemas de ombro e prótese de quadril. Esse lado costuma aparecer menos nas conversas sobre protocolos, mas talvez seja o mais honesto. A sequência é específica e vale ser contada inteira. Depois do Olympia ele ainda fez um Grand Prix na Alemanha, o segundo campeonato como profissional, veio para o Brasil e queria continuar competindo. Rompeu o tríceps empurrando uma máquina na academia, com o pino retirado para aumentar a carga, um detalhe que ele diz lembrar até hoje. O desastre veio depois. O dono da academia indicou um médico que era especialista em joelho e nunca tinha operado um tríceps na vida. Segundo Schatz, o cirurgião arrancou o tríceps fora, e quando ele tirou o gesso e perguntou o que tinha acontecido, ouviu que a culpa era dos anos de hormônio, que teria sido preciso cortar o tecido. Ele rejeita a explicação por inteiro. A simetria acabou e a carreira competitiva junto. Ele continuou treinando com Pinduca na academia Fórmula, e é de Pinduca a frase de que Schatz foi o homem mais forte que ele já viu treinar leg press, muita carga com muitas repetições. O preço dessa conta aparece no corpo de hoje: uma prótese no quadril. Perto dos 60 anos, ele diz que competiria de novo se pudesse. Físicos extremos exigem treino extremo, cargas altas, anos de repetição e decisões que acumulam custo. A lesão não precisa ser causada diretamente por esteroide para fazer parte da conta. Mais força, mais volume muscular, mais expectativa competitiva e mais pressão por performance mudam a relação com o risco. O glamour do palco dura minutos. A articulação, o tendão e a coluna continuam com o atleta depois que a luz apaga. A velha escola também deixou essa lição. O erro de copiar sobreviventesQuando alguém olha para Johann Schatz, Dorian Yates ou qualquer atleta da era mass monster, é fácil cair no viés do sobrevivente. O público enxerga quem chegou ao topo, quem manteve história e quem ainda tem nome. Isso cria a falsa impressão de que o caminho é reproduzível. Mas os campeões são exceções biológicas e psicológicas. Eles combinam genética rara, resposta ao treino, tolerância a dieta, estrutura mental, ambiente competitivo, acesso a informação e, muitas vezes, capacidade incomum de suportar efeitos adversos. Copiar apenas a parte farmacológica é pegar o pedaço mais arriscado e ignorar todo o resto. A revisão de Chegeni e colaboradores sobre administração de esteroides e agressividade reforça que efeitos comportamentais não podem ser tratados como folclore de academia. Existem sinais suficientes para levar mudanças de humor, irritabilidade e agressividade a sério, especialmente quando o uso sai do controle. O que fica da era Mass MonstersA era mass monsters ensinou que o fisiculturismo profissional pode empurrar o corpo humano para extremos quase inacreditáveis. Também ensinou que esses extremos cobram caro. Dorian Yates virou ícone porque juntou massa, densidade, condicionamento e uma mentalidade brutal. Johann Schatz aparece nessa história como uma testemunha direta de uma fase em que os corpos cresciam, os métodos mudavam e o Brasil começava a olhar para o palco mundial com outra ambição. O problema é transformar essa memória em fetiche de protocolo. A conversa correta não é "o que eles usavam?". A conversa correta é: que preço esse ambiente cobrava, que tipo de atleta conseguia sobreviver ali e por que isso não deve virar cartilha para gente comum. ConclusãoO relato de Johann Schatz é valioso porque abre uma janela para a velha escola sem maquiagem. Havia esteroides, havia farmácia, havia viagens, havia produtos clássicos e havia uma lógica competitiva própria. Mas também havia lesões, risco, experimentação, perda de saúde e uma seleção brutal de quem conseguia continuar. Para o leitor, a lição mais inteligente não é copiar a era mass monsters. É entender que até os relatos de uso "menor" pertencem a um universo extremo, profissional e cheio de custos. O físico lendário não veio de um segredo escondido na farmácia. Veio de genética, treino, dieta, obsessão, risco e consequências que quase nunca cabem em uma frase de academia. FAQJohann Schatz usou esteroides na carreira?Sim. No relato, ele fala abertamente sobre substâncias usadas por atletas da época. Isso deve ser entendido como contexto histórico do fisiculturismo profissional, não como recomendação. A velha escola usava menos drogas do que hoje?Em alguns relatos, sim. O próprio Schatz descreve um conjunto mais limitado de produtos e critica abusos modernos. Mesmo assim, menor complexidade não significa segurança. Produtos de farmácia eram mais seguros?Produtos de procedência farmacêutica reduzem incertezas de falsificação e contaminação, mas não eliminam riscos hormonais, cardiovasculares, reprodutivos e psicológicos do abuso. Trembolona é especialmente perigosa?Ela é tratada no meio como uma droga potente e frequentemente associada a efeitos colaterais intensos. O ponto prático é simples: potência não justifica normalizar insônia, irritabilidade, instabilidade emocional e deterioração da saúde. Dá para copiar protocolos de atletas antigos?Não. Relatos de atletas profissionais pertencem a contextos extremos, com genética rara, objetivos competitivos e riscos assumidos. Copiar a parte farmacológica sem o resto é uma decisão ruim. Quais doses Johann Schatz relata ter usado? Uma base semanal de 250 mg de testosterona, 200 mg de deca e 200 mg de primobolan, totalizando 650 mg, mais 15 mg diários de dianabol, com parabolan de 76 mg no máximo 2 vezes por semana nas 5 semanas finais de preparação. Ele afirma nunca ter passado de 1 grama semanal. O registro é histórico e não serve de referência para ninguém. Quanto Johann Schatz pesava no palco? Venceu o Mundial com 80 kg em federação com antidoping, subiu depois para 88 kg e chegou ao maior peso de palco da carreira, 90 kg, em 1994. Ele estima Dorian Yates entre 114 kg e 115 kg no mesmo período. Por que a carreira dele terminou? Por uma ruptura de tríceps em máquina seguida de uma cirurgia feita por um especialista em joelho, que segundo o próprio Schatz removeu parte do músculo. A perda de simetria inviabilizou a competição, e hoje ele usa prótese no quadril. ReferênciasCORTES - MONSTER CAST. JOHANN SCHATZ ABRE SEM FILTRO OS SEGREDOS DOS PROTOCOLOS DA ERA MASS DOS MONSTERS !. [S. l.], 7 jul. 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xXAaRP3fYXg. Acesso em: 2 ago. 2026.BOND, Peter, SMIT, Diederik L., DE RONDE, Willem. Anabolic-androgenic steroids: How do they work and what are the risks? Frontiers in Endocrinology, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9837614/. Acesso em: 12 jul. 2026.EL OSTA, Rany et al. Anabolic steroids abuse and male infertility. Basic and Clinical Andrology, 2016. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4744441/. Acesso em: 12 jul. 2026.CHEGENI, Razieh et al. Anabolic-androgenic steroid administration increases self-reported aggression in healthy males: a systematic review and meta-analysis of experimental studies. Psychopharmacology, 2021. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8233285/. Acesso em: 12 jul. 2026.

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