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Conteúdo aprofundado elaborado por colaboradores.
As frutas oleaginosas muitas vezes são eliminadas do cardápio das pessoas pelo fato de serem tachadas de “gordurosas e engordativas”, porém, a filosofia não é bem essa...
Realmente esse grupo de alimentos que inclui amendoim, amêndoas, castanhas, pistache, nozes, macadâmia, avelã, etc. são ricos em calorias vindas de gordura, porém, os diferenciais são a qualidade da gordura presente nelas e a quantidade desse alimento que você irá consumir diariamente.
Primeiro de tudo, a melhor forma de consumo das oleaginosas é na forma crua ou torrada, salgada ou sem sal (avalie se você possui pressão alta,baixa ou normal). Evite comprar nos supermercados amendoins com casquinhas crocantes ou amêndoas com cobertura doce, etc., quanto mais natural melhor. Lugares interessantes para a compra desses itens são lojas de produtos naturais e mercadões, pois assim, você pode comprar à granel e garante sua qualidade e poucos processos de industrialização.
Vamos aos benefícios:
1º - Gorduras boas: as oleaginosas são ricas principalmente em gorduras mono e poli-insaturadas, ou seja, gorduras que dificilmente se acumulam como gorduras localizadas desde que consumidas com moderação. As gorduras insaturadas são responsáveis pela fabricação saudável de hormônios, pela hidratação interna de pele e cabelos, lubrificação de mucosas do organismo e isolamento contra o frio. Além de tudo, um adequado consumo de gorduras boas, mantém um bom funcionamento intestinal;
2º Vitamina E: Importante vitamina antioxidante, a vitamina E só é encontrada em alimentos gordurosos, no caso, as oleaginosas. Além da potente função antioxidante, a vitamina E previne problemas cardíacos, melhora habilidade atlética, faz manutenção da massa muscular (quanto mais massa muscular, maior a necessidade de vitamina E), protege neurônios e células, previne envelhecimento de pele, combate fadiga/estresse e reduz colesterol e a pressão alta;
3º Zinco e Magnésio: O zinco tem importante função antioxidante e no crescimento muscular. Ele é perdido pelo suor, então, pessoas ativas devem ter um excelente consumo deste mineral. Além disso, o zinco também ajuda na remoção de gás carbônico do sangue, produção de testosterona e proteínas musculares (por isso ajuda no ganho de força e massa muscular). A deficiência causa perda de apetite, dificuldade na cicatrização, manchas brancas nas unhas, queda de cabelo e problemas na tireoide. Já o magnésio ajuda na vasodilatação dos vasos (melhorando circulação e vascularização), faz manutenção da saúde renal e dos músculos;
4º Calorias saudáveis: quem pratica exercícios e deseja ganho de massa muscular, deve ter uma dieta rica em calorias saudáveis, então, o consumo de oleaginosas diariamente irá ajudar a atingir as necessidades calóricas necessárias para recuperação muscular e aumento dos músculos, afinal, 1g de gordura possui 9 calorias!
Então, esqueça os mitos e introduza as oleaginosas em sua dieta diariamente, podendo consumir de 1-2 punhados ao dia, dependendo do seu gasto e necessidade calórica! Se seu objetivo for emagrecer 1 porção ao dia é o suficiente (30g), mas se você é atleta e/ou deseja ganhar massa muscular, 2 porções ao dia são indicadas (60-80g).
REFERÊNCIAS:
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.
MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição esportiva. Editora Artmed, 2004.
Alguns dias atrás devido a minha terrível curiosidade, um tema em particular chamou minha atenção. Então comecei a ler sobre a prática de exercícios aeróbicos em jejum, já que estou buscando a melhor maneira de entrar no ritmo da academia de uma vez por todas.
Em minha primeira busca pela internet me deparei com uma frase curiosa: “A gordura queima na fogueira dos carboidratos!”, e achei muito interessante a definição, mas fazia-se necessário interpretá-la e então tirar a conclusão que estou buscando. Aeróbio em jejum fazer ou não fazer?
A princípio muitos professores, mestres e doutores chegaram a falar sobre a ineficiência da prática de exercícios aeróbicos em jejum. Para estes a oxidação de lipídios só ocorreria com a presença de glicose. Ou seja, a aplicabilidade da atividade aeróbica em um jejum de 7 a 9 horas seria inválida, levando em consideração que seria impossível potencializar a lipólise, já que a reserva de glicogênio seria insuficiente para o processo.
Há algum tempo vários especialistas, professores e atletas vêm usando da aerobiose em jejum e os resultados têm sido cada vez mais positivos. Em sua pesquisa, Torbjorn Akerfeldt, pesquisador sueco, apontou que pessoas que se exercitam pela manhã queimam três vezes mais gordura do que uma pessoa que prática atividades físicas no período da tarde após refeições. E ainda recomendou que o jejum fosse de pelo menos seis horas.
Desta forma, nosso organismo não terá muito glicogênio estocado para ser solicitado como fonte de energia, ou seja, terá que recorrer diretamente aos depósitos de gordura para obter energia suficiente para completar a atividade física.
Durante o jejum as proteínas se mantém entre 5% e 15% no processo de geração de energia, o que faz com que o catabolismo muscular não seja intenso desde que não exagere no tempo e utilize alguns suplementos anti-catabólicos a fim de reduzir proteólise.
Torbjorn também relatou em sua pesquisa que a proteína degradada diminuiu ao invés de aumentar durante a aerobiose em jejum, basicamente, não se experimenta catabolismo muscular, mesmo que em jejum, devido a grande utilização de ácidos graxos como fonte de energia no aeróbio em jejum. O objetivo principal do aeróbico em jejum não é apenas a melhora de rendimento e sim a maior queima de gorduras.
É muito importante ressaltar que mesmo para atletas a aerobiose em jejum pode não ser a melhor opção e que qualquer tipo de exercício físico deve ser acompanhado por um profissional da área. Já que nem todas as pessoas se adaptam facilmente as atividades deste tipo.
O nosso organismo pode se adaptar facilmente ao jejum, o que é bem diferente de praticar atividades físicas estando em jejum. Nosso organismo pode não responder de forma correta a aerobiose e isso pode causar desmaios, reação de defesa do nosso organismo que pode causar sérios danos neurais.
Além de todas as indicações de ter sempre por perto um profissional capacitado, é recomendável que você vá dosando seu tempo. Comece com um tempo razoável entre 8 e 10 minutos e aos poucos vá adicionando mais alguns minutos, até alcançar um período de 20 a 40 minutos de atividade.
Também dá para encaixar um termogênico antes do aeróbico a fim de potencializar a lipólise, a ingestão de 500 ml de água para prevenir a desidratação, pois ela drena fluídos para dentro da célula e evita a quebra protéica. Alguns profissionais indicam a espera de 20 a 30 minutos para realizar a primeira refeição após essa atividade, porque o nosso organismo continuará utilizando ácidos graxos após o exercício durante este tempo.
Podemos concluir então que a aerobiose vem sendo eficaz com seu objetivo de maior queima de gorduras, contudo é necessário cuidado redobrado na hora de colocar em prática e devemos estar sempre atentos para não exagerar, pois tudo que é em excesso pode ser prejudicial.
Fonte: www.waldemarguimaraes.com.br
Existem basicamente quatro categorias de equipamentos nas salas de musculação, e muitos destes equipamentos incluem dispositivos que oferecem resistência isométrica, resistência isocinética, resistência dinâmica constante e resistência dinâmica variável.
Os equipamentos isométricos são usados frequentemente para testes de resistência muscular, porém, raramente é recomendado para o desenvolvimento da força muscular, uma vez que as contrações musculares que se dão sob um trabalho estático podem restringir o fluxo sanguíneo, e consequentemente, provocar aumentos inaceitáveis na pressão arterial.
No entanto, se os equipamentos isométricos forem usados durante uma sessão de musculação, é recomendado que se estabelecesse por um processo respiratório constante durante cada série de contrações efetuadas.
Os equipamentos isocinéticos dispõem de um mecanismo que promove uma velocidade constante de movimento, e uma força correspondente resistiva. Assim sendo, quando a intensidade da força muscular produzida pelo músculo for maior, mais intensa será a força resistiva exercida e vice-versa.
Os equipamentos isocinéticos surgiram no intuito de proporcionar uma sobrecarga excêntrica importante, frente a trabalhos utilizados numa reabilitação. Os equipamentos isocinéticos podem medir com precisão, a tensão a ser aplicada num músculo lesionado.
Os equipamentos de resistência dinâmica constante dispõem de um mecanismo que promove uma contração isotônica, permitindo que o esforço muscular não sofra por grandes variações durante todo o movimento.
Por fim, os equipamentos de resistência dinâmica variável dispõem de um mecanismo que promove uma contração isotônica, permitindo que o esforço muscular sofra por grandes variações durante todo o movimento.
Tanto os equipamentos de resistência dinâmica constante quanto os de resistência dinâmica variável são na maioria das vezes, representados por diferentes tipos de pesos livres, e ainda, por diferentes tipos de aparelhos aglomerados ou não.
Os aparelhos aglomerados constituem-se basicamente, de uma estrutura que possui várias estações contidas num mesmo equipamento, e o conjunto de todas as estações permitem o trabalho de diferentes grupos musculares.
Os exercícios resistidos executados em pesos livres e os exercícios resistidos executados em aparelhos ou aglomerados são comumente direcionados como tipos de recursos usados nas salas de musculação, que visam complementar de forma direta ou indireta, o treinamento de atividades físicas associadas a fatores estéticos, profiláticos ou terapêuticos, bem como, a fatores associados ao treinamento de um determinado desporto.
Assim sendo, diferentes trabalhos musculares expressos nas salas de musculação, podem ser realizados separadamente de forma distinta e desassociada por meio de pesos livres, de aparelhos ou aglomerados, a fim de oferecer excelentes perspectivas no campo da reabilitação e da modelagem corporal, bem como, a fim de oferecer perspectivas no campo do desenvolvimento muscular desportivo.
Contudo, é importante destacar que, quando um trabalho muscular complementar distinto e desassociado, é executado somente por aparelhos ou aglomerados no intuito de favorecer o desenvolvimento muscular de um atleta, o maior grau de aptidão desportivo não é satisfeito de forma positiva, e nem tampouco, busca por atender ao aprimoramento do gesto de um desporto em particular.
Isto ocorre, devido ao fato de que o desempenho desportivo está intimamente ligado a uma complexa estrutura de forças e ações musculares diferenciadas e perfeitamente sincronizadas entre si, e essa sincronização requer por outro lado, treinamentos constituídos por exercícios resistidos executados por pesos livres que venham a contemplar diretamente, a coordenação mecânica de um movimento específico que explore por outro lado, toda a amplitude de uma atividade desportiva.
A fim de melhor elucidar as vantagens e as desvantagens quanto à utilização de diferentes categorias de equipamentos nas salas de musculação, podemos destacar as vantagens associadas aos aparelhos, a segurança oferecida, a economia de tempo e a comodidade na troca de pesos pelo sistema de placas e pinos, e podemos destacar as vantagens associadas aos pesos livres, à versatilidade, uma vez que os exercícios resistidos podem ser criados com múltiplas variações.
Importa destacar também que, quanto às vantagens e as desvantagens que se dão em relação aos aparelhos, assim como, em relação aos pesos livres, observa-se que, durante ao longo dos treinamentos numa sala de musculação, as pessoas que usam exclusivamente aparelhos ou máquinas, quando são submetidas a exercícios resistidos por meio de pesos livres, manifestam um desequilíbrio e uma perda no controle do movimento, ao manusear tanto uma barra ou um halter.
Observa-se ainda que, exercícios resistidos executados por aparelhos permitem um maior isolamento muscular, ou seja, estimulam grupos musculares mais específicos, já os pesos livres se mostram mais eficientes para o incremento da hipertrofia muscular, por permitir um trabalho mecânico multisegmentar.
Outra observação importante que cabe ser destacada, diz respeito ao fato de que o período de aprendizado dos exercícios resistidos executados com pesos livres são na maioria das vezes, superiores aos exercícios resistidos executados com aparelhos.
Concluindo, a escolha do recurso material a ser utilizado para o treinamento resistido, está intimamente relacionada a objetivos distintos e à preferência pessoal que cada um possui.
Pode-se dizer que, para um profissional de educação física que atue na área do treinamento resistido, é indispensável possuir uma visão básica sobre o aspecto cinesiológico das categorias de equipamentos existentes numa sala de musculação, a fim de aplicar corretamente os conceitos que venham a englobar objetivos particularizados e almejados durante a prática de um determinado exercício, assim como, conceitos que atendam ao correto trabalho mecânico condizente a simetria corporal.
Cabe ter presente que a médio e em longo prazo, os movimentos mecânicos executados através de aparelhos, aglomerados ou pesos livres nunca são inócuos. Ou bem tais movimentos levam a uma saudável hipertrofia, ou bem redundam em danos estruturais ou funcionais ao corpo humano.
Referencias bibliográficas:
CHIESA, Luiz Carlos. Musculação aplicações práticas. Técnicas de uso das formas e métodos de treinamento. Rio de Janeiro: Shape, 2002.
CHIESA, Luiz Carlos. Musculação: uma proposta de trabalho e desenvolvimento humano. Espírito Santo: Edufes, 1999.
ECKERT, H.M. Desenvolvimento Motor. São Paulo: Manole, 1993.
FLECK, S.J.; KRAEMER, J.W. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular. Porto Alegre: Artmed, 1999.
TUBINO, Manuel José Gomes. Metodologia Científica do Treinamento Desportivo. São Paulo: IBRASA, 1984.
ZATSIORSKY, V. M. Ciência e prática do treinamento de força. São Paulo: Phorte, 1999.
Para conquistar um corpo bonito é necessário que haja uma alimentação balanceada que supra todas as demandas energéticas do nosso organismo aliada a prática de exercício físico. Parece simples, entretanto, o mais difícil costuma ser conciliar alimentação saudável com a vida social e o mais freqüente é a burlada na dieta no final de semana, sair com os amigos para um barzinho beber é uma rotina de muitos. O que não se sabe, ou melhor, não se tem consciência, é que o álcool é um grande vilão para nosso corpo e atrapalha em muito a busca para um corpo e vida saudável.
Uma curiosidade: O consumo moderado (dosagem recomendada) segundo alguns estudos é de 3 copos de 200mL de cerveja para homens e 2 copos de 200mL para mulheres; doses elevadas podem causar prejuízo na performance de uma forma geral e por um considerável período de tempo
De acordo com estudos existem malefícios causados pelo consumo de bebidas alcoólicas antes, durante ou após a prática esportiva. Dentre esses efeitos adversos, podemos citar:
O álcool estimula a diurese, portanto, ao invés de reidratar o indivíduo (o necessário durante a prática de atividade física), proporciona desidratação potencializada somada ao exercício, o que pode provocar fraqueza, tontura e diversos danos; É absorvido rapidamente pelo organismo e influencia o metabolismo negativamente, dificultando seu funcionamento natural e a capacidade em restabelecer a glicemia (presença de açúcar no sangue); Diminui a massa magra por elevar o nível de hormônio cortisol (hormônio do catabolismo), diminui os níveis de testosterona (hormônio também responsável pelo aumento de massa magra) e causa deficiência de vitaminas B1, B2, B6, B12 e C. Vitaminas de extrema importância para aqueles que procuram aumento de massa muscular; O valor calórico da cerveja (altamente calórica, 7Kcal por grama) não é aproveitado pelo organismo na forma de glicose, não fornecendo combustível para as células do corpo; Alteração do metabolismo dos lipídios, favorecendo ao acúmulo da gordura na região visceral. Atenção: aquela barriga de “chope” que é a principal queixa dos adeptos a “levantamento de copo” nos finais de semana é decorrente exatamente do alto valor calórico dos chopes e afins e pela influência do álcool no metabolismo do carboidrato e lipídio.
E mais: o consumo de energético junto com o álcool reduz o efeito deste, uma vez que o estimulante diminui o efeito depressor do álcool sobre o sistema nervoso, como reduz a percepção da embriaguez, normalmente as pessoas acabam por ingerir maior quantidade de álcool apenas por não saberem os riscos e aparentemente não transparecerem estar “bêbadas”. Uma super-dosagem desta substância aumenta a freqüência cardiorrespiratória e pode provocar irritação estomacal e intestinal.
O que a princípio é euforia e excitação, pode transformar-se em tontura e desmaio. O Álcool é depressor do SNC (sistema nervoso central) e afeta primeiramente os centros superiores (o que se repercute na fala, pensamento, cognição e juízo crítico) e posteriormente deprime os centros inferiores (afetando a respiração, os reflexos, e em casos de intoxicação aguda, podendo levar ate morte). Mesmo alimentado, o organismo alcoolizado não consegue absorver com eficiência os componentes dos alimentos — principalmente as vitaminas B1, B6, B3 e o ácido fólico.
Isso faz com que a pessoa tenha falta de apetite, e essa deficiência alimentar provoca reações danosas, causadas também pela queda acentuada de potássio, magnésio, cálcio, zinco e fósforo. Estudos recentes também comprovam que o álcool diminuiria os níveis de testosterona do corpo, conforme podemos ler o que Dr. João Pinheiro (CRMSP 74184 - Fisiologia Hormonal e Esportiva /Nutrição Esportiva) aponta:“Teses e estudos recentes comprovam que o álcool é hiper-estrogênico, ou seja, nas mulheres, faz seu fígado produzir muito hormônio feminino (estradiol/estrona), e nos homens, esse efeito silencioso é refletido na inibição dos receptores da testosterona no tecido muscular e hipotálamo.
Neste último, os danos são ainda mais graves. Eles malham e a fibra somente fica “inchada”, a força não vem, a fadiga e a agressividade aumentam, libido e ereção diminuem cada vez mais.”
O processo para depurar (limpar) o sangue é demorado e é função do fígado. Quando o consumo é rotineiro e elevado, as células do fígado começam a acumular gordura, podendo ocorrer inflamação e destruição das células, resultando em uma hepatite alcoólica que pode desencadear a cirrose hepática.
Esta, se não tratada no início, pode levar à morte. Nosso fígado como principal metabolizador do álcool, pode ser ajudado e protegido com uma boa hidratação e alimentação rica em elementos que ajudam a desintoxicar o organismo como brócolis, repolho, couve flor, couve de Bruxelas, couve verde, agrião, rúcula, acelga não esquecendo dos antioxidantes e carboidratos presentes nas frutas e verduras em geral. Um adendo: evite a associação de bebidas alcoólicas com alimentos gordurosos porque é mais trabalho para o fígado!
Portanto, evite ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas mesmo durante as saídas, afeta muito a dieta e o metabolismo além de afetar o efeito de grande parte de produto ou medicamento utilizado.
A MHP lançou recentemente um suplemento alimentar inusitado: Power Pak Pudding (Pudim Poderoso em tradução livre). Trata-se de um produto que se destina a atender às necessidades proteícas do usuário de modo prático e fácil. Essas necessidades são normalmente supridas por barras protéicas, largamente oferecidas pela indústria de suplementos alimentares.
Pudim hiperprotéico? É isso mesmo? Correto. A MHP descreve o Power Pak Pudding como um delicioso pudim hiperprotéico que torna prazeroso ingerir uma grande quantidade de proteína de alta qualidade e pouco carboidrato na hora do lanche. A fabricante diz que o Power Pak Pudding é o lanche mais gostoso e conveniente que não precisa de refrigeração ou de preparação antes de ser ingerido. O slogan do produto é: Skip the Meal and Go Straight to Dessert (algo como: Pule o Prato Principal e vá direto para a Sobremesa)!

