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Cutting do Bravo com trembo e stano

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  • Moderador
33 minutos atrás, Bravo Costa disse:

Boa tarde Marombas e Marombas 

Atualizando... houve uma mudança na direção dos ventos.

Minha esposa passou pela fase de preparação e finalização pra competir Fisiculturismo. 

Após praticamente 3 meses de trabalho,  chegamos a um shape competitivo. 

Resultado, essa atleta (minha esposa) sagrou-se Campeã Wellness Master.

IMG_20220410_092156_217.jpg

 

Mesmo tendo estudado muito sobre protocolos , essa foi minha primeira experiência em finalização  pre-contest. Foi show

Agradecimento a todos os q por aqui passaram e deixaram um pouco de seu conhecimento ("quem é,  sabe"), em especial ao Prof @Foston

Parabéns 👏👏👏.. show 💪💪🙏🙏

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    Atendendo a pedidos, vou postar a foto da situação atual de minha esposa. Ela está em bulking. Ia competir em abril, mas por outras prioridades q surgiram, ela não deve participar... mas segue o

Imagens Postadas

19 horas atrás, Bravo Costa disse:

Boa tarde Marombas e Marombas 

Atualizando... houve uma mudança na direção dos ventos.

Minha esposa passou pela fase de preparação e finalização pra competir Fisiculturismo. 

Após praticamente 3 meses de trabalho,  chegamos a um shape competitivo. 

Resultado, essa atleta (minha esposa) sagrou-se Campeã Wellness Master.

IMG_20220410_092156_217.jpg

 

Mesmo tendo estudado muito sobre protocolos , essa foi minha primeira experiência em finalização  pre-contest. Foi show

Agradecimento a todos os q por aqui passaram e deixaram um pouco de seu conhecimento ("quem é,  sabe"), em especial ao Prof @Foston

Puts, que da hora. Vcs são 10. eu não sabia que ela ia competir.

  • 4 anos depois...

Chego atrasado neste tópico, mas ele continua sendo lido e ficaram duas perguntas boas em aberto, além de alguns pontos que merecem números. O autor do relato hoje está com o perfil desativado, então falo mais para quem chega aqui pela busca do que para ele.

Primeiro, o que merece elogio sem ressalva: cutting acompanhado por dobras cutâneas semana a semana, com registro de peso médio semanal em vez de peso do dia, e uma esposa que saiu do bulking e se sagrou campeã Wellness Master em três meses de preparação. Isso é trabalho sério e bem documentado, e o nível de controle desse relato é raro no fórum.

Agora, @Sousa, as suas duas perguntas ficaram pela metade e valem resposta completa.

Sobre subcutâneo contra intramuscular, a conclusão prática do autor está certa, mas o raciocínio não é o que sustenta isso. A literatura mostra que a via subcutânea entrega níveis séricos equivalentes aos da intramuscular, com curva até mais suave, porque a intramuscular gera pico inicial mais alto seguido de vale mais fundo por volta do quinto ao sétimo dia. Há trabalho com mais de duzentos homens em que a via subcutânea alcançou os mesmos níveis com dose cerca de 30 por cento menor. Ou seja, subcutâneo funciona, e funciona bem.

O que não sustenta a escolha é a explicação do sangue pisado e do cálcio depositado. Aquela marca que se vê na carne bovina é reação local a volume e a veículo, e o equivalente humano é a fibrose de aplicações repetidas no mesmo ponto, que se resolve com rodízio de local e volume moderado, não trocando a via. Escolha o subcutâneo pela curva mais estável e pelo conforto, que são razões boas, e não porque a intramuscular calcifique músculo.

E o que ninguém te disse e importa muito na prática: no subcutâneo o volume por aplicação é o fator limitante. Acima de 1 a 1,5 ml num único ponto, a chance de nódulo, endurecimento e dor local sobe bastante, principalmente com veículos mais densos. É justamente por isso que quem aplica subcutâneo aplica em dias alternados, o que responde a sua outra pergunta: com vários compostos e volume somado, distribuir em pontos diferentes é mais seguro do que concentrar tudo num spot só.

