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Como montar uma periodização

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  • Boa noite galera!!!! Uma ferramenta importante durante a periodização é o controle de carga (sei que alguns vão falar que nutellagem... a galera old shcool não fazia isso... kkkk) mas eu acredito

  • @Fostona verdade é que se tratando de fisiculturismo não existe uma regra clara para todas as pessoas assim como podemos usar na medicina. Acredito que um bom "feeling" seja o o segredo de qualquer bo

  • Salve galera!!! Sou gafanhoto ainda no assunto mas vou deixar duas tabelas do livro que estou lendo sobre periodização do treino de força. Acho que são validas para ideias Vale lembrar que e

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Boa noite galera!!!!

Uma ferramenta importante durante a periodização é o controle de carga (sei que alguns vão falar que nutellagem... a galera old shcool não fazia isso... kkkk) mas eu acredito que usar a ciência junto com a experiência pode potencializar os resultados e prevenir lesões.

O autor disponibilizou o video por apenas 24hrs porem gostei da didática e por se tratar de um caso real facilita o entendimento.

 

  • Moderador
Em 29/01/2021 em 21:48, Logan_82 disse:

a galera old shcool não fazia isso

É o meu caso.

Eu entendo que desenvolver, recuperar, "regenerar" (como usam atualmente) não é algo previsível em planilhas. Dependendo da genética individual, da alimentação da semana, da carga de esteroides, tudo pode variar em questão de 02 a 05 dias.

Por exemplo: se estou fazendo um supino com 80kg e entro com decanoato a 300mg/semana, na outra semana estou fazendo supino com quase 120kg. Se minha alimentação estiver com menos carboidratos, eu não consigo fazer a mesma quantidade de séries que faria com o carbo alto. Enfim, dependendo do dia, eu consigo render mais ou menos no treino e não é uma tabela contando as minhas séries e repetições que vai otimizar meus resultados (como contar a repetição e o peso de quem faz dop sets "intermináveis"?), mesmo porque em alguns exercícios eu sequer conto as séries ou repetições: uso do método intuitivo (quem conhece o sistema Weider conhece o que estou falando). Eu treino minha esposa, e já coloquei ela pra fazer 12-14 séries de um agachamento rack. Ela recupera os quadríceps super rápido, sequer sente dor pós treino: é algo dela. Enfim, acredito em treinos extenuantes, sem tudo "tabelado".

Contudo, para o iniciante, reconheço que algo assim tenha alguma valia; mas para atletas - amigos meus por exemplo, que já agacharam com 300kg e fizerem tríceps na testa com 80kg - e pessoas que conhecem os limites individuais e sabem quando o excesso NAQUELE DIA será lesivo ou não, algo assim ao invés de contribuir será um confuso limitador.

Bruce Lee chamava a tentativa de organizar as artes marciais em katas e as técnicas de defesa ensaiadas com facas (do tipo, se ele fizer isso, você faz isso) de "desespero organizado", porque não se pode limitar/organizar aquilo que é fluído.

 

Em tempo: não sou contra a periodização - eu mesmo adoto e faço um grupo muscular por dia - ; eu sou contra o preciosismo.

  • Moderador
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@Fostona verdade é que se tratando de fisiculturismo não existe uma regra clara para todas as pessoas assim como podemos usar na medicina. Acredito que um bom "feeling" seja o o segredo de qualquer boa esttratégia de treinamento.

Apreendi em alguns ano de quebrar a cabeça e estudo que temos algumas diferenças entre "percepção de esforço (aquela dor do cão que sentimos quando fazemos uma super serie por exemplo) e existe a hipertrofia (que envolve aumento do tamanho do musculo bem como os cortes musculares dependendo da fase a qual nos encontramos) e que as vzs não se manifeta com dor momentanea.

A idiea de tabela é intuitivo para VENDER os cursos dele......e para um iniciante acho interessante. Fora isso acho perder tempo e tecnologia. Como vc mesmo disse.......