Além de ser hiperprotéico, contém 30 gramas de proteína por potinho, o Power Pak Pudding oferece 50% das necessidades diárias de cálcio. A proteína advém da proteína isolada do leite e da proteína isolada da soja. Observe-se que o produto não contém whey proteín ou proteína isolada do soro do leite, mas proteína isolada do leite ou caseína, o que torna mais lenta a absorção da proteína e não recomendado o produto para pós-treino.

Além de conter uma quantidade admirável de proteína (normalmente as doses recomendadas de suplementos protéicos fornecem aproximadamente 20 gramas de proteínas), o Power Pak Pudding fornece apenas 190 calorias, 9 gramas de carboidratos e 4,5 gramas de gorduras. Chama a atenção o fato de o pudim não conter açucar e conter apenas 1 grama de gordura saturada.
Para deixar ainda mais claras as qualidades de seu suplemento alimentar, a MHP apresenta um quadro comparativo das informações nutricionais do Power Pak Pudding frente à composição média da barrinhas protéicas que lideram o mercado.

O pudim consegue entregar a mesma quantidade de proteína que as barrinhas proteínas apesar de conter metade das calorias, menos da metade da quantidade de gordura, um terço da quantidade de carboidratos e zero de açucar. Até aqui o produto é deslumbrante!
Só não se pode esquecer que o Power Pak Pudding contém 420 miligramas de sódio por dose, enquanto que barrinhas protéicas que oferecem 30 gramas de proteína costumam fornecer aproximadamente 100 miligramas de sódio por dose, bem como uma lista de vitaminas e minerais. Ademais, o Power Pak Pudding fornece 1 grama de fibras, quantidade normalmente superada pelas barras proteícas.
De qualquer modo, não deixa de causar boa impressão e ser muito útil o fornecimento de 30 gramas de proteínas com zero de açucar e pouca quantidade de gordura e de carboidratos, principalmente para aquelas pessoas que estão seguindo dietas altamente restritivas.

E o sabor? É o pudim da MHP tão delicioso quanto proclama a propaganda que consta no rótulo (delicious...)? Costumamos ser muito ponderados quando o assunto é sabor, dado o conteúdo extremamente subjetivo da questão. Na nossa opinião, o Power Pak Pudding é realmente delicioso. Não é amargo e nem muito doce, é doce na medida certa. Pode até não ser delicious, mas é pelo menos muito gostoso, melhor que muita barrinha protéica oferecida por aí.
Apesar de a MHP afirmar que o pudim não precisa de refrigeração, é bom guardá-lo na geladeira, para ficar mais gostoso, para que seja saboreado como se fosse um pudim qualquer.

Em resumo, o Power Pak Pudding é um suplemento alimentar muito interessante para aqueles que não têm tempo para preparar um lanche protéico e que já estão cansados das mesmas barrinhas de sempre. Vale a pena experimentar.
Saiba mais sobre o Power Pak Pudding
Jack3d é seguro! Pelo menos é nisso que a USPlabs quer que você acredite. Já publicamos uma matéria tecendo comentários sobre uma matéria jornalística que acusava o Jack3d de causar dependência (Jack3d é Acusado de Causar Dependência). Pela internet você encontra uma série de referências desabonadoras ao suplemento alimentar Jack3d, que é um dos mais controversos de todos os tempos.
O centro da controvérsia gira em torno da substância 1,3 Dimethylamylamine (DMAA), que é proibida pela WADA (World Anti-Doping Agency - Agência Internacional Antidoping). Atletas olímpicos não podem fazer uso do Jack3d (que contém DMAA) porque ele implica em doping. Essa única constatação já é suficiente para a impresa fazer um estardalhaço contra o Jack3d. Para mudar esse quadro "difamatório", a USBlabs diz aos consumidores que o uso da DMAA é seguro! Ou melhor, que o uso do Jack3d é seguro!
A matéria foi publicada na FLEX Online e foi intitulada como USP Labs has Incontrovertible Facts on DMAA Safety (Fatos Incontroversos sobre a Segurança da DMAA pela USB Labs). Em resumo, a matéria afirma que em 4 anos foram consumidas mais de 1 bilhão de doses de produtos contendo DMAA. Desse bilhão de doses, não haveria nenhum relato de efeito colateral grave. Esses fatos seriam incontroversos.
Qualquer relato em sentido contrário seria mero rumor ou boato. Mas rumores ou boatos seriam difíceis de serem desmentidos. Nos tempos de internet e de informação instantânea (facebook, twitter, blogs, etc), seria extremamente complicado descobrir a verdade, depois de espalhada uma informação falsa.
Por isso, a USBlabs, fabricante dos suplementos alimentares Jack3d e OxyElite Pro (que contêm DMAA), teria desistido de lutar contra rumores e boatos, tendo deixado a tarefa para um laboratório de pesquisa renomado nos Estados Unidos. Os resultados da pesquisa (seis estudos médicos) teriam apontado que o consumo de DMAA é 100% seguro.
Segundo um dos estudos, o consumo de Jack3d por 10 semanas não teria causado mudanças significativas nos batimentos cardíacos, na pressão arterial, nas funções hepáticas ou nas funções renais das pessoas submetidas à pesquisa (Study #5: Jack3d Ten-Week Safety Study). Segundo a USBlabs, não existe nenhum estudo científico que demonstre o contrário.
A conclusão da matéria é a seguinte: 1 bilhão de doses, nenhuma evidência de graves efeitos colaterais, seis estudos médicos promovidos por especialistas confirmam a segurança e eficácia do DMAA, logo é evidente que os fatos são incontroversos, já os rumores que andam por aí...
É bom lembrar que a matéria trata sobre a segurança do uso da DMAA dentro das doses recomendadas pela USBlabs. No rótulo do Jack3d há um alerta para que os consumidores usem com precaução o produto, não ingerindo mais do que a dose recomendada.
Além de seguir a dose recomendada, o rótulo do Jack3d também informa que o produto não pode ser consumido por menores de 18 anos. Pessoas que fazem uso de medicamentos ou têm problemas de saúde (tais como: baixa ou alta pressão arterial, arritmia cardíaca, diabetes, dificuldades para urinar por aumento da próstata, problemas no coração, tireóide, fígado, rins ou psiquiátricos) devem consultar o médico antes de consumir o Jack3d.
Ademais, o Jack3d não pode ser administrado em conjunto com outros estimulantes ou produtos que contenham cafeína. O consumo de bebidas alcoólicas é vedado para quem faz uso do Jack3d.
Conclusão: a USBlabs apresentou evidências científicas de que o Jack3d é seguro para consumo, desde que obedecidas as doses recomendadas no rótulo do produto. No entanto, observe que os "fatos incontroversos" trazidos pela USBlabs tratam de "graves efeitos colaterais". Isso não isenta o Jack3d de "pequenos efeitos colaterais", tais como dores de cabeça experimentadas por pessoas que não respondem bem a doses extras de cafeína.
Portanto, siga as doses recomendadas no rótulo, suspenda o uso se sentir algum efeito colateral e não acredite mais em rumores mirabolantes espalhados pela internet ou criados pela mídia sensacionalista!
ATUALIZAÇÃO: Jack3d Proibido!
Saiba mais sobre o Jack3d
A Qualinova lançou recentemente o suplemento alimentar Protein Shot. Se pudéssemos traduzir o nome para o português, chamaríamos o produto de "proteína de bolso". É uma garrafinha plástica com capacidade para 90 ml de líquido. Dá para guardar no bolso da bermuda! Trata-se de uma forma muito prática de acondicionar a Whey Protein, uma alternativa às barrinhas proteícas.

A informação nutricional da Protein Shot dá conta da capacidade dessa garrafinha: 20 gramas de proteína, nada de carboidratos e nada de gorduras. Cada garrafinha fornece, ainda, 3,5 gramas de BCAAs (valina, leucina e isoleucina). A proteína presente na Protein Shot tem como fonte a proteína isolada do soro do leite e o colágeno hidrolisado.

A Qualinova faz questão de deixar bem claro a origem de sua proteína isolada do soro do leite, que é fornecida pela Glanbia. Muitos consumidores de Whey Protein recorrem à Glanbia (fornecedor) para comprar proteína barata e de boa qualidade, mas a quantidade mínima de 20 quilos torna essa atividade arriscada (se há compras coletivas e não se sabe em que condições de higiene o produto é dividido).

A Qualinova diz que o sabor da Protein Shot é citrus. É certo que as discussões em torno do sabor são sempre subjetivas. Na nossa opinião, o sabor da Protein Shot está mais para "remédio" do que para citrus. Isso não chega a ser um motivo para rejeição do produto, na medida em que são apenas 90 ml de líquido que podem ser ingeridos rapidamente. O sabor ruim não causa preocupações.

Um dos jeitos mais práticos de ingerir uma boa dose de proteína é levar o pó numa coqueteleira ou shaker, misturar com água e misturar o produto. No entanto, a correria do dia a dia nem sempre permite esse "luxo suplementar". Aí entra o Protein Shot como uma excelente opção para quem está numa dieta restritiva em carboidratos e gorduras. Normalmente as barrinhas protéicas contêm gorduras e carboidratos. O Protein Shot contém proteína apenas. Acha pouco 20 gramas de proteína? Tome mais de um "shot"!

 
A fabricante de suplementos alimentares Nutracom (do Grupo Cimed) lançou recentemente o termogênico Lipobio X. No rótulo o produto é definido como suplemento de cafeína para atletas. O nome comercial e pomposo do produto é Lipobio X Abdominal Top Definition. A pompa também está presente na descrição dos componentes principais do produto: Flaxseed oil & Caffeine.