Sobre misturar tudo na mesma seringa, ésteres em veículo oleoso da mesma base são compatíveis entre si, então quimicamente não há problema. O risco não é químico, é de manipulação: cada frasco perfurado é uma oportunidade de contaminação, e quanto mais transferências, maior a chance. Se for misturar, faça com agulha de aspiração separada da de aplicação e limpe a tampa de cada frasco com álcool a 70 por cento e tempo de contato de verdade, não uma passada rápida.

Um ponto do relato que eu confirmo em vez de corrigir, porque é frequentemente dito errado por aí: a meia-vida do acetato de trembolona é mesmo de cerca de 3 dias, e a do enantato fica na faixa de 7 a 11. A observação de que o acetato bate rápido e sai rápido, e o enantato entra suave mas demora a sair se der ruim, está correta e é uma orientação útil para quem for experimentar.

Agora os pontos que eu levantaria se estivesse acompanhando esse protocolo de perto.

O primeiro é cardiovascular, e é o mais concreto. O próprio relato registra frequência cardíaca de repouso mais alta já no segundo dia de trembolona. Em cima disso o protocolo prevê clembuterol nas semanas 2 a 4 e de novo nas 8 a 10, ioimbina até 20 mg nas semanas 5 a 10, cafeína de 100 mg em jejum mais 200 no pré-treino, e aeróbio em jejum cinco vezes por semana. Trembolona sobe a frequência cardíaca, clembuterol sobe mais, ioimbina sobe pressão e frequência, e cafeína soma nos dois. Nas semanas 8 a 10 os quatro estão juntos, e em déficit calórico grande, com eletrólitos e potássio já pressionados pelo clembuterol. Esse é o trecho do protocolo onde eu mediria pressão e frequência de repouso todo dia, e não me incomodaria de encurtar se a de repouso subisse mais de 10 a 15 batimentos em relação à basal.

O segundo é articular, e conversa direto com o histórico declarado de condromalácia patelar bilateral grau 2. O stanozolol entra a 40 mg mais 10 no pré-treino, ou seja 50 mg por dia, das semanas 3 a 10. São oito semanas de um oral 17-alfa-alquilado em dose alta, e vale lembrar que a versão injetável também é alquilada, então não existe versão que poupe fígado. Em estudo com apenas 6 mg diários de stanozolol o HDL caiu cerca de 33 por cento e a subfração HDL2 cerca de 71 por cento. A 50 mg, somados a masteron e trembolona, que também não aromatizam e também derrubam HDL, o perfil lipídico nesse cutting vai a lugares desconfortáveis. Perfil lipídico e função hepática antes, na semana 5 e no fim não são luxo aqui.

E a queixa articular clássica do stanozolol, no meu entender, vem justamente do ambiente hormonal: com trembolona, masteron e stanozolol juntos, quase nada aromatiza, e a única fonte de estradiol é a testosterona de base em 250 mg. Estradiol baixo em homem seca articulação, e num joelho com condromalácia isso cobra.

O terceiro é a associação de deca com trembolona. Os dois têm atividade progestagênica, e empilhá-los é justamente o cenário em que aparece ginecomastia que não responde a inibidor de aromatase, porque a via não passa por estradiol. Se surgir sensibilidade mamária nesse protocolo, aumentar o inibidor não vai resolver, e prolactina precisa entrar no exame.

Uma observação sobre a dieta: 2.486 kcal com 124 g de carboidrato, 280 g de proteína e 97 g de gordura, para 98 kg, com aeróbio em jejum cinco vezes na semana e treino de força com 4 a 6 séries por exercício. A proteína está generosa e correta para preservar massa magra. O carboidrato em 124 g é bastante baixo para esse volume de treino, e o preço costuma aparecer como queda de carga, que é exatamente o que não se quer em cutting. Se a carga começar a cair, o primeiro ajuste é subir carboidrato no pré-treino, não cortar mais caloria.

Por fim, uma observação para quem lê isto vindo do Google, porque o próprio autor deixou claro logo no começo e vale repetir: este é um protocolo de alguém com hipogonadismo diagnosticado e eixo já suprimido em reposição contínua, com anos de experiência e acompanhamento por dobras. Sete substâncias simultâneas não é o desenho de quem está começando, e copiar isso sem esse histórico é a receita para trocar um eixo saudável por reposição permanente.

As informações apresentadas não substituem orientação médica específica e são meramente opinativas. Nunca se deve confiar numa única fonte isolada. Use apenas para início de suas pesquisas.

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