O @Logan_82 fez algo que achei incrivel (para o forum) que foi abordar em forma de tempo (semanas) a avaliar como foi o desempenho da pessoa com determinado ciclo de treinamento podendo estender ou não esse tempo (feeling). E aqui morava um problemão que não sabia como resolver.....passar treino para as pessoas = impossivel, porem orientar como os treinos devem ser feitos = totalmente possivel.

E essa peridodização e orientação quanto a como devem ser feito os treinos irá fechar o tripe de um bom "Shape", veja que até hj aqui no forum tinhamos uma boa dieta, acompanhando um bom empilhamento de ergogenico MAS não tinhamos uma direção correta de como orientar no treino. E agora.....com essa junção e com os seus ensinamentos (SIM vc é uma cara FODA) veremos Shapes bons ficando melhores ainda. 

No mais    acredito que quando nos fazemos sinergia em contribuições e ideias.....nos criamos sempre algo novo......nos mudamos a  otica das coisas......e com isso......as pessoas ganham de maneira individual e a ciencia ganha tbm.

Esse mesmo treinador gosta de criticar "quem copia" as coisa, mas nesse mundo......."NADA SE CRIA, NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA.

  • Moderador
Em 29/01/2021 em 21:48, Logan_82 disse:

Uma ferramenta importante durante a periodização é o controle de carga (sei que alguns vão falar que nutellagem... a galera old shcool não fazia isso... kkkk) mas eu acredito que usar a ciência junto com a experiência pode potencializar os resultados e prevenir lesões.

kkkk

A 40 anos atrás nossa periodização e controle de carga era soca peso até o saco arriar 😆

Em 31/01/2021 em 10:53, Foston disse:

É o meu caso.

Eu entendo que desenvolver, recuperar, "regenerar" (como usam atualmente) não é algo previsível em planilhas. Dependendo da genética individual, da alimentação da semana, da carga de esteroides, tudo pode variar em questão de 02 a 05 dias.

Por exemplo: se estou fazendo um supino com 80kg e entro com decanoato a 300mg/semana, na outra semana estou fazendo supino com quase 120kg. Se minha alimentação estiver com menos carboidratos, eu não consigo fazer a mesma quantidade de séries que faria com o carbo alto. Enfim, dependendo do dia, eu consigo render mais ou menos no treino e não é uma tabela contando as minhas séries e repetições que vai otimizar meus resultados (como contar a repetição e o peso de quem faz dop sets "intermináveis"?), mesmo porque em alguns exercícios eu sequer conto as séries ou repetições: uso do método intuitivo (quem conhece o sistema Weider conhece o que estou falando).

Bem isso, são diversos fatores para levar em conta... 

  • 7 meses depois...
Em 19/01/2021 em 13:23, Logan_82 disse:

Salve galera!!!

Sou gafanhoto ainda no assunto mas vou deixar duas tabelas do livro que estou lendo sobre periodização do treino de força. Acho que são validas para ideias

Vale lembrar que existem vários modelos de periodização do TF e que podemos utilizar modelos diferentes dentro do macrociclo (no caso das tabelas 1 ano)

periodizacao.jpg

117-0.png

 

 

Boa noite, qual seria o nome dos livros que você disse que esta estudando mano?

9 horas atrás, AnselmoJr01 disse:

Boa noite, qual seria o nome dos livros que você disse que esta estudando mano?

Fala meu camarada... Bom dia!

O livro que mencionei é esse "Prescrição e periodização do treinamento de força em academias"

É um bom material pra começar a entender como funciona a periodização na musculação. O interessante de estudar esse assunto é que vai perceber que existem várias maneiras de periodizar o treino

Eu atualmente estou usando o modelo do estudo abaixo 3 sem. de força para 5 sem. de hipertrofia. Devido meu trabalho esse modelo se encaixou perfeitamente na minha rotina

Carvalho L et al (2020) Is stronger better - Influence of a strength phase followed by a hypertrophy phase on muscular adaptations in resistance trained-men.pdf

Tmj e bons estudos 💪

  • 4 anos depois...