O uso de palavras em inglês nos rótulos de suplementos alimentares desenvolvidos e produzidos no Brasil ainda é uma prática comum, decorrente de uma cultura que dá mais credibilidade aos suplementos importados e que desconfia da qualidade dos produtos nacionais. O Lipobio X não fugiu dessa regra e adotou muitos termos em inglês.

As cápsulas do Lipobio X são bem interessantes. São divididas em duas partes: interna e externa. A parte externa contém ômegas (o tal Flaxseed oil ou óleo de semente de linhaça). A parte interna contém cafeína time release (cafeína de liberação gradual).

A tabela de informação nutricional do Lipobio X é bem simples. A dose sugerida de 4 cápsulas contém 18 kcal, 2 gramas de gorduras e 420 miligramas de cafeína. Segundo a Nutracom, o Lipobio X utiliza a mais inovadora e eficaz tecnologia em encapsulamento e isolamento de ingredientes para liberação prolongada dos componentes da fórmula. Fase 1 - Cápsula externa: ômegas de absorção imediata. Fase 2 - Cápsula interna: cafeína anidra time release.

Parece demasiadamente pretensiosa a propaganda da Nutracom sobre o Lipobio X como Abdominal Top Definition. Os suplementos alimentares termogênicos, tais como os suplementos de cafeína, auxiliam na perda de peso gordo, mas não existe suplemento que queime gordura localizada abdominal. Nem mesmo os exercícios abdominais queimam gordura localizada. Resumindo: o Lipobio X pode te ajudar a ter uma definição abdominal “top”, mas isso vai ter que se verificar em todo resto do corpo, não só no abdome.

Afinal, o Lipobio X é só mais um suplemento alimentar de cafeína? O óleo de semente de linhaça acrescido em sua fórmula o torna mais eficiente que os demais suplementos termogênicos? Não se duvida que a cafeína tem efeito termogênico, e que as “gorduras boas” (ômegas 3 e 6 presentes no óleo de linhaça) também ajudam na queima de gordura corporal. Mas teria a combinação desses elementos efeito sinergético (eficácia superior se comparada ao uso isolado de cada substância)?

De acordo com a Nutracom, na primeira fase de ação do Lipobio X, a cápsula externa dissolve-se rapidamente, liberando as substâncias que estimulam a quebra de gordura da região abdominal. A cápsula interna (com cafeína), seria mais resistente, e o seu contéudo liberado tardiamente. A ação termogênica ocorreria quando já realizado o estímulo anterior para a quebra de gordura pelos ômegas 3 e 6. Além disso, na segunda fase de liberação das substâncias, haveria aumento de energia, disposição, retardo na fadiga muscular e inibição do apetite. Em rápida pesquisa pela internet, não encontramos estudos científicos para embasar a proposta do produto.

Se a eficácia do produto dependesse da embalagem, o Lipobio X poderia ser considerado um dos melhores termogênicos do mercado. A Nutracom caprichou na embalagem e nas cápsulas, revelando um cuidado especial, nos mínimos detalhes. O design é diferenciado e o aspecto geral de qualidade impressiona. Um exemplo a ser seguido por outros fabricantes de suplementos alimentares.

Assista a um vídeo promocial da Nutracom sobre o modo de ação do Lipobio X (duas fases de ação do suplemento alimentar - cápsula externa e interna):
O Lipobio X já está à venda nas melhores lojas de suplementos alimentares do Brasil. Se o produto não for tão revolucionário e eficaz como descrito no vídeo produzido pelo fabricante, ao menos parece ser um suplemento alimentar de cafeína e de óleo de linhaça de excelente qualidade, o que se denota logo na embalagem e nas distintas cápsulas duplas.
Samantha Soares é uma mulher muito simpática e bela que está se preparando para entrar no mundo da musculação competitiva. Muito dedicada aos treinos e criteriosa na dieta, em breve despontará como atleta de sucesso. Acompanhe a seguir a entrevista e fotos exclusivas da atleta para o nosso site.
Nome completo:
Samantha Soares
Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):
Sammy
Data de nascimento:
22/03/1982
Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:
Brasília
Qual esporte praticava antes da musculação:
Capoeira e jiu-jitsu.
Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:
Por volta dos 16 anos para ganho de massa muscular.
O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:
Hábitos mais saudáveis e um corpo mais definido.
Em que academia treina atualmente:
Runway.
Treina sozinho(a) ou com parceiro(a):
Atualmente sozinha.
Como é a série atual de treinamento:
Para definição: com mais repetições e aeróbico.
Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):
Depende do objetivo a ser alcançado.
Qual é o exercício de musculação preferido:
Nenhum em especial: todos!
Qual é o exercício de musculação que menos gosta:
.
Como é a sua dieta na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):
Carnes magras, grãos, batatas, bastante salada, etc.
Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta de pré-competição:
Chocolate.
Sofre alterações de humor quando está em dieta de pré-competição:
Sim, irritação e nervosismo.
Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:
Proteína, Glutamina, Caseína, Bcaa, Pré-treino, entre outros.
Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):
Hemo Rage Black, Jack3d, Syntha 6, Intrapro Isolado.
Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):
Nenhum, todos trazem algum benefício.
Contatos que gostaria de deixar para qualquer interessado (email, telefone, website, etc.):
samansoares@hotmail.com e 061-7817-48-90.
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Hugo Pimentel e à academia Fit Club de Brasília/DF. A seguir, o ensaio fotográfico completo da atleta Sammy Soares:
Para falar da categoria de cadeirantes no Fisiculturismo, seria interessante, antes, conhecer um pouco da história de Nick Scott, um grande exemplo de superação. Nick tinha uma vida normal até sofrer um acidente de automóvel em 1998, esse trágico momento de sua vida, acabou o deixando em uma cadeira de rodas. A vontade de lutar e continuar vivendo fez a diferença e Nick se transformou em um campeão. Uma pesada rotina de exercícios aliados a uma alimentação balanceada transformou seu físico obeso em um corpo escultural com reconhecimento mundial.
Esta é apenas uma das muitas histórias de superação que acontecem dia a dia em todas as partes do Mundo. Os fisiculturistas sobre cadeiras de rodas são grandes exemplos de vida. O treinamento de alto rendimento para atletas cadeirantes exige uma dedicação, ainda mais complexa, principalmente pelo fato de que existem poucas academias com acessibilidade para essa necessidade especial.
O primeiro campeonato oficial de fisiculturismo com a categoria de cadeirantes aconteceu em 2008, na Polônia. Nessas competições de fisiculturismo, os atletas são observados e julgados por quatro critérios, três objetivos (volume, definição e proporção) e um subjetivo (harmonia) que é utilizada também para desempate.
1 - Volume muscular: O atleta deve apresentar grande massa muscular;
2 - Definição: Ter pouca quantidade de gordura entre a pele e os músculos, para facilitar a visualização dos contornos musculares;
3 - Proporção corporal: A parte superior do corpo deve apresentar desenvolvimento proporcional, a irregularidade de alguma parte desqualifica o candidato. Quem contar com a maior somatória desses três critérios será o vencedor, ou no caso de empate utiliza-se o quarto critério;
4 - Harmonia: A simetria, o conjunto das formas do atleta. O melhor shape, ou seja, cintura fina, tórax volumoso, ombros largos, tem mais chance.
Todas as avaliações são feitas por árbitros oficiais da IFBB que observam as características individuais de cada atleta, analisando o corpo de acordo com a altura da lesão dorsal de cada um. Os homens competem em categorias de peso leve, médios e pesados, enquanto as mulheres concorrem em uma única classe.
A FEBRAFIM/IFBB Brasília irá incluir a categoria de cadeirante no campeonato brasiliense de fisiculturismo de 2012.
“Quem anda desanimado, achando que as barreiras a serem superadas na vida são muito árduas, deve aprender a lição destes atletas que desafiam as limitações naturais que a vida lhes impôs para mostrar que a vontade de vencer é capaz de feitos grandiosos.”
Texto original de Lelo Nirvana.
A seguir, um vídeo sobre a história de vida de Nick Scott:
Sabe-se que o treinamento de força, além de depender da intensidade, da duração e da repetição dos exercícios, depende também do empenho individual. Por outro lado, cumpre não esquecer a importância da mecânica correta para se obter um bom desempenho no plano dos exercícios físicos. Importa ainda, para um bom desenvolvimento físico, que a prática de exercícios de contra resistência esteja associada a certos princípios e métodos de treinamento.
Sabe-se também que, um desenvolvimento mecânico inadequado acarreta, mais cedo ou mais tarde, um trabalho muscular que propicia, além do desperdício mecânico, uma hipertrofia muscular de aspecto assimétrico. O correto trabalho mecânico, ou seja, a correta aplicação das forças que agem sobre o corpo, é um fator decisivo para o desenvolvimento de uma hipertrofia muscular de aspecto simétrico. Surge então a questão: o estresse muscular intervém em todo trabalho mecânico, e todo trabalho mecânico é o meio pelo qual se obtém uma boa hipertrofia?
A incidência de forças dissipadas que ocorre durante um determinado trabalho muscular, é composta por uma série de desvios de natureza funcional. Na medida em que verificamos o desvio funcional manifestado num trabalho muscular incorreto, começamos a descobrir que toda tensão provocada pela força de um músculo, acaba por ser desviada para outro músculo. Ou seja, um desvio funcional se dá pela aplicação incorreta de uma força, em relação a um trabalho muscular não almejado.
Assim sendo, observa-se que, durante a realização de exercícios de contra resistência, é importante que se leve em conta os efeitos que ocorrem quando uma determinada força é dissipada. Pois, a dissipação desta força pode acarretar ao longo prazo, em sucessivos desvios funcionais. Desta forma, é importante que saibamos distinguir a incidência de forças que levam a uma hipertrofia simétrica, na qual damos o nome de boa hipertrofia, daquelas que induzem a uma hipertrofia assimétrica ou má hipertrofia.
Observa-se ainda que, durante a manifestação de uma contração muscular, todo gasto de força tem como objetivo planejado, o alcance e o bom desempenho de um movimento racionalmente orientado. E que, no intuito de se alcançar um correto trabalho mecânico, cumpre evitar por todos os meios, à utilização de forças que estejam fora do objetivo planejado. Pois toda força obtida fora do objetivo planejado, é tida como força desperdiçada. É bem verdade que sempre que se dá desperdício mecânico em relação a um exercíciopelo músculo, o que acontece é seu reaproveitamento por outro músculo.
Uma vez que, a existência de todo desperdício mecânico oriundo de uma força fora do objetivo planejado, se dá pelo desvio deuma força devidamente planejada em relação à sua finalidade, sob a ausência do estresse muscular, surge então uma segunda questão a ser investigada: o desperdício mecânico que se dá por meio de uma incorreta manifestação de um movimento articular, se origina devido ao estressede natureza mecânica ou de natureza biológica?
A ideia básica do estudo consiste em delimitar o foco da pesquisa, no exame dos movimentos articulares, no exame dos ângulos articulares, e ainda, no exame dos músculos que estarão envolvidos na execução do exercício. E uma das ciências a ser consultada, no intuito de se obter os conhecimentos referentes a estes exames, é a biomecânica, pois um de seus pontos chaves é o estudo do movimento, numa perspectiva da dinâmica muscular.
Um princípio básico que nunca deve ser esquecido é o de que o corpo humano é regido por uma serie de reações fisiológicas que estão envolvidas no processo de formação da energia mecânica. Tendo em vista o que acabo de dizer, o movimento manifestado durante a realização de um exercício de contraresistência, deve direcionar essa energia mecânica e não dissipá-la em movimentos estressantes e fatigantes. E o direcionamento dessa energia mecânica é uma das motivações que me levou a formular sobre a escolha do tema proposto.
Concluindo, cabe sempre ter presente que, ao médio ou ao longo prazo, os movimentos mecânicos estressantes nunca são inócuos, ou bem tais movimentos levam a uma saudável hipertrofia, ou bem redundam em estresses estruturais ou funcionais ao músculo. Assim sendo, o objeto de análise a ser estudado têm por base, conceitos e princípios biomecânicos e fisiológicos referentes à mecânica da contração muscular. E possui como objetivo geral, investigar sobre os efeitos cíclicos do desperdício mecânico, por prática de movimento articular incorreto, induzido pelo estresse muscular.
Fábio Moura Véras é um fisiculturista ativo em Brasília/DF. Além de participar dos campeonatos brasilienses de fisiculturismo, Fábio atua como Coaching Body Designer (profissional que cuida do treinamento, nutrição e suplementação do aluno). A seguir, publicamos a entrevista que fizemos com o atleta, juntamente com fotos exclusivas tiradas para o nosso site.
Nome completo:
 
Fábio Moura Veras. Como é conhecido(a) no meio do fisiculturismo (apelido):
 
Fábio Veras. Data de nascimento:
 
05 de Abril de 1977. Cidade em que nasceu e cidade em que vive atualmente:
 
Nascido no Rio de Janeiro, morando em Brasília. Qual esporte praticava antes da musculação:
 
Sempre pratiquei esportes, entre eles natação, futebol, vôlei, mas obtive mais destaque nas modalidades individuais como o Judô e o fisiculturismo. Quando começou a treinar com pesos e por qual razão:
 
Aos 15-16 anos com o intuito de ficar mais fortinho e magro para impressionar as meninas. O que mudou na sua vida depois que começou a treinar:
 
A mudança no corpo veio rápido. Logo começamos a suplementar com aminoácidos liquidos e continuamos a ver resultados, mais força, mais músculos, veias, as mudanças estéticas obtidas com ferro e dieta me tornaram um aficcionado pelo esporte. Em que academia treina atualmente:
 
Atualmente treino na Academia FIT CLUB - Alta Performance e também na BODYTECH Brasília. Treina sozinho ou com parceiro:
 
Treino com 01 ou 02 parceiros o ano todo, faz grande diferença pra manter a motivação alta. Como é a série atual de treinamento:
 
A série atual evolui do para um aonde treinamos grupamentos e alças musculares diferentes a cada dia. Sinto que essa série me permite treinar forte e recuperar o suficiente para poder progredir. Quais são os métodos de treinamento (pirâmide, repetições forçadas, bi-sets, superséries, etc.) que costuma adotar na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):
 
O treino em si muda muito pouco na fase off para a , assim como a dieta que fica consistente o ano todo também. Acredito na periodização preventiva , treinar pesado e com técnicas de alta intensidade o tempo todo vai te levar ao overtraining e lesões, por isso procuro fazer a cada semana uma variação na intensidade e volume do treino a fim de permitir melhores ganhos no longo prazo e me manter longe das lesões e inflamações musculares ou articulares. Qual é o exercício de musculação preferido:
 
Gosto dos exercícios de peito em geral. Seja pressão ou crucifixos, a sensação do peitoral inchado não tem nada igual! Qual é o exercício de musculação que menos gosta:
 
Acho que o walking lunges (caminhada em avanço com peso nas costas ou nas mãos), ida e volta e teu coração vai na boca! Qual foi a maior carga que já levantou no supino reto e no leg 45:
 
Meu supino reto recorde é 180kg e o Leg 520kg, no supino foi RM (Repetição Máxima) mas no Leg foram 12 repetições completas com esse peso! Como é a sua dieta na fase de pré-competição e na fase fora de competição (offseason):
 
A dieta muda pouco, diria que saem as refeições de lixo no fim de semana. O carbohidrato é reduzido na maior parte dos dias com eventuais dias de recarga de glicogênio, muita proteína e muita suplementação sempre ! Qual é o alimento que mais gosta e que tem mais dificuldade de resistir quando está em dieta de pré-competição:
com certeza é meu ponto fraco mas depois de semanas de dieta parece que a fica em primeiro lugar na lista de desejos! Sofre alterações de humor quando está em dieta de pré-competição:
 
Melhorou muito minha preparação nesse sentido ao longo dos anos. Lembro quando há 15 anos átras éramos instruídos pelos mais experientes a cortar o sal da dieta 2-3 meses antes o que nos deixava bastante mal humorados.  
Fora isso, devido a falta de conhecimento na época junto com a , tenho certeza que ficávamos desnutridos apesar de definidos. Hoje em dia chego com o psicológico muito melhor e menos desgastado para a competição. O negócio não é quem sofre mais ganha mas sim o mais inteligente e com melhor planejamento que vai ganhar! Quais são os suplementos alimentares de que faz uso:
 
Multimineral-vitaminico , pre-treinos , whey protein , , , acetyl-l-carnitina , óleo de peixe , , , óleo de alho , glutamina , vitamina D3 . Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que mais gosta (efeitos ou sabor):
 
Em termos de sabor gosto dos whey da MET-Rx e Gaspari , em termos de marca nacional vou de dynamic lab , quanto aos importados fico com a MUSCLETECH , BSN , USP LABS , GASPARI , entre outros. Quais são os suplementos alimentares (produto e marca) que menos gosta (efeitos ou sabor) ou que considera desperdício de dinheiro (sem efeitos):
 
Boa pergunta. Não acredito no HMB , https://fisiculturismo.com.br/forum/topic/82752-qual-cla-tomar/ , Proteínas muito caras como a https://fisiculturismo.com.br/forum/topic/71079-muscle-milk-ou-syntha-6/ (acho desperdício), Proteína da Soja, Suplementos com Blends cheios de coisas e que não discriminam as quantidades de cada príncipio ativo (muito provavél de conter quantidades irrisórias e ineficazes da maioria da lista de ingredientes). Quais títulos já conquistou no fisiculturismo e em que anos?
 
Sempre classifiquei entre os 3 primeiros na categoria ao longo desses 17 anos de fisiculturismo e 15 competições realizadas mas meus maiores títulos foram o campeonato brasiliense, carioca e brasileiro junior ainda no final dos anos 90. Qual foi a melhor experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:
 
Certamente a de ter me tornado um exemplo de disciplina, dedicação e conhecimento na área do fisiculturismo, nutrição esportiva e suplementos e ter ajudado tantas pessoas a conseguirem transformar suas vidas através da atividade física e boa nutrição. Qual foi a pior experiência que já teve no mundo do fisiculturismo:
 
As frustrações nas competições que muitas vezes sofrem influências externas na decisão dos juízes e dos campeões. Quais eram as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) no último campeonato de que participou (nome do evento e data):
 
Ano passado competi pela primeira vez na categoria Super-Pesado +100kg aonde consegui a 2a colocação no Campeonato brasiliense com percentual de 6% de gordura, 101kg, 45cm de biceps e a coxa não tenho a medida. Quais costumam ser as suas medidas corporais (peso, percentual de gordura, circunferência de bíceps e de coxa) quando não está competindo:
 
Em anos anteriores costumava relaxar mais no off season e subir para 15% de gordura, de 2008 para cá não tenho mais permitido relaxar tanto até porque dificulta o pre-contest ter que reduzir muita gordura. O que as pessoas dizem sobre seu aspecto corporal com musculatura avantajada:
 
Acredito que impressiona alguns e assusta a outros, no entanto, dentro do meio em que convivo e entre as pessoas que conheço, só vejo admiração pelo fato de ser um exemplo há tantos anos. Que dicas daria para quem pretende ingressar no mundo do fisiculturismo:
 
A fase de pre-competição é a que exigirá mais conhecimento de si mesmo do atleta. Por isso recomendo aqueles que estejam pensando em competir que façam logo, para poderem aprimorar suas estratégias nessa fase crítica aonde qualquer erro pode te custar uma boa colocação na competição. Opinião sobre anabolizantes esteróides:
 
São usados por grande parte dos atletas. Minha dica é que se você vai partir para essa ou ja está usando qualquer tipo de hormônio, procure se informar o maximo possível sobre os tipos diferentes, o mercado negro , os efeitos colaterais e psicológicos e de preferencia um bom médico para fazer o acompanhamento clínico. Quais são os atletas do fisiculturismo nacional e internacional que mais admira:
 
A nível nacional nosso ícone maior Eduardo Correa e Internacional sou fã do Dexter Jackson pela simetria, Shawn Ray pela mesma razão e obviamente Ronnie Coleman , Branch Warren e Kai Greene pela monstruosidade e intensidade dos treinos! Se tem patrocinador, nome e contatos da empresa e forma de patrocínio:
 
Em busca de Patrocínio. Se atua como personal trainer, contatos para ser contratado:
 
www.fabioveras.com ou fabio@bodydesigner.com.br para consultorias em alta performance humana e nutrição esportiva.  
   
O atleta e body designer Fábio Véras também é colunista de nosso site. Consulte a página de matérias de Fábio para ler suas publicações. Para saber mais sobre o atleta, visite o perfil de Fábio no Facebook .  
   
Agradecimentos especiais ao fotógrafo Hugo Pimentel e à Academia FIT CLUB - Alta Performance . Se você é atleta de fisiculturismo e tem interesse em participar deste site, entre em contato conosco para agendarmos uma entrevista. Obrigado a todos os que participaram da elaboração desta matéria.
Foi disponibilizada no YouTube uma cópia integral do documentário "Bigger Stronger Faster: Is it still cheating if everyone's doing it?" cuja tradução livre é "Maior, Mais Forte, Mais Rápido: deixa de ser trapaça quando todo mundo trapaceia?". O filme faz uma séria crítica à sociedade por conta da hipocrisia em torno dos anabolizantes esteróides.
O filme tem duração de quase 2 horas e está com legendas em português. Qualquer pessoa que queira formar uma opinião crítica sobre o uso de anabolizantes esteróides deve assistir ao filme inteiro, que conta com a participação de atletas e profissionais gabaritados na área da saúde.
Há muitos anos (por volta de 15 anos atrás), quando o mercado de suplementos alimentares engatinhava no Brasil, fazia sucesso nas academias um tipo de suplemento alimentar chamado "massa". Naquela época, os suplementos de maior sucesso eram os aminoácidos líquidos (quem não se lembra do saudoso Amino 2222 da Optimum Nutrition) e a "massa" (lembra-se no nostálgico Maciste da Midway que vinha num baldão com um gigante fisiculturista no rótulo ou do Mega Mass da Nutrilatina?).
Com o desenvolvimento da indústria de suplementos alimentares, vieram diversos produtos que preencheram o imaginário dos atletas e praticantes de musculação com muito mais intensidade que a antiga "massa". Podemos citar os suplementos que prometiam estimular naturalmente o GH (os saudosos sublinguais) e a testosterona (pré-hormonais). A antiga "massa" passou a se chamar "hipercalórico".
As antigas "massas" eram suplementos alimentares de qualidade um tanto duvidosa. Suspeita-se que em sua composição havia muito açúcar entre os carboidratos. A quantidade de calorias de cada dose era absurda, e a ingestão da dose recomendada geralmente implicava em desarranjo intestinal.
O novo suplemento alimentar Massive Gainers da Nutek faz parte dessa categoria de suplementos alimentares que era chamada de "massa". No entanto, a qualidade desses produtos foi aprimorada, e até o nome foi atualizado: as "massas" viraram hipercalóricos.

O Massive Gainers promete ser uma alta fonte energética (hipercalórico), oferecer 26 gramas de proteína, nada de gordura trans, 12 vitaminas e 11 minerais. A proteína do Massive Gainers é chamada de High Protein Milk, contendo soro do leite em pó, concentrado protéico do leite, concentrado protéico do soro do leite e leite em pó desnatado.
Infelizmente, o chamado High Protein Milk não traz em sua composição a forma mais moderna de Whey Protein disponível no mercado, que é a hidrolisada. Quanto aos carboidratos, o produto tem como ingrediente a maltodextrina.

Como já visto na análise de outro produto da Nutek (Cytocuts Extreme Definition), o Massive Gainers é produzido pelo Laboratório ADS, que também produz suplementos alimentares para as marcas  Atlhetica Suplementos Nutricionais, Bad Boy Sports Supplements e Vitality.

Apesar de o Massive Gainers ser produzido por um laboratório que fornece suplementos alimentares para outras marcas, não há produto com a mesma fórmula na linha da Atlhetica Suplementos Nutricionais, Bad Boy Sports Supplements ou Vitality. A Nutek afirma que a fórmula do Massive Gainers é exclusiva, não sendo produzida pelo Laboratório ADS para outras marcas de suplementos alimentares.

A composição nutricional presente na tabela de informação nutricional estampada no rótulo do produto apresenta os dados da dose sugerida de 170 gramas (5 dosadores). Cada dose do produto ofereceria 650 kcal, 141 gramas de carboidratos e 19 gramas de proteínas. Também é informado o valor nutricional da dosagem sugerida com 250 ml de leite desnatado. Neste caso, são 725 kcal, 153 gramas de carboidratos e 26 gramas de proteínas. Lembre-se que as 26 gramas de proteínas são propagandeadas no rótulo do produto como chamariz do Massive Gainers, e somente estão presentes quando o produto é preparado com leite.

Outro detalhe que chama a atenção no produto é o selo de qualidade BPF. Como também já foi visto na análise de outro produto da Nutek (Cytocuts Extreme Definition),  BPF quer dizer “Boas Práticas de Fabricação”. A ANVISA estabeleceu uma série de normas que devem ser seguidas pela indústria alimentícia para garantir a qualidade final dos produtos. Portanto, não se trata de um selo de qualidade concedido por uma instituição de certificadora, mas de um mero jeito de propagandear que o produto segue as normas da ANVISA.

No que toca ao sabor do produto, trata-se de questão subjetiva, que sempre causa discussões acaloradas e inconclusivas. Em nossa opinião, o gosto não é ruim e nem bom, apenas aceitável. Misturar o Massive Gainers em água é uma tarefa que requer um pouco de paciência, mesmo com o uso de coqueteleiras ou shakers modernos. As pelotas surgidas no momento da mistura demoram um pouco para se dissolverem completamente.

Os suplementos alimentares hipercalóricos devem ser usados com cautela nas dietas, a fim de se evitar o ganho exagerado de gordura na fase bulking (ganho de massa). Apesar de não estarem mais muito na moda, são bons companheiros de pessoas ectomorfas (que têm muita dificuldade para ganhar peso e precisam de dietas especiais para ectomorfos).
Se você está tendo dificuldades para ganhar peso com o treinamento de musculação, talvez este seja o suplemento alimentar ideal para complementar a sua dieta. Converse com seu nutricionista e o questione acerca da possibilidade de adotar um hipercalórico para dar aquela forcinha extra na alimentação se for necessária a ingestão de um número maior de calorias.
 