Tópico denso, dos melhores do fórum sobre o assunto. O @VINICIUS SANTOS montou uma estrutura clara, o @Apollo Galeno fez as perguntas certas, o @Logan_82 trouxe tabelas e o @Foston e o @Batata... trouxeram a contraprova de quem treina há décadas. Vou entrar em três pontos que ficaram em aberto.

O primeiro é a pergunta que o Apollo repetiu e que ficou sem exemplo concreto: como variar séries e repetições de um ciclo para o outro. Uma forma simples e que funciona é fixar o exercício e mover a faixa. Por exemplo, no primeiro bloco de seis semanas, o supino fica em quatro séries de oito a dez, e o objetivo é subir carga dentro dessa faixa. No bloco seguinte, o mesmo supino vai para cinco séries de cinco a seis, com carga mais alta. No terceiro, volta para três séries de doze a quinze com foco em qualidade de execução e descanso menor. O que se altera não é a coleção de exercícios, é o alvo de cada bloco, e o registro do bloco anterior é o que diz se você melhorou. Isso resolve o problema prático que o Apollo levantou, de não haver como passar treino individual para todo mundo, mas haver como orientar a lógica.

O segundo ponto é onde a evidência atual coloca a periodização, e ela é mais modesta do que se costuma vender. Uma revisão sistemática com meta-análise que comparou programas periodizados e não periodizados, com volume equalizado, não encontrou diferença de hipertrofia entre eles. Ou seja, para crescer músculo, a periodização em si não é o ingrediente mágico. Já para força máxima a coisa muda: ali a periodização ondulatória mostrou vantagem sobre a linear, e apenas em pessoas já treinadas, e os autores atribuem isso a adaptações neurais, não a mais músculo.

O que essa evidência não diz é que periodizar não serve para nada. Ela diz que o benefício não está na hipertrofia direta e sim em duas outras coisas, ambas mencionadas no tópico: gerenciamento de fadiga, que é o valor real do deload, e aderência, porque variar mantém o treino interessante e reduz o desgaste de fazer a mesma coisa por meses. E isso reconcilia as duas posições do tópico. O Foston e o Batata estão certos ao dizer que planilha não determina resultado e que o corpo responde de forma variável de semana para semana. E o Logan e o Vinicius estão certos ao dizer que sem registro não existe sobrecarga progressiva verificável. Registro não substitui feeling, ele dá matéria-prima ao feeling. Quem treina há trinta anos tem um banco de dados na cabeça. Quem treina há dois anos precisa de um caderno para construir o mesmo banco.

O terceiro ponto é uma discordância direta, e acho importante registrar porque é a parte do texto que pode causar dano em quem ler e aplicar ao pé da letra. O @VINICIUS SANTOS escreveu que inflamações no nariz, problemas de sono e dificuldade de recuperação são sintomas normais do período de choque. Não são normais, e é justamente o contrário: essa tríade é a assinatura clássica de excesso não funcional. Sono prejudicado e infecções de vias aéreas de repetição indicam que a carga de treino ultrapassou a capacidade de recuperação, e treinar em cima disso não produz supercompensação, produz queda de desempenho e risco de lesão. Aparecendo isso, o certo é o deload antecipar, e não aguardar as duas semanas programadas.

O que é normal na fase de choque é outra coisa: sensação de treino difícil, cansaço maior no fim da sessão, e desempenho que estaciona ou cai um pouco no fim do bloco, com recuperação e salto acima do patamar anterior depois do deload. Esse é o padrão que se busca. Adoecer não faz parte.

E um comentário sobre a lógica das três semanas de base seguidas de duas de choque. Ela funciona, e o modelo que o Logan mencionou depois, de três semanas de força seguidas de cinco de hipertrofia, também. O que costuma decidir não é o modelo escolhido, é a pessoa conseguir cumpri-lo por meses. Quem troca de modelo a cada quinze dias porque leu algo novo nunca fica tempo suficiente em nenhum para saber se funcionava.

Para organizar essas fases com o registro de carga e repetição por bloco, que é o que torna a comparação possível, a ferramenta de treino do site ajuda: https://fisiculturismo.com.br/ferramentas/treino/

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