Injetar uma ampola das famosas “bombas” através de um ciclo não é a única maneira de manipular os hormônios esteróides anabolizantes no organismo humano para quem pratica a musculação. Esses hormônios em especial a testosterona além de ser um fármaco sintético é também um hormônio natural secretado pelos testículos do homem e tem influência junto ao treinamento de força inclusive sendo um potente estimulador do crescimento muscular. O que precisa é saber como manipulá-la através de tantas séries de tantas repetições.
Em primeiro lugar, o treinamento de forca de alta intensidade é um potente estimulo para o aumento da concentração da testosterona como resposta de uma única sessão. E à partir daí, a situação tende a melhorar pois, esse hormônio influencia a produção de força devido a uma modificação nos tipos de células musculares e mediação de amplitude dos pulsos do hormônio do crescimento, além da influencia na “fabricação” de neurotransmissores importantes para a contração muscular.
Mas a quantidade da testosterona depende de fatores ligados ao treinamento como volume, intensidade, método (se são series simples ou múltiplas, por exemplo), tipo de contração muscular, massa muscular envolvida, além de fatores como idade e nível de treinamento dos indivíduos.
Metabolicamente falando é sugerido que a testosterona induzida pelo exercício é correlacionada com o aumento do lactato sanguíneo (que é uma substância decorrente de várias contrações musculares ininterruptas) e percebemos esse aumento no lactato sanguíneo quando temos uma sensação de queimação muscular durante a série que provavelmente é responsável pela fadiga.
Outro fator que também podem ser responsável pela indução de testosterona via exercício é a vasodilatação relacionada a liberação de oxido nítrico que virou moda em suplementos mas, também pode ser manipulado pelo tipo de exercício.
Portanto é necessário saber o que se está fazendo na hora de treinar, pois conforme se modifica o volume de uma sessão de musculação, o balanço entre hormônios anabólicos e catabólicos se modifica. E sendo assim, quem não tem competência de verdade ou só tem para alterar a ordem dos exercícios quando troca um programa de treinamento, simplesmente não sabe o que está fazendo em relação aos hormônios esteróides anabolizantes naturais do organismo. Algo que nem preciso salientar que é extremamente necessário para quem espera por resultados.
As carnes são importantes na dieta
Atletas e esportistas estão sendo atraídos por um estilo alimentar mais saudável, estão mais conscientes do malefício que o excesso no consumo de alimentos gordurosos, com muito sal ou açúcar trazem à saúde, por isso mesmo, muitos eliminam as carnes do cardápio devido a essa filosofia. Entretanto, como toda regra tem exceção, as carnes também têm sua importância na dieta e por isso não devem ser totalmente eliminadas. E muito importante: existem as versões magras e saudáveis de certas carnes! Confira os benefícios:
1º - Proteínas
É conhecido que a dieta de pessoas que treinam deve conter uma maior quantidade de proteínas, tanto para reparação de lesões das fibras musculares, como para manutenção da massa muscular, quanto para pequeno fornecimento de energia durante exercícios prolongados (aminoácidos de cadeia ramificada, por ex.). A proteína contida nas carnes é a de melhor qualidade para esses objetivos, afinal, possui todos os aminoácidos necessários ao organismo, e melhor absorção deles (alto valor biológico). As proteínas de origem vegetal não são tão bem assimiladas pelo organismo e músculos como as de origem animal.
2º - Vitamina B12
Essa vitamina do complexo B, importante para a formação do nosso DNA e saúde neurológica e organização do metabolismo, só é encontrada em alimentos de origem animal, como as carnes. Quem elimina alimentos de origem animal do cardápio, deverá fazer uma suplementação da vitamina, assim como todas do complexo B.
3º - Ferro
A forma do ferro encontrada nas carnes é mais facilmente absorvida do que a forma encontrada em vegetais. O ferro é importante no transporte de oxigênio e nutrientes e sua diminuição no sangue pode causar apatia, cansaço fácil e anemia.
4º - Zinco
O zinco é essencial na manutenção do sistema imune, ganho de massa, recuperação do organismo após treinos, saúde da pele e regulação do sistema hormonal (principalmente testosterona), então, o consumo diário de carne, mantém a concentração de zinco sempre alta no sangue.
Os nutrientes citados acima são encontrados em qualquer tipo de carne, porém, de acordo com o animal de origem, cada carne tem sua particularidade, confira:
a) Carne bovina
A carne vermelha é naturalmente mais gordurosa do que a branca, mesmo em cortes mais magros, então o conselho é que estas sejam consumidas no máximo em 4 refeições na semana. Um benefício das carnes vermelhas é que elas possuem mais ferro e zinco biodisponível. A carne bovina é naturalmente mais rica em creatina também, porém, possui um alto conteúdo de gordura saturada, um dos piores tipos de gordura existente. Cortes mais magros: alcatra, carne moída magra, filé mignon, lagarto e rosbife. Cortes muito gordurosos: contrafilé, costela e picanha. Sugestões de preparos saudáveis: grelhado, assado, ao molho (madeira, por exemplo), cozido, acebolado, etc.
b) Frango
A carne do frango é uma excelente opção para quem deseja uma dieta mais magra e saudável. Tem níveis de proteína muito semelhantes à carne bovina e sua vantagem é ser mais magra na maioria das partes. O ideal é que o frango seja consumido grelhado, cozido, ensopado ou acebolado também. As frituras devem ser sempre evitadas em qualquer tipo de carne, assim como molhos gordurosos à base de queijo, presunto, etc. Lembrando que pele de frango não deve ser consumida em hipótese alguma: é fonte de gordura ruim pura! Evite também coxa e asas. Prefira sempre o peito. Dica: as partes mais escuras da carne são as mais ricas em ferro.
c) Peru
A carne do peru é de uma qualidade impressionante. O peito dessa ave é uma das carnes mais magras que existem e ainda é rica fonte de vitaminas do complexo B, essenciais para um bom funcionamento do metabolismo. É rica em ferro e zinco também. O ideal seria o consumo de filés de peito, porém, a indústria brasileira tem facilitado o consumo dessa carne, através de frios, mas atenção: evite comprar peito de peru defumado ou muito salgado... Quanto mais natural e light melhor! As melhores formas de se consumir peru são: grelhado, assado ou fatiado (frios).
d) Peixe
O peixe é obrigatório em uma dieta saudável. Além de ser uma carne magra, de fácil digestão e absorção, rica em proteínas e minerais, ainda é fonte de gorduras boas, tornando-o exclusivo nesse perfil de nutrientes. As gorduras boas do peixe irão ajudar no bom funcionamento hormonal do corpo, saúde cerebral e ganho de massa muscular magra. Sua principal gordura, o ômega 3, é naturalmente anti-inflamatório, cardioprotetor e responsável pela saúde neurológica. Assim como o frango e o peru, o peixe pode ser consumido diariamente sob a forma cozido, assado ou grelhado. Peixe frito/empanado deverá ser excluído de sua dieta.
Como escolher?
Então, para desfrutar dos benefícios das carnes e não ter prejuízos na saúde, você deverá sempre escolher cortes magros de carnes (tanto brancas quanto vermelhas). A carne branca é naturalmente mais magra e as gorduras do peixe, como visto anteriormente, são benéficas, então, o consumo delas deverá ser maior, desde que consumidas sem pele, sem ser defumadas ou enlatadas e em preparações sem fritura e queijos amarelos. Caso sua preferência sejam as carnes vermelhas, sem problema algum também, desde que as porções sejam controladas e sejam consumidas em preparações magras (assadas, grelhadas, ao molho, cozidas, etc.).
Carnes de porco e ostras devem ser consumidos em menores quantidades, pois apesar de serem ricas em proteínas e zinco, possuem elevados níveis de gordura.
Se você ainda não concorda com as idéias acima e quer eliminar as carnes do cardápio, faça de uma maneira correta: procure orientação de um nutricionista para que ele possa adequar seus cardápios e evitar deficiências nutricionais, prejudicando sua saúde e seu desempenho no esporte.
REFERÊNCIAS:
KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.
KLEINER, SM. O papel da carne na dieta do atleta: seu efeito na inter-relação entre macro e micronutrientes. GSSI, 1998.
BIESEK, Simone; GUERRA, Isabela, ALVES, Letícia Azen. Estratégias de nutrição e suplementação no esporte. Editora Manole, 2005.
MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição esportiva. Editora Artmed, 2004.
O músculo esquelético de um adulto é formado por quantidades iguais de fibras de contração lenta (Tipo I) e de contração rápida (Tipo II). As fibras de contração lenta apresentam um maior fluxo sangüíneo, uma maior densidade capilar e também, um maior número de mitocôndrias. Este tipo de fibra é bastante resistente à fadiga, desde que o fluxo sangüíneo seja mantido. As fibras do Tipo IIb entram em fadiga rapidamente quando são requisitadas para a contração muscular. O organismo adapta-se ao aumento de intensidade de exercício (de leve para moderado a intenso) pela utilização de maior número de fibras em geral na seguinte ordem: Tipo I, Tipo IIa e Tipo IIb. Sabendo-se das características dos tipos de fibra, torna-se fácil entender porque o desempenho atlético pode ser facilmente prolongado de intensidade submáxima e de curta duração até aquele de alta intensidade. Sabe-se que as adaptações das fibras musculares induzidas pelo treinamento não promovem alterações significativas entre as fibras de contração lenta (Tipo I) e contração rápida (Tipo II). O elevado número de fibras de contração lenta (70 a 90%) que observa-se em atletas de resistência de alto nível, provavelmente, é genético e não devido ao treinamento.
Longevos e velhos fragilizados têm menor musculatura esquelética, fruto do desuso, doenças, subnutrição e efeitos acumulativos da idade. Daí a necessidade de se traçar estratégias para a prevenção da massa muscular com o envelhecimento. Em indivíduos sedentários, a massa magra é a principal consumidora de energia de forma que sua diminuição com o envelhecimento faz com que sejam menores as necessidades energéticas. Assim, é fato que a força muscular, a área de secção transversal do músculo e a relação entre ambas diminuam com o envelhecimento. Todavia, essas alterações quantitativas explicam só em parte a perda de força idade-relacionada, uma vez que se tem demonstrado que algumas alterações fenotípicas presentes no músculo senescente estão relacionadas a uma transcrição gênica alterada. A musculatura esquelética do velho produz menos força e desenvolve suas funções mecânicas com mais lentidão: diminuição da excitabilidade do músculo e da junção mioneural; há contração duradoura, um relaxamento lento e aumento da fadiga; a diminuição da força muscular na cintura pélvica e nos extensores dos quadris resulta em maior dificuldade para a impulsão e o levantar-se; e a diminuição da força da mão e do tríceps torna mais difícil o eventual uso de bengalas. Todavia, nem a reduzida demanda muscular tampouco a perda de função associada são situações inevitáveis do envelhecimento, uma vez que podem ser minimizadas, e até revertidas, com o condicionamento físico.
O músculo esquelético é a maior massa tecidual do corpo humano. Com o envelhecimento, há uma diminuição lenta e progressiva da massa muscular, sendo o tecido nobre, paulatinamente, substituído por colágeno e gordura. Ela diminui aproximadamente 50% (dos 20 aos 90 anos) ou 40% (dos 30 aos 80 anos). Tal perda tem sido demonstrada: primeiro, pela excreção da creatinina urinária, que reflete o conteúdo de creatina nos músculos e a massa muscular total; segundo, pela tomografia computadorizada, em que se observa que, após os 30 anos de idade diminui a secção transversal dos músculos, há menor densidade muscular e maior conteúdo gorduroso intramuscular (alterações que são mais pronunciadas na mulher do que no homem); e terceiro, histologicamente, detecta-se uma atrofia muscular as custas de uma perda gradativa e seletiva das fibras esqueléticas (o número de fibras musculares no idoso é aproximadamente 20% menor do que no adulto, sendo o declínio mais acentuado em fibras musculares do tipo II – anaeróbias, de contração rápida – que, de uma média de 60% em adultos sedentários, vai para menos de 30% após os 80 anos). Tal declínio está diretamente relacionado com a diminuição da força muscular idade-relacionada.
Pelo exposto anteriormente, nota-se a importância da prática regular de atividade física para adquirir os diversos benefícios intrínsecos a mesma e também atenuar as perdas provenientes do envelhecimento. Contudo, é de fundamental importância procurar um profissional especializado no momento da realização do treinamento físico.
Atualmente um lanche natural e bem saudável é uma ótima opção para o almoço em algumas situações, jantar, lanches entre as refeições grandes, antes e após o exercício, etc., ou seja, para qualquer refeiçãonum dia mais corrido. Você pode preparar diversos sabores diferentes (importante para variar os nutrientes e você não enjoar) e carregá-los numa bolsinha térmica ou deixar na geladeira do trabalho ou em casa. Isso evitará a ingestão de fast-foods, salgados, pizza, bolachas e/ou outras guloseimas.
Veja algumas opções:
1- PÃO: Dê preferência aos de forma light ou integral (pode ser o branco light também), sírio branco ou integral, francês integral ou os à base de cereais e soja. De vez em quando você pode usar o pão francês, porém, sem miolo! Ao eliminar ou até mesmo reduzir pães à base de farinha branca, açúcar e gordura você tem um benefício muito grande, afinal, as chances de acumular gorduras será muito menor. Além disso, pães com fibras ou cereais, irão prolongar sua saciedade.
2- RECHEIO 1: Para rechear o pão, você pode utilizar: molho de tomate, queijos cremosos light como ricota, cottage, cream cheese, requeijão sem gordura, margarina light ou geléia diet para sanduíches doces (que podem até ser usados como sobremesa!). Esporadicamente use maionese 0% gordura também! Para completar o lanche, o restante do recheio deverá vir na forma de proteínas sólidas. As pessoas pecam no recheio colocando alimentos gordurosos, cheios de sal ou frituras, então, agora que você está disposto a montar um lanche mais magro, utilize: peito de peru, presunto magro, peito de frango fatiado ou desfiado, peito de chester, queijo branco, hambúrguer de soja, de frango ou peru, mussarela light, atum, sardinha, ovo cozido ou blanquet de peru. Evite utilizar: salsicha, carne frita, salame, lingüiça, mortadela, ovo frito, queijos amarelos, embutidos, presunto com capa de gordura, hambúrguer, etc.
3- TEMPEROS: Varie entre os seguintes: molho de pimenta, pimenta calabresa, azeite, vinagre, limão, mostarda ou molhos p/ salada sem gordura. Você também pode usar temperos secos encontrados em loja de produtos naturais!
4- OBRIGATÓRIO: Sempre coloque legumes e verduras (rúcula, tomate, alface, cenoura ralada, beterraba ralada, cebola, seleta de legumes, etc.), assim seu lanche será bem parecido com uma refeição completa! Quanto mais colorido melhor!
Pronto! Agora é só usar sua criatividade (com a ajuda das receitas lights da Internet) e montar uma lista de receitas de lanches naturais diferentes e variados! Como variação, quando estiver em casa, você pode montar o lanche e colocá-lo na chapa para consumí-lo quente ou torrado!
Bom apetite!
Nesta edição, vamos tratar de um tema um tanto polêmico. Uns são à favor, outros são contrários. Afinal, o que são esteroides anabólicos (EAA) e para que servem? Vamos tentar esclarecer um pouco sobre este tema.
Ao contrário do que muitos pensam, EAA não é algo anormal criado por cientistas da NASA para formar homens absurdamente fortes. Eles são apenas medicamentos criados para corrigir um tipo de patologia, como outros medicamentos. Fazem mal? Sim, fazem, como qualquer outro medicamento utilizado sem prescrição e acompanhamento médico.
Mas os esteroides matam!? Quem disse? Quem comprovou? O sensacionalismo da mídia brasileira (que propaga até que suplementos alimentares causam malefícios) diz que matam. Não estou dizendo que esteroides anabólicos não causam malefícios, mas devemos propagar também os efeitos colaterais de outros medicamentos, como por exemplo: o AAS, os anti-inflamatórios, os antibióticos e por que não falarmos dos dois outros males, que quase não são mencionados, que são o cigarro e a bebida alcoólica (e que são vendidos sem receita e livremente).
Há uma diferença: os EAA causam mal para o usuário, já o cigarro para quem usa e para quem está próximo (que é obrigado a inalar a fumaça do fumante). É comprovado que esta causa mais males a quem é fumante passivo do que para o ativo.
Também é comprovado que a cada duas pessoas fumantes, uma morre pelos males causados pelo cigarro, ou seja, 50%. E o álcool? Este apresenta vários males dignos de nota, como os acidentes de trânsito com mortes, e outros vários.
Nunca ouvi dizer nos noticiários que alguém tomou esteroide e dirigiu em alta velocidade e matou várias pessoas. Alguns conceitos e preconceitos precisam ser revisitados, pois muitas pessoas, quando ouvem falar em esteroides anabólicos, já os associam a pessoas que treinam com pesos (fisiculturistas, basistas, e apenas praticantes).
Este preconceito, infelizmente, acomete muitos seres humanos. Por exemplo, se você passar em um prédio em construção e vir um pedreiro todo definido, sem camisa, você vai logo dizer: "nossa, olha que genética!". Agora se este mesmo indivíduo for colocado num ginásio de musculação, qual será a sua frase? "Esse cara toma bombas..."
Infelizmente é esse o pensamento da maioria da população. Quem treina sério e faz uma dieta correta tem que ouvir piadinhas como: "bombado, sem cérebro, burro, etc.." Vou dar mais um exemplo de ignorância populacional. Num tópico em uma rede social, tacharam quem treina e faz dieta como retardado e exibido, dizendo prefirir-se pessoas com barriga e com cérebro.
Abriu-se um tópico com mulheres, dizendo que mulheres que tem corpo sarado são burras, não sabem contar além de 15, que seria o número de repetições que executa. Como pode em um país que é proibida a discriminação pela cor da pele, opção sexual, classe social, discriminar alguém pelo tamanho dos músculos?
Agora eu me pergunto: "Quem é o ignorante?". As pessoas que acham que os EAA estão apenas com os fisiculturistas, se esquecem que atletas do atletismo são pegos com uso de substancias proibidas, e os atletas do basquete dos EUA (que ficariam muito bem colocados se viessem disputar o fisiculturismo por aqui), e o jogador de futebol que sai do interior de algum estado aqui do Brasil pesando 50kg e vai jogar na Europa e em menos de um mês esta com mais de 80kg, com uma enorme massa magra.... Pensemos antes de falar.
Bem, vamos ao que interessa. O que são esteroides anabólicos? São substâncias derivadas do hormônio masculino testosterona. Elas promovem o crescimento muscular e o aumento de massa corpórea. Geralmente os anabolizantes são utilizados por atletas ou pessoas que querem melhorar a performance e a aparência física, como drogas ilegais, em academias e clubes esportivos.
Anabolizantes são tomados por via oral (pílulas) ou injetados. Muitas vezes são tomadas doses centenas de vezes mais altas que as prescrições médicas. Além disso, os usuários costumam combinar uma série de tipos diferentes de esteroides para aumentar os efeitos.
Vale a ressalva de que esses medicamentos, por serem ilegais, muitas vezes são trazidos do exterior na clandestinidade, ou, muitaS vezes feitos, em laboratórios de fundo de quintal, sem o menor controle de qualidade, e a menor higiene, o que representa um risco a mais para os usuários.
É por isso que sou a favor da conscientização e não da proibição, sem ao menos explicar o porquê. Talvez por alguns profissionais da área de saúde não saberem nada sobre o assunto, recusam-se a falar sobre os esteroides. Ou talvez por falsa ética, pois existem médicos que não falam sobre EAA, mas receitam remédios para emagrecer, ou calmantes fortes, que também causam danos a saúde.
Benefícios dos esteroides anabólicos:
Aumentam a força de contratibilidade da célula muscular, através de um maior armazenamento de fósforo creatina(CP), este ajuda repor o ATP (fonte principal de energia do músculo), quanto maior a quantidade de CP armazenado no músculo, mais forte e denso ele será; Aumentam a síntese da proteína, promovendo assim um balanço calórico positivo. É por isso que pessoas que fazem uso destas substâncias ingerem um número maior de proteínas que as demais; Aumentam a retenção de glicogênio (substância derivada da quebra de carboidratos). Quando se esgota o estoque de ATP, o glicogênio passa a entrar em cena para manter o suprimento de energia, caso o esforço se prolongue. O aumento na retenção de glicogênio resulta no aumento do volume muscular; Favorecem a captação de aminoácidos pelas células musculares; Bloqueiam o hormônio cortisol, que é um hormônio liberado pelo stress e após o treinamento intenso, este é antagônico a testosterona, e é responsável por impedir o crescimento muscular, ou seja, quanto mais cortisol, menor desenvolvimento muscular. Enfim, são estas as características dos esteroides anabólicos, mas lembre-se, só quem pode prescrever são os médicos, ninguém que não necessita desta substância deve fazer uso.Treine pesado e faça dieta.
Assista a um vídeo que trata dos benefícios dos esteroides anabolizantes:
 
Provavelmente você já ouviu falar de que a lesão mais incidente em quem pratica musculação é justamente nos ombros. Dores para levantar o braço, fazer movimentos acima da linha da cabeça, rotações e até mesmo ao apoiar-se em algum lugar, são mais comuns do que imaginamos.
A estrutura desta articulação é de certa forma mais vulnerável a lesões no ambiente da musculação, isso pela sobrecarga a que frequentemente ela é submetida sem a devida preparação prévia (tanto a preparação para o treino do dia, quanto ao fortalecimento prévio), também devido a fatores genéticos que comumente não são levados em conta em uma avaliação física comum de academias, nem mesmo por parte de alguns profissionais na elaboração do treino, como, por exemplo, a limitação de movimento da articulação por conta de sua formação, fato que pode causar desconforto (normalmente não observado ou levado em consideração) durante a realização de determinados exercícios, como o popular supino reto com barra.
A posição dos ombros na realização do supino está de certa forma condicionada a barra, que é sempre reta, não dando liberdade para um ajuste mais agudo do posicionamento, mesmo em busca de mais conforto para a articulação durante a execução do exercício. É um fator pequeno que pode desfavorecer a articulação em questão e que pode ter agravantes negativos em longo prazo com sua repetição. O que hoje é um desconforto, amanhã pode representar uma lesão.
O mesmo exercício sendo executado com halteres já permite um ajuste muito mais detalhado na relação posicionamento x conforto x eficiência. Uma leve adução de ombros com acompanhamento dos antebraços (como o que o Jay Cutler faz na foto acima), já pode ser suficiente para tornar o exercício muito mais confortável, mantendo uma mecânica quase idêntica e levando-se em consideração que por ser mais confortável permite melhor execução, podemos entender e assim prever que será mais eficiente, nesse caso, os halteres não formarão uma linha reta quando aproximados no alto (início do movimento) eles devem formar uma linha em forma de “V” bem discreta. Além disso, uma breve inclinação (inferior a 45º) também pode deixar o trabalho mais confortável para seu ombro.
Para finalizar aqui vão algumas dicas para você se preparar para treinar peitoral, com barra ou halteres:
- Mobilização: movimentar a articulação do ombro repetidamente sem qualquer carga adicional com movimentos circulares e retilíneos dos braços, em variados sentidos, sem necessidade movimentos bruscos, o objetivo é melhorar a lubrificação da articulação e permitir um melhor ambiente para a cápsula articular. Um bom exemplo é a elevação frontal alternada com total amplitude, evite usar cargas. Outro bom exemplo é manter os braços estendidos e abertos na linha dos ombros (como a posição final da elevação lateral) e fazer discretas rotações para frente e para trás.
- Manguito rotador: preparar a musculatura estabilizadora também é uma boa alternativa para prevenção de dores e lesões inesperadas. Os exercícios não precisam ser realizados com cargas expressivas quando o objetivo é a preparação para treinar. Exercícios de rotação interna e externa no “crossover“ já podem ser suficientes.
- Aquecimento específico: realize uma ou duas séries com aproximadamente 50% do peso que você executará seu treino, velocidade moderada, não precisa ter pressa, faça de 10 a 15 repetições com boa amplitude. A partir daí comece seu treino.
- Divisão do treino: a formato de divisão do seu treino pode não permitir um descanso adequado para os ombros, ou seja, você pode estar sobrecarregando-os por falta de descanso. Uma dica para ser testada é treinar peitoral no mesmo dia de ombros, mas treine os ombros secundariamente, por uma questão de sinergismo.
- Treine seus ombros adequadamente: um caso possível ainda de se prever é o de pessoas que não treinam os ombros. Isso acontece frequentemente quando a divisão do treino do indivíduo o submete a treiná-los com as pernas. Comumente aqueles que não gostam de treinar pernas simplesmente “pulam” esse treino e fazem outro. Uma musculatura sem o devido fortalecimento poderá não suportar tamanho esforço exigido no treino de peitoral, onde a musculatura dos ombros é um dos principais sinergistas.
Reveja os pontos acima, faça testes de ajustes e o mais importante, livre-se do senso comum de que o supino com barra é insubstituível.
Abraços e bons treinos!
O Kickboxing é uma arte marcial americana que consiste em chutes e socos, protegidos por equipamentos de proteção individual, tais como luvas, botas, caneleiras, coquilhas e protetores bucais. O kickboxing teve sua origem na Tailândia (Muay Thai), há dois seculos aproximadamente, a partir dai, desenvolveu-se nos Estados Unidos no final da década de 60, uma variação que proibia chutar abaixo da linha da cintura, podia bater-se sem grandes restrições, daí surgiu o Full Contact, que era uma luta com contatos muitos contundentes.
Quem criou o Kickboxing, foi uma geração de praticantes de Karatê, que se decepcionaram com as regras deste, que na época, proibia o contato excessivo.
Esses atletas resolveram promover competições abertas, com Knock out permitido e incentivado.
Num sentido amplo, há várias artes marciais nomeadas como kickboxing, incluindo o adithada(boxe indiano), leghwei(boxe birmanês), assim como o savate(boxe francês). Num sentido restrito, o termo kickboxing é associado ao Kickboxing Japonês ao Kicboxing americano e estilos ou regras spin-off.
O kickboxing é muitas vezes confundido com o Muay Thai (boxe tailandês), pela proximidade que são as duas lutas, modificando apenas as regras, vestimentas certos golpes que são permitidos no Muay Thai e não são no kickboxing o uso do cotovelo e do joelho (cotoveladas e joelhadas) não são permitidos em Kickboxing, já em outra modalidade de kickboxing que é o K1, os golpes de joelho são permitidos.
Ambos são semelhantes mas com extremas diferenças, não apenas nas regras, mas também na prática. Contudo, o foco do lutador durante a luta é diferente. Nas regras do muay thai, tem as cotoveladas a mais. Já as joelhadas são permitidos tanto no muay thai como na modalidade K-1 do Kickboxing.
Dentre as várias variações de Kickboxing apresentadas, deve-se procurar uma onde a Academia, o professor ou os atletas são íntegros, que saibam representar bem o esporte, sem denegrir tal arte marcial, tão bem conceituada.
Em uma competição de Kickboxing, os lutadores devem posicionar-se de pé, com separação mínima entre os pés de dois palmos, e entre os competidores de dois metros. A competição deverá ter dois a três rounds, com duração de dois minutos, dependendo do número de competidores, devendo-se observar que, durante uma seletiva, os combates deverão obedecer a regra dois por dois, ou seja, dois rounds de dois minutos de combate intercalados por um minuto de descanso, e durante as semi-finais, a regra três por três, sendo estas regras acordadas anteriormente por reunião técnica ou cursos e congressos.
No Kickboxing, bem como qualquer outra arte marcial, deve-se procurar academias filiadas e professores aptos e diplomados, pois toda academia precisa ter uma entidade superiora que a supervisione, que preste suporte para que sempre possa melhorar seu trabalho tanto na área prática, como na teórica, pois não basta o atleta saber apenas socar e chutar, tem que saber também a teoria, ou seja, os fundamentos, a história, seus criadores, etc.
Veja um vídeo com os movimentos básicos do Kickboxing:
Quanto mais o tempo passa e acreditamos que algumas coisas ficarão para trás, mas nos damos conta de que algumas regras serão levadas para sempre. Assim funciona para os padrões estipulados pela sociedade moderna.
Partimos de um conceito onde ser gordinha era bonito, mulher para ser valorizada tinha que ter literalmente onde pegar, mas aonde estes conceitos foram parar? O que habita nosso mundo ultimamente são formas impecáveis, mulheres e homens de corpos perfeitos, na medida exata e que ainda assim não se dão por satisfeitos.
No início do ano em uma pesquisa pela internet estive reparando nos protagonistas do reality show Big Brother Brasil e atentei para o fato da maioria das mulheres apresentarem um corpo perfeito, do tipo escultural e claro que isso seria óbvio, até porque mulher bonita atrai os olhares não só de homens, mas também das mulheres que desejam ter um corpo de parar o trânsito.
Mas pude notar também que com relação aos homens, este ano pelo menos, o programa estava mal servido, nada de homens sarados e sim perfis normais. Alguns gordinhos, outros magros demais, um tio coroa e apenas um Mr Mundo que para muitas mulheres é digno de valer a pena o programa todo.
A dúvida que cerca meus pensamentos é se estes tipos passam a interferir de forma direta na vida das pessoas ou se são escolhidos apenas por ser mais bonitinho esteticamente para a televisão? Digamos assim, temos o exemplo de uma mãe de 36 anos que exibe um corpo que deixa muita menininha de 15 anos no chinelo, mas a questão é: Será que este fato inspira as mulheres a correrem para a academia? Ou será que causa apenas uma cobiça?
Alguns especialistas afirmam que a televisão serve como formador de opinião, mas sinceramente não acredito que algumas pessoas trocam a vida sedentária apenas por ver uma mulher exibindo um corpo escultural em um reality show. A cobiça, inveja, o desejar um corpo perfeito eu até consigo acreditar, mas que irão largar a preguiça de lado e correr pra uma academia apenas por isso eu acho pouco provável. Esse desejo tem que ir além de uma bunda perfeita ser exibida na televisão, tem que partir de uma vontade própria.
Pare pra pensar quantas vezes você já disse: “Amanhã vou começar minha dieta”, “Amanhã vou à academia” ou até mesmo algo mais simples “Amanhã vou caminhar”, não precisamos de nada muito distante do nosso mundo, mas isso são coisas que todo mundo ao menos uma vez na vida já prometeu e aposto que grande maioria nunca cumpriu. E não cumprimos por comodismo, por achar que calçar um tênis e ficar uma horinha dentro da academia é esforço demais e mais ainda trocar meu X Bacon por um lanchinho natural? NUNCA!
Atingir um corpo perfeito vai além de aparecer em um programa de televisão ou de abrir mão de um refrigerante, para isso é necessário FOCO. Se você tiver foco, determinação e disciplina nada será tão difícil quanto parece e talvez até sua dieta se torne mais fácil. Não pense que estes corpinhos perfeitos ficaram deste jeito sem esforço porque nada vem de graça, pelo contrário pode custar muito caro.
A atleta Daniele Oazen Bracca tem se destacado com sua classe e leveza nos palcos. Muito dedicada e disciplinada, Daniele se prepara como poucas. Musculação é uma atividade de precisão. Erros não são tolerados. Assim como nas artes marciais competitivas, na musculação o atleta também pode ser nocauteado se não for preciso. Por isso, dedicação é fundamental para o sucesso.
O treinamento de Daniele tem se baseado no método de intensidade total do professor Waldemar Guimarães. Neste método, são utilizadas técnicas que eram empregadas pelo Mister Olympia (6x) Dorian Yates.
No método de intensidade total, utiliza-se movimento explosivo na fase concêntrica e vagaroso (lento ou controlado) na fase excêntrica. A contagem de repetições não é tolerada: somos seres humanos, não somos máquinas. O que se busca é a fadiga total, cada treino é diferente.
Antes do treinamento com pesos, a atletas realiza um aquecimento geral por intermédio de uma caminhada de 5-10 minutos na esteira. Em seguida, realiza alongamentos leves e aquecimento localizado.
Daniele executa, normalmente, 3 a 4 séries. A primeira é para aquecimento. As demais são realizadas do seguinte modo:
Série 1: SUBMÁXIMO - corta-se a execução do exercício antes da falha da musculatura.
Série 2: FALHA - encerra-se a execução com a falha na repetição concêntrica, não se valendo de "roubos" e nem se utilizando excessivamente de músculos sinergistas.
Série 3: FALHA TOTAL - a execução do exercício é forçada após a falha na fase concêntrica com a aplicação de métodos avançados: séries negativas, execução com ajuda de parceiro de treino e "roubando" (execução imperfeita), dentre outros métodos.
Rotina Semanal de Daniele Oazen:
Segunda: Quadríceps
Terça: Costas Tríceps e Ombro
Quarta: Glúteo, Panturrilhas e Abdome
Quinta: Descanso Ativo (Aerobiose em jejum)
Sexta: Repete treino de segunda
Sábado: Repete treino de terça
Domingo: Descanso ativo
Continua o ciclo...
Note que Daniele não realiza uma rotina específica para peitorais e bíceps. Ela tem facilidade para desenvolver esses grupamentos musculares em detrimentos dos demais.
Abaixo está epecificado o treino de glúteos, panturrilhas e abdominais:
GLÚTEOS E PANTURRILHA
Agachamento no CaixoteAquecimentoSubmáximoFalhaFalha Total Elevação de Pelve com HalteresSubmáximoFalhaFalha Total AbdutoraSubmáximoFalhaFalha Total 4 Apoios no Banco com Polia BaixaSubmáximoFalhaFalha Total Avanço com Passada Larga na EsteiraSubmáximoFalhaFalha Total Flexão Plantar Solear (Gêmeos Sentado)SubmáximoFalhaFalha Total
ABDÔMEN
3 a 5 séries de 15 a 25 repetições de Crunch Conjugado com Elevação de Pernas Horizonal
Daniele corre levemente na areia aos sábados (aerobiose).
Para uma assessoria individualizada em seu treino, entre em contato com Rafael Bracca.
Assista a vídeos de treinamento de Daniele no YouTube:



Galeria de fotos de Daniele Oazen Bracca:
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O Kettlebell (ou Girya como é conhecido no seu país de origem) é uma novidade no Brasil, entretanto, configura-se num dos métodos mais antigos e eficientes do mundo do treinamento desportivo.  Podemos analisar que é antigo, pois teve origem no século XVIII, na Rússia, primeiramente por camponeses e trabalhadores de mercados russos e posteriormente sendo usado por atletas que competiam na modalidade "homem mais forte", com um significado maior na busca de força e resistência pelos homens da época.
Caracteriza-se como um equipamento utilizado como contrapeso composto por uma bola de ferro fundido com uma espécie de alça, que pode ser encontrado em diferentes pesos e tamanhos, embora a medida de peso usada originalmente pelos praticantes russos era a de um (1) pood, que equivale a 16 Kgs, e os pesos eram classificados com 1, 1 ½, 2 e 2 ½ poods, com o avanço, atualmente, há uma variedade ainda maior de pesos (6 kgs, 8 kgs, 12 kgs, 14Kgs,16kgs, 18Kgs, 20 kgs, 24kgs, 26Kgs, 28Kgs, 32kgs, entre outros até 48Kgs).
Pode ser usado em qualquer ambiente e transportado com grande facilidade. Proporciona significativa liberdade e uma variedade de combinação de movimentos, A forma do equipamento, graças ao arredondado da alça, permite uma rápida e fácil passagem do peso de uma mão para outra com velocidade (movimentos balísticos) tenham amplitude máxima, e dependendo dos exercícios, mudem as alavancas do peso em relação ao corpo.
O kettlebell é uma ferramenta de treinamento funcional e apesar de se enquadrar como modalidade de treinamento resistido, este não é e não pode ser confundido com o treinamento de musculação comumente conhecido, pois o primeiro permite maior integração entre os músculos, com maior funcionabilidade (mistura treinamento de força, equilíbrio, resistência, potência, gasto calórico, coordenação, flexibilidade e os exercícios também podem se aproximar das atividades diárias), além de ser mais complexo por exigir esforço da maioria das partes do corpo. Cada modalidade tem seus prós e contras, e claro que o máximo do isolamento muscular trabalhado na musculação é importante para causar hipertrofia, por isso, o ideal, dependendo do objetivo, é não substituir o kettlebell pelo treinamento de musculação e sim complementá-lo, pois trabalham de forma diferente e algumas qualidades físicas também diferentes.
Sua prática promove muitos benefícios, a destacar: fortalecimentos dos músculos estabilizadores dos ombros e da região central do corpo (core), aumentando a estabilidade nestas regiões promovendo maior equilíbrio e prevenindo lesões; pelo grande trabalho “unilateral”  promove  correções de assimetria corporal; colabora no processo de desenvolvimento de estruturas articulares mais fortes e flexíveis, risco reduzido de lesão, maior eficiência na produção de força muscular, grande aumento na capacidade de se manter o sistema muscular contraído de forma intensa, para se conseguir executar os movimentos.
Pavel Tsatsouline foi o responsável por trazer este instrumento da Rússia para os EUA e difundi-lo. Dentre os seus praticantes comuns podemos observar atletas de diversas modalidades, lutadores, departamento de policia, bombeiros, US Secret Service (Serviço Secreto responsável pela proteção do Presidente dos EUA), FBI, Agentes Especiais do Exército Americano e Spetsnaz (Forças Especiais Russas responsáveis pelas missões anti-terrorismo e anti-sabotagem).
Assista a um vídeo que demonstra uma série de exercícios com o Kettlebell:

Quando falamos de um aluno principiante em uma academia, daqueles bem franzinos que sonham em ficar fortes e musculosos, logo pensamos em alguém com bastante capacidade de ganhar força muscular.
Isso porque estamos falando de indivíduos que vão passar pela primeira vez pelo processo de adaptação neuromuscular que é um processo capaz de aumentar a força muscular de forma rápida por fatores independentes da hipertrofia através de ajustes no sistema nervoso.
Mas e quando falamos de praticantes que já passaram por esse processo e, portanto já ganharam muita força muscular mas ainda não estão com o físico que tanto sonharam e ainda sonham?
Como disse anteriormente o ganho de força através da adaptação neuromuscular é independente da hipertrofia muscular, mas agora que a adaptação já passou, esse passa a ser o fator determinante para transformar o fraquinho em fortão.
Como a hipertrofia muscular passou a ser fator determinante, então é preciso a paciência entrar em jogo. Afinal, o efeito de vários e vários treinos parece ser mais importante que o efeito de um único treino.
Uma única sessão, mesmo de alta intensidade a ponto de causar lesão muscular, não muda a performance e nem a hipertrofia do músculo. Este resultado fortalece a noção de que são necessários treinos em cima de treinos e maior tempo para que incorporem novas adaptações morfológicas e de performance.
Portanto, para atingir os objetivos, temos que pensar em planejamento a longo prazo. Não adianta chegar na academia e pedir a super ficha de treino ao professor se esse não pensar no amanhã ou ignorar o que estava sendo feito até então achando que uma única ficha de treino vai fazer tudo mudar.
É preciso ter um planejamento completo com início, meio até atingir-se um final significativo. E nisso vai entrar de tudo: varias trocas e controle de variáveis como tempo de recuperação, quantidade de séries e repetições, velocidade da execução dos movimentos além de vários métodos de treino como: pirâmide crescente e decrescente, agonista x antagonista, super – sets, forçado ajudado, ondulatório etc.
A troca de determinados alimentos ou preparações por outros similares faz toda a diferença na alimentação saudável, seja para emagrecimento ou ganho de massa magra. O consumo exagerado de carboidratos com alto índice glicêmico (arroz branco, pão, bolo, etc.) é um dos fatores mais prejudiciais no processo de emagrecimento.
Já os mesmos alimentos na versão integral, possuem baixo índice glicêmico, são muito mais ricos em nutrientes, além de serem repletos de fibra. Sendo assim, os integrais são muito mais saudáveis e contribuem fortemente para a manutenção do peso.
Hoje especificamente falaremos do arroz branco x arroz integral.O arroz polido, ou seja, o arroz branco passa por um processo que remove a casca, o germe e, consequentemente, muitos de seus nutrientes. O polimento muda a aparência, suaviza o sabor e amacia os grãos.
Já, o arroz integral, é o grão descascado não-polido, e portanto, preserva os nutrientes contendo carboidratos, proteínas, fibras, gorduras insaturadas, vitaminas e alguns minerais. Tem textura fibrosa e requer um cozimento mais longo.A concentração de fibras insolúveis presentes no arroz integral estimula o sistema gastrointestinal e diminui a fome.
Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.O consumo regular do arroz integral, pelo menos 3 vezes na semana traz muitos benefícios, tais como: melhora o metabolismo da glicose nos diabéticos, diminui os problemas intestinais como a constipação, protege o sistema nervoso devido à vitamina B1, melhora o metabolismo da contração muscular, sendo excelente para todos, e especialmente para atletas.
É isento de glúten, portanto celíacos podem consumir.Com relação ao valor calórico destes alimentos, não há grandes diferenças: enquanto 100 gramas de arroz branco possui 128 kcal, a mesma quantidade de arroz integral possui 124kcal. Portanto não há alteração significativa na dieta, ressalto ainda que vale a pena a troca afinal temos mais nutrientes.
E claro por ser um carboidrato, desse modo um alimento energético, deve ser consumido em porções que condizem com a necessidade de cada pessoa.
Dicas para introduzir o arroz integral no seu dia a dia:
Comece introduzindo aos poucos, por exemplo, se você consome 4 colheres de sopa de arroz, misture-os.
Coloque 1 colher de sopa de integral com 3 colheres do branco e vá aumentando gradativamente até seu paladar se acostumar;
Misture o arroz integral com outros ingredientes, com alho-poró, com cenoura, vagem, salsinha, gergelim, passas, enfim, é só usar a criatividade!
Receita de Arroz Integral
Compare você mesmo:
Componente Arroz Integral Cozido Arroz Branco Cozido (tipo I) Energia (Kcal/100g) 124 128 Proteína (g/100g) 3,0 3,0 Gordura (g/100g) 1,0 0 CHO total (g/100g) 26 28 Fibra Alimentar (g/100g) 4,8 1,6 Minerais Totais (g/100g) 0,5 0,1 Cálcio (mg/100g) 5 * Magnésio (mg/100g) 59 * Ferro (mg/100g) 0,3 * Potássio (mg/100g) 75 * Zinco (mg/100g) 0,7 * Vitamina B1 (mg/100g) 0,08 *
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De acordo com a loja norte-americana Bodybuilding.com, o suplemento alimentar Assault da MusclePharm superou o Jack3d da USPlabs em vendas. A MusclePharm é uma marca relativamente nova de suplementos alimentares que tem investido maciçamente em publicidade, principalmente no UFC (Ultimate Fighting Championship).

O crescimento do UFC nos últimos anos foi extraordinário. E parece que a MusclePharm, colada no UFC, está conseguindo tirar proveito do enorme interesse que a luta tem despertado no público em geral.
Assista a um vídeo que mostra a exposição da MusclePharm no UFC (calção dos atletas e no octógono):
Será que o Assault da MusclePharm superou o fenômeno Jack3d apenas pelo alto investimento da marca em publicidade? Vejamos qual é a composição do Assault:

Como se pode ver pela tabela nutricional, o Assault da MusclePharm contém diversas substâncias bem conhecidas nos suplementos alimentares pré-treino de alta qualidade: beta-alanina, citrulina, glutamina, creatina, taurina, cafeína, BCAAs, arginina, dentre outros componentes.
Vejamos a fómula que é apresentada pelo Jack3d:

Há várias matérias na internet tratando da composição do Jack3d e da substância mais polêmica da sua fórmula: 1,3-Dimethylamylamine HCL, que seria a responsável pela "mágica" estimulante do produto. Se observarmos a composição do Assault, veremos que nela não há a 1,3-Dimethylamylamine HCL, no entanto, ali aparece uma substância parecida: (DMG) Dimethylglycine.
Será que a (DMG) Dimethylglycine do Assault equivale à 1,3-Dimethylamylamine HCL do Jack3d? Fizemos uma pesquisa pela rede e descobrimos que a substância (DMG) Dimethylglycine nada mais é do que a antiga Vitamina B16, que hoje não mais recebe tal denominação. Portanto, não se pode traçar equivalência de efeitos entre a 1,3-Dimethylamylamine HCL (substância proibida pela WADA - implica em doping) e a (DMG) Dimethylglycine.
Aí surge novamente a pergunta: o Assault da MusclePharm é melhor ou tão bom quanto o Jack3d como suplemento alimentar pré-treino ou seu sucesso de vendas somente está atrelado ao investimento pesado em publicidade?
Essa resposta depende muito da importância que se dê à substância estimulante 1,3-Dimethylamylamine HCL. Será ela a única responsável pelo sucesso do Jack3d? Acreditamos que não. Além do estímulo por ela provocado, o Jack3d também tem cafeína, que também está presente no Assault.
Além da cafeína, há a arginina para a vasodilatação e a creatina para força e volume, tanto no Jack3d quanto no Assault. Ademais, o Assault contém uma série de substâncias que não estão presentes no Jack3d. Parece-nos que o sucesso do Assault não está fincado apenas em publicidade.
E será que o Assault vai conseguir superar, no Brasil, a fama ostentada pelo Jack3d, que é copiado por uma série de outras marcas? Só o tempo dirá. Em nosso fórum já há tópicos de usuários relatando o uso do Assault: RELATO ASSAULT MUSCLE PHARM.
Se você já fez uso do suplemento alimentar Assault, não deixe de postar a sua experiência com ele, principalmente se você já fez uso do Jack3d também, podendo apresentar uma comparação pessoal entre os produtos.
A Arnold Nutrition lançou recentemente mais um suplemento alimentar termogênico.
O produto se chama Oxylin Pro. De acordo com o rótulo, trata-se de uma fórmula termogênica rápida e potente que deve ser tomada com extrema cautela, apenas por adultos saudáveis e capazes de lidar com o poder do suplemento. O uso deve ser precedido de autorização médica.

Depois de um alarde desses, cresce a curiosidade sobre a propagandeada potentíssima fórmula do Oxylin Pro da Arnold Nutriton.
Em busca das informações nutricionais no rótulo, a fórmula não parece ser tão potente, rápida ou inovadora: trata-se de um suplemento alimentar de cafeína.
A dose (1 cápsula) contém 500 mg de massa, sendo 300 mg de cafeína anidra.

Será que é só isso mesmo? Normalmente os produtos da Arnold Nutriton nos causam surpresa pela discrepância entre as informações nutricionais presentes no rótulo do produto vendido no Brasil e no rótulo do produto vendido nos EUA.
Já tivemos a oportunidade de observar essa situação na seguinte matéria: Arnold 3d Quer Ser Jack 3d.
O rótulo apresentado no Brasil acusa a presença de cafeína apenas. Já o rótulo do produto norte-americano apresenta uma série de substâncias (até a 1,3 Dimethylamylamine), sendo a cafeína apenas uma delas, na quantidade de 100 mg por dose.

Obtivemos cópia do rótulo do Oxylin Pro vendido nos EUA a partir do site da Arnold Nutriton nos Estados Unidos: Oxylin Pro no site da Arnold nos EUA.
Como já foi visto na matéria sobre o suplemento alimentar Arnold 3D, não é novidade o fato de a Arnold Nutrition copiar os passos da USP Labs. Por isso, veja a informação nutricional do suplemento alimentar OxyElite Pro da USP labs:

Existe uma semelhança considerável entre as fórmulas. Confira as informações do OxyElite Pro diretamente do site da USP Labs: Informação Nutricional do OxyElite Pro nos EUA.
São vários os relatos em nosso fórum sobre o uso do OxyElite Pro da USP labs. Acompanhe um dos mais recentes: Relato OxyELITE Pro.
E o Oxylin Pro da Arnold Nutrition vendido no Brasil? É um mero suplemento alimentar termogênico com cafeína ou contém a mesma fórmula poderosa do produto americano (semelhante à do OxyElite Pro da USP labs)?
No rótulo do produto vendido no Brasil, consta que se trata de um suplemento alimentar importado e dispensado de registro.

É possível que a Arnold Nutrition venda uma formulação do produto nos EUA e outra no Brasil. Somente um teste laboratorial poderia atestar essa diferenciação. Até prova em contrário, acreditemos no rótulo do produto vendido por aqui.
Atualmente pode-se dizer, segundo a literatura internacional, que o termo treinamento concorrente (TC), refere-se a programa que combinam treinamento de força (TF), e treinamento de resistência aeróbia (TRA), numa mesma periodização, sendo assim, também descrevem suas possíveis adaptações produzidas através destes tipos de treinamentos, (Bell et al., 2000; Hakkinen et al., 2003; McCarthy et al., 2002 apud Ugrinowitsch et AL., 2005, p. 145).
Resumidamente, pode-se dizer que o (TF), causa algumas mudanças diferenciadas quando comparadas ao (TRA), podendo ser destacados o aumento de massa corporal; aumento da densidade óssea; melhora na coordenação inter e intramuscular (Dudley & Fleck, 1987) e consequentemente, um aumento da área de secção transversal das fibras musculares do tipo I, IIa e IIb (Hakkinen et al., 2003; Ugrinowitsch et AL., 2005, p. 146).
Já o TRA aumenta o consumo máximo de oxigênio (VO máx), a atividades das enzimas oxidativas, os estoques de glicogênio intramuscular, a densidade e capacidade mitocondrial dos músculos, melhora a capacidade de difusão pulmonar, o débito cardíaco, a densidade capilar e o controle da saturação da hemoglobina (Hakkinen et al., 2003).
Já sabido sobre as qualidades e mudanças fisiológicas destes dois estudos, podemos dizer que ainda torna-se muito polêmico o estudo sobre o (TC), tendo em vista que há vários estudiosos, que dizem não haver alterações significativas, e outros que dizem que há sim mudanças significativas, dentro disso, podemos citar alguns exemplos de autores renomados que afirmam haver modificações negativas:
Hickson (1980), afirma que após avaliar 03 grupos que treinaram por 10 semanas, sendo que o primeiro grupo realizava (TF), o segundo (TRA), e o terceiro uma combinação de treino caracterizado como (TC). E após o período estipulado, quantificou-se a melhora na força dos grupos do (TF) e (TC), resultando no grupo de (TC), um aumento de força de 25% no final do estudo, já o grupo de (TF), resultou num aumento de 44% de sua força inicial.
Segundo Dudly & Fleck (1987); Hunter et al (1987) estes afirmam que está possível alteração na força, esta relacionada ao “OVERTRAINING” oriundo por submeter indivíduos a um intenso treinamento de força e simultaneamente a um treinamento de resistência aeróbia.
A capacidade de produzir um aumento significativo de força pode ser obstruída quando ladeado a um (TRA), pois, fica nítido que este tipo de treinamento reduz o volume de glicogênio estocado na célula muscular, e sem dúvidas isso poderia prejudicar acentuadamente o rendimento do treinamento de força, podendo até chegar num estado de precoce de fadiga (DUDLY & FLECK, 1987).
Ao findar de uma pesquisa realizada por Kraemer et al. (1995), com 40 militares, usando (TF), (TC), puderam concluir que: “Um grande volume de TC, durante 12 semanas, pode resultar em um indesejável aumento no nível de cortisol, o qual poderia comprometer os ganhos de força, potência e massa musculares.
Em virtude dos fatos acima mencionados, somos levados a crer que o treinamento de força, pode sim, ser influenciado de forma negativa, quando este acontece simultaneamente ao treinamento de resistência aeróbia, devido a diminuição do estoque de glicogênio e o aumento do nível de cortisol, ambos os substratos quais influenciam de forma significativa nas reações fisiológicas da musculatura esquelética.
REFEREÊNCIAS
BELL, G.J, et al. Effect of strength training and concurrent strength and endurance training on strength, testosterone, and cortisol. Journal of Strength and Conditioning Research , v.11, n.1, p.57-64, 1997.
DUDLEY, G.A.; FLECK, S.J. Strength and Endurance Training: are they mutually exclusive? Sports Medicine, v. 4, n.2, p.79-85, 1987.
HAKKINEN, K, et al. Neuromuscular adaptations during concurrent strength and endurance training versus strength training. European Journal Applied Physiology, v. 89, n.1, p. 42-52, 2003.
HICKSON, R.C. Interference of strength development by simultaneously training for strength and endurance. European Journal of Applied Physiology. v.45, n.2- 3, p. 255-263, 1980.
HUNTER, G.R.; DEMMENT, R.; MILLER, D. Development of strength and maximum oxygen uptake during simultaneous training for strength and endurance. Journal of Sports Medicine and Physical Fitness , v. 27, n.3, p. 269-275, 1987.
KRAEMER, W.J, et al. Compatibility of high-intensity strength and endurance training on hormonal and skeletal muscle adaptations. Journal of Applied Physiology , v.78, n.3, p. 976- 989, 1995.
McCARTHY, J.P.; POZNIAK, M.A.; AGRE, J.C. Neuromuscular adaptations to concurrent strength and endurance training. Medicine and Science in Sports and Exercise. v. 34, n.3, p. 511-519, 2002.
UGRINOWITSCH, C, et al. Efeito do treinamento concorrente no desenvolvimento da força motora e da resistência aeróbia. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 4, número 4 , 2005.
Quem nunca tampou o nariz e bebeu num gole so misturas tipo: leite com cenoura e beterraba, suco de mamão com maçã, fígado cru batido com couve. Desde criança nos acostumamos a sufoco alimentares para conseguir ingredientes fundamentais para saúde, força e beleza: as vitaminas. Até que, em algum momento, alguém ofereceu um trato mais camarada: um comprimido por dia e nada mais de dietas e sucos esquisitos. As vitaminas viriam prontas em um frasco.
Simples, não? A proposta transformou em pequenas capsulas essas vitaminas: os chamados suplementos vitamínicos. No mundo todo, a venda chega a US$ 76 bilhões ultrapassando as vendas de produtos tradicionais como os de perfumes e remédios para resfriados.
É uma indústria que desenvolveu com a economia, principalmente pelo fato de quem ganha mais dinheiro investe mais no próprio corpo. Caindo no propósito de que quanto melhor nos estamos mais a gente se cobra. É por isso que a venda de suplementos cresce no mundo, mas principalmente nos países em desenvolvimento.
As vitaminas são consideradas nutrientes acessórios ao organismo humano (micronutrientes), pois não fornecem energia e não contribuem de maneira significativa para a massa corporal. Com exceção da vitamina D, nosso corpo não produz vitaminas, daí a importância de seu fornecimento na dieta.
As vitaminas são produzidas nas folhas verdes e nas raízes das plantas durante a fotossíntese, e passam a fazer parte dos organismos animais que as consomem. As principais funções das vitaminas são a regulação dos processos metabólicos celulares, a facilitação da liberação de energia e sua participação no processo de síntese óssea e tecidual.
Na dose certa, as vitaminas não oferecem perigo. São 13 substâncias batizadas pelas letras A, B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12, C, D, E e K. O grupo foi batizado com letras pelo bioquímico polonês Kazimiers Funk em 1912. Ele acreditava que essas substâncias tinham todas a mesma constituição: seriam formadas por uma "amina", nome que se dá a um composto químico que tem o nitrogênio como base.
Como eram essenciais para a vida, Funk decidiu juntar o termo "vital", do latim, ao "amina": vitamina. Mais tarde, descobriu-se que as substâncias tinham composições diferentes, mas o conceito ficou.
As vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) são absorvidas e armazenadas nos tecidos adiposos do corpo e no fígado. Estas vitaminas são obtidas através das gorduras contidas na dieta, portanto uma dieta pobre em gordura pode acarretar carência de vitaminas lipossolúveis, enquanto que seu excesso pode provocar danos renais e outros malefícios à saúde.
As vitaminas hidrossolúveis (C, B6, B1, B2, niacina, ácido pantotênico, biotina, ácido fólico e cobalamina), funcionam como coenzimas, ou seja, ativadores de enzimas que aceleram reações químicas. Por serem solúveis em água e dispersarem-se pelos líquidos corporais, estas vitaminas praticamente não são armazenadas pelo corpo. Uma ingestão acima do necessário acaba sendo eliminada pela urina..
O EXCESSO DE VITAMINAS:
Só a alimentação já é suficiente para preencher a nossa cota diária de vitaminas.
Porém, toda e qualquer vitamina de ter dose certa. Se passarmos dessa quantidade exata de que o corpo precisa, dá problema. É como se tivéssemos tomado um porre de vitaminas. E, aí, podemos ter um dos dois fins: ou gastamos dinheiro à toa ou vamos causar algum mal ao organismo.
Exemplo: café da manhã com sanduíche de queijo, almoço com arroz, feijão, filé de frango, batata frita e suco de laranja, jantar com hambúrguer: está garantido o estoque de vitamina B1 necessário por dia (1,2 miligrama). Com uma goiaba de lanche da tarde, é cumprida também a cota de vitamina C.
O difícil é manter uma dieta que equilibre a necessidade de todas as 13 vitaminas. É possível, mas na prática nem sempre conseguimos planejar as refeições. Almoçamos na rua, lanches rápido, fast food... enfim, sempre falta uma vitamina ali e outra aqui.
É para acabar com essa carência que existem os suplementos vitamínicos. Eles são indicados por médicos a pessoas que comprovadamente tem menos vitaminas no corpo do que o necessário - por alimentação precária ou problemas de absorção dos nutrientes - e pessoas que precisa de tratamento para alguma doença. Nesse caso, a vitamina vira remédio. Como a B3, que tem sido prescrita por alguns médicos contra o colesterol alto.
Mas tem também o pessoal que compra vitaminas sem prescrição ou doença. As pessoas acreditam que precisam tomar mais vitaminas para se sentir melhor e proteger a saúde. E geralmente quem tem mais acesso a estas vitaminas industrializadas são as que se alimentam melhor, comem de tudo.
Em geral, suplementos prometem saciar a nossa necessidade, preencher todos os nossos reservatórios de vitaminas.
Por outro lado tem também as vitaminas que absorvemos pela comida.Tudo bem que elas podem não chegar à quantidade que o corpo pede, mas garantem alguns gramas importantes. Está aí o problema: na combinação de alimentos e suplementos. Se ultrapassarmos a dose certa de que o corpo precisa, vai sobrar vitamina. E o excesso é eliminado na urina. Aí, os suplementos podem não suplementar nada. Só levar seu dinheiro embora. Cai naquela velha historia do ‘’xixi’’ caro.
É o que acontece quando alguém tem deficiência de uma vitamina específica e recorre a algum complexo como Centrum, o líder nesse segmento no Brasil. Se você precisa só de vitamina E não adianta muito tomar um comprimido que também tem as vitaminas B2 e B6, por exemplo - elas serão eliminadas pelo corpo.
VITAMINAS E DOENÇAS:
As vitaminas não melhoraram a saúde de ninguém. As pessoas acreditam que vitamina, se não faz bem, também não faz mal. Mas elas podem fazer mal, sim!
Isso não costuma vir no rótulo dos suplementos, mas é sabido há muito tempo. Desde a década de 1980: mulheres que tomaram doses altas de vitamina B6 para aliviar os sintomas da TPM tiveram problemas nos nervos - sentiam falta de sensibilidade nos pés e nas mãos e dificuldade nos reflexos. Quando o tratamento com vitaminas foi suspenso, os sintomas sumiram.
Algumas vitaminas podem mesmo virar vilãs quando em excesso no corpo. Uma delas é a B9. Uma porção de 100 gramas de cereal de milho tem quase toda a dose de B9 de que precisamos por dia, 0,4 miligrama. Se chegarmos a 1 grama por dia (uma caixa inteira de cereal), a coisa fica perigosa: o excesso de B9 está ligado a câncer de cólon. É raro alguém comer uma caixa de cereal por dia, e todo dia, por isso os médicos dizem que a alimentação não oferece risco. Já no caso dos suplementos, um comprimido tem concentrações muito grandes de vitaminas. E não é difícil alguém achar que tomar 5 comprimidos por dia não vai fazer mal.
Uma recomendação prudente consiste na ingestão de uma dieta balanceada, contendo frutas, cereais e vegetais. Como já citado, as vitaminas atuam também como coenzimas ou precursores de coenzimas que regulam o metabolismo energético.
Porém, nenhuma pesquisa demonstrou que uma maior ingestão de vitaminas aprimoraria a liberação de energia e melhoraria o desempenho em atividades físicas. Pelo contrário, um estudo envolvendo suplementação vitamínica e mineral em indivíduos sadios e bem-nutridos não mostrou nenhum benefício para a aptidão aeróbia, força muscular e desempenho geral.
A suplementação de vitaminas poderia ser benéfica no caso de indivíduos com reservas muito abaixo do normal, mas isso só deve ser feito com extrema supervisão.

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